15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026
- Fincatch
- há alguns segundos
- 6 min de leitura

O setor de pagamentos deixou definitivamente de ser apenas uma infraestrutura operacional para se tornar um dos principais motores estratégicos do comércio global. Essa é a principal conclusão do panorama “15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026”, elaborado a partir da visão dos líderes globais da Nuvei.
Segundo executivos da Nuvei, 2026 marca um claro ponto de inflexão para o setor. Avanços em inteligência artificial, a consolidação dos pagamentos em tempo real, a evolução regulatória e mudanças profundas no comportamento do consumidor estão levando as empresas a repensarem o papel dos pagamentos em suas estratégias tecnológicas, financeiras e de crescimento. O que antes era tratado como um tema tático passa a ser estrutural. “O debate deixou de ser sobre um meio de pagamento específico e passou a ser sobre como desenhar ambientes flexíveis, resilientes, inteligentes e com alto nível de controle financeiro”, avaliam.
A seguir, um compilado das 15 tendências que devem moldar o setor de pagamentos e o varejo global em 2026, com base na experiência prática dos líderes da Nuvei nas áreas de IA, produto, risco, tesouraria, parcerias, turismo, métodos de pagamento e estratégia global.
Tendência 1: Comércio mediado por agentes se torna realidade
Em 2026, o chamado agentic commerce deixa de ser apenas conceitual e passa a operar em ambientes reais. Agentes digitais começam a influenciar a descoberta de produtos, a comparação de ofertas e o início das transações, exigindo que empresas repensem estrutura de produtos, transparência de preços e jornadas de checkout para atender não apenas consumidores, mas também agentes que atuam em seu nome. “2026 é o ano em que o comércio mediado por agentes se torna real. Os agentes do consumidor vão avançar mais rápido do que o restante do ecossistema, e quem se adaptar cedo terá uma vantagem clara”, afirma Hilla Peled, SVP de IA e Ciência de Dados
Tendência 2: O checkout se torna um sistema de receita
Cada decisão no checkout — etapas, autenticações ou opções de pagamento — tem impacto direto na conversão e no valor do cliente ao longo do tempo. Em 2026, o checkout deixa de ser uma página estática e passa a operar como um sistema vivo, que se adapta em tempo real ao comportamento do cliente, contexto do dispositivo, sinais de risco e desempenho dos meios de pagamento. “A performance do checkout se acumula rapidamente. Quem o trata como sistema, e não como tela, sai na frente”, diz Damien Cramer, SVP e Head Global de Travel
Tendência 3: Checkout liderado por redes passa de experimento a expectativa
Experiências como Paze e Konek avançam gradualmente do status de novidade para padrão esperado. A familiaridade do consumidor com identidade, tokenização e autenticação habilitadas pelas redes cria um nível de confiança no momento do pagamento. “Pagamentos sem atrito continuam liderando a experiência do consumidor e impulsionando escala para os comerciantes”, afirma Steve Vincent, SVP e Head Comercial da Nuvei na América do Norte.
Tendência 4: Orquestração se torna exigência liderada pelos comerciantes
Para grandes varejistas, orquestração de pagamentos deixa de ser diferencial e se torna requisito mínimo. Roteamento multiadquirente, smart retries e otimização de aprovações passam a ser expectativas básicas. “Os comerciantes esperam que seus parceiros de pagamento melhorem ativamente os resultados. Apenas processar transações já não é suficiente”, destaca Raphael Tetro, SVP de Contas Estratégicas.
Tendência 5: Resiliência e visibilidade financeira ganham prioridade
No setor de viagens, estratégias de pagamento evoluem para garantir resiliência operacional e controle financeiro. Ambientes distribuídos aumentam a flexibilidade, mas fazem de reconciliação, transparência e visibilidade requisitos estratégicos. “Em escala, a performance do pagamento importa, mas visibilidade financeira e confiança importam tanto quanto”, afirma Jacqueline Ulrich, SVP e Head de Travel Payments na Europa.
Tendência 6: Pagamentos B2B entram em uma era de controle de custos
À medida que os pagamentos B2B se digitalizam, o custo assume papel central. Cartões trazem velocidade e automação, mas também custos mais altos. Em 2026, empresas combinam estrategicamente cartões e transferências bancárias integradas — como ACH e SEPA — buscando eficiência econômica e operacional. "Nos pagamentos B2B, 2026 é sobre ter as ferramentas certas para maximizar tanto os benefícios econômicos quanto operacionais dos pagamentos digitais. Dados mais ricos, cobranças em conformidade e transferências bancárias integradas oferecem às empresas alavancas reais para gerenciar custos sem sacrificar eficiência.”, afirma Murray Sharp, SVP Pagamentos B2B.
Tendência 7: Economia dos cartões devolve poder aos comerciantes
A expectativa de acordos regulatórios envolvendo Visa e Mastercard nos EUA, esperados para o fim de 2026, deve ampliar a flexibilidade dos comerciantes na gestão de custos de aceitação, com decisões em tempo real sobre aceitar, direcionar ou sobretaxar transações. "Isso é aceitação seletiva de cartões em escala. Os adquirentes que se prepararem cedo liderarão", avalia Christine Scappa, General Manager da Nuvei na América do Norte.
