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  • PagBank apresenta lucro recorrente de R$ 571 milhões, além do crescimento de 14% da receita líquida e 30% na carteira de crédito

    O PagBank (NYSE: PAGS), banco digital completo em serviços financeiros e meios de pagamentos, divulga os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25) , demonstrando resiliência e capacidade de execução, mesmo em um ambiente de desaceleração econômica e juros elevados. Durante o período, o banco digital seguiu ampliando receitas e otimizando a estrutura de capital, reforçando a sua eficiência operacional e rentabilidade, com foco em produtos de maior margem e na geração sustentável de valor.   “Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, retornamos aos acionistas mais de R$ 2 bilhões em dividendos e recompras nos últimos 12 meses. Olhando para frente, seguimos confiantes, mantendo sempre o foco na expansão de iniciativas estratégicas com uso crescente de IA para facilitar cada vez mais a vida financeira de nossos clientes”, afirma Alexandre Magnani, CEO do PagBank.  No 3T25, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 571 milhões , enquanto a receita líquida cresceu 14,4% a/a, totalizando R$ 3,4 bilhões , impulsionada pela aceleração da plataforma bancária, pelo aumento de receitas de serviços financeiros e ganhos de eficiência operacional.  Os depósitos somaram R$ 39,4 bilhões (+15,3% a/a e +6,1% t/t), impulsionados pelo fortalecimento da distribuição de CDBs, apoiados pelas notas máximas de solidez concedidas pelas principais agências internacionais de classificação de risco. A carteira de crédito atingiu R$ 4,2 bilhões (+29,9% a/a e +7,2% t/t), com destaque para a expansão de capital de giro para PMEs, que cresceu 116% a/a.   “Estamos ao lado dos nossos 33,7 milhões de clientes (+1,6 milhão de novos clientes no período) , oferecendo um portfólio integrado de soluções digitais que apoia o dia a dia financeiro de pessoas e negócios, tornando-o mais simples, seguro, digital e acessível”, destaca Alexandre Magnani. “Continuaremos expandindo os nossos serviços, fortalecendo o relacionamento com empreendedores e consumidores, e gerando resultados consistentes para os nossos acionistas. O avanço em crédito é uma das nossas prioridades estratégicas de longo prazo, com foco em ampliar o acesso a soluções financeiras sustentáveis e escaláveis para milhões de brasileiros”, finaliza.  Para ter acesso às demonstrações financeiras do PagBank no 3T25, clique aqui .   PagBank comunica mudanças estratégicas em sua liderança  O PagBank comunica mudanças em sua alta liderança. A partir de 1º de janeiro de 2026, como parte de um processo de sucessão cuidadosamente planejado desde 2024, Carlos Mauad, que atualmente ocupa o cargo de COO, assumirá a posição de CEO do banco. Além disso, Gustavo Sechin, atual Head de RI, será o novo CFO da Instituição.  Alexandre Magnani, CEO do PagBank, e Artur Schunk, CFO do PagBank, serão indicados para compor o Conselho de Administração da Companhia, onde poderão oferecer suporte aos executivos durante o período de transição para suas novas funções, garantido assim uma passagem de bastão fluida.  “Estou seguro de que, sob a liderança de Mauad, o PagBank estará pronto para avançar em seu próximo capítulo de crescimento. Com mais de duas décadas de ampla experiência no setor bancário e no mercado de crédito no Brasil, sua expertise será fundamental neste momento de expansão e fortalecimento do PagBank como um dos principais bancos digitais do país”, afirma Alexandre Magnani.  Já para Artur Schunk, “não há dúvidas de que Sechin seguirá com a sua comunicação clara e transparente junto ao mercado e aos nossos acionistas. Esta transição reflete a maturidade do PagBank e o fortalecimento do nosso modelo de negócios, independentemente da mudança na gestão”.  O PagBank, que nos últimos anos ampliou o seu protagonismo no sistema brasileiro nacional, reforça o seu compromisso na construção do banco do futuro, focado na melhor experiência de seus clientes, de quem a Companhia segue sendo parceira do sucesso, oferecendo um ecossistema completo, simples, seguro e acessível.

  • C6 Bank reduz gasto mínimo para ter anuidade grátis no cartão C6 Black

    O C6 Bank anunciou uma nova regra para isenção da anuidade do cartão C6 Black. O gasto mínimo para obter o benefício, que antes era de R$ 4 mil, passa a ser de R$ 3,5 mil por mês. As faturas acima desse valor que vencem em dezembro já terão isenção da anuidade.     O C6 Black é uma opção vantajosa para quem deseja ingressar na categoria premium e aproveitar os diferenciais do Mastercard Black. O cartão oferece uma série de benefícios exclusivos, como assistência médica em viagens, acesso a mais de mil salas VIPs em aeroportos, concierge 24 horas e isenção de rolha em restaurantes parceiros.  Entre as vantagens, está também o acúmulo de até 2,5 pontos por dólar gasto no crédito. Esses pontos não expiram e podem ser trocados por passagens aéreas, produtos na C6 Store (marketplace do app do banco), convertidos em milhas ou utilizados para abater o valor da fatura. Também é possível transformar pontos em dinheiro na conta corrente, com cashback de até 1,2%.  O cartão oferece ainda tag gratuita para pedágios e estacionamentos, desde que tenha sido feita pelo menos uma compra no crédito no mês anterior, além da possibilidade de emissão de até 10 cartões adicionais para uso compartilhado.   A nova regra para isenção vale exclusivamente para o C6 Black, cartão que se diferencia do C6 Carbon Black por atender públicos com perfis e necessidades distintas. No C6 Black, a anuidade passa a ser isenta para faturas a partir de R$ 3,5 mil ou para clientes com R$ 20 mil aplicados em produtos de renda fixa do banco. O C6 Carbon Black, por sua vez, mantém o benefício de isenção para quem atinge R$ 8 mil em gastos mensais ou possui R$ 50 mil investidos.  A anuidade do C6 Black é de 12 parcelas de R$ 50, com isenção nos seis primeiros meses para novas contratações, independentemente do valor da fatura.

