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- LWSA amplia investimentos em e-commerce e consolida Bling como plataforma de negócios do varejo brasileiro
Como parte de um ciclo de investimentos de R$ 93,6 milhões nos últimos 12 meses findos em 31/03/2026 (Demonstrativo de Fluxo de Caixa - Desenvolvimento de Ativos Intangíveis), destinado à evolução de diversas das suas soluções para comércio eletrônico, a LWSA consolida o Bling como Plataforma de negócio unificada - com loja física, e-commerce e logística operando em um único sistema, eliminando silos operacionais e retrabalho entre diversos sistemas. A iniciativa integra a estratégia da companhia para ampliar sua atuação no mercado de software para e-commerce e sustentar seu crescimento de dois dígitos com rentabilidade. Neste mês, o Bling lança nova solução nativa de loja virtual, em fase beta, e amplia a sua verticalização no segmento de e-commerce. A plataforma também contará com uma nova versão do Envios, solução de intermediação de fretes e gestão logística, compondo uma configuração única para operações de e-commerce e empresas que operam em múltiplos canais de venda, incluindo marketplaces e lojas físicas. Com essas evoluções, o Bling passa a concentrar toda a operação do lojista em uma única plataforma, eliminando a necessidade de múltiplos sistemas. O movimento responde a uma demanda crescente dos empreendedores, que hoje operam em diferentes canais de venda e enfrentam desafios para integrar informações, reduzir erros e ganhar eficiência. No início de 2026, o Bling ampliou seus investimentos em IA, com o lançamento em fase beta do Assistente de IA que tem sido liberado a todos os lojistas e permite consultar e gerar insights sobre o negócio e a realização de tarefas operacionais na plataforma. O Bling também passou a atender operações mais complexas, com volumes acima de 100 mil pedidos por mês, ampliando sua capacidade para atender empresas do segmento middle market. Entre as novas funcionalidades estão o Multiempresas, para gestão de estoques de múltiplos CNPJs, Check-in de Recebimentos (entrada de mercadorias), e Check-out (expedição) por produto que amplia o controle e a rastreabilidade da entrada de mercadorias, entre outros recursos. "A LWSA ocupa uma posição relevante nesse setor, concentrando quase 21% do GMV do comércio eletrônico brasileiro e a iniciativa com o Bling nos traz mais robustez para ampliarmos esse share, crescendo sem perder margem. Essas iniciativas ampliam nossa capacidade de atender empresas em diferentes momentos da jornada, ao mesmo tempo que interagem com nossas outras marcas, acompanhando a evolução das operações e das demandas dos empreendedores", afirma Rafael Chamas, CEO da LWSA. De acordo com Marcelo Navarini, diretor do Bling, a evolução da empresa dá mais autonomia e segurança para o lojista escalar o seu negócio, eliminando erros causados por comunicação de dados entre diferentes softwares, tornando sua operação mais eficiente e rentável. “Numa lógica de one stop shop, reunimos todos os recursos, desde vendas e marketing à logística, serviços financeiros, inteligência artificial, integração com todos os canais de vendas, de marketplaces a redes sociais, em um só ambiente. Isso reduz erros, faz o empreendedor ganhar tempo com uma operação sem fricções e um negócio escalável”, explica. Pesquisa aponta aumento da complexidade da operação dos lojistas Esse movimento acompanha a mudança no perfil de quem vende online no país. Estudo realizado pela FutureBrand, a pedido do Bling, mostra que a expansão das vendas online para múltiplos canais tornou a operação mais complexa e fragmentada. Lojistas relataram que para tarefas simples, como cancelar um pedido, precisam acessar diferentes plataformas, criando uma "colcha de retalhos" de sistemas, com maior retrabalho e perda de produtividade. “A pesquisa reforça um movimento que estávamos observando, o lojista precisa ter sua operação centralizada em um só ambiente para ter mais eficiência. Dessa forma, o Bling evoluiu para uma solução mais completa, capaz de gerenciar essa operação de ponta a ponta, com alta tecnologia, mas mantendo sua essência de ser simples e fácil de usar, atendendo operações de diferentes tamanhos", afirma Navarini. O levantamento mostra empresas mais maduras, nas quais 84% concentram a gestão comercial, 57% atuam há mais de 5 anos e 66% operam com equipes de até 19 colaboradores. O estudo ouviu 371 lojistas, entre clientes e não clientes, em uma etapa quantitativa complementada por entrevistas em profundidade para compreender como a evolução do comércio eletrônico transformou a rotina dos empreendedores. Os principais insights são: Fragmentação da operação: diferentes plataformas, para operar de vendas à logística e atendimento, criam uma "colcha de retalhos" de sistemas. Excesso de etapas: atividades simples, como cancelar um pedido, podem exigir acesso a diferentes plataformas. Centralização da gestão: o empreendedor concentra as decisões do negócio. Busca por simplificação: cresce a demanda por plataformas que unifiquem processos, reduzam o retrabalho e eliminem a necessidade de múltiplos logins. Tecnologia para acompanhar o crescimento: soluções precisam evoluir com a empresa, com mais capacidade operacional, sem aumentar a complexidade. Nova identidade acompanha evolução da plataforma O novo posicionamento do Bling se inicia com uma campanha nacional, a partir do fim deste mês, que rejuvenesce a marca, com novos elementos visuais e reforça a empresa de tecnologia como uma plataforma completa de negócios que gerencia a operação de ponta a ponta. “Mais do que uma renovação visual, o reposicionamento busca aproximar a percepção da marca da evolução tecnológica construída pelo Bling ao longo dos últimos anos, e de seu papel como plataforma que apoia a operação do empreendedor de ponta a ponta”, explica Navarini. A campanha inclui ativações durante o Fórum Ecommerce Brasil, com OOH no trajeto e dentro do próprio evento, além de mídias digitais e televisão, sintetizada pelo conceito "Pro seu crescimento fluir".
