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Bancos usam Open Finance e IA agêntica para ganhar principalidade e acelerar disputa por clientes


As instituições financeiras estão redesenhando como o Open Finance é aplicado no mercado brasileiro. A avaliação é da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação, que aponta uma mudança de foco no setor. Antes concentrado na adequação regulatória e na criação de novos modelos de negócio, o enfoque atual é combinar dados compartilhados com a inteligência artificial (IA) agêntica. A conquista da principalidade dos clientes é um dos objetivos centrais desse movimento.


Segundo Ricardo Zanini, diretor Executivo de Finanças da FCamara, o debate no setor deixa de girar em torno do potencial da IA e passa a se concentrar na aplicação prática. “O mercado já entendeu o valor dessa tecnologia. O desafio agora é aterrissar esse uso. As companhias buscam aplicá-la para cortar custos, aumentar a eficiência do backoffice e, ao mesmo tempo, criar experiências hiperpersonalizadas”, afirma.


Com o avanço do Open Finance, bancos e fintechs começam a utilizar informações compartilhadas para interpretar padrões de comportamento, antecipar necessidades e oferecer produtos mais adequados às características de cada cliente. A evolução é impulsionada pela adoção de modelos agênticos de IA, no qual sistemas aprendem continuamente com o histórico financeiro e comportamental para sugerir ações e orientar decisões, tornando o relacionamento mais proativo.


Esse cenário responde a uma das principais questões do setor, especialmente entre bancos digitais: a principalidade. Embora muitas corporações tenham ampliado rapidamente suas bases, ainda há dificuldade em se consolidar como agência principal - posição disputada com instituições mais tradicionais. A utilização estratégica dessas informações, aliada a modelos analíticos, permite identificar oportunidades de engajamento, aprimorar ofertas e fortalecer a retenção.


Redução de custos e aumento da produtividade


Na outra ponta, a aplicação de IA sobre as bases do Open Finance também impacta a eficiência interna. A automação de processos, a análise inteligente da base e a orquestração contribuem para redução de custos, incremento de produtividade e desenvolvimento mais ágil de novos produtos financeiros.


“O Open Finance abre a possibilidade de explorar um grande volume de dados. Atender à regulamentação é apenas o primeiro passo. O diferencial está em usar o conhecimento para criar novos modelos de negócio e estruturar estratégias de ataque e defesa com foco em atração e retenção de clientes”, explica Zanini.


Nesse contexto, a FCamara atua na conexão entre estratégia, negócio e tecnologia, apoiando financeiras na transformação dos materiais coletados em decisões operacionais e oportunidades comerciais. A combinação entre Open Finance e IA agêntica acelera a construção de um modelo mais proativo no setor, no qual empresas, em vez de simplesmente reagirem às demandas, antecipam as necessidades com experiências mais personalizadas e orientadas por inteligência analítica.

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