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- Pix x Zelle: comparação é equivocada porque sistemas têm origens, objetivos e modelos distintos, afirma advogado
A comparação entre Pix e Zelle, que voltou ao centro das discussões nos últimos dias após declarações do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, ignora diferenças fundamentais entre os dois sistemas de pagamento. De acordo com Fabiano Jantalia, sócio-fundador do Jantalia Advogados e especialista em Direito Bancário, embora ambos permitam transferências eletrônicas, eles foram criados em contextos completamente distintos e atendem a objetivos diferentes. De acordo com o especialista, o Zelle “não é o sistema de pagamento norte-americano”, mas apenas uma das soluções existentes nos Estados Unidos. “Ele surgiu a partir de um consórcio formado por grandes bancos americanos que decidiram desenvolver uma solução própria de pagamentos. O mais curioso é que o Zelle foi criado como uma reação dos bancos ao crescimento das fintechs americanas”, afirma. Segundo ele, a ferramenta nasceu como uma estratégia competitiva das instituições financeiras tradicionais diante das mudanças no mercado. Já o Pix possui natureza e finalidade diferentes. "O Pix não é um produto comercial. O Pix é uma infraestrutura pública e obrigatória, criada pelo Banco Central dentro de um contexto de ampliação da inclusão financeira e de estímulo à concorrência no sistema financeiro”. Segundo o especialista, o sistema brasileiro foi concebido desde o início para operar em larga escala, com foco em segurança, interoperabilidade e acesso universal. “O Pix não foi criado para concorrer com cartões de crédito ou substituir a indústria de cartões. Sua origem está ligada a uma demanda muito mais ampla: permitir que milhões de pessoas tivessem acesso a meios de pagamento eficientes, seguros e de baixo custo”. O especialista também ressalta que as críticas ao modelo brasileiro frequentemente partem de uma premissa equivocada. “Muitas das críticas, especialmente aquelas que alegam que o Pix favorece uma infraestrutura pública em detrimento das empresas privadas de meios de pagamento, partem de uma comparação equivocada”. Para ele, o desenvolvimento do Pix foi influenciado por experiências internacionais de inclusão financeira e buscou responder a desafios específicos do Brasil, como a necessidade de ampliar o acesso aos serviços financeiros e reduzir a dependência do dinheiro em espécie. Na avaliação do advogado, o desempenho do sistema brasileiro demonstra que uma infraestrutura pública não necessariamente reduz a competição no mercado. “O Brasil tem muito a ensinar ao mundo quando o assunto é sistemas de pagamento. Se os Estados Unidos quiserem entender como se constrói uma infraestrutura moderna, eficiente e segura, basta olhar para o que foi desenvolvido aqui”. Ele conclui afirmando que “o fato de ser uma infraestrutura pública não significa combater ou eliminar a concorrência”, mas, ao contrário, ampliar a eficiência e o acesso dentro do sistema financeiro.
- CNP Seguradora anuncia parceria com Casas Bahia Pay para oferta de seguro prestamista digital
A CNP Seguradora firmou parceria com a Casas Bahia Pay, banco digital da Casas Bahia, para a oferta de seguro prestamista vinculado a empréstimos pessoais, em uma operação totalmente digital realizada por meio do aplicativo da plataforma. Entre os principais benefícios estão a redução da taxa de juros do financiamento, além de uma experiência de contratação simples e totalmente digital. A cobertura inclui morte, invalidez permanente, perda involuntária de emprego e perda temporária de renda por incapacidade causada por acidente, ampliando o acesso à proteção financeira para consumidores das classes C e D. Criado em 2019 e autorizado pelo Banco Central desde 2021, a Casas Bahia Pay é o banco digital da Casas Bahia e está integrado ao ecossistema físico e digital da varejista. Atualmente, a plataforma soma 8 milhões de contas abertas, 4,9 milhões de cartões emitidos, 21,3 milhões de downloads do aplicativo e mais de R$ 25,4 bilhões em transações acumuladas. “Essa parceria nos permite levar soluções de proteção financeira a milhões de brasileiros por meio de uma experiência simples, acessível e totalmente digital, além de fortalecer nossa atuação em canais com grande potencial de crescimento”, afirma François Tritz, CEO da CNP Seguradora. O acordo também prevê a possibilidade de extensão do portifólio de produtos da CNP Seguradora, como capitalização, seguros e planos odontológicos, dentro da plataforma Casas Bahia Pay. Com integração rápida e modelo operacional escalável, a parceria também funcionará como um ambiente de testes para aprimorar processos como contratação digital, comunicação com clientes e automação de sinistros.