- Omie expande atuação em serviços financeiros com FIDC e cartão corporativo para PMEs
A Omie, líder em sistema de gestão (ERP) para PMEs, anuncia uma nova fase de expansão no mercado financeiro. A companhia estruturou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com aporte inicial de R$75 milhões e meta de alcançar R$200 milhões até 2027, além de lançar o Cartão Omie, cartão corporativo integrado ao seu sistema de gestão. O fundo será operado com a Omie na posição de sponsor e cotista júnior, absorvendo o risco primário de inadimplência e oferecendo proteção aos investidores das cotas seniores. As operações de crédito da companhia são realizadas em parceria com o banco BV, que atuou como coordenador líder da oferta, primeiro investidor no novo veículo e com a QI Tech, que atuará como administrador e gestor do fundo. O novo veículo terá como foco a oferta de crédito para a antecipação de recebíveis dos clientes PMEs da plataforma Omie. Dados como diferencial competitivo De acordo com o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE), o acesso a crédito é a principal barreira ao crescimento sustentável das pequenas e médias empresas, especialmente no atual ambiente de juros elevados. O diferencial da Omie para oferecer crédito a seus clientes reside no acesso a dados financeiros em tempo real. Ao gerir o ERP de 200 mil empresas, a companhia detém visibilidade sobre faturamento e fluxo de caixa dos tomadores, o que permite critérios de concessão mais ágeis e precisos, reduzindo a assimetria de informação comum no segmento de PMEs. A contratação ocorre dentro da própria plataforma, integrando análise de dados e formalização da operação em um único ambiente. A integração de serviços financeiros ao ERP é uma das prioridades da Omie. A estratégia simplifica a gestão financeira das PMEs por meio da automação de pagamentos, cobranças e conciliações, além de otimizar a originação de crédito e reduzir o custo de aquisição de clientes. Cartão corporativo integrado ao sistema de gestão No mesmo movimento de expansão financeira, a Omie lançou o Cartão Omie, cartão corporativo da bandeira Mastercard disponível para clientes com conta PJ Omie, sem anuidade e sem taxas adicionais. O produto é o primeiro cartão PJ totalmente integrado a um ERP e tem como objetivo endereçar duas dores dos PMEs: a dificuldade de acesso a cartões corporativos e a carência de ferramentas para gestão de despesas corporativas. O cartão está disponível em via física ou virtual e há a possibilidade de emissão de múltiplos cartões, que podem ser cadastrados em todas as carteiras virtuais. O limite do cartão é definido inicialmente pelo próprio cliente com base no valor depositado em uma reserva de garantia - sem necessidade de análise de crédito - com o passar do tempo, a própria Omie ofertará limite de crédito adicional aos seus clientes. Para facilitar a gestão orçamentária, o produto permite definir limites (em breve, será possível configurar restrições de uso por área de negócio), integrando todos os lançamentos dos cartões com centros de custo pré-determinados e conciliando-os no módulo financeiro, eliminando lançamentos manuais. As duas iniciativas reforçam o posicionamento da Omie como plataforma financeira para PMEs, integrando gestão e serviços bancários em um único ecossistema.
- 99Pay recebe autorização do Banco Central para atuar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
A 99Pay, conta digital da 99, recebeu autorização do Banco Central para atuar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), um passo estratégico que amplia sua capacidade operacional e fortalece os planos de expansão da companhia no mercado financeiro brasileiro. A autorização, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (27), permitirá à fintech desenvolver novas soluções financeiras, ampliar sua oferta de crédito e captar recursos por meio de instrumentos como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Recibos de Depósito Bancário (RDB). "A autorização para atuar como SCFI representa um marco importante na evolução da 99Pay e reforça nossa estratégia de construir uma plataforma financeira cada vez mais completa para os brasileiros. Mais do que ampliar nossa eficiência operacional, essa licença cria uma base sólida para acelerar o desenvolvimento de novos produtos, fortalecer nossa capacidade de inovação e expandir o acesso a soluções financeiras simples, acessíveis e alinhadas às necessidades dos nossos usuários", afirma Rafael Leal, Diretor Jurídico e de Compliance da 99Pay. A 99Pay tem uma base de mais de 28 milhões de usuários registrados e a autorização faz parte do plano da companhia de fortalecer sua infraestrutura financeira e regulatória, além de sustentar o crescimento da operação no longo prazo. Nos últimos anos, a empresa vem ampliando seu portfólio de soluções financeiras e investindo na evolução de sua plataforma, buscando oferecer uma experiência cada vez mais completa aos usuários. Com a nova licença, a 99Pay amplia sua flexibilidade para estruturar novas soluções financeiras e fortalecer sua operação de crédito. Adicionalmente, o modelo também permitirá diversificar suas fontes de captação por meio de instrumentos de renda fixa protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aumentando a eficiência operacional e criando condições para ampliar a escala de suas operações. A conta digital está disponível dentro do super app da 99, e opera com lucratividade do saldo em conta equivalente a 110% do CDI (para valores até R$ 5.000,00). Também oferece opções para realização de transferências, pagamento de boletos e recarga de celular.
