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  • Como o crowdfunding virou uma alternativa de investimento que impulsiona setores estratégicos da economia

    O crowdfunding tem se consolidado como uma alternativa de investimento sólida e lucrativa, conectando projetos inovadores a investidores engajados em impulsionar novas ideias. Nesse modelo, os investidores aportam capital em um projeto e, em contrapartida, adquirem uma participação acionária ou no capital social da empresa, tornando-se parceiros e compartilhando os resultados e o crescimento da companhia. O modelo se assemelha ao crowdfunding social, as famosas “vaquinhas” online, com o diferencial de trazer retorno financeiro. Sua ideia é fomentar a economia real — aquela que lida com criação de valor e impacto direto na sociedade, apresentada por meio de projetos tangíveis. Investimentos em energia renovável, por exemplo, são peças fundamentais dessa economia. “Por meio de uma abordagem inclusiva, o crowdfunding contribui para a democratização do acesso ao financiamento empresarial e elimina as barreiras de entrada de novos empreendedores, permitindo que ideias inovadoras saiam do papel”, avalia Felipe Vergasta, CEO da Finme , empresa do mercado financeiro que opera sob esse modelo. Como investimento, o crowdfunding é regulamentado e fiscalizado no Brasil pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2017. O objetivo da CVM é trazer mais opções de capitalização para empresas em fase de crescimento, para que essas companhias possam financiar o desenvolvimento de projetos e expandir seus negócios. A Finme entra nessa conta ao coordenar ofertas públicas e privadas, financiando projetos com custos operacionais mais baixos e rendimentos potencialmente mais altos do que os listados em bolsa. A empresa intermedeia os investimentos e viabiliza o retorno financeiro dos participantes; uma de suas primeiras propostas, voltada ao agronegócio, captou R$ 640 mil em oferta privada, demonstrando que essa alternativa de investimento pode mesmo impulsionar o desenvolvimento desses setores. No caso da energia renovável, por exemplo, apenas os investimentos em energia solar já ultrapassaram os R$ 200 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar), o que mostra seu caminho de expansão.  Mais acessível e próxima Também chamada de crowdfunding de investimentos, essa modalidade é muito atrativa para quem quer entrar no mercado de capitais mas não dispõe de aportes ou não deseja correr os riscos inerentes a esse tipo de investimento. Outro diferencial é que, ao investir em crowdfunding, é possível diversificar o portfólio com projetos reais, havendo maior possibilidade de retorno financeiro de longo prazo se comparado com ativos tradicionais.  “Por não exigir grandes montantes, ele garante às pessoas comuns a possibilidade de investir em empresas inovadoras, o que era anteriormente restrito aos grandes investidores”, ressalta Vergasta. O interessante é que o investidor consegue acompanhar o crescimento das empresas em que investe. As companhias que obtêm financiamento coletivo precisam apresentar um planejamento detalhado com objetivos, público-alvo, definição do capital necessário (incluindo custos operacionais e orçamento de contingência) e estratégia de escalabilidade. Além disso, as empresas têm a obrigação de apresentar relatórios periódicos de resultados e informações gerenciais após a oferta. Essa transparência assegura uma relação de confiabilidade entre ambas as partes e uma conexão direta com os investidores que abre portas para o capital, proporciona maior visibilidade ao projeto e ainda preserva a autonomia dos sócios — porque as empresas não precisam renunciar ao controle decisório ou à gestão do negócio, como no capital de risco. “A verdade é que, com uma campanha de crowdfunding bem sucedida, um empreendedor com um projeto real consegue o que chamamos de prova de conceito , ou seja, ganha validação do mercado e aumenta as possibilidades de conseguir financiamento com investidores maiores”, acrescenta o CEO da Finme.

  • Tecnologias que personalizam relatórios e centralizam dados vão ditar gestão financeira empresarial em 2025

    A transformação digital das atividades econômicas chega à área de planejamento estratégico financeiro dos negócios. Inovações tecnológicas que automatizam e personalizam relatórios, centralizam dados e integram demonstrações financeiras com software ERP, estão entre as tendências que vão ditar a gestão financeira das empresas em 2025. É o que aponta, por exemplo, relatório da Deloitte, para 2025. “O setor de finanças se concentrará cada vez mais sobre o uso de big data, análise e modelagem preditiva, para orientar a estratégia de negócios”, informa texto da consultoria. Embora ressalve que não será, de imediato, uma realidade em todas as empresas, haverá sim uma intensificação desse processo. “Poucas funções financeiras terão um back office verdadeiramente touchless até 2025. Mas as tarefas mundanas se tornarão mais fácil de automatizar através de ERP, sistemas e outros meios, ‘libertando’ a área de finanças para planejamento, previsão e outras atividades de maior valor".  Quem atua desenvolvendo e fornecendo ao mercado soluções tecnológicas adverte que é hora de deixar no passado o planejamento e a gestão mediante planilhas, a elaboração manual de gráficos, relatórios e análises. É a avaliação do fundador e CEO da LeverPro , Alysson Guimarães. Empresa de tecnologia para planejamento e análise financeira de organizações de médio e grande porte, a LeverPro obteve em 2024 o reconhecimento de melhor fintech do país pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP). Ainda, a segunda colocação na categoria fintech do Ranking 100 Open Startups. As soluções que oferece ao mercado fizeram a startup se destacar no cobiçado levantamento. “A tecnologia aplicada ao planejamento e à gestão financeira gera, antes de tudo, economia de tempo. O executivo e seu time não perdem tempo confeccionando planilhas e relatórios – a tecnologia cuida disso. Esse tempo é dedicado a análises e tomadas de decisões estratégicas, que se tornam mais efetivas com as soluções tecnológicas, porque os dados obtidos são mais precisos, centralizados e integrados”, assinala Guimarães. Além da precisão e assertividade, a tecnologia customiza os relatórios. De forma automatizada e inteligente, os relatórios são adequados às demandas de cada organização. Ou seja, nada de documentos padronizados ou generalistas. "Nossa solução possui integração com mais de 50 ERPs, permitindo que o profissional trabalhe com dados precisos e atualizados", explica o CEO. A adoção de tecnologia pelo setor financeiro leva à geração de insights, análises, indicadores, gráficos, simulação de cenários, construção de orçamentos, projeções e automatização das demonstrações financeiras. “A tecnologia tira do time de planejamento e finanças as tarefas manuais e operacionais, que passa a se concentrar em estratégias, em inteligência”, reforça Guimarães.

