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- Anbima propõe ao BC ajuste no limite de exposição a ativos virtuais
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) propôs ao Banco Central ajuste no limite de exposição aos tipos de ativos virtuais e tokens para fins de classificação prudencial. O pedido foi em resposta à consulta pública sobre o tratamento prudencial de ativos virtuais, enviada sexta-feira (30). “A segurança do mercado de ativos virtuais depende de regras que assegurem a integridade das operações ao longo de todo o seu ciclo. A Anbima tem atuado para contribuir com um ambiente regulatório que reduza vulnerabilidades e ofereça maior proteção ao mercado, criando condições para que esses ativos se desenvolvam com credibilidade e consistência”, comenta Eric Altafim, diretor da Anbima . Como funciona a classificação prudencial O Banco Central organiza os ativos virtuais e tokens em quatro grupos que consideram o grau de risco e a complexidade dos ativos virtuais. Cada grupo possui exigências mínimas específicas de reporte e de capital. Na ponta menos arriscada estão os tokens de valores mobiliários. Na mais arriscada, os criptoativos sem hedge reconhecido, classificados como os de maior complexidade e que envolvem maior risco. Pelo texto do edital, nos casos em que as exposições estão enquadrados em um único grupo de menor risco, se 1% do total for alocado em um tipo diferente de ativo virtual, todo o estoque da instituição passa automaticamente a ser classificado como capital de maior risco — criptoativos sem hedge reconhecido — o que impacta diretamente nas exigências que devem ser cumpridas pelas casas e no custo de capital. Proposta da Anbima Como alternativa, a Anbima propôs um modelo baseado em dois gatilhos: ao ultrapassar o limite de 1%, apenas o excedente seria classificado no grupo mais complexo. A migração integral ocorreria apenas se a exposição superasse 2% do total. Segundo a entidade, essa abordagem reduz o risco de reclassificação do estoque motivada por oscilações pontuais de preço e está alinhada às melhores práticas internacionais. “São as regras prudenciais que garantem o equilíbrio entre inovação e estabilidade do sistema. Por isso, é fundamental que essas normas sejam operacionalmente viáveis para as instituições e capazes de mitigar riscos sem gerar efeitos colaterais”, complementa Altafim. As normas devem ser publicadas ainda no primeiro semestre de 2026. A Anbima espera que o prazo final para adaptação completa do mercado seja janeiro de 2028. O pedido considera a complexidade sistêmica, contratual, tecnológica e de reporte, que demanda prazos adequados para a transição. A atuação da Anbima Mesmo após a publicação das resoluções 519, 520 e 521 — marco final da implementação da Lei 14.478/22, que trata da prestação de serviços dos ativos virtuais —, seguem os diálogos entre a associação e o Banco Central para o esclarecimento de dúvidas do mercado e o acompanhamento da implementação das regras. A expectativa é que a autarquia desenvolva novos planos regulatórios para pontos ainda pendentes, como as regras para emissão de stablecoins e a definição de taxonomia — temas que contam com apoio direto da Anbima.
- Golpes no Pix: especialista explica como proteger seu dinheiro e reduzir riscos
Começaram a valer as novas regras de segurança do Pix, com mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED). A atualização torna o rastreio do dinheiro mais eficiente em casos de fraude, mesmo quando os valores passam por outras contas, e busca acelerar a devolução para as vítimas. O MED deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional entre instituições. A ferramenta não vale para situações como Pix enviado para destinatário digitado errado pelo usuário, arrependimento do pagamento ou disputa comercial. Pelas regras, a contestação pode ser feita no próprio aplicativo e o pedido deve ser registrado no banco dentro do prazo previsto nas normas do mecanismo. A expectativa divulgada é de recuperação em até 11 dias após a contestação, a depender da análise entre as instituições envolvidas. Esse cenário ajuda a explicar por que a pergunta onde meu dinheiro fica mais protegido também aparece na hora de investir. Para o especialista em finanças e investimentos Fellipe Rabelo, o primeiro filtro não é a taxa prometida. “A segurança não está apenas no rendimento prometido, mas em uma combinação de fatores como a solidez da instituição escolhida, diversificação e planejamento” , afirma. Segundo Rabelo, um dos erros mais comuns é acreditar em promessas de retorno alto sem avaliar quem está por trás do investimento. “ Antes de olhar para a taxa, é fundamental analisar o emissor. Pesquisar a saúde financeira do banco ou da empresa é um passo básico, mas muitas vezes ignorado” , destaca. “Quando uma taxa está muito acima do que o mercado paga, isso já é um sinal de alerta. Se está pagando demais, é porque o risco também é maior” , enfatiza o especialista. Nesse contexto, o Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic, entra como referência para comparar oportunidades. Tesouro Selic como base de segurança Em um cenário de mais cautela, Fellipe destaca o Tesouro Selic como uma das opções mais seguras disponíveis. No Tesouro Direto, são títulos públicos com recompra e liquidez diária, em dias úteis. “O Tesouro Selic serve para qualquer perfil de investidor, conservador, moderado ou até agressivo, e para todos os tamanhos de bolso” , afirma. Por isso, costuma aparecer como destino da reserva de emergência, o dinheiro que precisa estar acessível em imprevistos. Reserva de emergência e sinais de risco A orientação do especialista é que a reserva cubra entre seis e doze meses dos custos fixos mensais. Esse montante não deve ficar em investimentos de maior risco, para não comprometer a segurança quando o dinheiro for necessário. Para quem ainda dá os primeiros passos, o especialista recomenda começar com organização e cautela: Priorizar investimentos com liquidez diária e acesso rápido ao dinheiro Evitar aplicar todo o valor em uma única instituição ou produto Desconfiar de promessas de retorno fácil e muito acima do padrão do mercado Já invisto: como reduzir exposição Para quem já investe, o momento pede atenção redobrada: Diversificar a carteira entre instituições e tipos de investimento Evitar concentração em instituições com sinais de fragilidade Verificar se há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável, com limite de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição/conglomerado Acompanhar informações públicas sobre instituições (como bases do Banco Central, a exemplo do IF.data e indicadores disponíveis ao público) Mesmo no caso dos bancos digitais, o cuidado deve ser o mesmo. “Eles fazem parte do sistema financeiro e também oferecem acesso a ativos seguros. O importante é não deixar todo o patrimônio em um único lugar” , orienta. Rabelo também reforça que informação, diversificação e planejamento reduzem as chances de prejuízos graves. Em caso de dúvida, buscar orientação qualificada ajuda a alinhar decisões aos objetivos de curto e longo prazo.
