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  • Pix Automático avança sobre pagamentos recorrentes e atrai público sem cartão de crédito

    Um ano após o lançamento pelo Banco Central, o Pix Automático começa a ganhar espaço entre empresas que trabalham com cobranças recorrentes e reforça a estratégia de ampliar o alcance do Pix para além dos pagamentos instantâneos. A modalidade, que entrou em operação em 16 de junho de 2025, foi criada para permitir pagamentos automáticos de mensalidades, assinaturas e contas periódicas mediante autorização prévia do consumidor. A iniciativa chega em um cenário de ampla consolidação geral do Pix em território nacional. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de brasileiros já utilizam o sistema, que se tornou um dos principais meios de pagamento do país. Se o Pix transformou a forma como pessoas e empresas realizam transferências e pagamentos instantâneos, o Pix Automático surge agora como uma tentativa de modernizar uma das últimas grandes frentes da jornada financeira: os pagamentos recorrentes. Agora, a proposta é expandir essa lógica para despesas recorrentes, como academias, plataformas de streaming, escolas, condomínios, clubes de assinatura e contas de consumo. Na prática, o consumidor autoriza previamente a cobrança diretamente no aplicativo da instituição financeira e, a partir disso, os pagamentos passam a ser realizados automaticamente nas datas programadas. O usuário mantém o controle para acompanhar, alterar ou cancelar a autorização sempre que desejar. Além da conveniência, a modalidade também amplia o acesso a pagamentos recorrentes para consumidores que não utilizam cartão de crédito ou preferem centralizar suas movimentações diretamente na conta bancária. Pix Automático amplia automação e reduz etapas nos pagamentos recorrentes Para especialistas do setor, o principal diferencial do Pix Automático está na redução de fricções na jornada financeira. "Em muitos modelos de cobrança, o consumidor precisa repetir o mesmo processo todos os meses, seja pagando um boleto, confirmando uma transferência ou realizando uma nova transação. O Pix Automático elimina essa etapa ao permitir uma única autorização para pagamentos recorrentes. Isso torna a experiência mais prática para o usuário e oferece mais previsibilidade para as empresas", afirma Murilo Rabusky, diretor de Negócios da Lina Open X. A mudança pode parecer simples para o consumidor, mas tem potencial para impactar diretamente a operação financeira das empresas. Em modelos baseados em boletos, por exemplo, cada cobrança exige uma nova ação do cliente. O processo envolve emissão, envio, pagamento e compensação, criando etapas adicionais entre a cobrança e a liquidação dos recursos. Além disso, problemas recorrentes como atraso no pagamento, e vencimento de cartões de crédito fazem parte da rotina de empresas que trabalham com recorrência. Segundo Rabusky, o movimento acompanha uma transformação mais ampla do mercado de pagamentos, que busca reduzir atritos e acelerar fluxos financeiros. "Nesse contexto, o Pix Automático surge como uma alternativa capaz de simplificar jornadas de pagamento e reduzir a dependência de processos manuais. Para empresas que trabalham com assinaturas, mensalidades e outros modelos recorrentes, a modalidade também representa uma oportunidade de alcançar um mercado de mais de 40 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito", destaca. Para o mercado financeiro, o avanço da modalidade vai além da conveniência para o consumidor. A expectativa é que a automação das cobranças contribua para reduzir inadimplência operacional, simplificar processos de cobrança e oferecer maior previsibilidade de receita para empresas que atuam com modelos recorrentes. O boleto está com os dias contados? O avanço da modalidade também reacende uma discussão recorrente no setor financeiro: qual será o papel do boleto nos próximos anos? Embora especialistas não apostem no desaparecimento do método de pagamento, a tendência é que o boleto perca espaço em segmentos que dependem de recorrência, automação e previsibilidade de receita. Em modelos nos quais o consumidor realiza pagamentos frequentes para uma mesma empresa, soluções automatizadas tendem a ganhar relevância à medida que reduzem etapas operacionais e facilitam a gestão financeira. "Historicamente, automatizar cobranças recorrentes era um processo mais acessível somente para grandes empresas. O Pix Automático democratiza esse acesso ao criar uma infraestrutura padronizada, que pode ser utilizada também por negócios menores, reduzindo barreiras operacionais e ampliando opções de cobrança", afirma Rabusky. Ainda assim, o boleto segue presente em diversos contextos, especialmente em operações pontuais e em transações entre empresas. A expectativa do mercado é de uma migração gradual, e não de uma substituição imediata. O que muda para o consumidor Para quem utiliza serviços recorrentes, a principal mudança é a possibilidade de automatizar pagamentos sem depender de cartão de crédito, como no caso de assinaturas de streaming ou mensalidades de academia, para citar apenas alguns exemplos. O processo é feito diretamente pelo aplicativo do banco e o usuário mantém o controle sobre as autorizações concedidas. De forma geral, o fluxo funciona em quatro etapas: a empresa envia uma solicitação de autorização; o consumidor aprova a cobrança no aplicativo bancário; os pagamentos passam a ocorrer automaticamente nas datas definidas; a autorização pode ser alterada ou cancelada a qualquer momento. A expectativa é que a modalidade ganhe espaço gradualmente à medida que mais empresas incorporem o recurso aos seus sistemas de cobrança. Pix Automático, Open Finance e a próxima evolução dos pagamentos digitais Especialistas avaliam que o potencial do Pix Automático se torna ainda maior quando combinado ao avanço do Open Finance. A integração entre compartilhamento de dados financeiros e automação de pagamentos é apontada como um dos caminhos para tornar a experiência financeira mais fluida, personalizada e conectada. "O Pix Automático representa um passo importante na evolução da jornada financeira digital. Quando combinado ao Open Finance, ele contribui para experiências mais fluidas, em que pagamentos, gestão financeira e relacionamento com empresas passam a acontecer de forma cada vez mais integrada e transparente para o consumidor", afirma Rabusky. Ainda é cedo para medir o impacto definitivo da modalidade sobre o mercado de pagamentos recorrentes. Mas, ao completar seu primeiro ano, o Pix Automático já sinaliza uma nova etapa da evolução do sistema criado pelo Banco Central. Depois de revolucionar transferências e pagamentos instantâneos, o Pix passa a avançar sobre cobranças recorrentes, um dos segmentos mais relevantes da jornada financeira de consumidores e empresas. À medida que mais organizações incorporam o recurso aos seus sistemas de cobrança, a expectativa é que o Pix Automático amplie sua participação no mercado e contribua para acelerar a digitalização de processos que ainda dependem de boletos, cartões e operações manuais.

