O sistema financeiro ganhou velocidade. A pergunta é: quem garante a segurança?
- Fincatch

- 9 de abr.
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A digitalização acelerada dos serviços financeiros encurtou processos, ampliou o acesso a produtos bancários e elevou o volume de transações em tempo real. Esse avanço, no entanto, ampliou também os pontos de exposição do sistema. De acordo com o Kaspersky Security Bulletin 2025, organizações financeiras registraram 1.338.357 ataques com trojans bancários no mundo entre novembro de 2024 e outubro de 2025, além do crescimento de incidentes envolvendo ransomware e fraudes automatizadas direcionadas ao setor.
“Quanto maior a velocidade das operações financeiras, maior é a exigência por controles que funcionem de forma contínua. Hoje, decisões relacionadas à segurança têm impacto direto na confiança do mercado e na capacidade das instituições de manter seus serviços em funcionamento”, afirma a Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin.
Os ataques mais recentes mostram um movimento claro dos criminosos: explorar integrações digitais, cadeias de fornecedores e comportamentos fora do padrão em sistemas que operam sem interrupção. Em muitos casos, a falha não está em um único ponto, mas na falta de visibilidade sobre o ambiente como um todo e na demora para identificar sinais de risco antes que eles se transformem em incidentes.
Para lidar com esse cenário, o setor financeiro tem buscado abordagens que combinam monitoramento permanente, análise de comportamento e respostas automatizadas, capazes de atuar enquanto as operações seguem ativas. A integração entre prevenção, detecção e recuperação tem sido apontada como um caminho para reduzir impactos operacionais e preservar a confiança dos clientes, especialmente em estruturas que não podem parar.
“Manter a fluidez dos serviços financeiros exige segurança alinhada à operação desde o início, com capacidade de acompanhar o ritmo do negócio e reagir rapidamente a qualquer anomalia. Esse equilíbrio é o que sustenta a inovação sem expor dados, transações e infraestruturas críticas”, conclui a CEO.




















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