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  • 57% dos brasileiros usam bancos digitais e tradicionais: um desafio e uma oportunidade para instituições financeiras

    A Akamai Technologies, Inc. (NASDAQ: AKAM), empresa de cibersegurança e computação em nuvem que impulsiona e protege os negócios online, realizou a 7ª edição de sua pesquisa  analisando o comportamento e as percepções dos usuários brasileiros sobre serviços bancários, segurança e adoção de novas instituições digitais. Segundo o estudo, a relação dos brasileiros com os bancos já não é apenas uma escolha entre instituições digitais e tradicionais. Antes, as pessoas costumavam escolher entre a conveniência dos serviços digitais e a segurança das instituições tradicionais. Porém, o cenário atual é diferente. A pesquisa mostra que 57% dos entrevistados têm contas em bancos digitais e tradicionais, criando um “portfólio bancário” para atender a diferentes necessidades. Os perfis dos clientes influenciam os critérios de escolha. Entre aqueles que preferem bancos digitais, 54% apontam a simplicidade como o aspecto mais importante, refletindo a preferência por rapidez e menos burocracia. Já o principal diferencial dos bancos tradicionais é o serviço de conta salário (42%). O estudo também indica que muitos brasileiros mantêm contas em várias instituições: 45% o fazem para aproveitar os benefícios de cada banco, enquanto 34% buscam maior controle sobre as finanças. “Esta pesquisa, que realizamos anualmente, aponta para a necessidade de integração segura de sistemas, infraestrutura digital robusta e soluções de nuvem confiáveis - elementos essenciais para acompanhar as mudanças no comportamento bancário. Entender como os consumidores usam bancos digitais e tradicionais permite que as instituições projetem serviços mais ágeis, seguros e conectados”, afirma Saulo Miranda, vice-presidente regional de Canais e Operações para a América Latina na Akamai Technologies. Satisfação e experiência do cliente Os números mostram diferenças de satisfação entre os dois modelos. Os bancos digitais apresentam um Net Promoter Score (NPS) médio de 23, enquanto os bancos tradicionais registram NPS médio de 9, de acordo com a amostra da pesquisa. Esses resultados sugerem que usuários de bancos digitais tendem a recomendar mais suas instituições, associados à simplicidade e agilidade. Ainda assim, os bancos tradicionais permanecem indispensáveis para muitos, especialmente para quem recebe salário ou benefícios governamentais. O panorama bancário atual no Brasil mostra que consumidores valorizam velocidade, transparência e soluções práticas, redefinindo o conceito de lealdade a uma instituição. Ao mesmo tempo, indica que experiência do usuário e benefícios concretos são tão importantes quanto tarifas e encargos. Esse comportamento é reforçado pelo dado de que, pela primeira vez, a velocidade na resolução de problemas (29%) superou a redução de tarifas, líder histórica nas preferências entre 2018 e 2023, agora em terceiro lugar. Preferências de métodos de pagamento O PIX tornou-se o método de pagamento mais popular, independentemente da instituição. Ele é usado por 82% dos clientes do banco digital mais citado e por 55% dos clientes do principal banco tradicional, mostrando sua importância no cotidiano dos brasileiros. Outros métodos de pagamento continuam relevantes. Por exemplo, 51% dos clientes do principal banco digital e 40% dos clientes do banco tradicional mais mencionado usam cartão de débito com frequência, enquanto 72% e 11%, respectivamente, utilizam cartão de crédito. Embora o PIX seja claramente o favorito, os cartões seguem sendo essenciais nos portfólios financeiros dos brasileiros, ainda que com níveis de uso diferentes entre bancos digitais e tradicionais. “Diante das mudanças nas preferências e expectativas dos consumidores, os bancos têm a oportunidade de oferecer mais do que produtos isolados. O diferencial estará na capacidade de integrar serviços, antecipar necessidades e oferecer experiências consistentes em múltiplos canais, fortalecendo a lealdade e a confiança dos clientes”, explica Miranda. “Muitas vezes, os clientes depositam enorme confiança nessas instituições sem perceber a complexidade de cada transação ou das integrações que permitem processos fluídos. A crescente diversidade de produtos só aumenta essa complexidade, tornando a velocidade de implementação, automação e segurança em camadas essenciais. Uma infraestrutura forte e uma base digital segura são fundamentais para manter a confiança e possibilitar inovação no setor financeiro”, conclui. A pesquisa mostra que os brasileiros estão administrando suas finanças de forma mais estratégica, usando instituições digitais e tradicionais conforme suas necessidades. Esse comportamento desafia os bancos a repensarem seu papel e oferece uma nova perspectiva para o setor financeiro. Em vez de oferecer produtos isolados, os bancos precisam entregar confiança, conveniência e verdadeira integração. Em um mercado cada vez mais competitivo, manter a lealdade do cliente depende de equilibrar inovação e segurança, priorizando a experiência do usuário em cada decisão.

