Cartões globais e tokenização aceleram expansão de programas financeiros baseados em stablecoins
- Fincatch

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O avanço das stablecoins vem criando novas possibilidades para empresas que desejam oferecer produtos financeiros com alcance internacional. Para a plataforma de infraestrutura financeira Pomelo, a escalabilidade desses modelos dependerá menos da tecnologia blockchain em si e mais da capacidade de conectar liquidação digital, aceitação global e experiência do usuário em uma única infraestrutura.
Nesse contexto, os cartões globais surgem como uma das principais pontes entre o universo das stablecoins e a economia real. Ao combinar liquidação baseada em ativos digitais com a aceitação das redes internacionais de pagamento, empresas conseguem oferecer experiências globais sem exigir que consumidores ou estabelecimentos mudem seus hábitos de pagamento.
Segundo Rafael Goulart, country manager da Pomelo no Brasil, o desafio atual não está apenas na movimentação dos recursos, mas na distribuição desses produtos em escala. “As stablecoins já demonstram ganhos relevantes de eficiência em transferências internacionais e movimentação de recursos entre mercados. O próximo passo é transformar essa eficiência operacional em experiências simples para usuários finais, e isso passa pela infraestrutura de cartões”, afirma.
A tokenização desempenha papel central nessa evolução. Tradicionalmente associada à segurança das transações digitais, a tecnologia passa a atuar também como aceleradora de ativação e engajamento em programas globais.
“Quando um usuário pode receber um cartão digital instantaneamente, adicioná-lo à carteira digital e começar a utilizá-lo em poucos minutos, eliminamos grande parte da fricção que historicamente limitou a distribuição internacional de produtos financeiros”, explica Goulart.
Na visão do executivo, a combinação entre tokenização, wallets digitais e cartões globais cria uma jornada digital-first particularmente relevante para empresas que operam modelos internacionais ou que desejam expandir sua atuação para novos mercados sem depender exclusivamente da emissão local em cada país.
“O consumidor não precisa entender blockchain, stablecoins ou infraestrutura de pagamentos. O que importa é ter uma experiência simples, segura e instantânea. A tecnologia funciona melhor quando se torna invisível”, completa.
A Pomelo observa um aumento no interesse de fintechs, plataformas digitais e empresas globais por modelos que utilizam stablecoins como camada de liquidação, mantendo a experiência de consumo através das redes tradicionais de cartões. Para essas empresas, a combinação entre aceitação global, liquidação eficiente e distribuição digital representa uma oportunidade para acelerar expansão internacional com menor complexidade operacional.
“Não acreditamos em uma substituição dos meios de pagamento atuais. O que vemos é a construção de novas camadas de infraestrutura que tornam os pagamentos globais mais eficientes. Stablecoins, cartões e tokenização são tecnologias complementares dentro dessa evolução”, conclui Goulart.




















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