  • Investir em imóveis com stablecoins? Com a tecnologia da Conduit, a Open Doors torna mais eficiente transações imobiliárias globais

    A Open Doors, startup brasileira de marketplace que une o setor imobiliário a tecnologias baseadas em ativos digitais e blockchain, enfrentava uma barreira central em seu modelo de negócio com os pagamentos internacionais. Sua proposta é permitir que investidores comprem imóveis globalmente de forma simplificada e segura, com suporte em todas as etapas até a entrega das chaves. Contudo, o processo tradicional envolvia prazos que podiam se estender por semanas, custos de transação elevados e falta de previsibilidade cambial, limitando a expansão da plataforma.   Para superar esse desafio, a empresa adotou a infraestrutura de pagamentos cross-border da Conduit, plataforma líder em pagamentos internacionais baseada em stablecoins. A tecnologia permite que a Open Doors utilize a stablecoin USDT para liquidar os investimentos, realizando a conversão de moedas de maneira transparente e contornando as ineficiências do sistema bancário convencional.   O impacto foi imediato e o tempo de liquidação das transações caiu de semanas para menos de 10 minutos, o que garantiu liquidez e agilidade para compradores e vendedores. “Ao combinar a expertise da Conduit com a tecnologia e o modelo de negócios da Open Doors, essa parceria marca uma nova era para o nosso setor, estabelecendo um novo padrão de inovação e agilidade nos pagamentos imobiliários globais”, afirma Ian Linhares, Co-Founder da Open Doors.   Além da velocidade, a startup passou a operar com um modelo de custos transparente e competitivo, com previsibilidade sobre taxas operacionais e de câmbio. A plataforma da Conduit também assegura que todas as operações ocorram com compliance e segurança, atendendo às exigências do setor imobiliário e dos reguladores locais.   “Ao substituir um processo historicamente lento e caro por uma solução digital e eficiente, estamos criando pontes mais seguras entre o capital global e as oportunidades locais. O sucesso da Open Doors é a prova de que a infraestrutura de pagamentos moderna pode destravar novos modelos de negócio e trazer mais dinamismo para a economia”, destaca Sofia Düesberg, General Manager da Conduit no Brasil.

  • ABcripto destaca avanço histórico com regulamentação do Banco Central para o mercado de ativos virtuais

    A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) considera um marco histórico a regulamentação publicada pelo Banco Central do Brasil (BCB) para o mercado de ativos virtuais. As novas normas, que entram em vigor em 2 de fevereiro de 2026, definem critérios para autorização, governança, segurança e transparência das empresas que prestam serviços com criptoativos no país. O conjunto das Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estabelece a criação das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) — que poderão atuar como intermediárias, custodiante ou corretoras — e enquadra determinadas operações com criptoativos, como pagamentos internacionais e transações com stablecoins, dentro das regras do mercado de câmbio e capitais internacionais. O objetivo é garantir maior segurança jurídica, padronização e integração do setor ao sistema financeiro nacional. “As resoluções do Banco Central representam um passo decisivo para a maturidade e institucionalização do setor cripto no Brasil. É o resultado de um diálogo técnico e construtivo entre o regulador e o mercado, que trará mais segurança jurídica, competitividade e estabilidade para todos os agentes do ecossistema”, afirma Bernardo Srur, CEO da ABcripto. Srur avalia que o marco é positivo e necessário, mas aponta pontos de atenção quanto ao prazo de adequação curto e ao capital mínimo exigido, que veio cerca de dez vezes superior ao valor proposto na consulta pública. “Esses fatores ainda geram questionamentos no setor. É importante garantir que a regulação fortaleça a confiança e a integridade do mercado, mas sem criar barreiras desproporcionais que possam limitar a competitividade ou desestimular novos entrantes”, explica o CEO. Outro aspecto elogiado pela ABcripto é a ênfase do Banco Central em certificações e comprovações de conformidade, especialmente nas áreas de prevenção à lavagem de dinheiro e segurança operacional. De acordo com Srur, esse é um movimento alinhado à atuação da entidade, que lançou o Selo ABcripto de Conformidade em Custódia e PLD/FT e a ferramenta Contra Golpe, voltada à prevenção de fraudes e à proteção de investidores. Como próximos passos, a ABcripto reunirá seus associados para avaliar os impactos da regulamentação e formular questionamentos técnicos ao Banco Central, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da norma e apoiar sua implementação de forma equilibrada. “O marco regulatório é um passo fundamental para que o Brasil consolide sua liderança em inovação financeira na América Latina. A ABcripto continuará atuando de forma colaborativa para garantir que a regulação proteja o investidor, estimule a inovação e promova um desenvolvimento sustentável do setor cripto”, conclui Srur.