  • Cripto amadurece e corretoras ganham fôlego com regulação e alta dos ETFs

    O mercado global de criptomoedas voltou a operar próximo de US$ 3 trilhões em valor total, com o bitcoin respondendo por mais de 56% desse montante e as stablecoins alcançando cerca de US$ 314 bilhões em circulação, segundo dados consolidados por agregadores internacionais. O movimento sinaliza uma fase de maior maturidade do setor, marcada por crescimento sustentado, entrada de capital institucional e uso mais funcional dos ativos digitais. Para Thiago Oliveira , CEO da Saygo, holding especializada em soluções cambiais, comércio exterior e tecnologia, e especialista em estratégia e gestão de operações no mercado cripto,  o atual ciclo representa uma inflexão relevante no perfil do investidor. “O foco deixou de ser apenas valorização de curto prazo. Hoje, o investidor busca previsibilidade, regras claras e plataformas que consigam operar com liquidez, governança e controles robustos. A institucionalização do mercado mudou o jogo”, afirma. Regulação e institucionalização mudam o jogo no Brasil A principal mudança no ambiente doméstico ocorreu com a publicação da Resolução BCB nº 520, em novembro de 2025, que estabelece critérios para a constituição e o funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais. A norma detalha exigências de capital, governança, prevenção à lavagem de dinheiro e segurança operacional, criando um marco regulatório mais claro para o setor. Na prática, o avanço regulatório tende a elevar a confiança do investidor e reduzir distorções entre plataformas. Corretoras que já operam com políticas de compliance, segregação patrimonial e gestão de risco passam a ser comparadas por eficiência e transparência, e não apenas por promessas de retorno. O movimento também acompanha a expansão de produtos regulados no mercado financeiro tradicional, como os ETFs. Stablecoins ganham escala e reforçam uso prático Outro vetor de transformação é a consolidação das stablecoins como instrumento de transferência e liquidação. Relatório da Chainalysis mostra que, entre junho de 2024 e junho de 2025, a USDT movimentou em média cerca de US$ 703 bilhões por mês, com picos que superaram US$ 1 trilhão. O dado reforça o uso crescente dessas moedas como alternativa para remessas internacionais, proteção cambial e operações transfronteiriças. Esse avanço impacta diretamente as corretoras, que passam a lidar com volumes mais elevados e maior responsabilidade operacional. Segundo Thiago Oliveira, o ganho de eficiência precisa caminhar junto com controles rigorosos. “Stablecoins viraram infraestrutura financeira. Elas reduzem custo e tempo de liquidação, mas exigem rastreabilidade, monitoramento de fluxos e políticas claras de risco”, diz. ETFs ampliam liquidez e reduzem volatilidade extrema A entrada consistente de capital institucional também tem contribuído para um mercado mais profundo. Dados de rastreadores internacionais indicam que os ETFs spot de bitcoin nos Estados Unidos já superam US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Esse fluxo amplia a liquidez e tende a reduzir movimentos abruptos causados por baixa profundidade de mercado. Para as corretoras, o efeito é um ambiente mais técnico, no qual execução eficiente, educação do investidor e clareza sobre riscos se tornam diferenciais competitivos. A volatilidade permanece elevada, mas passa a ocorrer em um contexto de maior previsibilidade operacional.

  • Plataforma internacional de financiamento chega ao Brasil como alternativa aos planos de saúde

    A CrowdCare, uma plataforma de financiamento coletivo  para despesas médicas, acaba de anunciar o início de suas operações no Brasil. A escolha pelo mercado brasileiro para ampliar os negócios da empresa foi baseada no complexo cenário do acesso aos serviços de saúde no país. A empresa, com sede em Deerfield Beach, na Flórida, opera nos Estados Unidos desde maio de 2025. O modelo de negócios da CrowdCare é atuar como um crowdfunding  tradicional , mas com foco exclusivo no financiamento de despesas médicas em geral , incluindo consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos hospitalares e clínicos. Por meio de mensalidades fixas , que começam em R$ 250, os membros da plataforma passam a contar com o fundo para financiar suas despesas médicas, como pacientes particulares. Nas prática, o foco da CrowdCare é criar uma comunidade de brasileiros unidos em prol de ajudar uns aos outros a financiar suas despesas médicas. “Embora o Brasil possua um sistema de saúde pública, de caráter universal e financiado por recursos estatais, há importantes entraves que limitam o atendimento à população, como longas filas de esperas, desigualdade de acesso entre regiões, falta de profissionais e limitações para quem depende exclusivamente do SUS”, comenta Lee Cerasani, Fundador e CEO da CrowdCare Américas . O executivo lembra ainda que a saúde suplementar  (planos de saúde) atende apenas 25% da população brasileira , sendo a maioria dos beneficiários aqueles que trabalham no regime CLT. "Outro entrave é que os planos individuais, especialmente para trabalhadores do mercado informal, têm preços proibitivos e estão cada vez mais escassos”, acrescenta. “Para além dos valores, os planos de saúde negam procedimentos, descredenciam constantemente médicos, laboratórios e hospitais, além de possuírem burocracias intermináveis para autorizar exames e cirurgias. Ultimamente, outro problema sério é a rescisão unilateral, deixando os usuários sem o plano de forma repentina”, aponta Cerasani. Diante desse complexo cenário, a CrowdCare pretende aumentar o acesso da população aos serviços de saúde, de uma forma inovadora e visionária. Sem rede credenciada, sem burocracias e com valores acessíveis “Há vários diferenciais importantes em nosso modelo de negócio. Para além dos valores acessíveis das mensalidades, o membro pode escolher livremente seus médicos, laboratórios e hospitais, passando nesses serviços, como um paciente particular . Portanto, não existe rede credenciada, nem burocracias, como nos planos de saúde tradicionais”, aponta Cerasani. Entretanto, para manter a saúde do fundo e garantir que todos os membros tenham suas despesas médicas financiadas, existe o compromisso de membro, no valor fixo, de R$ 250 para todos os serviços médicos, exceto para partos, cujo valor é mais alto. Portanto, não importa o valor da despesa médica, a coparticipação do membro sempre será a mesma. “Na prática, toda vez que o membro passa numa consulta, faz um exame ou uma cirurgia, ele participa dos custos por meio desse valor fixo. O restante é financiado pela CrowdCare. A principal vantagem desse modelo de coparticipação é que mesmo que o membro tenha uma alta despesa médica, ele sabe que seu compromisso de membro sempre será nesse valor fixo”, conta o executivo. CrowdCare é um financiamento coletivo para despesas médicas “Gostaríamos de reforçar que a CrowdCare não é um plano de saúde. Os nossos membros são considerados pacientes particulares . A nossa plataforma elimina as barreiras dos planos de saúde, oferecendo uma maneira transparente, flexível e acessível de obter atendimento médico”, conta Karina Brito, CEO da CrowdCare no Brasil . Atualmente, a empresa aceita pessoas de 0 a 64 anos. Além dos planos individuais, a plataforma oferece também o plano familiar, para até 4 pessoas. Os valores das mensalidades são: Associação individual para pessoas de 0 a 54 anos – R$ 250 Associação individual para pessoas de 54 a 64 – R$ 410 Associação familiar para até 4 membros – R$ 550 “Adicionalmente ao financiamento de consultas, exames e cirurgias, a CrowdCare também oferece orientação e consultoria para os membros, especialmente para negociar descontos em procedimentos com valores mais altos, como cirurgias e exames mais complexos. Os membros também podem solicitar financiamento para medicamentos, bem como têm acesso a teleconsultas e psicoterapia online, entre outros serviços de saúde”, diz Karina. Ao contrário dos planos de saúde, a CrowdCare financia todas as despesas médicas que fazem parte dos serviços elegíveis, conforme descrito no contrato. Quanto aos reajustes das mensalidades e do compromisso de membro, a CrowdCare pretende aplicar os índices normalmente usados no Brasil, como o IPCA ou outros. “A saúde é o bem mais precioso do ser humano e os entraves para os cuidados médicos no Brasil têm efeitos importantes, como incapacidade para o trabalho, sobrecarga dos custos de afastamento pelo INSS, atrasos no diagnóstico de doenças que ameaçam a vida, perda da produtividade no trabalho, problemas financeiros e prejuízos na qualidade de vida. Portanto, esperamos trazer à população brasileira uma alternativa inovadora para ter acesso aos serviços de saúde, baseada no poder da comunidade e no uso consciente do financiamento coletivo”, finaliza Cerasani.

