Digitalização dos serviços financeiros abre espaço para o embedded insurance no Brasil
- Fincatch

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A digitalização dos serviços financeiros está mudando também a forma como produtos são distribuídos no Brasil. Bancos, fintechs, plataformas de pagamento e marketplaces passaram a ampliar a oferta de serviços dentro de seus próprios ecossistemas, aproveitando jornadas digitais que já fazem parte do cotidiano dos consumidores. Nesse movimento, o seguro começa a ganhar espaço como um produto que pode ser incorporado ao momento da compra, do pagamento ou da utilização de um serviço, ampliando o espaço para o embedded insurance no país.
Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, feita pela Deloitte, 83% das transações bancárias dos brasileiros já são realizados em canais digitais, sendo 78% por meio do mobile banking. O avanço desses canais transforma os aplicativos financeiros em pontos recorrentes de relacionamento entre consumidores e instituições e cria novas possibilidades para a distribuição de produtos e serviços.
“O aplicativo financeiro se tornou um dos principais pontos de relacionamento entre consumidores e instituições. Isso muda também a distribuição de seguros: em vez de depender exclusivamente dos canais tradicionais, o produto pode ser oferecido dentro de uma jornada que o consumidor já conhece e utiliza”, afirma Marcelo Biasoli, CEO da 123Seguro no Brasil.
O movimento não se limita ao relacionamento bancário. Segundo o Banco Central, o Pix respondeu por 54,7% das transações de pagamento realizadas no Brasil no segundo semestre de 2025, com 42,9 bilhões de operações no período. O volume de transações via Pix cresceu 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando a escala que os meios de pagamento digitais já alcançaram no país.
É nesse ambiente que o embedded insurance ganha relevância. Em vez de procurar uma seguradora para contratar uma proteção de forma isolada, o consumidor pode encontrar o produto integrado à experiência que já está realizando, como uma compra, um pagamento ou a contratação de outro serviço. Para empresas financeiras e plataformas digitais, o modelo também representa uma nova frente de distribuição, aproveitando canais que já concentram audiência e frequência de uso.
A transformação também alcança a infraestrutura do próprio mercado de seguros. Segundo a Susep, o Open Insurance permite o compartilhamento padronizado de dados e serviços entre participantes do setor, por meio da abertura e integração de sistemas. A estrutura prevê o uso de APIs e busca ampliar a interoperabilidade, a inovação e a experiência do consumidor.
No Brasil, esse modelo já aparece em iniciativas da 123Seguro com empresas como RecargaPay e Shopee, nas quais a contratação de seguros é integrada à jornada digital dos usuários.
“Durante muitos anos, o desafio era levar o consumidor até o seguro. Agora, o desafio é integrar o seguro às experiências digitais que ele já vive todos os dias. A tendência é que a distribuição seja cada vez mais contextual, com o produto aparecendo no momento em que ele faz sentido para o consumidor”, conclui Biasoli.




















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