Lerian capta R$ 30 milhões em rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação de Kevin Efrusy
- Fincatch

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A Lerian, startup brasileira que desenvolve soluções open-source para infraestrutura financeira, levantou R$ 30 milhões em uma rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação da Norte Ventures, Supera Capital, Crivo Ventures, Blustone e do investidor individual Kevin Efrusy, partner da Accel. A rodada, que foi oversubscribed e superou a meta inicial estimada em cerca de US$ 3 milhões, acontece pouco mais de um ano após o primeiro aporte da companhia, quando a startup captou R$ 18 milhões para estruturar sua plataforma de core banking e iniciar a expansão comercial.
Os recursos serão destinados principalmente a investimentos em tecnologia, com foco em inteligência artificial aplicada à plataforma, à estruturação das áreas comercial e de customer success e a iniciativas de marketing voltadas à consolidação da operação no Brasil e ao início do posicionamento internacional. “Esta rodada valida a nossa visão de que a infraestrutura financeira precisa ser mais aberta, moderna e alinhada à realidade econômica das fintechs e instituições digitais. O capital nos ajuda a acelerar o desenvolvimento da plataforma, ampliar o portfólio de produtos e sustentar um crescimento consistente no Brasil, enquanto começamos a preparar a companhia para mercados internacionais”, afirma Fred Amaral, CEO da Lerian.
Fundada por executivos com histórico na construção de infraestrutura financeira em larga escala, a Lerian aposta em um modelo open-source como um de seus principais diferenciais. Seu ledger, o Midaz, tem código aberto, permitindo auditoria e customização por parte dos clientes e reduzindo o risco de dependência de fornecedores. A plataforma foi desenvolvida desde o início com arquitetura cloud-native, em contraste com sistemas legados adaptados à nuvem.
Além do ledger, a empresa vem expandindo seu portfólio com produtos complementares que formam uma plataforma modular de infraestrutura financeira. Entre eles estão o Flowker, voltado à orquestração de processos como onboarding e compliance; o Tracer, para avaliação de risco transacional em tempo real; o Reporter, focado na automação de relatórios regulatórios e análises operacionais; e o Matcher, engine de reconciliação de transações. A proposta é atender desde fintechs em estágio inicial até instituições financeiras reguladas com alto volume transacional.
Para a MAYA Capital, líder da rodada, o investimento foi motivado pela combinação entre tração comercial e solidez técnica da empresa. Segundo a Lerian, pesaram na decisão dos investidores a velocidade de crescimento da base de clientes, a qualidade dos contratos firmados, incluindo instituições reguladas, e a maturidade da solução. “A Lerian atua em um dos pontos mais críticos e menos resolvidos do sistema financeiro: a modernização da infraestrutura. Vimos uma combinação de maturidade técnica, modelo open-source bem executado e um time com histórico comprovado na construção de plataformas de missão crítica. É uma empresa bem posicionada para capturar uma demanda estrutural que vai além de ciclos econômicos”, comenta Monica Saggioro Leal, founder da MAYA Capital.
O time fundador reúne executivos com histórico na construção e escala de plataformas de infraestrutura financeira. Além de Fred Amaral, fundador da Dock, que se tornou unicórnio no segmento, a Lerian conta com Maísa Amaral e Jefferson Rodrigues, que integraram o time fundador da companhia, e com Marilyn Hanh, uma das fundadoras do Bankly, provedor de banking as a service adquirido pelo BV.
No mercado, a Lerian se posiciona entre fornecedores tradicionais de infraestrutura financeira e soluções open-source globais. A empresa busca se diferenciar pela combinação de código aberto, arquitetura moderna e integrações nativas ao ecossistema regulatório brasileiro, incluindo PIX, Open Finance e exigências do Banco Central.
No curto prazo, a estratégia é ampliar a base de clientes no Brasil e lançar comercialmente os novos produtos. No médio prazo, entre 24 e 36 meses, a startup pretende iniciar operações em outros mercados da América Latina e nos Estados Unidos. Segundo a empresa, o foco após a captação é a execução do plano de crescimento, enquanto novas rodadas serão avaliadas conforme a evolução do negócio e as condições de mercado.




















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