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Produtores investem em experiências únicas para justificar preços e atrair público


Nos últimos anos, o público mudou. Ele continua disposto a pagar por entretenimento, cultura e lazer, mas está mais seletivo. Com a inflação pressionando o bolso e a oferta de opções quase infinita, sair de casa precisa valer a pena. É nesse cenário que produtores de eventos, festivais, espetáculos e experiências imersivas passaram a investir cada vez mais em algo que vai além do básico: experiências únicas.


O ingresso já não compra apenas acesso. Compra sensação, memória, status, pertencimento. E isso tem impacto direto na forma como os eventos são planejados e vendidos.


O público quer mais do que um evento


Antes, bastava anunciar um grande nome ou um espaço conhecido. Hoje, isso ainda importa, mas não resolve sozinho. As pessoas querem algo que não possa ser reproduzido facilmente em casa, no streaming ou nas redes sociais.


O consumo deixou de ser apenas funcional. Tornou-se emocional e social. Ao pagar por um ingresso mais caro, o consumidor espera viver algo diferente, contar aquela história depois, postar uma foto que gere conversa e, principalmente, sentir que o investimento fez sentido.


Essa mudança força produtores a repensar cada detalhe: ambientação, interação, tecnologia, atendimento, conforto e até o pós-evento.


Experiência como justificativa de preço


Os preços de ingressos subiram. Custos de produção, cachês, estrutura e segurança também aumentaram. Mas simplesmente repassar esse valor ao público não funciona se a entrega continuar a mesma.


A saída tem sido agregar valor perceptível.


Um festival de música, por exemplo, não oferece apenas shows. Ele cria áreas temáticas, ativações de marca interativas, espaços instagramáveis, lounges exclusivos e experiências gastronômicas diferenciadas. O público sente que está participando de algo maior do que uma sequência de apresentações.


O mesmo vale para eventos corporativos, feiras e espetáculos teatrais. A lógica é simples: quanto mais memorável for a experiência, mais fácil justificar um preço premium.


A força da imersão


Um dos caminhos mais usados para gerar valor é a imersão. Experiências que transportam o público para outro universo têm ganhado espaço em diferentes segmentos.


Veja o caso da Secret Cinema, que transforma a exibição de filmes em experiências completas. O público não apenas assiste. Ele entra em cenários detalhados, interage com personagens e participa da narrativa. O ingresso é mais caro do que o de um cinema tradicional, mas a proposta é outra.


No Brasil, eventos imersivos inspirados em séries e filmes também têm atraído filas e grande repercussão nas redes sociais. O sucesso está em criar uma vivência que não pode ser replicada em casa.


A imersão faz com que o consumidor sinta que está vivendo algo exclusivo. E exclusividade tem valor.


Personalização e segmentação


Outra estratégia importante é a personalização. Em vez de tentar agradar todo mundo, produtores têm investido em nichos bem definidos.


Eventos voltados para públicos específicos — como fãs de cultura pop, gastronomia artesanal, música independente ou bem-estar — conseguem criar conexões mais profundas. Quando a experiência conversa diretamente com o estilo de vida do participante, o preço passa a ser percebido como coerente.


Além disso, tecnologias de dados ajudam a entender melhor o comportamento do público. Isso permite ajustar programação, comunicação e até o layout do evento para atender expectativas reais, não suposições.


Gastronomia como diferencial


A comida deixou de ser um detalhe operacional. Tornou-se parte central da experiência.

Festivais que antes ofereciam opções básicas agora convidam chefs renomados, criam menus exclusivos e exploram conceitos gastronômicos alinhados ao tema do evento. Um show pode ter harmonização de bebidas. Uma feira pode oferecer degustações guiadas.


Esse cuidado muda a percepção do público. Ele não está apenas consumindo entretenimento, mas vivendo um conjunto de estímulos sensoriais.


Tecnologia a favor da experiência


Tecnologia também desempenha papel fundamental. Telões de alta definição, projeções mapeadas, realidade aumentada, pulseiras inteligentes e aplicativos próprios ampliam a interação.


Um bom exemplo é o Super Bowl. Além do jogo em si, o evento é um espetáculo visual e tecnológico. O show do intervalo, as ativações e a produção de altíssimo nível transformam a partida em uma experiência multimídia. Isso ajuda a sustentar valores elevados de ingressos e patrocínios.


Mesmo em escala menor, produtores podem usar tecnologia para melhorar fluxo, reduzir filas, oferecer conteúdo exclusivo ou criar momentos surpreendentes.


O papel das redes sociais


As redes sociais mudaram a lógica do consumo de eventos. Hoje, uma parte da experiência é pensada para ser compartilhada.


Cenários fotogênicos, ativações interativas e experiências visuais impactantes aumentam o alcance orgânico. O próprio público se torna divulgador.


Isso cria um ciclo interessante: quanto mais “postável” é o evento, maior sua visibilidade. E maior a percepção de valor. A experiência precisa funcionar ao vivo, mas também na tela do celular.


Exclusividade e escassez


Limitar ingressos, criar edições especiais ou oferecer áreas VIP são estratégias comuns. A escassez gera senso de urgência e reforça a ideia de privilégio.


Eventos como o Tomorrowland trabalham fortemente essa percepção. A produção grandiosa, a cenografia elaborada e o acesso disputado ajudam a posicionar o festival como experiência única. Conseguir um ingresso já é parte da narrativa.


Quando o público sente que está participando de algo raro, a disposição para pagar mais aumenta.


Desafios e riscos


Investir em experiência não é simples nem barato. Exige planejamento, criatividade e coerência. Se a promessa for maior do que a entrega, o efeito pode ser o oposto.

Hoje, avaliações online e comentários nas redes têm impacto imediato. Uma falha estrutural, filas excessivas ou organização confusa podem comprometer toda a percepção de valor.


Por isso, experiência não é apenas cenografia bonita. Inclui logística eficiente, comunicação clara, segurança, conforto e atendimento de qualidade.


O equilíbrio entre preço e valor


No fim das contas, o que justifica o preço não é apenas o custo, mas o valor percebido.

Se o público sente que viveu algo diferente, que foi bem atendido e que aquela memória valeu o investimento, a chance de retorno aumenta. Além disso, ele tende a recomendar para amigos.


Produtores que entendem isso deixam de pensar apenas em vender ingressos. Passam a pensar em construir jornadas completas. Do primeiro contato com a marca até o pós-evento.


Uma nova lógica de mercado


O mercado de eventos está mais competitivo. Mas também está mais criativo.

A experiência virou diferencial estratégico. Não se trata apenas de encantar, mas de sustentar um modelo de negócio em que o preço precisa fazer sentido para um público exigente.


Quem conseguir entregar algo realmente memorável tende a se destacar. Porque, no fim, as pessoas esquecem detalhes técnicos. Mas não esquecem como se sentiram.

E é exatamente nesse sentimento que os produtores estão apostando para justificar preços mais altos e continuar atraindo público em um cenário cada vez mais desafiador.


 
 
 

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