  • Rico lança Conta de Investimento Global com campanha de taxa de conversão zerada e acesso ao mercado americano com investimentos a partir de R$ 100

    A Rico , plataforma de investimentos e serviços financeiros do Grupo XP Inc. , anuncia o lançamento de mais uma vantagem: a sua Conta de Investimento Global , uma solução que permite aos clientes acesso a determinados ativos do mercado americano a partir de R$ 100. Além disso, durante todo o mês de novembro, a Rico promove uma campanha que zera a taxa de conversão aos clientes que investirem via Conta de Investimento Global dentro do período da campanha. A novidade reforça o compromisso da marca em oferecer oportunidades acessíveis e práticas de diversificação, permitindo que qualquer investidor possa dolarizar seu patrimônio e acompanhar as principais tendências do mercado global . A Conta de Investimento Global está disponível a todos os clientes da Rico e seu processo de abertura e manutenção, além de gratuito, é simples: após a solicitação e análise de dados, a conta é ativada rapidamente , oferecendo ao investidor uma experiência completa, digital e integrada diretamente pelo app da Rico. Com a nova conta de investimento internacional, os clientes terão acesso a diversas opções de ativos do mercado americano, como renda fixa, renda variável, fundos de investimentos, bolsas americanas, títulos do Tesouro dos EUA e entre outros, abrangendo todos os perfis de investidor. Além disso, o serviço oferece câmbio facilitado com cotação em tempo real e remessas durante o horário de funcionamento do mercado , com opção de agendamento quando o mercado estiver fechado. “Investir no exterior não deve ser uma barreira — acreditamos que essa oportunidade precisa estar ao alcance de todos. Com a Conta de Investimento Global da Rico, oferecemos uma porta de entrada acessível, prática e transparente para quem deseja diversificar seus investimentos internacionalmente”, afirma Pedro Canellas, head da Rico. Outro diferencial é o imposto de renda facilitado : os clientes Rico que tiverem a Conta de Investimento Global ativa poderão ter acesso a um relatório gratuito de IR fornecido pela MyCapital, disponível diretamente no app da Rico — uma forma de simplificar ainda mais a gestão dos investimentos internacionais.   Taxa de conversão zerada Durante o período de campanha, de 1º a 30 de novembro de 2025, os clientes que abrirem a conta e realizarem aportes poderão contar com spread zerado por prazo determinado, de acordo com o volume investido. A dinâmica funcionará por meio de cashback sobre essa taxa, válida para valores efetivamente investidos em qualquer ativo até 30/11/2025, limitado a USD 100.000 de remessas ao longo do mês. Para mais informações, consulte o regulamento disponível no site https://promo.rico.com.vc/black-rico-ofertas/ . “Entendemos que a construção de um portfólio diversificado também inclui ativos internacionais, que protegem os investidores de todos os tamanhos e perfis de possíveis oscilações de mercado. Com a Conta de Investimento Global, queremos que o pequeno investidor tenha autonomia para construir uma carteira completa sem burocracia”, explica Gerson Fini, diretor executivo da Rico. O lançamento da Conta de Investimento Global da Rico fortalece a estratégia da marca ao tornar o universo de investimentos mais acessível e simplificado, agora também no cenário internacional, oferecendo uma porta de entrada para quem deseja investir em dólar e explorar novas oportunidades fora do Brasil.   Experiência completa de investimentos A Rico se destaca por tornar os investimentos mais acessíveis e descomplicados, especialmente para o público jovem. Com uma plataforma intuitiva e completa, oferece vantagens que acompanham o investidor em toda a sua jornada financeira. Entre os principais diferenciais da Rico estão o Fundo 24h , que proporciona praticidade na construção da reserva de emergência ou de oportunidade; a prateleira exclusiva de renda fixa, as Rentabilíssimas , com produtos que buscam maior rentabilidade disponíveis diretamente no app; e o fundo Rico Bitcoin Dólar . A funcionalidade Meus Objetivos permite organizar os investimentos de forma estratégica, alinhada aos planos de cada cliente, enquanto a taxa zero de corretagem para ações incentiva investimentos. O Cartão Rico oferece ainda benefícios adicionais, como possibilidade de acesso a salas VIP em aeroportos selecionados, e o Investback , que pode transformar parte dos gastos no crédito em novos investimentos. Com foco na excelência em atender seus clientes, a Rico foi reconhecida em 2025 como “Melhor Banco e Plataforma para Investir” pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e Toluna Insights, em três categorias: privacidade, aconselhamento e contato.