  • Entenda o que é “fake” e o que é fato sobre a mudança nas transferências via Pix

    Recentemente, circulou pelas redes sociais a notícia falsa de que o governo federal e a Receita Federal iriam taxar transações financeiras realizadas via Pix. Isso deixou os brasileiros muito preocupados, e os termos “impostos” e “tributos” associados à palavra “Pix” foram os mais procurados conforme o Google Trends. Após a confusão, a Receita Federal negou e esclareceu que o Pix não será taxado. A informação falsa começou a ganhar força depois do anúncio da Receita Federal que instituições de pagamento devem, a partir de agora, notificar transferências mensais realizadas acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. Segundo o governo, o principal objetivo com o ampliamento do serviço de monitoramento de transações financeiras é garantir segurança e transparência nos processos, para conter possíveis fraudes fiscais. Além disso, esse protocolo não é válido apenas para o Pix, mas também para qualquer modalidade financeira em que for realizada uma transferência nesses valores. A partir de agora, instituições bancárias terão que notificar a Receita Federla sobre transações via Pix acima de R$ 5 mil para PF e R$ 15 mil para PJ. "A nova exigência da Receita Federal não significa a taxação do Pix, mas representa um avanço na segurança e transparência das transações financeiras, o que é fundamental para prevenir fraudes, cada vez mais frequentes. É importante destacar que eventuais cobranças sobre transferências estão na alçada do Banco Central, e não ao governo, neste momento. Além disso, as inovações previstas, como o Pix automático e por aproximação, reforçam a evolução contínua desse sistema, essencial tanto para usuários quanto para empresas, afirma Layon Lopes", CEO do Silva Lopes Advogados. Além disso, o governo federal garantiu que não será identificado para quem foi enviada a transferência. Conforme o advogado, com a evolução da digitalização, o governo está cada vez mais preocupado em acompanhar essas mudanças, principalmente com o número expressivo de usuários do Pix. No dia 24 de dezembro do ano passado, o Pix bateu recorde e superou a marca de 224 milhões de transações realizadas em um dia.

  • As principais tendências que guiarão a indústria cripto em 2025

    Após o bitcoin atingir novos recordes históricos em 2024 e superar a marca de 100 mil dólares, as criptomoedas se consolidam cada vez mais como pilares do futuro do ecossistema financeiro global. Com avanços regulatórios, maior adoção por governos e instituições, integração com a indústria tradicional e inovações em inteligência artificial, 2025 desponta como um ano decisivo para a expansão de casos de uso do setor. Nesse contexto, a Bitso , empresa líder da América Latina em serviços financeiros baseados em cripto, apresenta cinco predições para a indústria este ano:  Bitcoin ganha força em nova temporada do "Bitcoin moment” Após ultrapassar os ativos sob custódia (AUMs, sigla em inglês) de ouro no final de 2024, segundo o Índice de Ganho Real, do grupo Studio (IGRGS), empresa de consultoria empresarial, os ETFs de BTC atraíram ainda mais investidores institucionais, que destinaram maiores percentuais de suas carteiras a cripto. Isso impulsionou a criação de derivados e produtos financeiros avançados. Estima-se que, em 2025, pelo menos dois países do G8 incluam o bitcoin em suas reservas estratégicas. Embora países como China, Estados Unidos e Reino Unido já possuam BTC por diferentes razões, nenhum deles o adquiriu ou minerou formalmente para fortalecer suas reservas. A crescente adesão de fundos de investimento, como a BlackRock, e a utilidade do bitcoin como ativo de preservação de valor tornam essa mudança inevitável. Além disso, a política pró-cripto do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e a proposta da senadora Cynthia Lummis de criar uma reserva estratégica de bitcoin podem acelerar significativamente esse processo. Clareza regulatória devido a nova administração nos Estados Unidos A transição de governo nos Estados Unidos deve trazer maior foco na regulamentação de ativos digitais, promovendo padrões claros e uniformes. Esse avanço não apenas beneficiará o mercado norte-americano, mas também influenciará países da América Latina como México, Brasil, Colômbia e Argentina, onde o ecossistema cripto está em rápida evolução. Reguladores latino-americanos podem adotar medidas inspiradas no modelo americano, promovendo inovação e segurança, enquanto atraem investimentos globais. O crossover entre criptomoedas e inteligência artificial A convergência entre cripto e inteligência artificial será um marco de 2025, impulsionando soluções inovadoras. Desde mercados descentralizados otimizados por algoritmos até wallets inteligentes que antecipam padrões de gastos, essa integração criará novas oportunidades. Além disso, a automação de processos regulatórios e a prevenção de fraudes fortalecerão a confiança nos sistemas baseados em blockchain , ampliando sua adoção e redefinindo o papel das criptomoedas em uma economia digital mais conectada e inteligente. Stablecoins revolucionam o mercado de pagamentos As stablecoins (criptomoedas com paridade 1:1 com ativos como moedas fiduciárias) consolidarão sua posição como peça central no mercado global de divisas. Em 2025 estima-se que representem pelo menos 4% do volume diário de transações, o dobro do registrado atualmente. As 5 principais stablecoins geram mais de 154 bilhões de dólares em transações diárias, representando pouco mais de 2% do mercado. Sua proposta de valor é inegável: disponibilidade 24/7, transferências quase instantâneas e tarifas significativamente mais baixas em comparação com os sistemas tradicionais. Esse crescimento será impulsionado, em grande parte, pela adoção institucional das stablecoins como uma ferramenta eficiente para pagamentos internacionais e liquidações. O recém-lançado estudo da Bitso Business “Ecossistema de Stablecoins na América Latina: um guia para líderes empresariais globais” , conduzido pela PCMI, revelou como a tecnologia blockchain e as stablecoins estão revolucionando as transferências globais de valor ao eliminar intermediários, reduzir custos e acelerar transações, consolidando-se como uma solução preferencial para empresas que buscam eficiência e inovação financeira. A Bitso Business - segmento B2B da Bitso que fornece a infraestrutura para o futuro dos pagamentos transfronteiriços - praticamente dobrou seu volume de negócios em 2024, superando 12 bilhões de dólares transacionados e gerenciando 10% de todas as remessas dos Estados Unidos ao México. Finanças tradicionais e cripto se fundem Em 2025, os criptoativos deixarão de ser nicho para se tornarem componentes essenciais de portfólios diversificados. Grandes bancos integrarão plataformas de negociação e custódia de criptoativos para atender à demanda por soluções confiáveis e reguladas. Paralelamente, exchanges como a Bitso expandirão suas ofertas, incorporando produtos como fundos híbridos, contas de poupança e estratégias de investimento automatizadas, tornando o acesso ao mercado cripto mais inclusivo e acessível. Esse avanço diluirá ainda mais as barreiras entre finanças tradicionais e cripto, transformando a forma como pessoas e instituições gerenciam seu patrimônio. “O ano de 2025 será decisivo para o amadurecimento e a expansão das criptomoedas. Com avanços regulatórios, integração com as finanças tradicionais e um ambiente político que pode favorecer o setor, criando oportunidades para que as criptomoedas se consolidem como um meio financeiro amplamente utilizado. Esse cenário deve fortalecer projetos que provaram sua resiliência ao longo do tempo, além de abrir novas possibilidades para aqueles que desejam fazer parte dessa evolução", apontou Daniel Gonzaléz, Analista Cripto da Bitso.

