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- Criptomoedas e renda extra: por onde começar no mercado que mais desperta interesse entre investidores iniciantes
A procura por renda extra tem levado cada vez mais brasileiros a pesquisar sobre investimentos em criptomoedas . Perguntas como “qual cripto investir hoje”, “quanto rende 100 reais em criptomoedas” ou se “é possível ficar rico investindo em criptomoedas” estão se tornando cada dia mais comuns, o que revela um interesse crescente por esse mercado. A Atom Educação , empresa de educação financeira com foco na formação de investidores e traders, acompanha esse movimento e reforça a importância de separar curiosidade de estratégia. “A entrada no mercado cripto muitas vezes é motivada por promessas de ganho rápido, somadas ao desconhecimento do funcionamento do mercado e até de fundamentos de finanças pessoais. O caminho mais seguro passa justamente por estudo, planejamento e gestão de risco” , afirma Priscila Almeida, Head Educacional da Atom Educação. Esse interesse por investir vem crescendo em paralelo à busca de mais pessoas por uma fonte de renda extra, as quais buscam por qual a melhor opção disponível hoje ou simplesmente como fazer cem reais por dia, por exemplo. Porém, no mercado financeiro, especialmente em ativos voláteis como criptomoedas, não existe rendimento fixo ou garantido, mas sim método, disciplina e visão de médio e longo prazo. “O investidor iniciante costuma perguntar quanto pode ganhar, em quanto tempo, qual o jeito mais rápido de ficar rico, porém, o ideal seria começar entendendo como o mercado funciona, quais são os riscos e qual estratégia combina com seu perfil, além de buscar por especialistas que possam te guiar da melhor forma” , afirma Priscila. Outro ponto recorrente é qual o valor mínimo para investir em criptomoedas. A possibilidade de começar com valores baixos “brilha os olhos” e facilita o acesso, mas também pode criar a falsa sensação de simplicidade. Começar com pouco é positivo quando o objetivo é aprender como o ativo se comporta, e não necessariamente gerar renda imediata. No caso de como investir em criptomoedas sendo iniciante, indica-se que o primeiro passo não seja a escolha da moeda, mas entender conceitos como volatilidade, análise de mercado, gestão emocional e controle de risco. Por isso, saber qual a melhor criptomoeda para investir hoje ou quanto vai valer 1 Bitcoin em 2030 não deve ser o foco, já que não têm respostas definitivas e, muitas vezes, desviam o foco do que realmente importa, que é o preparo . É nesse ponto que os conteúdos educativos, cursos e especializações na área de investimentos e criptoativos ganham força e destacam-se como diferenciais. “Temos percebido uma demanda muito grande de pessoas que chegam querendo operar, mas ainda não passaram por uma etapa essencial de formação. Por isso, é importante poder guiar esse entusiasta justamente para atender essa demanda e preparar melhor esse futuro investidor” , explica a executiva. À medida que o investidor vai se aprimorando, começam a surgir novas dúvidas e interesses, por exemplo, sobre o que é mesa de investimento, quanto ganha um trader de mesa proprietária ou até qual a melhor mesa proprietária do Brasil, ambientes considerados mais profissionais e que exigem preparo técnico, disciplina e uma trajetória consolidada. “Ao conectar formação teórica, prática a avaliações que simulam condições reais de mercado, a Atom também atua nesse modelo, abrindo a possibilidade de que seus traders aprovados operem com capital da empresa e participem dos ganhos” , conta Priscila. Para o especialista, criptomoedas podem fazer parte de uma estratégia de renda extra e diversificação de investimentos, desde que acompanhadas de educação financeira e visão de longo prazo. “No mercado cripto, a diferença entre especulação e investimento está no nível de preparo do investidor. Informação de qualidade e uma boa jornada de aprendizado acaba sendo o fator mais decisivo” , conclui a Head Educacional da Atom Educação.
- Eficiência no uso de dados pode destravar crédito para PMEs
O início do ano costuma marcar um período de planejamento e revisão de estratégias para as empresas, quando projetos de expansão e novos investimentos entram no radar da gestão. No caso das pequenas e médias empresas, esse movimento ocorre em um contexto de forte expansão do crédito nos últimos anos, acompanhado por desafios estruturais ainda relevantes, como a baixa visibilidade para crédito devido à falta de informações relevantes para avaliação de crédito, crescente nível de endividamento e o avanço da inadimplência. Dados do Banco Central indicam que, em novembro de 2025, o saldo de crédito destinado a pessoas jurídicas no Brasil somou R$ 2,61 trilhões, equivalentes a 37,4% do saldo total (pessoas físicas + empresas). Desse montante, 46,1% estavam direcionados a micro, pequenas e médias empresas, enquanto aproximadamente 54% permaneceram concentrados em grandes companhias. A ampliação do crédito, no entanto, vem acompanhada de um aumento da inadimplência. Em outubro de 2025, 8,2 milhões de micro e pequenas empresas estavam negativadas, número que representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado reflete tanto a maior exposição ao crédito quanto dificuldades históricas de avaliação de risco em segmentos com menor densidade de informação e planejamento do serviço da dívida. “Existe um contingente expressivo de empresas economicamente ativas que seguem pouco visíveis para o sistema financeiro. Quando a informação é limitada ou fragmentada, o crédito tende a ser mais conservador”, afirma Elias Sfeir, presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC). Esse cenário ajuda a explicar um paradoxo estrutural do mercado. Apesar da expansão do crédito, apenas uma parcela reduzida das micro e pequenas empresas busca financiamento de forma recorrente. Em 2025, segundo levantamento do Sebrae, apenas 15% dos pequenos negócios haviam solicitado crédito nos seis meses anteriores à pesquisa, o que evidencia forte dependência de recursos próprios e uma relação ainda limitada com o sistema financeiro formal. Para a ANBC, esse comportamento vem passando por mudanças graduais nos últimos anos, impulsionadas pela evolução da infraestrutura de dados do mercado. Iniciativas como o Cadastro Positivo, aliadas ao open finance e ao uso de modelos analíticos mais sofisticados, começam a ampliar a visibilidade das PMEs, ainda que esse processo esteja em estágio inicial. “A visibilidade para crédito das empresas está melhorando, e tem espaço para ampliar. O avanço do Cadastro Positivo, SCR e acesso a bases de informações relevantes para avaliação de crédito permitem uma leitura mais precisa do risco, o que tende a ampliar o acesso ao crédito em condições mais adequadas trazendo sustentabilidade ao crédito”, conclui Sfeir.
