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- Como o Meu Dinheiro ajuda você a se planejar para pagar IPTU e IPVA sem aperto
Pagar IPTU e IPVA quase nunca é uma tarefa agradável. São despesas grandes, previsíveis e que, mesmo assim, pegam muita gente desprevenida. Quando o boleto chega, a sensação costuma ser a mesma: aperto no orçamento, parcelamentos longos ou uso do cartão para ganhar tempo. A boa notícia é que isso não precisa ser assim. Com organização e as ferramentas certas, dá para transformar esses impostos em algo planejado e menos doloroso. É aí que o Meu Dinheiro entra como aliado. Neste artigo, você vai entender como usar o Meu Dinheiro para se preparar ao longo do ano, evitar sustos e até aproveitar descontos na hora de pagar IPTU e IPVA. Por que IPTU e IPVA desorganizam tanto as finanças? Antes de falar de soluções, vale entender o problema. IPTU e IPVA têm três características que atrapalham o planejamento: São valores altos , especialmente para quem tem imóvel próprio e veículo. Chegam concentrados no início do ano , período já pesado por outras despesas. Muita gente só pensa neles quando o boleto aparece , sem preparação prévia. O resultado é previsível. Parcelamento com juros, uso do limite do cartão ou atraso no pagamento. Tudo isso custa caro e gera estresse desnecessário. O ponto-chave aqui é simples: IPTU e IPVA não são surpresas. Eles acontecem todos os anos. Se são previsíveis, podem ser planejados. O papel do Meu Dinheiro no planejamento de impostos O Meu Dinheiro não paga seus impostos por você, mas ajuda em algo igualmente importante: organização e previsibilidade . Quando você enxerga suas finanças com clareza, consegue tomar decisões melhores. Veja como ele pode ajudar na prática. Visualização clara do orçamento anual Um dos maiores erros financeiros é olhar apenas para o mês atual. Impostos como IPTU e IPVA exigem uma visão de longo prazo. No Meu Dinheiro, você consegue: Registrar o valor anual estimado do IPTU e do IPVA. Distribuir esse valor ao longo dos meses. Visualizar o impacto real dessas despesas no seu orçamento. Por exemplo: se o IPVA do seu carro custa R$ 3.600, isso equivale a R$ 300 por mês. Quando você enxerga esse número mensalmente, fica mais fácil reservar o dinheiro sem sentir tanto. Esse simples ajuste de perspectiva muda tudo. Criação de metas específicas para IPTU e IPVA Outro ponto forte é a possibilidade de criar metas financeiras. Em vez de tratar impostos como despesas soltas, você pode transformá-los em objetivos claros. Na prática, funciona assim: Você define uma meta chamada “IPTU 2026”. Informa o valor total. Estabelece o prazo até o mês do pagamento. O Meu Dinheiro acompanha sua evolução ao longo do tempo. Se em algum mês você não conseguir guardar o valor ideal, o sistema mostra o quanto precisa ajustar nos meses seguintes. Isso evita aquela sensação de estar sempre correndo atrás do prejuízo. Organização por categorias evita autoengano Muita gente acha que “sobra dinheiro” porque não separa as despesas corretamente. O Meu Dinheiro ajuda a evitar esse erro ao permitir categorias bem definidas. Quando IPTU e IPVA ficam registrados como despesas fixas e previsíveis, você passa a enxergar o orçamento de forma mais realista. Isso reduz decisões impulsivas, como assumir parcelas novas sem considerar impostos futuros. É aquele choque de realidade que dói um pouco, mas salva o bolso. Planejamento para aproveitar descontos à vista Estados e municípios costumam oferecer descontos para quem paga IPTU e IPVA à vista. O problema é que poucos conseguem aproveitar, justamente por falta de planejamento. Com o Meu Dinheiro, você consegue: Simular o valor com desconto. Comparar com o custo de parcelar ou usar crédito. Planejar o acúmulo do valor ao longo do ano. Na prática, isso significa pagar menos imposto simplesmente por se organizar melhor. Não é milagre, é método. Evitando dívidas desnecessárias Quando IPTU e IPVA não estão no radar, a solução costuma ser recorrer ao cartão de crédito ou ao parcelamento oficial. O problema é que isso compromete a renda futura. Ao usar o Meu Dinheiro para prever essas despesas, você reduz ou elimina a necessidade de: Parcelamentos longos. Uso do rotativo do cartão. Empréstimos de curto prazo. Menos dívida significa mais liberdade financeira ao longo do ano. Ajustes rápidos quando a renda muda A vida real não segue planilhas. A renda pode cair, despesas inesperadas aparecem e planos precisam mudar. Com o Meu Dinheiro , você consegue ajustar rapidamente suas metas e categorias. Se em determinado mês você não conseguir guardar o valor planejado para o IPVA, o sistema mostra o impacto disso no futuro. Isso permite correções pequenas e constantes, em vez de um grande problema no início do ano seguinte. Mais tranquilidade e menos estresse Talvez o maior benefício não seja financeiro, mas emocional. Saber que o dinheiro do IPTU e do IPVA já está separado traz uma sensação real de controle. Você deixa de associar impostos a sustos e passa a tratá-los como parte natural da sua vida financeira. Isso muda a relação com o dinheiro no dia a dia. Um aliado, não um milagre Vale deixar claro: o Meu Dinheiro não faz mágica. Ele não aumenta sua renda nem elimina impostos. O que ele faz é oferecer clareza , organização e consistência . Quando você usa essas ferramentas com disciplina, os resultados aparecem. IPTU e IPVA deixam de ser vilões e passam a ser apenas mais uma despesa planejada. IPTU e IPVA sempre vão existir. A diferença está em como você se prepara para eles. Com o Meu Dinheiro, é possível sair do modo reativo e assumir o controle, mês a mês. Planejar não significa abrir mão de tudo agora. Significa fazer pequenos ajustes ao longo do ano para evitar grandes dores depois. Se você quer menos estresse, menos juros e mais previsibilidade, transformar o Meu Dinheiro em aliado pode ser um passo simples e eficaz. No fim das contas, pagar impostos não fica mais barato por si só. Mas a forma como você lida com eles pode custar muito menos.
