68% das instituições financeiras reconhecem que infraestrutura ainda não está pronta para IA
- Fincatch

- há 2 horas
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A Nutanix (NASDAQ: NTNX), líder em computação multicloud híbrida, anuncia os resultados de seu oitavo relatório anual Enterprise Cloud Index (ECI) para o setor financeiro. O estudo revela que a inteligência artificial avança nas instituições financeiras, mas a infraestrutura, os processos internos e os mecanismos de governança ainda não acompanham o ritmo das novas aplicações. Segundo o levantamento, 68% dos executivos de TI consideram que seus ambientes atuais não estão totalmente preparados para suportar cargas de trabalho de IA localmente.
Os resultados indicam que o principal desafio para ampliar o uso da IA não está apenas na capacidade computacional. Para 38% dos entrevistados, as maiores limitações estão nos processos, incluindo governança, coordenação de fluxos de trabalho e dificuldades operacionais. Outros 34% citam fatores organizacionais, como alinhamento da liderança e falta de profissionais qualificados, enquanto 28% apontam restrições técnicas.
“A adoção de IA no setor financeiro já deixou a fase exclusivamente experimental. As instituições começam a incorporar a tecnologia em processos, canais de atendimento, análise de risco e prevenção a fraudes. O próximo passo é criar condições para que essas aplicações cresçam com controle, disponibilidade e segurança, sem aumentar a complexidade operacional”, afirma Leonel Oliveira, diretor-geral da Nutanix no Brasil.
IA fora do controle da TI amplia riscos
A pesquisa mostra que 66% dos executivos encontram aplicações ou agentes de IA implementados por funcionários de áreas não ligadas à TI. Para 86%, o uso dessas ferramentas sem supervisão oficial representa riscos para os negócios.
O problema também está relacionado à falta de integração entre as áreas. 83% dos entrevistados afirmam que os silos entre as unidades de negócio e a TI dificultam a execução de iniciativas tecnológicas.
Na avaliação da Nutanix, a chamada shadow AI não deve ser tratada apenas como uma falha de conformidade. Sua expansão também pode indicar que as áreas de negócio estão recorrendo a ferramentas externas porque os canais oficiais não conseguem responder com a velocidade necessária.
“As instituições precisam oferecer caminhos seguros para que os profissionais utilizem a IA. Apenas restringir o acesso pode deslocar o uso para ambientes que a empresa não consegue enxergar. A governança deve combinar políticas claras, proteção dos dados, monitoramento e uma infraestrutura capaz de disponibilizar aplicações aprovadas com mais agilidade”, explica Oliveira.
Soberania de dados expõe distância entre prioridade e prática
A localização e o controle dos dados também aparecem entre as principais preocupações do setor. Para 79% dos entrevistados, a soberania de dados é uma prioridade elevada ou um requisito indispensável nas decisões de infraestrutura. Mais da metade, 56%, afirma que precisa executar sua infraestrutura no próprio país ou dentro de uma única jurisdição.
Ao mesmo tempo, 62% das instituições mantêm aplicações conteinerizadas em nuvens públicas. O relatório classifica essa diferença entre a prioridade declarada e o ambiente utilizado atualmente como uma “dívida de soberania”.
Na prática, as instituições podem recorrer à nuvem pública para acelerar projetos e acessar serviços de IA, mas precisam avaliar como manter o controle dos dados e cumprir exigências regulatórias à medida que as aplicações se tornam mais importantes para a operação. A expectativa é que a execução de aplicações conteinerizadas em nuvens privadas ou ambientes locais aumente de 43% para 52% nos próximos três anos.
“A discussão não deve ser reduzida a escolher entre nuvem pública ou infraestrutura local. Bancos e demais empresas do setor operam aplicações com diferentes exigências de desempenho, proteção, custo e conformidade. Uma estratégia híbrida permite posicionar cada carga de trabalho no ambiente mais adequado e movimentá-la quando as necessidades do negócio ou da regulação mudarem”, afirma Oliveira.
Agentes de IA entram no horizonte do setor financeiro
As instituições financeiras também se preparam para ampliar a quantidade e a variedade das aplicações. Em três anos, 71% esperam executar mais de cinco aplicações habilitadas por IA, enquanto 24% projetam utilizar mais de dez.
Entre as tecnologias ainda não implementadas, mas previstas para o mesmo período, estão agentes autônomos ou IA agêntica, citados por 59% dos entrevistados, inteligência artificial generativa, mencionada por 52%, e modelos de análise preditiva ou machine learning, indicados por 46%.
Os executivos veem potencial para que os agentes de IA melhorem a experiência de clientes e funcionários, transformem processos internos e contribuam para a criação de produtos, serviços e fontes de receita. 62% esperam melhorias na experiência dos usuários, 57% preveem mudanças nos processos e nas operações e 61% identificam oportunidades de geração de novos negócios.
Para a Nutanix, a expansão desses agentes aumenta a necessidade de controle sobre modelos, aplicações, ferramentas e dados corporativos.
“Um agente pode consultar informações, acionar sistemas e executar várias etapas de um processo. Quando isso ocorre em escala, a instituição precisa saber quais recursos estão sendo utilizados, quais dados podem ser acessados e como acompanhar cada ação. O avanço da IA agêntica torna a integração entre infraestrutura e governança ainda mais importante”, conclui Oliveira.
Containers ganham espaço como base das aplicações de IA
A expansão da IA também está modificando a arquitetura tecnológica do setor. De acordo com o estudo, 90% dos entrevistados afirmam que a inteligência artificial está acelerando de maneira significativa a adoção de containers, enquanto 89% esperam ampliar o nível de conteinerização de suas aplicações.
Atualmente, 78% das instituições financeiras já desenvolvem novas aplicações em containers. O modelo permite reunir o código e os componentes necessários para executar uma aplicação em ambientes diferentes, facilitando a atualização, a portabilidade e a ampliação dos sistemas.
Essa evolução, no entanto, não significa o abandono imediato das tecnologias existentes. 65% das organizações executam aplicações de IA em uma combinação de sistemas tradicionais instalados em máquinas virtuais e aplicações modernas baseadas em containers. Apenas 14% operam aplicações diretamente em servidores físicos, o que mostra que as máquinas virtuais continuam relevantes na infraestrutura financeira.
O uso de aplicações conteinerizadas também se estende para ambientes de borda, próximos ao local em que os dados são produzidos ou as decisões precisam ser tomadas. Hoje, 57% das instituições executam esse tipo de aplicação na borda, proporção que deve chegar a 59% nos próximos três anos.
Entre os possíveis casos de uso estão redes de agências, sistemas de negociação, terminais de atendimento e mecanismos de detecção de fraudes em tempo real. Desempenho, citado por 46%, e segurança dos dados, mencionada por 43%, são os principais fatores considerados pelas instituições ao adotar containers.




















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