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- IA transforma pagamentos em alavanca de conversão e receita
A inteligência artificial está mudando o papel estratégico dos pagamentos nas empresas. Mais do que auxiliar no combate às fraudes, a tecnologia permite aumentar as taxas de aprovação, reduzir falsos positivos, otimizar custos e evitar que consumidores abandonem uma compra por dificuldades no checkout. Essa foi uma das principais conclusões do encontro promovido pela Nuvei, fintech global de meios de pagamentos, e pela DEUNA, plataforma de orquestração de pagamentos para o comércio eletrônico, na última quinta-feira, no Terraço Notiê by Priceless, em São Paulo. O evento reuniu clientes e lideranças do mercado para discutir como inteligência artificial, tecnologia e orquestração estão transformando os pagamentos. O painel “A inteligência por trás dos pagamentos” foi mediado por Leandro Isidório, Enterprise Sales da DEUNA, que conduziu as perguntas aos participantes Daniel Moretto, vice-presidente sênior da Nuvei América Latina; Matias Rodriguez, vice-presidente de Vendas e Gerente Geral da DEUNA; e Orestes Miraglia Neto, CEO da Domino’s Pizza Brasil. Durante o debate, os executivos destacaram que cada pagamento recusado indevidamente representa não apenas uma venda perdida, mas também um risco para o relacionamento entre o consumidor e a marca. Na percepção do cliente, a falha no pagamento costuma ser atribuída ao varejista, mesmo quando o bloqueio ocorre em outra etapa do ecossistema financeiro. Em ambientes altamente competitivos, a dificuldade para concluir uma transação pode levar o consumidor a migrar imediatamente para outro aplicativo, plataforma ou estabelecimento. “Por muito tempo, a inteligência artificial em pagamentos foi associada principalmente ao combate à fraude. Essa aplicação continua sendo fundamental, mas hoje a tecnologia também precisa ser considerada pelo impacto direto que exerce sobre a conversão. O desafio é proteger a operação sem bloquear bons consumidores. Em empresas que processam grandes volumes, uma melhora de apenas 1% na taxa de aprovação pode representar um resultado comercial muito significativo”, afirma Moretto. Segundo o executivo, os modelos de IA ajudam a acompanhar mudanças no comportamento do consumidor e a identificar, em poucos segundos, se determinada transação representa uma fraude ou uma compra legítima fora do padrão habitual. Para alcançar esse equilíbrio, entretanto, as empresas precisam testar continuamente fornecedores, comparar resultados e calibrar suas ferramentas com dados consistentes. Da regra fixa à decisão em tempo real Outro ponto discutido foi a evolução da orquestração de pagamentos. No modelo tradicional, as transações são direcionadas de acordo com regras previamente definidas, como país, moeda, bandeira ou valor da compra. Com a aplicação de inteligência artificial e machine learning, essa gestão passa a ser dinâmica: a tecnologia analisa diferentes variáveis em tempo real e escolhe a rota com maior probabilidade de aprovação, melhor custo e menor risco. “A orquestração dinâmica permite que a empresa deixe de depender exclusivamente de regras fixas e passe a tomar decisões com base no contexto de cada transação. Isso ajuda a encontrar, em tempo real, o melhor equilíbrio entre aprovação, custo e prevenção à fraude. Mas a tecnologia só consegue entregar bons resultados quando os dados estão limpos, organizados e padronizados”, explica Rodriguez. Para o executivo, a adoção da IA não precisa começar com uma transformação ampla de toda a operação. Projetos-piloto com objetivos claros podem ajudar as empresas a testar as soluções, mensurar o retorno sobre o investimento e ampliar gradualmente o uso da tecnologia. Pagamento também faz parte da experiência da marca Ao apresentar a perspectiva do varejo e do delivery, Orestes Miraglia Neto, CEO da Domino’s Pizza Brasil, ressaltou que velocidade, segurança e eficiência precisam caminhar juntas. Nesse setor, o tempo gasto para concluir o pagamento pode ser tão relevante quanto o tempo de preparação e entrega do pedido. “Para o consumidor, o pagamento não é uma etapa separada da compra: ele faz parte da experiência com a marca. Se a transação demora, é recusada indevidamente ou exige muitas tentativas, toda a jornada fica comprometida. O desafio é utilizar tecnologia para tornar esse processo mais rápido e seguro, sem criar barreiras para quem está tentando realizar uma compra legítima”, afirma Miraglia Neto. O executivo também destacou oportunidades de aplicação da IA no monitoramento das operações em tempo real, na identificação de falhas em plataformas parceiras, na conciliação financeira e na previsão de demanda. Associada a estratégias multiadquirentes e à adoção de TEF, a tecnologia pode ajudar a reduzir custos, simplificar processos e evitar perdas operacionais. A conclusão do encontro foi que a inteligência artificial pode gerar ganhos relevantes para o setor de pagamentos, mas não funciona de forma isolada. A qualidade e a padronização dos dados, a calibragem dos modelos e a realização de testes contínuos são condições essenciais para que a tecnologia consiga elevar a conversão sem aumentar a exposição a fraudes. Para as empresas, a principal mudança está em deixar de enxergar o pagamento apenas como uma etapa operacional ou financeira. Em um mercado no qual o consumidor pode trocar de marca em poucos segundos, a inteligência aplicada ao checkout passa a influenciar diretamente as vendas, a satisfação e a fidelização.