  • COP30: Como a Urgência Climática Está Redefinindo o Setor de Eventos

    A COP30 , marcada para acontecer em 2025 em Belém do Pará, não é apenas mais uma conferência climática — é um divisor de águas. Não só para a política ambiental global, mas também para o setor de eventos , que vive um momento de reinvenção forçada. Diante da pressão climática e das expectativas por ações reais, o setor de eventos não pode mais operar como antes. Sustentabilidade, inclusão e impacto positivo saíram do discurso e entraram no checklist obrigatório de quem organiza, apoia ou participa de encontros corporativos, feiras, congressos e festivais. O que é a COP30 e por que ela importa tanto A COP (Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas) é o principal fórum internacional sobre o clima. A COP30 será realizada no Brasil, um dos países mais estratégicos nesse debate por conta da Amazônia. A escolha de Belém é simbólica e prática: coloca o mundo frente a frente com os impactos e soluções ambientais da maior floresta tropical do planeta. Mas o evento vai além do campo político. Ele representa uma virada na forma como o mundo — e especialmente o setor produtivo — enxerga suas responsabilidades. E o setor de eventos , que movimenta multidões e grandes cadeias logísticas, está na linha de frente dessa transformação. O setor de eventos e sua pegada ambiental Eventos têm impacto. E ele é grande. Emissões de CO₂ com transporte aéreo, consumo excessivo de energia, geração de resíduos, desperdício de alimentos, uso de materiais não recicláveis... tudo isso pesa. Alguns dados para dimensionar: Um evento de médio porte pode gerar de 1 a 5 toneladas de lixo por dia . Estima-se que um congresso internacional com 5.000 pessoas possa gerar até 3.000 toneladas de CO₂ , considerando deslocamentos, alimentação e infraestrutura. Esse modelo linear (produzir, usar, descartar) está em xeque. A pressão de patrocinadores, participantes e entidades reguladoras é clara: ou o setor se adapta, ou fica para trás . Como a urgência climática está redefinindo o setor A COP30 intensifica um movimento que já vinha ganhando força, mas agora se torna inadiável. Abaixo, os principais pontos de mudança: 1. Neutralização de carbono vira obrigação Eventos carbono neutro deixaram de ser diferencial e viraram o novo normal. Isso inclui a medição precisa das emissões do evento; ações concretas de redução (transporte coletivo, fornecedores locais, energia renovável); e a compensação via créditos de carbono sérios e auditados. Na COP30, espera-se que todos os eventos paralelos ou oficiais sigam essa lógica — e que sirvam de modelo replicável. 2. Fornecedores sustentáveis ganham prioridade Organizadores estão repensando toda a cadeia. Fornecedores que não têm práticas sustentáveis estão sendo deixados de lado. Hoje, é preciso comprovar origem de materiais, eficiência energética e compromisso ambiental . Desde a cenografia até o buffet, tudo entra na conta. 3. Redução de resíduos é regra Plásticos de uso único estão sendo banidos. A montagem e desmontagem de estruturas agora precisam ser pensadas para gerar o mínimo de descarte. Muitos eventos estão adotando kits reutilizáveis ou biodegradáveis; ecocopos e utensílios compostáveis; e estações de coleta seletiva com monitoramento. 4. Tecnologia como aliada da sustentabilidade Ferramentas digitais ajudam a tornar eventos mais limpos e eficientes: Apps substituem papel e impressos; Realidade aumentada evita transporte e montagem de materiais físicos; Plataformas de gestão ajudam a monitorar consumo de energia, água e geração de resíduos em tempo real. 5. Experiências mais conscientes O conteúdo dos eventos também está mudando. Palestras sobre ESG, oficinas sobre economia circular, painéis sobre inovação climática passaram a fazer parte da agenda — mesmo em eventos não diretamente ligados ao meio ambiente. Afinal, a urgência climática não é pauta de nicho. É transversal. Oportunidade para o Brasil: ser vitrine de eventos sustentáveis Sediar a COP30 é uma vitrine. E é também uma chance histórica de mostrar que o país pode ser referência em eventos sustentáveis . Belém, por exemplo, já está sendo pressionada a preparar uma infraestrutura com foco ambiental e social. Isso envolve uma logística inteligente de transporte público e bicicletas; energia limpa em locais de evento; e a participação ativa de comunidades locais na organização.Empresas brasileiras do setor de eventos têm a chance de se posicionar globalmente como fornecedoras de soluções sustentáveis , aproveitando a visibilidade da COP. Turismo de negócios e sustentabilidade caminham juntos A COP30 também coloca foco no turismo de negócios com pegada verde. Participantes de eventos agora escolhem com mais critério onde vão, como vão e o que consomem no destino. Cidades que oferecem hospedagem sustentável, alimentação orgânica e local, e programas de compensação de carbono ganham vantagem competitiva. A experiência do visitante importa — e ela precisa ser coerente com os valores da sustentabilidade. Desafios reais do setor Claro, nem tudo é simples. O setor enfrenta desafios como: Custos mais altos  de soluções ecológicas (que tendem a cair com escala); Falta de padronização  na medição de impactos; Greenwashing  — empresas que fazem marketing verde sem mudanças reais; Infraestrutura urbana limitada  para suportar eventos sustentáveis fora dos grandes centros. Mas os eventos que não investirem em soluções reais correm o risco de serem rejeitados por patrocinadores, clientes e participantes  cada vez mais exigentes. A COP30 como catalisadora A COP30 não é só uma conferência. É um acelerador. Um ponto de virada que obriga o setor de eventos a mudar agora — com impacto global. Quem estiver preparado vai se destacar. Quem ignorar essa mudança vai desaparecer. O futuro dos eventos é verde — ou não será A urgência climática não é mais previsão. É realidade. E o setor de eventos , que tradicionalmente operou com alto impacto, tem a chance (e a obrigação) de se transformar em um agente de soluções sustentáveis . Mais do que se adaptar à COP30, é hora de fazer da sustentabilidade um valor central. Não como marketing, mas como compromisso real. O futuro dos eventos passa pela neutralidade de carbono, pela circularidade e pela transparência . A boa notícia? Quem liderar essa transformação não vai apenas sobreviver — vai crescer com relevância, propósito e inovação.