- Banco Central detalha o rito de autorização para PSAV e reforça a previsibilidade regulatória
A Instrução Normativa BCB nº 704/2026, em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, estabelece como funciona o processo de autorização para o funcionamento das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV). A norma organiza os procedimentos, os documentos exigidos e cria dois regimes distintos: um para empresas que ainda não iniciaram operações e outro, de caráter transitório, para aquelas que já estavam em atividade na data de entrada em vigor das Resoluções BCB nº 519 e nº 520, de novembro de 2025. Segundo a norma, as PSAV que ainda não começaram a operar devem apresentar um pedido completo de autorização em um único ciclo. Esse dossiê reúne informações sobre estrutura societária e controle, adequação de administradores e participantes relevantes, além da descrição do modelo de negócio e da forma de operação. “Dependendo do porte, da complexidade e dos riscos da atividade, o Banco Central pode exigir também a apresentação de um plano de negócios, com destaque para serviços relevantes contratados no Brasil e no exterior, bem como elementos de organização interna, tecnologia e controles. Após a autorização, a empresa tem até cinco dias para informar ao Banco Central a data de início das atividades.”, explica Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em Meios de Pagamentos e Criptoativos. Ainda de acordo com o especialista, para quem ainda vai começar a operar, o Banco Central deixa claro desde o início quais são as informações essenciais para avaliar a empresa e seus riscos, e isso deixa o processo com mais previsibilidade e ajuda as instituições a se organizarem desde a fase inicial. Já para as PSAV que estavam em funcionamento em 2 de fevereiro, a Instrução Normativa cria um procedimento transitório dividido em duas fases. A Fase 1 deve ser apresentada até 30 de outubro de 2026 e tem como objetivo comprovar que a empresa estava efetivamente em atividade na data de referência. Nessa etapa, são exigidas, entre outros pontos, a declaração de atividade, as demonstrações financeiras dos três últimos exercícios, auditadas por auditor independente, além de documentos e autorizações que permitam a verificação dos participantes relevantes. “Superada a Fase 1, a Fase 2 deve ser apresentada em até 60 dias após a manifestação favorável do Banco Central, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias mediante justificativa”, reforça Thiago. Diferentemente de um calendário fixo, esse prazo começa a contar a partir do andamento do próprio processo. Nessa fase, o dossiê é complementado com documentos mais robustos, como a comprovação da capacidade econômico-financeira do controlador, a declaração de origem dos recursos para integralização de capital, o sumário executivo do plano de negócios e outras formalizações previstas na norma. “O ponto de atenção é que o prazo da segunda fase depende da resposta do regulador, o que torna fundamental preparar a documentação com antecedência. Isso evita atrasos e reduz o risco de exigências adicionais ao longo do processo”, comenta o especialista. De forma geral, a IN BCB nº 704/2026 consolida um roteiro mais claro para a autorização das PSAVs ao separar o tratamento das empresas ainda não operacionais, que devem apresentar toda a documentação desde o início, daquelas que já estavam em atividade, para as quais o cumprimento das exigências ocorre em duas fases, com prazos e marcos próprios.
- Lançamento digital fatura R$ 1 milhão e escancara gargalos nos pagamentos online
Falhas em pagamentos em lançamentos digitais geram perdas anuais de R$ 120 a R$ 150 bilhões no e-commerce brasileiro, cerca de 15% do faturamento projetado de R$ 205 bilhões, segundo levantamento da Único. Nesse cenário, a UnicoPag , gateway de pagamento, estreou no mercado de infoprodutos processando mais de R$ 1 milhão em seu primeiro lançamento, realizado na venda de um curso de uma médica neurologista de relevância nacional, com mais de 2 mil acessos simultâneos ao checkout, aprovação superior a 95% dos pagamentos e 1.000 novos alunos matriculados, mostrando que é possível escalar vendas digitais com estabilidade mesmo em picos de demanda. Segundo Alan Ribeiro, Diretor de Marketing da UnicoPag , “Este lançamento mostrou que é possível operar com estabilidade mesmo em momentos de alta demanda. Cada transação concluída sem falhas representa não apenas receita, mas também confiança do cliente e reputação do produtor. Nosso objetivo é tornar esse nível de performance um padrão para todos os infoprodutores que trabalham em escala", afirma. O crescimento do consumo de produtos digitais no Brasil reforça a relevância do tema. Estudos da CNDL, em parceria com o SPC Brasil, mostram que 54% dos internautas brasileiros adquiriram conteúdos ou serviços digitais no último ano, como cursos online e e-books, com ticket médio de R$ 155 por compra. Já levantamento da FGV, em parceria com a Hotmart, indica avanço expressivo da economia de criadores, com aumento significativo de trabalho e renda no setor, e destaca que uma parcela relevante de infoprodutores tem essa atividade como principal fonte de receita. Diante desse ambiente de alta pressão operacional, a estabilidade dos meios de pagamento deixa de ser apenas um aspecto técnico e passa a se consolidar como um fator estratégico de negócio. “Quando um checkout falha, o impacto não é apenas financeiro. Há perda de confiança do consumidor, aumento de suporte, retrabalho e frustração de campanhas inteiras. Nosso foco é eliminar esse risco operacional”, reforça Ribeiro . A UnicoPag amplia seu portfólio para atender lançamentos, vendas no modelo perpétuo, assinaturas e eventos digitais, posicionando-se como alternativa para produtores que operam em escala e não podem depender de soluções instáveis em momentos críticos. Com esse primeiro case no segmento de infoprodutos, a empresa demonstra capacidade tecnológica para sustentar operações de alto volume e reforça seu posicionamento em um mercado que exige, cada vez mais, performance, previsibilidade e confiança.
- Núclea lança a stablecoin BRLN e avança na infraestrutura de tokenização no Brasil
A Núclea anuncia a BRLN, sua stablecoin institucional lastreada em reais. A iniciativa reforça o avanço da companhia na modernização das infraestruturas necessárias para impulsionar a tokenização de ativos no país, apoiada em governança, segurança e aderência regulatória. Desenvolvida e validada na Núclea Chain, a BRLN foi criada para dar suporte a processos de liquidação, compensação e integração entre diferentes soluções de ativos digitais operadas pela companhia. Ela simplifica operações em ambiente tokenizado, oferecendo eficiência, rastreabilidade e segurança. A arquitetura da BRLN já prevê capacidade de integração com redes públicas, um movimento que será ativado futuramente, de forma gradual, acompanhando as necessidades dos clientes, a evolução regulatória e o plano de governança tecnológica da empresa. A BRLN se conecta ao conjunto de soluções da Núclea, apoiando serviços de registro, liquidação e iniciativas de tokenização já em operação dentro da companhia. Nesta primeira fase, a moeda digital fortalece a eficiência dos processos existentes, como o N-COTAS por exemplo, serviço de consolidação e leilão de cotas de consórcio, mas também prepara terreno para novos modelos digitais que venham a ser construídos no ecossistema. “A BRLN representa um passo decisivo para a infraestrutura de ativos digitais no Brasil. Levamos para o ambiente blockchain a mesma credibilidade e robustez que há décadas sustentam as operações críticas do sistema financeiro nacional”, afirma Rodrigo Furiato, vice-presidente de Negócios da Núclea. Infraestrutura para ativos digitais A chegada da BRLN reflete um roadmap consistente de inovação na Núclea. A companhia foi pioneira em redes de mercado, tokenização de duplicatas e no desenvolvimento de infraestruturas para registro e liquidação de ativos digitais em ambientes permissionados. Com a BRLN, a empresa transforma tecnologia em solução operacional escalável, reforçando seu papel como base crítica do sistema financeiro nacional. O lançamento ocorre em meio à construção do novo marco regulatório do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais (VASPs). A Núclea já opera alinhada às exigências que entrarão em vigor, reforçando sua posição como parceira das instituições financeiras na migração para o ambiente digital tokenizado.