- Pix domina mais de 50% das transações e impulsiona nova fase do varejo omnichannel
A UnicoPag , fintech brasileira especializada em soluções de gateway e checkout para e-commerce, anunciou sua entrada no varejo físico com o lançamento de uma nova maquininha de cartão, passando a atuar como uma solução de pagamentos omnichannel que integra vendas online e presenciais em um único ambiente. O dispositivo oferece mensalidade zero para lojistas que atingem R$ 20 mil em TPV, taxa de Pix a partir de 0%, integração nativa com o dashboard do e-commerce, além de chip de dados próprio e bobina de comprovantes gratuita, garantindo maior autonomia operacional. O lançamento ocorre em meio à forte expansão dos meios de pagamento digitais no Brasil. Segundo a Ebanx, o Pix deve responder por mais de 40% das compras online no país em 2026, aproximando-se do cartão de crédito no e-commerce nacional, em um mercado que pode movimentar cerca de US$ 457 bilhões neste ano, de acordo com a Payments and Commerce Market Intelligence. Dados do Banco Central reforçam esse avanço: no primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 72,5 bilhões de transações financeiras, das quais 50,9% foram realizadas via Pix, alta de 27,6% na comparação anual, consolidando o meio de pagamento como protagonista do dia a dia dos consumidores. Segundo Alan Ribeiro, Head de Marketing da UnicoPag , a consolidação dos pagamentos instantâneos e digitais tem impactado diretamente a rotina operacional do varejo. “Esse avanço muda a forma como o lojista organiza o dia a dia do negócio. A proposta da maquininha é responder a esse cenário ao integrar vendas físicas e online em uma única operação, oferecendo mais controle, segurança e previsibilidade para a gestão”, afirma. Além da integração omnichannel , a maquininha se diferencia por ser entregue pronta para uso e operar de forma totalmente autônoma. O modelo é um dispositivo smart , com sistema baseado em Android, o que permite atualizações de software e a evolução contínua da solução. A conectividade é garantida por chip próprio com plano de dados, dispensando o uso de celular, além de conexão Wi-Fi de alta velocidade, característica relevante para estabelecimentos localizados em shoppings ou regiões com instabilidade de sinal móvel. O equipamento conta ainda com impressão de comprovantes por meio de bobina gratuita, reduzindo custos operacionais recorrentes. Do ponto de vista comercial, a fintech oferece garantia vitalícia do hardware , aplica camadas de segurança antifraude herdadas de sua operação no e-commerce e mantém prazos de recebimento competitivos, com liquidação padrão em dois dias úteis, além de taxas de crédito a partir de 0,69 %, com isenção de mensalidade para lojistas que atingem R$ 20 mil em volume transacionado. “A dinâmica do varejo brasileiro está cada vez mais híbrida, e soluções que conectem canais e reduzam fricção de pagamento são essenciais para acompanhar a evolução do consumo”, afirma Ribeiro sobre a estratégia da UnicoPag em responder às demandas de lojistas. A iniciativa da fintech reflete não apenas sua maturidade e expansão de atuação, mas também acompanha a tendência de digitalização de pagamentos no Brasil, com consumidores adotando métodos instantâneos e plataformas integradas de gestão financeira. Mais informações sobre a maquininha e as condições de contratação estão disponíveis no site oficial da UnicoPag .