  • Das 10 startups para ficar de olho em 2025, 3 são do mercado fintech!

    O comitê editorial da Bloomberg Línea ouviu especialistas e selecionou 10 startups brasileiras que estão posicionadas com destaque, para ficarmos de olho em 2025. A lista não é um ranking com critérios objetivos como projeções de faturamento, geração de caixa ou outros indicadores financeiros, mas, sim, uma relação de negócios de base tecnológica com potencial de destaque em suas respectivas áreas de atuação ao longo de 2025. As selecionadas foram: QI Tech (fintech) CloudWalk (fintech) CrewAI (IA) Vittude (healthtech) Blip (martech) Tractian (indústria 4.0) Vammo (logtech) umgrauemeio (greentech) Sami (healthtech/insurtech) NG.CASH (fintech) Conheça abaixo um pouco mais sobre as startups que marcam presença no universo das fintechs: QI Tech A QI Tech é uma plataforma de Banking as a service , que já superou mais de 1.000 fundos que contam com R$ 121 bilhões em ativos administrados após a aprovação da compra da corretora Singulare. A startup foi a única do Brasila adquirir o status de unicórnio em 2024, após uma Série B de US$ 250 milhões. O modelo orgânico e inorgânico acelerado a expansão da QI Tech, que previa receita de R$ 680 milhões em 2024. CloudWalk A CloudWalk é dona do InfinitePay , plataforma de serviços financeiros voltada para micro, pequenos e médios empreendedores. A ClodWalk triplicou a base de clientes e alcançou a marca de 3 milhões de usuários em 2024. A fintech foi fundada em 2013 por Luis Silva e atua nos mais de 5.000 municípios do país. No ano passado, a CloudWalk deu o primeiro passo rumo à internacionalização do negócio, com base em IA e blockchain proprietário para o processamento de pagamentos. A fintech passou a operar nos Estados Unidos com a marca Jim.com e com serviços diversos como o recebimento de pagamentos instantâneos por meio do smartphone. NG.CASH A NG.Cash tem se destacado entre as fintechs por ter dado foco ao público adolescente, com idade entre 14 e 15 anos. Em um ano, a fintech cresceu 100% em volume de transações, para R$ 4 bilhões, enquanto a base chegou a 4 milhões de clientes. Com sua tese, atraiu fundos como Monashees, Andreessen Horowitz (a16z) e Generalist Capital. A startup vai além de uma conta digital e oferece educação e “poder financeiro” aos jovens e, diferentemente de outras instituições, os pais só entram na plataforma para assinar a abertura da conta. O Pix e o cartão de crédito pré-pago estão entre os serviços mais utilizados. Bônus: Sami A Sami é uma helathtech, mas que também pode ser considerada uma insurtech, afinal de contas, tem um modelo de negócios que funciona como uma operadora digital de saúde. Ela conta com R$ 60 milhões recém-captados em uma extensão de uma Série B de 2023, e pretende acelerar o ritmo de crescimento em 2025. A startup fundada e liderada por Vitor Asseituno e Guilherme Berardo passou por um processo de realinhamento do modelo de negócio ao longo de 2024. Com a estrutura reforçada, a startup quer estar mais próxima dos clientes, com planos de saúde regionalizados, para entregar a proposta que originou o modelo de negócios: ser um médico da família 2.0 com foco no atendimento a microempreendedores, em geral fora do foco de operadoras de saúde. Confira a relação completa neste link .