  • Adiante Recebíveis e Webmania lançam crédito automático para PMEs

    Em um cenário econômico ainda restritivo, quase metade das pequenas e médias empresas afirma ter enfrentado dificuldade para acessar crédito, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada em julho deste ano. Para reduzir essas barreiras e facilitar o capital de giro de PMEs, a Adiante Recebíveis, fintech especializada em antecipação de recebíveis e pertencente ao Grupo GCB, firmou uma parceria com a Webmania, plataforma de emissão e gestão de documentos fiscais. A integração permite que empresas antecipem seus recebíveis de vendas à vista ou parceladas, diretamente no ambiente da Webmania, com resposta de aprovação automática.  O recurso nasce da conexão direta entre o sistema de emissão de notas fiscais da Webmania e a inteligência de crédito da Adiante Recebíveis, via API, utilizando dados que a empresa já insere na plataforma, como notas fiscais e histórico de vendas. Na prática, o processo elimina uploads manuais, cadastros duplicados e análises demoradas, e tudo ocorre de forma 100% automatizada, rápida e transparente.  “Trata-se de uma inovação em linha com o conceito de embedded finance (finanças embutidas), que consiste em incluir serviços financeiros em plataformas que originalmente não são financeiras, em que o crédito vai até o cliente, e não o contrário. Agora, donos de PMEs podem acessar capital de giro dentro do ambiente que ele já usa diariamente, sem fricções e com total segurança”, afirma Marcos Barros, CEO da Adiante Recebíveis.  Além da praticidade, a solução tem um impacto direto no fluxo de caixa dos empreendedores. Ao transformar informações fiscais em dados financeiros prontos para análise, a integração amplia o acesso ao crédito e democratiza o financiamento para as PMEs, setor responsável por 84,5% das contratações registradas em agosto de 2025, segundo levantamento do Sebrae, realizado com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  Desde o início de suas operações, a Adiante Recebíveis já antecipou R$ 2 bilhões em valores e realizou mais de 130 mil transações para pequenas e médias empresas em todo o país. Com a parceria, as companhias esperam alcançar R$ 7 milhões em volume de crédito concedido até dezembro de 2025, impulsionadas pela integração entre crédito e tecnologia.

  • Proposta do Banco Central busca disciplinar risco dos tokens e ativos virtuais

    O Banco Central do Brasil (BCB) abriu a Consulta Pública nº 126/2025, que propõe o enquadramento prudencial de tokens e ativos virtuais nas regras de capital, liquidez e gestão de riscos já aplicáveis ao sistema financeiro tradicional.  A proposta segue diretrizes de órgãos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Comitê de Estabilidade Financeira (FSB) e o Comitê de Basileia para Supervisão Bancária (BCBS), estabelecendo um marco de integração do mercado tokenizado ao arcabouço prudencial existente e alinhando o Brasil às práticas internacionais de estabilidade financeira.  O modelo é baseado em risco (risk-based): as exposições passam a compor o cálculo dos ativos ponderados pelo risco (RWA) e impactam diretamente os requerimentos de capital e liquidez das instituições. A proposta também cria uma classificação prudencial em quatro subgrupos (1A, 1B, 2A e 2B) e estabelece limite de 1% do capital Nível I para ativos de maior risco. instituições enquadradas no Segmento S5 (Regime Prudencial Simplificado) e instituições de pagamento Tipo 2 ou fora de conglomerado prudencial ficam vedadas ficam vedadas de manter exposições a esses instrumentos, em razão do perfil de risco simplificado.  A entrada em vigor está prevista para 1º de janeiro de 2027, com fase de transição em julho de 2026.  “A CP 126/2025 é um passo relevante para trazer tokens e ativos virtuais ao perímetro prudencial, alinhando o Brasil aos padrões de regulação propostos por organismos internacionais. Ao incorporar esses ativos à estrutura de capital e de riscos, o Banco Central reforça a busca por um sistema financeiro preparado para a inovação”, explica Christian Squassoni, sócio da área de Direito Bancário do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) .  “O tema traz segurança jurídica e alinhamento internacional, mas também aumenta o custo de capital e a complexidade operacional para quem atua com ativos digitais. Será um desafio equilibrar prudência regulatória e viabilidade de modelos inovadores”, completa Thiago do Amaral Santos, Sócio da área de Contratos Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) .  As contribuições à consulta podem ser enviadas até 30 de janeiro de 2026 por meio da plataforma Participa + Brasil. O período de transição servirá para que as instituições ajustem estruturas de capital, governança e métricas de risco ao novo enquadramento prudencial.

  • Como a IA vai auxiliar a gestão fiscal das empresas no período da Black Friday?

    A Black Friday se consolidou no Brasil como o maior evento de vendas já há alguns anos. Em 2025, a expectativa é de que o volume de transações ultrapasse todos os recordes, impulsionados pela digitalização dos negócios e pelo consumo orientado por dados. No entanto, junto com as oportunidades, surgem também os desafios — especialmente os fiscais e operacionais, que se intensificam nesse curto e intenso período. Para Mauricio Frizzarin, fundador e CEO da QYON Tecnologia, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de softwares para gestão empresarial com inteligência artificial, é nesse cenário que a Inteligência Artificial (IA) se torna uma aliada estratégica, capaz de transformar a forma como as empresas gerenciam suas operações, tomam decisões e mantêm a conformidade fiscal em tempo real. "Durante a Black Friday, com o volume de vendas crescendo exponencialmente, os varejistas devem ter uma enxurrada de notas fiscais, tributações variáveis por produto e jurisdição, além da necessidade de reconciliação contábil rápida e precisa. Tradicionalmente, essas tarefas sobrecarregam equipes e aumentam o risco de erros e autuações", afirma Frizzarin. A IA muda completamente esse panorama. Sistemas inteligentes de gestão fiscal, baseados em machine learning e Big Data, conseguem validar e emitir notas fiscais em tempo real, evitando inconsistências e multas; detectam padrões de erro ou risco fiscal automaticamente; ajustam cálculos tributários conforme a localidade e o tipo de operação, considerando milhares de regras fiscais simultaneamente; e ainda geram relatórios preditivos, antecipando gargalos ou inconsistências antes que causem impacto financeiro. Na prática, isso significa que a área fiscal passa de uma função reativa para um papel estratégico, capaz de apoiar decisões de negócios com base em dados confiáveis e atualizados. O fundador da QYON Tecnologia mostra que, com o uso de Big Data e IA, é possível cruzar informações fiscais, financeiras e operacionais em tempo real. Assim, gestores podem acompanhar margens, tributos incidentes e custos logísticos de cada produto, ajustando preços e promoções de forma dinâmica e segura. Imagine, por exemplo, um sistema que identifica automaticamente um aumento repentino nas vendas de um item específico e, ao mesmo tempo, alerta para o impacto tributário dessa variação. Com a IA, essa análise é feita instantaneamente, permitindo decisões rápidas e assertivas, algo essencial durante a Black Friday, em que cada minuto conta. Ou seja, aplicação da IA na gestão fiscal e contábil traz ganhos que vão muito além da automação, tais como redução de erros e de passivos fiscais; otimização do tempo das equipes, que passam a atuar de forma mais estratégica; maior transparência e segurança das informações; melhor previsibilidade financeira, permitindo planejar investimentos e promoções com mais precisão. Além disso, o uso intensivo de tecnologia contribui para a formalização e a competitividade do mercado. Empresas que adotam sistemas inteligentes tendem a operar com mais conformidade, reduzindo assimetrias e fortalecendo o ecossistema como um todo. Assim, a Black Friday de 2025 marca um ponto de virada. As empresas que enxergam a Inteligência Artificial como parte central da sua operação estarão mais preparadas para enfrentar não apenas picos sazonais, mas um mercado cada vez mais dinâmico e fiscalmente exigente. "Acredito que a combinação entre tecnologia, automação e inteligência de dados é o caminho para uma gestão mais ágil, eficiente e segura. A IA não veio para substituir o julgamento humano, mas para potencializá-lo fornecendo as informações certas, no momento certo, para decisões mais inteligentes", finaliza Frizzarin.