- Banco Central avança na regulação de criptomoedas e muda regras do mercado a partir de 2026
O Banco Central do Brasil avança na consolidação do marco regulatório do mercado de criptoativos e estabelece, a partir de 2026, novas regras para empresas e operações envolvendo ativos virtuais no país. As medidas colocam o setor sob supervisão direta da autoridade monetária e representam um passo decisivo para a institucionalização das criptomoedas no sistema financeiro nacional. As normas fazem parte do desdobramento da Lei nº 14.478, que criou o marco legal dos criptoativos, e definem critérios para o funcionamento das chamadas Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs), como corretoras, custodiante e plataformas de negociação. Entre as exigências estão regras de governança, controles internos, transparência, proteção ao consumidor e prevenção à lavagem de dinheiro. Na avaliação de Matheus Medeiros, especialista em criptomoedas e CEO da Futokens, o avanço regulatório sinaliza maior maturidade do mercado brasileiro. “O Banco Central deixa claro que o setor de criptoativos não é mais mal visto. A regulação traz previsibilidade, segurança jurídica e cria um ambiente mais confiável tanto para investidores quanto para empresas que querem inovar”, afirma. Outro ponto relevante das novas regras é a inclusão de determinadas operações com criptoativos, especialmente aquelas envolvendo stablecoins e transferências internacionais, dentro do escopo das normas de câmbio e capitais internacionais. Isso amplia o monitoramento do Banco Central sobre fluxos financeiros ligados ao mercado cripto. Segundo Medeiros, essa mudança tende a reduzir riscos e aumentar a credibilidade do setor. “Ao estabelecer critérios claros e fiscalização, o Banco Central ajuda a coibir fraudes e práticas irregulares, ao mesmo tempo em que fortalece empresas sérias que atuam no ecossistema cripto”, diz o CEO da Futokens. As empresas que já operam no Brasil terão um período de adaptação para se adequar às novas exigências e solicitar autorização formal para funcionamento. A expectativa do mercado é que, apesar dos custos de conformidade, a regulação abra espaço para a entrada de investidores institucionais e para a expansão de soluções baseadas em ativos digitais. Com as regras previstas para entrar em vigor em 2026, o Banco Central reforça seu papel na organização do mercado de ativos virtuais e posiciona o Brasil entre os países que avançam na integração das criptomoedas ao sistema financeiro tradicional.
- Dinheiro 2.0 acelera crédito e reduz barreiras no mercado financeiro
A digitalização do dinheiro começa a alterar, de forma estrutural, a engrenagem do crédito no país. Estudos do Bank for International Settlements mostram que processos baseados em infraestrutura digital podem reduzir em até 40% o tempo de liquidação de operações financeiras, enquanto dados do Banco Mundial indicam queda relevante de custos quando intermediários são substituídos por fluxos mais diretos e automatizados. No Brasil, esse movimento se intensifica com a combinação entre avanços regulatórios e o uso de tecnologia para estruturar ativos do mundo real. É nesse contexto que a DeFin , fintech criada por Beny Fard , passa a operar com uma frente dedicada à Renda Fixa Digital . A iniciativa nasce para enfrentar uma distorção persistente do sistema financeiro nacional: empresas de médio porte com operação saudável e histórico consistente seguem fora do radar do crédito estruturado, apesar de sustentarem uma parcela majoritária dos postos de trabalho formais no país, conforme dados do Sebrae. Embora a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tenha avançado com normas como a Resolução 88, que regula ofertas públicas por plataformas eletrônicas, e com marcos voltados à tokenização de ativos, a complexidade técnica ainda limita a escala dessas operações. Para Beny Fard, especialista em investimentos e sócio da DeFin, o problema não está na falta de tecnologia, mas na ausência de rigor e análise de estruturação financeira. “O mercado não precisa apenas de inovação digital. Precisa de estrutura, análise de risco e governança para que o investidor institucional confie nesses ativos”, afirma. O modelo adotado pela DeFin segue o conceito de Investment Banking as a Service, no qual a estruturação de operações de dívida e crédito é oferecida de forma modular a escritórios de investimento, consultorias e plataformas digitais. Na prática, isso permite reduzir custos fixos e acelerar o acesso ao capital, mantendo padrões próximos aos exigidos pelo sistema bancário tradicional. “Estamos encurtando o caminho entre quem precisa de crédito e quem tem recursos para investir, sem perder profundidade analítica”, diz Fard. Dados da Associação Brasileira de Fintechs indicam que mais de 60% das fintechs que operam no país já buscam modelos alternativos ao crédito bancário clássico. A tokenização de recebíveis, direitos creditórios, debêntures e outros instrumentos de renda fixa surge como uma das principais apostas, ao permitir fracionamento, rastreabilidade e maior transparência. O desafio, segundo o especialista, é garantir que a velocidade dessas operações não comprometa a segurança jurídica e financeira. Na avaliação de Fard, a consolidação do chamado Dinheiro 2.0 passa justamente por esse equilíbrio. “Menos intermediários e menos burocracia não significam menos proteção. Pelo contrário. Quando bem estruturada, a tecnologia amplia a transparência e reduz assimetrias de informação”, conclui. Ele destaca que a integração entre análise financeira tradicional e infraestrutura blockchain tende a aproximar o mercado de capitais da economia real. A aposta da DeFin reflete uma tendência mais ampla de transformação do sistema financeiro. À medida que regulação, dados e tecnologia convergem, o crédito deixa de ser um privilégio restrito a grandes corporações e passa a ser um instrumento mais acessível para empresas em crescimento. Para o mercado, o recado é claro: o dinheiro muda de forma, mas a confiança continua sendo o principal ativo.