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- Banco Central abre mão de proteger consumidores ao não regulamentar o crédito atrelado ao Pix
Em vez de estabelecer regras para proteger milhões de brasileiros, transfere a responsabilidade para
- Reforma Tributária transforma o ERP em peça-chave da adaptação das empresas
A Reforma Tributária deixou de ser um desafio restrito às áreas fiscal e tributária para se tornar um dos maiores projetos de transformação tecnológica das empresas brasileiras. Segundo a Softtek, multinacional global de engenharia de software, a necessidade de adaptar ERPs, integrar novos processos fiscais e preparar o ambiente para o Split Payment fará da modernização dos sistemas corporativos uma prioridade estratégica nos próximos anos. A implementação do IVA Dual, composto pela CBS (federal), IBS (estadual e municipal) e Imposto Seletivo, inaugura uma transição que obrigará as organizações a operar simultaneamente dois regimes tributários até 2033. Na prática, isso significa que plataformas como o SAP precisarão processar, calcular, contabilizar e reportar duas lógicas fiscais ao mesmo tempo, elevando significativamente a complexidade tecnológica das operações. "Não estamos falando apenas de uma atualização tributária. A Reforma exige que o ERP passe a suportar novos fluxos financeiros, regras de negócio, integrações e modelos de cálculo. É uma mudança estrutural na arquitetura das empresas", afirma Victor Hugo Coutinho, Arquiteto de Soluções e Gerente de Ofertas SAP da Softtek Brasil. Split Payment muda fluxo financeiro e exige novas integrações Entre as mudanças mais relevantes está o Split Payment, previsto para entrar em vigor de forma facultativa a partir de 2027. O mecanismo altera a dinâmica da liquidação financeira ao permitir que os valores de IBS e CBS sejam separados no momento do pagamento da operação. Essa nova lógica impacta diretamente contas a pagar e receber, conciliação financeira, meios de pagamento, interfaces bancárias, processos de faturamento e integrações entre ERP, bancos e plataformas de gestão. "Não basta recalcular impostos na nota fiscal. As empresas precisarão revisar processos de tesouraria, automações financeiras e a forma como o dinheiro circula dentro da operação", explica Coutinho. SAP passa a concentrar a transformação tecnológica Para organizações que utilizam SAP, os impactos vão muito além das parametrizações fiscais. A Reforma Tributária exige revisão de cadastros mestres, classificação fiscal de produtos, processos de compras, vendas, faturamento, apuração tributária e integrações com aplicações legadas e sistemas da administração pública. Ao mesmo tempo, a descontinuação do SAP GRC NF-e acelera a necessidade de migração para o SAP DRC (Document and Reporting Compliance), plataforma que passa a concentrar as atualizações relacionadas ao novo modelo tributário. Também fazem parte da agenda tecnológica a adoção do CNPJ alfanumérico, novas estruturas de dados, adequações em tabelas críticas do ERP, reconfiguração das matrizes tributárias em FI/CO e atualização de documentos fiscais. "Tratar esse conjunto de mudanças como pequenas adaptações de TI é um erro. Estamos diante de uma transformação que envolve tecnologia, finanças e estratégia de negócios ao mesmo tempo", afirma Coutinho. Janela para preparação começa a se fechar A Softtek recomenda que as empresas iniciem imediatamente um diagnóstico de seus ambientes tecnológicos para avaliar a versão do ERP utilizada, a qualidade dos dados mestres, o nível de customizações, as integrações existentes e os impactos sobre os processos financeiros. A preparação antecipada é considerada essencial para atender aos marcos da implementação da Reforma Tributária, como a obrigatoriedade de novos campos relacionados a IBS e CBS e a entrada em vigor da CBS em janeiro de 2027. "O tempo para agir é agora. Quanto mais tarde as empresas iniciarem essa preparação, maior será o risco de interrupções operacionais, retrabalho e aumento dos custos de adaptação", conclui Coutinho.