  • Vindi passa a oferecer Pix Automático para cobranças recorrentes

    Com o Pix consolidado como principal meio de pagamento do país, empresas começam a expandir o uso da tecnologia para cobranças automáticas. Nesse cenário, a Vindi, unidade de serviços financeiros da LWSA, e especializada em soluções de cobrança e gestão de receitas recorrentes para empresas brasileiras, lança o Pix Automático em sua plataforma, ampliando as opções de pagamento para empresas que trabalham com mensalidades, assinaturas e cobranças periódicas. O lançamento acontece em um momento de consolidação do Pix no país. Dados do Banco Central mostram que o sistema movimentou mais de R$35 trilhões em 2025 e já responde por mais da metade das transações de pagamento realizadas no Brasil. O avanço da modalidade também se reflete no comportamento dos consumidores. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostra que o Pix já é o principal meio de pagamento para 80% dos brasileiros e, nas lojas físicas, é utilizado com maior frequência por 41% dos entrevistados. A expansão do Pix para pagamentos recorrentes também acompanha a evolução regulatória do sistema financeiro. Em 2025, o Banco Central publicou normas que consolidam o Pix Automático como a infraestrutura para operações recorrentes entre empresas e consumidores, impulsionando a modernização dos modelos tradicionais de débito automático. Com o Pix Automático, o consumidor precisa autorizar o pagamento apenas uma vez diretamente no aplicativo do banco. Após essa etapa, as cobranças passam a ser realizadas automaticamente nas datas definidas, sem necessidade de repetir o processo a cada vencimento. Para a Vindi, a nova modalidade representa mais um passo na evolução dos pagamentos digitais no Brasil, ampliando o uso do Pix também para operações recorrentes. “O Pix mudou rapidamente a forma como os brasileiros fazem pagamentos no dia a dia. Com o avanço do Pix Automático, vemos essa experiência chegar também às cobranças recorrentes, ampliando a conveniência para consumidores e criando novas oportunidades de eficiência para as empresas”, afirma Monisi Costa, Diretora de Payments & Banking da Vindi. Segundo a companhia, a funcionalidade deve atender principalmente negócios que trabalham com pagamentos frequentes, como academias, instituições de ensino, clubes de assinatura e empresas SaaS. O Banco Central também destaca o potencial de inclusão financeira da modalidade. Durante o lançamento do Pix Automático, a instituição afirmou que a ferramenta pode beneficiar cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito, ampliando o acesso a serviços recorrentes e assinaturas digitais. O potencial econômico dessa transformação também chama atenção. Estudo da consultoria GMattos estima que o Pix Automático pode substituir cerca de R$4 trilhões anuais atualmente movimentados por operações de débito em conta, ampliando o alcance do Pix em pagamentos recorrentes. Além da automatização das cobranças, o modelo oferece liquidação instantânea e confirmação em tempo real dos pagamentos. Diferentemente do débito automático tradicional, o Pix Automático permite ampliar o alcance das cobranças recorrentes por meio da infraestrutura única do Pix, sem a necessidade de acordos específicos com diferentes instituições financeiras. A expectativa da Vindi é simplificar rotinas operacionais ligadas à cobrança e reduzir etapas manuais associadas ao envio recorrente de boletos e lembretes de pagamento. Outro diferencial apontado pela empresa é a experiência do usuário. O consumidor consegue acompanhar, gerenciar e cancelar autorizações diretamente no aplicativo bancário de sua preferência. “O Pix Automático resolve um dos principais gargalos da recorrência no Brasil, que é o esquecimento do pagamento. Ele tira a fricção do processo e traz mais fluidez tanto para quem paga quanto para quem recebe”, diz Monisi Costa. Na plataforma da Vindi, o Pix Automático será integrado às ferramentas de gestão de cobranças já utilizadas pelos clientes da empresa. A solução permitirá acompanhar autorizações, pagamentos e cancelamentos de forma centralizada, com atualização automática sempre que houver alterações na autorização do cliente junto ao banco.

  • Entre algoritmos e novas regras: o que vai mudar no mercado de crédito e cobrança