- Relatório mapeia R$ 3,34 bi em renda fixa digital
O mercado brasileiro de renda fixa digital movimentou R$ 3,34 bilhões em 2025, distribuídos em 614 emissões, com taxa de sucesso de captação de 99,7%. Os dados fazem parte do Relatório Renda Fixa Digital 2026 , estudo inédito no país que analisa a evolução dos ativos estruturados com registro digital e tokenização, abordando fundamentos, riscos, regulação e critérios de diligência para profissionais de investimento. Produzido pela DeFin Research , o relatório é voltado a assessores, consultores, gestores e multi family offices que precisam lidar com um universo crescente de ativos alternativos e manter rigor de comitê na análise de crédito. O estudo apresenta um retrato detalhado do ecossistema de renda fixa digital no Brasil, explicando como esses produtos funcionam, quais riscos exigem maior atenção e como enquadrá-los no arcabouço regulatório vigente. Segundo Beny Fard, CEO da DeFin, o relatório busca preencher uma lacuna de informação técnica no mercado. “A renda fixa digital deixou de ser um experimento. O estudo organiza esse universo de ativos regulados e oferece uma base objetiva para que o profissional de investimento consiga fazer curadoria e análise com disciplina”, afirma. O mapeamento aponta aceleração relevante no segundo semestre de 2025, período que concentrou 84,8% do volume ofertado. Apenas em outubro, as emissões somaram R$ 1,11 bilhão, distribuídas em 87 operações. O levantamento também evidencia uma assimetria estrutural: 45,8% das emissões foram de até R$ 500 mil, enquanto um grupo reduzido de operações institucionais concentrou volumes elevados, com dez emissões acima de R$ 50 milhões e uma operação que atingiu R$ 885 milhões. Para André Carvalho, CIO da DeFin, os dados refletem a mudança no perfil dos investidores. “O mercado de renda fixa digital se destacou inicialmente em plataformas com milhões de clientes no varejo, seguindo o perfil de produto demandado por esse público. Hoje, os números mostram que o investidor institucional vem firmando sua posição, indicando que as vantagens da tecnologia se sustentam mesmo diante de diligências mais rigorosas”, diz. Do ponto de vista financeiro, o relatório mostra predomínio de emissões com rentabilidade pré-fixada, que representam 75,3% das ofertas. No entanto, os maiores volumes captados estão concentrados em operações atreladas ao CDI, responsáveis por 53,67% do total. A taxa média estimada de retorno foi de 18,90% ao ano, com variações conforme setor, prazo e indexador. As únicas operações com retorno negativo foram aquelas vinculadas ao dólar, impactadas pela valorização do real ao longo de 2025. O estudo dedica um capítulo ao ambiente regulatório, destacando a atuação combinada da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central. Enquanto ofertas enquadradas como valores mobiliários seguem majoritariamente a Resolução CVM 88, operações de padrão institucional operam sob a RCVM 160, com a infraestrutura tecnológica sujeita às regras do Banco Central para ativos virtuais. Para Christian Gazzetta, sócio da DeFin, a evolução regulatória tem sido determinante para o amadurecimento do mercado. “O ganho de clareza regulatória reduziu barreiras importantes e ampliou a confiança do investidor, permitindo que esses produtos passem a integrar a alocação de capital de forma mais estruturada”, afirma. O Relatório Renda Fixa Digital 2026 foi apresentado ao mercado durante um café da manhã realizado no Varanda Jardins, em São Paulo, na manhã de 5 de fevereiro, com apoio institucional de Mercado Bitcoin, Capitare, Dexcap e Zuvia, e está disponível para consulta e download neste link . Além do diagnóstico do mercado, o estudo apresenta um framework prático em cinco etapas para a inclusão da renda fixa digital em portfólios de investimento, abrangendo definição de mandato, curadoria de plataformas, seleção de oportunidades, análise do ativo e monitoramento contínuo. Destaques do Relatório Renda Fixa Digital 2026 Mercado em 2025: R$ 3,34 bilhões em volume ofertado, 614 emissões e 99,7% de sucesso de captação Aceleração no segundo semestre: 84,8% do volume entre julho e dezembro Pico mensal: outubro concentrou R$ 1,11 bilhão em 87 emissões Estrutura do mercado: 45,8% das emissões até R$ 500 mil; dez operações acima de R$ 50 milhões Indexadores: 75,3% das emissões pré-fixadas; 53,67% do volume atrelado ao CDI Rentabilidade média estimada: 18,90% ao ano
- Varejo, finanças e tecnologia lideram ranking de setores mais atingidos por golpes digitais no Brasil
Todos os anos, os golpes digitais evoluem, exigindo atenção constante dos consumidores para não cair em novas armadilhas. Em períodos de maior apelo comercial, como a Black Friday e o Natal, esse risco se intensifica. Embora os golpes atinjam diretamente os consumidores, os impactos sobre os setores econômicos são significativos. Uma nova pesquisa da Branddi , especialista em proteção de marcas no ambiente digital, ouviu brasileiros de todos os estados do Brasil para analisar o cenário de golpes online no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do país. Segundo dados internos da Branddi , o varejo foi o setor mais afetado no período , concentrando 40% dos ataques digitais , seguido pelo segmento financeiro (21%) e pelo setor de tecnologia (10%) . Além da quebra de confiança e do impacto na reputação, as fraudes geram perdas financeiras e danos à credibilidade das empresas envolvidas. O levantamento também mostra os principais sinais percebidos pelos consumidores, e que ajudam a identificar fraudes online. Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpe As tentativas de fraude chegam aos consumidores por diferentes canais, como e-mails falsos ou links que direcionam para sites fraudulentos. Ainda assim, as redes sociais seguem como o principal meio de abordagem : 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook . Na sequência, aparecem os perfis falsos, também criados dentro dessas redes (32%). Como se proteger dos golpes online? Para os consumidores, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco de cair em fraudes digitais. Segundo Diego Daminelli, CEO da Branddi, o primeiro passo é sempre buscar canais oficiais antes de realizar uma compra. “Indicamos que os consumidores priorizem sites oficiais, com domínios confiáveis, especialmente os terminados em . com.br . Verificar a URL é fundamental, já que os golpistas costumam utilizar variações mínimas, como .shop , -oficial ou br-oficial , para confundir o usuário”, explica. “Outra recomendação importante é nunca finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter a desconfiança diante de preços excessivamente baixos, mesmo em períodos como a Black Friday, conhecidos por grandes promoções”. “Por fim, é essencial utilizar ferramentas de verificação da legitimidade dos sites antes de concluir uma compra. Soluções como a da Branddi ( https://fraudeounao.branddi.com/ ) ajudam a validar a idoneidade de e-commerces, especialmente quando se trata de marcas novas ou pouco conhecidas”, completa Daminelli. Já para as marcas, a proteção digital deve ser encarada como uma estratégia contínua: “Monitorar o uso indevido da marca, agir rapidamente contra fraudes e manter uma comunicação clara com o consumidor são ações indispensáveis para preservar a reputação e a confiança no ambiente digital”, finaliza Daminelli. Metodologia Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.--- Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. Data de coleta: realizada no dia 12 de janeiro de 2026. A pesquisa também utilizou dados internos da Branddi para revelar os setores mais impactados no período. Para esse trecho, foi considerado as informações próprias da marca a partir da carteira de clientes atendidos.