  • Pix monitorado? Entenda as novas regras da Receita Federal

    Nos últimos dias, muitas pessoas ficaram preocupadas com as novas regras relacionadas ao PIX e à fiscalização da Receita Federal que entraram em vigor em 2025. Para quem não viu, a Receita Federal definiu a ampliação do monitoramento de transações financeiras no Brasil, nas Instituições de Pagamento (IP's). A Instrução Normativa 2.219/2024 da Receita Federal incluiu, no monitoramento, transações Pix cujo montante movimentado no mês seja de: Acima de R$ 5.000 para pessoas físicas Acima de R$ 15.000 para pessoas jurídicas Porém, apesar deste novo monitoramento para ests tipos de instituições, a Receita já realiza há algum tempo os monitoramentos em bancos tradicionais ! Ou seja, só estamos falando da inclusão de uma nova categoria de instituição. Em 2003 , foi instituída a Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred) a partir da IN SRF nº 341/2003 . Por meio deste instrumento, a Receita Federal passou a receber montantes globais mensalmente movimentados por pessoas físicas e jurídicas, de acordo com Lei Complementar nº 105/2001, que dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras. Na época, por discricionariedade, focou-se em operações de cartões de crédito, dispensando-se movimentações realizadas por cartões de débito ou de private label (tais como os cartões vinculados a grandes redes de lojas ou de supermercados). Assim, antes, apenas os bancos tradicionais, públicos e privados, forneciam as informações. Por conta da evolução tecnológica, das novas práticas comerciais e de outros fatores, a Receita Federal atualizou a obrigação acessória, descontinuando a Decred. A e-Financeira , obrigação de tecnologia contemporânea, incorporou um módulo específico para as declarações anteriormente prestadas pela antiga Decred, passando-se a captar dados de um maior número de declarantes, alcançado valores recebidos por meio dos instrumentos de pagamento, operações hoje comumente utilizadas no mercado. Tal medida, respeita os contornos legais, inexistindo qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados . Por exemplo, quando uma pessoa realiza uma transferência de sua conta para um terceiro, seja enviando um PIX ou fazendo uma operação do tipo DOC ou TED, não se identifica, na e-Financeira, para quem ou a que título esse valor individual foi enviado. Ao final de um mês, somam-se todos os valores que saíram da conta, inclusive saques e, se ultrapassado o limite de R$5 mil para uma pessoa física, ou de R$15 mil para uma pessoa jurídica, a instituição financeira prestará essa informação à Receita Federal. Da mesma forma que ocorre com o somatório dos valores que saem de uma conta, há, também, a contabilização dos valores que nela ingressam. Na e-financeira, não se individualiza sequer a modalidade de transferência, se por PIX ou outra. Todos os valores são consolidados e devem ser informados os totais movimentados a débito e a crédito numa dada conta. Inclusive, como a nova regra, aumentou-se o limite . Antes, vigia o limite mensal de R$2 mil para as movimentações de pessoas físicas e de R$6 mil no caso de pessoas jurídicas. O que são IP's? De acordo com o Banco Central, I nstituição de pagamento (IP) é a pessoa jurídica que viabiliza serviços de compra e venda e de movimentação de recursos, no âmbito de um arranjo de pagamento​, sem a possibilidade de conceder empréstimos e financiamentos a seus clientes. As instituições de pagamento possibilitam ao cidadão realizar pagamentos independentemente de relacionamentos com bancos e outras instituições financeiras. Com o recurso financeiro movimentável, por exemplo, por meio de um cartão pré-pago ou de um telefone celular, o usuário pode portar valores e efetuar transações sem estar com moeda em espécie. Graças à interoperabilidade, o usuário pode, ainda, receber e enviar dinheiro para bancos e outras instituições de pagamento. Estas instituições podem realizar os seguintes serviços: aporte ou saque de recursos mantidos em conta de pagamento; gerir conta de pagamento; executar ou facilitar instrução de pagamento; emitir e credenciar a aceitação de instrumento de pagamento; executar remessa de fundos; converter moeda física ou escritural em moeda eletrônica, ou vice-versa; e credenciar a aceitação ou gerir o uso de moeda eletrônica. São exemplos de IP's: 99Pay, Asaas, Banqi, Cumbuca, Iugu, NG.CASH , dentre outras, que podem ser consultadas neste link . Assim, de acordo com a nova resolução, o monitoramento inclui as instituições que se enquadram em: I - serviços de custódia de valor de terceiros, aqueles prestados diretamente ao investidor, conforme definição adotada pelo BCB e pela CVM, em relação a ativos financeiros, títulos e valores mobiliários, inclusive no que se refere à manutenção de posições em contratos derivativos; II - instituições de pagamento, as pessoas jurídicas definidas no art. 6º, caput, inciso III, da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013 ; III - contas de pagamento, as contas de registro detidas em nome de usuário final de serviços de pagamento e utilizadas para a execução de transações de pagamento, conforme dispõe o art. 6º, caput, inciso IV, da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013 ; e IV - moeda eletrônica, os recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transação de pagamento, conforme dispõe o art. 6º, caput, inciso VI, da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013 . O que podemos concluir? Estas mudanças visam aumentar a transparência, combater fraudes e fortalecer o controle tributário, apenas com a inclusão de uma nova categoria de instituição financeira. A Receita Federal reforça que não há motivo para preocupação se suas movimentações estão alinhadas com suas declarações de renda ou contabilidade empresarial. No entanto, algumas dicas são úteis: Mantenha o controle das suas finanças:  Guarde comprovantes de transações de alto valor. Declare tudo corretamente:  Certifique-se de que seus rendimentos e movimentações financeiras estão devidamente registrados no Imposto de Renda. Acompanhe mudanças fiscais:  Empresas devem monitorar as atualizações e buscar orientação de contadores para evitar inconsistências.

  • FrogPay desponta como micro franquia acessível e lucrativa para investir em 2025

    Com um novo ano chegando, é hora de pensar no que investir em 2025. Para muitos, as franquias são uma oportunidade acessível, flexível e de alto potencial de retorno para começar a empreender.   Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o próximo ano tem boas perspectivas de crescimento, com expectativa de crescimento robusta, impulsionada por melhorias econômicas e por novos de mercados estratégicos, que prometem oportunidades ainda mais atrativas para novos investidores. Nesse contexto, diversas franquias têm demonstrado potencial para atingir faturamentos anuais que ultrapassam R$ 1 milhão, especialmente aquelas inseridas em setores em crescimento, como as de serviços especializados. Com um modelo de negócios focado em soluções financeiras e mais de oito anos de experiência no mercado, a FrogPay é uma das fintechs que promete se destacar no próximo ano no franchising. Por que a FrogPay se destaca? A FrogPay é conhecida por oferecer oportunidades acessíveis para empreendedores que desejam ingressar no setor de meios de pagamento. Com um investimento inicial a partir de R$ 4.999,00, a startup proporciona um modelo de negócios flexível que pode ser gerido de casa, sem a necessidade de uma estrutura física. A empresa já conta com 80 unidades ativas espalhadas por diversas regiões do Brasil e está em plena expansão, com foco em mercados promissores como as regiões Norte e Sul. Essa expansão é sustentada por um sistema que combina praticidade e suporte completo aos seus parceiros. Oportunidade de crescimento no mercado de microfranquias O mercado de microfranquias tem mostrado um crescimento impressionante. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor cresceu 87% entre 2021 e 2023, consolidando-se como uma alternativa acessível e rentável para novos empreendedores. A FrogPay está alinhada a essa tendência, com um modelo inovador que combina soluções como maquininhas de cartão, links de pagamento, contas digitais e outros serviços financeiros Diferenciais da FrogPay Investimento inicial acessível: A partir de R$ 4.999,00. Isenção de royalties: Reduz custos fixos e aumenta o lucro dos empreendedores. Suporte completo: Treinamentos, consultoria especializada e assistência contínua para garantir sucesso nas operações. Rápido retorno: Prazo médio de retorno do investimento em 1 mês . Foco no cliente: Estratégias de fidelização e suporte de marketing ajudam os parceiros a se manterem competitivos. Resultados em números Faturamento médio mensal: R$ 1.000.000,00 (consolidado) Lucro médio mensal: R$ 5.000,00 Número de unidades ativas: 80 Quem pode investir? A FrogPay busca empreendedores com visão estratégica, perfil comercial e abertura para inovações. Com suporte técnico e consultoria dedicados, a startup oferece as ferramentas necessárias para que seus parceiros tenham sucesso em um mercado altamente competitivo.