  • Money 20/20 Las Vegas revela que o futuro das finanças digitais será invisível, integrado e centrado no usuário

    O Money 20/20 , principal evento global do setor financeiro e de fintechs, realizado entre 26 e 29 de outubro em Las Vegas, revelou uma mudança de paradigma no mercado: a melhor tecnologia financeira é aquela que o usuário não percebe estar usando. Enquanto inteligência artificial, stablecoins e tokenização dominaram os painéis, uma tese unificadora emergiu dos quatro dias de discussões: o futuro das finanças digitais será construído sobre a intersecção entre dados estruturados, experiência sem fricção e compliance contínuo. "A infraestrutura financeira está desaparecendo por design, não por ineficiência. Os trilhos operam nos bastidores enquanto a experiência do usuário assume o protagonismo, com liquidação em tempo real, taxas menores e confiança ampliada", analisa o especialista em tecnologias financeiras e CRO da Azify, que acompanhou o evento presencialmente, Gustavo Siuves. Open Banking e dados estruturados saem da teoria Um dos destaques do evento foi a demonstração prática de como o open banking deixou de ser promessa e virou habilitador essencial. A plataforma norte-americana Betterment , com mais de US$ 65 bilhões em ativos sob gestão, mostrou como onboarding e funding em minutos via OAuth, combinados com visão holística do patrimônio do cliente, reduziram drasticamente tempo e custo operacional. O case canadense da Interac e Paramount Commerce exemplificou como dados bem utilizados constroem confiança em escala. O "Moving Day" – quando milhões de canadenses mudam de endereço simultaneamente – inspirou campanhas hiper-segmentadas que se tornaram referência nacional. No combate à fraude, a evolução inclui bloqueio preventivo por emissor, categorização inteligente de transações P2P e intervenção "antes do clique". "A fricção, quando existe, é intencional e projetada para reforçar a segurança sem comprometer a sensação de controle do usuário. A Retail Payments Act canadense demonstra como abertura regulatória pode reduzir custos e ampliar concorrência sem sacrificar segurança", destaca Siuves. IA pragmática e prevenção a fraudes são destaques A FIS, gigante global de tecnologia financeira, trouxe uma das mensagens mais categóricas do evento: o futuro do core bancário será orquestrado por IA, não apenas automatizado. Mas não se trata de chatbots ou assistentes virtuais superficiais, e sim de agentes complexos operando em processos críticos: análise de crédito em tempo real, detecção comportamental de fraudes, precificação dinâmica de risco e personalização profunda de jornadas. "O consumidor já vive experiências altamente customizadas no varejo digital. Ele espera e exige o mesmo das instituições financeiras. Só com dados estruturados e acessíveis haverá personalização real", afirma o especialista. As sessões sobre prevenção a fraudes estiveram entre as mais disputadas, com a mensagem de que golpes digitais mais sofisticados exigem respostas algorítmicas instantâneas. “Machine learning para análise comportamental, sistemas de KYC adaptativos e compartilhamento inteligente de indicadores de risco entre instituições tornaram-se requisitos mínimos de operação”, analisa Gustavo. Tokenização: transações com stablecoins crescem 300% O debate sobre convergência entre finanças descentralizadas e tradicionais ultrapassou a fase do "se" e migrou para o "quando" e "como". O setor financeiro caminha para um modelo híbrido onde ativos tradicionais e digitais coexistem em fluxos de liquidação 24/7. De acordo com dados da Artemis apresentados no evento, o volume de pagamentos com stablecoins (criptomoedas projetadas para manter valor estável) cresceu mais de 300% ao ano no segmento B2B. Plataformas como Binance já detêm ativos equivalentes aos dez maiores bancos dos Estados Unidos. As criptomoedas, que já representam cerca de 4% do mercado, despontam como trilho natural para payouts cross-border e liquidações instantâneas. "A tokenização é para os mercados financeiros o que a digitalização foi para a informação. Até 2030, liquidação instantânea e interoperabilidade entre cadeias serão o padrão, não a exceção", projeta Siuves. O painel conjunto entre a plataforma global de serviços financeiros digitais Uphold e do software de carteira de criptomoedas, Exodus , revelou que o caminho para levar cripto ao mainstream (termo em inglês que significa "corrente principal" ou "convencional") passa por compliance first e UX first: construir infraestrutura com controles e licenças integrados desde o design, simplificando a experiência até que o uso seja tão intuitivo quanto qualquer aplicativo bancário. Compliance como recurso de produto Uma das principais conclusões do Money 20/20 é que compliance deixou de ser obstáculo e virou recurso de produto, embutido na infraestrutura desde o design. Nancy McDonnell, do Texas Capital Bank , foi direta: "A demanda dos clientes impulsiona a inovação bancária. Stablecoins são simplesmente o próximo passo na evolução dos pagamentos." "Os dados são os novos pilares competitivos, do antifraude ao marketing, da personalização à análise de risco. A IA pragmática já acelera operações de crédito, fraude e atendimento, e prepara o terreno para uma segunda fase: multiagentes coordenando fluxos de risco, onboarding e aconselhamento financeiro com governança explicável", complementa Gustavo. Cinco movimentos definitivos no setor financeiro até 2030 Com base nas discussões do Money 20/20, Siuves aponta cinco tendências que devem definir o setor financeiro nos próximos anos:   Convergência DeFi-TradFi, com fluxos híbridos de negociação, liquidação e custódia operando 24/7;  Stablecoins multimoeda como novo mercado de câmbio global, substituindo infraestruturas legadas; Institucionalização on-chain, com bancos e reguladores integrando dados e ativos diretamente em blockchains públicas ou permissionadas; Educação e clareza jurídica como principais motores de adoção em massa; Tokenização de ativos reais (RWA) como base do novo mercado financeiro global.   "O Money 20/20 confirmou que a inovação que vence é a que se torna invisível. Quando os trilhos financeiros desaparecem da percepção do usuário, a experiência se torna intuitiva, segura e acessível. No futuro das finanças – que é, na verdade, o presente – confiança, interoperabilidade e propósito são as palavras-chave", finaliza Gustavo Siuves.

