Pluggy capta US$ 3,5 milhões para transformar softwares de gestão no novo canal de distribuição das instituições financeiras
- Fincatch

- há 1 dia
- 3 min de leitura

A Pluggy concluiu sua rodada Série A de US$ 3,5 milhões, liderada pela DGF, com novos aportes de Y Combinator e Brazil Venture Capital. A fintech vai usar os recursos para embarcar novos produtos e avançar rumo à interoperabilidade total do sistema financeiro brasileiro, criando uma ponte direta, nativa e segura entre a oferta dos bancos e a demanda das empresas por meio de qualquer interface. O total captado desde a fundação, em 2020, chega a aproximadamente US$ 6 milhões, um volume deliberadamente enxuto, sustentado pela rentabilidade da operação desde 2024.
Hoje, dentro do ERP ou da plataforma de gestão financeira que a empresa já usa, a Pluggy permite consultar dados bancários e iniciar pagamentos. Agora, a companhia expande essa camada para mais modalidades de cobrança, de pagamento e de serviços financeiros embarcados, todas na mesma integração.
“Historicamente, as instituições financeiras enfrentam alto custo e grande fricção para distribuir seus serviços no segmento empresas, seja por falta de dados para fazer a oferta correta, pela dificuldade de alcançar o cliente no momento exato da tomada de decisão ou por não prover uma experiência integrada no software em que seus clientes gerem suas finanças. A Pluggy resolve esses três problemas por meio de uma única integração”, defende Rogério Correa, CEO e cofundador da Pluggy.
A captação ocorre em um momento de crescimento acelerado. A Pluggy deve encerrar o ano de 2026 com um faturamento de mais de R$ 25 milhões, superando a previsão de triplicar seu faturamento em relação ao ano anterior. Para 2027 a fintech projeta manter a taxa de crescimento investindo o capital levantado na expansão do seu ecossistema de finanças embarcadas.
"O nosso foco com essa rodada é densidade. O capital não vai para ampliar a cobertura, mas sim para embarcar produtos financeiros cada vez mais sofisticados no ecossistema Pluggy. Nós já temos as plataformas de gestão conectadas, agora, trazemos as instituições financeiras para mais próximo dos clientes, distribuindo suas ofertas diretamente nos softwares que as empresas já utilizam diariamente", acrescenta Bruno Loiola, Chief Growth Officer e cofundador da Pluggy.
Com quase meio milhão de CNPJs conectados e 500 clientes diretos, a Pluggy alcança mais de 10 milhões de empresas. Tendo as maiores plataformas de gestão financeira, contábil e BPOs como clientes, o objetivo agora é acelerar o movimento de embarcar mais produtos financeiros nas plataformas dos seus clientes. "Isso significa mais receita para as plataformas, para os bancos integrados e melhores ofertas para as empresas, todo o ecossistema ganha", conclui Rogério.
A Pluggy atua como uma ITP (Iniciadora de Transação de Pagamento) autorizada pelo Banco Central desde junho de 2024, orquestrando a interoperabilidade do Open Finance. O diferencial tecnológico e comercial é o modelo de finanças embarcadas agnóstico. Diferente do Banking as a Service (BaaS) tradicional, no qual o sistema de gestão escolhe um único banco parceiro e o oculta em uma solução white-label, a malha da Pluggy devolve o poder de escolha ao cliente final.
“Na prática, uma empresa utiliza o seu ERP para gerenciar a rotina financeira, mas tem total liberdade para escolher com qual instituição quer trabalhar. O banco mantém sua marca, suas políticas de crédito e seu relacionamento com o cliente, passando a operar de forma nativa e sem atrito dentro da interface não bancária”, define Rogério.
“A evolução do sistema financeiro é a história de encurtar a distância entre quem oferece e quem precisa: da agência ao internet banking, do internet banking ao celular. Finanças embarcadas eliminam o trecho que sobrou. A oferta passa a existir no momento e no lugar em que a necessidade aparece, e desaparece o custo que os dois lados pagavam só para se encontrar. Esse caminho nunca andou para trás”, afirma Bruno.
"A tese que nos convenceu é a da infraestrutura agnóstica e o grande valor já percebido pelos clientes. Enquanto grande parte do mercado foca em arranjos exclusivos, a Pluggy construiu uma via bidirecional onde o cliente preserva sua liberdade de escolha e as instituições financeiras ganham um canal direto e altamente eficiente de distribuição. Chamou nossa atenção também a eficiência de capital da empresa e a capacidade de escala demonstrada, características que buscamos ativamente nos negócios em que investimos", diz João Orem, sócio do DGF.
A Pluggy se junta ao portfólio do novo fundo do DGF, que busca perpetuar a consistência de resultados positivos de seus fundos anteriores. Iniciado no primeiro trimestre de 2025, o DGF 8 captou mais de R$ 200 milhões e agora conta com sete companhias nessa safra de fundo. O gestor, que é focado no nicho de software B2B desde 2001, teve diversos sucessos acompanhando as diferentes gerações de software, como Mastersaf, RD Station, Reclame Aqui, Sólides e Tractian.
Para apresentar as novas oportunidades de distribuição contextual e fortalecer o ecossistema aberto com o setor bancário, a Pluggy esteve com estande próprio no Febraban Tech, de 24 a 26 de agosto.




















Comentários