  • Quase metade dos brasileiros preferem cartões emitidos por bancos digitais

    Nos últimos anos, o mercado financeiro brasileiro vivenciou uma transformação digital, com um número significativo de brasileiros migrando para os bancos digitais. Em resposta a essa mudança, a Akamai Technologies, empresa líder em cibersegurança e computação em nuvem, em parceria com a Cantarino Brasileiro, realizou uma nova pesquisa para entender melhor os hábitos e comportamentos dos clientes dos principais bancos do Brasil. O levantamento revelou que os bancos digitais se tornaram a principal opção dos entrevistados, com 48% dos participantes afirmando que seu último cartão de pagamento foi emitido por uma dessas instituições. A popularidade das fintechs e o crescimento das soluções de pagamento digital têm alterado a dinâmica do mercado financeiro, desafiando as instituições tradicionais. É cultural que os brasileiros possuam múltiplos cartões, mas a maioria dos respondentes disse concentrar suas transações em um único plástico, que é considerado o “principal” de sua carteira”.  Contudo,  não é só a simplificação que atrai esses clientes, com os benefícios oferecidos pelos bancos, sejam os tradicionais ou digitais, também impactando nas escolhas dos brasileiros. O cashback é o favorito, com 40% dos participantes destacando essa opção como a mais atrativa, seguido de programas de pontos (25%) e descontos em lojas (24%). Para muitos brasileiros, o retorno em dinheiro imediato se tornou mais vantajoso do que os programas de pontos tradicionais, o que sugere uma mudança no perfil do cliente, que busca benefícios tangíveis e rápidos, alinhados com sua rotina de compras cada vez mais digitalizada e imediatista. Em relação às transações bancárias, o cartão de débito continua a ser o preferido dos entrevistados, com cinco em cada seis respondentes indicando seu uso regular (83%), seguido pelos cartões de crédito (74%). Embora ainda usados por apenas 24% dos respondentes, os cartões virtuais estão ganhando terreno. Essa categoria foi apontada como a solução mais segura para transações online, especialmente por conta das suas características de validade temporária e maior proteção contra fraudes. A tendência demonstra como os consumidores estão se tornando mais conscientes e preocupados com a segurança digital. “Estamos vendo uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro, que está mais seletivo e cada vez mais engajado em buscar soluções financeiras mais práticas e seguras”, Claudio Baumann, diretor geral LATAM da Akamai Technologies. Bancos tradicionais mostram força Enquanto as opções digitais parecem ganhar preferência, as instituições tradicionais ainda desempenham um papel relevante, com 38% dos últimos cartões emitidos para os entrevistados. No entanto, o estudo aponta um dado curioso: apenas 7% dos brasileiros possuem cartões de lojas de varejo, o que representa uma grande oportunidade de crescimento para o setor.  “Essa lacuna no mercado pode ser explorada pelas grandes redes para fortalecer suas ofertas e fidelizar seus consumidores, criando novos produtos financeiros, incluindo cartões de marca própria”, comenta Baumann. Outro dado significativo é a preferência por cartões com limites mais altos e taxas de juros competitivas, com 42% dos respondentes apontando o limite de crédito como o principal critério de escolha.  O que se pode concluir desse estudo é uma mudança fundamental no mercado financeiro brasileiro, onde as pessoas buscam por praticidade, segurança e benefícios diretos no momento das escolhas bancárias. A ascensão dos bancos digitais e o crescente uso de soluções para evitar fraudes evidenciam um consumidor mais consciente e seletivo. Para as instituições financeiras, isso representa não só desafios, mas também grandes oportunidades de inovar e adaptar suas ofertas, criando experiências mais alinhadas com as necessidades desse público. “Em um cenário de inflação elevada e dificuldades econômicas, a flexibilidade financeira se tornou um fator essencial para o consumidor, que busca alternativas que ofereçam controle financeiro sem comprometer sua segurança. As estratégias que focarem em segurança, conveniência e benefícios diretos serão as mais eficazes para conquistar e fidelizar os brasileiros nos próximos anos”, finaliza o diretor da Akamai. O e-book completo com todos os dados pode ser acessado aqui . Metodologia  A pesquisa "Comportamento dos clientes dos principais bancos brasileiros em 2024" foi realizada com cerca de 1.500 clientes de serviços bancários de todo o Brasil, em agosto de 2024, por meio de um painel online selecionado aleatoriamente. O estudo busca entender os hábitos e comportamentos dos brasileiros, analisando as principais escolhas e  preferências em relação a métodos de pagamento e soluções financeiras. A amostra foi balanceada com cotas para região, gênero e faixa etária, garantindo representatividade e insights detalhados sobre o perfil do brasileiro.

  • Koin vai investir R$ 30 milhões em solução de antifraude para expandir no Brasil e América Latina em 2025