- Brasil lidera otimismo global em relação a criptomoedas, aponta estudo
O Brasil é o país com maior nível de otimismo em relação às criptomoedas entre todos os mercados analisados em um novo estudo global. A conclusão é da LatAm Intersect, agência de relações públicas especializada na região, que monitorou 12 meses de cobertura midiática online em diferentes países por meio da plataforma ECR da Delta Analytics. Aproximadamente 75% dos conteúdos jornalísticos brasileiros sobre o setor foram classificados como "expectativa" — o índice mais alto do levantamento. O perfil brasileiro vai além do otimismo: o estudo aponta que o país tem um dos mercados mais diversificados do mundo em termos de interesse por ativos digitais, com atenção distribuída entre privacidade, NFTs, trading e novos ecossistemas. Para os pesquisadores, o avanço do Banco Central na regulamentação de criptomoedas e stablecoins contribuiu para consolidar essa percepção — o cripto deixou de ser visto apenas como aposta especulativa e passou a ser associado à participação econômica mais ampla. "O Brasil se destaca como um mercado com forte visão de futuro. Os avanços regulatórios e as tendências de adoção posicionam as criptomoedas como uma ferramenta concreta de participação econômica", afirma Roger Darashah, cofundador e diretor da LatAm Intersect. O resultado coloca o Brasil na liderança de uma tendência regional: a América Latina é a região mais otimista do mundo em relação às criptomoedas, associando o setor à inclusão financeira antes da especulação. No México, o cenário é mais ambivalente — expectativa e medo aparecem em proporções semelhantes (cerca de 35% cada), com o interesse concentrado em privacidade e regulação. Entre o público hispânico nos Estados Unidos, a expectativa (~42%) supera o medo (~28%), com destaque para as stablecoins, usadas principalmente para pagamentos e remessas. "Em alguns mercados, trata-se de ganhar dinheiro. Em outros, de protegê-lo. E em outros, ainda, de conseguir acessá-lo. A América Latina pertence claramente a esse terceiro grupo: aqui, o cripto não é um ativo de luxo, mas uma ferramenta de inclusão", diz Darashah. Europa: cautela e dificuldade de classificação Na Europa, o cenário é distinto. A França chama atenção pelo alto índice de surpresa — cerca de 90% da cobertura local foi classificada dessa forma, o maior nível entre todos os países analisados. A leitura dos pesquisadores é que os veículos franceses não temem as criptomoedas, mas tampouco sabem onde encaixá-las nos modelos financeiros tradicionais. Na Alemanha, a surpresa também domina (~55%), mas o medo aparece como segundo fator relevante (~20%), em grande parte alimentado pela atuação rigorosa do regulador BaFin e pelas reportagens sobre lavagem de dinheiro. Na Espanha, medo (~40%) e surpresa (~30%) disputam espaço, refletindo um mercado ainda indefinido entre oportunidade e risco. Três formas de entender o cripto O estudo organiza os mercados em três perfis. Na Alemanha e na França, o cripto é tratado principalmente como instrumento financeiro, ainda que cercado de incertezas. Nos Emirados Árabes Unidos, Singapura, Reino Unido e nos Estados Unidos — entre audiências anglófonas —, prevalece a associação com segurança, autonomia e soberania sobre os próprios ativos. Na América Latina, o cripto é entendido como porta de entrada para o sistema financeiro: pagamentos, remessas e acesso econômico vêm antes da especulação. "A capacidade de se conectar com as audiências em seus próprios termos, refletindo suas necessidades e motivações específicas, será fundamental para impulsionar a adoção e gerar confiança", conclui Darashah. Mais detalhes aqui.
- Bancos digitais lideram crédito no Brasil, mas taxa de inadimplentes cresce mais rápido que base de clientes
Os neobanks consolidaram sua posição como principal porta de entrada ao crédito no Brasil e lideram o atendimento exclusivo à maioria dos consumidores com cartão de crédito e empréstimo pessoal ativos no país. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado dessas operações vem acompanhado de uma forte alta da inadimplência, como exemplo, entre 2021 e 2025, o índice de inadimplentes em cartões de crédito cresceu 163,33%, enquanto a base de consumidores avançou 14,95%. “O estudo mostra como os bancos digitais passaram a ocupar um papel de alta relevância no acesso ao crédito no Brasil, especialmente entre consumidores que antes estavam fora do sistema financeiro. Ao mesmo tempo, os dados ajudam a entender mudanças no comportamento financeiro dos brasileiros e os desafios que esse novo cenário traz para o mercado de crédito”, afirma Silvio Santana, VP Comercial de Key Accounts da Equifax. É o que mostra o estudo “Neobanks: a nova fonte de crédito 2026”, desenvolvido pela Equifax Boa Vista com base na análise de mais de 165 milhões de CPFs entre 2021 e 2025. Segundo o levantamento, os bancos digitais passaram a atender de forma exclusiva 47,1% dos indivíduos com cartão de crédito ativo em 2025, avanço de 19,2 pontos percentuais em relação a 2021. No empréstimo pessoal, a participação chegou a 51,8%, crescimento de 33,8 pontos percentuais no mesmo período. O estudo também mostra que os neobanks tiveram papel central na inclusão financeira de consumidores que ainda não tinham acesso ao crédito. Em 2025, 41,4% dos cartões emitidos por bancos digitais representaram o primeiro cartão de crédito dos consumidores, enquanto entre os bancos tradicionais esse percentual foi de 4,9%. No empréstimo pessoal, 10,2% dos consumidores que receberam crédito pela primeira vez foram atendidos por neobanks, contra 9,9% nos bancos tradicionais. “Os bancos digitais protagonizaram uma das maiores transformações do sistema financeiro brasileiro na última década. Levar crédito a milhões de pessoas que nunca tiveram acesso a um cartão ou empréstimo é um avanço inegável, e os dados mostram isso com clareza. O próximo passo é garantir que essa inclusão venha acompanhada de educação financeira e ferramentas que ajudem esse novo consumidor a usar o crédito de forma saudável”, afirma Eduardo Cavalheiro, Head de Marketing da Acordo Certo Crédito digital acelera participação no mercado Embora os bancos tradicionais ainda concentrem o maior saldo de crédito ativo, os neobanks registraram o ritmo mais acelerado de expansão nas operações de crédito.Entre 2021 e 2025, o saldo de crédito ativo por bancos digitais — considerando cartões de crédito e empréstimos pessoais — avançou mais de 360%. Nos bancos tradicionais, o crescimento foi de 35,7%. Em 2021, os neobanks respondiam por apenas 11,8% do total de crédito ativo. Em 2025, passaram a representar 31,8% do mercado. Apesar desse avanço, os bancos tradicionais ainda mantêm forte relação de confiança com os consumidores. Pesquisa de opinião realizada pela Acordo Certo mostra que 66,9% dos brasileiros acreditam que os bancos tradicionais são os mais preparados para uma crise econômica e 61,15% dos brasileiros consideram os bancos tradicionais sua principal instituição financeira, enquanto 71,5% afirmam que não trocariam um banco tradicional por um