- Pix para a China: XTransfer e Ouribank unem forças para impulsionar o comércio internacional
A XTransfer, a plataforma de pagamento transfronteiriça B2B líder mundial e número 1 da China, e o Ouribank visa reduzir o custo e o tempo de processamento dos pagamentos transfronteiriços para os clientes da XTransfer As empresas com uma conta XTransfer poderão receber transferências Pix de clientes Brasileiros. Com mais de 600.000 clientes da empresa, XTransfer transformou-se o número 1 da indústria na China. Esta colaboração não só impulsiona o crescimento global da XTransfer, mas também transforma a experiência
- Pagou o boleto 2 vezes? Conheça 3 apps para organizar suas finanças
conta, sem precisar de uso constante da internet, pois o aplicativo salva todos os dados inseridos e os transfere
- Caju e Liora lançam benefício que transforma conta de energia em saldo para trabalhadores
A Liora Energia, energyfintech pioneira em soluções financeiras atreladas à energia, e a Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas e gestão de pessoa, anunciam uma parceria estratégica para oferecer ao mercado uma nova categoria de benefício financeiro voltada aos trabalhadores brasileiros. Por meio do produto Liora Antecipa, colaboradores de empresas clientes da Caju, que já somam mais 65 mil empresas com 1,2 milhão de usuários ativos, poderão transformar o desconto futuro de suas faturas de luz em dinheiro imediato na conta, recebendo um PIX logo após a aprovação da solicitação. A iniciativa une a expertise da Liora, que utiliza o modelo de Geração Distribuída de energia para criar produtos financeiros e de alívio no orçamento doméstico, à ampla base de empresas e trabalhadores atendidos pela Caju. O objetivo é ampliar o acesso a benefícios com impacto real no bolso, utilizando uma despesa recorrente na rotina de praticamente todas as famílias brasileiras: a conta de luz. Como funciona a mecânica do benefício Diferentemente de uma linha de crédito tradicional, o Liora Antecipa é uma solução financeira lastreada na própria energia. Na prática, a Liora calcula o potencial de desconto que a conta de luz do cliente pode gerar ao longo do tempo. O colaborador pode, então, antecipar esse valor e recebê-lo imediatamente via PIX na sua conta bancária. O tíquete médio dessa antecipação gira em torno de R$ 400, oferecendo um alívio financeiro para as despesas do mês. O funcionário não terá nenhum custo adicional por isso: ele começa a pagar sua fatura de energia para a Liora, e não mais para a distribuidora, de acordo com o seu consumo. À medida que os descontos mensais de energia vão sendo gerados pela Liora, que representam uma economia média de 12% a 20% sobre o total da fatura mensal do trabalhador, o próprio valor dessa economia é utilizado para quitar a antecipação de forma automática e gradual, sem qualquer custo adicional para o cliente. "A parceria nasce com o propósito de criar uma forma de gerar valor para trabalhadores e empresas, transformando uma despesa obrigatória em uma ferramenta de bem-estar financeiro. Como uma energyfintech, o papel da Liora é conectar o setor elétrico ao mercado financeiro para simplificar a vida das pessoas. A energia deixa de ser apenas um boleto a pagar e passa a ser uma ferramenta de economia, liquidez e flexibilidade financeira para o orçamento familiar", afirma Renata Feijó, cofundadora da Liora. A expectativa das empresas com o novo produto é acelerada. A parceria dá acesso a uma base de consumo anual de energia de R$ 4,5 bilhões, volume que pode ser convertido em benefícios financeiros para os trabalhadores. A aposta está na rápida aderência de um modelo que não gera custos para o RH e ajuda a aliviar uma das principais pressões do orçamento doméstico. A oferta estará inicialmente disponível para colaboradores de empresas clientes da Caju, que poderão simular e aderir ao produto de forma totalmente digital e opcional por meio da área logada da plataforma e da Feirinha Caju. Como o modelo é de adesão voluntária por parte do funcionário, o RH das empresas parceiras não precisa lidar com implementações operacionais ou integrações complexas. Para as empresas, a iniciativa amplia o portfólio de benefícios oferecidos aos colaboradores com uma solução de alto valor percebido e impacto direto no orçamento doméstico. A proposta permite reforçar estratégias de bem-estar financeiro sem exigir investimentos adicionais ou mudanças significativas nos processos internos de gestão de benefícios. Segundo Rute Pereira, diretora de novos negócios da Caju, a iniciativa reforça