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- Varejo amplia receita com serviços financeiros e acelera entrada no setor com BaaS
Empresas de varejo estão diversificando suas fontes de receita ao incorporar novas formas para gerar receita à jornada de compra do consumidor, combinando vendas, crédito e pagamentos em um mesmo ambiente e ampliando o engajamento dos clientes. Esse movimento acompanha a digitalização do sistema financeiro. Segundo o Banco Central, o Brasil já soma mais de 100 milhões de usuários de cartão de crédito, o que abre espaço para a oferta de serviços financeiros dentro das próprias redes varejistas. Já o Gartner projeta que, até 2026, grande parte das empresas globais terá integrado serviços financeiros às suas plataformas como forma para novas receitas e aumentar a fidelização. A Research and Markets projeta que o mercado de finanças integradas crescerá a uma taxa anual de 36,41%, passando de US$ 146,17 bilhões em 2025 para US$ 690,39 bilhões em 2030. “O varejo passou a atuar para além da transação: na jornada financeira do cliente. Como já têm a relação direta com o cliente e o conhecimento sobre suas compras, as empresas conseguem ofertar produtos financeiros no momento certo”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz, empresa do Grupo Stefanini especializada em soluções financeiras digitais. Monetização do modelo Além da oferta de cartões e crédito ao consumidor, há oportunidades para que esse ecossistema seja rentável, como por exemplo, antecipação de recebíveis, capital de giro e serviços financeiros integrados. “Ao estruturar um braço financeiro, o varejo também passa a atuar junto aos seus fornecedores, antecipando pagamentos e gerando novas receitas com risco reduzido, já que essas operações acontecem dentro do próprio ecossistema”, explica o executivo da Topaz. Nesse sentido, as empresas reduzem custos e utilizam capital próprio para financiar suas operações, aumentando o controle sobre fluxos financeiros em diferentes etapas da cadeia. “A iniciativa envolve incorporar serviços financeiros à jornada do cliente e à operação das empresas, a partir de uma base sólida de tecnologia, dados e governança”, destaca Iglesias. Nesse contexto, plataformas end-to-end, como o Topaz One, permitem a criação de operações financeiras completas. A solução viabiliza desde a implementação de contas e crédito até a integração com compliance, segurança e exigências regulatórias, além da personalização de jornadas conforme o perfil de cada negócio. Além disso, é possível compor um modelo desde operações mais específicas até estruturas completas de banco digital, de acordo com a estratégia da empresa. “Conseguimos acelerar a entrada no setor financeiro com uma base tecnológica já validada, garantindo aderência regulatória ao longo do tempo e flexibilidade para evolução do negócio”, salienta Jorge Iglesias, da Topaz. Expansão para outros setores A tendência se consolida no varejo, mas ela já se estende para segmentos como indústrias, atacadistas e montadoras. A criação de braços financeiros próprios amplia oportunidades em áreas como financiamento, leasing e consórcios, oferecendo liquidez de acordo com a necessidade do consumidor. “Estamos vendo esse movimento ganhar força em diferentes setores. Empresas com grande base de clientes e fornecedores percebem que podem reter mais valor ao integrar serviços financeiros à sua operação”, conclui o executivo da Topaz.
- XP Inc. divulga balanços: confira os crescimentos
A XP Inc. (NASDAQ: XP) reportou receita bruta de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 8% na comparação anual, refletindo o bom desempenho das operações de varejo, com maior diversificação de receitas e evolução consistente da base de clientes. O lucro líquido ajustado somou R$ 1,32 bilhão, avanço de 7% em relação ao 1T25, enquanto o lucro antes de impostos (EBT) ajustado atingiu R$ 1,42 bilhão, crescimento de 8% na comparação anual, mesmo em um trimestre marcado por maior volatilidade de mercado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 21,7%, patamar robusto diante de um índice de Basileia de 20,7%, refletindo eficiência operacional e disciplina na alocação de capital. O lucro por ação (EPS) diluído ajustado cresceu 9% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, beneficiado pela execução do programa de recompra de ações. Em linha com sua estratégia de gestão de capital, a companhia segue com esse programa, aprovou um novo plano de recompra no valor de R$ 1 bilhão e a distribuição de R$ 500 milhões em dividendos, com pagamento previsto para junho. Os ativos totais de clientes (AuC, AuM e AuA) atingiram R$ 2,14 trilhões, crescimento de 21% na comparação anual, sustentados por uma captação líquida total (Net New Money) de R$ 38 bilhões no varejo no trimestre. Desse total, aproximadamente R$ 18,7 bilhões correspondem à captação recorrente, em linha com o patamar histórico da companhia. No varejo, a receita somou R$ 3,77 bilhões, mantendo tendência de aumento de representatividade na composição da receita total e maior diversificação entre ações, renda fixa, fundos, previdência, cartões, crédito e seguros. O segmento der renda variável apresentou desempenho acima do esperado, após um período mais neutro nos trimestres anteriores, contribuindo positivamente para o resultado. O Banco de Atacado registrou receita de R$ 1,15 bilhão, crescimento de 26% na comparação anual, reforçando o papel do atacado como vetor relevante e complementar de crescimento do ecossistema XP. As despesas operacionais (SG&A) cresceram 14% na comparação anual, refletindo a continuidade da estratégia de investimentos em força de vendas, tecnologia, inteligência artificial, produtividade, processos e digitalização. A companhia manteve suas prioridades estratégicas de longo prazo, sem interromper investimentos estruturantes, reforçando o foco em eficiência operacional e evolução da experiência do cliente nos segmentos de varejo, alta renda e private. “Mesmo em um trimestre marcado por maior volatilidade, entregamos crescimento consistente, mantendo rentabilidade elevada e fundamentos sólidos. Seguimos focados em investir no que é essencial para o longo prazo: qualidade de serviço, eficiência e fortalecimento do nosso