    A evolução da inteligência artificial, os impactos da reforma tributária e a necessidade de conciliar eficiência operacional com experiência do consumidor estão entre os principais desafios que devem moldar o futuro do mercado de crédito e cobrança no Brasil. O tema esteve no centro das discussões do 13º Fórum de Inovação IGEOC, realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O debate ocorre em um momento estratégico para o setor. Segundo projeções da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a inadimplência da carteira livre deve permanecer acima de 5% em 2026, enquanto o volume de renegociações de dívidas segue em patamares elevados, reforçando a importância das operações de recuperação de crédito para a sustentabilidade do sistema financeiro. Reunindo executivos de instituições financeiras, empresas de recuperação de crédito, fornecedores de tecnologia e especialistas do mercado, o evento discutiu como as transformações econômicas, regulatórias e tecnológicas estão exigindo novas estratégias das empresas. Um dos destaques da programação foi o painel sobre o futuro do crédito e da cobrança, que reuniu Eric Garmes de Oliveira, CEO da Paschoalotto, e Rodrigo Capuruço, CEO da Volkswagen Financial Services Brasil e América do Sul. Durante a conversa, os executivos abordaram os impactos da inteligência artificial sobre a concessão, gestão e recuperação de crédito. "A IA não vai destruir o ser humano. O ser humano que sabe usar IA vai destruir o que não sabe", afirmou Capuruço. Para ele, a vantagem competitiva das empresas estará cada vez mais ligada à capacidade de combinar tecnologia, análise de dados e qualificação profissional. A discussão ganha relevância em um cenário no qual a automação e a inteligência artificial vêm assumindo papel cada vez mais estratégico nas operações de cobrança. Ferramentas de análise preditiva, personalização de jornadas e automação de processos já estão sendo utilizadas para aumentar taxas de recuperação e melhorar a experiência do consumidor. Outro tema que mobilizou os participantes foi a reforma tributária. Especialistas alertaram que as mudanças exigirão adaptações importantes por parte das empresas de cobrança, crédito e serviços financeiros, especialmente na revisão de contratos, processos e modelos operacionais. "As empresas precisarão olhar para toda a cadeia de negócios, renegociar contratos e se preparar para um modelo tributário completamente diferente do atual já a partir do próximo ano", destacou Daniel Loria, ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda. Além das questões regulatórias e tecnológicas, o Fórum também dedicou espaço ao debate sobre saúde mental nas organizações. O tema vem ganhando relevância no ambiente corporativo, especialmente em operações que convivem com metas, pressão por resultados e atendimento ao público. "Saúde mental não é uma tendência, é a nova realidade", afirmou Bárbara Carvalho, diretora da Salvia Saúde Corporativa, durante painel que reuniu representantes de empresas como NovaQuest, H Costa Cobranças, Propay e Santander para discutir práticas voltadas ao bem-estar dos colaboradores e à aplicação da NR-1. Encerrando a programação, representantes do IGEOC, Oracle, WIZ AI Brasil e Finch Soluções apresentaram aplicações práticas da inteligência artificial em operações de crédito e cobrança, demonstrando como a tecnologia pode contribuir para aumentar a eficiência operacional, apoiar a tomada de decisões e aprimorar a jornada do cliente. A edição deste ano também marcou os 20 anos de atuação do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC), reunindo profissionais que participaram da construção da entidade ao longo de sua trajetória. Para Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC, o setor vive um momento de transformação sem precedentes. "O Fórum representa o compromisso de conectar pessoas, compartilhar conhecimento e preparar as empresas para os desafios que estão por vir. A cobrança está cada vez mais integrada à inovação, à tecnologia e à construção de relações mais sustentáveis entre empresas e consumidores", afirmou.

  • Investidores que acessaram pré-IPO da SpaceX pela Hurst Capital confirmam retorno com estreia histórica na Bolsa

    A Hurst Capital, maior plataforma de ativos alternativos da América Latina, confirmou as expectativas estruturadas para os seus investidores com a estreia oficial da SpaceX na Nasdaq nesta sexta-feira (12). A fabricante de foguetes, espaçonaves e serviços de satélite de Elon Musk precificou suas ações em US$ 135 por papel na quinta-feira (11), o que levou a companhia a ter valor de mercado de US$ 1,77 trilhão, consolidando-se como a maior oferta pública inicial de ações (IPO) já realizada no mercado de capitais dos Estados Unidos. O movimento valida a operação exclusiva que, meses atrás, permitiu o acesso antecipado de brasileiros às cotas da empresa em fase de pré-IPO. Os valores acima se referem à oferta inicial. No decorrer do dia, o preço da ação só fez subir. Logo na abertura do pregão, o papel já estava valendo US$ 150 e por volta de 14h30 (horário de Brasilia), estava em US$ 172,96, alta de 28,12% em relação ao preço inicial de US$ 135. Com a subida, o valor de mercado intraday da empresa saltou para US$ 2,262 trilhões. A operação original da Hurst esgotou 100% de suas cotas em menos de 24 horas após o lançamento, impulsionada pela demanda de investidores locais por ativos globais de tecnologia de ponta. A estrutura financeira que viabilizou o investimento utilizou um Certificado de Recebíveis (CR) com lastro nos benefícios econômicos de ações da SpaceX, emitido por meio de um veículo de propósito específico (SPV) em parceria internacional, sob as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A concretização do IPO nos termos previstos confirma o modelo de originação e garante aos cotistas as opções de liquidez planejadas pela plataforma. “O verdadeiro retorno, o retorno assimétrico, acontece antes do IPO. E foi exatamente esse acesso que conseguimos entregar aos nossos investidores”, afirmou o CEO da Hurst, Arthur Farache. Segundo o executivo, o esgotamento recorde das cotas validou a estratégia de democratizar o acesso a rodadas privadas, onde instituições internacionais capturam a maior parte da valorização. Com o cenário consolidado na Bolsa, a tese se confirma. “A SpaceX combina crescimento exponencial com lucratividade comprovada, uma raridade em empresas privadas dessa escala. É uma máquina de caixa”, concluiu Farache. O IPO da SpaceX movimentou o montante recorde de US$ 75 bilhões com a venda de 555,56 milhões de ações. Com o preço fixado em US$ 135, a companhia alcançou um valuation de US$ 1,77 trilhão, o maior valor de mercado registrado para uma estreia em Bolsas norte-americanas. Com esses números, a fabricante ocupa o sétimo lugar em valor de mercado entre as empresas listadas nos Estados Unidos no início das negociações. A precificação final no topo das expectativas do mercado seguiu uma tendência de forte entusiasmo de Wall Street por ativos estruturais de tecnologia e inteligência artificial. Historicamente, o acesso a rodadas privadas de financiamento ficava restrito a grandes fundos de capital de risco internacionais, como Sequoia, Fidelity e Founders Fund. Os fundamentos reportados na época da captação indicavam o domínio da SpaceX em 86% do mercado de lançamentos espaciais nos Estados Unidos e a expansão da rede Starlink, que operava com mais de 11 mil satélites em órbita e mais de 9 milhões de assinantes, gerando receitas estimadas em até US$ 24 bilhões entre 2024 e 2025. Para os investidores que adquiriram as cotas da Hurst no Brasil, a liquidez pós-IPO segue o cronograma determinado pelas regras de mercado, que estipulam um período de lock-up de seis meses para o resgate oficial. Após essa janela regulatória, os detentores das frações do investimento poderão optar por receber as ações correspondentes diretamente em uma conta de custódia no exterior ou solicitar o resgate do valor financeiro convertido em moeda nacional no Brasil. Adicionalmente, a plataforma mantém a previsão de negociações internas por meio de seu mercado secundário. OpenAI Quem perdeu a oportunidade de investir no pré-IPO da SpaceX tem a chance de participar de outra operação semelhante. A segunda rodada para investimento na OpenAI, empresa de inteligência artificial responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, ainda está vigente. De acordo com a plataforma, 11% das cotas continuam disponíveis aos interessados. A abertura desta segunda rodada ocorreu após o esgotamento total da oferta inicial, realizada no início de maio, cujas cotas foram subscritas integralmente em dois dias. Assim como no caso da SpaceX, o investimento permite que investidores brasileiros acessem o mercado de equity privado da OpenAI, uma companhia avaliada em US$ 852 bilhões. Os interessados devem acessar o link: https://crowdfunding.hurst.capital/oportunidades/cr-openai-e215 A OpenAI registrou, em dezembro de 2025, uma base de 900 milhões de usuários ativos semanais e 50 milhões de usuários pagantes. A receita anualizada da companhia é de US$ 13 bilhões, com projeção de atingir US$ 30 bilhões em 2026, o que representa um crescimento de 225%. A composição da receita da empresa está distribuída em quatro frentes principais: assinaturas para consumidores finais (35%); serviços corporativos para clientes Enterprise (30%); licenciamento de interface de programação de aplicações (API) para desenvolvedores (30%); e frentes de agentes autônomos e publicidade (5%). Recentemente, a companhia concluiu uma rodada de financiamento de US$ 122 bilhões, que contou com a participação de grupos como Amazon, Nvidia e SoftBank. Projeções do mercado de previsão Polymarket indicam uma probabilidade de 75% de que o IPO da OpenAI ocorra com um valuation superior a US$ 1 trilhão.

