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- Bem-estar e impacto social como pilares de eventos corporativos em 2026
Durante muitos anos, eventos corporativos foram planejados com foco quase exclusivo em objetivos comerciais. Lançamentos de produtos, convenções, congressos e encontros internos serviam principalmente para apresentar números, alinhar discursos e reforçar metas. A experiência das pessoas, embora mencionada, raramente era prioridade real. Esse cenário mudou de forma consistente nos últimos anos e, em 2026, essa mudança já está consolidada. Bem-estar e impacto social deixaram de ser elementos acessórios e passaram a ocupar o centro das decisões estratégicas. Hoje, eles influenciam desde o formato do evento até o conteúdo, a duração, a escolha do local e dos parceiros envolvidos. Mais do que uma tendência, trata-se de uma resposta direta às transformações no mundo do trabalho, no comportamento das pessoas e na forma como marcas e empresas são avaliadas pela sociedade. Eventos corporativos como reflexo da cultura da empresa Um evento sempre comunica algo, mesmo quando isso não é intencional. Ele revela como a empresa se relaciona com o tempo das pessoas, como lida com diversidade, como entende responsabilidade social e até como enxerga seus próprios colaboradores. Em um contexto de trabalho híbrido, excesso de reuniões online e maior consciência sobre saúde mental, reunir pessoas presencialmente se tornou algo valioso. Justamente por isso, encontros longos, cansativos e excessivamente formais passaram a gerar rejeição em vez de engajamento. Em 2026, eventos corporativos são avaliados pela qualidade da experiência que oferecem. Não basta entregar conteúdo. É preciso criar um ambiente em que as pessoas consigam estar presentes de verdade, sem sensação de exaustão ou sobrecarga. Bem-estar como estrutura, não como detalhe O conceito de bem-estar em eventos amadureceu. Ele deixou de se limitar a ações pontuais, como oferecer opções de alimentação saudável ou incluir uma atividade de relaxamento no cronograma. Hoje, bem-estar é uma decisão estrutural. Está presente na forma como a agenda é desenhada, no respeito às pausas, na escolha de espaços confortáveis e acessíveis, na preocupação com iluminação, acústica e circulação. Também aparece na maneira como o conteúdo é organizado, com menos excesso de informação e mais espaço para reflexão e troca. Há uma compreensão mais clara de que eventos não precisam ser intensos para serem impactantes. Pelo contrário. Programações mais equilibradas, com momentos de conversa, silêncio e descanso, tendem a gerar maior conexão e engajamento. Além do aspecto físico, há uma atenção crescente ao bem-estar mental e emocional. Linguagens menos rígidas, conteúdos mais humanos e reconhecimento dos desafios reais do dia a dia de trabalho ajudam a criar um ambiente mais seguro e acolhedor. Em 2026, isso não é visto como fragilidade, mas como maturidade organizacional. A saúde mental entra definitivamente na pauta A saúde mental deixou de ser um assunto restrito a campanhas internas ou ações isoladas de recursos humanos. Ela passou a influenciar diretamente a forma como eventos corporativos são pensados. Não faz mais sentido promover encontros grandiosos que exigem jornadas excessivas, agendas engessadas e participação obrigatória em todas as atividades. Esse modelo, além de desgastante, se mostra ineficaz. Eventos mais alinhados com 2026 oferecem escolhas. Permitem que as pessoas participem do que faz sentido para elas, respeitam limites e reconhecem que cada participante chega com diferentes níveis de energia, expectativas e necessidades. O resultado costuma ser simples e direto: pessoas mais engajadas, mais abertas ao diálogo e mais dispostas a contribuir. Impacto social além do discurso Se o bem-estar cuida de quem está dentro do evento, o impacto social amplia o olhar para fora. E aqui também houve uma mudança importante de mentalidade. Durante muito tempo, ações sociais em eventos corporativos foram tratadas como apêndices simbólicos. Doações pontuais ou ativações desconectadas do propósito da empresa já não geram o efeito esperado. Em 2026 , o público percebe rapidamente quando uma iniciativa existe apenas para gerar boa imagem. Impacto social relevante exige coerência. Ele nasce da conexão entre o evento, os valores da empresa e as necessidades reais da sociedade. Mais do que arrecadar recursos, eventos passaram a ser usados como espaços de mobilização, conscientização e engajamento contínuo. Quando bem estruturadas, essas ações envolvem os participantes de forma ativa, criam vínculos com causas legítimas e deixam efeitos que vão além do encerramento do evento. Sustentabilidade como expectativa básica Dentro do debate sobre impacto social, a sustentabilidade ocupa um lugar central. Em 2026, práticas sustentáveis deixaram de ser um diferencial competitivo e se tornaram uma expectativa básica. A forma como um evento lida com resíduos, materiais, fornecedores e logística é observada com atenção. O público percebe se há preocupação real com redução de desperdício, reaproveitamento de estruturas e apoio a fornecedores locais. Mais do que comunicar essas práticas em painéis ou materiais institucionais, espera-se coerência entre discurso e execução. A sustentabilidade deixou de ser um tema de palco e passou a ser um compromisso de bastidor. Eventos como espaços de escuta Outra transformação importante é o papel dos eventos como espaços de diálogo. As pessoas já não querem apenas assistir. Elas querem participar, trocar experiências e ser ouvidas. Eventos que se destacam em 2026 são aqueles que criam oportunidades reais de escuta, acolhem diferentes pontos de vista e não tentam controlar todas as narrativas. Esse tipo de ambiente fortalece confiança e gera conexões mais autênticas entre marcas, colaboradores e parceiros. A escuta, nesse contexto, não é apenas simbólica. Ela influencia decisões futuras, ajustes de estratégia e a forma como a empresa se posiciona no mundo. O impacto interno dos eventos Quando se fala em impacto social, é comum olhar apenas para fora. Mas eventos corporativos também geram efeitos profundos dentro das organizações. Eles influenciam o clima interno, o sentimento de pertencimento, o orgulho de fazer parte e até a retenção de talentos. Um evento que respeita o tempo e o bem-estar das pessoas comunica, na prática, que elas são valorizadas. Em 2026, empresas mais atentas entendem que cada evento é uma oportunidade de reforçar cultura, não apenas mensagens. Eventos corporativos deixaram de ser apenas encontros estratégicos. Eles se tornaram experiências que revelam valores, constroem relações e deixam marcas duradouras. Bem-estar e impacto social não são modismos. São respostas a um mundo mais consciente, mais exigente e mais humano. Empresas que compreendem isso criam eventos que fazem sentido para as pessoas e para a sociedade. As que ignoram, perdem relevância. A pergunta que orienta o planejamento já não é como impressionar, mas como cuidar, contribuir e conectar de forma verdadeira.