- 99 capta R$ 700 milhões em FIDC para impulsionar expansão da carteira de crédito de sua fintech
A 99 concluiu com sucesso a emissão de um FIDC no valor de R$ 700 milhões, estruturado pelo Bradesco BBI, que atuou como coordenador exclusivo da operação. O Bradesco também participou como investidor do fundo, em conjunto com a 99. Esta é a terceira estrutura de fundo de crédito desenvolvida pela 99 com foco no financiamento do crescimento da operação da 99Pay, conta digital do grupo. Atualmente, a fintech conta com uma carteira ativa de crédito de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, tendo já superado a marca de R$ 6 bilhões em empréstimos concedidos desde o início da operação, em novembro de 2022. Essa operação representa mais um passo importante na consolidação da 99Pay como uma conta digital financeira robusta e escalável. A estruturação do terceiro fundo de crédito e a parceria com o Bradesco reforça a confiança do mercado na qualidade da conta digital da 99 e em sua estratégia de crescimento sustentável. A operação fortalece a posição da 99Pay no ecossistema de serviços financeiros digitais e amplia sua capacidade de continuar oferecendo soluções de crédito acessíveis, eficientes e alinhadas às necessidades de seus usuários.
- Portabilidade de crédito via Open Finance coloca arquiteturas de TI à prova no setor financeiro
A entrada em vigor da portabilidade de crédito via Open Finance representa um teste prático de maturidade tecnológica para as instituições financeiras brasileiras. Com a redução do prazo de liquidação de cinco para três dias úteis e a digitalização integral da jornada, bancos e financeiras passam a depender diretamente da eficiência de suas arquiteturas de TI para competir pela retenção e conquista de clientes. De acordo com especialistas da Sensedia, multinacional brasileira especializada em APIs e integração de sistemas, a nova dinâmica amplia a pressão sobre ambientes legados e expõe diferenças significativas entre instituições que avançaram na modernização tecnológica e aquelas que ainda operam com processos pouco automatizados. A nova regra do Banco Central (BC) permite que consumidores transfiram dívidas de crédito pessoal entre instituições de forma 100% digital, reduzindo o prazo de liquidação de cinco para três dias úteis. Embora algumas instituições já realizem a portabilidade de forma digital, a nova regra do BC introduz duas mudanças fundamentais: a redução do prazo de conclusão do processo e a adequação de mais produtos ao arranjo do Open Finance. Esta evolução traz maior segurança para a operação e permite níveis superiores de integração e interoperabilidade entre as instituições. Na prática, os clientes terão uma jornada livre de burocracia para buscar melhores condições de juros diretamente pelo aplicativo do banco. “A janela de três dias exige que decisões de crédito sejam tomadas em tempo quase real. Instituições que ainda dependem de fluxos manuais, integrações ponto a ponto ou processamento em batch dificilmente conseguirão competir nesse cenário”, afirma Natália Cruz, Head de Open Finance da Sensedia. APIs e integração definem a viabilidade operacional Para que a portabilidade ocorra dentro do novo prazo, as instituições precisam orquestrar múltiplos sistemas de forma simultânea. Isso inclui plataformas de crédito, motores de decisão, bureaus externos, modelos de risco, core bancário e camadas de canais digitais, todos conectados por APIs seguras e de alta performance. "O Open Finance prova, mais uma vez, que não é apenas uma demanda regulatória, mas uma iniciativa estratégica que acelera a inovação, colocando um foco central na Arquitetura de Sistemas. As instituições devem transformar dados compartilhados em decisões automatizadas, confiáveis e rastreáveis, sem comprometer segurança ou performance”, explica Cruz. Segundo a executiva, o maior desafio está na integração de sistemas legados, muitas vezes desenvolvidos para operar com baixa frequência de transações e sem exposição nativa por APIs. Nessas estruturas, cada nova consulta ou validação adiciona latência ao processo, comprometendo a experiência do cliente e a competitividade da oferta. “No Brasil, o crédito é um dos produtos mais estratégicos tanto para o consumidor quanto para a rentabilidade das instituições financeiras. Nesse cenário, a prontidão tecnológica passa a definir quem se mantém competitivo: organizações que não estiverem preparadas para oferecer uma experiência mais ágil, acessível e eficiente tendem a perder espaço no mercado”, reforça. Maturidade tecnológica determina competitividade Análise da empresa aponta três níveis claros de maturidade tecnológica. Bancos digitais nativos operam com arquiteturas orientadas a eventos e APIs desde a origem. Bancos tradicionais avançam em iniciativas de modernização, com camadas de integração e desacoplamento de sistemas. Já instituições com alta dependência de processos manuais enfrentam limitações estruturais para atender às exigências do Open Finance transacional. Para os consumidores, a nova regra amplia a concorrência e simplifica a jornada de renegociação de crédito. Para as instituições, no entanto, o impacto é estrutural e de longo prazo. “O Brasil avança para uma fase de Open Finance em que a competitividade está diretamente ligada à arquitetura de TI. A fidelização deixa de ser um efeito colateral da complexidade operacional e passa a ser consequência da capacidade tecnológica de responder rápido, com segurança e precisão”, conclui.
