Quer fazer um Projeto de IA na sua empresa? Que tal começar com Segurança?
- HA Tecno

- 16 de out. de 2025
- 4 min de leitura

Muitas empresas têm como prioridade implementar projetos de IA o mais rápido possível. Afinal, uma tecnologia como essas tem um potencial enorme de fazer a diferença e agregar valor. Ninguém pode ficar de fora!
Vou compartilhar aqui algumas experiências de nossa empresa e algumas dicas do que você pode implementar com sucesso do que levamos em consideração em nossa prática. Intenção é despertar aquele desejo de partir para a ação e não se aprofundar no techniquês.
Começe pequeno, mas com um problema relevante
A área de cybersegurança é uma candidata natural para projetos de IA, porque tem novos problema a todo o tempo. Os fraudadores estão sempre inventando coisa nova e a gente tem que ser mais rápido que eles, não é?
Nossa empresa (a HA Tecno), que trabalha com biometria, usa os batimentos cardíacos da pessoa para fazer prova de vida. Capturamos um vídeo de alguns segundos, extraímos um sinal (que no final das contas vira uma sequência de números) e calculamos os batimentos.
Sentimos a necessidade de então ter certeza de que o sinal era realmente de um ser humano e que tinha qualidade suficiente. Aí decidimos implementar uma ferramenta de IA para responder a essa pergunta: “O sinal é correspondente a um ser humano ? Tem qualidade suficiente para calcularmos os batimentos?”
Outro problema no qual usamos IA era controlar o efeito da iluminação do ambiente na qualidade das imagens das impressões digitais.
Usamos um modelo adequado a este tipo de dado e tivemos sucesso.
Use um modelo adequado ao seu dado
No caso anterior (batimentos), os dados eram numéricos e existem várias medidas que podem ser transformadas em dados numéricos, o tempo que o usuário leva para teclar, as componentes de frequência da voz, a quantidade de vezes que ele entra no aplicativo, a cor do documento que ele enviou (cor pode ser transformada em números), o percentual de vezes que tenta fazer uma transação antes de desistir, a localidade em que ele usa o smartphone.
Pode-se também trabalhar com imagens (o que nós também fazemos com imagens dos dedos, para biometria com as impressões digitais e avaliar a qualidade e foco delas). A cor, a forma do dedo são fatores importantes da imagem. Outras empresas podem trabalhar com a face, com o fundo da tela, com imagem de documentos que são típicos de um cadastro. A forma dos lábios e até as pequenas contrações que fazemos no rosto podem ser usados para detectar as emoções.
Alguns problemas podem ser resolvidos com modelos mais simples (por exemplo de Machine Learning) que normalmente trabalha com características extraídas do dado (no meu exemplo do batimento, a frequência em batimentos por minuto é uma característica). Para problemas mais complexos, como os de imagem, pode ser necessário o uso de redes neurais (bem sofisticada) que tem a capacidade de “aprender” sozinha as características de uma determinada situação que você quer detectar.
Inclui alguns modelos que conheço, em parte já usamos ou testamos.
Dados – O segredo do Sucesso
Quando você faz um projeto desses, vai ter que treinar uma ferramenta para que ela saiba identificar a situação que você quer detectar (ex. comportamentos fora do padrão de um usuário comum pela expressão facial). Tem que ter bastante dado, alguns milhares de amostras.
Inclua exemplos positivos e negativos da situação (ex. situação em que a pessoa está alegre ou não está alegre) em vários cenários, por exemplo , situações em que a imagem está parcialmente bloqueada (oclusão, uso de óculos, barba, boné, maquiagem).
Dados são o segredo do sucesso, a criação de uma base representativa da população que você está analisando pode fazer toda a diferença.
É importante ter uma base apenas para treinar a ferramenta e outra para testar o resultado. Isso para evitar que o seu resultado fique viciado (a ferramenta só aprende a identificar situações que estão na base de treinamento).
Meça o resultado SEMPRE e teste variações e modelos novos
Gosto de ler antes de começar sobre quais os modelos são mais adequados a cada situação (sempre tem alguém que já passou por um problema semelhante)
Na minha empresa gostamos de fazer testes rápidos com modelos simples com bases pequenas (algumas centenas da dados) para avaliar rapidamente o potencial de uso da ferramenta. Eu chamo estes testes de “quick and dirty”.
Isso permite que a gente descarte modelos rapidamente e não gaste muito tempo com modelos que não funcionam. Tem ferramentas que já contém vários modelos e você pode fazer testes de várias de uma vez.
Treinamento e Experiência
Vale a pena fazer um treinamento (há vários cursos online em sites de educação na internet) enquanto testa a ferramenta. Nossa experiência é que o profissional cresce mais rápido e consegue chegar no resultado com maior compreensão das ferramentas. Investir em uma pós para um colaborador pode ser uma boa também.
Sou a favor de testar, ver o que acontece e capacitar o time, mas em algum momento a sua empresa pode precisar de uma ajuda mais especializada, vale a pena contratar um profissional com mais experiência para capacitar seu time.
Temos vários projetos de IA e nosso time ver crescendo em capacidade e sucesso!
Se quiser saber mais sobre a nossa solução de biometria e prova de vida com impressões digitais e batimentos cardíacos, acesse o nosso site no link abaixo link:
Ou mande um e-mail para hsgc@hatecno.com.br




















Comentários