- As melhores fintechs do mundo: Conheça as 10 brasileiras que fazem parte da lista
No cenário atual, as fintechs passam por um momento de ganhos de escala, lucratividade e maturidade regulatória. Bancos digitais evoluíram para operações totalmente licenciadas, softwares corporativos se expandiram horizontalmente de maneira a viabilizar a modernização de instituições financeiras tradicionais e a blockchain cada vez mais está institucionalizada, em paralelo com a inteligência artificial remodelando todo o sistema. Nesse cenário, o mercado mundial das fintechs gerou US$ 650 bilhões em receitas em 2025, número 21% maior em relação ao ano anterior. Além disso, já foram 31 IPO's relevantes de fintechs, cuja capitalização atingiu os US$ 850 bilhões. Nesta cenário, a CNBC e a Statista selecionaram as 500 principais fintechs do mundo, distribuídas em 8 segmentos. Para seleção das empresas, foi aberto um processo para que as fintechs interessadas se manifestassem e compartilhassem seus indicadores de performance (KPI's). Além das empresas cadastradas, também foi analisado o mercado como um todo, de forma que, no final das contas, foram avaliadas 3.500 empresas e mais de 25.000 dados. A partir disso, foi utilizado um sistema, considerando os KPI's das empresas, em conjunto com uma pesquisa documental. A lista segmentou as fintechs nas seguintes 8 categorias: Financiamento alternativo: oferecem soluções digitais de captação de recursos e concessão de crédito para consumidores e empresas, de forma independente dos bancos tradicionais. Ao todo, foram 60 fintechs listadas (12% da lista); Ativos digitais: As empresas do segmento de ativos digitais incluem aquelas que simplificam e viabilizam o uso de aplicações baseadas em blockchain e de ativos digitais, em vez dos próprios tokens ou protocolos. Ao todo foram 40 fintechs listadas (8% da lista); Fintechs corporativas: engloba empresas que fornecem soluções para instituições financeiras e empresas, como finanças embarcadas (embedded finance), open banking e automação de processos financeiros. Esse segmento representa uma parte essencial da infraestrutura que sustenta o funcionamento dos serviços financeiros na atualidade. Ao todo, foram 60 fintechs listadas (12% da lista); Insurtechs: desenvolvem ou oferecem tecnologias voltadas à transformação do setor de seguros. Esse segmento evoluiu de empresas focadas no consumidor final para organizações que disponibilizam soluções de subscrição de riscos (underwriting), gestão de sinistros, ferramentas para corretores, seguros embarcados (embedded insurance) e análise de riscos, muitas das quais já utilizam inteligência artificial para aprimorar seus serviços. Ao todo, foram 55 empresas listadas (11% da lista); Neobanking: Os neobancos são definidos como instituições financeiras exclusivamente digitais, mas evoluíram para muito mais do que concorrentes de nicho que ofereciam apenas cartões pré-pagos. Atualmente, muitos operam como plataformas financeiras completas — seja por meio de licenças bancárias próprias, seja em parceria estratégica com bancos tradicionais — oferecendo uma ampla gama de serviços, que incluem orçamento e planejamento financeiro, poupança, crédito e investimentos. Ao todo, foram 55 empresas listadas (11% da lista); Pagamentos: As empresas do segmento de pagamentos oferecem serviços de pagamento, gateways de pagamento e soluções que viabilizam transações financeiras em ambientes digitais e físicos, incluindo transferências entre pessoas físicas e empresas. Ao todo, foram 115 empresas listadas (23% da lista); RegTech: Esse segmento reúne empresas que ajudam outras organizações a cumprir suas obrigações regulatórias, oferecendo soluções para elaboração de relatórios regulatórios, conformidade (compliance), verificação de identidade, gestão de riscos e monitoramento de prevenção à lavagem de dinheiro (AML). Ao todo, foram 40 empresas listadas (8% da lista); Tecnologia para gestão patrimonial: O segmento de tecnologia para gestão de patrimônio (WealthTech) é composto por empresas que oferecem soluções digitais para negociação de ativos, investimentos e gestão de carteiras (portfólios), sendo a segunda maior categoria da lista, atrás apenas do segmento de pagamentos. Ao todo, foram 75 empresas listadas (15% da lista). Geograficamente falando, o país com mais fintechs listadas foi os EUA, com 210, seguindo por Reino Unido (67), India (27), Cingapura (25), Alemanha (16), Canadá (16), França (10) e Brasil (10). Em relação às cidades, Londres é o grande destaque, com 64 empresas, seguida por Nova Iorque (50), San Francisco (37). No Brasil, a principal cidade foi São Paulo, com 8 fintechs. Das fintechs brasileiras listadas, 7 são da categoria Neobaking: Nubank, Neon, PagBank, Agibank, C6 Bank, Inter e PicPay; 2 são da categoria Pagamentos: CloudWalk e Stone; e 1 é da categoria Financiamento Alternativo: Creditas. Destas, Agibank, C6 Bank, Inter, Neon, Nubank e Stone já haviam aparecido em edições anteriores da lista. A lista completa pode ser conferida neste link.
- Pix Pensão: o que muda na vida financeira de quem paga e de quem recebe pensão alimentícia
O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central está prestes a ganhar uma funcionalidade que pode transformar a realidade de milhões de brasileiros. Aprovado pelo Senado no início de julho, o chamado "Pix Pensão" automatiza o pagamento mensal da pensão alimentícia, com um diferencial além do agendamento: o bloqueio automático de ativos financeiros em caso de inadimplência. O projeto, agora, aguarda sanção presidencial. Mas já é possível entender como essa ferramenta promete reorganizar a vida financeira de famílias que dependem desse recurso. O que é o Pix Pensão e por que ele é diferente do Pix agendado À primeira vista, pode-se imaginar que o Pix Pensão é apenas outra forma de agendamento de pagamento recorrente. Mas a diferença é substancial. Enquanto no Pix agendado tradicional o pagador tem o controle total sobre a transação e pode simplesmente cancelá-la ou deixar de fazer a transferência, no novo mecanismo o pagamento é determinado por decisão judicial. Na prática, o juiz informa os dados necessários, como valor mensal, prazo de duração, contas de débito e crédito e critérios de atualização, e as instituições financeiras ficam obrigadas a realizar as transferências nas datas definidas pela Justiça. Se não houver saldo suficiente na conta do alimentante, o que muda é a indisponibilização automática de ativos financeiros até o limite do valor atualizado da prestação em atraso. "A diferença é que o Pix Pensão tem força de execução judicial", explica Marco Afonso, especialista de negócios da Simplic, plataforma de empréstimo pessoal 100% online. "Não é uma questão de boa vontade de quem paga, mas de cumprimento de uma obrigação legal. Isso muda completamente a dinâmica do relacionamento financeiro entre as partes". Organização financeira e fim do "esquecimento" O Pix Pensão também visa eliminar o risco do esquecimento do pagamento que, muitas vezes, não é malicioso, mas fruto da correria do dia a dia. Para quem recebe, a previsibilidade é o grande ganho. Hoje, se o pagador não tem vínculo empregatício formal, a beneficiária precisa acionar a Justiça a cada atraso, o que pode acarretar no atraso do recebimento de valores essenciais para a subsistência de crianças e adolescentes. "Com o Pix Pensão, a data de recebimento se torna uma certeza no calendário. Isso permite planejar despesas escolares, contas fixas e até pequenos investimentos no mês. Ter uma garantia de entrada de recurso em dia específico transforma a gestão do orçamento doméstico de famílias que vivem com margem apertada", afirma Afonso. Os erros comuns na automatização de pagamentos No entanto, o especialista alerta que qualquer automatização de pagamentos recorrentes exige cuidados. “O erro mais comum é tratar o valor como ‘invisível' no orçamento como se, por ser automático, não exigisse planejamento”. Para quem tem essa obrigação, a recomendação é tratar a pensão como uma conta prioritária, assim como o aluguel ou o financiamento da casa. O valor deve ser alocado logo no início do planejamento mensal, e não como uma "sobra" depois de pagar outras despesas. Outro erro frequente é não considerar a atualização monetária, prevista na decisão judicial. Diferentemente de um boleto fixo, o valor da pensão pode ser corrigido periodicamente, e quem paga precisa estar atento a esses reajustes para evitar surpresas negativas. Para quem recebe, o cuidado é não tratar o Pix Pensão como um depósito automático que dispensa acompanhamento. A própria ferramenta prevê que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recolha e divulgue estatísticas sobre os processos, e manter-se informado é essencial. Como encaixar a pensão no orçamento sem sufoco Para quem tem essa obrigação financeira todo mês, é necessário entender a pensão como despesa fixa inegociável. “O Pix Pensão não elimina a necessidade de planejamento, pelo contrário, a torna ainda mais evidente, porque a cobrança é automática e, em caso de saldo insuficiente, pode atingir outros ativos financeiros” alerta Marco Afonso. “A dica é estruturar o orçamento considerando o valor da pensão como a primeira dedução da renda, não a última. Se necessário, ajustar outras despesas para acomodar esse compromisso”, recomenda. O impacto social esperado é relevante. Ao reduzir a necessidade de judicialização a cada parcela atrasada, o sistema desafoga a Justiça e, principalmente, garante que crianças e adolescentes tenham o direito à subsistência preservado com mais agilidade.