- Conta Simples dobra market share em cartões corporativos no Brasil e ultrapassa marca de 2 milhões emitidos em 2025
A Conta Simples , principal software de gestão financeira para empresas do Brasil, encerrou 2025 consolidando sua posição como um dos maiores players do setor B2B ao dobrar sua participação de mercado em apenas doze meses. Com um salto de 100% no market share de transações corporativas, a fintech já superou a marca de 2 milhões de cartões emitidos ao longo da sua trajetória. O desempenho reforça o papel estratégico da companhia na dianteira de um setor que acelera a adoção de soluções digitais para controle e governança de gastos. O resultado é fruto de uma estratégia focada em eficiência e personalização. Em 2025, a Conta Simples registrou um crescimento expressivo na receita anual em 53%, que foram impulsionados pela capacidade de diversificar as frentes de negócio Diante disso, a empresa fechou o ano superando em 30% a meta inicial. A dependência de receitas tradicionais de cartões deu lugar a um ecossistema mais completo: o volume de crédito concedido saltou 161%, se aproximando da marca de R$400 milhões, enquanto soluções como a Conta Global e a vertical Viaja Simples, solução de VCN para agências e operadoras de turismo, ganharam escala, aumentando a diversificação de gastos e ampliando a presença da fintech em todos os centros de custo das empresas. Para Rodrigo Tognini, CEO e cofundador da Conta Simples, os números refletem uma mudança estrutural no comportamento das empresas brasileiras, que vêm migrando de métodos tradicionais para plataformas que integram software e múltiplas possibilidades de pagamento. “O cartão corporativo deixou de ser apenas um meio de pagamento e passou a ocupar o centro da gestão financeira moderna. Hoje, o gasto já nasce controlado, com regras claras e visibilidade desde o início”, afirma o executivo. “Esse avanço mostra como o modelo de inteligência financeira está em franca ascensão, permitindo que a Conta Simples se adapte à operação de cada empresa — e não o contrário”, completa. Este avanço acompanha movimentos amplos do setor financeiro global. Estudos da PwC indicam o fortalecimento das fintechs na concessão de crédito digital, enquanto levantamentos da Visa Consulting & Analytics apontam a expansão consistente do uso de cartões corporativos no Brasil, impulsionada pela busca por maior rastreabilidade. Em um cenário onde o market share de cartões nas transações corporativas totais ainda é pequeno, a Conta Simples enxerga um vasto potencial de crescimento ao substituir processos burocráticos por tecnologia de ponta. A evolução do produto em 2025 foi marcada pela entrega de 158 novas funcionalidades, resultando em um ganho direto de produtividade para o mercado. Ao todo, a plataforma permitiu que seus clientes economizassem mais de 430 mil horas de trabalho operacional no último ano, gerando uma economia estimada de R$ 47 milhões para os caixas das empresas usuárias. Esse amadurecimento atraiu um perfil de cliente mais sofisticado, com um crescimento de 35% em sua base de heavy users, que utilizam a ferramenta como seu principal pilar de governança. Ao integrar crédito, tecnologia e gestão, a Conta Simples encerrou 2025 reforçando que a escala do negócio está diretamente ligada à sua capacidade de executar inovação de forma consistente. Com a liderança consolidada, a companhia direciona suas prioridades para 2026 com foco na ampliação da oferta de crédito, na evolução contínua da plataforma e no fortalecimento das ferramentas de controle e governança financeira. “Nosso objetivo para 2026 é aprofundar ainda mais a integração entre tecnologia e gestão, ampliando o acesso ao crédito e entregando soluções cada vez mais conectadas à realidade operacional das empresas”, argumenta Rodrigo. “Queremos seguir como a principal solução de gestão de despesas e pagamentos corporativos do mercado, sendo um aliado na tomada de decisões estratégicas das empresas”, finaliza Tognini.