- Dia da Proteção de Dados destaca importância da segurança das informações para o crédito
Celebrado em 28 de janeiro, o Dia Internacional da Proteção de Dados ocorre em um momento em que a confiança no uso das informações se consolida como fator central para o funcionamento do mercado de crédito. Relatórios recentes do setor dos birôs de crédito indicam que o avanço da fraude digital e a maior sofisticação no uso de dados ampliam a necessidade de práticas estruturadas de proteção da informação, favorecendo decisões de crédito mais seguras e eficientes. De acordo com o Relatório Internacional de Tendências de Fraude Omnichannel, 53% das pessoas adultas, em 18 países, afirmaram ter sido alvo de golpes digitais, enquanto 29% relataram perdas financeiras associadas a fraudes on-line, por e-mail, telefone ou mensagens de texto. O estudo aponta ainda que o valor mediano das perdas chegou a US$ 1.747 no período analisado. No ambiente financeiro, dados comprometidos tendem a alimentar esquemas de fraude mais complexos. O levantamento mostra crescimento de 20% nas tentativas suspeitas de invasão de contas digitais, entre 2023 e 2024, além de aumento de 11% nas tentativas de fraude em transações financeiras no mesmo intervalo. Complementando esse cenário, o estudo Fraud Trends Update, indica que, mesmo com a redução no número de incidentes de vazamento de dados, a qualidade e a profundidade das informações expostas se tornaram mais sensíveis, elevando o potencial de uso desses dados em fraudes futuras, especialmente em crimes relacionados à identidade digital. “A proteção de dados é um tema central na sustentação do crédito. Ambientes informacionais mais seguros favorecem análises de risco mais precisas e fortalecem a confiança entre consumidores, empresas e instituições financeiras”, afirma Elias Sfeir, presidente da Associação Nacional dos Birôs de Crédito (ANBC). Em um cenário de digitalização crescente, o Dia Internacional da Proteção de Dados reforça a importância da confiança nas informações como base para a expansão sustentável do crédito e para a estabilidade do sistema financeiro. Para a ANBC, os birôs de crédito, que já atuam em ambientes com melhores práticas internacionais de segurança da informação, exercem papel estratégico ao estruturar, validar e integrar informações financeiras e cadastrais para avaliação de crédito, contribuindo para um uso mais responsável dos dados no sistema financeiro. “Dados relevantes, organizados e protegidos ampliam a eficiência do mercado e reduzem riscos associados à fraude”, finaliza Sfeir.
- Proteção de dados se consolida como alavanca de crescimento para a inclusão financeira no Brasil
No Dia Internacional da Proteção de Dados, comemorado anualmente em 28 de janeiro, a Galileo Financial Technologies , plataforma líder em tecnologia financeira, destaca como a proteção de dados e a cibersegurança se tornaram alavancas estratégicas de crescimento para bancos e fintechs que operam no Brasil. Em um mercado marcado pela rápida digitalização e por exigências regulatórias em constante evolução, uma infraestrutura moderna e segura é essencial para construir confiança, melhorar a experiência do usuário e ampliar a inclusão financeira. À medida que o banco digital se consolida como o principal ponto de entrada para serviços financeiros de milhões de brasileiros, as expectativas em relação à privacidade, ao consentimento e ao uso responsável dos dados continuam a crescer. De acordo com o Índice de Inclusão Financeira desenvolvido pela Galileo, as preocupações com vulnerabilidades de segurança são uma barreira relevante para a expansão do acesso a serviços financeiros no país. 70,7% dos entrevistados concordam que questões relacionadas à segurança desaceleram os esforços para tornar os serviços financeiros mais acessíveis e inclusivos. “A proteção de dados deixou de ser apenas uma exigência regulatória; ela se tornou um fator-chave para o crescimento e a inclusão financeira no Brasil”, afirma Abdul Assal, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Galileo Financial Technologies no Brasil. “Quando as pessoas confiam que seus dados pessoais e financeiros estão protegidos, elas se sentem muito mais confortáveis para adotar serviços financeiros digitais.” Cibersegurança como base da confiança O Brasil registrou um crescimento expressivo nas transações digitais nos últimos anos, impulsionado por inovações como os pagamentos instantâneos e a expansão dos bancos digitais. Ao mesmo tempo, estudos de instituições como Febraban e Serasa Experian mostram de forma consistente que o medo de fraudes e do uso indevido de dados continua sendo um dos principais motivos que levam os consumidores a hesitar na adoção plena dos serviços financeiros digitais. “A cibersegurança está diretamente ligada à construção e à manutenção da confiança”, explica Abdul. “Se os usuários temem que seus dados sejam expostos ou utilizados de forma indevida, a adoção cai. Uma infraestrutura segura e resiliente permite que as instituições financeiras conquistem essa confiança em escala.” Proteção de dados e inclusão financeira caminham juntas No Brasil, a inclusão financeira avançou significativamente na última década, mas milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades para acessar e utilizar serviços financeiros de forma contínua. Especialistas e reguladores, incluindo o Banco Central do Brasil, têm reforçado que a inclusão deve vir acompanhada de fortes mecanismos de proteção aos dados dos consumidores, especialmente em um contexto regulado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Para a Galileo, a proteção de dados exerce um papel direto na inclusão ao reduzir atritos, aumentar a transparência e melhorar a experiência do usuário. “A inclusão financeira só é possível quando as pessoas se sentem seguras”, acrescenta Abdul. “Proteger os dados dos usuários é uma forma de empoderar os consumidores, especialmente aqueles que estão tendo o primeiro contato com serviços financeiros digitais.” Transformando conformidade em uma melhor experiência do usuário À medida que as exigências regulatórias relacionadas à privacidade e ao consentimento evoluem, bancos e fintechs enfrentam o desafio de se adaptar sem comprometer a inovação. “Quando a conformidade e a segurança estão integradas ao núcleo da plataforma, elas deixam de ser obstáculos e passam a fazer parte de uma experiência melhor para o usuário”, conclui Abdul. “A proteção de dados, quando tratada de forma estratégica, se torna uma verdadeira alavanca de crescimento para o ecossistema financeiro brasileiro.”