  • Parcelamento fora do cartão cresce no Brasil e muda estratégia de vendas digitais

    O avanço de meios alternativos de pagamento no Brasil tem reconfigurado a dinâmica de vendas no comércio digital, especialmente em segmentos de maior ticket médio, como cursos, mentorias e infoprodutos. Enquanto o Pix consolidou sua liderança entre os meios de pagamento no país, empresas do setor passaram a apostar em formatos de parcelamento fora do sistema tradicional de cartões para não perder consumidores com restrição de limite ou aversão ao crédito rotativo. Entre essas alternativas, o boleto parcelado segue como uma das ferramentas mais utilizadas nesse mercado, justamente por permitir compras parceladas sem comprometer o limite do cartão de crédito. Reinaldo Boesso, especialista financeiro, CEO e cofundador da TMB, afirma que a mudança reflete uma adaptação prática ao comportamento do consumidor brasileiro. “Existe demanda, existe intenção de compra, mas muitas vezes a transação não acontece porque o cliente não quer comprometer o cartão ou simplesmente não tem limite disponível. Por isso, soluções como boleto parcelado e estruturas híbridas com Pix ganharam força, mas isso exige inteligência de crédito e controle rigoroso de risco”, diz. Dados divulgados pelo Banco Central em abril de 2026 mostram que o Pix respondeu por 54,7% de todas as transações de pagamento realizadas no segundo semestre de 2025, consolidando sua liderança entre os meios de pagamento no país, com 42,9 bilhões de operações no período. Ao mesmo tempo, os cartões seguem com peso relevante: juntos, crédito, débito e pré pago responderam por 30,4% das transações, somando 23,8 bilhões de operações, enquanto o número de cartões de crédito ativos chegou a 253,8 milhões no fim do período. Isso mostra que a mudança no comportamento do consumidor não elimina o crédito tradicional, mas amplia a disputa por formatos mais flexíveis de pagamento. Crédito tradicional perde espaço em parte das vendas digitais Na prática, o crescimento do parcelamento sem cartão vem sendo impulsionado por empresas que operam modelos inspirados no buy now, pay later, adaptados à realidade brasileira, com destaque para o boleto parcelado e, em alguns casos, combinações com Pix como alternativa operacional. A lógica amplia a conversão, mas transfere para a operação a responsabilidade de análise de crédito, cobrança, prevenção a fraudes e previsibilidade de caixa. Segundo Boesso, a discussão deixou de ser apenas comercial. “Não se trata mais de oferecer mais uma forma de pagamento. Estamos falando de infraestrutura financeira. Se a operação não tiver tecnologia, régua de cobrança, leitura de comportamento e mecanismos antifraude, a conversão extra pode virar inadimplência estrutural.” A mudança também acompanha o amadurecimento da economia digital. A pesquisa sobre meios de pagamento do Banco Central, publicada no fim de 2024, apontou que 76,4% da população brasileira já utilizava Pix, confirmando a rápida digitalização da jornada financeira do consumidor . Para empresas digitais, isso significa lidar com um público mais habituado à flexibilidade, mas menos disposto a aceitar barreiras tradicionais de crédito. Escalar conversão exige estrutura financeira robusta No segmento de educação digital, essa mudança é ainda mais visível. Produtos com ticket elevado frequentemente esbarram em limitações práticas do consumidor. “Muita gente quer comprar um curso, uma formação ou uma mentoria, mas prefere preservar o limite para emergências ou já está comprometida com outras despesas. Nesses casos, o boleto parcelado costuma ser uma alternativa mais aderente ao comportamento desse consumidor, enquanto o Pix pode complementar a jornada em determinadas operações. O parcelamento fora do cartão amplia acesso, desde que feito com critério técnico”, afirma o executivo. O especialista avalia que o debate regulatório sobre novos formatos de crédito para o consumo digital deve ganhar força à medida que o setor cresce. “Toda inovação financeira precisa de entendimento técnico. Se o mercado for tratado apenas pela ótica do risco, sem compreender como essas operações funcionam, o resultado pode ser sufocar soluções legítimas que ampliam acesso e movimentam a economia digital.” A tendência, segundo ele, é de consolidação de um modelo híbrido, em que boleto parcelado, Pix, cartão e outras estruturas alternativas coexistam de acordo com o perfil da operação e do consumidor. “Nos próximos anos, empresas que conseguirem equilibrar acesso ao consumo, controle de risco e previsibilidade financeira devem sair na frente no mercado digital.”