- FinOps ganha espaço no varejo como estratégia para controlar custos de tecnologia
Um dos maiores desafios enfrentados por empresas do setor de varejo é como equilibrar a expansão tecnológica com o controle rigoroso de custos. É neste contexto que o FinOps , disciplina que une finanças e operações de tecnologia, ganha protagonismo como estratégia para gestão eficiente de gastos sem limitar a inovação. O FinOps tem se consolidado como um modelo de gestão financeira orientado por dados, que envolve áreas de tecnologia, finanças e negócios na tomada de decisões sobre os gastos com infraestrutura digital, especialmente na nuvem. Estudos recentes apontam que organizações que adotam práticas de FinOps conseguem, em média, reduzir custos com computação em nuvem entre 25% e 35% já no primeiro ano de implementação e aceleram o retorno sobre investimentos em tecnologia, ao mesmo tempo que diminuem desperdícios e aumentam a transparência na gestão de recursos. Para o varejo, setor que depende intensamente de tecnologia para gestão de estoques, atendimento ao cliente e operações omnichannel, esse equilíbrio entre controle financeiro e agilidade tecnológica é fundamental. Segundo especialistas, o FinOps não apenas ajuda a reduzir despesas, mas transforma a maneira como as empresas pensam seus investimentos em tecnologia, conectando gastos à geração de valor e ao crescimento sustentável. “ No varejo atual, investir em tecnologia não é mais uma opção, é uma necessidade. Mas simplesmente gastar mais não garante melhores resultados. O FinOps nos permite controlar esses gastos com inteligência, de forma que cada real investido gere impacto direto na operação, na eficiência e na experiência do cliente ”, afirma Eduardo Glazar , Chief Strategy Officer (CSO) da Globalsys , uma das principais empresas que atuam com soluções de FinOps no Brasil. Glazar reforça que a abordagem FinOps ajuda varejistas a romper a ideia de que controle de custos limita o crescimento: “Quando você tem visibilidade real dos gastos e alinhamento entre tecnologia, finanças e negócios, é possível direcionar investimentos para inovação com segurança, criando um ambiente onde a tecnologia impulsiona o crescimento, e não o sufoca.” Empresas que implementam práticas FinOps obtêm vantagem competitiva ao reduzir desperdícios, melhorar a governança dos gastos e acelerar decisões estratégicas. Esse novo paradigma, que transforma o controle de custos em um aliado da inovação, tem sido cada vez mais adotado por redes varejistas que enfrentam margens apertadas e exigência por eficiência operacional. Com o avanço da digitalização e o aumento de gastos com ambientes em nuvem, o FinOps surge não apenas como mecanismo de economia, mas como disciplina essencial para assegurar que os investimentos em tecnologia sejam sustentáveis, transparentes e alinhados com os objetivos de longo prazo das empresas. Glazar reforça que a abordagem FinOps ajuda varejistas a romper a ideia de que controle de custos limita o crescimento: “Quando você tem visibilidade real dos gastos e alinhamento entre tecnologia, finanças e negócios, é possível direcionar investimentos para inovação com segurança, criando um ambiente onde a tecnologia impulsiona o crescimento, e não o sufoca.” Empresas que implementam práticas FinOps obtêm vantagem competitiva ao reduzir desperdícios, melhorar a governança dos gastos e acelerar decisões estratégicas. Esse novo paradigma, que transforma o controle de custos em um aliado da inovação, tem sido cada vez mais adotado por redes varejistas que enfrentam margens apertadas e exigência por eficiência operacional. Com o avanço da digitalização e o aumento de gastos com ambientes em nuvem, o FinOps surge não apenas como mecanismo de economia, mas como disciplina essencial para assegurar que os investimentos em tecnologia sejam sustentáveis, transparentes e alinhados com os objetivos de longo prazo das empresas.
- Criptomoedas terão novas regras no Brasil a partir de fevereiro de 2026: entenda o que muda para corretoras e investidores
O mercado brasileiro de ativos virtuais entra em um novo capítulo a partir de 2 de fevereiro de 2026 , quando passam a vigorar as três resoluções do Banco Central (BCB) que estabelecem o regime regulatório para PSAV (Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais) e SPSAV (Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais). O Brasil já ocupa a 5ª posição mundial em adoção de ativos virtuais, segundo relatório da Chainalysis, e movimenta bilhões mensalmente em operações digitais. Com a consolidação da Lei nº 14.478/2022 , o país passa a ter um dos arcabouços legais mais abrangentes da América Latina, e as regras que entram em vigor em 2026 devem redefinir a atuação de exchanges — plataformas onde as pessoas compram, vendem e trocam criptoativos como Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais — e para os prestadores de serviços de ativos virtuais. O objetivo do regulador é criar padrões mínimos de segurança, transparência, governança e proteção ao consumidor, aproximando o setor ao nível de exigência aplicado ao sistema financeiro tradicional. Segundo o especialista em tecnologias financeiras e CRO da Azify, Gustavo Siuves, o efeito principal será a maturação do mercado. “O Brasil está seguindo a rota dos países que estruturaram marcos sólidos para ativos virtuais. As novas regras permitem o avanço da inovação e estabelecem profissionalismo. Para operar com escala e longevidade no país, será preciso comprovar controles reais, governança robusta e capacidade financeira compatível com a complexidade do setor.” Além da PSAV e SPSAV, o artigo 20 da Resolução BCB nº 520/2025 também permite que outros tipos de instituições autorizadas prestem serviços relacionados a ativos virtuais, desde que enquadradas nos parâmetros regulatórios. O que muda: os pilares da regulamentação O novo marco regulatório se apoia em quatro eixos centrais. São eles: Governança e estrutura societária mínimas As empresas deverão adotar estrutura jurídica compatível com o nível de risco operacional e com suas funções, com administradores residentes no país, antecedentes limpos e experiência comprovada na área financeira ou de tecnologia. O BC avaliará, caso a caso, capacidade técnica e alinhamento com as atividades pretendidas. Solidez financeira proporcional às atividades As resoluções já substituíram os valores fixos da proposta inicial por uma metodologia proporcional ao risco e ao conjunto de atividades desempenhadas . Isso significa que cada empresa terá um nível de exigência próprio, algo que, segundo o advogado Eduardo Bruzzi, especialista em Direito Regulatório Bancário e de Pagamentos e sócio do escritório Becker Bruzzi Lameirão Advogados, exige atenção especializada. “O novo cálculo é individualizado e considera a natureza específica de cada operação. Não existe mais um valor único aplicável a todas as categorias. Cada caso é um caso e por isso, planejamento antecipado é essencial para evitar surpresas ao longo do processo de autorização.” Infraestrutura tecnológica auditável O BC pode exigir certificações independentes sobre segurança cibernética, resiliência operacional, proteção de dados e continuidade de negócios. Os sistemas precisam ser auditáveis e integráveis aos mecanismos de supervisão. Regras rígidas de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) e combate ao financiamento do terrorismo (CFT) As empresas deverão implementar monitoramento contínuo de transações, além de KYC/KYB aprofundado — isto é, procedimentos de ‘Conheça seu Cliente’ e ‘Conheça seu Negócio’, que verificam a identidade de usuários e empresas, confirmam documentos, analisam o quadro societário e validam a origem dos recursos. Também será obrigatório manter trilhas de auditoria, controles