- XP amplia benefícios e lança pontos para o Cartão XP One em parceria com Livelo
A XP anuncia o lançamento do Programa de Pontos XP para o Cartão XP One, benefício que era restrito e exclusivo aos clientes dos cartões XP Infinite, Legacy e Privilege. A novidade marca a ampliação da parceria estratégica com a Livelo, o maior e mais completo ecossistema de engajamento do Brasil, reforçando o compromisso conjunto das duas marcas em ampliar o acesso a experiências, benefícios e possibilidades de uso de pontos para os investidores. A partir de hoje, clientes com Cartão XP One terão a possibilidade de acumular pontos com seus gastos mensais no cartão de crédito, escolher no app entre Investback ou Pontos XP e transferir seus pontos para a Livelo, utilizando-os para diferentes finalidades, como a compra de viagens, passagens aéreas, compras em marcas parceiras e outras opções de resgate. Com o novo modelo, os clientes passam a contar com diferentes faixas de pontuação conforme o valor da fatura mensal em compras elegíveis: De R$ 1.500 a R$ 2.999,99 : 1 ponto por USD ou 0,5% Investback Acima de R$ 3.000,00 : 1,6 pontos por USD ou 1% Investback “A ampliação da nossa plataforma de benefícios reforça o nosso compromisso em evoluir constantemente a experiência do cliente. Ao levar a alternativa de pontuação para o Cartão XP One, oferecemos mais liberdade para que cada pessoa escolha o benefício que melhor lhe atende. Nosso objetivo é oferecer uma experiência completa e alinhada às necessidades do dia a dia dos diferentes perfis de cliente”, afirma Ciro Moreira, diretor de cartões e meios de pagamento da XP. Os Pontos XP têm validade de dois anos e, caso não sejam transferidos nesse período, serão automaticamente convertidos em Investback proporcional. Clientes atuais poderão migrar para o modelo de pontos, enquanto novos clientes já terão a opção de contratar o cartão com o benefício escolhido. “Expandir essa parceria com a XP é um movimento estratégico para a Livelo, porque amplia nossa presença na jornada financeira dos clientes e acelera a geração de valor para todo o ecossistema. Ao integrar o Cartão XP One, damos escala à experiência de pontos e reforçamos nossa proposta de transformar gastos cotidianos em oportunidades reais de consumo, viagens e experiências”, afirma Marcelino Cruz, diretor executivo de Negócios e Growth da Livelo. Central de Pontos A XP também lança a Central de Pontos no app, disponível para todos os clientes com os cartões XP que aderirem ao programa de Pontos XP. Inspirada na já consolidada Central de Investback, a novidade reúne semanalmente ofertas com pontos turbinados em parceiros como lojas de produtos esportivos, joalherias, marcas de moda premium, varejistas de eletrônicos e muitos outros. Ao acessar a Central dentro do app da XP, o cliente encontra campanhas com multiplicadores de pontos e, ao concluir a compra pelo link da oferta, acumula a pontuação extra indicada no aplicativo de forma proporcional ao valor gasto. Assim, a experiência de acumular pontos ganha mais vantagens, praticidade e personalização dentro do ecossistema XP.
- Inteligência Artificial e Finanças Descentralizadas redefinem o acesso das empresas ao crédito
A integração entre Inteligência Artificial (IA) e finanças descentralizadas (DeFi) começa a redesenhar o mercado financeiro global e abrir um novo ciclo de oportunidades para empresas fora do eixo tradicional de crédito. Segundo o Banco Mundial, mais de 40% das pequenas e médias empresas em economias emergentes enfrentam restrições severas de financiamento. No Brasil, dados do Sebrae indicam que o custo do crédito segue como um dos principais entraves ao crescimento do middle market , mesmo em um cenário de digitalização bancária. Nesse ambiente, a aplicação de IA à análise financeira tem ganhado espaço como ferramenta para reduzir assimetrias de informação e acelerar decisões de investimento. Modelos de ciência de dados permitem avaliar risco de crédito, capacidade de pagamento e estruturas de garantia com maior precisão, enquanto a infraestrutura blockchain viabiliza a tokenização de ativos e a pulverização do investimento. Estimativas do Bank for International Settlements mostram que projetos ligados a Real World Assets (RWA) tokenizados já movimentam dezenas de bilhões de dólares globalmente, com crescimento consistente desde 2023. No Brasil, esse movimento se intensifica com iniciativas como as da B8 Partners , que atua na interseção entre mercado de capitais tradicional e ativos digitais. A empresa passou a estruturar operações de Renda Fixa Digital por meio da fintech DeFin , unidade focada em inteligência financeira e no modelo de Investment Banking as a Service (IBaaS). A atuação tem sido viabilizar emissões estruturadas com rigor técnico e aderência regulatória, em um segmento historicamente pouco atendido pelos grandes bancos. “O problema não é falta de tecnologia, mas de estruturação adequada ao perfil do investidor institucional”, afirma Beny Fard , engenheiro, CEO da DeFin e cofundador da B8 Partners . “A Inteligência artificial aplicada à engenharia financeira permite analisar risco de forma mais profunda e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais. Isso torna viáveis operações que antes ficavam fora do mercado de capitais”, diz. A lógica do IBaaS surge em um contexto no qual emissões de menor porte enfrentam barreiras elevadas. De acordo com a OCDE, custos fixos e exigências regulatórias tornam economicamente inviáveis muitas operações abaixo de determinados volumes, mesmo quando as empresas apresentam fundamentos sólidos. A combinação entre análise automatizada de dados, estruturas jurídicas padronizadas e distribuição digital busca preencher esse vácuo. Para Fard, a convergência entre IA e DeFi aponta para um mercado de capitais híbrido, mais conectado à economia real. “Estamos levando práticas típicas de bancos de investimento para empresas médias, com mais velocidade e transparência. Isso amplia o acesso ao capital produtivo e cria um ambiente mais eficiente para investidores e emissores”, conclui. A tendência é que esse modelo ganhe escala à medida que investidores institucionais ampliem a exposição a ativos digitais regulados e que o arcabouço normativo avance. Nesse cenário, a combinação entre tecnologia, governança e disciplina analítica tende a definir quais iniciativas conseguirão transformar inovação em liquidez sustentável para o ambiente corporativo.