  • IA e a reinvenção da Contabilidade: ex-diretor da CVM e Bacen e referência acadêmica lideram o debate sobre o futuro da informação financeira

    A Contabilidade Societária, historicamente reconhecida como o alicerce da governança corporativa e da transparência empresarial, atravessa um período de intensa reavaliação. Em um cenário econômico onde a maior parte da riqueza é gerada por ativos intangíveis e a velocidade da Inteligência Artificial (IA) redefine o fluxo de dados, a utilidade e a capacidade das demonstrações financeiras (DFs) tradicionais de refletir o valor real das companhias são questionadas. A disciplina, que no Brasil segue os princípios da Lei das Sociedades por Ações (nº 6.404/76) e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), se vê pressionada a provar sua relevância. A validade do balanço patrimonial, essencial por detalhar ativos, passivos e patrimônio líquido, está sob análise rigorosa no mercado: os balanços continuam relevantes? Quem está lendo os balanços? A resposta, para muitas empresas de alta tecnologia, tem sido a crescente utilização de relatórios da administração e indicadores operacionais para fins de precificação, o que reforça o dilema entre a confiabilidade da informação auditada versus sua utilidade no cenário atual. Refletindo a urgência desse tema no mercado, a Capital Aberto promove, nos dias 10 e 11 de novembro, das 8h30 às 11h, um ciclo de discussões que mobiliza autoridades com experiência direta na formulação de regras e na fiscalização do mercado de capitais. Diante da intensa reavaliação da utilidade dos balanços, a necessidade de um debate de alto calibre técnico é urgente. " A contabilidade não pode mais ser vista como mera exigência burocrática, mas sim como um elemento essencial para o crescimento e a credibilidade empresarial ", destaca Maika Ishigaki , Diretora Executiva da Capital Aberto. " Reunir a experiência regulatória do Professor Eliseu Martins e a profundidade de consultoria e aplicação de mercado do Professor Eric Martins é crucial para que o setor consiga se antecipar a essa transformação sistêmica, dominando a Inteligência Artificial e os dilemas da nova economia ", completa. O professor Eliseu Martins confere ao debate um peso institucional que poucas discussões sobre o tema alcançam, dada a sua experiência crucial em órgãos reguladores. Sua trajetória é marcada pela atuação como Ex-Diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil e Ex-Diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em dois períodos (1985 a 1988 e, novamente, de Outubro de 2008 a Dezembro de 2009). Além desse histórico regulatório, Martins é Professor Emérito das Faculdades de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Essa experiência garante que a discussão sobre os dilemas contábeis – como o confronto entre custo histórico versus valor justo e a tensão entre confiabilidade versus utilidade – seja conduzida com a profundidade de quem moldou a fiscalização financeira brasileira. O professor Eric Martins complementa a análise, oferecendo a perspectiva do consultor e parecerista contábil atuante na área de contabilidade societária, avaliação de empresas e finanças. Doutor e Bacharel em Contabilidade pela FEA-USP, com Pós-Doutorado pela UFES, Eric Martins possui mais de 20 anos de experiência de docência em instituições de primeira linha. Sua experiência é ampliada pela atuação em conselhos fiscais e comitês de auditoria de capital aberto, o que conecta a teoria contábil avançada à aplicação prática exigida de controllers e auditores.   A vanguarda tecnológica e os gargalos estruturais O conteúdo do debate articula a necessidade de a contabilidade evoluir diante de startups, tecnologia e ativos intangíveis. É central a análise de como a Inteligência Artificial (IA) e o big data impactam a análise das demonstrações financeiras, permitindo a captura e a análise de informações em lote, bem como a compilação de dados provenientes de diferentes fontes. O avanço da economia digital expôs a limitação dos modelos contábeis tradicionais em refletir o valor econômico das empresas. É um movimento que, segundo o professor Eric Martins , pressiona a agenda técnica do setor. “ A Contabilidade Societária não tem acompanhado as mudanças ocorridas nos negócios nas últimas décadas. Nesse encontro, veremos como e quando isso é verdade ”, diz, em referência ao ciclo promovido pela Capital Aberto nos dias 10 e 11 de novembro. Os especialistas buscam respostas para questões cruciais: a Contabilidade está, de fato, acompanhando essa evolução tecnológica e a mudança na forma de utilização da informação contábil?. Para o setor de alta tecnologia, o debate questiona se há caminhos para a contabilidade auxiliar na precificação dessas empresas e se a alocação de capital está adequada. Os participantes também abordam os desafios de infraestrutura no país. Critica-se, por exemplo, o "acesso à informação no Brasil sofrível" e a ausência de XBRL – linguagem de marcação que facilitaria o intercâmbio de dados. Tais entraves dificultam o pleno aproveitamento das novas tecnologias.   Implicações sistêmicas: o pilar contábil e a transição fiscal A excelência na gestão contábil societária, que garante credibilidade empresarial e maior confiança de investidores, torna-se um imperativo estratégico em face do ambiente regulatório dinâmico. Embora a pauta central do encontro seja a reinvenção da contabilidade, os especialistas garantem que a profundidade do conhecimento na disciplina é crucial no cenário fiscal. A proposta de substituição de tributos pelo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) representa uma mudança estrutural na apuração de impostos. Essa transição exigirá ajustes profundos na escrituração contábil e no controle de créditos tributários. Empresas que utilizam o planejamento contábil como instrumento de gestão para otimizar impostos e melhorar sua liquidez precisarão da profundidade desse conhecimento para garantir uma transição segura e eficiente para o novo modelo tributário. A boa gestão contábil é o diferencial que define o sucesso ou o fracasso de uma empresa em um mercado competitivo.

