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Brasil se consolida como exportador de inovação financeira para a América Latina


O setor financeiro nacional apresenta um estágio de maturidade digital avançado, tendo em vista que 75% das transações bancárias já são realizadas por meio de celulares, segundo uma pesquisa divulgada pela Deloitte em 2025. Esse cenário de digitalização consolida a tecnologia brasileira como base para facilitar pagamentos, com soluções que priorizam agilidade e segurança. 


Para Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay, especializada em payment service provider (PSP), o Brasil conseguiu destaque na área, por conta de serviços como o Pix e o Open Finance. “O ecossistema financeiro brasileiro se tornou uma referência internacional principalmente pela combinação entre tecnologia, regulação eficiente e rápida adoção da população”. 


O Pix, criado pelo Banco Central, é um exemplo de solução brasileira que democratizou o acesso aos pagamentos instantâneos e reduziu custos operacionais. Ainda de acordo com o levantamento da Deloitte, o volume de usuários que usam o serviço cresceu 38%, ultrapassando a marca de 65 milhões de pessoas. Somado ao sucesso do Pix, o Open Finance introduziu um sistema de portabilidade de dados, no qual o compartilhamento autorizado de informações permite uma análise integrada do perfil financeiro do titular. Essas tecnologias eliminam barreiras de entrada para novas fintechs e permitem que empresas, como a Sttart Pay, desenvolvam soluções de pagamento mais personalizadas e eficientes.


As transações bancárias na América Latina


“Muitos mercados da América Latina ainda enfrentam desafios como baixa interoperabilidade entre instituições, custos altos em pagamentos internacionais e menor digitalização financeira. As soluções brasileiras podem ajudar a acelerar a modernização desses sistemas, oferecendo plataformas mais rápidas, acessíveis e integradas”, explica Carlos Henrique. 


Na América Latina, os pagamentos entre países costumam ser caros, lentos e burocráticos. Além disso, as instituições financeiras não se comunicam como no Brasil, em que é possível enviar dinheiro para qualquer banco sem depender de horários bancários e utilizando apenas o celular. “Há uma demanda natural por soluções que facilitem pagamentos, câmbio e transferências internacionais, abrindo espaço para empresas brasileiras liderarem novas soluções financeiras”, afirma o CEO da Sttart Pay. 


Alguns dos principais empecilhos na integração das soluções brasileiras em outros países são as diferentes exigências regulatórias dos países, a obtenção de autorizações locais e os processos lentos de operações de câmbio e fronteiriços. 


O CEO da Sttart Pay, que já expande a operação com unidades de câmbio no Paraguai, destaca a importância das fintechs nesse cenário. “As fintechs são essenciais para reduzir ineficiências ainda comuns no mercado latino-americano, como alto custo de pagamentos internacionais, baixa integração entre instituições e processos financeiros muito burocráticos. Com tecnologia e modelos ágeis, temos o potencial de conectar mercados e aumentar a competitividade, entregando serviços mais eficientes tanto para empresas quanto para o consumidor final”, conclui.

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