digital. Entre os entrevistados dispostos a migrar, o principal fator apontado foi acesso ao maior volume de crédito, citado por 46,9%, seguido por juros menores, com 25,6%. “O expressivo crescimento da participação dos neobanks na oferta de crédito à pessoa física eleva o grau de concorrência do mercado, ampliando a oferta e o poder de barganha dos consumidores. Ambos os efeitos contribuem para a redução da taxa de juros e ampliação dos prazos de financiamento, representando melhora das condições de crédito”, afirma Ulisses Monteiro Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o economista, o crescimento ocorre em um cenário de manutenção da taxa Selic em patamares elevados por mais tempo do que o esperado, devido aos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio. “Nesse contexto, a expansão do crédito viabilizada pelos neobanks ajuda, conjuntamente com os aumentos de renda e emprego, a minimizar a desaceleração da atividade econômica”, diz. Inadimplência cresce acima da expansão da base de clientes Se por um lado os bancos digitais passaram a liderar o atendimento de consumidores com crédito ativo, por outro também passaram a concentrar a maior parcela de inadimplentes no cartão de crédito. Em 2021, o índice de indivíduos inadimplentes em neobanks era de 7,71%. Em 2025, o percentual chegou a 20,31%. Em bancos tradicionais, era 14,57% e passou para 13,6%. No fim de 2025, o saldo em atraso nos cartões emitidos por bancos digitais representava 11,16% do saldo total ativo, acima dos 5,77% registrados em 2021. Em 2025, o saldo em atraso de cartões emitidos por bancos tradicionais foi de 8,75% do saldo total deste grupo, era de 6,60%. O cenário se repete no empréstimo pessoal. Entre 2021 e 2025, os neobanks ampliaram em 113% o volume de inadimplentes nessa modalidade. O índice de clientes inadimplentes passou de 6,55% para 13,93%. Entre 2024 e 2025, o aumento da taxa de inadimplentes em empréstimo pessoal entre clientes de neobanks foi de 42%, enquanto o volume de clientes atendidos cresceu 32,7%. Ao final de 2025, o saldo em atraso de empréstimo pessoal ativo por neobanks representava 10,3% do total ativo, ante 2,56% registrados em 2021. Nos bancos tradicionais, o saldo em atraso representava 2,66% do total ativo e passou a representar 3,5%. “Os resultados mostram que os neobanks apresentam maior crescimento da inadimplência, tanto no cartão de crédito quanto nos empréstimos pessoais, na comparação com os bancos tradicionais”, afirma Gamboa. Segundo o economista, parte desse movimento decorre da maior exposição ao risco, já que os bancos digitais passaram a atender a maioria dos consumidores com crédito ativo no país. “Mas os resultados também sugerem necessidade de aprimoramento dos métodos de score de crédito por parte dos neobanks, que atualmente focam no comportamento dos clientes dentro da própria instituição. A avaliação de risco tende a exigir informações mais abrangentes sobre o relacionamento financeiro desses consumidores, incluindo dados utilizados pelos birôs de crédito, como a Equifax”, afirma. Clientes de bancos digitais estão mais velhos O levantamento também identificou o envelhecimento da população com crédito ativo nos neobanks. No cartão de crédito, consumidores entre 36 e 50 anos passaram a representar a maior parcela dos usuários em 2025, após avanço de 7,3 pontos percentuais no período analisado. Já os consumidores entre 51 e 70 anos registraram aumento de 6,3 pontos percentuais na participação entre usuários de cartão de crédito. Pessoas acima de 70 anos passaram a representar 1% do total. No empréstimo pessoal, a maior parcela segue concentrada entre consumidores de 26 a 35 anos, mas houve crescimento relevante da participação de clientes entre 36 e 50 anos e também entre 51 e 70 anos. A inadimplência acompanhou esse movimento. No empréstimo pessoal, consumidores entre 36 e 50 anos ampliaram em 15,1 pontos percentuais sua participação entre os inadimplentes entre 2021 e 2025. “O envelhecimento da população com acesso ao crédito acompanha a própria transição demográfica brasileira”, afirma Gamboa. “Também pode ocorrer a prática de pessoas mais velhas emprestarem o nome para membros mais jovens da família que não têm acesso ao crédito”, acrescenta. Consumidores de baixa renda ampliam acesso ao crédito Os dados também mostram ampliação do acesso ao crédito entre consumidores de menor renda. Entre 2021 e 2025, o percentual de pessoas com renda presumida de até um salário mínimo que receberam cartão de crédito saltou de 6% para cerca de 20,5%. No empréstimo pessoal, esse grupo passou de quase 5% para mais de 14% dos indivíduos analisados no período. Ao mesmo tempo, a inadimplência avançou em ritmo ainda mais acelerado entre consumidores de baixa renda. No cartão de crédito, o percentual de inadimplentes deste grupo passou de cerca de 9,5% em 2021 para aproximadamente 33% em 2025. No empréstimo pessoal, o índice subiu de pouco mais de 8% para 25%. “Os resultados mostram que houve crescimento das concessões de empréstimo pessoal e cartão de crédito para o público de menor renda, o que pode ser considerado positivo, pois o acesso ao crédito passa a ser um fator de inclusão social”, afirma o economista. “Por outro lado, consumidores de menor renda também são mais vulneráveis em relação à empregabilidade, o que aumenta o risco de inadimplência”, acrescenta. Mercado exigirá modelos mais sofisticados de análise de risco Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade da consolidação dos neobanks no mercado de crédito brasileiro. “As perspectivas tendem a reproduzir o padrão observado pela pesquisa. Os neobanks deverão consolidar sua liderança como ofertantes de crédito, em um contexto de aumento contínuo das transações financeiras digitais”, afirma Gamboa. Segundo o economista, o envelhecimento da população e o crescimento da participação de consumidores de menor renda devem impor desafios adicionais à avaliação de risco de crédito, exigindo modelos cada vez mais abrangentes e apoiados em tecnologia. “Essa dinâmica deverá exigir modelos de avaliação capazes de integrar dados referentes a todas as transações financeiras e não financeiras dos tomadores de crédito”, afirma. Metodologia O estudo foi desenvolvido pela equipe de Data & Analytics da Equifax BoaVista, com análise de mais de 165 milhões de CPFs ativos elegíveis à concessão de crédito entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Os dados foram complementados por pesquisa de opinião realizada pela Acordo Certo entre 12 e 24 de março de 2026, com 2.296 usuários engajados da plataforma, com CPF ativo e cadastro em bancos tradicionais, bancos digitais ou ambos, distribuídos entre indivíduos com e sem dívidas, todos com perfil de relacionamento com crédito. As respostas foram coletadas de forma voluntária e anônima, via formulário digital. Atendendo a convite da Equifax BoaVista, participou voluntariamente do estudo Ulisses Monteiro Ruiz de Gamboa, na condição de economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
- O que acontece com seus Bitcoins se algo acontecer com você?