  • Tendências que vão influenciar o futuro das PMEs em 2026 e o papel do P2P no financiamento do crescimento

    Em 2026, pequenas e médias empresas serão cada vez mais moldadas por tendências estruturais que redefinem a forma de criar valor, competir e se relacionar com clientes, exigindo investimentos contínuos em adaptação, tecnologia e novos modelos de negócio. Hiperpersonalização, transformação digital, sustentabilidade, economia de assinatura e inteligência artificial deixam de ser conceitos associados apenas a grandes corporações e passam a impactar diretamente a estratégia e a operação das PMEs. A hiperpersonalização emerge como resposta a consumidores mais informados e exigentes, que esperam ofertas, comunicação e experiências ajustadas às suas preferências individuais. Para as PMEs, isso significa coletar, organizar e interpretar dados de clientes em tempo real, adaptar portfólios de produtos e serviços e tornar processos comerciais mais flexíveis. Essa capacidade depende de tecnologia, integração de sistemas e investimento em ferramentas analíticas, o que cria novas demandas de capital mesmo para negócios tradicionais. A transformação digital, por sua vez, consolida-se como infraestrutura essencial. Automação de processos, sistemas de gestão integrados, presença omnichannel e uso estratégico de dados passam a sustentar eficiência operacional e escala. Em 2025, empresas que não avançarem nesse processo tendem a perder competitividade rapidamente. A sustentabilidade também assume um papel central, não apenas como posicionamento de marca, mas como requisito de mercado. PMEs passam a ser cobradas por práticas responsáveis em sua cadeia produtiva, uso de recursos, relação com fornecedores e impacto ambiental. Adequar processos, buscar certificações ou investir em soluções mais eficientes implica custos e reorganização operacional, mas também abre portas para novos mercados e parcerias. Outro movimento relevante é a expansão da economia de assinatura. Modelos baseados em receita recorrente oferecem maior previsibilidade financeira, mas exigem investimentos iniciais em tecnologia, marketing, experiência do cliente e retenção. Para muitas PMEs, a transição para esse formato representa um período de ajuste em que o fluxo de caixa precisa ser sustentado até que a base recorrente atinja maturidade. A inteligência artificial, por fim, começa a se integrar ao cotidiano das PMEs, seja na automação de atendimento, análise de dados, otimização de preços ou apoio à tomada de decisão. Embora essas soluções prometam ganhos expressivos de produtividade, sua adoção requer investimento em ferramentas, integração de sistemas e capacitação de equipes. Nesse contexto, o acesso ao crédito torna-se um fator estratégico. O P2P lending se conecta a essas tendências ao oferecer uma alternativa mais flexível e eficiente para financiar inovação, capital de giro e reorganização do fluxo de caixa. Ao permitir captações com condições claras e prazos definidos, o modelo possibilita que PMEs incorporem o crédito ao planejamento de crescimento, em vez de utilizá-lo apenas como resposta a emergências. Diego Camacho, CEO da WMoney, resume esse cenário ao afirmar que “o P2P cria uma ponte entre as transformações estruturais do mercado e a capacidade real das empresas de se adaptarem, crescerem e sustentarem seus modelos de negócio ao longo do tempo”. Para conhecer mais sobre o P2P lending da WMoney, clique aqui .

  • Prêmio Melhores Fintechs 2025: Confira os vencedores!