  • Especialistas do setor financeiro debatem a revolução do crédito com a duplicata escritural

    A digitalização do crédito empresarial no Brasil entra em uma nova etapa com a chegada da duplicata escritural. O tema, que marca uma transformação estrutural na infraestrutura financeira nacional, será debatido no evento “Do Código à Confiança”, promovido pela Vertrau Tecnologia, no dia 13 de novembro, às 16h30, no Cubo Itaú, em São Paulo. O encontro reunirá especialistas do mercado financeiro e de tecnologia para discutir como a regulação, a interoperabilidade e os novos sistemas digitais estão moldando o futuro do crédito estruturado no país. Entre os palestrantes confirmados estão Carlos Eduardo Benitez, especialista em infraestrutura financeira e CEO da BMP; Felipe Pretz, head de Structured Finance do banco BV; e Audrey Almeida, executiva com trajetória na integração de tecnologia e governança no mercado financeiro. O evento ocorre em um momento de inflexão para o sistema de crédito. A regulamentação da duplicata escritural pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional inaugura um ambiente digital e rastreável, com impacto direto sobre a eficiência e a segurança jurídica das operações. A partir de janeiro de 2026, instituições financeiras e fundos deverão estar aptos a operar com títulos totalmente digitais, desde a emissão até a liquidação. “O modelo amplia a liquidez, reduz custos operacionais e aumenta a transparência na cadeia de crédito. Cada título passa a ter um registro eletrônico único, com validade jurídica e identificação rastreável. A medida substitui rotinas cartoriais e reduz riscos de fraudes e duplicidades”, explica Israel Malheiros, COO da Vertrau. A transição ocorre em meio à expansão dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que, segundo ele, já respondem por mais de quatro vezes o volume das operações bancárias tradicionais de desconto de duplicatas. Dados de agosto de 2025 indicam que o saldo bancário dessas operações soma R$ 176,5 bilhões, enquanto a carteira total dos FIDCs alcança R$ 765,4 bilhões, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Esse movimento reforça o papel dos fundos como principal canal de intermediação de crédito empresarial no país e evidencia a necessidade de aprimorar a interoperabilidade entre registradoras, administradores e gestores”, avalia Malheiros. Ele acrescenta que, no modelo atual, a ausência de integração plena entre agentes regulados ainda gera barreiras práticas à governança e à transparência das operações. Para a Vertrau, a duplicata escritural consolida um novo ciclo de crédito estruturado baseado em dados confiáveis, padronização e governança digital. Para agilizar todo o processo, a empresa desenvolveu o VeHub, plataforma em nuvem que conecta fundos, administradoras, consultorias e registradoras em um mesmo ambiente. O sistema automatiza etapas de análise de risco, escrituração e conciliação, atendendo às normas da CVM 175, BCB 339 e Lei 13.775/2018. “O avanço da duplicata escritural representa a maturidade institucional do crédito brasileiro. É a base de um ecossistema digital em que segurança jurídica, eficiência e transparência caminham juntas”, afirma Israel Malheiros. O debate no Cubo pretende reunir gestores, reguladores e empresas para discutir os próximos passos da infraestrutura de crédito no país e o papel da tecnologia na construção de um mercado mais integrado e confiável. ServiçoEvento: Do Código à Confiança Data: 13 de novembro de 2025 Horário: 16h30 Local: Cubo Itaú – São Paulo Evento exclusivo – vagas limitadas

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