- DolarApp chega ao Brasil convertendo reais para dólares digitais com taxa a 0,5%
A DolarApp, aplicativo de tecnologia financeira fundada em 2022, chega ao Brasil e passa a oferecer conversão de reais para dólares digitais com taxa total de 0,5%, valor até dez vezes inferior ao praticado pela média do setor. A proposta é permitir que qualquer pessoa possa enviar, receber, pagar ou investir em moeda estrangeira com a mesma facilidade que já se tornou padrão no mercado doméstico. Com atuação em mercados como México, Colômbia e Argentina, a empresa observou que o dólar ganhou espaço no orçamento e nas decisões financeiras dos brasileiros, impulsionado por viagens mais frequentes, compras internacionais e a necessidade de proteger patrimônio em períodos de volatilidade cambial. A base tecnológica da empresa utiliza stablecoins como USDc e EURc, que permitem transferências e pagamentos internacionais mais rápidos, escaláveis e com custo reduzido. O modelo segue diretrizes regulatórias atualizadas nos Estados Unidos e nas normas brasileiras de 2025, que ampliaram a adoção de ativos digitais lastreados em moeda fiduciária para operações internacionais. Para o usuário, a experiência é simples: reais são convertidos em dólares digitais pelo aplicativo, possibilitando pagamentos e envios internacionais instantâneos e a emissão de um cartão global para compras no exterior sem incidência de IOF no pagamento. Outro ponto de destaque é a possibilidade de receber pagamentos com dados de conta nos Estados Unidos e na Europa, recurso que atende profissionais que trabalham para o exterior ou prestam serviços a empresas internacionais. A plataforma oferece, em seu portfólio, uma solução de investimentos que permite aplicar em ações e ETFs dos Estados Unidos sem taxa de corretagem e com aporte mínimo de um dólar. Além disso, oferece rendimento de 100% do CDI sobre saldos em reais e de 5% ao ano sobre o saldo em dólares digitais. Para usuários premium, o rendimento é de 120% do CDI e de 4% ao ano sobre o saldo em USDc. Com mais de 1 milhão de usuários globais e expansão mensal entre 10% e 20%, a empresa chega ao Brasil após consolidar sua atuação em outros mercados latino-americanos. A entrada no país seguiu um formato discreto, com evento para convidados no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, reunindo nomes relevantes do ecossistema de tecnologia e investimentos.
- Cidades usam eventos para promover turismo fora da alta temporada e atrair investimentos
Muitas cidades enfrentam o mesmo problema todos os anos: meses de grande movimento seguidos por períodos de baixa ocupação, comércio mais fraco e hotéis vazios. A alta temporada concentra turistas, receita e visibilidade. Já a baixa temporada costuma trazer queda no faturamento e menos oportunidades para negócios locais. Para lidar com esse desequilíbrio, gestores públicos e o setor privado têm apostado em uma estratégia cada vez mais comum: usar eventos como ferramenta para movimentar a economia fora do pico tradicional. Essa estratégia vai muito além de simplesmente organizar festas. Trata-se de planejamento. Cidades que trabalham bem essa lógica criam calendários inteligentes, distribuem atrações ao longo do ano e conectam eventos a metas claras de desenvolvimento econômico. Eventos como motor de fluxo constante Feiras de negócios, festivais gastronômicos, competições esportivas, congressos, exposições culturais e shows são alguns dos formatos mais utilizados. Cada tipo de evento tem um perfil de público específico. Um congresso médico, por exemplo, traz visitantes com maior poder de gasto, que permanecem vários dias e utilizam serviços de hotelaria, transporte e alimentação. Já um festival cultural pode atrair turistas regionais, movimentando restaurantes e comércio local. O ponto central é preencher lacunas do calendário. Se a cidade tem forte fluxo no verão, pode apostar em eventos corporativos no outono ou no inverno. Se o turismo é concentrado em feriados prolongados, é possível criar programações estratégicas em meses historicamente fracos. Essa distribuição ajuda a estabilizar o caixa de hotéis, bares, lojas e prestadores de serviço. Com fluxo mais constante, empresários conseguem planejar melhor, manter equipes fixas e investir em melhorias. Impacto direto na economia local Quando um evento atrai visitantes, o efeito não fica restrito ao local onde ele acontece. O impacto se espalha pela cidade. Hotéis registram aumento na ocupação, restaurantes ampliam o movimento, aplicativos de transporte têm mais corridas, e até pequenos comércios de bairro sentem a diferença. Há também o efeito indireto. Empresas fornecedoras de som, iluminação, montagem de estandes, segurança e limpeza passam a ser contratadas com mais frequência. Isso gera empregos temporários e, em alguns casos, permanentes. Além disso, eventos bem organizados fortalecem a imagem da cidade como destino estruturado e confiável. Essa reputação pesa quando investidores avaliam onde instalar novas operações. Construção de marca e posicionamento Eventos não servem apenas para encher hotéis. Eles ajudam a posicionar a cidade. Um município que se consolida como polo de inovação, por exemplo, pode organizar feiras de tecnologia e encontros de startups. Outro que valoriza sua tradição gastronômica pode criar festivais anuais focados em produtos locais. Com o tempo, o evento passa a fazer parte da identidade do lugar. Ele vira referência e entra no calendário nacional ou até internacional. Isso amplia a visibilidade da cidade na mídia, nas redes sociais e no mercado corporativo. Essa construção de marca é estratégica. Uma cidade associada a inovação tende a atrair empresas do setor. Um destino reconhecido por eventos culturais pode estimular o crescimento da economia criativa. Atração de investimentos Quando empresários visitam uma cidade para participar de um congresso ou feira, eles conhecem a infraestrutura local. Avaliam centros de convenções, hotéis, mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida. Muitas vezes, o evento funciona como uma porta de entrada para decisões futuras de investimento. Há casos em que grandes