    A Fincatch, plataforma que faz a conexão entre as fintechs e os usuários, realizou o Prêmio Melhores Fintechs 2025. Trata-se da quinta edição do Prêmio, que destaca as soluções financeiras digitais que foram referência no oferecimento de suas soluções. Um novo formato em três etapas Neste ano, o prêmio chega com um formato renovado, mais democrático e transparente. A seguir, confira como funcionará cada etapa: Na Etapa 1, finalizada no dia 30/11, os usuários fizeram a indicação das fintechs. As 20 fintechs com mais indicações em cada categoria foram selecionadas para a próxima etapa. A organização das categorias e o agrupamento das fintechs serão feitos pela equipe da Fincatch, com base em dados do ecossistema e classificações do Fincatch Data. Na Etapa 2, o público avaliou as fintechs mais indicadas, atribuindo notas para os seguintes critérios: Facilidade de uso, Atendimento e suporte, Segurança e confiança, Custo-benefício, Recomendação (NPS), até o dia 31/12/2025. Ao todo foram 2.519 avaliações recebidas! Encerradas as votações, as notas foram calculadas com base em um modelo estatístico de Score Bayesiano, metodologia que torna o ranking mais justo e equilibrado. Esse cálculo evita distorções entre fintechs com diferentes volumes de votos, ajustando as médias de forma a refletir maior confiança nos resultados. Conheça as fintechs vencedoras Confira abaixo o ranking de cada categoria. Contas e Carteiras Digitais Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º PagÚtil 9,98 🥈 2º ValePay 9,82 🥉 3º FizPay 9,81 Crédito Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º AppCrédito 9,97 🥇 1º Liber 9,97 🥉 3º Trademaster 9,94 4º ValeJá 9,85 4º iCred 9,85 6º Boreal 9,81 7º CashU 9,03 Dívidas e Negociações Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º Monest 9,90 🥈 2º Acerto 9,89 🥉 3º Acordo Certo 9,88 Fidelização Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º Cashin 9,99 🥈 2º Ecx Pay 9,97 🥉 3º Alymente 9,96 Finanças Pessoais Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º Junto$ 9,98 🥈 2º Meu Dinheiro 9,97 🥉 3º Zupera 9,96 4º Meu Vista 9,92 Gestão Empresarial Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º Celero 9,79 🥈 2º vhsys 9,78 🥉 3º Fintera 9,75 4º Portão 3 (P3) 9,71 4º ContÁgil 9,64 6º Meu Dinheiro 9,63 7º Conta Simples 9,55 8º Nexaas 9,44 Investimentos Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º WMoney 9,03 Soluções de Pagamento Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º X-Pay 9,96 🥈 2º Pay4Fun 9,91 🥉 3º Sttart Pay 9,90 4º Target Bank 9,10 Tecnologia e Infraestrutura Financeira Posição Fintech Score Bayesiano 🥇 1º Gyra+ 9,95 🥈 2º InvestPlay 9,89 🥉 3º Consumidor Positivo 9,87 4º J17 Bank 9,86 5º Bass Pago 9,77 5º Franq 9,77 5º Fintech Digital 9,77 8º Fintech Corban 9,32 Fintechs + Engajadas Posição Fintech Avaliações 🥇 1º X-Pay 798 🥈 2º AppCrédito 493 🥉 3º InvestPlay 162 Confira as fintechs vencedoras das edições anteriores: 2021 , 2022 , 2023 e 2024 .

  • BaaS se consolida como principal motor para empresas não financeiras ampliarem receita com produtos bancários próprios

    Empresas fora do sistema bancário tradicional estão acelerando a entrada no mercado financeiro por meio do modelo Banking as a Service (BaaS). Dados da Allied Market Research indicam que o mercado global de fintechs cresce a uma taxa média anual de 23% até 2028, impulsionado principalmente pela integração de serviços financeiros em plataformas de varejo, mobilidade, educação e marketplaces.  No Brasil, a regulamentação do Open Finance pelo Banco Central tem ampliado esse movimento, permitindo que marcas não financeiras ofereçam contas digitais, meios de pagamento, crédito e soluções de antecipação de recebíveis dentro de seus próprios aplicativos. A estratégia acompanha uma inflexão mais ampla no comportamento de consumo e na forma como serviços financeiros são acessados. Dados do Global Payments Report , da Worldpay, mostram que carteiras digitais já concentram mais de 50% das transações de comércio eletrônico no mundo e devem ultrapassar 60% até 2027, impulsionadas pela conveniência e pela integração com aplicativos de varejo e serviços.  As informações da Febraban indicam que o número de contas digitais ativas mais que dobrou nos últimos cinco anos, criando um ambiente favorável para modelos embarcados. Nesse contexto, estudos do Boston Consulting Group apontam que plataformas que incorporam pagamentos, crédito e gestão financeira à experiência principal do usuário tendem a capturar novas fontes de receita e ampliar a recorrência sem precisar assumir o papel formal de instituição bancária. Para Rafael Franco , CEO da Alphacode , o BaaS deixou de ser um diferencial tecnológico e passou a integrar a estratégia de crescimento das empresas. “O Banking as a Service permite que qualquer plataforma transforme relacionamento em receita. Quando a conta digital, o crédito ou a antecipação de recebíveis estão dentro do ecossistema da marca, o cliente permanece mais tempo e consome mais serviços”, afirma. Na prática, o modelo funciona por meio de APIs fornecidas por instituições financeiras reguladas, que permitem às empresas oferecer produtos bancários com sua própria marca, sem assumir a complexidade regulatória. Redes de varejo, aplicativos de delivery, plataformas educacionais e marketplaces passaram a integrar contas digitais, cartões, Pix, crédito rotativo e antecipação de recebíveis como parte da jornada do usuário. “Esses serviços deixam de ser acessórios e passam a operar como linhas de receita recorrentes”, diz Franco. A antecipação de recebíveis, em especial, tem ganhado destaque em um cenário de crédito mais restrito. Ao permitir que lojistas e parceiros convertam vendas futuras em capital imediato, a funcionalidade melhora o fluxo de caixa e reduz a dependência de empréstimos tradicionais. Para as plataformas, representa uma fonte previsível de monetização, com menor risco de inadimplência, já que os valores antecipados são lastreados em transações já realizadas. Segundo o executivo, a tendência é que, até 2026, empresas desses setores operem como verdadeiros hubs financeiros. “Varejo, mobilidade e educação caminham para modelos em que pagamento, crédito e gestão financeira fazem parte da experiência principal. Quem não estruturar essa camada agora corre o risco de perder relevância para concorrentes mais integrados”, avalia. Além da monetização direta, o BaaS impacta indicadores estratégicos como retenção e recorrência. Aplicativos que concentram serviços financeiros tendem a reduzir a taxa de abandono e aumentar o ticket médio, ao criar dependência funcional do ecossistema. “O app deixa de ser apenas um canal de venda e passa a ser a principal interface financeira do usuário. Isso muda completamente o valor do relacionamento”, conclui Rafael Franco. Com a consolidação do Open Finance e o avanço da infraestrutura digital no país, o Banking as a Service se firma como um dos pilares da transformação financeira no Brasil, reposicionando empresas não financeiras como protagonistas de uma nova etapa do sistema bancário.

  • Como começar 2026 com as finanças organizadas?