- IA assume protagonismo nos processos da produção de eventos
Durante muito tempo, a tecnologia foi vista como apoio na produção de eventos. Servia para divulgar, vender ingressos, projetar apresentações ou controlar o credenciamento. Hoje, esse papel mudou. A inteligência artificial deixou de ser coadjuvante e passou a ocupar o centro das decisões, da operação e da experiência entregue ao público. Esse protagonismo não surgiu por acaso. O setor de eventos sempre lidou com alta complexidade, múltiplos fornecedores, prazos apertados e a necessidade de encantar pessoas. A IA entra exatamente aí: reduz incertezas, automatiza tarefas repetitivas, cruza grandes volumes de dados e ajuda produtores a tomar decisões melhores, mais rápidas e mais seguras. O resultado é uma mudança profunda na forma como eventos são pensados, planejados, executados e avaliados. Planejamento mais estratégico e baseado em dados Uma das maiores transformações acontece antes mesmo do evento existir. Plataformas com inteligência artificial analisam dados de eventos anteriores, comportamento do público, tendências de mercado e até fatores externos, como sazonalidade e localização. Com isso, produtores conseguem responder perguntas que antes dependiam muito de intuição: Qual o melhor formato para este público? Qual horário tende a gerar mais engajamento? Que tipo de conteúdo tem maior chance de sucesso? Quanto investir em cada frente do orçamento? A IA cruza históricos de vendas, taxas de comparecimento, interações em redes sociais e dados de navegação. O planejamento deixa de ser apenas criativo e passa a ser também analítico. Não elimina o olhar humano, mas dá mais base para decisões estratégicas. Automação de tarefas operacionais A produção de eventos envolve dezenas de tarefas repetitivas e sensíveis a erro. Envio de e-mails, confirmações, credenciamento, controle de acesso, suporte ao participante e organização de listas são apenas alguns exemplos. A IA automatiza grande parte desse trabalho. Chatbots inteligentes respondem dúvidas em tempo real, antes e durante o evento. Sistemas de check-in com reconhecimento facial ou QR Code reduzem filas e eliminam erros humanos. Ferramentas de automação de comunicação ajustam mensagens conforme o perfil e o comportamento de cada participante. O ganho aqui é duplo. De um lado, a equipe ganha tempo para focar em atividades mais estratégicas. Do outro, o participante percebe um processo mais fluido, rápido e profissional. Experiência do participante mais personalizada Personalização deixou de ser diferencial e virou expectativa. O público quer sentir que o evento foi pensado para ele, não para uma massa genérica. A inteligência artificial permite isso em escala. Com base em dados de inscrição, interesses, histórico de participação e comportamento durante o evento, sistemas sugerem: Trilhas de conteúdo personalizadas Palestras relevantes para cada perfil Networking direcionado entre participantes com interesses em comum Recomendações em tempo real via aplicativos do evento Em eventos híbridos e digitais, essa personalização se torna ainda mais evidente. A IA ajusta conteúdos, notificações e interações conforme o nível de engajamento do usuário, aumentando a retenção e a satisfação. Curadoria e criação de conteúdo A IA também já atua na curadoria de conteúdo. Plataformas analisam temas em alta, palavras-chave mais buscadas e assuntos com maior potencial de engajamento para ajudar na escolha de palestras e painéis. Além disso, ferramentas de geração de texto e imagem auxiliam na criação de descrições, roteiros, chamadas de divulgação e materiais de apoio. Não substituem o trabalho criativo humano, mas aceleram processos e ampliam possibilidades. Soluções baseadas em modelos como os da OpenAI, por exemplo, já são usadas para rascunhos de conteúdo, traduções simultâneas, resumos automáticos de palestras e geração de legendas em tempo real. Produção mais eficiente e menos desperdício Eventos sempre lidaram com desperdício. Impressos que sobram, espaços mal aproveitados, equipes superdimensionadas ou subutilizadas. Com o apoio da IA, o planejamento de recursos se torna mais preciso. Sistemas analisam dados de público para prever fluxos de circulação, necessidade de staff, consumo de alimentos e até demanda por transporte. Isso reduz custos, melhora a experiência e torna os eventos mais sustentáveis. Em um cenário onde eficiência e responsabilidade ambiental ganham peso, esse é um impacto relevante. Análise pós-evento