Hurst e Payssego estruturam operação de antecipação salarial com rentabilidade de 21% ao ano
- Fincatch

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O mercado brasileiro de benefícios corporativos registra uma nova modalidade de captação de recursos voltada para a antecipação de remunerações trabalhistas. A Hurst Capital, em parceria com a fintech Payssego, lançou a operação "Antecipação Salarial - E208/C1", que oferece aos investidores uma rentabilidade prefixada de 21% ao ano. A iniciativa foca no financiamento de salários já trabalhados por funcionários de empresas conveniadas, utilizando um modelo de crédito que projeta expansão global para US$ 61 bilhões até 2034.
A estrutura do investimento baseia-se na emissão de Certificados de Recebíveis (CRs) pela Hurst, que possuem como lastro notas comerciais emitidas pela Payssego. Estes ativos são garantidos pela cessão fiduciária dos contratos de adiantamento salarial firmados com colaboradores de empresas parceiras. O aporte mínimo para entrada na operação é de R$ 10 mil, com um prazo total de sete meses. O cronograma estabelece seis meses para o reinvestimento dos valores e um mês final destinado à liquidação total dos ativos.
“Para facilitar o entendimento, vamos supor que o funcionário trabalhou 15 dos 30 dias de um determinado mês. Então, ele, tecnicamente, já acumulou 50% do salário do mês. A operação dá mais segurança ao empregado porque, na pior das hipóteses, ele já pode contar com esse valor, pois é em cima dessa quantia, relativa aos 15 dias, que a Payssego trabalha”, explica o CEO da Hurst, Arthur Farache.
De acordo com os dados operacionais apresentados, o sistema integra-se diretamente aos departamentos de Recursos Humanos e sistemas de folha de pagamento das empresas via API. Isso permite o cálculo em tempo real do valor disponível para cada funcionário com base nos dias trabalhados. O reembolso dos valores antecipados ocorre de forma automatizada, mediante retenção direta na folha de pagamento ou via boleto bancário emitido pela empresa parceira, o que altera o risco de crédito da pessoa física para o risco corporativo da folha de pagamento.
Farache também afirma que "o modelo de antecipação salarial é uma estratégia de crédito sólida e previsível, com sucesso comprovado em mercados como EUA e Europa". O executivo complementa que "o risco deixa de ser a vontade de pagar do indivíduo e passa a ser o risco corporativo da folha de pagamento da empresa parceira".
Para mitigar riscos de inadimplência, a operação foi desenhada com uma proteção estrutural de subordinação de 20%. A emissão é composta por 80% de certificados de classe sênior, destinados aos investidores da plataforma, e 20% de certificados de classe subordinada, detidos pelos sócios da Hurst e da Payssego. Esta cota subordinada funciona como um colchão de garantia, absorvendo as primeiras perdas da carteira antes que o rendimento do investidor sênior seja afetado.
Atualmente, a carteira da Payssego apresenta um ticket médio de R$ 196,11 por operação e um prazo médio de 23 dias para o retorno do capital. O volume total de operações registradas até janeiro de 2026 soma R$ 2.817.137,40, englobando 14.365 antecipações realizadas. Entre os parceiros que utilizam o sistema estão empresas como Educbank, Foundever, Buser, Bild/Vitta e Sólides. A projeção de crescimento da base de usuários indica um salto dos atuais mil usuários ativos para 24 mil, impulsionado por um pipeline que inclui contratos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Florianópolis.




















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