ecossistema, sempre colocando o cliente no centro das nossas decisões”, afirma Thiago Maffra, CEO da XP Inc. XP Inc. anuncia Gustavo Alejo como novo CFO A XP Inc. anunciou, durante a divulgação de seus resultados, a nomeação de Gustavo Alejo como novo CFO da Companhia. Ele sucederá Victor Mansur, que encerra um ciclo após mais de uma década de contribuição à XP. A transição será conduzida de forma planejada e organizada, reforçando a continuidade da liderança e a estratégia de longo prazo da Companhia. Gustavo Alejo assumirá o cargo efetivamente em agosto de 2026. Com mais de três décadas de experiência no setor financeiro, Alejo construiu uma trajetória sólida em instituições relevantes do mercado, onde liderou ciclos importantes de crescimento, execução e fortalecimento institucional. Sua chegada é vista pela XP como um reforço importante para a Companhia, especialmente em um momento em que o Banco passa a ter cada vez mais escala, ao mesmo tempo em que a XP segue ganhando relevância no mercado. Nesse contexto, o executivo terá papel central no avanço da estratégia de crescimento e no fortalecimento da disciplina de execução da empresa. Sob a liderança de Victor Mansur, a XP atravessou um período marcante de evolução, com avanços relevantes em escala, portfólio de produtos e fortalecimento de sua plataforma. Sua atuação foi fundamental para o crescimento e o desenvolvimento estratégico do Grupo ao longo dos últimos anos. Após a conclusão da transição, Mansur se dedicará a um período voltado a estudos e desenvolvimento, permanecendo como sócio da XP e integrante do board de empresas investidas do Grupo. A XP Inc. permanece plenamente comprometida com sua estratégia de longo prazo e confiante de que essa transição reforça a continuidade da liderança e sustenta a execução e o crescimento futuros da Companhia.
- Z.ro anuncia aquisição da fintech Paag
O Z.ro Global Payments, que até abril operava como Z.ro Bank, anuncia a aquisição e incorporação da vertical de pagamentos da Paag, em um movimento estratégico voltado à consolidação de mercado e ao ganho de participação no setor de pagamentos digitais. A integração será realizada por meio de um plano estruturado de migração, desenhado para assegurar continuidade operacional, com estabilidade e segurança para todos os clientes ao longo do processo. Segundo Edisio Pereira Neto, presidente do Z.ro, a operação amplia de forma expressiva o volume processado pela empresa, que já supera 500 milhões de transações. “A Paag tem forte presença em processamento de pagamentos, especialmente no mercado de jogos, com mais de 200 milhões de transações anuais que serão incorporadas ao nosso ecossistema, reforçando nossa liderança no setor”, afirma Edisio. Como parte da operação, João Fraga, CEO da Paag, e Ricardo Vidal, CSO da empresa, passam a atuar também como sócios responsáveis pela vertical dedicada ao mercado de iGaming dentro da Z.ro Global Payments. “A criação dessa frente específica reflete a relevância do segmento e da necessidade de criar soluções cada vez mais customizadas para este mercado. Nossos dois novos sócios trazem um know-how essencial para liderar esta frente”, afirma o CEO da Z.ro Global Payments. “Estou muito motivado em assumir esse novo desafio. Com a união das expertises, consolidamos a maior operação de pagamentos voltada ao mercado de jogos no Brasil. Tenho a convicção de que essa integração nos levará ao maior market share do setor. Literalmente, zeramos o game”, declara Vidal. Para a Paag, o movimento também marca um novo momento estratégico da companhia. Após anos de atuação no mercado de pagamentos para operações digitais, a empresa passa a atuar como Paag Shield, focada no desenvolvimento de soluções de gestão de risco, compliance e prevenção à fraude, e Paag Engage, focada em inteligência operacional, aquisição e retenção. Ambas sem vínculo societário com a operação realizada ao lado do Z.ro Global Payments. “Esse movimento marca uma nova fase para a Paag. Construímos uma operação sólida de Payments ao longo dos últimos anos e temos confiança de que os clientes continuarão sendo atendidos com excelência dentro da estrutura da Z.ro. A partir de agora, concentramos ainda mais nossos esforços na evolução do Paag Shield e Paag Engage, com soluções voltadas à inteligência de risco, compliance e eficiência operacional”, explica Fraga. Nova vertical dedicada ao segmento de jogos no Z.ro “A criação dessa frente específica reflete a relevância do segmento e da necessidade de criar soluções cada vez mais customizadas para este mercado. Nossos dois novos sócios possuem amplo know-how para liderar esta frente”, explica Edísio. “Atualmente, o segmento já responde por aproximadamente 25% da nossa receita. Com a nova estrutura, deverá subir para cerca de 35% já no primeiro ano”, afirma. A iniciativa reforça a estratégia do Z.ro de segmentação de negócios, permitindo maior profundidade nas operações, otimização de negociações e desenvolvimento de soluções adaptadas às demandas específicas de cada mercado. O Z.ro International, responsável por recolher pagamentos na América Latina e enviá-los para qualquer país do mundo, e o Z.ro Digital Assets, de pagamentos internacionais com criptoativos, são outras duas verticais lançadas no último ano. Aquisição não concluída Em 2025, o banco BS2 chegou a anunciar negociações para a aquisição da Paag, em um movimento que indicava o interesse da instituição em ampliar a atuação no processamento de pagamentos digitais para o mercado de jogos . Na ocasião, a estrutura do acordo previa a entrada inicial com uma participação minoritária na empresa. O plano também contemplava a possibilidade de aquisição total da Paag em um prazo de até três anos. No entanto, apesar do anúncio e das tratativas iniciais, a negociação não foi concluída e não avançou para a efetivação da operação. Mudança de nome Recentemente, o antigo Z.ro Bank alterou seu nome para Z.ro Global Payments, refletindo a estratégia de internacionalização da companhia, iniciada em 2025. A mudança consolida o posicionamento da empresa como provedora de infraestrutura global de pagamentos, com soluções inovadoras voltadas para serviços de processamento de pagamentos locais e transfronteiriços, além de Bank as a Service.