A escalada das tensões geopolíticas em 2026 reacendeu o debate global sobre segurança patrimonial, continuidade de negócios e proteção de ativos digitais. Em meio ao aumento das incertezas internacionais, cresce também a preocupação com a chamada “herança digital”: o risco de patrimônios em Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) se tornarem inacessíveis em casos de morte, incapacidade, crises sistêmicas ou falhas de custódia. O tema ganhou força à medida que cresce a adoção de criptoativos no mundo e no Brasil, especialmente do Bitcoin. Dados recentes do relatório Global Crypto Adoption Index 2026, da TRM Labs, colocam o Brasil na quinta posição global em adoção de criptoativos no varejo, refletindo o aumento do interesse de investidores pessoas físicas nesse mercado. Com isso, especialistas alertam para a necessidade de planejamento sucessório e de mecanismos de proteção patrimonial voltados aos ativos digitais. A preocupação envolve principalmente recursos armazenados em exchanges estrangeiras, estruturas sem proteção regulatória local e a ausência de processos que garantam a continuidade patrimonial em situações de emergência. Segundo Cleverson Pereira, Head Educacional da OnilX, a discussão sobre segurança digital evoluiu e hoje envolve não apenas proteção tecnológica, mas também continuidade patrimonial, governança e segurança jurídica. Para ele, o amadurecimento do mercado de ativos digitais exige que investidores passem a tratar criptomoedas da mesma forma que outros bens patrimoniais, incluindo planejamento sucessório e estruturas adequadas de custódia. “Segurança não é apenas esconder chaves; é garantir que o patrimônio seja transferível e legalmente protegido, não importa o cenário global. Em um ambiente de instabilidade internacional, conflitos geopolíticos e aumento dos riscos operacionais, cresce a necessidade de estruturas que assegurem acesso, rastreabilidade e continuidade desses ativos no longo prazo”, afirma Pereira. O executivo destaca que muitos investidores ainda mantêm ativos digitais de forma centralizada em dispositivos pessoais, anotações privadas ou exchanges internacionais, sem qualquer organização sucessória ou mecanismo formal de recuperação de acesso. Segundo ele, essa falta de planejamento pode resultar em perda definitiva do patrimônio e gerar dificuldades jurídicas e operacionais para familiares em emergências. “Em muitos casos, apenas uma pessoa possui acesso às senhas ou às carteiras digitais. Se houver um imprevisto, os ativos podem ficar inacessíveis para sempre. O mercado começa a entender que custódia também significa continuidade patrimonial. Não basta apenas possuir o ativo; é preciso garantir que ele possa ser acessado, protegido e transferido de forma segura para as próximas gerações”, explica o especialista. Como proteger seu patrimônio digital Segundo o advogado especialista em Direito Civil Rafael Medeiros, do GMP G&C Advogados Associados, uma das formas mais importantes de reduzir o risco de perda de patrimônio digital é estruturar previamente um planejamento sucessório que contemple os criptoativos. Isso porque, diferentemente de ativos bancários tradicionais, muitas carteiras digitais dependem exclusivamente do conhecimento do titular sobre senhas, seed phrases, autenticações multifatoriais ou dispositivos específicos de acesso. “O grande problema, na prática, não costuma ser a inexistência do direito hereditário sobre os criptoativos, mas a impossibilidade técnica de acesso aos ativos após a morte ou incapacidade do titular”, detalha o advogado. De acordo com o advogado, a recomendação envolve implementar mecanismos formais de governança patrimonial e sucessória, com organização segura das informações de acesso e definição prévia de procedimentos para situações emergenciais. Dependendo da estrutura e do volume patrimonial, podem ser utilizados instrumentos como testamentos, holdings familiares, protocolos de custódia compartilhada, estruturas de multiassinatura e documentação jurídica voltada especificamente para ativos digitais. “O testamento, por exemplo, pode disciplinar a destinação patrimonial e registrar a existência dos ativos sem necessariamente expor informações sensíveis. Já estruturas mais sofisticadas de planejamento patrimonial tendem a ser utilizadas em patrimônios digitais mais relevantes ou em operações ligadas ao ecossistema cripto”, destaca Medeiros. O especialista ressalta ainda que depender exclusivamente da memória do titular, de dispositivos únicos ou de armazenamento informal aumenta significativamente o risco de perda permanente dos ativos. “Em patrimônio digital, segurança e sucessão precisam caminhar juntas. O grande desafio jurídico contemporâneo é equilibrar proteção patrimonial, privacidade e transmissibilidade sucessória de ativos altamente sensíveis”, completa o advogado.
- Avenue lança covered calls e se torna pioneira no Brasil ao disponibilizar estratégia de opções com ativos internacionais
A Avenue Securities LLC, empresa Itaú e pioneira em investimentos no exterior para brasileiros, anuncia o lançamento de Covered Calls, ou opções cobertas, em sua plataforma de investimentos internacionais, tornando-se a primeira empresa brasileira a disponibilizar a estratégia de forma integrada para investidores locais. A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes e deve ficar disponível a todos ainda este mês. Muito utilizada no mercado americano por investidores de médio e alto patrimônio, a estratégia de Covered Calls permite potencial de geração de renda adicional sobre posições já existentes em carteira. Na prática, o investidor que possui ao menos 100 ações ou cotas de ETFs de um mesmo ativo pode vender contratos de opções com prazo vinculados a esses papéis e receber um prêmio em troca da obrigação de venda futura do ativo a um preço previamente determinado. A estratégia pode ser utilizada por investidores que possuem convicção sobre determinados ativos em carteira, mas que não esperam um movimento expressivo de valorização no curto prazo e buscam gerar algum retorno enquanto mantêm suas posições. O perfil é o de investidores com visão neutra ou levemente altista, que acreditam em um comportamento mais lateralizado ou em uma alta moderada dos papéis. “Nos Estados Unidos, Covered Calls já fazem parte da rotina de investidores que buscam eficiência e geração de caixa sobre posições de longo prazo. Com esse lançamento, nos tornamos pioneiros no Brasil ao disponibilizar essa estratégia de forma integrada para o investidor local, oferecendo uma solução simples e acessível por meio da plataforma da Avenue”, afirma Alexandre Artmann, COO and Business Development do Grupo Avenue. Além da possibilidade de geração de renda adicional, a operação também pode atuar como um mecanismo mitigador de risco, já que o prêmio recebido ajuda a atenuar parcialmente perdas em cenários de queda do portfólio. Por outro lado, a estratégia limita o potencial de ganhos em movimentos de forte alta dos ativos, uma vez que o preço de venda futura é previamente definido no contrato de opção. A operação é realizada diretamente em bolsa e não há valor mínimo de investimento para acessar a funcionalidade, tendo como único requisito necessário possuir ao menos 100 unidades de uma mesma ação ou ETF elegível para a estratégia. Como parte do lançamento, a Avenue também estruturou uma frente de educação financeira voltada ao tema. Clientes terão acesso a materiais explicativos, vídeos educativos, conteúdos nas redes sociais e suporte de assessores e bankers treinados para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento das operações e seus riscos. Leia o Documento de Divulgação de Opções intitulado "Características e Risco de Opções Padronizadas" antes de considerar qualquer transação de opção.
