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6 em cada 10 brasileiros ainda têm dúvidas para escolher uma conta global; ranking revela as melhores opções no Brasil

há 5 minutos
5 min de leitura

As contas globais já são realidade para quase metade dos brasileiros. Elas facilitam o uso de moedas estrangeiras, costumam ter taxas mais baixas do que as casas de câmbio e trazem mais segurança para fazer pagamentos no exterior ou para fazer investimentos internacionais. 


Apesar desse avanço, ainda há muitas dúvidas na hora de escolher uma dessas contas para usar. Em uma pesquisa feita pelo Melhores Cartões, site especializado em cartões de crédito, milhas, contas globais e oportunidades, 6 em cada 10 pessoas revelaram se confundir na hora de abrir uma conta global, não conseguindo diferenciar boas opções de outras menos interessantes.


Os questionamentos são os mais diversos. Para 47,2% dos brasileiros, a principal dificuldade é ter segurança de que a instituição é confiável, enquanto 37,8% responderam que é entender as regras e condições de cada opção disponível no mercado.


Para ajudar o consumidor nessa escolha, o Melhores Cartões e o Melhores Destinos lançaram um novo ranking de contas globais. A ferramenta avaliou 25 contas disponíveis no país — 35 opções quando considerados diferentes planos e níveis — a partir de 21 critérios relacionados a custos, cartões e moedas, segurança, experiência de uso, recursos financeiros e benefícios.


“Contas digitais globais oferecem praticidade e economia tanto para quem viaja ao exterior quanto para quem investe ou recebe valores de outros países. Nosso ranking tem como objetivo ajudar cada pessoa a encontrar a conta mais adequada entre tantas opções disponíveis. Nem sempre a que oferece o dólar mais barato será a mais indicada", explica Leonardo Marques, Diretor e Fundador dos sites Melhores Cartões e Melhores Destinos.


Uso de contas globais vai de compras online a pagamentos em viagens internacionais, e custo é fator principal na escolha


A pesquisa mostrou que, apesar de a maioria dos entrevistados ter dúvidas em relação a contas globais, quase metade deles já possui uma: 45,8% disseram já usar essas contas atualmente.


Entre os que já utilizam essa facilidade, mais da metade (55%) foca em fazer compras em sites internacionais. Na sequência, os principais usos são guardar dinheiro em moeda estrangeira (52,8%) e fazer pagamentos em viagens ao exterior (47,1%). Ainda foram citados investimentos no exterior (36,2%) e recebimento de pagamentos ou salários de fora do país (30,5%).


“Usar as contas globais para pagamentos em moeda estrangeira pode trazer uma economia real de até 10% quando comparamos com o cartão de crédito tradicional, emitido no Brasil, por exemplo. Além disso, é uma forma muito mais prática, segura e barata para usar em viagens. Algumas delas oferecem até a opção de saques de graça em caixas eletrônicos em outros países”.


A fala do Diretor do Melhores Cartões vai ao encontro do resultado da pesquisa, já que a economia é o principal quesito analisado na hora de escolher a conta: taxas e custos mais baixos são o fator mais considerado pelos entrevistados, citado por 56,6%. Na sequência aparecem a confiança na marca (52%), a facilidade para realizar o câmbio (48%) e a experiência de uso do aplicativo (43,6%). 


Mas, apesar da familiaridade de boa parte dos brasileiros, as dúvidas ainda atrapalham a escolha de qual conta global vale mais a pena. Mais da metade dos entrevistados (52,4%) dizem que é difícil entender as tarifas e custos envolvidos, enquanto 40,2% sentem dificuldade em lidar com o câmbio e a conversão de moedas. 


Ranking analisa custo, segurança e outros critérios para ajudar na decisão


Com apenas um terço dos brasileiros se sentindo preparados para escolher uma dessas contas, o Melhores Cartões e o Melhores Destinos elaboraram um ranking inédito das melhores contas globais do Brasil para ajudar nessa decisão.


Na lista, lançada neste mês, foram consideradas 25 contas disponíveis para brasileiros, e cada uma delas foi analisada em 21 critérios, divididos em seis blocos: Custo de Uso; Cartões e Moedas; Segurança e Confiança; Experiência e Acesso; Recursos Financeiros; e Benefícios.


Cada um desses blocos recebe uma nota, que é convertida em pontos de acordo com o peso de cada critério, dando uma pontuação de 0 a 100 para cada conta global.


“Esse é um ranking inédito e elaborado pelas equipes do Melhores Cartões e do Melhores Destinos com base em critérios definidos e total independência editorial. O objetivo é muito claro: ir além do valor do dólar ou euro na hora de converter a moeda e mostrar para os leitores as opções que podem fazer mais sentido para eles”, explicou Marques.


A segurança, dúvida de mais de 47% dos entrevistados, foi um dos principais pontos analisados na elaboração do ranking, sendo considerada, inclusive, como pré-requisito para que a conta apareça no ranking.


“Um dos critérios que a conta precisava ter para ser listada no ranking era estar em operação há pelo menos 12 meses ou ser oferecida por uma instituição regulada pelo Banco Central com, no mínimo, cinco anos de atuação no país. Além disso, instituições que tenham algum tipo de problema na regulação junto ao BC ou um histórico preocupante de reclamações poderão ser excluídas da lista”, detalhou o diretor do Melhores Cartões.


Contas digitais e fintechs lideram o ranking


O destaque do ranking ficou com as contas digitais e fintechs, que ocupam as quatro primeiras posições. A melhor conta global, de acordo com os critérios analisados, é a da Revolut, que somou 78,8 pontos em 100 possíveis. Na sequência, duas contas baseadas em stablecoins: a Picnic (74,4 pontos) e a ARQ (73,3 pontos). Logo atrás aparece a Wise, com 64,2 pontos, considerando a versão padrão sem o Rende+, uma possibilidade oferecida pela conta para adicionar dinheiro em investimentos, com IOF mais baixo.


O primeiro banco brasileiro a aparecer no ranking é o Inter, com sua conta global somando 63,6 pontos. O Top-10 ainda fica apenas com instituições digitais, com destaque para o Mercado Pago (6º lugar, com 61,9 pontos) e Nubank Ultravioleta (7º lugar, com 59 pontos).


Já os bancos mais tradicionais não se saíram muito bem. O primeiro banco tradicional a constar na lista é o Santander, apenas na 19ª posição com a conta Select Global (44,3 pontos). 


De acordo com Leonardo Marques, o ranking será atualizado mensalmente, o que garantirá uma análise mais próxima da evolução da reputação das contas citadas e também de possíveis novos serviços e tarifas ao longo do tempo.


Metodologia


Para entender a relação dos brasileiros com as contas globais, nos últimos dias, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos), de todas as regiões do país e conectados à internet. A pesquisa tem índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.


Os participantes responderam a 5 questões sobre o processo de escolha de uma conta global, suas facilidades no dia a dia e os pontos que mais geram dúvidas sobre o tema. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

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