    Em um mercado em expansão globalmente, a Koin, fintech especializada em simplificar o comércio digital, vai investir cerca de R$ 30 milhões para avançar em suas soluções de antifraude no Brasil e na América Latina em 2025. Impulsionada pelo aumento das transações digitais e pela sofisticação das tentativas de fraude, a fintech quer ampliar seu portfólio e trazer novas tecnologias para garantir transações cada vez mais seguras no e-commerce. “Nosso objetivo é que os lojistas tenham acesso a soluções de antifraude de qualidade com funcionalidades como biometria e 3DS, protocolo de autenticação de e-commerce, que aumenta a segurança da transação e gera uma melhor experiência de compra, para prevenir perdas em compras online", explica Dieter Spangenberg, Chief Payments and Fraud. Desenvolvida para prevenir fraudes em transações de e-commerce e maximizar as taxas de conversão de vendas, a solução da Koin utiliza inteligência artificial e machine learning para analisar transações em tempo real, identificando padrões suspeitos e comportamentos fraudulentos. Estudos indicam que, apenas nos primeiros nove meses de 2023, foram evitadas perdas de R$ 41,4 bilhões no país graças a ferramentas de autenticação e prevenção a fraudes. De acordo com o Global eCommerce Payments and Fraud Report , de 2024, lojistas na América Latina gastam quase o dobro da média global para gerenciar fraudes de pagamento (19% versus 11%), em especial as PMEs com faturamento entre US$ 50 mil e US$ 5 milhões em vendas anuais de comércio eletrônico. Para o consumidor, a falta de segurança na hora da compra pela internet também traz prejuízos. Um levantamento recente da própria Koin sobre o cenário de golpes e fraudes virtuais, mostrou que a vulnerabilidade dos consumidores ainda é uma ameaça. De acordo com a pesquisa, 62,4% dos brasileiros já sofreram alguma tentativa de golpe virtual, a maioria delas (41,8%) em sites de compra. Por isso, a evolução da oferta em antifraude é essencial para simplificar as transações e proporcionar uma experiência de compra mais fácil para os consumidores dos parceiros da marca. “Somos líderes na Argentina e estamos crescendo de forma consistente no Brasil, com a oferta de ferramentas essenciais para garantir a segurança dos consumidores e proteger as empresas contra fraudes financeiras", destaca Spangenberg. A Koin opera no Brasil, Argentina, Colômbia, México, Peru, Ururguai e Chile, e já conta com clientes de peso como Decolar e Jetsmart, Nike, Frávega, Indrive, Simmons, Clickbus e Reebok, ajudando a oferecer soluções de pagamento seguras e flexíveis em diversos países. Foco nas transações no app Koin Em paralelo, a fintech aposta nas transações por meio do app próprio. Desde que foi lançado, há pouco mais de um ano, o app já ultrapassou 1,5 milhão de downloads e vem em um ritmo de crescimento mensal superior a 50% no volume de transações. Segundo Lucas Iván Gonzalez, Chief Product Officer e Chief Comercial Officer da Companhia, “60% das operações diárias da Koin vêm do aplicativo, que tem sido cada vez mais utilizado pelos consumidores na hora de buscar crédito para comprar parcelado em suas lojas favoritas”. "Com a diversidade de meios de pagamento, além dos benefícios proporcionados para o consumidor no nosso app, esperamos triplicar o volume de transações em 2025", destaca o executivo.  Em 2025, a Koin pretende consolidar sua atuação em BNPL com a diversificação cada vez maior de segmentos, como turismo, educação, vestuário, cosméticos, esportes e pets. De acordo com o executivo da fintech, o objetivo é ampliar a democratização do crédito para novas áreas de consumo no Brasil. O reforço contínuo da carteira de clientes, somado ao crescimento do aplicativo e a expansão de soluções antifraude, a Koin pretende se consolidar como protagonista na inclusão financeira digital. “Nosso objetivo é traçar um caminho sólido para liderar o mercado de antifraude na América Latina e BNPL no Brasil, desenvolvendo produtos e parcerias que tragam acessibilidade e flexibilidade aos comércios e  consumidores", completa Gonzalez.

  • Pesquisa da Binance aponta para otimismo regulatório, tokens de IA e confiança nas memecoins

    A Binance realizou uma pesquisa global de usuários , na qual 27.230 respondentes compartilharam suas percepções sobre o estado atual do mercado cripto e suas expectativas para 2025. A pesquisa abrangeu pessoas da Ásia, Austrália, Europa, África e América Latina e destacou expectativas de maior regulamentação, protagonismo dos tokens de inteligências artificiais e ascensão dos memecoins. 2025: O ano da regulação Uma parte significativa dos respondentes espera ver maior maturidade e relevância no mundo real para o setor cripto no próximo ano. Cerca de 19% espera maior regulamentação no mercado cripto nos próximos 12 meses, enquanto 16% antecipam maior participação de instituições financeiras tradicionais e investidores institucionais no setor. Além disso, 16,5% preveem uma implementação mais ampla da tecnologia blockchain em aplicações do mundo real. A Binance já alcançou um marco significativo no início deste mês ao obter a licença de corretora de valores mobiliários no Brasil. A exchange tornou-se a primeira plataforma de criptomoedas a obter uma autorização de instituição financeira no país. Esse movimento reflete a crescente importância da regulação no mercado de blockchain, que deve ser um fator crucial nos próximos anos.  A aprovação da aquisição com autorização do Banco Central destaca que o Brasil se posiciona como um exemplo global na definição de regras claras para o setor de criptomoedas, ao impulsionar a adoção de criptoativos e criar um ambiente mais seguro e transparente para os usuários. Esse avanço regulatório é essencial para a continuidade do crescimento do mercado rumo à adoção em massa, e a aprovação da Binance reflete seu compromisso com a conformidade e a segurança, alinhando-se aos padrões globais de regulação do setor. A obtenção de licença para atuação no Brasil ocorre três meses após a obtenção do marco regulatório pela Binance na Argentina. A empresa foi incorporada em outubro de 2024 ao Registro de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV) da Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNV) do país. IA segue como tendência Entre os sub-setores emergentes, nossos usuários esperam que os tokens de IA liderem o mercado em 2025.  Ao todo, 24% dos participantes da pesquisa acreditam que esses tokens impulsionarão o crescimento do mercado e vão se tornar a categoria de ativos digitais com maior potencial percebido de valorização.  Tokens de IA (Inteligência Artificial) são unidades digitais que podem representar algum tipo de valor ou utilidade dentro de um ecossistema relacionado à inteligência artificial. São programas avançados que unem o poder de aprendizado da IA Generativa com a tecnologia blockchain. Eles operam de maneira autônoma, realizando tarefas como negociação de ativos, criação de conteúdo, análise de dados ou execução de atividades complexas em ambientes descentralizados. O grande diferencial desses agentes é que suas ações, interações e resultados podem ser monitorados, auditados e transformados em ativos monetizáveis por meio da tokenização. Febre das memecoins Dentre os tokens mais populares entre os usuários, as memecoins lideram com 16% dos respondentes. O bitcoin é o segundo ativo mais mantido, com 14,5%, seguido de perto pelo BNB, que representa 14%. Curiosamente, para os participantes da pesquisa, as participações em BNB superam o ETH, que representa 11% das participações totais. Outros tokens de Layer-1 líderes representam coletivamente 10%. Os resultados da pesquisa sugerem que as memecoins não são apenas populares em termos de participações atuais, mas também são a classe de ativos digitais que os usuários estão mais entusiasmados em relação ao futuro. Apesar do otimismo do público, o relatório da Binance Research, “ Entendendo a ascensão das memecoins ” atentou para a volatilidade das moedas. Segundo o documento, embora algumas memecoins tenham demonstrado longevidade, 97% enfrentaram quedas significativas no volume de negociação, o que reflete grande volatilidade. O documento também apontou o sucesso das memecoins em construir comunidades fortes e destaca práticas valiosas para projetos tecnológicos, como lançamentos justos e engajamento inclusivo, o que mostra a capacidade da blockchain de unir um público global. Novos adotantes cripto: abordagem cautelosa com diversos níveis de experiência A pesquisa da Binance também destaca a entrada de novos adotantes no espaço cripto. Quase metade (45%) dos respondentes ingressou no mercado em 2024, com 24,5% tendo entrado nos últimos seis meses. Embora muitos novos usuários ainda estejam na fase de adaptação, 42% dos respondentes são ativos no mercado cripto por um tempo entre 1 a 5 anos, o que demonstra uma mistura equilibrada de níveis de experiência na comunidade Binance . Uma parcela significativa, 44%, dos respondentes alocou menos de 10% de sua riqueza total em criptoativos, enquanto 24% possuem entre 10% e 25% em cripto. A atividade de negociação permanece forte, com 31% dos respondentes relatando negociações diárias e 23% negociando semanalmente. Dentre as motivações para entrar no mercado cripto, o potencial de valorização rápida dos ativos digitais emergiu como o principal motivador para os usuários, com 22,4% dos respondentes citando-o como sua principal razão para explorar o mercado de blockchain. A descentralização e a independência financeira também foram fatores significativos, influenciando 19% dos participantes. Enquanto isso, 17% dos respondentes destacaram a rapidez e a facilidade das transações como fator-chave na decisão de entrar no mercado. Binance Spot: o produto mais popular entre os usuários A pesquisa revelou que o trading Spot na Binance é o produto mais amplamente utilizado entre os participantes. Dos 27.000 respondentes, 26% identificaram o Binance Spot como seu produto preferido. Logo atrás está o Binance Earn, com 25% dos usuários utilizando ativamente seus recursos para aumentar suas participações em cripto. O Binance Convert ocupa a terceira posição, com 17% dos respondentes escolhendo-o como sua ferramenta preferida para conversões simples de cripto.