- MED 2.0 muda gestão de risco do Pix para empresas e e-commerces
O Pix alcançou uma escala que transformou a forma como empresas e consumidores movimentam dinheiro no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Banco Central em 2026, mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizam o sistema, que registrou bilhões de transações e movimentou trilhões de reais em um único mês. Ao mesmo tempo em que o meio de pagamento se consolida como peça central do comércio digital, o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED 2.0, amplia a necessidade de atenção das empresas para riscos relacionados a fraude, rastreabilidade e gestão financeira. Para Nassor de Oliveira Ramos, membro da equipe de Risco/Compliance da UNICOPAG, a evolução do mecanismo muda a percepção de segurança que acompanhou a expansão do Pix e exige uma nova postura das empresas que recebem pagamentos digitais. "Durante muito tempo, o Pix foi tratado pelas operações como um meio de pagamento em que a liquidação imediata representava também uma espécie de encerramento definitivo da transação. Com o avanço dos mecanismos de devolução e de rastreamento, essa percepção precisa ser revista. O negócio passa a precisar de processos capazes de acompanhar a transação para além do momento em que o dinheiro entra em conta, com mais controle, rastreabilidade e capacidade de resposta diante de situações de fraude ou contestação." O movimento ocorre justamente quando o Banco Central amplia as ferramentas de segurança do sistema. O MED 2.0 foi desenvolvido para permitir o rastreamento de recursos transferidos em fraudes para além da primeira conta que recebeu o dinheiro, enquanto o autoatendimento do MED passou a facilitar a contestação de transações fraudulentas diretamente pelos aplicativos das instituições financeiras. Para o e-commerce, a evolução reforça a importância de estruturas de monitoramento e gestão de risco, principalmente em operações de alto volume e margens reduzidas, nas quais ocorrências isoladas podem gerar impactos financeiros relevantes. Nesse contexto, a discussão deixa de estar restrita à segurança bancária e passa a alcançar a própria sustentabilidade das operações digitais, que precisam equilibrar velocidade de recebimento com capacidade de controle e resposta. Na avaliação de Nassor, a mudança representa um amadurecimento do ecossistema de pagamentos e exige que lojistas, plataformas e intermediadores repensem seus processos. "O avanço do MED não deve ser interpretado apenas como um aumento de risco para quem vende, mas como um sinal de amadurecimento do mercado. A velocidade do Pix continua sendo uma vantagem competitiva, mas ela precisa estar acompanhada de inteligência transacional, monitoramento e parceiros preparados para atuar diante de eventos que podem impactar diretamente o caixa e a continuidade da operação.