    Começar o ano com as finanças organizadas é uma das resoluções mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais difíceis de cumprir. Depois das despesas de fim de ano, como festas, viagens e presentes, é normal sentir que o dinheiro “sumiu”. A boa notícia é que organizar a vida financeira não precisa ser complicado nem exigir grandes sacrifícios. Com alguns passos práticos e consistentes, é possível retomar o controle e construir um ano mais tranquilo do ponto de vista financeiro. A seguir, veja como colocar suas finanças em ordem logo no início do ano e manter esse hábito ao longo dos meses. Faça um raio-x da sua situação financeira O primeiro passo é saber exatamente onde você está. Muitas pessoas evitam olhar para os números por medo ou culpa, mas sem esse diagnóstico não há como planejar mudanças reais. Liste todas as suas fontes de renda, sejam elas fixas ou variáveis. Em seguida, anote todas as despesas, desde as contas básicas, como aluguel, água, luz e internet, até gastos menores do dia a dia, como aplicativos, lanches e compras por impulso. Não deixe nada de fora. Pequenos valores, quando somados, fazem diferença. Se você tem dívidas, inclua todas na lista: cartão de crédito, empréstimos, parcelamentos e financiamentos. Anote o valor total, o número de parcelas e os juros. Esse levantamento pode ser desconfortável, mas ele é libertador. A partir daqui, você passa a tomar decisões com base na realidade. Defina metas financeiras claras e possíveis Organizar as finanças não é apenas cortar gastos. É também saber por que você está fazendo isso. Metas dão direção e motivação. Pergunte a si mesmo: o que eu quero conquistar financeiramente este ano? Pode ser montar uma reserva de emergência, quitar dívidas, viajar, trocar de carro, investir ou simplesmente viver com mais tranquilidade. O segredo é transformar objetivos genéricos em metas claras. Em vez de “quero economizar mais”, prefira algo como “quero juntar R$ 5.000 até dezembro”. Metas específicas ajudam a acompanhar o progresso e fazer ajustes quando necessário. Monte um orçamento que caiba na sua realidade Com o diagnóstico feito e as metas definidas, é hora de criar um orçamento. Ele é, basicamente, um plano de como você vai usar seu dinheiro todos os meses. Uma forma simples de começar é dividir os gastos em categorias: moradia, alimentação, transporte, lazer, dívidas e investimentos. Avalie quanto você pode destinar a cada uma sem comprometer o essencial. Não adianta criar um orçamento perfeito no papel, mas impossível de seguir. Ele precisa ser realista. Se você sabe que gosta de sair aos fins de semana, inclua esse gasto. O objetivo não é viver no aperto, e sim gastar com consciência. Corte excessos, não o que te faz bem Ao analisar o orçamento, você provavelmente vai identificar gastos que podem ser reduzidos ou eliminados. Assinaturas pouco usadas, serviços duplicados e compras por impulso são bons pontos de partida. Mas cuidado para não cair no erro de cortar tudo o que traz prazer. Uma organização financeira sustentável inclui qualidade de vida. Às vezes, vale mais reduzir vários pequenos excessos do que eliminar completamente algo que te faz bem e depois desistir do plano. Crie o hábito de acompanhar seus gastos Um dos maiores desafios não é montar o planejamento, mas mantê-lo ao longo do ano. Para isso, acompanhar os gastos é fundamental. Reserve alguns minutos por dia ou, no mínimo, uma vez por semana para registrar o que foi gasto. Esse hábito simples evita surpresas no fim do mês e ajuda a corrigir desvios rapidamente. Com o tempo, você passa a perceber padrões de comportamento e a tomar decisões mais conscientes, quase de forma automática. Monte ou fortaleça sua reserva de emergência Se você ainda não tem uma reserva de emergência, faça dela uma prioridade. Ela é o que garante segurança financeira diante de imprevistos, como problemas de saúde, perda de renda ou despesas inesperadas. O ideal é ter o equivalente a três a seis meses do seu custo de vida guardados em um local de fácil acesso. Se esse valor parece distante, comece pequeno. O importante é criar o hábito de poupar, mesmo que seja pouco no início. Planeje despesas sazonais IPTU, IPVA, material escolar, seguros e manutenções não são surpresas, mas muitas vezes pegam as pessoas desprevenidas. Organizar as finanças também envolve antecipar esses gastos. Faça uma lista das despesas que não acontecem todo mês e distribua o valor ao longo do ano. Assim, quando elas chegarem, o impacto no orçamento será muito menor. Use a tecnologia a seu favor Controlar tudo na cabeça ou em papéis soltos aumenta as chances de erro e esquecimento. Hoje, existem ferramentas que facilitam muito a organização financeira, centralizando informações e oferecendo uma visão clara da sua vida financeira. Ter tudo em um só lugar ajuda a economizar tempo, reduz o estresse e torna o acompanhamento muito mais simples e eficiente. Organização financeira é um processo, não um evento É importante lembrar que organizar as finanças não é algo que se faz uma vez e pronto. É um processo contínuo, que envolve ajustes, aprendizados e mudanças de hábito. Haverá meses melhores e outros mais apertados. O mais importante é não desistir ao primeiro erro. Cada passo conta, e a consistência vale mais do que a perfeição. Conte com o Meu Dinheiro para começar e continuar Para quem quer começar o ano com as finanças organizadas e manter esse controle ao longo do tempo, o Meu Dinheiro é um grande aliado. Com ele, você consegue acompanhar receitas e despesas, visualizar para onde seu dinheiro está indo, definir metas e tomar decisões com mais clareza. Em vez de planilhas complicadas ou anotações espalhadas, o Meu Dinheiro reúne tudo de forma simples e prática, ajudando você a transformar organização financeira em hábito. Assim, fica muito mais fácil começar bem o ano e seguir no caminho certo até o fim dele, com mais controle, menos preocupação e mais liberdade para fazer escolhas conscientes com o seu dinheiro.