  • 4 novidades sobre o Open Finance no Brasil em 2025

    Consultora de confiança da Estrutura Inicial do Open Finance junto ao Banco Central, a Sensedia, multinacional brasileira de tecnologia, especializada em APIs e integrações, mapeou quatro novidades relacionadas ao sistema Open Finance que prometem ganhar força no mercado brasileiro em 2025. “Após uma onda de mudanças regulatórias, marcadas por temas como Pix recorrente, Pix inteligente, renovação automática de consentimento para compartilhamento de dados e início da Jornada Sem Redirecionamento, podemos dizer que 2024 foi, definitivamente, o ano dos pagamentos. Para 2025, além da evolução desses processos, o que podemos esperar é uma expansão do sistema financeiro, cada vez mais aberto e integrado, em direção a outras frentes”, João Ricardo de Almeida, Product Manager na Sensedia . Segundo análise da Sensedia, entre as novidades previstas no âmbito do Open Finance brasileiro para 2025 estão a implantação do Pix Automático, o avanço da Jornada Sem Redirecionamento, que possibilitará a implementação do Pix por Aproximação, o início da portabilidade de crédito e uma atuação mais intensiva do Banco Central no que tange à validação das informações contidas nos reports obrigatórios enviados pelas empresas. “Com o avanço progressivo do Open Finance no Brasil, estamos não só nos tornando um modelo de referência para outros países, como contribuindo para a construção de um mercado cada vez mais competitivo, em benefício dos usuários. Afinal, a abertura de dados, de forma ágil e segura, permitirá que as instituições financeiras conheçam melhor o perfil dos clientes a fim de oferecer produtos e serviços cada vez mais personalizados”, ressalta Gabriela Santana, Product Manager da Sensedia. Do Pix Inteligente para o Pix Automático Habilitado em 2024 pelo Banco Central, o Pix Inteligente permite a realização de transferências automáticas e programáveis entre contas bancárias de um mesmo titular, a partir do consentimento dado via Open Finance. Com isso, uma instituição financeira pode movimentar o saldo entre diferentes contas de um mesmo usuário, de acordo com as configurações programadas. “Para o primeiro semestre de 2025, a mesma API (Interface de Programação de Aplicações, em tradução literal) do Pix Inteligente deve liberar outra funcionalidade: a do Pix Automático que, na prática, equivale ao débito automático, porém, dentro do sistema Open Finance”, explica Almeida. Ainda segundo o executivo, os principais diferenciais do PIX Automático em relação ao débito automático referem-se ao custo e a um maior engajamento dos usuários devido à simplicidade do sistema em fazer o cadastro. “Além do custo para emissão de um boleto – que hoje é, em média, de R$ 0,68, somado aos custos operacionais –, atualmente, só é possível cadastrar débito automático nas maiores instituições bancárias. Com o Pix Automático, os bancos pequenos e digitais também poderão participar desse ecossistema, ampliando a oferta de serviços e produtos e acirrando a concorrência”, complementa Almeida. PIX por aproximação, a evolução da JSR  Atualmente em fase piloto, a Jornada Sem Redirecionamento visa habilitar os ambientes das instituições bancárias e fintechs para reduzir etapas no processo de pagamentos online e viabilizar a oferta do Pix em carteiras digitais (ou wallets), possibilitando o Pix por Aproximação, viabilizado também por meio da tecnologia NFC (Near Field Communication). Assim, ao efetuar uma compra virtual via Pix através do Open Finance, o usuário poderá fazer o pagamento de forma direta, sem precisar ser redirecionado para o aplicativo ou internet banking de sua conta, por meio do “copia e cola”. “Prevista para ser disponibilizada para o público geral no dia 28 de fevereiro de 2025, a Jornada Sem Redirecionamento é a grande aposta para que os pagamentos sejam feitos cada vez mais por meio do Open Finance. Para isso, em 2025, o Bacen deve fazer uma força-tarefa para que a JSR ganhe mais adesão e seja mais estável, obrigando todos os bancos a participar da jornada e permitir que os usuários façam PIX por aproximação por meio de um número maior de instituições a partir de 2026”, explica Gabriela Santana. Além dos bancos, a JSR também deve se estender aos iniciadores de pagamento, melhorando a experiência do usuário, tanto por meio do Pix por aproximação quanto pelo checkout no e-commerce. Portabilidade de crédito e EPOC Após os avanços no Pix Automático e JSR, o próximo passo previsto para voltar a ser discutido no âmbito do Open Finance é a portabilidade de crédito.  “Atualmente, a análise de crédito em diferentes instituições é um processo burocrático, que leva, em média, de 7 a 15 dias para ser concluído. Já a portabilidade de crédito via Open Finance prevê que contratos de créditos já assinados possam ser migrados de instituição via Open Finance, por meio da jornada de consentimento de dados, em até três dias. Com isso, além de agilizar o processo, o mercado deve se tornar mais competitivo, incentivando a redução de taxas abusivas e beneficiando os usuários”, explica a executiva. Outra novidade atrelada à portabilidade de crédito via Open Finance é a criação da EPOC (Encaminhamento da Proposta de Crédito), jornada de contratação de crédito via corresponde bancário, nos mesmos moldes da SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente) do OpIn (Open Insurance). “Por meio da EPOC, um correspondente bancário poderá enviar os dados consentidos do cliente, seja ele pessoa física ou jurídica, para uma lista de instituições que forneçam crédito. O objetivo é que elas consultem o histórico e, a partir daí, ofereçam o crédito de maneira padronizada, permitindo que o cliente acesse todas as taxas disponíveis e obtenha o financiamento de uma vez só”, explica Santana. Precisão nos dados Por meio da Instrução Normativa BCB n° 441 de 20/12/2023, o Banco Central vem reforçando o monitoramento do Open Finance, de observância obrigatória por parte das instituições participantes. E a previsão é que tal medida se intensifique em 2025. “Atualmente, o Bacen conta com quatro fontes de dados: métricas, interoperabilidade semanal e semestral e o PCM (Plataforma de Coleta de Métricas). Para 2025, tudo isso vai ser cobrado bem fortemente, com menos tolerância para divergências entre os números reportados via PCM e os números reportados nos demais relatórios, o que torna essencial que os dados sejam cada vez mais precisos. O descumprimento das normas pode acarretar multas e sanções, exigindo um alinhamento total em 2025”, conclui a executiva.

