A reação dos EUA ao Pix: Por que o sistema de pagamentos brasileiro está incomodando as grandes bandeiras
- Fincatch
- há 16 horas
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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central do Brasil, já representa 54% das transações realizadas no país, um número que destaca seu impacto no mercado financeiro brasileiro. Em comparação, as transações feitas com cartões de crédito e débito têm mostrado uma queda significativa, com a participação das bandeiras como Visa e Mastercard já abaixo de 15%. Esse crescimento acelerado do Pix tem gerado preocupações nos Estados Unidos, que veem o sistema como uma ameaça direta às grandes bandeiras, que ganham um percentual sobre as transações realizadas. A reação americana não se limita apenas ao mercado brasileiro, mas também a uma possível expansão global dos pagamentos instantâneos, que pode resultar em perdas significativas para as empresas de cartões.
De acordo com Marco Zanini, CEO da DINAMO Networks, "o principal motivo pelo qual os americanos não estão felizes com o Pix é que, desde o início, o Pix tem conquistado uma parcela significativa das transações realizadas com cartões de crédito e débito. As principais bandeiras de crédito e débito, Visa e Mastercard, são empresas americanas, e elas ganham um percentual sobre as transações realizadas nesses pagamentos.
Quando compramos gasolina, fazemos compras no mercado ou na padaria, uma parte desse valor vai para as bandeiras. E o Pix tem tomado uma fatia significativa disso. O Pix já representa 54% de todos os pagamentos realizados no Brasil, enquanto os cartões vêm perdendo participação, com o último número que vi já abaixo de 15%. Isso tem um impacto muito grande."
Em seguida, Zanini completa: "Se outros países começarem a adotar sistemas de pagamentos instantâneos como o Pix, as bandeiras podem perder bilhões de dólares. Então, é uma ação do governo americano para proteger as suas empresas. É natural, e a gente também defende os nossos interesses. Mas o principal motivo é que o Pix está tomando uma fatia das transações que antes eram dominadas pelos cartões de crédito, e as bandeiras estão sendo prejudicadas por isso."
















