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O Grupo Caldeira OTC, mesa de operações de criptoativos que atende clientes institucionais, e a Urban, que desenvolve infraestrutura tecnológica própria para ativos virtuais e pagamentos globais, anunciam a fusão de suas operações. Sob a marca Urban, a nova empresa nasce como um dos principais participantes do mercado institucional brasileiro de ativos virtuais, com volume conjunto transacionado superior a R$ 21 bilhões neste ano e uma estrutura construída sobre tecnologia proprietária, liquidez e compliance.
A nova Urban começa a operar com sede em São Paulo e presença operacional no Rio de Janeiro. A base reúne clientes institucionais, entre fintechs, instituições financeiras e tesourarias corporativas, e a empresa realiza pagamentos internacionais para os Estados Unidos, Europa e Ásia.
A empresa reúne operações que construíram trajetórias independentes, mas desenvolveram competências complementares em diferentes elos da cadeia de valor dos mercados de ativos virtuais e pagamentos. A combinação permitirá oferecer uma infraestrutura mais completa para fintechs, instituições financeiras, empresas de tecnologia, participantes do mercado de ativos virtuais e tesourarias corporativas.
"Cada uma das empresas desenvolveu uma competência essencial para o mercado institucional. O Grupo Caldeira OTC desenvolveu excelência operacional, comercial e de atendimento; e a Urban construiu tecnologia proprietária e escalável. A nova Urban nasce da integração dessas competências, com escala para atender empresas que demandam segurança, eficiência, liquidez e previsibilidade operacional", diz Yago Carvalho, CEO da nova Urban.
A fusão foi idealizada pela UP TO Capital, assessora estratégica da operação, que identificou as sinergias entre as empresas. A transação teve assessoria jurídica do Demarest Advogados.
A decisão de combinar as operações foi construída a partir da relação desenvolvida entre seus fundadores e da percepção de que as empresas possuíam competências complementares e atendiam a diferentes necessidades do mercado.
O Grupo Caldeira OTC, fundado por Caroline Caldeira e Yago Carvalho, desenvolveu uma atuação reconhecida no mercado institucional, combinando experiência em operações, relacionamento e atendimento a clientes com expertise em liquidez de criptoativos, market making, arbitragem e execução de operações de alto volume.
Já a Urban, fundada por Cristian Tolosa, Israel Lujan e Rafael Steinfeld, desenvolveu uma infraestrutura tecnológica proprietária voltada a ativos virtuais e pagamentos globais, com automação de processos, integração por APIs, execução institucional e mecanismos de rastreabilidade e controle operacional.
Com a fusão, a Urban passa a ter tecnologia, liquidez e operação na mesma empresa, o que elimina dependências externas. A companhia também poderá desenvolver produtos integrados para fintechs, instituições financeiras e outros participantes do mercado.
“O mercado brasileiro de ativos digitais entrou em uma nova etapa de maturidade. Para continuar evoluindo, é necessário combinar escala, tecnologia sólida, liquidez, especialização operacional e uma estrutura de governança compatível com a complexidade do setor. A união foi construída para reunir essas competências em uma plataforma institucional mais completa para os clientes”, afirma Cristian Tolosa, CFO da nova Urban.
O movimento, segundo os sócios, acompanha um mercado brasileiro cada vez mais competitivo, em que empresas do setor vêm ampliando escala e combinando competências para oferecer soluções mais completas.
“Em um mercado institucional, não basta ter acesso à liquidez. É preciso ter capacidade de execução, eficiência operacional e estrutura para atender grandes volumes com agilidade e segurança. A combinação das operações amplia essa capacidade e nos prepara para atender uma demanda cada vez mais sofisticada”, afirma Israel Lujan, Diretor de Tesouraria Operacional da nova Urban.
A Urban concentrará sua atuação em três frentes. Como liquidity provider, fornecerá liquidez de ativos virtuais em escala institucional. Em pagamentos e transferências internacionais, oferecerá soluções cross-border utilizando ativos virtuais. Já por meio do Crypto as a Service, disponibilizará sua tecnologia e infraestrutura para que outras empresas do setor possam desenvolver e oferecer seus próprios produtos e serviços.
Com atuação predominantemente B2B, a Urban também estará presente em modelos B2B2C por meio das soluções oferecidas aos seus clientes.
“O cliente permanece no centro da estratégia da nova Urban. A integração amplia nossa capacidade de entender necessidades específicas, responder com agilidade e executar operações com segurança e eficiência. Nosso objetivo é preservar a proximidade construída pelas três empresas e, ao mesmo tempo, oferecer uma estrutura mais completa e escalável”, afirma Caroline Caldeira, COO da nova Urban.
O anúncio ocorre em um momento de transformação do mercado brasileiro de ativos virtuais. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estabeleceram regras relacionadas à autorização, ao funcionamento e à prestação de serviços de ativos virtuais, além do tratamento aplicável a determinadas operações nos mercados de câmbio e de capitais internacionais.
Para as empresas abrangidas pelo regime de transição, o dia 30 de outubro de 2026 representa um marco relevante para o protocolo do requerimento inicial de autorização perante o Banco Central. A Urban está preparando seu pedido de autorização como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, com protocolo previsto dentro do prazo regulatório aplicável.
Apesar do desafio, a combinação entre as empresas não foi motivada exclusivamente pelo novo ambiente regulatório. As discussões tiveram origem nas sinergias estratégicas e operacionais identificadas entre as partes. O avanço da regulamentação, contudo, reforçou a importância de concentrar tecnologia, liquidez, governança, controles e capacidade operacional em uma estrutura institucional integrada.
“A regulamentação representa uma etapa importante de amadurecimento do mercado brasileiro de ativos virtuais. Não se trata apenas de atender a novas exigências formais, mas de construir governança, controles, capital e processos capazes de sustentar operações cada vez mais complexas. A combinação reforça nossa capacidade de crescer de maneira responsável e dentro de uma estrutura jurídica e regulatória sólida”, afirma Rafael Steinfeld, Chief Legal Officer da nova Urban.


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