  • O ano do Pix: modelo de pagamento processou 42 bilhões de transações e consolidou sua liderança no Brasil com inovações e avanços em segurança

    O Sistema de Pagamento Instantâneo (SPI) consolidou sua liderança absoluta no Brasil em 2024, redefinindo a forma como os brasileiros realizam transações financeiras. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Banco Central, 76,4% da população adotaram o Pix como principal meio de pagamento, superando o cartão de débito (69,1%) e deixando o dinheiro físico em terceiro lugar (68,9%). Com números impressionantes, o método de pagamento processou cerca de 42 bilhões de transações no ano, movimentando mais de R$ 17,2 trilhões.  Esse desempenho histórico reflete não apenas a adesão massiva dos brasileiros, mas também a capacidade do Pix de acompanhar as principais demandas do país. Prova disso foi o novo recorde registrado no dia 29 de novembro, quando o método de pagamento alcançou a marca de 239,9 milhões de transações em apenas 24 horas, impulsionado pelo pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário.  Neste contexto, o ano de 2024 também foi marcado por inovações no ecossistema de pagamento instantâneo, com destaque para o reconhecimento facial, que trouxe ainda mais segurança e praticidade ao sistema. Além de facilitar pagamentos com agilidade, a tecnologia revolucionou o processo de onboarding de novos clientes, permitindo que usuários verifiquem suas identidades de forma rápida e eficiente. Ao capturar a imagem do rosto, o sistema valida as informações em segundos, eliminando a necessidade de métodos tradicionais e demorados, ampliando assim a inclusão e a confiança no uso do Pix. Para Ariel Salles, Vice-presidente de Tecnologia da Avivatec , empresa referência em soluções de tecnologia para negócios e no mercado financeiro, a implementação da biometria facial é um marco na segurança dos pagamentos instantâneos. "Esse método proporciona uma autenticação que dificulta tentativas de fraudes como o uso de senhas roubadas ou falsificadas. Sua aplicação em pagamentos instantâneos garante que apenas o usuário legítimo consiga autorizar a transação, tornando o processo mais seguro e eficiente. Isso é essencial à medida que o volume de transações digitais cresce, pois fortalece a confiança do consumidor e ajuda a manter a integridade dos sistemas financeiros", comenta. Além dessas inovações, outras medidas de cibersegurança foram fundamentais para proteger as transações digitais. A autenticação multifator (MFA) foi amplamente adotada, reduzindo o risco de fraudes em até 99,9% e garantindo a proteção dos dados durante o envio e armazenamento. Somado a isso, o monitoramento contínuo das transações em tempo real também foi importantíssimo, permitindo a identificação e neutralização de ameaças rapidamente. Regulamentação e o Pix por aproximação Outro marco importante para o sistema de pagamento instantâneo no Brasil foi a regulamentação e aprovação do Pix por aproximação, que já se encontra em fase de teste e estará disponível para uso de todos os usuários a partir do dia 5 de fevereiro de 2025.  Com a tecnologia NFC (near field communication), o Pix por aproximação permitirá transações rápidas e seguras apenas aproximando dispositivos como smartphones ou cartões, sem a necessidade de senha. Ideal para pagamentos de baixo valor, essa nova modalidade trará mais agilidade e conveniência, ampliando ainda mais a adesão da ferramenta como principal meio de pagamento no país. "A tecnologia NFC permite que dispositivos se comuniquem de forma rápida e eficiente ao serem aproximados, sem a necessidade de contato físico. Isso torna o processo de pagamento muito mais ágil, especialmente em situações do dia a dia, como compras em lojas ou no transporte público. A ausência de senha ou PIN também torna as transações mais convenientes e rápidas, atendendo à crescente demanda por soluções simples e eficientes no mercado de pagamentos", finaliza. Com essas medidas de segurança e as novas tecnologias, 2024 se consolidou como um ano de transformação para os pagamentos instantâneos no Brasil. O Pix segue como a principal ferramenta de pagamento, proporcionando aos brasileiros mais agilidade, segurança e conveniência no dia a dia.

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