mais profunda O trabalho não termina quando o evento acaba. Na verdade, é aí que começa uma das fases mais importantes: a análise de resultados. A IA compila dados de múltiplas fontes, como inscrições, presença, interações, feedbacks, redes sociais e vendas. Em vez de relatórios superficiais, os produtores passam a ter insights claros: O que funcionou e o que não funcionou Quais conteúdos geraram mais impacto Onde o público perdeu interesse Que perfis tiveram maior engajamento Essas análises alimentam o planejamento de eventos futuros, criando um ciclo contínuo de melhoria. O papel humano não desaparece Apesar do protagonismo da inteligência artificial, o fator humano segue essencial. Eventos são, acima de tudo, experiências emocionais e sociais. Criatividade, sensibilidade, improviso e leitura de contexto ainda não podem ser automatizados. O que muda é o papel do profissional de eventos. Ele deixa de ser alguém preso a tarefas operacionais e passa a atuar como estrategista, curador e gestor de experiências. A IA assume o trabalho pesado dos dados e da automação, enquanto as pessoas focam no que realmente importa. Um caminho sem volta A inteligência artificial não é uma tendência passageira na produção de eventos. Ela já está integrada aos principais processos e tende a se tornar cada vez mais invisível, funcionando como uma camada natural da operação. Eventos que ignorarem esse movimento correm o risco de se tornarem mais caros, menos eficientes e menos relevantes para o público. Já aqueles que adotam a IA de forma consciente ganham escala, precisão e capacidade de inovar. O protagonismo da IA não significa menos humanidade nos eventos. Pelo contrário. Quando bem aplicada, ela cria espaço para experiências mais inteligentes, personalizadas e memoráveis. E isso, no fim das contas, é o que todo evento busca entregar.
- C6 Bank registra lucro líquido deR$ 2,5 bilhões em 2025
O C6 Bank, banco brasileiro que tem como sócio o JPMorganChase, registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões em 2025, um crescimento de 8,5% em relação a 2024. No segundo semestre do ano passado, o lucro líquido foi de R$ 1,41 bilhão, o que representa um aumento de 35% em relação ao semestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 45% no ano. “O balanço de 2025 evidencia a solidez e a consistência do nosso modelo de negócio e deixa clara a capacidade do banco de apresentar um ROE acima de 40%”, diz Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank. O índice de eficiência, que é a relação entre as despesas operacionais e a receita líquida, caiu de 57%, em 2024, para 45% no ano passado, refletindo a alavancagem operacional que a estrutura do banco proporciona. A receita líquida cresceu 15% entre 2024 e 2025, encerrando o ano passado em R$ 9,2 bilhões. No mesmo período, as despesas operacionais apresentaram redução de 9%, para R$ 4,2 bilhões. As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) fecharam o ano em R$ 2,5 bilhões, alta de 32% ante 2024, em razão do crescimento da carteira de crédito e dos efeitos da Resolução CMN nº 4.966. A carteira de crédito expandida do banco fechou o ano de 2025 em R$ 89,3 bilhões, uma expansão de 49% em relação a 2024. O banco também registrou aumento na captação de recursos. A base de captação do C6 Bank cresceu 36% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, de R$ 79,4 bilhões para R$ 108,3 bilhões. A inadimplência ficou em 2,9% em 2025, ante os 2,6% registrados em 2024. Excluindo o impacto da Resolução CMN nº 4.966, o índice de empréstimos com atraso de 90 dias ou mais seria de 2,0% em dezembro de 2025. A baixa inadimplência resulta da qualidade da carteira de crédito construída pelo banco ao longo do tempo, na qual 80% correspondem a crédito com garantia, principalmente consignado e financiamento de veículos. “Parabéns ao C6 Bank por alcançar resultados sólidos pelo segundo ano consecutivo. Seu crescimento consistente reflete o compromisso e o espírito inovador da equipe”, diz Mark O’Donovan, CEO de International Consumer Banking do JPMorganChase. Com 40 milhões de clientes, o C6 Bank – que atua nas áreas de pessoa física, pessoa jurídica, atacado, veículos, home equity e consignado – tem um portfólio de mais de 100 produtos, serviços e funcionalidades. Além de conta corrente, cartão e programa de pontos, o banco oferece uma conta global com saldo em dólar e euro e uma plataforma que permite investir em ativos no Brasil e no exterior, tudo no mesmo aplicativo.