- Bancos usam Open Finance e IA agêntica para ganhar principalidade e acelerar disputa por clientes
As instituições financeiras estão redesenhando como o Open Finance é aplicado no mercado brasileiro. A avaliação é da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação, que aponta uma mudança de foco no setor. Antes concentrado na adequação regulatória e na criação de novos modelos de negócio, o enfoque atual é combinar dados compartilhados com a inteligência artificial (IA) agêntica. A conquista da principalidade dos clientes é um dos objetivos centrais desse movimento. Segundo Ricardo Zanini, diretor Executivo de Finanças da FCamara, o debate no setor deixa de girar em torno do potencial da IA e passa a se concentrar na aplicação prática. “O mercado já entendeu o valor dessa tecnologia. O desafio agora é aterrissar esse uso. As companhias buscam aplicá-la para cortar custos, aumentar a eficiência do backoffice e, ao mesmo tempo, criar experiências hiperpersonalizadas”, afirma. Com o avanço do Open Finance, bancos e fintechs começam a utilizar informações compartilhadas para interpretar padrões de comportamento, antecipar necessidades e oferecer produtos mais adequados às características de cada cliente. A evolução é impulsionada pela adoção de modelos agênticos de IA, no qual sistemas aprendem continuamente com o histórico financeiro e comportamental para sugerir ações e orientar decisões, tornando o relacionamento mais proativo. Esse cenário responde a uma das principais questões do setor, especialmente entre bancos digitais: a principalidade. Embora muitas corporações tenham ampliado rapidamente suas bases, ainda há dificuldade em se consolidar como agência principal - posição disputada com instituições mais tradicionais. A utilização estratégica dessas informações, aliada a modelos analíticos, permite identificar oportunidades de engajamento, aprimorar ofertas e fortalecer a retenção. Redução de custos e aumento da produtividade Na outra ponta, a aplicação de IA sobre as bases do Open Finance também impacta a eficiência interna. A automação de processos, a análise inteligente da base e a orquestração contribuem para redução de custos, incremento de produtividade e desenvolvimento mais ágil de novos produtos financeiros. “O Open Finance abre a possibilidade de explorar um grande volume de dados. Atender à regulamentação é apenas o primeiro passo. O diferencial está em usar o conhecimento para criar novos modelos de negócio e estruturar estratégias de ataque e defesa com foco em atração e retenção de clientes”, explica Zanini. Nesse contexto, a FCamara atua na conexão entre estratégia, negócio e tecnologia, apoiando financeiras na transformação dos materiais coletados em decisões operacionais e oportunidades comerciais. A combinação entre Open Finance e IA agêntica acelera a construção de um modelo mais proativo no setor, no qual empresas, em vez de simplesmente reagirem às demandas, antecipam as necessidades com experiências mais personalizadas e orientadas por inteligência analítica.
- América Latina emerge como polo estratégico do Open Finance global
O Open Finance deixou de ser uma tendência emergente para se consolidar como uma transformação estrutural do sistema financeiro global. É o que aponta o relatório Estado do Open Finance Brasil & Mundo 2026, elaborado pela multinacional de tecnologia Sensedia, em colaboração com o portal Let's Money. O estudo mostra que mais de 78 países já adotaram regulações, consolidando o modelo como política pública voltada à ampliação da concorrência, inovação e inclusão financeira. A América Latina aparece como uma das regiões mais dinâmicas desse movimento, com avanço regulatório de países como Chile, Colômbia e México, além do Brasil, que segue como principal referência na implementação do Open Finance. O país ultrapassou 128 milhões de consentimentos ativos em dezembro de 2025 e consolidou-se como referência global ao combinar regulação consistente, infraestrutura tecnológica robusta e casos concretos de uso. Esse avanço reforça o amadurecimento regional das finanças abertas e a evolução de novos modelos financeiros baseados em interoperabilidade, iniciação de pagamentos e hiper personalização de serviços. “O Open Finance já não é um conceito limitado ao cumprimento regulatório. Está redefinindo o setor financeiro e criando novas oportunidades de negócio, eficiência e inclusão”, afirma Jose Gómez Amador, Regional Business Manager da Sensedia. Países que entram em nova etapa do Open Finance Entre os mercados latino-americanos em maior aceleração estão Chile e Colômbia, que avançam na consolidação de seus modelos regulatórios de Open Finance, enquanto o México vive um cenário mais híbrido. Embora tenha sido pioneiro ao introduzir a Lei Fintech em 2018, o país mexicano enfrenta uma desaceleração regulatória nos últimos anos, abrindo espaço para iniciativas privadas lideradas por players como o CECOBAN para impulsionar a interoperabilidade e compartilhamento de dados financeiros. No Chile, a Comissão para o Mercado Financeiro (CMF) publicou em 1º de junho de 2026 uma nova regulamentação que define os principais requisitos técnicos, operacionais e de segurança do Sistema de Finanças Abertas, incluindo interoperabilidade, APIs, gestão de consentimentos, iniciação de pagamentos e certificações. O avanço traz maior segurança regulatória para um mercado que já conta com legislação específica e um cronograma oficial de implementação do Open Finance entre 2027 e 2029. Na Colômbia, a publicação do Decreto 0368 de 2026 em abril tornou obrigatório o modelo de Open Finance, exigindo que instituições financeiras compartilhem dados autorizados pelos clientes por meio de APIs padronizadas. A regulamentação posiciona o país entre os mercados que mais aceleram a adoção