- PagBank lança jornada gratuita sobre renda variável durante a Semana ENEF 2026
O PagBank, um dos maiores bancos digitais do Brasil e especialista em brasileiros, anuncia o lançamento da jornada “Sucesso em Renda Variável”, uma nova trilha de cursos gratuitos dedicada a desmistificar o mercado de investimentos. A iniciativa será apresentada durante a Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF) 2026, que acontece entre os dias 18 e 24 de maio, em um cenário de crescente interesse dos brasileiros pelo mercado financeiro. O lançamento chega em um momento de forte expansão do número de investidores no país. Dados da B3 indicam que, apenas em 2025, mais de 200 mil novos participantes ingressaram no mercado de renda variável, elevando o volume sob custódia para R$ 635 bilhões, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Apesar desse avanço, a popularização do tema também trouxe desafios, como a disseminação de conteúdos superficiais e expectativas irreais sobre ganhos rápidos. É nesse contexto que a nova jornada do PagBank se posiciona como uma alternativa educativa estruturada, com foco em traduzir conceitos complexos de forma simples, leve e aplicável ao dia a dia. A trilha inclui os seguintes cursos: Renda variável: Conheça os diferentes tipos de mercado Trading inteligente: Explore as estratégias do mercado de renda variável Derivativos: Conheça as oportunidades desse mercado Fundos imobiliários: Comece a viver de renda “Percebemos um boom no interesse por trading. Nosso objetivo com a jornada Sucesso em Renda Variável é ajudar as pessoas a tomarem decisões mais conscientes, alinhando expectativas e realidade do universo dos investimentos, investir melhor começa por entender mais a fundo. Por conta disso, queremos mostrar que a renda variável oferece diversas oportunidades, mas exige estratégia bem definida, disciplina consistente e visão de longo prazo”, destaca Letícia Andrade, gerente geral de Educação Financeira do PagBank. Totalmente integrada ao aplicativo do banco digital, a jornada Sucesso em Renda Variável está disponível gratuitamente para todos os clientes PagBank, na aba “Educação Financeira”. O conteúdo foi desenvolvido para oferecer uma experiência fluida e gamificada, incentivando o aprendizado contínuo. Além disso, conecta-se a outras trilhas educacionais da plataforma, promovendo uma evolução progressiva do conhecimento financeiro dos clientes comprovada por meio de certificado disponível ao final de cada curso. A iniciativa também contribui com a Semana ENEF, organizada pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira, como um dos principais movimentos institucionais do país voltado à promoção da cidadania financeira, reunindo ações gratuitas de diversas instituições públicas e privadas. O PagBank possui uma trajetória de confiança reconhecida pelo mercado, com certificações de nota máxima de solidez (AAA / triplo A) atribuídas pelos três principais avaliadores globais, que o posicionam entre os bancos digitais mais confiáveis do país. Como um dos maiores bancos digitais do país em número de clientes, oferece um ecossistema financeiro completo, integrado ao dia a dia dos brasileiros – desde soluções de pagamentos, conta rendeira gratuita, Pix, cartões e investimentos competitivos, até linhas de crédito, gestão financeira e ferramentas para vendas presenciais e online. Para saber mais sobre os produtos PagBank, clique aqui.