- Novas regras do Pix: veja como proteger seus investimentos
Começaram a valer as novas regras de segurança do Pix, com mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED). A atualização torna o rastreio do dinheiro mais eficiente em casos de fraude, mesmo quando os valores passam por outras contas, e busca acelerar a devolução para as vítimas. O MED deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional entre instituições. A ferramenta não vale para situações como Pix enviado para destinatário digitado errado pelo usuário, arrependimento do pagamento ou disputa comercial. Pelas regras, a contestação pode ser feita no próprio aplicativo e o pedido deve ser registrado no banco dentro do prazo previsto nas normas do mecanismo. A expectativa divulgada é de recuperação em até 11 dias após a contestação, a depender da análise entre as instituições envolvidas. Esse cenário ajuda a explicar por que a pergunta onde meu dinheiro fica mais protegido também aparece na hora de investir. Para o especialista em finanças e investimentos Fellipe Rabelo, o primeiro filtro não é a taxa prometida. “A segurança não está apenas no rendimento prometido, mas em uma combinação de fatores como a solidez da instituição escolhida, diversificação e planejamento” , afirma. Segundo Rabelo, um dos erros mais comuns é acreditar em promessas de retorno alto sem avaliar quem está por trás do investimento. “ Antes de olhar para a taxa, é fundamental analisar o emissor. Pesquisar a saúde financeira do banco ou da empresa é um passo básico, mas muitas vezes ignorado” , destaca. “Quando uma taxa está muito acima do que o mercado paga, isso já é um sinal de alerta. Se está pagando demais, é porque o risco também é maior” , enfatiza o especialista. Nesse contexto, o Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic, entra como referência para comparar oportunidades. Tesouro Selic como base de segurança Em um cenário de mais cautela, Fellipe destaca o Tesouro Selic como uma das opções mais seguras disponíveis. No Tesouro Direto, são títulos públicos com recompra e liquidez diária, em dias úteis. “O Tesouro Selic serve para qualquer perfil de investidor, conservador, moderado ou até agressivo, e para todos os tamanhos de bolso” , afirma. Por isso, costuma aparecer como destino da reserva de emergência, o dinheiro que precisa estar acessível em imprevistos. Reserva de emergência e sinais de risco A orientação do especialista é que a reserva cubra entre seis e doze meses dos custos fixos mensais. Esse montante não deve ficar em investimentos de maior risco, para não comprometer a segurança quando o dinheiro for necessário. Para quem ainda dá os primeiros passos, o especialista recomenda começar com organização e cautela: Priorizar investimentos com liquidez diária e acesso rápido ao dinheiro Evitar aplicar todo o valor em uma única instituição ou produto Desconfiar de promessas de retorno fácil e muito acima do padrão do mercado Já invisto: como reduzir exposição Para quem já investe, o momento pede atenção redobrada: Diversificar a carteira entre instituições e tipos de investimento Evitar concentração em instituições com sinais de fragilidade Verificar se há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quando aplicável, com limite de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição/conglomerado Acompanhar informações públicas sobre instituições (como bases do Banco Central, a exemplo do IF.data e indicadores disponíveis ao público) Mesmo no caso dos bancos digitais, o cuidado deve ser o mesmo. “Eles fazem parte do sistema financeiro e também oferecem acesso a ativos seguros. O importante é não deixar todo o patrimônio em um único lugar” , orienta. Rabelo também reforça que informação, diversificação e planejamento reduzem as chances de prejuízos graves. Em caso de dúvida, buscar orientação qualificada ajuda a alinhar decisões aos objetivos de curto e longo prazo.
- Quando o banco deixa de ser lugar: o que podemos esperar das transformações financeiras em 2026?
Abrir um aplicativo, escolher o meio de pagamento, confirmar dados, autorizar a transação. Por muitos anos, lidar com dinheiro significou passar por uma sequência quase automática de etapas. Em 2026, essa lógica começa a se inverter. O mercado financeiro entra em uma fase em que o dinheiro circula com menos esforço visível, menos interrupções e menor dependência de decisões conscientes a cada uso. Segundo dados do Banco Central, o número de operações digitais já supera com folga as presenciais nos grandes bancos: mais de 72 bilhões de transações de pagamento foram registradas no primeiro semestre de 2025. O Pix tem papel de destaque nesse avanço: em setembro de 2025, o Banco Central do Brasil divulgou que o sistema de pagamentos instantâneos registrou um recorde de 290 milhões de transações em um único dia, movimentando R$ 164,8 bilhões. “Se antes os pagamentos instantâneos, carteiras digitais, autenticação biométrica e serviços financeiros integrados ao cotidiano eram vistos como inovações pontuais, agora passam a reorganizar a experiência financeira como um todo. Mais do que novas tecnologias, trazem uma mudança de comportamento: o dinheiro deixa de ser um evento e passa a funcionar como um fluxo contínuo, presente — e muitas vezes imperceptível — na vida das pessoas”, destaca o especialista em tecnologias financeiras e CRO da Azify, Gustavo Siuves. O dinheiro “some” da cena, mas ganha presença O avanço dos meios de pagamento digitais ajuda a explicar essa transformação. Transferências instantâneas, pagamentos por aproximação e checkouts cada vez mais simples reduzem etapas e tornam o ato de pagar quase automático. No comércio físico, no transporte, em serviços recorrentes ou no ambiente online, o dinheiro passa a acompanhar a experiência em vez de interrompê-la. Essa mudança altera a forma como todos nós percebemos controle e conveniência, e dessa forma, menos etapas não significam menos clareza, como explica Gustavo. “A tendência é que os sistemas passem a oferecer mais previsibilidade, especialmente em gastos recorrentes, assinaturas e compromissos financeiros do dia a dia. O esforço cognitivo diminui, mas a sensação de organização aumenta”. Nesse contexto, o banco deixa de ser um destino claro, como