do modelo na América Latina e inicia uma corrida para que bancos, fintechs e demais instituições adaptem sua infraestrutura tecnológica, capacidades de interoperabilidade, autenticação, segurança e gestão de consentimento. Soluções para as Finanças Abertas Acompanhando esse movimento, a Sensedia ampliou sua atuação nos mercados latino-americanos, com soluções dedicadas de Open Finance voltadas às necessidades regulatórias locais. No Chile, por exemplo, após colaborar com a CMF na construção da base tecnológica e do diretório central de participantes do país, a empresa avança agora na comercialização de uma arquitetura SaaS pré-configurada para acelerar a implementação das instituições financeiras. Para Jose Gómez, as instituições financeiras precisam de modelos de implementação que permitam escalar o Open Finance de forma gradual, com maior previsibilidade de investimento e menor complexidade operacional. “Com a Sensedia, as instituições contam com uma solução escalável que permite gerenciar melhor seus investimentos e compreender com mais clareza o potencial de retorno, sem necessidade de grandes desembolsos iniciais para habilitação. O objetivo é acelerar a adoção do modelo e, ao mesmo tempo, viabilizar novos casos de uso e oportunidades de negócio”, afirma Jose Gómez. A solução utiliza servidor de autorização FAPI 2.0, padrão exigido pelas especificações técnicas da CMF, e busca reduzir a complexidade operacional das instituições ao mesmo tempo em que habilita novas jornadas financeiras digitais, como iniciação de pagamentos, experiências sem fricção e ofertas hiper personalizadas. Como parte de sua estratégia para impulsionar o Open Finance no Chile, a Sensedia firmou uma parceria com a consultoria global de tecnologia Stefanini Group, focada em acelerar a integração e preparação regulatória das instituições financeiras diante do novo ecossistema financeiro aberto. A solução já está em fase piloto com um importante banco internacional em operação no Chile, que participa das primeiras validações de jornadas e testes de conectividade junto à CMF. Na Colômbia, a Sensedia acompanha as instituições combinando tecnologia e consultoria estratégica, com soluções de API Management, motores de consentimento, Developer Portal e serviços de assessment de maturidade tecnológica e de negócios. O portfólio inclui capacidades necessárias para exposição e consumo de APIs em conformidade com a regulação, além de avaliações voltadas à maturidade tecnológica e operacional das instituições. Segundo João Ricardo de Almeida, Head de Open Finance LATAM da Sensedia, os mercados chileno e colombiano vivem um momento importante de transição entre adequação regulatória e geração de valor para o usuário final. “As instituições financeiras precisam equilibrar compliance, eficiência operacional e inovação. As finanças abertas entram justamente como habilitadoras dessa transformação, permitindo experiências mais fluidas, maior competitividade e novas experiências financeiras para consumidores e empresas”, afirma. Para acessar o relatório completo, acesse: https://www.sensedia.com.es/report/open-finance
- Juspay entra para a rede Mastercard Engage para expandir o Click to Pay globalmente
A Juspay, empresa global de tecnologia de pagamentos, anuncia sua entrada na rede de parceiros Mastercard Engage como parceira terceirizada certificada para o Mastercard Click to Pay. A plataforma Mastercard Engage é um ecossistema global que conecta a Mastercard a parceiros tecnológicos qualificados, ajudando instituições financeiras e comerciantes a implementar soluções de pagamento com mais agilidade. A inclusão no portal Engage representa um passo relevante na missão da Juspay de oferecer experiências de pagamento digital mais rápidas, seguras e fluidas para comerciantes e consumidores ao redor do mundo. Com base no sucesso da operação no Brasil, a Juspay agora expande o Click to Pay para outros mercados globais, ajudando comerciantes a oferecer uma experiência de checkout consistente, segura e sem fricções. O Click to Pay simplifica os pagamentos online com cartão ao eliminar a necessidade de digitar os dados manualmente, o que melhora as taxas de conversão e torna o processo de compra mais ágil. Por meio dessa integração, a Juspay oferece recursos avançados, como: Autenticação biométrica com passkeys, viabilizando transações seguras sem necessidade de senha Tokenização de cartões, para mais segurança e menor risco de fraude Checkout simplificado, reduzindo abandono de carrinho e atritos na finalização da compra "Integrar a rede de parceiros Mastercard Engage é um marco importante na nossa expansão global do Click to Pay", disse Mark Ronayne, Diretor Associado Internacional da Juspay. "Na Juspay, estamos focados em eliminar fricções no checkout sem abrir mão dos mais altos padrões de segurança. Com o Click to Pay, permitimos que os comerciantes ofereçam uma experiência de compra em um clique, melhorando a conversão e proporcionando uma jornada de pagamento mais fluida para os consumidores." Com a entrada na plataforma Mastercard Engage, a Juspay também fará uma colaboração com a Mastercard para apoiar comerciantes na adoção do Click to Pay. A parceria deve fortalecer ainda mais a posição da Juspay como parceira de confiança em pagamentos para grandes empresas e instituições financeiras ao redor do mundo. Com o propósito de tornar os pagamentos mais acessíveis e intuitivos, a Juspay segue investindo em inovações que simplificam o checkout, mantendo altos padrões de segurança e confiabilidade. Processando mais de 300 milhões de transações por dia em regiões como Ásia-Pacífico, Oriente Médio, Europa, América Latina, Reino Unido e América do Norte, a Juspay atende grandes empresas e bancos globais como Amazon, Google, HSBC, Swiggy, entre outros.