- Nova plataforma de dados otimiza M&A e resolve desafio de acompanhar transações em alta
Em um momento de alta no mercado global de fusões e aquisições, a MNATracker, desenvolvida em parceria com a boutique de M&A OKTO Finance , surge como uma nova plataforma de dados para M&A, centralizando informações de mais de 2.000 transações globais atualizadas diariamente. O lançamento ocorre em meio ao crescimento do mercado brasileiro: até agosto de 2025, foram registradas 954 transações, 13% a mais que no mesmo período de 2024, com destaque para o setor financeiro, que contabilizou 143 operações, aumento de cerca de 110% em relação ao ano anterior, segundo PwC e KPMG. A chegada da MNATracker marca a entrada de uma ferramenta voltada especificamente para o middle market global, startups e grandes transações, atendendo a bancos de investimento, boutiques de M&A, escritórios de advocacia e investidores corporativos. Nos primeiros meses, o acesso à plataforma será gratuito, permitindo que novos usuários explorem suas funcionalidades antes da implementação do modelo de assinatura. A ferramenta combina tecnologia e curadoria especializada, garantindo não apenas o levantamento diário de transações, mas também a organização estruturada de dados, relatórios personalizáveis e facilidade na identificação de oportunidades estratégicas. Entre os principais recursos estão filtros avançados por setor, região, tipo de operação e faixa de valor, que podem ser combinados para gerar listas altamente segmentadas. O sistema também permite montar relatórios personalizados por perfil de usuário, acompanhar movimentos de consolidação em segmentos específicos e mapear comparáveis de forma mais precisa. Ao centralizar notícias, comunicados e registros de M&A em um único ambiente, a ferramenta reduz o tempo gasto em buscas manuais e facilita a preparação de análises de mercado, valuation e originação de oportunidades. Para David John Denton, sócio da OKTO Finance , a solução surge para atender a uma necessidade crescente do mercado: “O volume de transações anunciadas globalmente cresce diariamente, e os profissionais de M&A precisam de informações estruturadas e confiáveis para tomar decisões rápidas. O sistema não substitui a análise humana, mas acelera o levantamento de dados e permite que investidores e gestores concentrem esforços em oportunidades estratégicas, especialmente no middle market e em startups", destaca. Com a MNATracker, profissionais de M&A ganham agilidade, precisão e visão estratégica, reduzindo significativamente o tempo gasto em pesquisas manuais e aumentando a eficiência na identificação de oportunidades. Ela consolida dados dispersos em um único ambiente, permitindo acompanhar tendências globais, analisar múltiplos de valuation e gerar informações acionáveis que apoiam decisões de investimento mais embasadas. Nos próximos meses, a expectativa é expandir a base de transações e aperfeiçoar os relatórios, reforçando sua posição como referência no mercado de fusões e aquisições.Para conhecer a plataforma, acesse aqui .
- Lerian capta R$ 30 milhões em rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação de Kevin Efrusy
A Lerian, startup brasileira que desenvolve soluções open-source para infraestrutura financeira, levantou R$ 30 milhões em uma rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação da Norte Ventures, Supera Capital, Crivo Ventures, Blustone e do investidor individual Kevin Efrusy, partner da Accel. A rodada, que foi oversubscribed e superou a meta inicial estimada em cerca de US$ 3 milhões, acontece pouco mais de um ano após o primeiro aporte da companhia, quando a startup captou R$ 18 milhões para estruturar sua plataforma de core banking e iniciar a expansão comercial. Os recursos serão destinados principalmente a investimentos em tecnologia, com foco em inteligência artificial aplicada à plataforma, à estruturação das áreas comercial e de customer success e a iniciativas de marketing voltadas à consolidação da operação no Brasil e ao início do posicionamento internacional. “Esta rodada valida a nossa visão de que a infraestrutura financeira precisa ser mais aberta, moderna e alinhada à realidade econômica das fintechs e instituições digitais. O capital nos ajuda a acelerar o desenvolvimento da plataforma, ampliar o portfólio de produtos e sustentar um crescimento consistente no Brasil, enquanto começamos a preparar a companhia para mercados internacionais”, afirma Fred Amaral, CEO da Lerian. Fundada por executivos com histórico na construção de infraestrutura financeira em larga escala, a Lerian aposta em um modelo open-source como um de seus principais diferenciais. Seu ledger, o Midaz, tem código aberto, permitindo auditoria e customização por parte dos clientes e reduzindo o risco de dependência de fornecedores. A plataforma foi desenvolvida desde o início com arquitetura cloud-native, em contraste com sistemas legados adaptados à nuvem. Além do ledger, a empresa vem expandindo seu portfólio com produtos complementares que formam uma plataforma modular de infraestrutura financeira. Entre eles estão o Flowker, voltado à orquestração de processos como onboarding e compliance; o Tracer, para avaliação de risco transacional em tempo real; o Reporter, focado na automação de relatórios regulatórios e análises operacionais; e o Matcher, engine de reconciliação de transações. A proposta é atender desde fintechs em