Instituições financeiras entram na reta final para cumprir novas exigências de segurança cibernética do Banco Central
- Fincatch

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As instituições financeiras brasileiras estão na reta final para se adequar às novas exigências de segurança cibernética estabelecidas pelas Resoluções BCB nº 538/2025 e CMN nº 5.274/2025. O prazo determinado pelo Banco Central se encerra em 1º de março de 2026 e eleva o nível mínimo de proteção exigido no Sistema Financeiro Nacional e no Sistema de Pagamentos Brasileiro.
As normas ampliam requisitos técnicos e de governança, com foco especial em infraestruturas consideradas críticas, como Pix, STR e RSFN. Entre as exigências estão autenticação multifator para acessos privilegiados, gestão reforçada de credenciais e certificados, criptografia, monitoramento contínuo de ameaças, retenção estruturada de logs e testes anuais de intrusão realizados por empresas independentes. As instituições também precisam manter documentação e evidências organizadas para eventual fiscalização.
Para especialistas, o momento é decisivo, especialmente para organizações que ainda não concluíram a implementação integral dos controles estruturais exigidos pelo regulador.
Segundo Rodrigo Gava, CTO da VULTUS, consultoria brasileira de cibersegurança, a nova regulação consolida uma mudança estrutural na forma como o Banco Central enxerga a resiliência tecnológica do sistema financeiro.
“A segurança cibernética deixa de ser tratada apenas como diretriz e passa a ser um requisito técnico auditável. Não basta ter políticas formais; é necessário comprovar execução, testes independentes e governança efetiva dos controles implementados”, afirma.
De acordo com o executivo, um dos principais desafios nesta fase final é garantir que os controles já implementados estejam devidamente integrados, testados e documentados.
“O prazo está próximo e a adequação envolve arquitetura, processos e evidências. Instituições que não estruturaram essa agenda com antecedência podem enfrentar pressão operacional e regulatória relevante”, acrescenta.
A expectativa é que a atualização regulatória fortaleça o padrão de proteção do sistema financeiro brasileiro, alinhando-o a práticas internacionais de proteção de infraestrutura crítica e ampliando o nível de resiliência diante do aumento da sofisticação das ameaças digitais.




















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