de risco e políticas proporcionais ao porte e à complexidade da operação. Gustavo Siuves reforça: “O compliance não é mais opcional. O Banco Central verificará não apenas se as políticas existem, mas se funcionam de fato. Controles que funcionam na prática serão decisivos para aprovação ou indeferimento.” Como será o processo de autorização? O processo de autorização junto ao Banco Central seguirá um fluxo estruturado em etapas. Primeiro, as empresas deverão protocolar um requerimento formal contendo toda a documentação comprobatória exigida pelo regulador. Esse dossiê incluirá desde documentos societários e demonstrativos financeiros até comprovações técnicas da infraestrutura operacional. Após o protocolo, o BC iniciará uma análise técnica detalhada que poderá demandar esclarecimentos adicionais, apresentação de documentos complementares ou até mesmo visitas de supervisão in loco, dependendo da complexidade e do porte da operação pretendida. O prazo para conclusão da análise ainda não foi divulgado oficialmente pelo Banco Central, mas especialistas estimam que processos dessa natureza possam levar de seis meses a um ano, considerando a necessidade de validações técnicas, jurídicas e operacionais. De acordo com Eduardo Bruzzi, o rigor é proposital: "O Banco Central está sinalizando que prestadores de serviços de ativos virtuais serão tratados como instituições financeiras em termos de responsabilidade. O nível de diligência exigido é equivalente e o setor precisa se reorganizar para esse novo patamar", ressalta o advogado. Uma vez aprovado, o PSAV ou SPSAV receberá autorização formal para operar e será incluído no registro público mantido pelo BC. A partir daí, a instituição estará sujeita à supervisão contínua, podendo ser auditada periodicamente para verificação do cumprimento das obrigações regulatórias. O que acontece a partir de fevereiro de 2026 A partir de fevereiro de 2026, quando as novas regras passam a vigorar, inicia-se oficialmente o período de transição. As empresas que já operam no mercado poderão continuar funcionando, desde que iniciem o processo de autorização dentro dos prazos estabelecidos pelo Banco Central. Já os novos entrantes só poderão começar a operar após a aprovação formal do regulador. As entidades que optarem por atuar sem autorização estarão sujeitas a sanções administrativas, civis e criminais, além de possíveis restrições operacionais que podem comprometer totalmente a continuidade do negócio. Para Gustavo Siuves, o momento deve ser encarado como oportunidade: “Estamos diante da maior reorganização regulatória da história do setor. As novas regras exigem preparo estrutural, tecnológico e jurídico, e marcarão uma fase de maior maturidade para o mercado de ativos virtuais no Brasil. O cenário tende a se tornar mais estável, com operações mais qualificadas e aderentes às boas práticas internacionais”. Um setor que entra em 2026 mais técnico, regulado e competitivo A implementação plena do marco regulatório inaugura uma fase de profissionalização do mercado de ativos virtuais no Brasil. Exchanges, custodians, infra providers e intermediários precisarão demonstrar maturidade operacional semelhante à de instituições financeiras tradicionais. E, embora o processo seja rigoroso, especialistas são unânimes em afirmar: a regulação tende a fortalecer a competitividade, aumentar a confiança do consumidor e atrair players internacionais com histórico de compliance.
- Movimentações via PIX: 5 cuidados práticos para não cair na malha fina da Receita
O PIX consolidou-se como o principal meio de pagamento no Brasil e passou a concentrar grande parte das transações realizadas por pessoas físicas e empresas. A agilidade do sistema ampliou a circulação de recursos nas contas bancárias e reforçou a atenção da Receita Federal sobre a compatibilidade entre a renda declarada e o volume movimentado ao longo do tempo. Ao contrário do que muitos contribuintes imaginam, o PIX não é tributado. O sistema funciona apenas como meio de pagamento. O que está no radar do Fisco é a origem dos recursos e a coerência entre os rendimentos informados no Imposto de Renda e as movimentações financeiras realizadas. O que a Receita Federal efetivamente monitora A Receita Federal não acompanha transferências individualmente nem realiza fiscalização em tempo real. O controle é sistêmico e automatizado, voltado à análise do comportamento financeiro consolidado de cada CPF ou CNPJ. Segundo a Orsitec, o foco da fiscalização está no volume global movimentado e na consistência desses valores com os rendimentos declarados. “O sistema da Receita hoje é altamente eficiente. O contribuinte não cai na malha fina necessariamente porque o fiscal 'olhou' sua conta, mas porque o algoritmo detectou uma discrepância matemática entre o que entrou no banco e o que foi declarado”, explica o economista e analista de Mercado da empresa, João Victor da Silva. e-Financeira reúne os dados enviados ao Fisco O principal instrumento desse acompanhamento é a e-Financeira, declaração obrigatória encaminhada periodicamente à Receita Federal por bancos tradicionais, bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento. Nesse documento, são informados os valores globais movimentados mensalmente quando ultrapassam R$ 5 mil no caso de pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas. A declaração não detalha cada transação, mas fornece ao Fisco uma visão consolidada da movimentação financeira, posteriormente cruzada com os dados do Imposto de Renda. Padrões que costumam exigir atenção Não existe um valor único que, isoladamente, determine o início de uma fiscalização. O que chama a atenção da Receita Federal são padrões recorrentes, como: Movimentar valores superiores à renda declarada de forma contínua; Receber pagamentos frequentes — ainda que em pequenos valores; Ter entradas regulares de diferentes CPFs; Utilizar conta pessoal para atividades que caracterizam geração de renda. Esses comportamentos podem ser interpretados como indícios de atividade econômica não declarada, como prestação de serviços ou venda de produtos. Desorganização financeira é o principal fator de risco De acordo com a Orsitec, a maioria dos questionamentos fiscais não decorre de fraude deliberada, mas de desorganização financeira. Entre os erros mais comuns estão deixar de declarar rendimentos recebidos por PIX, não formalizar doações ou empréstimos e misturar contas pessoais e empresariais. Quando inconsistências são confirmadas, o contribuinte pode ser chamado a prestar esclarecimentos, ter o imposto recalculado com incidência de juros pela taxa Selic e sofrer multas que podem chegar a 150% do valor devido. Cinco cuidados essenciais para evitar riscos fiscais Manter organização e transparência é a principal estratégia para reduzir riscos. Em um ambiente cada vez mais orientado por dados, a coerência entre renda declarada e movimentação financeira tornou-se condição essencial para garantir previsibilidade e segurança na relação com a Receita Federal. Declare a origem, não o meio: Todo rendimento deve ser declarado, independentemente de ser PIX ou espécie. Separe o profissional do pessoal: Mantenha contas distintas para evitar confusão patrimonial. Formalize operações: Documente doações e empréstimos por meio de contratos. Emita notas fiscais: Indispensável para autônomos e empresas registrarem suas receitas. Busque apoio especializado: O acompanhamento contábil periódico corrige distorções antes que virem problemas. PIX e fiscalização PIX paga imposto? Não. O imposto incide sobre a renda, não sobre a ferramenta. Existe valor máximo "livre"? Não. O que importa é a compatibilidade com sua renda declarada. Receber muitos PIX pequenos é um risco? Sim, se houver frequência que caracterize renda não declarada.