estágio inicial até instituições financeiras reguladas com alto volume transacional. Para a MAYA Capital, líder da rodada, o investimento foi motivado pela combinação entre tração comercial e solidez técnica da empresa. Segundo a Lerian, pesaram na decisão dos investidores a velocidade de crescimento da base de clientes, a qualidade dos contratos firmados, incluindo instituições reguladas, e a maturidade da solução. “A Lerian atua em um dos pontos mais críticos e menos resolvidos do sistema financeiro: a modernização da infraestrutura. Vimos uma combinação de maturidade técnica, modelo open-source bem executado e um time com histórico comprovado na construção de plataformas de missão crítica. É uma empresa bem posicionada para capturar uma demanda estrutural que vai além de ciclos econômicos”, comenta Monica Saggioro Leal, founder da MAYA Capital. O time fundador reúne executivos com histórico na construção e escala de plataformas de infraestrutura financeira. Além de Fred Amaral, fundador da Dock, que se tornou unicórnio no segmento, a Lerian conta com Maísa Amaral e Jefferson Rodrigues, que integraram o time fundador da companhia, e com Marilyn Hanh, uma das fundadoras do Bankly, provedor de banking as a service adquirido pelo BV. No mercado, a Lerian se posiciona entre fornecedores tradicionais de infraestrutura financeira e soluções open-source globais. A empresa busca se diferenciar pela combinação de código aberto, arquitetura moderna e integrações nativas ao ecossistema regulatório brasileiro, incluindo PIX, Open Finance e exigências do Banco Central. No curto prazo, a estratégia é ampliar a base de clientes no Brasil e lançar comercialmente os novos produtos. No médio prazo, entre 24 e 36 meses, a startup pretende iniciar operações em outros mercados da América Latina e nos Estados Unidos. Segundo a empresa, o foco após a captação é a execução do plano de crescimento, enquanto novas rodadas serão avaliadas conforme a evolução do negócio e as condições de mercado.
- Banco Central detalha regras para certificação técnica em ativos virtuais e aumenta previsibilidade regulatória
A Instrução Normativa BCB nº 701/2026, publicada pelo Banco Central, detalha como as instituições que atuam com intermediação e custódia de ativos virtuais devem formalizar, por comunicação, a intenção ou a continuidade dessas atividades perante o regulador e quais são os requisitos mínimos da certificação técnica exigida nesses casos. A norma complementa a Resolução BCB nº 520/2025 e busca deixar mais claro o padrão mínimo de instrução e evidências, trazendo mais segurança jurídica ao setor. Na prática, a IN 701 define três pontos principais: como a comunicação deve ser feita nos sistemas do Banco Central; quais são os critérios mínimos de qualificação e independência das empresas certificadoras; e o que obrigatoriamente deve constar no parecer técnico que acompanha essa comunicação. O processo envolve, entre outras etapas, registro e atualização cadastral no Unicad e envio da certificação no APS-Siscom, no módulo Comunicação Relevante. Segundo Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em Meios de Pagamentos e Criptoativos , a norma aplica-se às instituições autorizadas elegíveis que já prestam - ou pretendem prestar - serviços de intermediação e custódia de ativos virtuais e precisam formalizar essa atuação perante o Banco Central. “Além de seguir um rito formal, essas instituições precisam estruturar sua governança, políticas internas, controles e documentação para permitir a emissão de um parecer conclusivo por uma certificadora independente”, explica. A instrução normativa também traz impactos diretos para auditorias e certificadoras, que passam a ter de comprovar qualificação técnica, declarar formalmente sua independência e elaborar um parecer detalhado, com abordagem granular (item a item). “Essas empresas ainda precisam manter os papéis de trabalho por prazo mínimo regulamentar e responder a solicitações de esclarecimento e aprofundamento do Banco Central”, destaca o especialista. Para Amaral, um dos principais avanços da norma é a redução de assimetria interpretativa. “Ao deixar claro o conteúdo mínimo da certificação técnica, a IN facilita o trabalho das áreas jurídica, de compliance, riscos, tecnologia e auditoria interna, que passam a operar com critérios mais objetivos”, afirma. Ainda assim, ele ressalta que a norma não padroniza integralmente metodologias de teste nem critérios técnicos de avaliação, o que pode gerar abordagens distintas no início. De acordo com Amaral, a questão da padronização procedimental e documental tende a provocar uma fase de adaptação do mercado, com diligências, pedidos de esclarecimento e complementação por parte do Banco Central, até que práticas mais uniformes se consolidem. Para instituições já supervisionadas, muitos dos requisitos estão alinhados ao que já se espera em termos de governança e controles, mas o custo e esforço de documentação e testes podem ser relevantes, especialmente para operações menores ou com forte dependência de terceiros. No geral, a IN BCB nº 701/2026 representa um passo importante para tornar o mercado de ativos virtuais mais estruturado e com maior maturidade de controles no Brasil. O desafio será equilibrar o aumento das exigências regulatórias com a eficiência operacional, evitando uma conformidade meramente formal ou documental, dissociada de efetividade operacional.
