top of page
boosterad_170724_startse3_160x600.png
WhatsApp Image 2024-08-30 at 15.05.39.jpeg

Investidor por trás de exits bilionários lança Vitório, fintech B2B que quer transformar indústrias nos próprios bancos


Após mais de 16 anos construindo e investindo em operações que resultaram em seis exits e valuations acima de R$ 1 bilhão, Rafael Nakamoto deixa seu cargo estatutário pela B3 como CFO das empresas controladas, cargo que assumiu após vender a Neurotech para a bolsa brasileira por R$ 1,1 bilhão, para voltar à arena onde mais gera valor e lança a Vitório, fintech B2B que chega para redefinir o crédito privado e o financiamento entre indústrias e suas redes de distribuição. A empresa estreia em campo já blindada: R$ 25 milhões captados entre equity e funding dedicado a FIDCs, com a confiança direta de investidores profissionais e family offices que já estiveram juntos no passado e apostam no histórico de execução do fundador.


A Vitório tem como objetivo transformar as indústrias nos bancos dos seus distribuidores, utilizando modelos de negócios escaláveis e produtos já validados anteriormente, aproveitando as recentes mudanças regulatórias, tecnologias emergentes e volume de capital disponível. Para isso, aplica os mais de 16 anos de experiência acumulada em cases de crédito, analytics e AI, como Conductor (atual Dock), Neurotech, Boa Vista e B3.


A proposta parte de um diagnóstico conhecido por quem atua no setor industrial: em se tratando de B2B, a indústria funciona como banco informal do distribuidor, oferecendo prazos longos, assumindo custos financeiros e absorvendo risco de crédito, sem contrapartida de garantias ou estrutura financeira eficiente. “Em boa parte do setor industrial brasileiro, quem financia o crescimento não é o banco, é a própria indústria. Só que ela faz isso com pouca governança e estrutura e baixo retorno financeiro. A Vitório nasce para inverter essa equação”, afirma Rafael Nakamoto, fundador da fintech.


“O Brasil tem mais de R$ 1,6 trilhão em dívida corporativa e um mercado de FIDCs que saltou de R$ 300 bilhões para R$ 800 bilhões em dois anos. Esse crescimento não veio por acaso, é resultado de um reposicionamento sistêmico, e a Vitório nasce para operar exatamente nesse ponto de ruptura,” afirma Nakamoto.


Em sua avaliação, o crescimento dos FIDCs atravessa uma fase de “euforia”, dada a liquidez puxada pelo maior apetite por crédito privado, pelo momento de mercado e pelas recentes mudanças na regulação, mas deve sofrer ajustes ao longo de 2026-2027. “Em 1 a 2 anos os FIDCs vão produzir históricos maiores de retorno, passando por validações de modelo de negócios em escala, volatilidade da taxa de juros, eventuais ciclos econômicos de baixa e novas formas de garantias, como a duplicata escritural, resultando em um cenário de maior inadimplência do que o esperado”, ressalta.


Nakamoto também vê um excesso de euforia em torno das duplicatas escriturais como garantia. Embora a regulação traga mais segurança, ele alerta que, no fim do dia, a duplicata inadimplente não tem garantidor como acontece nos recebíveis de cartão. Por isso, o risco permanece elevado: a análise de crédito continuará sendo crítica, especialmente para PMEs, um problema que nem os bureaus conseguiram resolver plenamente. Além disso, o executivo destaca que a adoção e o funcionamento pleno das duplicatas escriturais podem demorar. Ele compara com a interoperabilidade das registradoras de recebíveis de cartão, que entrou em vigor em 2021 mas só em 2024 passaram a operar sem grandes problemas, gerando prejuízos milionários no caminho.


Trajetória de sucesso


A Vitório marca a sétima empreitada da carreira de Nakamoto, que participou de movimentos que ajudaram a reorganizar teses de tecnologia, crédito e infraestrutura no país:


Boa Vista (BVS): A Boa Vista Serviços nasceu em 2010 com a desmutualização do Bureau de Crédito da Associação Comercial de São Paulo. Foi a partir de um evento conduzido pela TMG Capital que passaram a deter o controle de gestão da empresa. Seus sócios da TMG e Nakamoto conduziram o negócio até um IPO de R$ 6 bilhões de market cap na B3.