- Startup goiana cria tecnologia que reduz custos e muda a dinâmica dos escritórios contábeis
A complexidade do sistema tributário brasileiro costuma aparecer no lugar mais caro possível: no retrabalho, na guia refeita, no cliente que questiona e na contabilidade afogada em semanas decisivas. Foi dentro dessa rotina, observando como pequenos erros viravam grandes custos à medida que a carteira crescia, que nasceu a Sittax, empresa de tecnologia tributária criada em Goiânia (GO), com foco exclusivo no Simples Nacional. “Nós percebemos cedo que o ‘simples’ só ficava no nome. O contador estava preso em tarefas repetitivas e quanto mais a carteira crescia, mais o operacional engolia tempo e previsibilidade”, afirma Alan Arantes, CEO da Sittax. “Como transformar uma rotina pesada em um processo confiável, que permita crescer sem perder qualidade?”, questiona o empresário. Quando a demanda aperta, a automação aparece Hoje, a Sittax atua como uma camada de inteligência fiscal que se conecta à operação dos escritórios contábeis e ajuda a colocar assertividade onde normalmente há erros. É nesse ecossistema que o Sittax Simples assume a linha de frente da rotina mensal. A solução hiperautomatiza 20 etapas fiscais do Simples Nacional, como apuração, geração de guias, validações e auditorias em lote, enquanto o Sittax Recupera amplia o papel consultivo do contador ao mapear oportunidades de recuperação de créditos tributários diretamente a partir da integração com o e-CAC. “O que faz a Sittax crescer diariamente, nos últimos sete anos, é um compromisso que não tem glamour, mas tem impacto: reduzir erro, cortar retrabalho e devolver tempo para o contador fazer o que só ele sabe fazer, orientar decisões e dar segurança ao cliente”, diz Arantes. “Na temporada de Imposto de Renda, quando o volume dispara, os prazos encurtam e qualquer falha tende a se multiplicar, a gente não vende discurso, mas sim previsibilidade e estrutura para o contador assumir uma posição mais estratégica com seus clientes”. O próximo passo já está em movimento Em 2025, a Sittax fechou o ano com mais de 4.600 novos clientes, crescimento Impulsionado principalmente por escritórios que ampliaram carteira sem aumentar a equipe no mesmo ritmo. Segundo a empresa, a busca por padronização fiscal e redução de retrabalho passou a ser um critério de sobrevivência, não apenas de eficiência. Com a Reforma Tributária e o avanço do cruzamento automatizado de dados por parte do Fisco, temas como consistência cadastral, rastreabilidade das operações e histórico fiscal tendem a ganhar ainda mais peso nos próximos ciclos. “O futuro não vai premiar quem só corre mais. Vai premiar quem erra menos”, afirma Arantes. “Estamos investindo para ser a base tecnológica que permita ao contador crescer sem perder controle sobre o que está sendo apurado, declarado e entregue ao cliente”. Para um mercado que começa a incorporar inteligência artificial na rotina contábil, a lógica, segundo a Sittax, é clara: deixar a máquina assumir o repetitivo e usar o tempo humano para aquilo que não cabe em uma planilha: análise, orientação e relacionamento
- Recebíveis deixam de ser apenas fluxo de caixa e passam a ser ferramenta de eficiência tributária para médias empresas
Em um ambiente de juros elevados, crédito bancário mais restrito e maior pressão por eficiência com o avanço da reforma tributária, médias empresas brasileiras estão passando a tratar os recebíveis como um ativo estratégico de gestão, e não apenas como fluxo de caixa. A reorganização desses ativos tem permitido reduzir custos financeiros, melhorar a previsibilidade do caixa e gerar ganhos indiretos de eficiência tributária. Dados da Uqbar Educação e Informação Financeira mostram que o mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ultrapassou a marca de R$ 800 bilhões em patrimônio líquido em 2025, com estimativa de chegar a R$1 trilhão em 2026, impulsionado principalmente pela demanda de médias empresas por alternativas ao crédito bancário tradicional. Na prática, esses fundos muitas vezes operam como um "banco próprio" da empresa, financiando suas operações a partir dos próprios recebíveis estruturados. Companhias que estruturam melhor seus recebíveis conseguem reduzir de forma relevante o custo total do capital de giro ao longo do ano, ao diminuir a dependência de linhas emergenciais de curto prazo, geralmente mais caras. Segundo estimativas do setor financeiro, empresas que alinham o ciclo de recebimento ao calendário de pagamento de tributos conseguem reduzir em até dois dígitos percentuais os custos financeiros associados à operação, além de mitigar descasamentos entre faturamento, recolhimento de impostos e obrigações com fornecedores. Esse desalinhamento, comum em modelos tradicionais, gera um custo “invisível” que pressiona margens e aumenta a necessidade de endividamento. “Recebíveis mal estruturados criam uma distorção silenciosa: a empresa paga impostos antes de receber o caixa correspondente e acaba financiando esse intervalo com crédito caro. Isso eleva o custo financeiro e reduz a eficiência do negócio”, afirma Thiago Eik, CEO da Bankme. Nesse contexto, cresce a adoção dos chamados mini bancos, estruturas que permitem às empresas internalizar funções financeiras como gestão de recebíveis, controle de pagamentos, organização do fluxo de caixa e acesso a crédito estruturado. Ao operar dessa forma, a companhia passa a decidir de maneira estratégica quando antecipar recebíveis, como organizar prazos e qual a melhor estrutura de funding para sustentar sua operação. Na prática, esse modelo aproxima médias empresas de práticas financeiras antes restritas a grandes grupos econômicos. Com maior controle sobre seus fluxos, o empresário consegue integrar decisões financeiras e tributárias, indo além do planejamento fiscal tradicional e adotando uma gestão baseada em dados e previsibilidade. “O mini banco dá visibilidade e poder de decisão. Quando a empresa entende seus recebíveis como ativo estratégico, ela reduz a dependência de crédito bancário, melhora o caixa e ganha eficiência operacional e tributária ao mesmo tempo”, explica Eik. A consolidação desse modelo reflete uma mudança estrutural na gestão financeira das médias empresas brasileiras. Em um contexto de crédito mais caro e maior rigor fiscal, os recebíveis deixam de ser apenas consequência das vendas e passam a ocupar um papel central na estratégia de eficiência, competitividade e sustentabilidade do negócio.