- Brasil impulsiona uma nova era do Digital Banking corporativo por meio da evolução das experiências digitais
O segmento de serviços financeiros para grandes corporações brasileiras está entrando em uma nova fase de transformação. Se antes o foco estava na quantidade – de escala e infraestrutura –, agora ele se desloca cada vez mais para a qualidade – das experiências digitais, das jornadas do cliente e da inovação em UI/UX. Essa mudança é evidente entre as grandes empresas no Brasil, de setores como energia, agronegócio, finanças e indústria, que, juntas, impulsionam a maior economia da América Latina, com um PIB superior a US$ 2 trilhões. Essas organizações, responsáveis por uma parcela significativa da atividade econômica, estão claramente redefinindo suas expectativas em relação aos serviços financeiros, buscando experiências mais intuitivas, integradas e centradas no usuário final, em vez de soluções estritamente focadas em infraestrutura e métricas de escala. Mais do que acesso a crédito ou a serviços tradicionais, essas empresas demandam plataformas digitais que simplifiquem operações complexas, ofereçam visibilidade em tempo real e proporcionem jornadas fluidas para diferentes perfis de usuários, desde gestores financeiros até colaboradores. Esse movimento é impulsionado por um cenário de rápida adoção digital: mais de 80% dos adultos brasileiros utilizam serviços bancários digitais, enquanto o Pix já se consolidou como um dos maiores ecossistemas de pagamentos instantâneos do mundo. Esse contexto elevou significativamente o padrão de experiência do usuário, tornando interfaces simples, rápidas e responsivas um requisito básico, inclusive no segmento corporativo. Como resultado, há uma crescente demanda por soluções de Digital Banking centradas em UX — reforçada pelo fato de que 88% dos clientes afirmam que a experiência oferecida por uma empresa é tão importante quanto seus produtos ou serviços (Salesforce) — impulsionando a necessidade de jornadas sem fricção, interfaces intuitivas e interações personalizadas em tempo real. Além disso, tendências como embedded finance, autoatendimento corporativo e plataformas white label com forte camada de experiência digital estão ganhando força, permitindo que empresas ofereçam serviços financeiros diretamente dentro de seus próprios ecossistemas digitais. “A transformação digital no Brasil deixou de ser sobre acesso e passou a ser sobre experiência”, afirma Abdul Assal, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Galileo Financial Technologies no Brasil e na Colômbia. “Grandes empresas precisam de soluções que combinem tecnologia robusta com interfaces modernas e jornadas inteligentes, capazes de atender a diferentes necessidades de forma simples e eficiente.” Nesse cenário, instituições financeiras e fintechs estão adotando arquiteturas modernas que desacoplam o core bancário da camada de experiência, permitindo maior flexibilidade para inovar rapidamente em interfaces e jornadas do usuário. A Galileo Financial Technologies desempenha um papel estratégico nesse ecossistema ao viabilizar plataformas de Digital Banking que priorizam a experiência do usuário. Sua tecnologia permite que empresas e instituições financeiras desenvolvam soluções com interfaces avançadas, jornadas modulares e alta escalabilidade, acelerando o time-to-market sem comprometer a qualidade da experiência. “Na Galileo, ajudamos nossos clientes a construir experiências digitais que realmente fazem a diferença no dia a dia dos usuários”, acrescenta Assal. “Isso significa ir além da infraestrutura e focar em como as pessoas interagem com os serviços financeiros, desde o onboarding até a gestão completa de suas operações.” O avanço regulatório, especialmente com o Open Finance no Brasil, também contribui para essa evolução ao permitir maior personalização e portabilidade de dados, abrindo caminho para experiências mais relevantes, contextuais e centradas no cliente. À medida que a competição aumenta, a experiência digital se torna o principal diferencial competitivo. Instituições que investirem em UI/UX, jornadas inteligentes e design centrado no usuário estarão mais bem posicionadas para liderar o futuro do banco corporativo. Ao combinar escala econômica, maturidade digital e um ecossistema em rápida evolução, o Brasil consolida sua posição como um dos mercados mais promissores para a próxima geração de Digital Banking, onde experiência, design e tecnologia caminham lado a lado para transformar o setor financeiro corporativo.
