Projeto‑piloto de Tokenização da Anbima entra em fase de testes com debêntures e fundos de investimento
- Fincatch

- há 1 hora
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A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anuncia a seleção de 20 propostas que participarão da fase de testes do Projeto‑piloto de Tokenização, iniciativa voltada à avaliação de aplicações práticas da tecnologia em debêntures e fundos de investimento. Ao todo, o projeto recebeu 39 inscrições, apresentadas de forma individual ou em consórcio por mais de 50 instituições, entre bancos, gestoras de recursos e empresas de tecnologia.
Os testes vão acompanhar, na prática, diferentes etapas do ciclo de vida dos ativos, como estruturação, emissão, transferência, eventos e liquidação, permitindo avaliar como a tokenização pode se integrar aos fluxos e processos do mercado de capitais.
O piloto ocorre em ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores. Os testes são realizados em uma infraestrutura de tecnologia de registros distribuídos (DLT), pensada pelo mercado e para o mercado, com foco na troca de experiências e na geração de aprendizados práticos.
“A expressiva participação do mercado, com 39 propostas inscritas, reforça a relevância dessa iniciativa. A fase de testes permitirá avaliar soluções na prática, mapear gargalos operacionais e apoiar a construção de referências comuns para o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais”, afirma Eric Altafim, diretor da Anbima.
Além da viabilidade técnica e operacional, o piloto busca gerar aprendizados sobre temas como padronização de fluxos de emissão, garantia das funções regulatórias e modelos de governança, considerados essenciais para o amadurecimento da tokenização no país.
Selecionados para o Projeto-piloto de Tokenização
Caso de uso: debêntures e fundos (10 propostas)
Testes em fundos e debêntures funcionando juntos na mesma infraestrutura DLT, com foco na integração de fluxos, regras e eventos ao longo do ciclo de vida dos ativos.
Consórcios ou instituições selecionadas:
Consórcio: Galápagos Capital e Liqi Digital Assets;
Itaú Unibanco;
Consórcio: Braza Bank, Libertas Asset, Actual DTVM, Ripple Brasil e BBChain;
Consórcio: BBVA e VERT Capital;
Consórcio: TokenOne, Banrisul e NF Securitizadora;
Consórcio: Banco do Brasil, BB‑BI, Caixa, Inter Asset, Inter DTVM, Núclea, RealPrice, BBChain e GoLedger;
Consórcio: Banco do Nordeste, BBChain e Britech;
Consórcio: Oliveira Trust e Liqi Digital Assets;
Consórcio: AmFi, Travessia Securitizadora e Pier Gestora;
Consórcio: Banco BNP Paribas, BBChain e RTM.
Caso de uso: debêntures (7 propostas)
Foco na emissão, gestão e liquidação de debêntures nativamente digitais.
Consórcios ou instituições participantes:
•Consórcio: Banco BV, Banco Inter e Kaleido;
•Consórcio: BZLog, Finchain, Finventures e Dojo;
•BTG Pactual;
•Consórcio: Mercado Bitcoin e Capitare;
•Consórcio: Banco Santander e Evertec;
•B3;
•Consórcio: Laqus e Bitshopp.
Caso de uso: fundos de investimento (3 propostas)
Operação de fundos de investimento por meio de smart contracts, com testes de governança e processos automatizados.
Consórcios ou instituições participantes:
• Consórcio: Apex Group, MAPS S.A. e Inspire IP;
• Consórcio: Banco Safra, Hamsa e IBM;
• Bradesco.
Próximos passos
A fase de testes tem duração prevista de cerca de seis meses. Ao longo desse período, as propostas serão acompanhadas de perto, com troca estruturada entre os participantes e registro dos principais desafios e aprendizados.
O piloto acontece em ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores. Os testes são realizados em uma rede DLT construída de forma colaborativa, pensada pelo mercado e para o mercado, com foco em troca de experiências e geração de aprendizados práticos.
Todo o conhecimento será compartilhado com o mercado, contribuindo para ampliar o acesso a referências práticas de tokenização e apoiar discussões futuras sobre o tema. A iniciativa é liderada pela Rede ANBIMA de Inovação, grupo plural que conecta o mercado financeiro à comunidade de inovação.




















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