- 5 anos de Open Finance: o que avançou, o que ainda limita a adoção e como isso afeta o bolso do brasileiro
Cinco anos após o lançamento do Open Finance no Brasil, que entrou em vigor em fevereiro de 2021 , o sistema que promete ampliar a concorrência bancária, reduzir o custo do crédito e dar mais controle financeiro aos consumidores já alcançou números expressivos, mas ainda enfrenta um obstáculo central: a confiança do usuário. Embora 76% dos brasileiros conheçam a tecnologia, apenas 37% autorizam, de fato, o compartilhamento de seus dados financeiros. É o que mostra o estudo inédito “Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro” , conduzido pela Lina Open X por meio da plataforma de consumer insights da MindMiners, com 1.000 respondentes brasileiros, em dezembro de 2025. Segundo a pesquisa, 76,8% dos entrevistados afirmam conhecer o Open Finance, porém, apenas 37,1% autorizaram o compartilhamento de dados. Mesmo assim, 75,2% gostariam de poder consolidar suas múltiplas contas em um único aplicativo. O contraste ajuda a explicar por que, apesar da tecnologia robusta, o Open Finance ainda opera abaixo de seu potencial. Dados do dashboard do Open Finance Brasil indicam que o sistema acumulava, em novembro de 2025, cerca de 143 milhões de consentimentos ativos para compartilhamento de dados entre instituições participantes. Para Murilo Rabusky, Diretor de Negócios da Lina Open X, o número cresce de forma consistente, mas ainda deixa de fora uma parcela relevante da população que desconhece a tecnologia ou nunca foi estimulada a compartilhar seus dados para obter algum benefício concreto. “Estamos diante de uma tecnologia que funciona, é segura, está amplamente disponível e é frequentemente percebida como útil por quem já utilizou, mas que ainda depende de uma adoção mais estratégica por parte das instituições do mercado, que podem utilizar os dados compartilhados em benefício dos seus clientes, aumentando a percepção de valor e, consequentemente, a adesão”, avalia. Mais de 1/3 dos brasileiros ainda faz controle manual de gastos A pesquisa revela um descompasso que vai além do Open Finance e reflete a relação dos brasileiros com ferramentas financeiras digitais. Enquanto 71,8% afirmam que a tecnologia ajuda a melhorar a relação com o dinheiro, apenas 18,9% utilizam aplicativos de controle financeiro no dia a dia. A diferença de 52,8 pontos percentuais entre percepção positiva e uso efetivo evidencia uma lacuna comportamental. Esse distanciamento aparece também nos hábitos de controle de gastos. Segundo o levantamento da Lina Open X, 31,6% dos brasileiros ainda registram despesas manualmente, em cadernos ou planilhas, e 16,1% não fazem nenhum tipo de controle financeiro. Na prática, ferramentas digitais amplamente disponíveis seguem subutilizadas. “Esse gap mostra que o problema deixou de ser tecnológico. Hoje, a barreira é comportamental, ligada à conveniência e à forma como as pessoas entendem e utilizam as ferramentas de finanças pessoais”, afirma Rabusky. Para 81% dos brasileiros, aplicativo é o principal canal de relacionamento com bancos O estudo aponta ainda um baixo aproveitamento das funcionalidades de educação financeira oferecidas pelos próprios bancos. Embora 81% dos brasileiros afirmem que o aplicativo é o principal canal de relacionamento com a instituição financeira, apenas 23,1% seguem as orientações financeiras personalizadas recebidas por esse meio. Outros 25,7% recebem, mas raramente colocam em prática, e 13,1% simplesmente ignoram o conteúdo. O descompasso ajuda a entender por que apenas 26% dos brasileiros conseguem poupar todos os meses e somente 12,8% se sentem totalmente preparados para lidar com imprevistos financeiros, como perda de renda ou despesas emergenciais. “Os bancos e as fintechs avançaram muito em digitalização, mas grande parte desse esforço ainda não se traduz em mudança concreta de comportamento quando o assunto é educação financeira, controle de gastos e formação de poupança. Existe uma grande oportunidade para transformar os aplicativos bancários em ferramentas efetivas de educação e gestão financeira integrada à rotina das pessoas, desde que a usabilidade, o engajamento e a personalização sejam tratados como parte fundamental da estratégia de diferenciação e fidelização de clientes”, diz o especialista. Impacto real para quem aderiu Apesar dos inúmeros desafios, os cinco anos de Open Finance já trouxeram ganhos concretos para os usuários que autorizaram o compartilhamento de dados. Lançado pelo Banco Central em fevereiro de 2021, o sistema registrou crescimento de 44% no último ano e consolidou o Brasil como um dos principais mercados globais de finanças abertas, com cerca de 2,3 bilhões de requisições de dados bem-sucedidas por semana, segundo a Febraban . O impacto mais visível está no crédito. Com acesso a um histórico financeiro mais amplo, instituições conseguem avaliar melhor o risco do cliente, o que tende a resultar em taxas menores para bons pagadores. A partir de fevereiro de 2026, a portabilidade de crédito via Open Finance deve reduzir o prazo do processo de cinco para três dias úteis, com acompanhamento digital em tempo real. “Exemplificando, um financiamento de veículo contratado a 2,8% ao mês em 2022 pode hoje ser portado para uma taxa em torno de 1,9%. Em um saldo devedor de 30 mil reais, a economia pode ultrapassar 3 mil reais. No crédito pessoal, a redução da taxa pode representar até 40% no custo total do empréstimo”, explica Murilo. Segurança técnica X segurança percebida Do ponto de vista técnico, o Open Finance brasileiro opera com múltiplas camadas de proteção. O compartilhamento de dados ocorre apenas mediante consentimento explícito, segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) , utiliza criptografia e é supervisionado pelo Banco Central. O usuário pode revogar autorizações a qualquer momento. Ainda assim, a percepção de risco permanece elevada. Para 56,3% dos entrevistados na pesquisa da Lina Open X, segurança e medo de golpes são a principal preocupação em relação aos meios de pagamento digitais. “A segurança no Open Finance é comparável, ou até superior, à de transações bancárias tradicionais, porque há padrões e protocolos internacionais, auditoria constante e transparência sobre o uso dos dados. O desafio é transformar essa segurança técnica em segurança percebida”, afirma o Diretor da Lina Open X. Educação financeira segue como entrave estrutural O estudo também aponta limitações que vão além da tecnologia. Quase 37% dos brasileiros afirmam nunca ter recebido qualquer tipo de orientação em educação financeira, enquanto 26% buscam conhecimento por conta própria. Entre os principais obstáculos para uma vida financeira mais equilibrada estão a falta de renda (27%) e a ausência de hábito e disciplina no planejamento e controle dos gastos (26%). “É fundamental compreender