a estratégia da empresa de ampliar continuamente seu ecossistema com soluções que tenham relevância real no dia a dia. "Queremos reforçar a melhor experiência para o colaborador e para as nossas mais de 65 mil empresas clientes, atuando no benefício de verdade. A parceria com a Liora faz exatamente isso ao ampliar o conceito de benefício financeiro, reforçando nosso papel de levar valor percebido concreto para quem usa Caju no dia a dia”, comenta a executiva. Nova fronteira para benefícios corporativos A parceria também representa um movimento de inovação no mercado de benefícios corporativos ao incorporar a energia elétrica como elemento de geração de valor financeiro para funcionários e colaboradores de empresas. A iniciativa combina duas competências complementares. Enquanto a Liora oferece toda a infraestrutura tecnológica, operacional e financeira necessária para transformar a conta de energia em benefício econômico, a Caju contribui com sua base de empresas e colaboradores e com a relação de confiança construída junto aos clientes para apresentar uma nova categoria de benefício ao mercado. Atualmente, a Liora atende mais de 1.5 mil clientes, opera em estados como Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, além da região de Campinas (SP), administra cerca de 1 GW em volume energético e possui receita contratada anualizada de R$ 15 milhões. Além do Liora Antecipa, a parceria poderá incluir soluções de economia recorrente na conta de energia, com descontos que podem chegar a até 20% da fatura, dependendo da região, distribuidora, perfil de consumo e critérios de elegibilidade. Com abrangência nacional, a iniciativa reforça a tendência de expansão dos benefícios financeiros personalizados e amplia o papel da energia como ferramenta de geração de economia, liquidez e flexibilidade financeira para trabalhadores e empresas. A disponibilidade da oferta pode variar conforme região, distribuidora de energia, perfil de consumo, histórico da unidade consumidora e critérios de elegibilidade definidos para cada modalidade do produto.
- Geração Z transforma criptomoedas em porta de entrada para uma nova era dos investimentos digitais
A Geração Z está redefinindo a relação com o dinheiro e acelerando a adoção de criptomoedas como parte de uma nova infraestrutura financeira digital. No Brasil e no exterior, jovens investidores veem os ativos digitais não apenas como instrumentos de especulação, mas também como ferramentas de autonomia financeira, acesso global e participação em uma economia conectada, disponível 24 horas por dia. O movimento tem chamado a atenção do mercado financeiro, de empresas de tecnologia e de reguladores, que acompanham a consolidação desse novo perfil de investidor digital. Para Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, as criptomoedas têm funcionado como a principal porta de entrada da Geração Z para o universo dos investimentos. Segundo ele, a facilidade de acesso por meio de aplicativos, carteiras digitais e plataformas especializadas aproxima os jovens do mercado financeiro e reduz barreiras que historicamente afastavam novos investidores. “A Geração Z não enxerga as criptomoedas apenas como um ativo financeiro. Ela vê a tecnologia como parte de uma nova infraestrutura econômica, mais digital, global e acessível. Isso explica por que muitos jovens chegam ao mercado financeiro por meio dos criptoativos antes mesmo de conhecer produtos tradicionais de investimento”, afirma. Dados recentes mostram que a cultura de investimentos segue em expansão entre os brasileiros. Segundo o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela ANBIMA em parceria com o Datafolha, 36% da população possui algum tipo de investimento financeiro, o equivalente a 60,6 milhões de pessoas. Entre os jovens da Geração Z — grupo formado por pessoas de 16 a 29 anos em 2025 — o percentual de investidores também alcança 36%, demonstrando uma participação semelhante à observada entre millennials, geração X e baby boomers. Quando o assunto são criptomoedas, a presença dos jovens é ainda mais expressiva. Pesquisa global realizada pela Gemini com 7.205 consumidores em seis países revelou que 48% da Geração Z já possui ou já possuiu ativos digitais. O índice se aproxima dos 52% registrados entre millennials e reforça o protagonismo dos jovens na expansão do mercado cripto. Nos Estados Unidos, levantamento do Pew Research Center aponta que 26% dos adultos entre 18 e 29 anos já investiram, negociaram ou utilizaram criptomoedas. O comportamento desse novo investidor também