- Conta Simples atinge R$ 90 bilhões movimentados e lança agente de IA para ser "o melhor amigo do financeiro" das empresas
A Conta Simples lança nesta semana a Conferência Automatizada de Despesas, um agente de inteligência artificial que opera nativamente dentro da plataforma e valida, em tempo real, todas as informações necessárias para uma conciliação financeira eficaz, como comprovantes fiscais, centro de custo e a categoria de cada transação corporativa. O produto também vincula notas fiscais e aponta erros automaticamente, sem necessidade de configuração adicional, exportação de extrato ou espera pelo fechamento do mês. Na prática o Agente substitui uma função que até hoje só era possível de fazer através do trabalho humano e que direciona o tempo dos times financeiros para análises e decisões estratégicas. O lançamento acontece em um momento de forte expansão da companhia. No primeiro semestre de 2026, a Conta Simples atingiu a marca histórica de R$ 90 bilhões movimentados em sua plataforma, com mais de 45 mil empresas na base e mais de 2,3 milhões de cartões corporativos emitidos até junho. A expectativa é ultrapassar os R$ 100 bilhões transacionados até o fim deste ano e alcançar R$ 500 bilhões em movimentação até 2030, sustentando uma meta de crescimento de 80% ao ano pelos próximos cinco anos. O que os bancos tradicionais nunca resolveram Hoje, qualquer empresa que opera com um banco tradicional precisa exportar o extrato da conta e conferir tudo por fora, em planilha, manualmente. De acordo com o Panorama de Despesas Corporativas, realizado pela Conta Simples em parceria com a Visa, times financeiros dedicam, em média, 21 horas por semana à organização de despesas. Em empresas com faturamento de R$ 500 mil, o fechamento de um único ciclo pode levar 15 dias ou mais. Em empresas de médio porte, o custo estimado da conferência manual chega a R$ 10 mil por mês em esforço operacional, sem nenhum retorno estratégico para o negócio. Projetado para o conjunto de empresas da base da Conta Simples com estrutura financeira dedicada, esse custo operacional supera R$ 50 milhões por ano em produtividade que hoje simplesmente se perde. A situação se agrava no contexto regulatório atual: a Receita Federal emitiu mais de 100 mil comunicados de malha fiscal a pessoas jurídicas em 2025, com R$ 233 bilhões em autuações. O risco fiscal deixou de ser uma eventualidade para se tornar uma variável permanente nas finanças corporativas das PMEs. Como o agente funciona A Conferência Automatizada de Despesas roda por padrão na plataforma, sem ativação manual. A cada nova transação, o agente confere comprovante fiscal, centro de custo e categoria em tempo real, vincula notas fiscais e aponta possíveis erros. Se houver divergência, o colaborador responsável é notificado na hora, não apenas no fechamento, quando o erro já se multiplicou. O agente também envia lembretes automáticos com base nas políticas definidas por cada empresa. Para acelerar essa evolução, a Conta Simples direciona 10% de todo o investimento anual da companhia para o desenvolvimento de inteligência artificial. A companhia testou essa tese internamente antes de levá-la ao cliente: no início de 2026, estabeleceu a meta de implementar 100 agentes de IA na própria operação e fechou o semestre com 170 em funcionamento. O resultado para o gestor financeiro é uma mudança de paradigma: em vez de revisar a fatura completa ao fim do mês, ele visualiza somente exceções. A meta operacional do produto é que mais de 95% das transações cheguem ao fechamento já conferidas, sem nenhuma intervenção humana. “O cliente sempre teve que exportar o extrato e conferir por fora, como se o serviço terminasse na transferência. Estamos mudando essa lógica: o trabalho financeiro acontece onde o dinheiro da empresa está”, destaca Tognini. Banco Agêntico B2B: a construção mês a mês A Conta Simples posiciona este lançamento como a primeira camada funcional de uma construção progressiva, que a empresa chamou de Banco Agêntico B2B e que prevê a entrega de novos agentes mês a mês até a consolidação do modo bancário completo no último trimestre de 2026. Como próximo passo dessa estratégia, a Conta Simples prepara para o fim deste ano o lançamento do Faça Seu Agente, iniciativa que permitirá que as empresas criem seus próprios agentes sobre a camada tecnológica da Conta Simples, adaptando automações e fluxos de trabalho às necessidades específicas de cada operação financeira. "Estamos provando que banco pode ser serviço, não só produto. Cada agente que lançarmos a partir de agora vai resolver mais um processo que o mercado financeiro ignorou por anos. As PMEs brasileiras merecem um banco que seja parceiro delas", declara o CEO.
- Empresas de tokens florestais aguardam chamamento para moldar nova regulamentação do mercado de capitais
As empresas de tokens florestais como a 4Rest Preservation querem participar ativamente no Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da CVM. Instituída pela autarquia na semana passada, a iniciativa vai moldar uma nova regulamentação experimental do mercado de capitais. “Isso vai garantir a segurança jurídica para os chamados Real World Assets (RWAs) e evitar barreiras operacionais em inovações de conservação”, diz Marco Giotto, fundador e CEO da 4Rest Preservation. A atuação nestes fóruns é essencial por três motivos. Primeiro, em relação a segurança e padronização regulatória. A tokenização ambiental envolve a representação digital de direitos reais (como cotas de manejo e créditos de carbono) em redes distribuídas. Portanto, influenciar as diretrizes da CVM evita ambiguidades entre o que é um utility token e um valor mobiliário. Segundo, para validação de práticas de monitoramento. Os ativos florestais dependem de auditorias físicas complexas. O GT oferece a oportunidade de propor que o uso de dados de satélite, blockchain e smart contracts seja formalmente aceito como prova de lastro pelo regulador. E terceiro, dar escalabilidade do Mercado. A construção de normativas adequadas gera maior confiança para investidores institucionais aportarem capital, permitindo que a preservação seja financiada via emissões fracionadas com liquidez em mercado secundário. Tokens florestais Não há um número exato e oficial sobre o setor de empresas da área já que o mercado de ativos ambientais e blockchain é descentralizado. Estima-se que existam entre 15 e 25 empresas e startups ativas que transformam conservação florestal, créditos de carbono e bioeconomia em ativos digitais no Brasil. Algumas das principais empresas atuantes no setor são a Ambipar (Ambify), multinacional brasileira focada em gestão ambiental que possui uma plataforma própria para fracionar e compensar carbono em projetos de conservação; a BMV Global, que lançou o "MundiToken" lastreado em Unidades de Crédito de Sustentabilidade (UCSs) provenientes de áreas preservadas por produtores rurais; a 4Rest Preservation, que permite que qualquer pessoa adquira tokens a partir de 1 m² de floresta nativa preservada com foco especial na Mata Atlântica e Cerrado; a ForestiFi, Fintech sediada em Manaus focada em investimentos de impacto que tokeniza produtos da sociobiodiversidade e manejo sustentável; a Brazil Carbon Asset (BRCA), que oferece tokens lastreados em carbono real com registro e custódia na B3; e a Amazonic One, que emite o token AMZ1 garantindo a proteção de áreas amazônicas atreladas a créditos de carbono e monitoramento em tempo real. Diferença entre token de preservação e crédito de carbono Embora os dois instrumentos atuem na preservação ambiental, a principal diferença é que o crédito de carbono é um ativo voltado para compensação de emissões (medido em toneladas de CO₂), enquanto o token de preservação (ou token florestal) representa a posse direta de uma área de mata (medido em m²) O ponto central defendido por Marco Giotto é o aprimoramento dos processos de auditoria e a validação de lastro real, que funcionam como mecanismos de segurança, transparência e confiança no mercado. “Eles garantem que um ativo digital, contrato ou título financeiro realmente possua o valor que diz ter e que seja lastreado por um ativo real (como um imóvel, produto agrícola ou dinheiro)”.