- Startup cria moeda virtual para estimular atividade física
Cuidar do corpo, organizar a mente e sair do sedentarismo viraram quase um mantra nos dias de hoje. O desafio é que, na prática, nem sempre flui. Você já sentiu isso? A gente começa… e não consegue manter. Todos sabemos que a mudança é necessária, mas a verdadeira fronteira não está na intenção, e sim na execução — na capacidade de sustentar a constância até que a decisão vire, finalmente, um hábito. Agora imagine transformar minutos na esteira em uma camiseta de marca. Ou trocar a constância nos treinos por um smartwatch. Em vez de promessas de “vida saudável”, uma moeda virtual que só existe se você se mexer. Isso te moveria? Foi justamente seguindo essa lógica que a Fortalece, plataforma que combina neurociência, gamificação e tecnologia para estimular hábitos saudáveis, implementou um recurso que oferece recompensas ao usuário. “A ideia nasceu justamente dessa pergunta: como transformar a intenção de se exercitar em algo concreto no dia a dia? Queríamos sair do discurso abstrato sobre saúde e criar um mecanismo simples, que recompensasse quem realmente se movimenta”, afirma Marcos Rinaldi, criador e CEO da Fortalece. Na plataforma da Fortalece, a prática de atividades físicas gera os chamados Fortcoins, a moeda digital da startup. "Com apenas sete minutos de exercício, o usuário já começa a acumular pontos, que podem ser trocados por produtos, experiências e prêmios. Tanto em treinamentos e aulas disponibilizadas na plataforma como em atividades livres como caminhadas, musculação ou exercícios funcionais entram na conta", explica Marcos Rinaldi. Na Fortalece, para ganhar, é preciso se mexer e registrar a atividade no aplicativo. “Com o acúmulo de Fortcoins, os usuários podem resgatar camisetas, copos, vouchers e produtos de marcas reconhecidas, além de prêmios mais disputados, como smartwatches, eletrônicos e até hospedagens em resorts, dependendo das campanhas em vigor”, explica Marcos. Os usuários podem ainda compartilhar suas atividades automaticamente na rede social do aplicativo, que tem o objetivo de inspirar e motivar os demais colaboradores da mesma organização. Segundo o CEO, o objetivo não é só premiar quem se exercita, mas criar um sistema que estimule a constância. “Há anos se fala sobre a importância de se exercitar, mas o discurso, sozinho, não cria hábito. Nossa proposta foi transformar a saúde em algo tangível. Quando o esforço vira moeda, ele passa a competir com outras prioridades do dia a dia". O contexto ajuda a explicar por que a ideia ganha força. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 31% dos adultos no mundo — o equivalente a quase 1,8 bilhão de pessoas — não atingem os níveis mínimos recomendados de atividade física, ou seja, quase um em cada três adultos não atende ao mínimo recomendado e não pratica nem ao menos 150 minutos de exercício moderado por semana. A inatividade física é um fator que aumenta o risco de doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, alguns cânceres e transtornos de saúde mental, impactando diretamente a qualidade de vida. Além disso, no ambiente corporativo, sedentarismo, estresse e afastamentos frequentes ampliam os custos para empresas e sistemas de saúde, movimentando bilhões de reais todos os anos. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 4.126.110 benefícios por incapacidade temporária ao longo de 2025, o maior número registrado desde 2021 e um crescimento de cerca de 15% em relação a 2024. Esse total indica que mais de 4,12 milhões de trabalhadores brasileiros precisaram se afastar temporariamente de suas funções por motivos de saúde ao longo do ano, seja por doenças físicas ou transtornos mentais, interrompendo suas atividades profissionais por períodos superiores a 15 dias. Recompensas No aplicativo da Fortalece, o indivíduo que se exercita ganha Fortcoins, cujos valores variam conforme ações promocionais. "O valor de cada resgate varia conforme as campanhas e promoções ativas. A ideia não é fixar uma tabela rígida, mas manter o sistema dinâmico, competitivo e estimulante", explica. Além das recompensas individuais, a Fortalece aposta forte no engajamento em grupo. Empresas e órgãos públicos que utilizam a plataforma como estímulo a uma maior qualidade de vida de seus colaboradores, por exemplo, podem criar times dentro da plataforma, estimulando a prática de atividades físicas em conjunto. Nesse modelo, o desempenho individual soma pontos para o grupo exclusivo, desbloqueando prêmios compartilhados, como cafeteiras e cápsulas para uso comum, fortalecendo o senso de pertencimento e incentivando hábitos mais saudáveis no ambiente de trabalho. “Empresas que promovem o bem-estar mental e físico não estão apenas oferecendo um benefício, estão investindo em produtividade, clima organizacional e retenção de talentos”, destaca o CEO. O impacto já pode ser medido. Segundo dados da Fortalece, a plataforma alcançou recentemente a marca de cerca de 40 milhões de minutos de atividades físicas registradas. “Estamos falando de dezenas de milhões de minutos de atividade física registrados, o que mostra como pequenos estímulos conseguem gerar mudanças reais de comportamento quando bem desenhados”, conclui Rinaldi. Mais informações sobre a solução em https://playfortalece.com/
- Prêmio Melhores Fintechs para se Trabalhar no Brasil 2026: Conheça as vencedoras
As fintechs representam, cada vez mais, uma enorme importância para diversos fatores. Quando olhamos as startups como um todo, as soluções financeiras tecnológicas costumam se destacar no recebimento de investimentos. Do ponto de vista do mercado financeiro, temos as fintechs contribuindo com o surgimento de novas soluções, a inclusão financeira e a redução da concentração bancária. E qual será o impacto das fintechs no mercado de trabalho? O número de fintechs não para de crescer. Só no Brasil, já são mais de 2.000. Além disso, temos vários casos de soluções que começaram pequenas e hoje já são verdadeiros sucessos, inclusive com abertura de capital, como são os casos de Nubank, Inter, PagBank, XP, dentre outros. Com esse crescimento, o mercado de trabalho neste segmento cresce também e torna-se mais atrativo. Basta acessar o LinkedIn que vemos diariamente, a abertura de diversas vagas, nas mais variadas áreas. Além disso, os modelos de trabalho incluem formatos presenciais (espalhados por todo o Brasil), híbridos ou remotos. Prêmio Melhores Fintechs para se Trabalhar no Brasil Olhando este crescimento de vagas (e interesses por estas) no