- O Dinheiro Saiu do Papel e Virou Dado
Durante décadas, a duplicata foi um dos instrumentos mais utilizados no crédito corporativo brasileiro e também uma das maiores fontes de risco operacional do mercado. Emitida em papel, circulava entre empresas, bancos e cartórios sem qualquer controle centralizado. Isso permitia problemas recorrentes, como duplicidades, cessões para múltiplos credores e operações sem lastro. Esse cenário começou a mudar de forma estrutural com a regulamentação das duplicatas escriturais e a obrigatoriedade de registro eletrônico em registradoras autorizadas pelo Banco Central, como a CERC, a B3 e a CIP (Núclea). Com isso, cada título passou a ter identidade única, rastreabilidade e histórico auditável. Informações como cedente, sacado, valor, vencimento e cessões passaram a ser registradas eletronicamente, reduzindo fraudes e aumentando a confiabilidade das operações. Para o mercado de fintechs, essa transformação foi muito além de uma mudança regulatória. Ela abriu espaço para operações de crédito empresarial mais escaláveis, eficientes e seguras. Mas a digitalização dos recebíveis trouxe um novo desafio: como transformar grandes volumes de dados em decisões rápidas e consistentes? A antecipação de recebíveis é simples de entender, mas complexa de operar em escala. Quando uma carteira possui poucos sacados, o acompanhamento manual ainda funciona. Em operações com milhares de títulos e centenas de empresas, esse modelo deixa de ser viável. É nesse ponto que plataformas de análise massificada ganham protagonismo. Empresas como a GYRA+ utilizam soluções capazes de cruzar dados de bureaus, comportamento de pagamento, concentração de carteira e informações vindas diretamente dos registros eletrônicos para apoiar decisões com velocidade e padronização. Mais do que automatizar tarefas, essas plataformas transformam dados em inteligência operacional. Cada duplicata registrada revela padrões importantes sobre o comportamento das empresas: frequência de compras, prazos praticados, concentração de clientes e histórico de liquidação. As fintechs que conseguem interpretar esses sinais passam a precificar risco com maior precisão, identificar deterioração de carteira antecipadamente e operar com mais eficiência em um mercado cada vez mais competitivo. Existe ainda uma segunda camada de transformação ganhando força: a integração entre duplicatas escriturais e o ecossistema de Open Finance. A combinação entre dados bancários, fluxo de caixa, comportamento transacional e carteira de recebíveis cria modelos de crédito muito mais aderentes à realidade das empresas. Na prática, isso representa uma migração gradual do crédito baseado apenas em garantias para um crédito orientado por comportamento e capacidade real de pagamento. O ambiente competitivo também acelera essa evolução. Bancos tradicionais avançam no digital, cooperativas ampliam atuação no crédito empresarial e fintechs especializadas disputam nichos cada vez mais específicos. Nesse cenário, tecnologia deixou de ser diferencial. Passou a ser requisito básico. O verdadeiro diferencial agora está na capacidade de transformar dados em decisões melhores. O dinheiro que antes estava escondido no papel foi digitalizado. Agora, o valor está na inteligência extraída desses dados. E as fintechs que souberem usar essa informação com velocidade, consistência e escala devem liderar o próximo ciclo do crédito produtivo no Brasil.
- Antes de lançar um produto financeiro, responda estas 4 perguntas
O avanço dos produtos financeiros dentro de empresas de diferentes setores deixou de ser tendência e passou a ser movimento estratégico. Seja para ampliar receitas, aumentar retenção ou ganhar eficiência operacional, a criação de soluções financeiras próprias vem se consolidando como uma alavanca relevante de crescimento. Ainda assim, muitos desses projetos começam de forma equivocada. É comum que as primeiras discussões girem em torno de tecnologia, como funcionalidades, interface, arquitetura ou até o aplicativo em si. Enquanto isso, as decisões mais críticas, que deveriam orientar todo o projeto, acabam sendo tratadas depois. Esse desalinhamento inicial raramente é percebido no começo, mas seus efeitos aparecem com o tempo: aumento de custos, baixa adoção, dificuldade de evolução e, em muitos casos, um produto que simplesmente não se sustenta. Antes de qualquer decisão técnica, é fundamental estruturar quatro pontos centrais. 1. Qual problema de negócio precisa ser resolvido? Todo produto financeiro deve nascer a partir de um objetivo claro. Não se trata de entrar no mercado financeiro ou lançar um aplicativo, mas de resolver uma necessidade concreta do negócio. É esse direcionamento que define o papel do produto e garante que ele tenha relevância estratégica. Na prática, isso significa entender qual impacto se espera gerar, como aumentar retenção, criar novas fontes de receita, melhorar o fluxo de caixa ou reduzir dependência de terceiros. Sem essa clareza, o produto tende a se tornar apenas mais uma funcionalidade, e não um vetor real de crescimento. 2. A operação se sustenta em escala? Com o objetivo definido, o próximo passo é validar a viabilidade econômica. Produtos financeiros dependem diretamente de volume e recorrência. Não basta que a solução funcione tecnicamente, ela precisa se sustentar como negócio. Isso exige uma análise consistente sobre base de usuários, frequência de uso, ticket médio e evolução desses indicadores ao longo do tempo. Quando essa etapa é ignorada, o risco é avançar com um produto que opera, mas não gera retorno proporcional ao investimento. 3. Qual estrutura viabiliza essa operação? Somente depois de entender o problema e validar a viabilidade é que a tecnologia deve entrar na equação. Produtos financeiros envolvem uma cadeia operacional complexa, incluindo integrações com instituições financeiras, intermediários de pagamento, requisitos rigorosos de segurança e compliance, além de uma infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento. A definição da arquitetura e a escolha de parceiros impactam diretamente custos, flexibilidade e capacidade de evolução. Por isso, não devem ser tratadas como decisões isoladas, mas como parte da estratégia. 4. O produto está preparado para crescer? Um dos erros mais comuns é estruturar o produto apenas para o momento inicial. Na prática, muitos sistemas funcionam bem com poucos usuários, mas começam a falhar à medida que a operação cresce. Escalar exige mais do que tecnologia, exige preparo. Isso envolve arquitetura adequada, processos bem definidos, monitoramento contínuo e capacidade de adaptação. A pergunta central deixa de ser “funciona hoje?” e passa a ser se continuará funcionando quando o volume for significativamente maior. Conclusão Grande parte dos desafios enfrentados por produtos financeiros não está na execução técnica, mas na ausência de direcionamento estratégico desde o início. Quando a ordem das decisões é invertida, o projeto já nasce com limitações difíceis de corrigir ao longo do caminho. Por isso, antes de avançar, o movimento mais importante é estruturar bem a base. Em um cenário cada vez mais competitivo, não basta lançar rápido, é preciso lançar com clareza, consistência e capacidade de sustentar o crescimento. A Alphacode apoia empresas nesse processo, estruturando produtos financeiros com visão de negócio, arquitetura sólida e preparação para escala, garantindo que estratégia e execução caminhem juntas desde o início.