  • Ripple e Bitso lançam stablecoin em pesos mexicanos no XRP Ledger para agilizar pagamentos transfronteiriços

    A Ripple, fornecedora líder de soluções empresariais baseadas em blockchain para os setores financeiro tradicional e digital, anunciou a expansão de sua parceria de longa data na área de pagamentos com a Bitso, empresa líder em serviços financeiros digitais na América Latina. Como parte da colaboração, a stablecoin regulamentada da Bitso lastreada em pesos mexicanos, a MXNB, será emitida no XRP Ledger (XRPL) e integrada à infraestrutura dinâmica da Ripple para pagamentos em exchanges descentralizadas (DEX). Juntamente com o RLUSD, a stablecoin em USD de nível empresarial da Ripple, o MXNB proporcionará liquidez e fluxos de liquidação mais eficientes para pagamentos corporativos transfronteiriços no corredor EUA-México. A Ripple e a Bitso mantêm uma parceria de anos para oferecer suporte à infraestrutura de pagamentos nos principais mercados da América Latina, incluindo fluxos de pagamentos em MXN e COP. A expansão para a XRPL e os pagamentos em DEX marca a próxima fase dessa parceria, levando uma infraestrutura localizada de liquidação de stablecoins a um dos mercados de remessas e pagamentos internacionais mais importantes do mundo. A MXNB será integrada à DEX autorizada da XRPL, projetada para apoiar atividades financeiras regulamentadas, permitindo que contrapartes verificadas tenham acesso à liquidez onchain e à infraestrutura de liquidação em um ambiente com maior eficiência operacional e compatibilidade às normas. “A Ripple e a Bitso passaram anos construindo uma arquitetura de pagamentos que opera em escala real em toda a América Latina”, disse Silvio Pegado, diretor-geral da Ripple para a América Latina. “Ao reunir o RLUSD e o MXNB no DEX autorizado da XRPL, estamos ajudando a criar uma infraestrutura de liquidez on-chain regulamentada, projetada especificamente para pagamentos transfronteiriços corporativos. Esta é a próxima evolução de como o valor circula entre dólares e pesos mexicanos.” A colaboração também reflete a estratégia mais ampla da Ripple para conectar a infraestrutura de pagamentos tradicional à liquidez de ativos digitais, de maneiras que sejam operacionalmente viáveis para instituições financeiras e provedores de pagamentos corporativos. Para a Bitso, a integração posiciona a MXNB como parte de uma categoria crescente de infraestruturas de stablecoins nativas da região, projetadas para casos reais de uso em pagamentos e liquidação na América Latina. “O MXNB foi desenvolvido desde o início para liquidações corporativas. Regulamentado, denominado em pesos mexicanos e projetado para atender às demandas operacionais de pagamentos transfronteiriços institucionais”, afirma Ben Reid, diretor de stablecoins da Bitso Business. “Sua integração à infraestrutura de DEX autorizada da Ripple no corredor EUA-México oferece às contrapartes institucionais algo novo: acesso à liquidez on-chain denominada na moeda, com a certeza de conformidade e a eficiência de liquidação que os casos de uso corporativos exigem.” A parceria entre a Ripple e a Bitso se expandiu paralelamente à evolução da infraestrutura de pagamentos corporativos em blockchain na América Latina. Além de apoiar a conectividade de pagamentos regionais, a Bitso também foi uma das primeiras parceiras de câmbio do Ripple USD (RLUSD), ajudando a ampliar o acesso à liquidez regulamentada e denominada em dólares para fluxos de pagamentos institucionais nos corredores EUA–América Latina.