- Com aporte de R$ 750 mil, Serasa Experian acelera startups que querem potencializar a saúde financeira do país
A Serasa Experian, datatech líder na América Latina, abre novas inscrições para o Impulsiona Startups, programa social de open innovation, com o objetivo de acelerar empresas que tenham soluções inovadoras, escaláveis e que melhorem a saúde financeira dos brasileiros. Serão selecionadas soluções que foquem em educação financeira, prevenção a fraude para consumidores, e geração de renda para trabalhadores informais. Para viabilizar essa iniciativa a companhia vai distribuir entre as startups participantes investimento de mais de R$ 750 mil em formato equity free – ou, seja, sem exigir participação nas empresas. As inscrições são limitadas e devem ser feitas online pelo link de acesso: https: www.serasaexperian.com.br/impulsiona-startups/ De acordo com o Paulo Gustavo Gomes, head de sustentabilidade da Serasa Experian, “startups geralmente nascem enfrentando um velho problema: falta de apoio para escalar. Nosso papel é ajudar a virar esse jogo com empresas que fomentem a ajudem a melhorar a saúde financeira dos brasileiros. Até agora, considerando todas as edições do programa, conseguimos alcançar mais de 1,3 milhão de pessoas por meio das soluções aceleradas, reforçando uma das nossas principais agendas de sustentabilidade, de escalar nosso impacto positivo por meio do empreendedorismo. Ao todo, serão oito startups escolhidas pela datatech para a jornada de 07 meses de aceleração. Os interessados em participar, precisam ter soluções em pelo menos um dos focos desta edição, precisam ser empresas com faturamento há mais de 2 anos, ter clientes ativos, além de estarem em estágio de validação ou tração. O programa foi pensado em duas fases e, na primeira, realizará o aporte inicial de R$ 30 mil para cada uma das 08 startups selecionadas. Elas passaram por um diagnóstico individual do negócio para mapear necessidades e oportunidades a serem trabalhados com mentores executivos da companhia e da Ace Cortex. Além disso, as empresas participantes contarão com workshops e criação do plano de desenvolvimento de um protótipo utilizando acesso gratuito às soluções da Serasa Experian. Para a segunda fase seguirão 06 startups com melhor aderência e engajamento aos objetivos da edição. Então, as empresas farão o desenvolvimento do protótipo, além de continuarem com as mentorias, workshops e acesso gratuito às soluções. A jornada se encerrará no Demoday, quando as startups apresentarão a evolução do seu negócio e acontecerá a distribuição de mais um investimento equity free – totalizando R$ 525 mil, a ser distribuído entre essas 06 startups participantes, dependendo do posicionamento de cada uma no ranking do Demoday. “Umas das premissas básicas do projeto é dar todo o suporte financeiro e de consultoria para as startups, aportando todo nosso arcabouço de conhecimento sem impor qualquer tipo de participação societária às empresas participantes. Criamos um modelo que une capital, conexões e inteligência de mercado sem tirar autonomia do empreendedor, que era um dos nossos principais objetivos, explica Gomes. Como novidade, ainda nessa terceira edição do programa, até 12 startups que chegarem ao pitch day terão acesso a benefícios estimados de até R$ 2 milhões, oferecidos por parceiros da ACE Cortex — com créditos em nuvem, ferramentas para o negócio, soluções de gestão, suporte e acesso a plataformas essenciais para o crescimento da startup. Acreditamos que negócios de impacto social têm um papel fundamental na construção de um país mais justo e inclusivo. Startups que nascem com o propósito de gerar resultados alinhados ao impacto social, enfrentam desafios imensos e é justamente por isso que programas como o Impulsiona fazem tanta diferença. Para nós, é uma alegria seguir mais uma vez ao lado da Serasa Experian nessa jornada, apoiando quem está na linha de frente da inovação com propósito. Ver essas soluções ganhando força e escala é acreditar, na prática, que é possível transformar realidades”, reforça Milena Fonseca, Sócia e CEO da ACE Cortex. Informações de Serviço: ● Inscrições: 31 de agosto de 2025 ● Link de acesso: www.serasaexperian.com.br/impulsiona-startups/. ●Quem pode participar: startups formalizadas e sediadas em território brasileiro, tenham clientes ativos e faturamento há mais de 02 anos, em estágio de validação ou tração, times com capacidade de execução, foco em B2C e aderência aos focos do programa. ● Investimento: R$ mais de 750 mil em aportes equity free + benefícios e mentorias. ● Duração do programa: Outubro de 2025 até Abril de 2026.