- PIX: botão em mensagem melhora conversão de pagamentos
O PIX respondeu por 54,7% das transações financeiras do Brasil no segundo semestre de 2025, com 42,9 bilhões de operações, segundo o Banco Central. Fazer um pagamento ainda exigia encontrar na mensagem o código Pix, copiá-lo manualmente e abrir o banco. Um botão integrado ao próprio aviso de cobrança elimina esse percurso e promete reduzir significativamente índices de abandono que chegavam a 40%. O gargalo estava em uma etapa pouco visível do processo: a chave PIX vinha inserida no corpo da mensagem, junto a outras informações, o que dificultava a seleção. Em alguns casos, a chave era encaminhada de forma destacada, mas sem padronização visual, o que ainda gerava dificuldades de leitura e uso. Uma das soluções para esse problema foi desenvolvida pelo Grupo Ótima Digital, empresa referência nacional em automação de comunicações, responsável por processar mais de 11 bilhões de recados anualmente. Uma API de pagamento que gera automaticamente um botão de PIX Copia e Cola passou a ser inserida diretamente na notificação RCS enviada ao consumidor. Com um clique, ele captura o código e conclui o acerto no aplicativo financeiro.A plataforma estrutura o recurso para negócios de cobrança de forma automática, dentro da mensagem interativa, sem necessidade de mensagens complementares. Especialista em experiência do cliente e conversão, Marcos Guerra explica que, essa saída é importante pois, qualquer fricção entre a intenção e o pagamento se traduz em abandono. Segundo ele, o problema nunca esteve na tecnologia, mas na experiência. Quando o processo faz sentido para quem utiliza, a decisão de quitar as contas acontece com mais naturalidade. O RCS já era utilizado por companhias em campanhas, confirmações de pedidos, renegociações e agendamentos. A integração com o PIX, lembra Guerra, que também é CRO do da Ótima Digital, representa uma evolução dentro de um canal estabelecido, tornando o ambiente de recados também um facilitador para os pagamentos. A combinação entre PIX e canais de mensageria aponta para um modelo em que aviso e transação passam a ocupar o mesmo ambiente digital, reduzindo a distância entre o cobrar e o receber.
- Hub4Pay acelera crescimento e reforça estratégia de relacionamento no B2B
A Hub4Pay começou 2026 em ritmo acelerado. A fintech registrou crescimento de 137% no faturamento em janeiro, em comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando uma trajetória de expansão que já vinha ganhando força ao longo de 2025. No último ano, a empresa já havia alcançado alta de 60% na receita após reposicionar sua estratégia de comunicação e relacionamento com o mercado. O movimento foi conduzido pela Walks e teve como base o conceito de “B2B sexy”, abordagem que busca tornar a comunicação entre empresas mais próxima, relevante e centrada em relacionamento. A nova fase ganhou tração a partir de outubro, com uma atuação mais estruturada em branding, eventos e conexões estratégicas. Um dos marcos desse momento foi o lançamento do LinkPrêmio Card, que passou a reforçar a presença da Hub4Pay em campanhas promocionais e ações conectadas via API. Além do avanço no faturamento, a fintech também ampliou sua base de clientes. Nos últimos meses, a empresa integrou 15 novas agências parceiras e participou de mais de dez campanhas promocionais, aumentando eficiência operacional e velocidade de entrega. Segundo Pedro Assis, CEO da Walks, o mercado B2B passa por uma transformação importante. Para ele, diferenciação já não depende apenas de produto ou funcionalidade. “Os produtos estão cada vez mais parecidos. O diferencial passa pela confiança, pela presença e pela capacidade de construir relacionamento de forma consistente”, afirma. Na prática, a estratégia adotada pela Hub4Pay priorizou encontros presenciais, participação ativa em eventos do setor e iniciativas voltadas à criação de conexões entre marcas, parceiros e tomadores de decisão. A comunicação também evoluiu. Em vez de focar exclusivamente em atributos técnicos, a empresa passou a trabalhar posicionamento, experiência e construção de autoridade de forma mais acessível, sem abrir mão da credibilidade. O conceito de “B2B sexy” nasce justamente dessa mudança de comportamento no mercado corporativo. A ideia é tornar as marcas mais humanas e memoráveis, fortalecendo relações de longo prazo em um cenário cada vez mais competitivo. O resultado aparece não apenas nos números, mas também na expansão da presença da Hub4Pay dentro do ecossistema promocional e de incentivos. Mais do que vender soluções, a estratégia aposta em gerar proximidade, acesso e recorrência de relacionamento — fatores que hoje têm peso direto na construção de reputação e crescimento sustentável no B2B.