  • Pagamentos digitais tem espaço para crescer no Brasil até 2030, aponta Bain

    O Brasil encerrou 2025 com 85% de penetração dos pagamentos digitais, consolidando-se como um dos mercados mais avançados do mundo nesse segmento. Ainda que os sinais de maturidade sejam claros, há espaço para avanço antes da saturação, com o foco migrando gradualmente da expansão de base para a captura de novas oportunidades e tendências no ecossistema financeiro, conforme apontam dados da consultoria estratégica global Bain & Company. A capacidade de crescimento está diretamente ligada ao forte processo de bancarização observado nos últimos anos. A população brasileira com acesso a serviços bancários saltou de 57% em 2017 para 90% em 2023, criando as condições necessárias para a expansão dos meios digitais. Como consequência, a penetração de cartões no consumo das famílias (PCE) superou 52%, aproximando o Brasil de mercados mais maduros, como Reino Unido (58%) e Estados Unidos (46%), uma redução significativa do gap histórico. A esse cenário soma-se o Pix, que se destaca como um dos principais vetores de transformação. O sistema se consolidou como um fenômeno global, sem paralelo em outras geografias em termos de adoção no consumo das famílias, e já responde por mais de 40% do mercado endereçável. Ao observar a combinação entre Pix P2B e cartões no total de gastos dos consumidores, fica clara a maturidade do mercado brasileiro. A participação desses meios passou de 35% em 2020 para 85% em 2025 – um patamar que indica ampla digitalização do consumo e menor espaço para expansão se considerada apenas na substituição de meios tradicionais, principalmente dinheiro em espécie. No entanto, novas frentes de expansão, impulsionadas por mudanças no padrão de consumo e pela evolução do ecossistema digital, indicam que o mercado ainda tem potencial. De acordo com André Mello, sócio da Bain, “quando consideramos, ao mesmo tempo, o avanço do consumo fora do PCE tradicional, a digitalização de novos verticais e a expansão de casos de uso ainda pouco explorados, fica claro que o potencial de crescimento dos pagamentos digitais no Brasil segue relevante. Em 2024, o mercado endereçável já foi até 24% superior ao PCE, o que indica um potencial de expansão de até 38%. Do ponto de vista econômico, esse movimento também se reflete na evolução do setor, que hoje conta com um profit pool de R$ 120 bilhões e pode alcançar R$ 170 bilhões até 2030”. Nesse contexto, a indústria precisará ajustar as estratégias para sustentar o crescimento. “Para os emissores, a principal oportunidade estará em aprofundar o relacionamento com o cliente, aumentando a principalidade, por meio da expansão da carteira financiada e da integração com outros produtos financeiros, como crédito pessoal, investimentos e seguros. Isso implica usar dados transacionais de forma mais inteligente para personalizar ofertas e capturar mais valor ao longo do ciclo de vida do cliente”, afirma Antonio Cerqueiro, sócio da Bain. As bandeiras, por sua vez, precisarão reforçar sua proposta de valor em um ambiente mais competitivo. Isso passa por investir continuamente em experiência do usuário, programas de benefícios mais atrativos e, sobretudo, em soluções avançadas de prevenção a fraudes e segurança – elementos que ainda diferenciam os cartões em jornadas de maior valor ou complexidade. Já as credenciadoras têm que buscar crescimento, evoluindo de processadoras de pagamento para provedoras completas de soluções para o varejo. A oferta de serviços de valor agregado, como antecipação de recebíveis, gestão de caixa, crédito para lojistas e ferramentas de fidelização, tende a ganhar protagonismo. Também há espaço para atuar em novos serviços financeiros, capturando receita para além da adquirência tradicional e aumentando a monetização por cliente. Com uma base amplamente digitalizada, o futuro dos pagamentos no Brasil dependerá menos da entrada de novos usuários e mais da capacidade dos players de inovar, diversificar receitas e aprofundar o relacionamento com clientes. Ao mesmo tempo, a indústria como um todo deve explorar novos setores, especialmente em pagamentos B2B, menos disruptivos até hoje – movimentos que devem sustentar o crescimento da indústria até 2030.

  • Especial Dia dos Namorados: Como o Meu Dinheiro Pode Ser um Grande Aliado do Casal?

    O Dia dos Namorados é uma data para celebrar o amor, criar memórias e fortalecer a parceria. E quando falamos em relacionamento, existe um assunto que faz toda a diferença para a vida a dois: a organização financeira. Ao contrário do que muita gente pensa, dinheiro não precisa ser motivo de conflito. Com diálogo e planejamento, ele pode se tornar um grande aliado do casal, ajudando na realização de sonhos e trazendo mais tranquilidade para o dia a dia. Conversar sobre dinheiro também é uma forma de cuidar da relação Falar sobre finanças ainda é um tema delicado para muitos casais, mas a transparência é fundamental para construir uma relação saudável. Compartilhar objetivos, hábitos de consumo e expectativas evita mal-entendidos e fortalece a confiança. Mais do que saber quanto cada um ganha, é importante alinhar prioridades. Afinal, o que é mais importante neste momento: uma viagem, a entrada de um imóvel, trocar de carro ou montar uma reserva financeira? Quando o casal tem metas em comum, fica mais fácil tomar decisões e manter o equilíbrio. Planejamento financeiro fortalece os sonhos do casal Sonhar junto é uma das melhores partes de um relacionamento. E transformar esses sonhos em realidade exige organização. Criar um planejamento financeiro permite que o casal: Tenha mais controle sobre os gastos; Evite dívidas desnecessárias; Construa uma reserva para imprevistos; Planeje viagens e momentos especiais; Invista em projetos de longo prazo. Pequenas atitudes fazem diferença. Definir um orçamento mensal, estabelecer metas e acompanhar as despesas são hábitos que contribuem para uma vida financeira mais saudável. Tecnologia a favor da vida a dois Hoje, a tecnologia oferece ferramentas que facilitam a gestão do dinheiro e tornam o planejamento mais simples. Aplicativos e plataformas financeiras ajudam a acompanhar gastos, organizar objetivos e manter as contas em dia. Nesse cenário, o Meu Dinheiro se torna um parceiro importante para os casais que desejam mais praticidade e organização. Com uma visão clara das finanças, fica mais fácil tomar decisões conscientes e construir um futuro com mais segurança. Dinheiro é sobre sonhos, não apenas sobre contas Mais do que pagar boletos ou controlar despesas, cuidar das finanças significa criar condições para viver experiências, realizar projetos e aproveitar os momentos especiais ao lado de quem se ama. Neste Dia dos Namorados, vale lembrar que uma relação forte é construída com diálogo, confiança e objetivos compartilhados. E quando o casal conta com as ferramentas certas para organizar a vida financeira, o amor ganha ainda mais espaço para crescer. Porque, no fim das contas, planejar o futuro juntos é uma das maiores demonstrações de parceria que existem. E o Meu Dinheiro pode ser um grande aliado nessa jornada.

  • Para 73% dos brasileiros do Sudeste, bancos digitais e fintechs ampliaram o acesso de pessoas de menor renda a serviços financeiros

    Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, encomendada pela 99Pay, conta digital da 99, aponta que cerca de 3 em cada 4 brasileiros bancarizados do Sudeste consideram que o aumento no acesso a serviços financeiros pela população de menor renda está relacionado à expansão dos bancos digitais e fintechs na região. O dado, que acompanha a média nacional de 74%, reforça a contribuição dessas instituições para a inclusão financeira dessa parcela da população. A pesquisa também revelou que o Sudeste apresenta elevados níveis de satisfação com bancos digitais e fintechs. De acordo com o estudo, 96% dos moradores da região que têm essas instituições como conta principal dizem estar satisfeitos, sendo que 76% afirmam estar muito satisfeitos. “Mais do que ampliar o acesso a serviços financeiros para a população de menor renda, é essencial entender suas necessidades e estar presente no cotidiano com produtos, ferramentas e soluções que gerem impacto real no orçamento. Os dados mostram que fintechs e bancos digitais vêm desempenhando esse papel. No entanto, é possível avançar ainda mais para ampliar, de forma consistente, a inclusão financeira no país”, afirma Marina Beer, Diretora de Marketing da 99Pay. A pesquisa contou com a participação de 1.800 brasileiros bancarizados, com idades entre 18 e 65 anos, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 31 de outubro e 14 de novembro de 2025.