- Mercado financeiro fecha primeira operação de crédito com 'vacas tokenizadas' na B3
O agronegócio brasileiro registrou a primeira operação formal de crédito que transforma vacas leiteiras tokenizadas em ativos mobiliários registrados oficialmente na B3. Viabilizada pela fintech Target FIDC, a operação inicial movimentou R$ 100 mil. O financiamento utiliza como lastro os dados biológicos captados pela agtech Cowmed, startup brasileira pioneira no monitoramento inteligente de rebanhos. Na prática, o processo conecta o campo diretamente ao mercado financeiro. As coleiras e outros dispositivos inteligentes da Cowmed coletam dados de saúde e comportamento das vacas em tempo real e os convertem em códigos digitais criptografados para cada animal. Essa identidade eletrônica é anexada ao contrato pela Target FIDC, e é registrada na bolsa de valores brasileira, a B3, funcionando como uma garantia online do rebanho sem a necessidade de vistorias físicas na propriedade. O CEO da Cowmed, Thiago Martins, destaca que a digitalização do rebanho insere o ativo biológico em uma estrutura de segurança compatível com as exigências de compliance dos grandes bancos. “Nós pegamos a vaca, que é um ativo real e tangível, e a transformamos em um ativo digital lastreado por um código único monitorado em tempo real. Essa digitalização permite o registro formal na B3 como um ativo mobiliário. O processo é simples e dá ao produtor uma oportunidade vantajosa de se financiar, abrindo uma nova alternativa de garantia em um momento de forte restrição de crédito no agronegócio”, destaca Martins. De acordo com o diretor da Target FIDC, Humberto Brenner, a tecnologia elimina o principal entrave que impedia as instituições financeiras de aceitarem rebanhos como garantia. O executivo aponta que a praxe do mercado era aplicar deságios arbitrários devido ao risco e à falta de informações sobre o paradeiro e as condições do gado. “O produtor rural vai ao agente financeiro e, por incertezas sobre a localização e a saúde, o mercado costuma avaliar a garantia lá embaixo. Uma vaca que vale R$ 20.000 acaba sendo avaliada por R$ 8.000. Com o monitoramento da Cowmed, nós eliminamos essa incerteza do financiador. Sabemos onde a vaca está e como está a saúde de forma online, avaliando o ativo pelo valor justo de mercado”, explica Humberto Brenner. Essa mudança de avaliação traz vantagens diretas ao produtor rural, que consegue aumentar o seu acesso a crédito utilizando a mesma quantidade de animais. Outro benefício é a flexibilidade do recurso, que é liberado como uma linha de capital de giro livre. Brenner explica que o pecuarista pode utilizar o dinheiro para necessidades imediatas do fluxo de caixa, como dar um sinal de negócio na compra de um novo maquinário ou cobrir despesas de pré-custeio da fazenda. Para as instituições financeiras, o modelo oferece uma segurança superior à de garantias tradicionais, como imóveis ou veículos. “A terra apresenta baixa liquidez e morosidade de execução, enquanto automóveis podem ser deteriorados. O rebanho leiteiro monitorado, por outro lado, é um bem fracionável e de liquidez quase imediata no mercado nacional. E a tecnologia impede a ocorrência de fraudes de duplicidade, impedindo que o mesmo produtor ofereça os mesmos animais como garantia para diferentes bancos simultaneamente, uma vez que cada animal recebe um código exclusivo registrado na B3”, completa o diretor da Target FIDC. Thiago explica como a tecnologia gerencia os riscos biológicos e o controle de mortalidade dos animais. “Se o animal vier a falecer, o produtor faz a troca da garantia por outro animal. Para dar segurança, a operação já é feita incluindo cerca de 20% a mais de animais. Se um morrer, o processo é muito fácil: o produtor entra no sistema, seleciona a opção de trocar a garantia e, automaticamente, a plataforma gera um novo código hash, que é uma nova tokenização. Esse certificado digital da vaca é enviado para a financeira, que realiza o registro na B3”, esclarece o CEO da agtech. Com uma base atual de 100 mil vacas monitoradas e um patrimônio sob gestão estimado em R$ 2 bilhões, a Cowmed projeta que 20% do atual rebanho monitorado opte pela modalidade de crédito, o que representa R$ 400 milhões em operações de financiamento.
- Serasa Experian faz parceira com a CERC para que PMEs brasileiras possam ter liquidez imediata com antecipação de recebíveis dentro do Descomplica
A antecipação de recebíveis costuma ser uma das modalidades de crédito mais baratas para as PMEs, quando comparada a empréstimos tradicionais sem garantia, como capital de giro ou cheque especial PJ, por exemplo. Isso acontece porque existe um recebível real, ou seja, uma venda que a PME já realizou, mas que ainda não recebeu, servindo como lastro da operação, como, por exemplo, vendas no cartão, boletos, duplicatas ou notas fiscais já emitidas. Segundo pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, 45,1% dos empreendedores afirmam que o principal critério para a escolha dessa modalidade de crédito são as taxas de juros mais baixas, mas, mesmo sabendo das vantagens financeiras, apenas 17% das pequenas e médias empresas utilizam antecipação de recebíveis com frequência. O capital de giro é a principal finalidade da modalidade para 22,5% dos respondentes. Para ampliar o acesso a essa alternativa e possibilitar que mais PMEs se utilizem dessa modalidade, a companhia fechou uma parceria com a CERC, líder no mercado de registro de recebíveis, passando a integrar a antecipação de recebíveis de cartão ao Serasa Descomplica – solução inteligente de gestão financeira que concilia contas, centraliza extratos, controla o fluxo de caixa e organiza recebíveis, tudo isso baseado em IAs que geram alertas e relatórios para facilitar e simplificar o planejamento do negócio e o acesso a crédito, permitindo que empreendedores transformem vendas futuras em capital imediato na própria plataforma. Com a novidade, os empreendedores passam a contar com uma alternativa de crédito baseada no próprio fluxo de vendas, de maneira fácil e rápida, com condições mais sustentáveis e alinhadas à saúde financeira da empresa. Ao gerir sua agenda de recebíveis e suas contas correntes dentro do Descomplica, as PMEs têm uma visão completa das suas finanças — entradas e saídas de todas as contas correntes, previsão dia a dia do fluxo de caixa, e também os valores a receber de cartão – podendo, dentro da própria ferramenta, gerir suas contas e já antecipar seus recebíveis em um só lugar. A organização dessas informações permite identificar possíveis descasamentos entre entradas e saídas de caixa, uma situação comum na rotina dos pequenos negócios. A partir desses insights gerados por inteligência artificial, a plataforma passa a apresentar alternativas para equilibrar o fluxo financeiro, como a antecipação dos recebíveis, integrando diagnóstico e solução em um único ambiente. Por que antecipar recebíveis? Entre os fatores mais importantes para as PMEs na hora de contratar a modalidade, estão taxas mais baixas (45,1%), clareza nas condições (33%) e rapidez na liberação (28,5%). Já entre as finalidades que os empreendedores utilizam essa modalidade, temos o capital de giro (22,5%), cobrir despesas operacionais (19,2%) e organização do fluxo de caixa (14%). “Apoiar os pequenos e médios empreendedores significa ajudar a resolver problemas concretos do dia a dia. Uma das principais dores das PMEs é o intervalo entre vender e receber. Ao integrar a antecipação de recebíveis ao Descomplica, transformamos esse intervalo em oportunidade de liquidez imediata, alinhado ao fluxo real do negócio. Além disso, facilitamos a rotina financeira com dados e análises em um só lugar, com inteligência para analisar o fluxo de caixa, prever possíveis descasamentos e acessar crédito em um mesmo lugar. Com isso, o empreendedor pode focar no seu negócio principal, e não ficar perdendo tempo com diversos sistemas e planilhas e mais planilhas de controle”, afirma Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para pequenas e médias empresas da Serasa Experian. A CERC é a responsável pela captura, registro, validação e monitoramento dos ativos, garantindo mais segurança, transparência e escalabilidade às operações. A partir dessa infraestrutura em parceria, criam-se as condições necessárias para que credores ofertem crédito com base em informações qualificadas sobre os recebíveis e o perfil das empresas dentro da própria plataforma. “A integração da infraestrutura da CERC ao Descomplica cria um ambiente mais transparente e eficiente para o uso de recebíveis como garantia. Isso contribui para reduzir assimetrias de informação e viabilizar operações de crédito com mais segurança, beneficiando tanto os empreendedores quanto os financiadores”, diz Fátima Rios, CPO e CMO da CERC.