um aplicativo específico ou um lugar físico, uma agência por exemplo, e torna-se infraestrutura, presente quando necessário e invisível quando não é. O dinheiro funciona no momento certo, no ambiente certo, sem exigir atenção constante. Serviços financeiros fora do balcão Outro movimento importante é a integração dos serviços financeiros a outras plataformas. Crédito, pagamento, identidade digital e até investimentos começam a aparecer embutidos em experiências que não se apresentam, à primeira vista, como “financeiras”. Comprar, assinar, se deslocar ou contratar um serviço passa a envolver decisões financeiras sem que o usuário precise interromper a jornada para “ir ao banco”. Essa lógica também muda o papel dos dados. “Com o avanço do Open Finance e da automação, as decisões deixam de se basear apenas em informações estáticas, passando a considerar comportamento, contexto e frequência. Em vez de ofertas padronizadas, surgem serviços mais ajustáveis, que acompanham mudanças de rotina, renda e objetivos ao longo do tempo”, ressalta o CEO da Azify. Para o usuário, o resultado é uma experiência mais fluida. Para o sistema, é um nível maior de complexidade operando nos bastidores com inteligência artificial, regras automatizadas e integração constante entre diferentes serviços. Segurança que acompanha, não interrompe E a segurança, como fica? Bem, à medida que o banco se torna menos visível, a segurança precisa seguir o mesmo caminho. Em 2026, proteger transações deverá ir além de somente bloquear ações suspeitas, mas também interpretar sinais em tempo real: padrões de comportamento, localização, forma de uso e contexto da operação. Biometria, autenticação contínua e análises comportamentais permitem que a proteção atue de forma quase imperceptível. Quando bem implementadas, essas camadas reduzem fraudes sem gerar atrito desnecessário, tornando-se parte natural da experiência, e reforçando a confiança sem exigir explicações constantes. Menos esforço operacional, mais entendimento Com mais tarefas automatizadas, o desafio passa a ser “como entender” as decisões em um ambiente em que pagamentos, crédito e investimentos acontecem de forma integrada. Por isso, cresce a importância de interfaces simples, alertas contextualizados e educação financeira incorporada à jornada. Em vez de longas análises ou escolhas complexas, o usuário tende a receber orientações contínuas, em linguagem acessível, que ajudam a interpretar cenários e consequências. “No fim, o que se desenha para 2026 não é um mercado financeiro frio ou distante, “robótico demais”. É, na realidade, um sistema que aprende a ocupar menos espaço, mas a estar mais presente quando realmente importa. O banco deixa de ser um lugar para onde se vai e passa a ser algo que acompanha. O dinheiro continua influenciando escolhas, abrindo possibilidades e impondo limites, mas faz isso de forma mais silenciosa, integrada ao cotidiano e ajustada ao ritmo real da vida das pessoas”, conclui Gustavo Siuves.
- Asaas estreia no mercado de seguros e anuncia aquisição da Mutuus Seguros
O Asaas , uma das principais plataformas operacionais de gestão financeira para empresas, anuncia mais uma aquisição, a Mutuus Seguros. Há 7 anos no mercado, a insurtech atua como corretora digital de seguros, atendendo exclusivamente o mercado corporativo. A transação marca a entrada oficial do Asaas no segmento de seguros digitais e fortalece estrategicamente o ecossistema de serviços oferecidos aos seus mais de 240 mil clientes. A aquisição da Mutuus reforça o compromisso do Asaas de ampliar e diversificar seu portfólio, acelerando sua estratégia de crescimento em segmentos de alto valor agregado. Ao integrar a expertise da Mutuus, o Asaas antecipa a entrada em uma nova vertical de negócios, ampliando os benefícios e a segurança oferecidos à sua base. “Assim como aconteceu com o mercado financeiro anos atrás com a ascensão das fintechs, o segmento de seguros passa agora por uma transformação digital importante, e estar bem posicionado neste início representa uma vantagem estratégica para capturar valor no longo prazo. Com isso, podemos potencializar o lançamento de produtos inovadores, fortalecer nossa posição competitiva e acelerar iniciativas”, revela Pedro Rocha, vice-presidente de novos negócios. A integração permitirá que os clientes do Asaas acessem de forma nativa e integrada produtos de seguros voltados à sustentabilidade financeira dos negócios. Paralelo a isso, o Asaas seguirá operando também com um canal de aquisição próprio, dedicado exclusivamente ao mercado de seguros, independente da jornada integrada na plataforma. Dessa forma, será possível oferecer maior conveniência na contratação dos serviços, experiência integrada por meio de seguros incorporados à plataforma, expansão das soluções de proteção ao fluxo de caixa das PMEs e aumento do potencial de distribuição e escala para os produtos da Mutuus. "Ao nos unirmos ao Asaas, não estamos apenas vendendo a Mutuus, estamos entrando em um projeto maior que acelera nosso sonho. A parceria nos oferece recursos, estrutura e escala que nos permitem crescer de forma significativa, ampliar nossa atuação no mercado e atingir objetivos que sozinhos levaríamos muito mais tempo para alcançar”, diz Andress Barão, fundador da Mutuus. A operação reforça ainda o portfólio do Asaas e acelera seu próximo ciclo de crescimento, com expectativa de atingir R$130 milhões de faturamento até 2029 nessa nova vertical. A frente de seguros será um canal independente e tem como objetivo ganhar agilidade e foco nos temas relacionados. A negociação foi conduzida pela Questum, boutique especializada em M&A, que atuou como intermediadora da transação, assessorando os acionistas da Mutuus ao longo de todo o processo. A aquisição é a quarta realizada pelo Asaas. Em 2021, a fintech fez duas outras importantes aquisições, sendo a primeira a do Base ERP, com o objetivo de adicionar mais funcionalidades de gestão financeira às soluções da companhia, e no mesmo ano a Code Money, uma carteira digital para pessoas físicas com foco em transações financeiras, transferências peer to peer e financiamento de boletos. Já em 2024 fez a aquisição da Nexinvoice, uma startup de automação de contas a pagar.














