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Claps cria biblioteca tecnológica para dar unidade a diferentes jornadas de seguros

há 6 horas
3 min de leitura

A experiência de contratar um seguro por uma corretora, instituição financeira ou plataforma digital pode assumir diferentes formatos. Produtos, públicos, parceiros e canais mudam, mas o consumidor espera encontrar jornadas simples, intuitivas e confiáveis em qualquer ambiente.

 

Para ajudar a manter essa unidade entre diferentes soluções, o Claps, empresa do Grupo MA9 especializada em tecnologia para venda e distribuição digital de seguros, está desenvolvendo uma biblioteca própria de componentes visuais e tecnológicos. Construída conjuntamente pelas áreas de Design e Engenharia, a estrutura reúne elementos que podem ser compartilhados entre os produtos da empresa, preservando padrões de identidade visual, acessibilidade, comportamento e qualidade técnica.

 

Botões, campos, menus, formulários e outros componentes presentes nas interfaces deixam, assim, de ser desenvolvidos isoladamente em cada projeto. Eles passam a integrar uma base comum, que pode ser utilizada e atualizada de maneira organizada nas diferentes jornadas digitais apoiadas pelo Claps.

 

Embora pareçam detalhes para quem utiliza uma plataforma, esses elementos interferem diretamente na forma como o consumidor compreende uma oferta, preenche informações e avança na contratação de um seguro. Em um setor marcado por produtos com diferentes coberturas, regras e canais de distribuição, a clareza da experiência digital tem papel importante na relação entre empresas, parceiros e clientes.

 

“Uma jornada de seguros precisa traduzir informações e etapas que nem sempre são simples para o consumidor. Quando Design e Engenharia trabalham sobre uma base compartilhada, conseguimos construir experiências mais coerentes, acessíveis e fáceis de utilizar, mesmo em produtos e canais diferentes”, afirma Márcio Andrade, CEO do Claps.

 

Tecnologia compartilhada entre diferentes soluções

 

A biblioteca foi estruturada como um pacote de frontend independente e distribuída de forma privada por meio do AWS CodeArtifact. Essa arquitetura permite compartilhar componentes entre projetos, controlar versões e organizar a evolução dos elementos utilizados nas soluções do Claps.

 

Na prática, uma melhoria realizada em determinado componente pode ser disponibilizada de forma centralizada para os times que utilizam a biblioteca. O modelo reduz inconsistências entre produtos e evita que equipes precisem resolver repetidamente os mesmos desafios de interface.

 

A iniciativa ganha relevância diante da expansão dos modelos digitais e multicanais no mercado de seguros. Seguradoras, corretoras, bancos, cooperativas e outros parceiros podem oferecer proteção em ambientes distintos, com identidades e estratégias próprias. Por trás dessas diferentes experiências, porém, é necessário manter uma estrutura tecnológica capaz de sustentar jornadas consistentes.

 

“A distribuição de seguros acontece hoje em diferentes pontos de contato. Cada parceiro tem suas particularidades, mas a experiência precisa manter qualidade e coerência ao longo de todo o processo. A biblioteca cria uma base comum para que possamos atender diferentes necessidades sem fragmentar o desenvolvimento”, explica Andrade.

 

Padronizar para personalizar melhor

 

A padronização dos componentes não significa que todas as soluções terão a mesma aparência ou funcionarão de maneira idêntica. Ao contrário, ao organizar elementos recorrentes, as equipes podem concentrar esforços nas características específicas de cada produto, canal ou parceiro.

 

A proposta é padronizar aquilo que sustenta a experiência para ampliar a capacidade de personalização do que realmente diferencia cada operação. Dessa forma, o Claps busca combinar identidade própria, flexibilidade comercial e consistência tecnológica em suas soluções de venda e distribuição digital de seguros.

 

O trabalho também está relacionado à evolução contínua da arquitetura da empresa. Práticas como a refatoração reorganizam e aprimoram a estrutura interna do código sem alterar o funcionamento percebido pelo usuário. Esse cuidado reduz o débito técnico, facilita manutenções e prepara as plataformas para incorporar novas funcionalidades, integrações e regras de negócio.

 

Com o amadurecimento do projeto e a consolidação das boas práticas, o Claps também estuda disponibilizar parte da biblioteca como iniciativa open source. A possibilidade permitiria compartilhar conhecimento e ampliar a troca com a comunidade de desenvolvimento.

 

Mais do que reunir componentes de interface, a biblioteca representa uma forma de transformar conhecimento tecnológico em uma base comum para diferentes experiências de seguros, conectando as necessidades de produtos, parceiros e consumidores.

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