Neurotech: Em 2013, a TMG Capital adquiriu o controle da Neurotech, a primeira empresa de AI com uso de redes neurais e machine learning para o crédito no Brasil, fundada no Porto Digital, em Recife. Na época da aquisição, a empresa faturava menos de R$10 milhões por ano e, após aquisição, se tornou a maior plataforma de Data & Analytics da América Latina e foi vendida em 2023 para a B3 por R$1,1 bilhão.


Conductor (atualmente Dock): A Conductor foi co-fundada pela TMG Capital com 70% de participação e posteriormente vendida por 81x o capital investido para a Riverwood, o que a posicionou entre as maiores empresas de banking as a service (BaaS) do mundo. Dentre os sócios-fundadores da Conductor está a família Josua, que mais tarde fundou a Pismo, vendida por U$1 bilhão para a VISA.


Bacio di Latte:  O investimento realizado em 2016 acompanhou uma expansão da rede, que saiu de menos de 10 lojas para quase 180 unidades próprias, incluindo entrada relevante nos EUA, levando a aproximadamente R$1 bilhão de receita anual.


BIOMM: A empresa, até então dormente, com processos e patentes de produção de insulina, foi capitalizada em 2014 em uma rodada conduzida pelos sócios fundadores, BNDES, BDMG e TMG Capital. Hoje listada na B3, é uma plataforma de biossimilares com forte presença em insulinas e anticorpos monoclonais, além de ter planos de produzir o genérico do Ozempic. A companhia tem  valor de mercado superior a R$1 bilhão de market cap.


B3: Após vender a Neurotech para a B3, Rafael recebeu o convite para ser CFO das então controladas B3, onde fez a gestão de 8 empresas adquiridas com investimento superior a R$3 bilhões. Em especial, conduziu a consolidação dos negócios de Data & Analytics, resultando em um negócio com cerca de R$1 bilhão de receita, crescendo dois dígitos e passando a gerar caixa, incluindo o turnaround da Neoway, revertendo de uma operação deficitária em dezenas de milhões para uma empresa que gera caixa em menos de um ano.


Durante este período na B3, Nakamoto também geriu cerca de R$1 bilhão em alocações de Venture Capital, com investimentos em mais de 80 startups e 4 fundos de Venture Capital, momento em que teve a visibilidade como Limited Partners de que muitos dos fundos de Private Equity e Venture Capital estão com um modelo inadequado para o Brasil, reduzindo a probabilidade de dar retorno para seus investidores.


Estratégia sólida


Em sua carreira, a estratégia foi marcada por investimentos diferentes do usual: poucos deals, posição de controle em estágio inicial, foco na geração de caixa, e muita execução, em um mercado em que a regra é fazer o oposto: muitos investimentos, posição minoritária e passiva e valuations “Unicórnio” com pressão para queimar caixa em troca de crescimento.


“Por muito tempo eu e meus sócios pensávamos ter algum ponto cego por não saber como queimar nem R$10 milhões de caixa, enquanto os unicórnios queimavam de R$50 a R$200 milhões de caixa por ano. Com o tempo, esses unicórnios quebraram e nossos deals não só foram avaliados como unicórnios, mas foram vendidas por valuations de unicórnio”, conta.


A disciplina de não sair do Playbook, somado ao fato de que em todos os negócios foram criadas vantagens competitivas, tornaram possíveis os exits dos negócios em patamares de valuation acima do mercado, sempre com múltiplos interessantes, mesmo em momento de crise ou ciclos negativos de mercado.


“A maioria dos gestores de fundo que criou a bolha no mercado brasileiro em startups, momento em que os salários e queima de caixa explodiram pelo excesso de liquidez, não ficou para apagar a luz. Não conheço nenhum gestor desses fundos que teve que sentar na frente de um pai de família com filho no hospital e dizer que mesmo ele sendo um bom profissional, ele teria que ser desligado por conta de layoff. Eu tive e espero nunca mais ter que passar por isso”.


Comentários


Post: Blog2_Post
Banner 1 Fincatch - 900x100.png
  • TikTok
  • Spotify
  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
  • YouTube

©2023 por Fincatch. Orgulhosamente criado com Wix.com

FINCATCH - SOLUCOES DIGITAIS E INTELIGENCIA DE MERCADO LTDA

39.646.140/0001-77

bottom of page