- Fenasbac abre inscrições para 8ª edição do Next: maior aceleradora de startups para o sistema financeiro
A Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) anuncia a abertura das inscrições para o Programa de Aceleração Next – Batch #8. As startups interessadas em participar do processo seletivo podem se inscrever por meio do site oficial do programa: bit.ly/ParceirosNext . O Next é um programa de aceleração gratuito, com duração de aproximadamente seis meses, destinado a startups com soluções inovadoras e tecnológicas para o setor financeiro. O objetivo é conectar os negócios com especialistas, mentores e grandes instituições do Sistema Financeiro Nacional, promovendo a validação, o aprimoramento e a potencial comercialização de suas soluções. Conheça os Desafios do Next Batch #8 Nesta edição, o programa Next busca startups que apresentem soluções disruptivas que atendam ao macro tema (Blockchain e Tokenização) para quatro verticais estratégicas do setor financeiro: 1. DeFi Institucional para Acesso a Crédito e Liquidez Objetivo: O foco central desta vertical é o desenvolvimento de soluções de nível institucional para impulsionar atividades financeiras na rede XRP Ledger (XRPL) . A iniciativa visa a criação de infraestruturas de crédito baseadas na tokenização de Ativos de Alta Liquidez ( HQLA ), incluindo a antecipação de recebíveis e protocolos de lending com colateral em ativos digitais, além de soluções de pagamentos via stablecoins pareadas em real ou outras moedas. 2. Derivativos on-chain Objetivo: Esta frente busca identificar tecnologias que permitam a investidores intermediários e avançados o acesso a produtos de derivativos on-chain como futuros, opções, swaps , ativos sintéticos e estruturas de alavancagem de maneira segura e eficiente. A intenção é reduzir a complexidade técnica do ecossistema DeFi , promovendo uma experiência de uso simplificada que não comprometa a transparência, a gestão de risco e o monitoramento de preços. 3. Compliance as a Service on-chain Objetivo: O intuito é implementar soluções de compliance e infraestrutura regulatória para produtos na rede XRPL . O desafio foca na remoção de fricções operacionais e regulatórias que limitam a adoção de blockchain por instituições financeiras e fintechs. Busca-se o desenvolvimento de camadas habilitadoras para serviços on-chain , abrangendo desde a verificação automatizada de identidade (em conformidade com normas de KYC/AML ) até a abstração de processos técnicos, como a gestão de chaves privadas e taxas de rede. 4. Business Intelligence com Dados Comportamentais Objetivo: O propósito desta vertical é fomentar soluções capazes de gerar insights acionáveis a partir da coleta e integração de dados comportamentais (psicográficos ou determinísticos) de pessoas físicas. As ferramentas devem apoiar processos de análise de risco, segmentação de mercado e personalização de ofertas financeiras. O foco recai sobre o uso de inteligência analítica e modelos de machine learning para transformar padrões de consumo em valor estratégico. É premissa obrigatória que todas as soluções garantam a total conformidade com a LGPD , assegurando a privacidade e a governança das informações. Critérios de participação Podem se inscrever empresas brasileiras ou estrangeiras (com CNPJ ou registro equivalente no exterior) que possuam solução alinhada a um dos desafios propostos, produto em estágio de desenvolvimento validado e disponibilidade para participar integralmente das atividades do programa. Processo seletivo As inscrições serão analisadas por uma comissão especializada, com base em critérios como: Pertinência da solução aos desafios do Batch #8; Potencial de mercado e diferencial competitivo; Uso de tecnologia e inovação; Perfil do empreendedor e capacidade de execução; Alinhamento às dimensões da agenda BC# do Banco Central (Inclusão, Competitividade, Transparência, Educação, Sustentabilidade e Excelência). As etapas incluem análise de elegibilidade, avaliação técnica, entrevistas e um pitch final para uma banca avaliadora, previsto para março de 2026. Jornada de aceleração As startups selecionadas participarão de uma jornada intensiva, com: Mentorias individuais e coletivas com especialistas do mercado. Webinars temáticos e sessões de conteúdo ao vivo. Acompanhamento personalizado da equipe Next. Oportunidade de projeto piloto com corporações mantenedoras. Evento final Next Day (setembro/2026), com demonstração dos resultados para investidores e parceiros. Sobre a Fenasbac A Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac) é uma instituição sem fins lucrativos que atua como catalisadora de inovação no sistema financeiro, operando programas como o Next, que conectam o ecossistema de startups com as necessidades reais do mercado e dos órgãos reguladores. Serviço Programa: Next Batch #8 (Aceleração Fenasbac) Inscrições: Gratuitas, com prazo até 8 de fevereiro Onde se inscrever: bit.ly/ParceirosNext
- Open Finance: Brasil lidera ranking global com 128 milhões de consentimentos ativos
O Brasil se consolidou como a principal potência mundial do Open Finance, alcançando a marca inédita de 128 milhões de consentimentos ativos. O dado, que coloca o país à frente de 78 nações com regulações do setor, faz parte do report “Estado do Open Finance - Brasil & Mundo”, divulgado pela Sensedia em parceria com a Let’s Money. O levantamento revela que a combinação de infraestrutura robusta, que gera mais de 4,4 bilhões de comunicações semanais entre instituições e aplicações práticas, como o Pix Automático e a Jornada Sem Redirecionamento (JSR), diferencia o modelo brasileiro e o torna referência global em geração de valor para consumidores e empresas. "O Open Finance deixou de ser promessa tecnológica e se tornou estratégia de negócio em escala global. O Brasil está à frente na construção de casos de uso que simplificam a vida do consumidor e aumentam a competitividade", afirma Natalia Cruz, Head de Open Finance da Sensedia. Cenário global avança em ritmos diferentes O relatório revela grande diversidade nos estágios de implementação ao redor do mundo. O Reino Unido, pioneiro no tema, atingiu 15,16 milhões de usuários em julho de 2025 e registrou 31 milhões de pagamentos via Open Banking em março, um crescimento anual de 70%. O próximo foco britânico são os Variable Recurring Payments ( VRPs), vistos como prioridade para 2026. Nos Estados Unidos, maior mercado do mundo, a busca é por padronização. A regra de Personal Financial Data Rights e o reconhecimento do padrão Financial Data Exchange (FDX) trouxeram clareza ao setor, que já soma 114 milhões de conexões via APIs, apesar da fragmentação e prazos ainda incertos. América Latina segue o caminho da interoperabilidade Seguindo o exemplo brasileiro, a América Latina avança rumo a mercados mais integrados. A Colômbia, por exemplo, publicou, em julho, a proposta de decreto para regulação mandatória e lançou o BRE-B, sistema de pagamentos instantâneos que liquida transações em até 20 segundos. Já o Chile, com Lei Fintech aprovada e cronograma definido, inicia a implementação obrigatória do Sistema de Finanças Abertas, em julho de 2027. O México, apesar de pioneiro na região, enfrenta estagnação regulatória e depende de iniciativas privadas, como o hub do CECOBAN. Agenda 2026: portabilidade de crédito e novas funcionalidades No próximo ano, o Brasil deve dar mais um passo na consolidação do ecossistema. A portabilidade de crédito, que permite a migração facilitada de operações entre instituições, tem lançamento previsto para fevereiro de 2026. A evolução do Pix por aproximação e melhorias na JSR também estão no radar. "O diferencial brasileiro é a capacidade de transformar regulação em valor tangível. O país virou referência para diversos mercados que estão desenhando ou aprimorando suas próprias regulações", destaca Marcilio Oliveira, Cofundador da Sensedia. Segundo o executivo, o avanço global mostra que a combinação entre regulação bem desenhada, tecnologia adequada e foco em experiência do usuário define os líderes da próxima geração de serviços financeiros. Para Kleber Bacili, CEO e Cofundador da Sensedia, “com avanços consistentes e uma agenda clara para os próximos anos, o Open Finance no Brasil deixa de ser apenas uma agenda regulatória e passa a exercer influência direta sobre a evolução do setor financeiro global”, diz. “A combinação entre interoperabilidade, novos modelos de negócio e experiências mais fluidas para usuários e empresas reforça o papel do país como referência na construção de ecossistemas financeiros mais abertos, competitivos e orientados a valor”, conclui. O relatório completo é gratuito e está disponível para download neste link .
