Pix de R$ 17 trilhões expõe risco no balcão e acelera mudança no varejo físico
- Fincatch

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O Pix encerrou 2025 com mais de R$ 17 trilhões movimentados e 160 milhões de usuários cadastrados, segundo o Banco Central do Brasil, consolidando-se como o meio de pagamento mais usado no país em número de transações. Com essa escala, porém, os métodos improvisados no balcão começam a mostrar seus limites. Em milhares de lojas, a cobrança ainda depende de chaves estáticas impressas ou do celular do proprietário, um modelo suscetível a erros de digitação e a golpes com comprovantes falsos que continuam impactando o varejo físico.
Para Hugo Venda, CEO da ÚnicoPag, o problema não está no Pix em si, mas na forma como ele é operado dentro das lojas. “O Pix deixou de ser complementar e virou rotina no caixa. Quando o lojista mantém plaquinhas ou precisa conferir comprovante no celular, ele assume risco desnecessário. O QR Code gerado na própria maquininha, com validação automática, reduz erro humano e bloqueia o golpe do comprovante falso”, explica.
A solução proposta pela empresa é justamente integrar o Pix ao fluxo tradicional da maquininha, com QR Code dinâmico exibido no visor e confirmação automática da transação. Essa abordagem não só aumenta a segurança, como também reduz os custos para o lojista. Com taxa de 0,49%, o Pix se torna mais barato que o crédito à vista (3,57%) e o débito (1,67%), diferença que impacta especialmente operações de baixo valor, comuns em farmácias, mercados de bairro e lojas de conveniência.
Em um cenário de margens apertadas e consumidores sensíveis a preço, a discussão deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser operacional. “O varejo que ainda trata o Pix como algo à parte está ficando para trás. Integrar o pagamento à maquininha e receber em até 24 horas, inclusive no fim de semana, dá previsibilidade e tira o improviso do caixa”, conclui Hugo Venda.




















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