  • Setor bancário deve triplicar investimentos em IA e atingir US$90 bilhões até 2028

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma inovação secundária na agenda tecnológica para se consolidar como a espinha dorsal sobre a qual a atividade econômica moderna está sendo reorganizada. No setor financeiro, essa mudança avança em velocidade inédita, já que o ecossistema bancário possui uma afinidade nativa com a tecnologia, sendo moldado essencialmente pelo processamento de informações, análise de dados e gestão de riscos. Nesse cenário, o novo estudo global realizado pela Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina, revela que os investimentos em IA e IA Generativa no setor bancário devem quase triplicar nos próximos anos, saltando de US$31,3 bilhões registrados em 2024 para US$90,2 bilhões até 2028. Intitulado The AI-Powered Banking Shift, o levantamento mapeia o atual estágio de maturidade tecnológica das instituições financeiras e detalha um paradoxo setorial. Embora 78% das organizações globais utilizem a IA em pelo menos uma área de negócios, o impacto real nos resultados ainda se mostra periférico. De acordo com o relatório, apenas 8% das companhias conseguiram escalar a IA além de projetos-piloto ou de melhorias isoladas de produtividade para gerar uma vantagem competitiva sustentável e de real valor econômico. Essa lacuna se deve à profundidade com que a tecnologia é integrada. Os casos de uso de adoção mais rápida, como assistentes de produtividade individual ou automações simples de rotinas, trazem eficiências claras e reduzem tempos de operação, mas oferecem retornos incrementais e dispersos. “O verdadeiro aumento de valor e rentabilidade só se manifesta quando as instituições superam a lógica da mera adoção de ferramentas e passam a desenhar uma estratégia AI-First, reconstruindo seus modelos arquitetônicos, operacionais e culturais a partir da premissa de que a IA é o núcleo pensante de toda a engrenagem corporativa”, destaca Adriano Candido, Vice-Presidente de Negócios em segmentos estratégicos da Softtek Brasil. Para o setor bancário, o estudo mostra que os ganhos financeiros dessa mudança estrutural são robustos, com projeções de que o uso maduro e de ponta a ponta da IA Generativa represente uma oportunidade financeira estimada entre US$200 bilhões e US$340 bilhões anuais para o setor bancário global. Esse montante equivale a uma fatia de 9% a 15% de todos os lucros operacionais do segmento no mundo. Segundo Candido, esse potencial de ganho financeiro se apoia na capacidade de a IA reescrever a economia do banco, permitindo reduzir sensivelmente o custo unitário das operações mais complexas ao mesmo tempo em que eleva a precisão comercial, a personalização de ofertas e a análise de concessão de crédito. A batalha invisível pela relevância e o cliente do futuro O levantamento também projeta uma divisão clara no futuro do setor. As instituições que adotarem uma estratégia AI-First vão criar um ciclo virtuoso, onde cada operação refina seus modelos e reduz custos marginais. Em contrapartida, os bancos que limitarem a IA a projetos isolados vão encarar a perda de margem de lucro, pressionados por infraestruturas obsoletas e pela dificuldade de entender as necessidades dos clientes. Esse distanciamento entre os líderes e os demais players refletirá diretamente no controle da experiência do cliente. Com o avanço de interfaces contínuas e contextuais, pautadas por conversas fluidas, o consumidor deixará de simplesmente acessar o aplicativo do banco para interagir com agentes inteligentes integrados ao seu dia a dia. Para Candido, o novo campo de batalha competitivo não será o preço ou o produto em si, mas quem detém a camada de recomendação ativa. “Se os bancos tradicionais não dominarem essa inteligência de interface, correm o risco de se tornarem fornecedores de balanço invisíveis em marketplaces controlados por BigTechs ou fintechs nativas de IA”, afirma. O caminho para o modelo AI-First Para evitar a desintermediação e garantir a liderança nessa nova economia, o levantamento elenca quatro decisões imediatas que as diretorias executivas precisam tomar. A primeira delas é a construção de uma arquitetura de dados unificada e governada em tempo real, seguida pela urgência em atrair e reter talentos híbridos que combinem conhecimento financeiro com competência analítica. Além disso, as instituições precisam evoluir para uma infraestrutura tecnológica modular, escalável e baseada em APIs, culminando no redesenho completo de processos focando na autonomia dos modelos de decisão. O estudo conclui que o prazo para consolidar essa transformação é curto, uma vez que o mercado para definir quem controlará a inteligência financeira global está se estreitando rapidamente. “No novo ecossistema bancário, o sucesso de longo prazo não será medido pelo volume de ativos sob gestão, mas sim pela capacidade de governar e aplicar essa inteligência de dados de ponta a ponta. As instituições que negligenciarem essa virada estrutural correm o risco de perder relevância estratégica em um mercado cada vez mais dinâmico e focado na hiperpersonalização”, destaca Candido. Para acessar o levantamento completo, acesse: https://www.softtek.com/the-ai-powered-banking-shift .