eventos impulsionam melhorias estruturais. A necessidade de receber visitantes estimula reformas em aeroportos, ampliação da rede hoteleira, modernização de espaços públicos e melhoria de sinalização turística. Essas melhorias permanecem depois que o evento termina, beneficiando moradores e empresas. Além disso, o contato direto entre autoridades locais e representantes de empresas durante eventos cria oportunidades de negociação. Rodadas de negócios, encontros institucionais e visitas técnicas podem resultar em parcerias e novos projetos. Redução da sazonalidade A sazonalidade é um dos maiores desafios do turismo. Em cidades litorâneas, por exemplo, o movimento costuma cair drasticamente após o verão. Em destinos de montanha, o oposto pode acontecer, com concentração no inverno. Ao criar eventos em meses estratégicos, a cidade distribui melhor a demanda ao longo do ano. Isso reduz oscilações bruscas de receita. Com menor dependência de poucos meses fortes, o destino se torna mais estável financeiramente. Essa estabilidade é importante para atrair investidores. Negócios preferem ambientes previsíveis. Se a economia local depende exclusivamente de uma temporada curta, o risco aumenta. Quando há programação constante e calendário consolidado, o cenário se torna mais atrativo. Desafios na organização Apesar dos benefícios, organizar eventos como estratégia de desenvolvimento exige planejamento cuidadoso. Não basta anunciar um festival e esperar que turistas apareçam. É necessário investimento em divulgação, parcerias com o setor privado e análise de público-alvo. Outro ponto crucial é a infraestrutura. A cidade precisa estar preparada para receber visitantes com qualidade. Transporte eficiente, rede hoteleira adequada e serviços bem treinados fazem diferença na experiência do turista. Há também o risco de eventos mal dimensionados gerarem prejuízo ou desgaste na imagem do destino. Por isso, estudos de viabilidade e metas claras são fundamentais. Integração entre setor público e privado Eventos bem-sucedidos geralmente nascem da colaboração entre prefeitura, associações comerciais, entidades de classe e empresários. O poder público pode facilitar licenças, oferecer incentivos e investir em promoção. Já o setor privado contribui com patrocínio, organização e inovação. Essa parceria fortalece o ecossistema local. Quanto mais atores envolvidos, maior a chance de o evento se tornar sustentável ao longo dos anos. Além disso, quando a comunidade percebe benefícios concretos, como geração de empregos e aumento de renda, o apoio à iniciativa cresce. Isso ajuda a consolidar o evento no calendário e reduzir resistências. Exemplos de estratégia contínua Cidades que adotam um calendário anual bem estruturado conseguem criar uma sequência de eventos que se complementam. Um congresso corporativo pode ser seguido por um festival cultural, depois por uma feira gastronômica. Cada um atrai públicos diferentes, mas todos contribuem para manter a economia ativa. Com o tempo, essa estratégia transforma a cidade em um destino de eventos, não apenas de lazer sazonal. Isso amplia o perfil de visitantes e fortalece a economia local. Mais do que datas isoladas, trata-se de uma política de desenvolvimento. Eventos passam a ser ferramentas de planejamento urbano e econômico. Usar eventos para promover turismo fora da alta temporada e atrair investimentos é uma estratégia cada vez mais relevante. Quando bem planejados, eles reduzem a sazonalidade, movimentam a economia, fortalecem a imagem da cidade e criam oportunidades de negócios. O segredo está na visão de longo prazo. Eventos isolados podem gerar picos temporários de movimento. Já um calendário estruturado, alinhado a objetivos claros, tem potencial para transformar a dinâmica econômica de um município. No fim, não se trata apenas de trazer visitantes por alguns dias. Trata-se de construir reputação, gerar confiança e abrir portas para investimentos que impactam a cidade por muitos anos.
- Anbima entra para Comitê Gestor do Laboratório de Inovação Financeira
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) entrou para o Comitê Gestor do LAB (Laboratório de Inovação Financeira), fórum multissetorial público-privado que promove a inovação nas finanças sustentáveis no Brasil. O comitê é a principal instância deliberativa que cuida da gestão estratégica da iniciativa. Fruto de uma parceria entre a ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e a CVM , à qual se juntou o iCS (Instituto Clima e Sociedade) no ano passado, o LAB tem foco na produção de conhecimento. Isso se dá pela realização de webinares, publicações, eventos, apoio técnico a reguladores e formuladores de políticas públicas e elaboração de projetos pilotos de iniciativas inovadoras. A atuação da Anbima no LAB vem de longa data, participando das discussões e dos grupos de trabalho do laboratório. “Nossa entrada para o Comitê Gestor é um caminho natural do engajamento que conduzimos com a entidade nos últimos anos. O LAB tem contribuído com o mercado de capitais em diversos temas de fronteira em finanças sustentáveis. Nosso objetivo é aprofundar ainda mais as discussões e aproximar esse conhecimento do mercado. Da mesma forma, poderemos levar necessidades do setor de forma estruturada”, afirma Zeca Doherty , diretor-executivo da associação. Em nota, o LAB destacou que a entra da da Anbima como instituição mantenedora, junto ao iCS (Instituto Clima e Sociedade), que integra a gestão desde 2025, fortalece a governança da entidade. "A entrada da Anbima no Comitê Gestor, em conjunto com a contribuição já consolidada do iCS, amplia o alcance institucional do LAB para o debate técnico, a produção de conhecimento aplicado e a articulação entre setor público, mercado e sociedade civil". Atualmente, o laboratório co nta com três grupos de trabalho: finanças verdes; fintech; e instrumentos financeiros e investimentos de impacto. Doherty re força que os temas trabalhados estão em sinergia com pautas estratégicas da Anbima. “Esse tipo de parceria é um ganha-ganha para o mercado, ao passo que unimos forças em prol de soluções conjuntas para os desafios do setor”.