- Fim da fidelidade bancária: pesquisa mostra que 77% dos brasileiros se dizem abertos a trocar de instituição financeira
Por muito tempo, a relação entre clientes e instituições financeiras foi marcada pela estabilidade. Abrir uma conta em um banco costumava significar permanecer nela por anos, muitas vezes por décadas. Mas essa lógica está mudando rapidamente. Dados do relatório State of Open Finance 2026, produzido pela Mastercard, revelam que os consumidores estão cada vez mais dispostos a trocar de instituição financeira em busca de experiências melhores, mais transparentes e personalizadas. Globalmente, 77% dos entrevistados afirmam que mudariam de fornecedor para ter mais controle sobre seus dados financeiros, enquanto 43% afirmam já terem feito a troca por este motivo. 76% considerariam a troca para acessar recursos digitais que tornem a gestão financeira mais simples, e 44% já realizaram a mudança por conta disso. O estudo também aponta que o Brasil está entre os mercados com maior disposição para mudança. O país registra um índice de 77% de consumidores abertos a trocar de instituição financeira, refletindo um cenário de crescente competição impulsionado pelo Open Finance, pelos bancos digitais e pela ampliação da oferta de serviços financeiros digitais. Mais do que buscar novos produtos, os consumidores demonstram uma disposição para migrar em direção a instituições capazes de oferecer experiências mais convenientes, transparentes e alinhadas às suas necessidades. Crédito e recomendações personalizadas: principais motivos para a troca Essa mudança tem relação direta com o avanço do Open Finance, sistema que permite aos consumidores compartilhar seus dados financeiros entre diferentes instituições de forma segura e autorizada. Com mais controle sobre as próprias informações, os clientes ganharam também mais liberdade para comparar serviços e buscar alternativas que façam mais sentido para suas necessidades. Como consequência, bancos e fintechs passaram a disputar espaço não apenas por preço ou tradição, mas pela qualidade da experiência que conseguem oferecer. O relatório mostra que 70% dos consumidores entrevistados mudariam de instituição para receber recomendações e insights financeiros mais personalizados. Já 81% considerariam a troca para obter melhores condições de crédito, evidenciando que a conveniência deixou de ser o único fator relevante e passou a caminhar lado a lado com a busca por melhores oportunidades financeiras. "Estamos vendo uma mudança importante na lógica de fidelização do setor financeiro. No passado, muitos clientes permaneciam no mesmo banco porque mudar exigia tempo, burocracia e esforço. Hoje, com o Open Finance, a fidelidade precisa ser conquistada continuamente por meio de produtos, serviços e experiências que realmente façam sentido para o consumidor. Isso cria um ambiente mais competitivo, mas também mais saudável para a inovação", afirma Murilo Rabusky, diretor de negócios da Lina Open X. Empresas acendem o alerta A crescente disposição dos consumidores para trocar de instituição financeira já produz efeitos concretos no mercado. Segundo o relatório da Mastercard, 67% dos executivos do setor afirmam ter observado perda de clientes porque suas organizações não conseguiram oferecer o nível de conveniência ou personalização esperado pelos usuários. Os dados sugerem que os consumidores estão olhando para além de taxas e tarifas na hora de escolher onde manter seu relacionamento financeiro. Considerando esse contexto, a preocupação das empresas é compreensível. Mais de seis em cada dez executivos (62%) acreditam que suas organizações correm o risco de perder ainda mais clientes caso deixem de investir, ao longo do próximo ano, em sistemas capazes de tornar as interações financeiras mais convenientes e personalizadas. Para Murilo Rabusky, essa mudança reflete uma transformação mais profunda na relação entre consumidores e instituições financeiras. "O consumidor brasileiro está se acostumando a comparar serviços financeiros da mesma forma que compara aplicativos de transporte, streaming ou compras online. A expectativa por experiências simples, personalizadas e sem atritos aumentou significativamente, e isso reduz a tolerância a processos burocráticos ou ofertas pouco aderentes às necessidades de cada pessoa", destaca. O Brasil reúne características que ajudam a explicar por que essa transformação acontece de forma tão intensa. Além de possuir um dos ecossistemas de Open Finance mais avançados do mundo, o país também foi palco da rápida adoção de soluções digitais como o Pix, as carteiras digitais e os bancos totalmente digitais. Confiança continua sendo decisiva Embora a maioria dos consumidores esteja aberta a compartilhar dados financeiros em troca de melhores serviços, a confiança continua sendo um fator determinante. O estudo mostra que muitos usuários só aceitam esse compartilhamento quando entendem claramente como suas informações serão utilizadas e quais benefícios receberão em troca. Para as instituições, o desafio é transformar o acesso aos dados em valor percebido pelo cliente. Quanto mais transparente for essa relação, maiores as chances de engajamento e adesão às soluções baseadas em Open Finance. A disputa pelo cliente alcança uma nova etapa Os números da Mastercard mostram que a fidelidade bancária já não pode ser considerada garantida. Com mais opções à disposição e maior controle sobre seus próprios dados, os consumidores estão cada vez mais dispostos a migrar para instituições que ofereçam melhores condições, mais conveniência ou experiências mais alinhadas às suas expectativas. Para o diretor de negócios da Lina Open X, o Open Finance está redefinindo a forma como as instituições constroem relacionamento com seus clientes. "O Open Finance não elimina a fidelidade, mas muda a forma como ela é construída. O cliente continua fiel quando percebe valor, não porque encontra dificuldades para sair”, conclui.