apresenta características distintas das gerações anteriores. Levantamento realizado pela Coinbase em parceria com a Ipsos mostra que investidores jovens possuem maior exposição a ativos alternativos e maior disposição para experimentar novas tecnologias financeiras. Entre as principais características observadas estão o perfil digital-first, com uso predominante de aplicativos para investir; social-first, com forte influência das redes sociais na tomada de decisão; além de maior autonomia, abertura para ativos emergentes e interesse por tendências de inovação financeira. “Diferentemente das gerações anteriores, que costumavam iniciar sua jornada financeira pelos produtos oferecidos pelos bancos tradicionais, a Geração Z começa pelo ambiente digital. São investidores que aprendem, pesquisam e tomam decisões dentro de aplicativos e redes sociais. Isso cria um perfil mais autônomo, aberto à inovação e disposto a explorar novas classes de ativos, mas também exige maior atenção à qualidade das informações consumidas”, complementa o especialista. No Brasil, o cenário se mostra especialmente favorável ao crescimento desse mercado. O país figura entre os líderes globais em adoção de criptomoedas, segundo levantamento da Chainalysis, consolidando-se como um dos principais mercados da América Latina. A região registrou crescimento anual de 63% no valor recebido em transações on-chain, demonstrando o avanço da economia digital e da utilização de ativos digitais em diferentes perfis de usuários. O ambiente regulatório também avança. “O Banco Central estabeleceu novas regras para prestadores de serviços de ativos virtuais, incluindo exigências relacionadas à governança, segurança, transparência, prevenção à lavagem de dinheiro e autorização para funcionamento. As principais normas entraram em vigor em fevereiro deste ano, trazendo maior previsibilidade para investidores e empresas do setor”, explica Pereira. Outro fator determinante para compreender o novo perfil de investidor digital está nos canais de informação utilizados pelos jovens. Dados da ANBIMA apontam que 35% dos investidores brasileiros utilizam o YouTube para buscar informações financeiras, enquanto 27% recorrem ao Instagram. Além disso, 9% já utilizam ferramentas de inteligência artificial para esclarecer dúvidas e acompanhar tendências do mercado. Segundo Cleverson Pereira, essa mudança exige uma nova abordagem por parte das instituições financeiras e empresas do setor. “Não basta apenas oferecer informação. É preciso traduzir temas complexos de forma clara, transparente e compatível com a linguagem digital. A nova geração busca autonomia, mas também quer contexto para tomar decisões mais conscientes”, explica. Apesar do avanço da adoção de ativos digitais entre os jovens, Cleverson alerta para os riscos associados à falta de informação qualificada e ao consumo excessivo de conteúdos financeiros sem embasamento técnico. O relatório da FINRA Foundation identificou uma relação significativa entre investimentos de alto risco e comportamentos ligados a apostas entre jovens investidores. Entre os participantes da Geração Z que afirmaram apostar com frequência, 70% também investem em criptomoedas e 38% em NFTs. “O crescimento da participação dos jovens no mercado cripto é positivo porque amplia o acesso aos investimentos. Porém, autonomia sem conhecimento pode gerar decisões impulsivas. O desafio do setor é oferecer educação financeira clara, transparente e compatível com a linguagem digital dessa geração”, completa Pereira.
- XP lança campanha promocional e oferece 1 ano de anuidade grátis no cartão Legacy para novos investidores
direito a café da manhã cortesia, diárias extras, upgrade de categoria, early check-in, late check-out, transfer
- Dólar digital avança no Brasil e transforma pagamentos internacionais também no Turismo
tendência global de maior adoção de moedas digitais pareadas ao dólar em processos de remessa, liquidação e transferência A alíquota de 3,5%, mantida recentemente pelo STF, continua impactando as transferências feitas por meios
- Pierre, assistente de IA de gestão financeira, transforma controle de contas em uma conversa
E isso transforma a relação com o dinheiro, porque a pessoa sente que alguém está cuidando."
- Z.ro Global Payments lança plataforma que unifica pagamentos, câmbio e cripto em uma única conexão
Voltada para empresas internacionais que precisam processar pagamentos na América Latina e transferir Além disso, a empresa transfere o saldo de forma instantânea para qualquer conta no mundo.