- Nova plataforma simula cenários de lucros e dividendos após Reforma Tributária
Uma empresa brasileira desenvolveu uma solução que promete transformar a forma como negócios planejam a distribuição de lucros e dividendos, sobretudo diante das mudanças recentes introduzidas pela Reforma Tributária. É a ROIT, ecossistema de inovações voltado à gestão contábil, fiscal e financeira, que disponibiliza de forma inédita no mercado nacional a Calculadora da Reforma da Renda — um sistema que utiliza inteligência artificial e análise de dados para simular cenários tributários e orientar empresas sobre como otimizar sua contabilidade. A nova ferramenta calcula, caso a caso, o impacto da tributação sobre lucros e dividendos e projeta estratégias para reduzir o peso dos impostos de forma totalmente legal e aderente às normas vigentes. O sistema analisa dados reais da empresa, simula diferentes formas de distribuição, aplica redutores e apresenta, em poucos segundos, o cenário mais eficiente. Segundo Ricardo de Holanda, COO da ROIT, a tecnologia foi criada para resolver um desafio comum a empresas de todos os portes: entender quanto pagarão de imposto na distribuição de resultados e como organizar esse processo para pagar menos, dentro das regras. “Criamos uma solução que calcula cada situação e gera insights práticos. O objetivo é permitir que o empresário veja claramente quanto pode economizar e quais decisões tomar para melhorar sua estratégia tributária”, afirma. A Calculadora da Reforma da Renda é desenhada para responder perguntas que antes exigiam longas análises técnicas, como: Qual será o impacto da tributação no lucro distribuído? Qual é a forma mais eficiente de organizar a distribuição? Quanto a empresa pode antecipar ou reorganizar para reduzir carga tributária? Quais cenários possíveis apresentam menor incidência de imposto? Com base em inteligência artificial, o sistema processa variáveis contábeis, simula cenários e entrega recomendações de estratégia tributária de forma automatizada. Tudo estruturado para oferecer previsibilidade, transparência e agilidade às empresas. A solução se soma a outras tecnologias desenvolvidas pela ROIT — como a Calculadora da Reforma Tributária, já utilizada em larga escala por empresas como Equatorial Energia, Azul Linhas Aéreas, Bayer, Heineken, Bic, UOL, Ajinomoto, Vibra, Cresol, Vantiva, Portobello e C&A. Liderada pelo fundador e CEO Lucas Ribeiro, a ROIT consolidou-se como referência nacional em inovação para o setor contábil, fiscal e financeiro. Seu ecossistema de soluções utiliza IA, automação e análise massiva de dados para apoiar decisões estratégicas de empresas de diversos segmentos. Mais informações em: https://www.roit.com.br/
- Pé na areia e celular na mão: Tap da InfinitePay impulsiona negócios de quem empreende no verão
O sol ainda nem precisa chegar ao ponto mais alto para o movimento se intensificar no litoral de São Paulo. Neste verão, a expectativa é de que cerca de 4 milhões de turistas visitem Ubatuba – uma cidade de menos de 100 mil habitantes – durante a temporada, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. Na areia, no píer ou em uma área de decolagem, quem tem negócios ligados ao turismo sabe que praticidade e recebimento rápido fazem toda a diferença no negócio. Por isso, uma cena se repete: celular na mão, cartão por aproximação e pagamento resolvido em segundos. De passeios de lancha a voos panorâmicos e aulas de surfe, empreendedores com maior fluxo no verão têm a tecnologia como principal aliada para simplificar pagamentos e devolver tempo, liberdade e tranquilidade. Receber de forma simples e em até um dia útil, por exemplo, é essencial para manter o fluxo de compras de itens do dia a dia – como gasolina e parafina. No passado, mostrar o celular para os clientes e dizer 'pode aproximar o cartão' poderia soar estranho. Hoje, o estranho é carregar obrigatoriamente a maquininha. Na InfinitePay , plataforma de serviços financeiros da CloudWalk , a modalidade Tap to Pay , que transforma o celular em uma maquinha de cartão, tem sido adotada de forma crescente. A InfinitePay foi a primeira plataforma de serviços financeiros no Brasil a adotar e lançar a tecnologia Tap to Pay no iPhone. A solução foi lançada em setembro de 2023, e aceita cartões de crédito, débito e carteiras digitais, com taxas competitivas e liberação rápida do dinheiro. Atualmente, também é compatível com aparelhos Android. No litoral, empreendedores compartilham uma realidade comum: negócios móveis, clientes imediatos e pouco espaço para burocracia. Três clientes da InfinitePay compartilham experiências de como a tecnologia na hora do pagamento ajuda a impulsionar seus negócios. Liberdade nos céus e dinheiro na conta Caio Vinicius Almeida , piloto de paratrike, voo de parapente com motor e rodas, encontrou nos céus uma forma de unir paixão, profissão e propósito. Há 15 anos como instrutor, ele transformou o desejo de voar em uma experiência compartilhada com quem nunca saiu do chão, e apresenta Ubatuba vista bem de cima. “É liberdade total. As pessoas se sentem pequenas diante da natureza”, relata. A operação é dinâmica, ao ar livre e depende de decisões rápidas. “O celular está sempre comigo. A maquininha, não”, diz. Com a InfinitePay , Caio cobra por aproximação logo após o pouso ou envia links de pagamento antes dos voos. “O dinheiro cai rápido. Se preciso abastecer, trocar equipamento ou resolver algo urgente, o valor já está na conta”, explica. Para ele, a tecnologia também aumenta a confiança dos clientes. “A facilidade na hora de pagar acaba ajudando as pessoas a adquirir o passeio e voar”, diz. O resultado é mais foco no essencial. “Eu me preocupo com clima, segurança e experiência. A parte financeira ficou simples.” Prancha pronta e agilidade no recebimento Na areia, entre pranchas e alunos iniciantes, a instrutora de surfe Sabrina Carrijo vive um contexto parecido. Desde os oito anos no surfe, ela trocou São Paulo por Ubatuba para viver do mar. Durante muito tempo, perdeu vendas por não ter maquininha. A virada veio ao ver um colaborador cobrar pelo celular, que deixou a empreendedora surpresa ao ver que o recebimento poderia acontecer