que o Open Finance é uma ferramenta poderosa, mas que não resolve sozinha problemas estruturais. Ele pode facilitar o acesso a crédito mais barato e melhorar o controle financeiro, mas precisa caminhar junto com iniciativas efetivas de educação, prevenção ao superendividamento e incentivo à poupança, para ajudar cada vez mais a população brasileira”, avalia o especialista. Reconhecendo essa lacuna, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional publicaram a Resolução Conjunta nº 8 , que passou a vigorar em julho de 2024 e regulamenta as medidas de educação financeira que devem ser adotadas por instituições financeiras e de pagamento. A norma estabelece que as instituições devem implementar políticas voltadas para a organização do orçamento pessoal e familiar, formação de poupança e resiliência financeira, além da prevenção ao inadimplemento e ao superendividamento. Com essa regulamentação, o setor financeiro passa a ter responsabilidade formal na promoção da educação financeira de seus clientes, transformando o que antes era uma recomendação em uma obrigação regulatória com metas e indicadores de efetividade. Open Finance: o que vem pela frente? Para 2026, o avanço do PIX Automático, a ampliação da jornada sem redirecionamento e a inclusão de pequenas e médias empresas no sistema devem reforçar a percepção de valor do Open Finance. Hoje, menos de 10% dos consentimentos são de pessoas jurídicas, e a expectativa é facilitar o acesso a crédito para capital de giro. Com mais de 900 instituições participantes, mais de 143 milhões de consentimentos ativos e investimentos bilionários, o Brasil se consolidou como líder global em Open Finance. Ainda assim, os dados indicam que uma parcela significativa dos benefícios permanece fora do alcance de milhões de brasileiros. “Não se trata mais de construir infraestrutura ou esperar por regulação. Isso já foi feito. O desafio agora é mostrar, com exemplos concretos, que o compartilhamento seguro de dados pode gerar economia real e melhorar a saúde financeira dos brasileiros”, ressalta Murilo Rabusky. Cinco anos após sua criação, o Open Finance brasileiro avançou de forma consistente em tecnologia e escala. O próximo passo, no entanto, depende menos de sistemas e mais de casos de uso concretos e estratégias de negócios consistentes, para que a promessa de um sistema financeiro mais eficiente chegue, de fato, ao bolso do consumidor.
- O que é uma adquirente e por que ela se tornou peça-chave no avanço das fintechs
O crescimento acelerado do mercado de fintechs colocou os meios de pagamento no centro da estratégia de negócios. Segundo a consultoria Allied Market Research, o setor global de fintechs deve crescer a uma taxa média anual de 23% até 2028, impulsionado principalmente por soluções de pagamento digital, Banking as a Service (BaaS) e marketplaces. Por esse motivo, a figura da adquirente também chamada de credenciadora passou a ter papel estrutural para empresas que operam com transações financeiras. A adquirente é a empresa responsável por conectar o lojista, aplicativo ou plataforma ao sistema de cartões, viabilizando a autorização, o processamento e a liquidação das transações. É ela quem recebe a operação iniciada no ponto de venda físico ou digital, encaminha à bandeira do cartão e ao banco emissor e, após a aprovação, organiza o repasse dos valores ao recebedor. “Sem a adquirente, o pagamento com cartão simplesmente não acontece. Ela é a espinha dorsal da transação”, afirma Segundo Rafael Franco , CEO da Alphacode , empresa especializada no desenvolvimento de plataformas financeiras digitais Na prática, quando um usuário realiza uma compra em um aplicativo ou e-commerce, a transação percorre uma cadeia que envolve sistema de venda, adquirente, bandeira e banco emissor. Após a autorização, a credenciadora é responsável por organizar prazos de liquidação, taxas, parcelamentos e a chamada agenda de recebíveis, etapa que impacta diretamente o fluxo de caixa do negócio. Esse papel ganhou ainda mais relevância à medida que as fintechs passaram a assumir funções tradicionalmente bancárias. Dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) indicam que mais de 60% das fintechs brasileiras já oferecem alternativas completas ao sistema financeiro tradicional, incluindo contas digitais, crédito e soluções de pagamento integradas. A adquirência deixou de ser apenas um serviço operacional. “Ela interfere diretamente na capacidade de escalar, na taxa de conversão das transações, na margem financeira e no controle de risco”, explica Franco. Falhas de autorização ou instabilidade no processamento, por exemplo, resultam em abandono de compra quase imediato, especialmente em aplicativos móveis. Outro ponto sensível está no impacto financeiro. Taxas de MDR, prazos de repasse e condições de antecipação de recebíveis podem alterar de forma significativa o resultado de fintechs que operam com alto volume transacional. Estudo da McKinsey mostra que consumidores que utilizam meios de pagamento digitais gastam, em média, 30% mais do que aqueles que usam dinheiro físico o que amplia a relevância de uma operação de adquirência eficiente. Além disso, a gestão de risco se tornou central. Chargebacks, fraudes e disputas fazem parte do cotidiano das operações financeiras digitais. “A forma como a adquirência é estruturada influencia a previsibilidade de caixa e até a saúde financeira da empresa”, avalia o executivo. A confusão entre adquirente, gateway e subadquirente ainda é comum no mercado. A adquirente é quem processa e liquida a transação. O gateway funciona como a camada tecnológica que conecta o checkout a diferentes provedores e pode oferecer roteamento e redundância. Já a subadquirente atua como intermediária, muito utilizada em marketplaces e plataformas com múltiplos recebedores, facilitando a entrada de lojistas no ecossistema. A escolha entre esses modelos envolve trade-offs. “Cada decisão tem implicações claras em custo, controle, risco regulatório e capacidade de escalar”, afirma Franco. Por isso, a definição da adquirência passou a ser tratada como decisão estratégica, e não apenas técnica. Ao avaliar uma adquirente, especialistas recomendam observar estabilidade da operação, qualidade das APIs, capacidade de suporte, prazos de liquidação e políticas de chargeback. Também é fundamental entender se a estrutura suporta modelos mais complexos, como split de pagamentos, recorrência e múltiplos recebedores, cada vez mais comuns no universo fintech. “A adquirente é infraestrutura crítica. Em muitos casos, ela define se o produto vai crescer de forma previsível ou acumular problemas operacionais ao longo do caminho. Em um ecossistema financeiro cada vez mais digital, a solidez dessa escolha se tornou um dos fatores que separam operações escaláveis de projetos que não passam do piloto.”, conclui Franco.