- Juspay e Cumbuca lançam o Open Finance Playground, um guia de implementação open-source para o Open Finance brasileiro
A Juspay, empresa global de tecnologia de pagamentos, e a Cumbuca, primeiro proxy regulatório para o Open Finance e o Pix no Brasil, lançaram hoje o Open Finance Playground: um guia de implementação open-source criado para tornar o Open Finance brasileiro acessível a qualquer desenvolvedor que queira aderir pela primeira vez. O Brasil tem o maior programa de Open Finance do mundo, mas apenas 3% das empresas brasileiras estão conectadas a ele, contra 20% no Reino Unido. Estruturas de open banking são complexas em qualquer lugar, mas mercados como o britânico contam com anos de experiência em ferramentas, guias e recursos para desenvolvedores construídos pela comunidade. A documentação oficial brasileira foi elaborada para cumprir exigências regulatórias, mas não necessariamente ajuda desenvolvedores a dar os primeiros passos, e os índices de adoção refletem exatamente isso. O Playground traduz centenas de páginas de especificações regulatórias em guias com instruções diretas para implementação, cobrindo os três principais pontos de entrada do Open Finance: fluxos de consentimento, iniciação de pagamentos e acesso a dados. Cada guia é acompanhado por um simulador que mostra ao vivo quais chamadas de API estão acontecendo em cada etapa. O projeto é open-source e conta com o apoio da INIT, Associação das Iniciadores de Transação de Pagamento. "O Open Finance cumpre seu papel quando os desenvolvedores que criam valor no setor conseguem, de fato, acessá-lo. Reduzir o tempo e o custo de entrada para quem quer construir nesse ambiente é o caminho mais direto para fechar essa lacuna. O Open Finance Playground é exatamente o tipo de recurso prático e orientado pela comunidade que acelera a adoção de baixo para cima, e o tipo de iniciativa para a qual a INIT existe", disse Jonatas Giovinazzo, Diretor-Presidente da INIT. Para a Juspay, o Playground reflete tanto o desafio quanto a oportunidade de contribuir com novas soluções no mercado brasileiro. Aproveitando da autorização regulatória de Open Finance que a Cumbuca possui, a empresa conseguiu entrar no mercado brasileiro de 12 a 18 meses antes do que seria possível se tivesse construído tudo de forma independente. Com capacidades de pagamento via Open Finance totalmente desenvolvidas, a Juspay atua ao lado da Visa e da Mastercard e atende grandes empresas no Brasil como Latam Airlines e Food2Save, com integrações nativas para Pix Biométrico e Pix Automático, ambos construídos sobre a infraestrutura de pagamentos em tempo real do país. "O Open Finance brasileiro tem um potencial de crescimento extraordinário, e ainda exploramos muito pouco do que ele pode fazer", afirmou Nic Marcondes, Diretor de Monitoramento de Open Finance da Cumbuca. "O Playground preenche uma lacuna que faltava: foi escrito por quem passou anos dentro da implementação e lançado de forma aberta, porque um ambiente com poucos participantes não serve a ninguém." "O Pix já mostrou o que acontece quando um meio de pagamento instantâneo vira padrão, e o Brasil está exatamente nesse momento", disse Shakthidhar Bhaskar, Diretor de Expansão para a América Latina na Juspay. "Tornar público o que aprendemos acelera esse processo. A infraestrutura fica mais valiosa quando mais pessoas conseguem construir em cima dela, e o Playground viabiliza isso." O Open Finance Playground está disponível em juspay.io/open-finance. O projeto é open-source e aberto a contribuições de desenvolvedores, participantes do setor e instituições financeiras que desenvolvem com base na infraestrutura de Open Finance do Brasil.
- Pix e fraudes pressionam operação do e-commerce em 2026
O comércio eletrônico no Brasil mantém ritmo acelerado de expansão e deve ultrapassar R$ 260 bilhões em faturamento em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. O avanço do Pix e o crescimento das transações em tempo real aumentam a pressão sobre a infraestrutura de pagamentos, exigindo mais estabilidade, capacidade de processamento e controle de risco em operações cada vez mais volumosas. Hugo Venda, CEO da UnicoPag, afirma que “o crescimento do e-commerce brasileiro deixou de ser limitado pela demanda e passou a depender diretamente da capacidade operacional das empresas, especialmente na etapa de pagamento, onde estão concentradas as maiores perdas de receita e os principais pontos de fricção da jornada do consumidor”. A análise reflete o cenário observado em operações que lidam diariamente com aprovação de pagamentos, indisponibilidade de sistemas e inconsistências no checkout. Dados do Banco Central mostram que o Pix já disputa a liderança entre os meios de pagamento no comércio eletrônico e deve ampliar participação nos próximos anos, enquanto levantamentos recentes indicam que o valor das tentativas de fraude digital cresceu mais de 15% em 2025, com perdas financeiras mais elevadas por ocorrência. O Brasil também segue entre os países com maiores índices de chargeback, o que impacta diretamente margens e exige maior rigor nos processos de validação e autorização. O comportamento do consumidor reforça esse quadro. Parte relevante dos usuários desiste da compra diante de falhas no pagamento, lentidão ou percepção de risco, o que transforma o checkout em um ponto crítico de retenção de receita. Em um ambiente competitivo, pequenas instabilidades ou recusas indevidas têm efeito direto sobre a conversão e o faturamento. Segundo Hugo Venda, CEO da UnicoPag, “empresas que tratam pagamento como um elemento central da operação, com gestão ativa de aprovação, controle de fraude e diversificação de meios, conseguem crescer com mais consistência, enquanto estruturas pouco preparadas tendem a perder receita e enfrentar dificuldades para sustentar escala”.