  • Plataformas financeiras apostam em IA para prever risco e automatizar decisões de crédito em operações de alta escala

    O avanço da inteligência artificial no setor financeiro ganhou tração em 2025 impulsionado por um cenário de inadimplência elevada. Segundo dados do Banco Central, a taxa de atraso superior a 90 dias para pessoas físicas chegou a 5,2%, enquanto entre empresas alcançou 3,3% no último trimestre. Esse ambiente levou plataformas financeiras a intensificar o uso de machine learning para análise de risco, com modelos que avaliam comportamento, histórico transacional e milhares de variáveis simultâneas para decisões mais rápidas e precisas. Rafael Franco,  CEO da Alphacode , empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos financeiros utilizados por mais de 20 milhões de pessoas todos os meses, afirma que a adoção da IA já deixou de ser tendência e se tornou infraestrutura crítica para escalar crédito. “Quando modelos preditivos conseguem analisar automaticamente padrões de movimentação, frequências de compra, localização, histórico de pagamentos e sinais de comportamento atípico, o processo de concessão deixa de depender exclusivamente de regras fixas. A aprovação passa a refletir um retrato mais fiel do risco real”, explica. Franco atua há duas décadas no setor de tecnologia e lidera equipes voltadas ao desenvolvimento de plataformas para delivery, saúde e fintechs. Pesquisas internacionais corroboram esse movimento. Estudo da McKinsey aponta que instituições que utilizam algoritmos avançados em análise de crédito podem reduzir a inadimplência entre 10% e 25%, além de ampliar a base de clientes aprovados com segurança. No Brasil, a Febraban estima que mais de 70% das instituições já incorporam algum nível de automação preditiva em etapas de análise e monitoramento. Esses sistemas utilizam desde dados cadastrais tradicionais até sinais comportamentais captados em tempo real, como frequência de login, padrão de consumo e estabilidade de renda estimada. A automação também tem acelerado o tempo de resposta. Plataformas de crédito que adotam modelos de machine learning conseguem emitir decisões instantâneas em operações de alto volume, atendendo desde fintechs que operam contas digitais até marketplaces que ofertam crédito ao vendedor. “O usuário não tolera mais processos demorados. IA permite realizar análises que antes levavam horas em poucos segundos, sem sacrificar a segurança”, observa Franco. Na prática, o ecossistema financeiro migra de um modelo reativo para um modelo preditivo. Em vez de aguardar inadimplência, as instituições passam a monitorar continuamente indicadores de risco e comportamento, ajustando limites, taxas e ofertas antes que o problema aconteça. Isso reduz perdas e melhora a eficiência operacional. “As empresas que trabalham com crédito precisam conciliar velocidade com responsabilidade. IA traz isso: escala, precisão e controle”, afirma o executivo. Para especialistas, o desafio está em manter governança e compliance. A adoção de IA em crédito exige aderência às normas do Banco Central e atenção à LGPD, especialmente no uso de dados sensíveis e no desenvolvimento de modelos explicáveis. Plataformas que avançam nessa direção tendem a equilibrar inovação com transparência, oferecendo análises robustas sem comprometer a segurança jurídica. Com o aumento da competição entre fintechs e bancos digitais, a análise automatizada e adaptativa deve se consolidar como padrão no setor. Para Franco, a evolução é inevitável: “O futuro do crédito está nos modelos inteligentes, capazes de aprender e melhorar com o tempo. Quem dominar essa camada preditiva vai operar com mais eficiência e oferecer uma jornada mais justa e precisa para o usuário”, conclui.

  • Os maiores riscos e como gerenciar default em investimentos P2P: Um guia claro para quem está começando

    O maior risco do investimento em P2P (peer-to-peer) lending é o default, mas ele pode ser gerenciado de forma racional quando o investidor entende como o crédito funciona e adota uma estratégia adequada desde o início. Diferentemente de aplicações tradicionais de renda fixa, nas quais o risco é absorvido pela instituição financeira ou mitigado por garantias como o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), no P2P o investidor assume diretamente o risco de crédito do tomador, o que exige mais consciência, mas também explica por que os retornos tendem a ser superiores. O default ocorre quando o tomador não cumpre o pagamento conforme o contrato, gerando atrasos ou perdas parciais do capital investido. Para quem está começando, o primeiro erro a evitar é tratar o P2P como um investimento único, quando na realidade ele funciona como uma carteira de crédito. Assim como um banco não empresta todo seu capital para um único cliente, o investidor pessoa física não deve concentrar recursos em poucas operações. A diversificação é o principal instrumento de controle de risco no P2P, pois dilui o impacto de eventuais inadimplências individuais sobre o resultado total da carteira. Essa lógica transforma o default de um evento traumático em uma variável estatística administrável. Outro ponto essencial é compreender que taxas mais altas refletem maior risco. Retornos elevados não surgem por acaso, mas como compensação por maior probabilidade de inadimplência. Investidores iniciantes tendem a se concentrar apenas no percentual de rendimento prometido, ignorando o perfil do tomador, o prazo e as garantias associadas à operação. Uma análise equilibrada considera o conjunto desses fatores e busca consistência ao longo do tempo, não ganhos pontuais. Diego Camacho, CEO da WMoney, resume essa lógica de forma direta: “No P2P, o risco não está em investir, está em investir sem método. Quando o investidor diversifica, respeita seu perfil de risco e entende o crédito como um portfólio, o default deixa de ser um susto e passa a ser parte do cálculo”. Segundo ele, o P2P exige mais responsabilidade do investidor, mas também oferece mais transparência do que muitos produtos tradicionais. Por fim, é importante observar os mecanismos de mitigação adotados pelas plataformas, como análise de crédito estruturada, acompanhamento da carteira, garantias reais ou cessão de recebíveis e processos claros de cobrança e recuperação. Nenhum desses instrumentos elimina o risco, mas todos contribuem para reduzir perdas e tornar o retorno mais previsível. Para quem deseja iniciar no P2P lending, o caminho mais seguro não é evitar o risco, mas compreendê-lo. Investir com disciplina, diversificação e foco no longo prazo é o que transforma o P2P em uma alternativa consistente de construção de patrimônio, mesmo em um cenário onde o default existe e precisa ser gerenciado. Quer conhecer mais sobre o P2P da WMoney? Clique aqui