de forma muito mais ágil e simples. “Já cheguei a pedir para o cliente pagar na barraquinha do açaí. Isso já não existe mais”, diz. Hoje, a InfinitePay está sempre no bolso. Sabrina recebe por aproximação, envia links para aulas agendadas e garante o pagamento antecipado. “O celular está comigo o tempo todo. Eu nunca deixo de cobrar.” A praticidade mudou a rotina e fez dela referência entre outros empreendedores da praia. “Liberdade, para mim, é ter o pé na areia, dinheiro no bolso e a InfinitePay na mão”, resume Sabrina. Do píer ao mar aberto: cobrar sem sair do ritmo das ondas Há quase dez anos, Daniel Godinho transformou a paixão pelo mar em negócio. Surfista, pescador e morador de Ubatuba, ele criou a Lancha Amigos Ubatuba para mostrar um lado da cidade que poucos conhecem: praias desertas, ilhas escondidas e encontros inesperados com golfinhos e baleias. “Todo dia o cenário muda. Nunca é igual”, conta. Essa imprevisibilidade, que encanta os clientes, exige uma operação eficiente. Custos diários altos, temporada intensa e pouco espaço para falhas. Foi nesse contexto que a InfinitePay entrou na rotina. “Hoje eu resolvo tudo pelo celular, com o Tap to Pay e todas as outras facilidades que a plataforma traz para gerir minha rotina financeira. Cobro no píer, na praia ou até dentro da lancha. No mar, quanto menos equipamento, melhor”, explica. Além disso, os links de pagamento viabilizam reservas antecipadas pelo WhatsApp, com parcelamento e confirmação imediata. “Isso garante o caixa e dá previsibilidade. Os custos não param”, diz. Para ele, o maior ganho vai além do dinheiro. “A InfinitePay me deu algo que não tem preço: tempo e tranquilidade. Hoje eu penso em vento, maré e experiência do cliente. O resto está resolvido.” Um verão mais simples para quem vive do turismo No litoral, onde cada dia é único e o tempo é valioso, a tecnologia deixa de ser detalhe e passa a ser uma propulsora de negócios. Tap to Pay, links de pagamento, Pix, crédito, parcelamento, antecipação automática e gestão financeira em uma única plataforma transformam o celular em uma ferramenta de trabalho imprescindível para empreendedores do verão. Para quem empreende vivendo do próprio sonho, cobrar com o celular virou tão natural quanto seguir o vento, a maré ou a próxima onda.
- Setor de eventos se antecipa ao calendário e transforma os feriados prolongados de 2026 em oportunidades de negócio
O ano de 2026 ainda nem começou, mas o setor de eventos já está de olho no calendário. A razão é simples: será um ano com vários feriados prolongados estratégicos, caindo em quintas ou terças-feiras, o que abre espaço para emendas e viagens curtas. Para quem trabalha com eventos, turismo e entretenimento, isso não é apenas uma curiosidade. É oportunidade. Depois de anos marcados por incertezas e mudanças no comportamento do público, o mercado aprendeu uma lição importante: planejamento antecipado faz toda a diferença. E, quando o assunto são feriados prolongados, sair na frente pode significar agenda cheia e receita garantida. O calendário como ferramenta de estratégia Empresas de eventos já tratam o calendário como parte central do planejamento anual. Em 2026 , datas como o Carnaval, a Semana Santa, o Corpus Christi e outros feriados nacionais que caem próximos ao fim de semana criam janelas perfeitas para ativações, festivais, encontros corporativos e experiências temáticas. Não se trata apenas de organizar shows ou feiras tradicionais. O foco agora está em criar experiências que façam sentido para o público que quer aproveitar melhor o tempo livre. Se antes o feriado era visto como um período de pausa, hoje ele é encarado como um momento de consumo e lazer. Promotores estão reservando espaços com meses, às vezes mais de um ano de antecedência. Hotéis e centros de convenções já começaram a bloquear datas estratégicas. A disputa por fornecedores, atrações e equipes técnicas tende a aumentar à medida que 2026 se aproxima. Turismo de experiência ganha força Os feriados prolongados favorecem principalmente o turismo de curta duração. Destinos que ficam a até três horas de grandes capitais se tornam ainda mais atraentes. Nesse cenário, eventos regionais ganham destaque. Festivais gastronômicos, encontros culturais, eventos esportivos e festas temáticas passam a ser planejados para coincidir com essas datas. A lógica é simples: se o público já está disposto a viajar, por que não oferecer um motivo a mais? Cidades de médio porte vêm aproveitando esse movimento para movimentar a economia local. Restaurantes, hotéis, serviços de transporte e comércio sentem o impacto positivo. Para os organizadores, é a chance de negociar parcerias com prefeituras e secretarias de turismo, reduzindo custos e ampliando alcance. Corporativo também entra no jogo Não são apenas eventos de entretenimento que se beneficiam dos feriados prolongados. O setor corporativo também vê vantagem nessas datas. Muitas empresas optam por realizar convenções, treinamentos e encontros estratégicos próximos a feriados, combinando trabalho e lazer. É o chamado bleisure, mistura de business com leisure. O colaborador participa do evento corporativo e estende a estadia para aproveitar o destino. Para os organizadores, isso significa programações mais atrativas, com atividades extras, experiências locais e roteiros personalizados. Além disso, empresas aproveitam esses períodos para fortalecer cultura organizacional. Um encontro bem planejado, em um cenário diferente do cotidiano, tende a gerar mais engajamento e conexão entre equipes. Antecipação reduz riscos e aumenta margem Um dos maiores aprendizados recentes do setor foi a importância da previsibilidade. Ao mapear os feriados prolongados de 2026 com antecedência, organizadores conseguem negociar melhor contratos com fornecedores, garantir melhores valores de locação e estruturar campanhas de venda mais longas. Com mais tempo para divulgação, é possível trabalhar diferentes fases de comunicação. Primeiro, criar expectativa. Depois, abrir vendas com lotes promocionais. Por fim, reforçar a urgência conforme a data se aproxima. Essa estratégia não apenas aumenta as chances de esgotar ingressos, como melhora o