- Bancos já podem monitorar taxas de concorrentes em tempo real
A Vector360, plataforma de benchmarking voltada para o mercado financeiro institucional, anunciou o lançamento do Painel de Taxas de Crédito e Investimentos, que permite a instituições financeiras monitorar, de forma contínua, as taxas de crédito e as rentabilidades praticadas pelos concorrentes. O produto marca a segunda fase da empresa, fundada em outubro de 2025 e que já atende bancos de grande porte. Desenvolvida como solução B2B, a plataforma é destinada às áreas de Produtos, Marketing, Research, Canais e Estratégia das instituições financeiras. O objetivo é apoiar a tomada de decisões comerciais com base em dados estruturados do mercado — e de monitoramentos pontuais sob demanda. Em outubro de 2025, a Vector360 iniciou suas operações com o Monitor de Jornadas, que mapeia a experiência do usuário nas plataformas digitais das instituições — cobrindo desde a abertura de contas, médios de pagamento até produtos disponíveis em cada banco. Com o lançamento do Painel de Taxas e Investimentos, a empresa passa a cobrir também a dimensão comercial e de precificação. "Com o avanço do Open Finance no Brasil, as taxas praticadas aos clientes estão a somente um ‘compartilhamento’ de distância, porém estava faltando o mapeamento estratégico da oferta completa, com uma camada de inteligência que organizasse esses dados e os entregasse de forma comparável, acionável e segmentada para os gestores dos bancos. É exatamente isso que o novo painel oferece", afirma Juan Ignacio Giulianelli, CEO da Vector360. Como funciona O Painel de Taxas de Crédito permite às instituições contratantes comparar, por perfil de cliente e nível de risco, as taxas praticadas pelos concorrentes em produtos como Crédito Pessoal (CPC), Financiamento Veicular entre outros. O usuário pode visualizar curvas de taxas por número de parcelas e valor simulado, identificar a diferença entre ofertas-padrão e as melhores condições do mercado, e filtrar os dados por prazo e nível de risco. Entre os indicadores do painel estão: quem lidera em taxa por score e segmento; o spread entre instituições em um mesmo cenário de simulação; a elasticidade do prazo sobre as taxas; e quais bancos adotam postura mais agressiva na concessão. “A atualização ocorre sob demanda (on demand), porém de forma contínua, eliminando a defasagem dos métodos tradicionais de monitoramento”, explica Giulianelli. O Painel de Investimentos reúne dados de rentabilidade de produtos de renda fixa (CDB, LCI, LCA, CRI e CRA), que podem ser visualizados por indexadores (percentual do CDI, IPCA e renda fixa, variável etc.). A ferramenta permite comparar a remuneração oferecida por banco e prazo, visualizar a concentração de ofertas por vencimento e rating, e identificar quais instituições pagam os maiores prêmios no curto e no longo prazo. A segmentação entre renda fixa e variável também está disponível como filtro de análise. "O banco agora tem as taxas de referência do mercado na palma da mão. As referências de taxas complementam perfeitamente o que a Vector já entrega. Hoje, mostramos para as instituições financeiras como o cliente é atendido na jornada sua e do concorrente. Agora, ela sabe exatamente quanto o concorrente está cobrando ou pagando — e pode reagir", descreve Carlos Jorge, sócio-fundador da Vector360 e da Chicago Advisory Partners, que também faz parte do ecossistema Ekantika. Open Finance e competição A expansão do Open Finance no Brasil criou as condições para que dados historicamente difíceis de alcançar — como as taxas efetivamente praticadas em cada instituição para diferentes perfis de cliente — passassem a circular de forma estruturada. A Vector360 se posiciona como a camada de inteligência que transforma esse fluxo de dados em informação comparável e estratégica para os decisores dos bancos. Boris Leite, sócio-fundador da Ekantika — grupo do qual a Vector360 também forma parte —, aponta que o monitoramento competitivo nas instituições ainda é feito de forma descontinuada. "Esse trabalho costuma ser feito de maneira pontual e limitada, focado em um produto específico ou em um concorrente direto. Exige muito esforço das áreas internas e raramente alcança a abrangência necessária para entender, de fato, o posicionamento da concorrência no mercado", diz. A Vector360 mapeia mais de 50 instituições financeiras e cobre os segmentos de pessoas físicas e jurídicas. "Estamos diante de uma demanda que existia, mas não tinha solução estruturada. O que entregamos agora, com o painel de taxas, eleva o nível da plataforma de uma ferramenta de monitoramento para uma plataforma completa de inteligência competitiva ", afirma André Olinto, sócio-fundador da Vector e da Chicago. Viviane Salyna, sócia-fundadora da Ekantika, contextualiza o lançamento em uma transformação ampla do setor. "A Vector360 oferece às instituições financeiras informações exclusivas que são fundamentais em um mercado cada vez mais aberto e competitivo. Quem tiver acesso mais rápido a essas referências de mercado terá vantagem na precificação e na captação", pontua.