  • SWIFT ou stablecoins? Por que 2026 é o ano para empresas repensarem pagamentos internacionais

    Com a chegada de 2026 e o início de um novo ciclo de planejamento, cresce entre as empresas brasileiras a necessidade de rever processos e adotar soluções que aumentem a eficiência no mercado internacional. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, as exportações brasileiras totalizaram US$ 289,73 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Apesar do volume,  transferências internacionais ainda representam um desafio para empresas brasileiras. Processos lentos, burocráticos e caros podem comprometer a competitividade de organizações que precisam de agilidade para crescer no exterior. Para aquelas que buscam modernizar seus pagamentos internacionais, a transição para o dólar digital se torna uma alternativa cada vez mais relevante. Pensando nisso, Sofia Düesberg, General Manager da Conduit no Brasil, compartilha quatro dicas para avaliar e implementar a moeda digital de forma eficiente e segura.  Vantagem estratégica O sistema SWIFT, criado nos anos 1970, é hoje sinônimo de burocracia, lentidão e custos relativamente altos. Uma operação de câmbio via SWIFT pode levar, em média, até cinco dias úteis para ser concluída e consumir entre 1% e 5% do valor transferido. Em um mercado global que exige velocidade e margens enxutas, essas limitações se tornam um obstáculo estratégico. Nesse cenário, cresce o interesse por stablecoins. Essas moedas digitais, lastreadas em dólar, oferecem liquidação quase instantânea e rastreabilidade total na blockchain, por uma pequena fração do custo. Pagamentos cross-border realizados com stablecoins podem ser concluídos em minutos, 24 horas por dia, sem depender de intermediários bancários. Como afirma a especialista, a chave é ver a tecnologia como um complemento: “Hoje, a empresa que depende apenas do SWIFT está presa a um modelo arcaico. As stablecoins permitem que pagamentos ocorram em minutos, com mais transparência e menor custo, sem eliminar o câmbio, mas integrando-o a um fluxo mais moderno e competitivo”. Plataforma e custódia O processo de adoção, ao contrário do que muitos imaginam, é seguro e estruturado. O primeiro passo é a seleção de uma plataforma ou exchange que funcione como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o digital, garantindo a conversão de reais para stablecoins como USDC ou USDT, as mais aceitas em operações B2B. Com o parceiro definido, a empresa deve escolher o modelo de custódia, que define o nível de controle sobre os ativos: carteira própria  com total controle sobre os fundos ou infraestrutura da plataforma,  segurança terceirizada e suporte da exchange. Integração com ERP O passo seguinte é a integração tecnológica, conectando sistemas de gestão, como o ERP, à nova estrutura por meio de APIs. É isso que otimiza e automatiza a rotina do setor financeiro.  “O time responsável passa a agendar um pagamento internacional a partir do sistema que já utiliza, automatizando a conversão dos fundos e o envio para o destinatário final. Assim, o fluxo de tesouraria é otimizado: o pagamento que começa em reais é convertido para o dólar digital, transferido em minutos e liquidado na moeda local do fornecedor de forma transparente e centralizada”, explica Düesberg.  Segurança e conformidade Além da eficiência, o uso de ativos digitais estáveis carrega um ponto adicional de valor: a conformidade. Stablecoins de maior porte publicam relatórios de auditoria periódicos e cumprem normas de KYC e AML. No Brasil, o Banco Central já conduz iniciativas como o sandbox regulatório e o Drex, ao mesmo tempo em que a Lei de Criptoativos estabelece diretrizes para prestadores de serviços, criando um ambiente mais seguro para as empresas. “Se no passado parecia improvável que moedas digitais ganhassem espaço no ambiente corporativo, hoje elas se consolidam como ferramenta prática de eficiência. Para empresas brasileiras, migrar ‘do real ao dólar digital’ pode representar economia e velocidade nas transações, além de um passo estratégico rumo à integração definitiva em um mercado global cada vez mais digitalizado”, conclui.

  • BC acelera regulação de ativos digitais e redefine o mapa de infraestrutura financeira no Brasil

    A agenda de modernização do sistema financeiro nacional avançou nos últimos meses com a Consulta Pública nº 124, conduzida pelo Banco Central (BC), que integra o processo de regulamentação do mercado de ativos virtuais no Brasil. Mais do que regras de monitoramento, as diretrizes em discussão começam a desenhar quem estará apto a operar estruturas complexas, como modelos de liquidação baseados em blockchain e operações de margem, um dos pontos de maior expectativa para exchanges e provedores de liquidez. O movimento do regulador brasileiro ocorre em um contexto de convergência global. Enquanto economias centrais ainda debatem a natureza jurídica dos tokens, o Brasil consolida um arcabouço que separa claramente as atividades de prestação de serviços de ativos virtuais (VASPs) das instituições financeiras tradicionais, ao mesmo tempo em que cria pontes para a integração entre esses dois universos em fluxos de pagamentos internacionais mais ágeis e eficientes via stablecoins. Segurança jurídica e o fim da “zona cinzenta” Para especialistas, o foco do Banco Central em definir limites claros para operações de margem e para o uso de stablecoins em processos de liquidação é o passo que faltava para a entrada definitiva de grandes fundos e corporações no ecossistema de ativos digitais. Ao estabelecer exigências de capital, governança e segregação patrimonial, o regulador mitiga riscos sistêmicos e eleva o grau de profissionalização do mercado. Segundo Nildson Alves, CEO da Onda Finance, empresa que atua na interface entre o câmbio tradicional e a infraestrutura de ativos digitais, o Brasil está construindo um dos ambientes regulatórios mais sólidos para a inovação financeira. “As novas resoluções do Banco Central mostram que o Brasil não está apenas reagindo ao mercado, mas liderando a construção de um arcabouço regulatório que traz a clareza necessária para o uso de criptoativos e stablecoins em operações de larga escala. Para o mercado, isso representa o fim de uma incerteza jurídica, agora temos definições nítidas sobre quem pode operar estruturas de margem e modelos de liquidação baseados em blockchain”, afirma Alves. “Ao mesmo tempo, esse desenho regulatório tende a favorecer instituições que já operam sob forte supervisão, como os bancos, que possuem estrutura de capital, governança e controles de risco compatíveis com esse tipo de operação. Isso não exclui novos players, mas eleva o nível do mercado e cria as condições necessárias para a entrada do capital institucional”, completa. Impacto nos pagamentos internacionais Um dos pilares dessa nova fase regulatória é a otimização dos fluxos transfronteiriços. O uso de stablecoins pareadas ao dólar vem se consolidando como uma alternativa eficiente para empresas que buscam reduzir custos de intermediação e o tempo de compensação em operações internacionais. Nesse contexto, a conformidade regulatória deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser um pré-requisito de atuação. “Na Onda Finance, acompanhamos esse processo desde o início e estruturamos nossa operação para antecipar essas exigências. Entendemos que a regulação não é um entrave, mas o elemento que viabiliza a integração efetiva do Brasil ao sistema financeiro global. A adoção institucional só ocorre onde há segurança jurídica para o capital”, conclui o executivo. Com o cronograma do Banco Central apontando para a implementação completa do licenciamento de prestadores de serviços de ativos virtuais ao longo de 2026, o mercado brasileiro entra em uma fase de consolidação, na qual a robustez tecnológica passa a caminhar, de forma indissociável, ao lado do rigor jurídico.