- Pagamento é novo fator decisivo para apostadores das Bets, diz pesquisa
A evolução da infraestrutura de pagamentos está se tornando um fator central para o desempenho de plataformas de iGaming em mercados regulados da América Latina. É o que indicam dados preliminares de uma nova pesquisa da OKTO , provedora global de serviços de pagamento, divulgados às vésperas da ICE Barcelona 2026, principal evento internacional da indústria. O estudo mostra que o avanço das apostas online e de outros serviços digitais na região elevou significativamente as expectativas dos consumidores, especialmente em relação à velocidade das transações, à segurança e à experiência do usuário. De acordo com a pesquisa, realizada com usuários de plataformas de iGaming, trading e outros serviços online, 41,2% dos entrevistados afirmam que seu comportamento digital é predominantemente espontâneo, sem planejamento prévio. Esse perfil tem impacto direto na tolerância a falhas operacionais: 29,4% dizem que abandonariam uma transação caso um depósito ou saque demorasse mais de 30 segundos para ser concluído, enquanto 17,6% esperam que o processo ocorra em menos de cinco segundos. A forma de pagamento também se mostra determinante na escolha da plataforma. Para 58,8% dos respondentes, o método disponível é um fator crucial, e 17,6% afirmam que não concluiriam uma transação se sua opção preferida não estivesse disponível. Outros critérios citados incluem melhores odds (chances) e variedade de jogos (35,3%), confiança na marca em relação à conformidade regulatória e à transparência (23,5%) e qualidade da experiência do usuário (11,8%). Em um ano de Copa do Mundo, quando cresce o engajamento com apostas esportivas e serviços digitais, a pesquisa indica que falhas nos pagamentos tendem a ter impacto direto na retenção de usuários. Entre os entrevistados, 17,6% afirmam que desistiriam completamente ou migrariam para outra plataforma diante de uma falha na transação, enquanto 35,5% dizem que deixariam de utilizar a plataforma de origem no futuro. Para Edward Chandler, CEO Global da OKTO, os resultados indicam uma mudança estrutural no padrão de consumo digital. “A expectativa por pagamentos rápidos e confiáveis reflete um comportamento mais imediato, comum a diversos serviços online. Plataformas que não entregam esse nível de eficiência tendem a perder relevância.” O levantamento também identificou padrões de comportamento específicos relacionados à Copa do Mundo. Entre os entrevistados que pretendem apostar em partidas do torneio, 35,3% afirmam que apostariam em sua seleção nacional independentemente das odds. Outros 23,5% dizem que analisariam estatísticas antes de decidir, enquanto 5,9% escolheriam um time de forma aleatória. Os dados indicam ainda um perfil relevante de apostadores ocasionais. Embora 58,8% afirmem não ter planos prévios de apostar na competição, esse grupo admite que pode realizar apostas ao longo do torneio, caso se sinta motivado pelo contexto dos jogos. Com a consolidação dos resultados em diferentes países, a OKTO aponta três características centrais do usuário latino-americano atual: engajamento espontâneo, baixa tolerância a erros e alta demanda por experiências personalizadas. Engajamento espontâneo: os dados revelam que uma parcela significativa dos usuários realiza transações de forma espontânea, muitas vezes enquanto realiza múltiplas tarefas ou está em deslocamento. Esse comportamento está alinhado a pesquisas da EBANX , que apontam que métodos de pagamento instantâneos e mobile-first, como o Pix no Brasil, crescem 35% ao ano justamente por atenderem à demanda crescente por velocidade e conveniência. Confiança frágil: Na América Latina, a confiança segue como um fator sensível na região, especialmente em transações financeiras. A pesquisa indica que uma única experiência negativa costuma ser suficiente para que o usuário migre definitivamente para outra plataforma. Esse ambiente de “alto atrito e baixa confiança” também foi identificado em estudos da MDPI , segundo os quais 52% das pessoas na região relatam ter pouca ou nenhuma confiança no sistema financeiro. Lacuna de personalização: por fim, a OKTO observa que, embora os usuários busquem experiências personalizadas, muitos se sentem pouco atendidos. Um relatório global recente da Mastercard revelou que, enquanto 67% das empresas de e-commerce priorizam a personalização, apenas 35% possuem uma estratégia integrada. No Brasil, o portal Mundo do Marketing apontou que a personalização em aplicativos aumenta a intenção de compra de 59% dos consumidores. “Isto demonstra a oportunidade que os comerciantes têm de aplicar as últimas tendências e conhecimentos ao nível da infraestrutura, transformando os pagamentos num motor controlável e previsível para o desempenho, em vez de uma fonte de atrito ou risco”, afirma Chandler. Em 2026, a América Latina terá oito países classificados para a Copa do Mundo — Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. Além disso, o mercado brasileiro de apostas, recentemente regulamentado, deve concentrar cerca de 10% de todas as apostas realizadas durante o torneio, segundo estimativas do setor. Nesse contexto, a OKTO avalia que o desempenho dos pagamentos será um fator decisivo para a competitividade das plataformas. “Transformar o pagamento em um elemento estratégico, e não apenas operacional, será essencial para quem busca crescer em um mercado cada vez mais complexo”, conclui o executivo.