fluxo de caixa. Vendas antecipadas ajudam a financiar parte da produção, reduzindo necessidade de capital próprio ou crédito. Tecnologia como aliada A digitalização continua sendo um diferencial competitivo. Plataformas de venda online, campanhas segmentadas em redes sociais e uso de dados para entender o comportamento do público fazem parte da estratégia. Organizadores analisam históricos de edições anteriores para prever demanda. Avaliam quais datas tiveram melhor desempenho e quais regiões geraram mais interesse. Com base nesses dados, ajustam preços, atrações e formatos. Ferramentas de automação também ajudam no relacionamento com o público. Lembretes, ofertas personalizadas e conteúdos exclusivos mantêm o evento presente na mente do consumidor ao longo de meses. Sustentabilidade e propósito entram na pauta Outro ponto que ganha força em 2026 é a preocupação com impacto ambiental e responsabilidade social. Eventos programados para feriados prolongados tendem a atrair grande público, o que aumenta a responsabilidade dos organizadores. Práticas como redução de resíduos, uso de materiais reutilizáveis e incentivo ao transporte coletivo deixam de ser diferenciais e passam a ser expectativa do público. Marcas patrocinadoras também estão mais criteriosas na escolha de projetos com os quais se associam. Integrar ações sociais ao evento, como apoio a produtores locais ou campanhas solidárias, agrega valor e fortalece reputação. Concorrência exige criatividade Se por um lado os feriados prolongados criam oportunidades, por outro aumentam a concorrência. É provável que diferentes eventos disputem a atenção do mesmo público nas mesmas datas. Isso exige propostas claras e bem posicionadas. Não basta escolher o feriado certo. É preciso entender o perfil do público, definir uma identidade forte e comunicar de forma consistente. Experiências imersivas, line-ups exclusivos, parcerias com influenciadores e ativações diferenciadas ajudam a destacar o evento no meio de tantas opções. Planejamento financeiro é decisivo Antecipar-se ao calendário não significa assumir riscos desnecessários. Pelo contrário. Planejamento financeiro rigoroso é ainda mais importante quando se trabalha com grandes expectativas de público. Projetar cenários conservador, realista e otimista ajuda a manter o equilíbrio. Também é essencial negociar cláusulas contratuais que ofereçam segurança em caso de imprevistos. Eventos em feriados prolongados costumam ter custos maiores com logística e equipe, já que muitos profissionais cobram adicional nesses períodos. Esse fator precisa entrar na conta desde o início. 2026 como laboratório de crescimento O cenário aponta para um 2026 movimentado. O consumidor busca experiências que façam sentido, que justifiquem sair de casa e investir tempo e dinheiro. Feriados prolongados oferecem o contexto ideal para isso. Para o setor de eventos, o recado é claro: quem se planeja colhe os resultados. Antecipar negociações, estudar o calendário e entender o comportamento do público pode transformar datas comuns em grandes oportunidades de negócio. Mais do que preencher a agenda, trata-se de criar experiências relevantes e sustentáveis. Quando o planejamento começa cedo, as chances de sucesso aumentam. E, em um mercado competitivo, sair na frente faz toda a diferença.
- Banking as a Service (BaaS) em 2026: 7 pontos críticos para instituições financeiras
Este será o ano em que as instituições financeiras, de pagamento e demais instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) deverão atualizar os contratos e a estrutura de governança relacionada aos serviços caracterizados como Banking as a Service (BaaS).A Resolução Conjunta nº 16 fixou 31/12/2026 como prazo final para que as instituições autorizadas que prestem ou tomem serviços de BaaS se adequem ao disposto na nova regulação.Veja abaixo sete pontos críticos para instituições reguladas provedoras e tomadoras de BaaS elencada pelo advogado e head da área de Banking e Mercado de Capitais do Feijó Lopes Advogados, Lúcio Feijó Lopes: 1. Escopo dos serviços ‘Banking as a Service’ (BaaS): a Resolução Conjunta nº 16 estabeleceu um rol taxativo de serviços financeiros e de pagamento enquadrados como BaaS, que inclui: abertura, manutenção e encerramento de contas (depósitos à vista, poupança, contas de pagamento pré e pós-pagas); serviços de pagamento vinculados a essas contas; credenciamento à aceitação de instrumentos de pagamento; operações de crédito (da oferta à cobrança); e outros serviços que venham a ser futuramente incluídos pelo Banco Central. A nova regulação separa o BaaS de outros tipos de serviços, como arranjos tecnológicos ou comerciais, como cloud, correspondentes bancários e subcredenciamento. 2. Que são as instituições que podem oferecer serviço de BaaS: pela Resolução, pode oferecer serviço de BaaS as instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Estão excluídas de prestarem BaaS as cooperativas de crédito e as sociedades de arrendamento mercantil. As confederações de serviço constituídas por cooperativas centrais de crédito e as administradoras de consórcio não podem atuar como prestadoras de BaaS ou tomadoras de serviços de BaaS. 3. Regime de exclusividade e demais vedações: é vedada a formalização de contrato de BaaS em que a entidade tomadora atue em nome da instituição autorizada prestadora na disponibilização dos serviços de BaaS, tal como atuam os correspondentes bancários; com entidade tomadora que possua contratação de BaaS em vigor com outra instituição prestadora para disponibilização dos serviços de abertura, manutenção e encerramento de contas (depósitos à vista, poupança, contas de pagamento pré e pós-pagas, incluindo os serviços de pagamento dessas contas) – exceto se tal entidade for instituição autorizada; e com entidade tomadora que empregue, em sua razão social ou nome fantasia, termos característicos da nomenclatura de instituições do Sistema Financeiro Nacional ou do Sistema de Pagamentos Brasileiro – exceto se tal entidade for instituição autorizada. 