Tendência 8: Open Banking e pagamentos em tempo real se tornam operacionais
Setores que exigem velocidade e irrevogabilidade, como games, passam a adotar de forma mais ampla transferências bancárias e Request to Pay, reduzindo custos, fraudes e melhorando fluxo de caixa. “Os pagamentos devem desaparecer no fundo da experiência de compra. Velocidade e certeza tornam isso possível”, afirma Warren Tristram, SVP, Head de iGaming.
Tendência 9: Neobancos expõem limitações do modelo tradicional de cartões
Os Neobancos estão aproveitando infraestruturas de pagamentos em tempo real e métodos alternativos para desafiar a economia tradicional dos cartões. Construídos sobre infraestrutura moderna e livres de sistemas legados, conseguem experimentar de forma mais agressiva como o dinheiro se move e como o valor é entregue aos consumidores. “Os neobancos estão provando que infraestruturas mais baratas, combinadas a marcas fortes, podem mudar o comportamento de pagamento”, Guillaume Conteville, CMO.
Tendência 10: Stablecoins redefinem estratégia de capital e inteligência de balanço patrimonial
Stablecoins deixam de ser apenas infraestrutura de pagamento e passam a integrar a estratégia de capital das empresas, permitindo gestão dinâmica de liquidez, liquidação mais rápida e previsibilidade financeira. “Stablecoins estão mudando como as empresas pensam sobre liquidez. Não são apenas uma forma mais rápida de movimentar dinheiro. São uma forma mais inteligente”, Bryce Jurss, VP, Ativos Digitais.
Tendência 11: Métodos de pagamento locais continuam decisivos para crescimento global
Apesar da escala das plataformas globais, os pagamentos permanecem profundamente locais. Consumidores continuam confiando em métodos familiares, como transferências bancárias, carteiras digitais e esquemas regionais e essa confiança tem impacto direto na conversão e na percepção de credibilidade das marcas. Em 2026, o desafio para as empresas deixa de ser apenas adicionar métodos locais e passa a ser escolher os mais relevantes para cada mercado e jornada. Poucas opções limitam o alcance, opções demais geram fadiga, frustração e abandono no checkout. “Marcas globais vencem quando conseguem parecer locais no momento do pagamento”, Adina Pop, SVP, Métodos de Pagamento Globais.
Tendência 12: Dados de pagamento evoluem para inteligência de negócios
Os dados de pagamento deixam de ser apenas registros históricos e passam a se consolidar como uma das fontes mais precisas de inteligência de negócios. Em 2026, informações transacionais em tempo quase real passam a orientar decisões estratégicas relacionadas a precificação, personalização, desempenho de autorizações, prevenção a fraudes e expansão geográfica. Empresas mais maduras estão migrando de análises retrospectivas para insights preditivos, usando dados de pagamento para entender onde há atrito, perda de margem ou oportunidades de crescimento. “Os dados de pagamento mostram como o comércio realmente funciona, não como imaginamos que funcione”, Advait Sinha, SVP, Gestão de Produtos.
Tendência 13: Novos métodos europeus enfrentam o teste da adoção real
Soluções como Wero e Revolut Pay ganham visibilidade, mas precisam provar impacto concreto em conversão, custo e experiência no checkout para escalar de forma sustentável. “O cemitério dos pagamentos está cheio de grandes nomes. A adoção sempre é o verdadeiro teste”, Steffan Jones, SVP, Experiência do Cliente.
Tendência 14: Stablecoins se consolidam como camada operacional da tesouraria
Empresas globais passam a usar stablecoins para centralizar liquidez, movimentar recursos entre países e explorar novas formas de eficiência financeira, reduzindo dependência de estruturas bancárias tradicionais. “Stablecoins estão evoluindo para uma camada operacional do tesouro. Elas permitem que empresas globais centralizem a liquidez, movimentem fundos mais rapidamente através das fronteiras e desbloqueiam eficiência sem renunciar ao controle.”, Damon Burk, diretor Sênior, Ativos Digitais.
Tendência 15: Compliance se transforma em vantagem competitiva
Em vez de freio ao crescimento, compliance passa a ser visto como diferencial operacional, permitindo expansão mais rápida, onboarding ágil e maior confiança regulatória. “Compliance funciona melhor quando está integrado à operação, e não como uma barreira no final do processo. Em 2026, essa integração se torna uma verdadeira vantagem competitiva”, afirma Noam Grinberg, diretor de Riscos.
Pagamentos como camada habilitadora do comércio moderno
A conclusão desse panorama é de que, em 2026, a grande transformação não está em um único meio de pagamento, mas na forma como empresas desenham estratégias que equilibram flexibilidade, resiliência, inteligência e controle. À medida que os ecossistemas se tornam mais complexos, o papel dos provedores de pagamento evolui para habilitar arquiteturas lideradas pelos comerciantes, integradas a ecossistemas mais amplos e orientadas à criação de valor de longo prazo.
No fim das contas, as melhores experiências de pagamento são aquelas que o consumidor quase não percebe, mas das quais os negócios dependem completamente. Acompanhe aqui o Panorama com as Tendências para Pagamentos: https://www.nuvei.com/br/postagens/15-payment-trends-that-will-redefine-how-commerce-works-in-2026
