- Roubos de criptomoedas ultrapassam US$ 700 milhões e expõem nova fase do cibercrime
O roubo de criptomoedas entrou em uma nova fase. Dados da empresa de análise de blockchain Chainalysis indicam que criminosos levaram cerca de US$713 milhões de investidores individuais, dentro de um total que ultrapassou US$3,4 bilhões em perdas globais ao longo de 2025. Esse avanço acompanha a expansão do mercado de criptoativos, que já reúne mais de 560 milhões de usuários no mundo, mas também reflete uma mudança significativa na estratégia dos fraudadores. Mais do que um aumento pontual, o cenário evidencia a sofisticação crescente do cibercrime, que passa a explorar não apenas falhas técnicas, mas também o comportamento humano e a ampla circulação de dados pessoais. O que explica o aumento dos roubos de criptomoedas Segundo Rodolfo Almeida, co-founder & CRO da ViperX, o crescimento dos roubos de criptomoedas é um fenômeno multifatorial, diretamente ligado à maturação do próprio ecossistema cripto. “À medida que mais pessoas e empresas investem em ativos digitais e mantêm saldos significativos em cripto, o ‘prêmio’ que atrai criminosos aumenta proporcionalmente. Isso cria um vetor de recompensa muito alto para ataques bem-sucedidos”, explica. Além do valor envolvido, o próprio funcionamento das criptomoedas contribui para esse cenário. Por serem irreversíveis e pseudônimas, as transações dificultam qualquer tentativa de estorno após a transferência dos fundos para carteiras controladas por criminosos, o que torna o ambiente especialmente atrativo para atores mal-intencionados. Esse contexto se soma à rápida evolução das táticas de fraude. “Técnicas como AI phishing, engenharia social avançada, uso de deepfakes e comunicações altamente convincentes passaram a ser utilizadas em larga escala. Em 2025, estima-se que as perdas globais com golpes envolvendo criptoativos tenham atingido cifras sem precedentes”, comenta o executivo. Outro ponto relevante é a fragmentação regulatória. Muitos mercados e plataformas de cripto ainda operam sob regulamentações desiguais, o que dificulta a prevenção, a investigação e a rastreabilidade de fundos ilícitos. Por que investidores individuais viraram alvo preferencial Embora grandes plataformas continuem no radar dos criminosos, os números mostram um crescimento acelerado dos ataques direcionados a pessoas físicas. Dados da Chainalysis indicam que esses crimes dobraram em apenas dois anos, saltando de 40 mil em 2022 para 80 mil no último ano. “Investidores individuais costumam ter menos familiaridade com práticas de segurança digital e dependem de métodos básicos de proteção, o que os torna alvos mais fáceis”, explica Almeida. “Além disso, há uma exposição crescente da própria riqueza em redes sociais, facilitando a identificação de potenciais vítimas.” Ao contrário de grandes instituições, que contam com equipes especializadas e múltiplas camadas de proteção, pessoas físicas enfrentam barreiras de entrada muito menores para os criminosos. Soma-se a isso a percepção de impunidade: a crença de que ataques contra indivíduos têm menor chance de detecção e punição, aliada à natureza descentralizada das criptomoedas, acaba estimulando a atuação de grupos criminosos e dificultando a recuperação dos fundos roubados. Fraudes digitais mais associadas ao roubo de criptoativos Segundo o especialista, as fraudes associadas ao roubo de cripto variam em técnica e escala, mas 4 têm se destacado nos últimos anos: 1) Phishing e engenharia social Golpes que persuadem usuários a revelar chaves privadas, senhas ou frases de recuperação continuam sendo uma das causas mais comuns de perda de fundos. Muitas vezes, são mensagens ou sites falsos visualmente idênticos aos legítimos. 2) Golpes de “investimento falso” Esquemas em que golpistas cultivam um relacionamento com a vítima em redes sociais, por exemplo, para convencê-la a investir em plataformas fraudulentas, sumindo com os fundos depois. 3) Exploração de vulnerabilidades técnicas Ataques diretos a plataformas, exchanges ou contratos inteligentes que resultam no roubo de bilhões de dólares em ativos. 4) Clonagem de carteiras e aplicativos falsos Aplicativos de carteira maliciosos que roubam chaves ou impedem saques, além de ataques de “address poisoning” que levam o usuário a enviar fundos para endereços maliciosos. Como empresas e pessoas físicas podem se proteger Para empresas : Auditoria contínua de segurança: avaliações regulares de sistemas, contratos inteligentes e infraestrutura técnica são essenciais para identificar vulnerabilidades antes que criminosos o façam. Proteção de chaves e infraestrutura: uso de hardware, wallets, cofres seguros e segmentação de acessos/privilégios reduz significativamente o risco de comprometimento dos ativos. Plano de resposta a incidentes: equipes preparadas com processos claros de detecção, contenção e comunicação em caso de ataque são essenciais na resiliência da organização. Para pessoas físicas , as principais orientações são: Educação contínua: entender as táticas mais comuns de golpes e saber identificar sinais de fraude é tão importante quanto qualquer tecnologia de proteção. Segurança das chaves privadas: nunca compartilhar frases de recuperação, ativar autenticação multifatorial (MFA) e armazenar chaves offline em dispositivos seguros. Uso de plataformas confiáveis: optar por serviços com histórico de segurança comprovado e com práticas modernas de proteção cibernética. Desconfiança de promessas irreais: ofertas que prometem retornos garantidos ou oportunidades “imperdíveis” são frequentemente sinais de fraude. “Independente se para empresas ou indivíduos, a segurança contra roubo de cripto deve combinar controles técnicos e conscientização.”, conclui o CRO da ViperX.