  • Tokenização de recebíveis deve dobrar em 2026 e atrair fintechs que buscam reduzir custos operacionais e ampliar crédito

    O mercado brasileiro de ativos financeiros tokenizados segue em aceleração. Dados da B3 e do Banco Central mostram que o volume de ativos representados digitalmente  incluindo recebíveis superou R$20 bilhões em 2025, impulsionado por pilotos regulatórios e por emissões privadas de debêntures, cotas de FIDCs e direitos creditórios. A expectativa de analistas do setor é que o segmento deva dobrar em 2026, alcançando mais de R$40 bilhões em emissões tokenizadas, com destaque para operações de antecipação e crédito estruturado lastreadas em blockchain permissionado. Para Rafael Franco , CEO da Alphacode , empresa especializada em soluções digitais para fintechs, a tokenização de recebíveis representa uma virada estrutural na infraestrutura financeira. “A representação digital de direitos creditórios reduz custos operacionais, aumenta a transparência e melhora a liquidez para quem precisa do capital na ponta. Para as fintechs, isso abre espaço para produtos de crédito mais seguros, rentáveis e escaláveis”, afirma. O avanço ocorre em um momento de restrição no crédito tradicional. Levantamento da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) mostra que mais de 60% das fintechs pretendem ampliar operações com lastro alternativo em 2026, enquanto dados do Banco Central indicam que o custo médio das linhas de capital de giro subiu ao longo de 2025, estimulando a busca por fontes menos onerosas de financiamento. Como funciona a tokenização de recebíveis no mercado financeiro Em modelos permissionados usados por instituições financeiras e empresas reguladas  os recebíveis são registrados em blockchain, gerando um token representativo daquele direito. Essa estrutura permite: registrar operações com maior rastreabilidade; reduzir etapas intermediárias; automatizar liquidações; diminuir custos de custódia e auditoria; ampliar o acesso de investidores qualificados a carteiras diversificadas. Processos que antes dependiam de múltiplos agentes passam a ocorrer de forma coordenada em redes autorizadas, com auditoria contínua e contratos inteligentes para automatizar pagamentos, cesões e liquidações. Segundo Franco, esse modelo reduz fricções típicas das operações de crédito. “Um fluxo digitalizado, com lastro em blockchain, elimina redundâncias e dá previsibilidade de liquidação. Isso interessa tanto a quem concede crédito quanto ao empreendedor que precisa manter fluxo de caixa saudável. A tokenização é, na prática, uma evolução da infraestrutura dos recebíveis”, avalia. O uso de tokens para lastrear direitos creditórios ganha força entre plataformas de Banking as a Service, contas digitais e marketplaces financeiros. A estrutura permite criar: linhas de crédito com risco reduzido, antecipação de recebíveis com menor custo, produtos fracionados para investidores, financiamentos atrelados a contratos automatizados. Com a popularização do Pix e o fortalecimento do Open Finance  que já registrou mais de 45 milhões de consentimentos ativos em 2025, segundo o Banco Central  as fintechs passaram a operar com maior volume de dados transacionais, facilitando análise de risco e precificação de carteiras tokenizadas. Para Rafael Franco, o movimento é inevitável. “Nos próximos anos, veremos fintechs usando tokenização não só como tecnologia, mas como estratégia de produto. Ela permite criar crédito mais competitivo, dar liquidez a operações pequenas e integrar modelos de antecipação diretamente ao aplicativo, com governança e rastreabilidade”, diz. Apesar do avanço, especialistas apontam que a expansão depende de padronização regulatória e adoção mais ampla de redes permissionadas alinhadas às normas da CVM e do Banco Central. Questões como custódia de tokens, compliance, interoperabilidade e prevenção a fraudes continuam sendo pontos críticos. “O ambiente é promissor, mas exige maturidade. Para tokenizar recebíveis em escala, a fintech precisa ter conexão com instituições reguladas, regras claras de governança e automação segura. Não é uma porta de entrada simples, é uma evolução da infraestrutura financeira”, afirma Franco. Com o encerramento do piloto do Drex e o avanço dos testes de ativos tokenizados em bancos e plataformas independentes, o mercado projeta um ambiente mais competitivo para operações estruturadas. A combinação entre custo menor, liquidez mais rápida e maior rastreabilidade deve acelerar a entrada de novas fintechs no segmento. Para Franco, o próximo ciclo será marcado por plataformas que consigam integrar tokenização, análise de risco e crédito dentro de uma mesma arquitetura. “A disputa será pela capacidade de transformar infraestrutura tecnológica em produto financeiro acessível. Quem conseguir unir segurança, automação e lastro confiável vai liderar o mercado”, conclui.

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