Novas regras do Pix: veja como proteger seus investimentos
- Fincatch

- há 3 horas
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Começaram a valer as novas regras de segurança do Pix, com mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED). A atualização torna o rastreio do dinheiro mais eficiente em casos de fraude, mesmo quando os valores passam por outras contas, e busca acelerar a devolução para as vítimas.
O MED deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional entre instituições. A ferramenta não vale para situações como Pix enviado para destinatário digitado errado pelo usuário, arrependimento do pagamento ou disputa comercial. Pelas regras, a contestação pode ser feita no próprio aplicativo e o pedido deve ser registrado no banco dentro do prazo previsto nas normas do mecanismo. A expectativa divulgada é de recuperação em até 11 dias após a contestação, a depender da análise entre as instituições envolvidas.
Esse cenário ajuda a explicar por que a pergunta onde meu dinheiro fica mais protegido também aparece na hora de investir. Para o especialista em finanças e investimentos Fellipe Rabelo, o primeiro filtro não é a taxa prometida. “A segurança não está apenas no rendimento prometido, mas em uma combinação de fatores como a solidez da instituição escolhida, diversificação e planejamento”, afirma.
Segundo Rabelo, um dos erros mais comuns é acreditar em promessas de retorno alto sem avaliar quem está por trás do investimento. “Antes de olhar para a taxa, é fundamental analisar o emissor. Pesquisar a saúde financeira do banco ou da empresa é um passo básico, mas muitas vezes ignorado”, destaca.
“Quando uma taxa está muito acima do que o mercado paga, isso já é um sinal de alerta. Se está pagando demais, é porque o risco também é maior”, enfatiza o especialista. Nesse contexto, o Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic, entra como referência para comparar oportunidades.
Tesouro Selic como base de segurança
Em um cenário de mais cautela, Fellipe destaca o Tesouro Selic como uma das opções mais seguras disponíveis. No Tesouro Direto, são títulos públicos com recompra e liquidez diária, em dias úteis.
“O Tesouro Selic serve para qualquer perfil de investidor, conservador, moderado ou até agressivo, e para todos os tamanhos de bolso”, afirma. Por isso, costuma aparecer como destino da reserva de emergência, o dinheiro que precisa estar acessível em imprevistos.
Reserva de emergência e sinais de risco
A orientação do especialista é que a reserva cubra entre seis e doze meses dos custos fixos mensais. Esse montante não deve ficar em investimentos de maior risco, para não comprometer a segurança quando o dinheiro for necessário.
Para quem ainda dá os primeiros passos, o especialista recomenda começar com organização e cautela:
Priorizar investimentos com liquidez diária e acesso rápido ao dinheiro
Evitar aplicar todo o valor em uma única instituição ou produto
Desconfiar de promessas de retorno fácil e muito acima do padrão do mercado
Já invisto: como reduzir exposição
Para quem já investe, o momento pede atenção redobrada:
Diversificar a carteira entre instituições e tipos de investimento
Evitar concentração em instituições com sinais de fragilidade
Verificar se há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável, com limite de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição/conglomerado
Acompanhar informações públicas sobre instituições (como bases do Banco Central, a exemplo do IF.data e indicadores disponíveis ao público)
Mesmo no caso dos bancos digitais, o cuidado deve ser o mesmo. “Eles fazem parte do sistema financeiro e também oferecem acesso a ativos seguros. O importante é não deixar todo o patrimônio em um único lugar”, orienta. Rabelo também reforça que informação, diversificação e planejamento reduzem as chances de prejuízos graves. Em caso de dúvida, buscar orientação qualificada ajuda a alinhar decisões aos objetivos de curto e longo prazo.




















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