4. Governança, gestão de riscos e liabilities: a Resolução atribui à instituição prestadora de BaaS a responsabilidade pela confiabilidade, integridade, disponibilidade, segurança, sigilo dos serviços e pelo cumprimento da legislação e regulamentação aplicáveis. Este escopo abrange KYC, análise de perfil de risco, prevenção a fraudes, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A efetividade do cumprimento da regulação deve ser avaliada por meio de processos, testes e trilhas de auditoria, métricas e indicadores adequados e correção de eventuais deficiências. Tais mecanismos deverão ser testados com frequência mínima anual, pela auditoria interna da instituição autorizada (prestadora ou tomadora de BaaS). Ainda, a instituição autorizada que atue tanto como prestadora quanto como tomadora dos serviços de BaaS deve designar diretor responsável pela observância do disposto na Resolução Conjunta nº 16. 5. Requisitos do Contrato de BaaS: o contrato de BaaS passa a ser um instrumento jurídico essencial na relação entre as instituições prestadoras e tomadoras. Deverá conter, clara e objetivamente: objeto, responsabilidades, forma de remuneração, medidas de segurança de dados, acesso da instituição prestadora a informações, certificações e relatórios, limites à contratação de terceiros, mecanismos de atendimento ao cliente, proibição de subcontratação dos serviços centrais do art. 4º, regras de transparência ao cliente, hipóteses e consequências de encerramento do serviço, bem como cláusulas de resolução. 6. Consequências do non-compliance com a Resolução: em caso de inobservância à nova regulação, o Banco Central poderá vetar ou impor restrições para a contratação de serviços de BaaS, bem como limitar a atuação, estabelecendo prazo para a adequação dos referidos serviços e dos contratos correspondentes; e determinar a suspensão ou o encerramento do contrato de BaaS, nos casos que afetem a segurança e a higidez do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro. 7. Período de transição para serviços BaaS atualmente em andamento: as instituições que já possuíam contratos BaaS abrangidos pela Resolução na data de sua entrada em vigor (28/11/2025) têm até 31 de dezembro de 2026 para se adequar integralmente, o que inclui o mapeamento das contratações vigentes, revisão contratual, adaptação de políticas, mecanismos de acompanhamento e controle, entre outros. A elaboração de um contrato BaaS bem estruturado será chave tanto para a instituição provedora quanto para a contratante, sendo um to do relevante para 2026.
- Mercado de serviços financeiros atinge margem bilionária no Brasil e impulsiona busca por soluções cada vez mais sofisticadas e integrativas
O mercado financeiro se consolida como um setor promissor em 2026 para a prestação de serviços terceirizados e uma oferta cada vez maior de tecnologia, principalmente voltadas à inteligência de negócio. Somente no país, a terceirização de processos de negócios (BPO) atingiu R$ 30 bilhões em 2025 e deve crescer a uma taxa média de 11,7% ao ano até 2034, alcançando R$ 80 bilhões, segundo pesquisa do IMARC Group. E isso é apenas a ponta do iceberg. O Business Transformation Outsourcing (BTO), evolução do BPO tradicional, que é a aplicação de inteligência a esse processo, também vem acelerando essa transformação. O foco aqui é mais do que execução de tarefas e, sim, a geração de valor, com decisões mais assertivas sendo baseadas em dados. Acompanhando a evolução desse mercado, a mineira LeverPro, que oferece uma plataforma de controladoria e gestão financeira, firmou parceria com a empresa paulista B2Finance, especializada em operações contábeis, tributárias, financeiras e folha de pagamento, agora de propriedade da H&CO, uma das principais integradoras SAP do mundo. O objetivo da parceria é ir além do backoffice, integrando indicadores, projeções e suporte estratégico à tomada de decisão. Na prática, isso significa que as empresas passam a ter, em um único ambiente, tanto a execução das rotinas financeiras e contábeis quanto a leitura estratégica dos dados que orientam decisões de negócio. “O BPO já reduz em até 40% os custos operacionais de uma maneira geral. Com o BTO, isso se multiplica e, agora, com a nossa tecnologia alinhada à controladoria da LeverPro, os ganhos tendem a ser exponenciais”, diz Mauro Inagaki, CEO da B2Finance. Otimista, o agora também membro do board da holding H&CO, afirma que o movimento é estratégico, como foco na ampliação da presença da empresa em outsourcing, com foco em soluções escaláveis e inteligência embarcada. Segundo Alysson Guimarães, CEO da LeverPro, a união entre as empresas responde a uma demanda que já vinha sendo apresentada pelos próprios clientes. “O mercado está amadurecendo ao entender que a gestão baseada em planilhas limita eficiência e crescimento. A tecnologia passa a ser fundamental para dar velocidade, precisão e visão estratégica às decisões". A plataforma da empresa se conecta diretamente aos sistemas de gestão utilizados pelas empresas, com integrações nativas com mais de 80 ERPs do mercado, gerando relatórios, dashboards e projeções que embasam decisões mais ágeis e estratégicas. “Agora, com a compra da B2Finance, a expectativa é de que a tecnologia da LeverPro possa ser oferecida para ainda mais empresas, de segmentos diversos", diz Guimarães. O executivo conta que a nova solução originada com a parceria com a B2Finance também está alinhada às mudanças da reforma tributária, que devem ampliar o volume de ajustes e compensações fiscais. “Com créditos e descontos de impostos ocorrendo de forma muito mais frequente, será essencial contar com estruturas capazes de sustentar um fluxo intenso de dados e traduzir esses impactos em relatórios claros para a gestão”, diz Guimarães. “Com a parceria, vamos poder conectar dados de obrigações contábeis e fiscais à gestão financeira e ao planejamento, de forma estruturada e contínua”, completa Inagaki. De acordo com Marcelo Ferraz, Diretor de Receita da LeverPro, a incorporação de inteligência às soluções amplia o portfólio oferecido aos clientes e eleva o papel da área financeira dentro das empresas. A proposta, segundo o executivo, é transformar a experiência em finanças, integrando dados, análises e tecnologia para sustentar decisões mais qualificadas e seguras.