  • Por R$ 150 milhões, Asaas anuncia aquisição de HelenaCRM, empresa líder em IA agêntica para geração e automação de vendas

    O Asaas, plataforma financeira e operacional para empresas, anuncia a segunda aquisição do ano por R$ 150 milhões. A plataforma de CRM, Helena, conquistou o maior cheque já assinado pela companhia em M&A. O movimento fortalece a estratégia do Asaas de construir um ecossistema AI-native completo para PMEs, apoiando empresas do início ao fim da jornada de vendas através do uso de agentes autônomos. A transação ocorre em um momento de crescimento acelerado da companhia, que teve alta de 234% no lucro líquido em 2025 e trabalha para alcançar a meta de R$ 1 bilhão em receita em 2026. A empresa adquirida atua na categoria de CRM conversacional, com uma solução construída para operação dentro do WhatsApp e que cobre toda a jornada de vendas, incluindo pré e pós. A plataforma reúne funcionalidades de atendimento ao cliente, chatbot, automação e gestão de funil, além de integrações com canais da Meta, como Instagram e Facebook. A Helena CRM também opera com uma rede de distribuição com mais de 500 parceiros e possui o status de Meta Certified Business Solution Provider, credencial obtida após qualificação e auditorias técnicas, que habilita provedores a operarem soluções oficiais e escaláveis dentro do ecossistema da Meta. “Estamos expandindo as capacidades de geração de valor do Asaas de forma disciplinada, com foco nas dores de nossos clientes. Com essa aquisição, vamos conectar diretamente as nossas soluções financeiras de pagamentos e cobranças, a uma camada de CRM agêntico autônomo, entrando cada vez mais cedo no principal processo dos pequenos negócios, que é a geração de demanda e receita”, afirma Piero Contezini, Chairman e Co Fundador do Asaas. “Na prática, o cliente poderá automatizar completamente seu processo de venda, da geração de leads ao faturamento, utilizando o que há de mais moderno em modelos conversacionais já disponíveis na plataforma da Helena”, completa. A aquisição ocorre em um momento de consolidação do WhatsApp como um dos principais canais de relacionamento entre PMEs e clientes no Brasil. Segundo dados do relatório Whatsapp Consumer Behavior, 89% dos consumidores usam a ferramenta para falar com as empresas e 67% consideram o atendimento personalizado como principal motivação para comprar pelo aplicativo, reforçando o papel do canal não só como atendimento, mas como ambiente de conversão e fidelização.“Ficamos felizes em ver a sinergia entre as empresas, 35% dos parceiros da Helena CRM já são clientes ativos do Asaas”, comenta Guilherme Rocha, CEO da Helena CRM. “O Asaas é um aliado que conhece profundamente o mercado de PMEs e a gestão financeira desse público, além de atender ao mesmo perfil de empresas e compartilhar o mesmo propósito de elevar os negócios dos nossos clientes", explica. No roadmap de produto, a Helena lança em breve a funcionalidade de Voice Service e IA Analytics, uma camada de inteligência que pode incluir extração de metadados, sugestões de ações, lead scoring, resumos automáticos e insights periódicos. A estratégia do Asaas é acelerar a evolução dessa oferta, conectando os dados e o fluxo de conversas ao momento de pagamento, cobrança e conciliação, com foco em aumentar a conversão e a eficiência das PMEs. A operação preserva a agilidade da Helena e seu modelo de crescimento. A empresa seguirá operando de forma independente como controlada do Asaas até o final de 2028, mantendo estrutura própria e novas estratégias de crescimento aliadas aos parceiros. A integração total está prevista para o final de 2029, quando as áreas migram para dentro do Asaas e a operação passa a funcionar de forma unificada. Essa é a quinta aquisição da história do Asaas e a segunda em 2026. No início do ano, a empresa estreou no mercado de seguros com a aquisição da Mutuus e, em ciclos anteriores, ampliou o portfólio com a Base ERP, CodeMoney e Nexinvoice. Em paralelo, o Asaas também vem acelerando a distribuição. Uma parceria com a Vivo prevê a oferta da plataforma para até 1,8 milhão de PMEs do segmento empresarial da operadora, ampliando as possibilidades de geração de novos negócios.

  • 3 em cada 4 brasileiros bancarizados reconhecem que bancos digitais e fintechs ampliaram o acesso da população de menor renda a serviços financeiros

    Bancos digitais e fintechs têm desempenhado um papel relevante no aumento da inclusão financeira, segundo avaliação da maioria dos brasileiros bancarizados. É o que revela pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, encomendada pela 99Pay, conta digital da 99. De acordo com o levantamento, 74% dos entrevistados afirmam que pessoas de menor renda passaram a acessar serviços financeiros com mais facilidade à medida que essas instituições foram se expandindo no mercado. Na avaliação dos respondentes, o avanço está associado à democratização do acesso a produtos e soluções, proporcionados por essas companhias, antes restritos a uma parcela menor da sociedade. Esse entendimento é ainda mais forte entre clientes com conta principal em instituições financeiras digitais: para este grupo, o percentual chega a 80%. Já entre aqueles cuja conta principal está em bancos tradicionais, o índice é de 68%. “A democratização do acesso a serviços financeiros passa, necessariamente, pela simplificação de processos e adaptação das soluções às necessidades mais latentes dos brasileiros. Bancos digitais e fintechs têm desempenhado um papel importante nesse processo por serem instituições capazes de reduzir barreiras e tornar esses serviços acessíveis de forma prática, sem burocracia e melhor custo-benefício para o cliente final”, afirma Marina Beer, Diretora de Marketing da 99Pay. O recorte de gênero também teve destaque no estudo. Entre as mulheres, 77% afirmam que bancos digitais e fintechs ampliaram o acesso da população de menor renda a serviços financeiros, índice que supera a média nacional da pesquisa. Entre os homens, o percentual foi 71%. “Quando olhamos para os números, vemos que a inclusão financeira feminina vem se expandindo. Ao ampliar o acesso a serviços financeiros para mulheres de menor renda, bancos digitais e fintechs desempenham um papel fundamental na promoção da autonomia e na redução da desigualdade econômica de gênero”, conclui Marina. A pesquisa contou com a participação de 1.800 brasileiros bancarizados, com idades entre 18 e 65 anos, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 31 de outubro e 14 de novembro de 2025.

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