universo fintech, resolvemos criar mais uma premiação. Assim, além do Prêmio Melhores Fintechs e o Prêmio Top C-Level’s Fintechs, realizamos a segunda edição do Prêmio Melhores Fintechs para se trabalhar no Brasil (relembre quais foram as vencedoras da primeira edição). O Prêmio foi realizado em três etapas: Etapa 1: Indicação das fintechs Nesta etapa, que ocorreu ao longo de mês de março, colaboradores e ex-colaboradores indicaram as fintechs (empresas de base tecnológica que oferecem soluções do universo das finanças) que consideram destaque no mercado de trabalho brasileiro. Para comprovação de vínculo (atual ou anterior) com a empresa, a checagem foi feita via LinkedIn. Após análise, todas as fintechs que receberem ao menos uma indicação serão consideradas para a próxima etapa. Etapa 2: Votação Nesta etapa, que ocorreu ao longo do mês de abril, foi feita a avaliação para escolha das fintechs de destaque, a partir das indicadas na etapa anterior. A votação se dará num formulário no qual o votante dará uma nota de 0 a 5 para os seguintes critérios: Clima Organizacional; Benefícios e Remuneração; Oportunidade de Crescimento; Liderança; Diversidade, Equidade e Inclusão; Inovação e Intraempreendedorismo; Sustentabilidade e Responsabilidade Social; Comunicação Interna; NPS (0 a 10). As fintechs indicadas e selecionadas na Etapa 1 foram: Acerto; Acordo Certo; Alymente; App Crédito; Bankme; Brasil Bitcoin; Bitso; Cashin; Checkout.com; Consumidor Positivo; Divibank; Finza; GigU; InvestPlay; J17; Liber; Pag Útil; STTART PAY; Zupera. Para ser considerada na relação final, cada fintech precisou que ao menos 50% dos seus colaboradores (a partir do número de colaboradores no Linkedin) respondessem a pesquisa. Etapa 3: Divulgação das vencedoras Após as avaliações, foi calculada a nota das fintechs. O cálculo foi feito através do Score Bayesiano, que proporciona uma avaliação mais justa, especialmente para itens com quantidades limitante de avaliações, ajustando suas notas para refletir melhor a confiança na média observada. Assim, as fintechs vencedoras, considerando a quantidade mínima de avaliações necessárias (em função da quantidade de colaboradores) e a aplicação do Score Bayesiano em relação as notas foram: 1º Lugar: GigU (4,87) 2º Lugar: Checkout.com Brasil (4,84) 3º: Lugar: App Crédito (4,82) 4º Lugar: Acordo Certo (4,78) 5º Lugar: Pag Útil (4,72) 6º Lugar: Bankme (4,66) Parabéns às fintechs vencedoras!
- Quem Não Automatizar a Decisão de Crédito Ficará Para Trás
A transformação digital do mercado financeiro deixou de ser uma tendência e passou a ser uma necessidade operacional e estratégica. Entre todos os movimentos de inovação que vêm remodelando o setor, a automação da decisão de crédito ocupa posição central. Independentemente do porte ou modelo de atuação, todos os participantes do ecossistema financeiro incluindo FIDCs, cooperativas de crédito, bancos tradicionais, financeiras, securitizadoras, empresas de crédito e fintechs inevitavelmente precisam automatizar suas decisões de crédito para manter competitividade, eficiência operacional e sustentabilidade de risco. O crescimento do volume de operações, a necessidade de respostas mais rápidas aos clientes, o aumento da complexidade regulatória e a pressão por eficiência tornam inviável a manutenção de processos puramente manuais. A análise de crédito baseada exclusivamente em avaliações humanas, planilhas isoladas e processos descentralizados cria gargalos operacionais, aumenta custos, reduz escalabilidade e eleva significativamente os riscos de inconsistência e fraude. Além disso, o cenário atual exige decisões em tempo real. Clientes e parceiros esperam jornadas digitais rápidas, simples e transparentes. Em muitos segmentos, especialmente no crédito PME, crédito consignado, antecipação de recebíveis, capital de giro, BNPL, embedded finance e microcrédito, a velocidade de aprovação passou a ser um diferencial competitivo determinante. Instituições que não conseguem automatizar suas decisões acabam perdendo operações para concorrentes mais ágeis e tecnologicamente preparados. A automação da decisão de crédito permite que as instituições transformem regras operacionais, políticas de crédito e modelos analíticos em processos estruturados, auditáveis e escaláveis. Isso reduz drasticamente o tempo de análise, padroniza decisões, melhora o controle de risco e aumenta a capacidade operacional sem crescimento proporcional de equipe. Entre os principais benefícios da automação da decisão de crédito, destaca-se inicialmente a padronização operacional. Muitas instituições sofrem com subjetividade nas análises, diferenças de interpretação entre analistas e falta de uniformidade na aplicação das políticas de crédito. Ao automatizar regras e critérios, a instituição garante que todas as operações sejam avaliadas sob os mesmos parâmetros, aumentando governança e previsibilidade. Outro benefício fundamental é a redução do tempo de resposta. Processos que anteriormente levavam dias podem ser concluídos em minutos ou segundos. Isso melhora a experiência do cliente, aumenta taxas de conversão comercial e reduz abandono de propostas durante o processo de contratação. A automação também contribui diretamente para a mitigação de risco. Plataformas modernas conseguem integrar múltiplas fontes de dados simultaneamente, incluindo bureaus de crédito, SCR, Open Finance, Receita Federal, dados bancários, informações transacionais, motores antifraude e modelos estatísticos. Essa capacidade amplia significativamente a qualidade da análise e reduz riscos operacionais e de inadimplência. Outro ponto extremamente relevante é a escalabilidade. Instituições financeiras frequentemente enfrentam desafios de crescimento porque suas operações dependem fortemente de equipes manuais. Com automação, torna-se possível aumentar significativamente o volume de operações sem necessidade de crescimento linear da estrutura operacional. Para FIDCs, especificamente, a automação possui ainda maior relevância. Muitos fundos operam com múltiplos cedentes, diferentes carteiras e políticas de elegibilidade complexas. A automatização das esteiras de validação, enquadramento, elegibilidade e aprovação permite maior segurança operacional, redução de erros e maior capacidade de expansão das carteiras. Além disso, aumenta transparência e rastreabilidade para administradores, gestores, custodiante e auditorias. Nas cooperativas de crédito, a automação ajuda a equilibrar proximidade com cooperados e eficiência operacional. Ao automatizar análises recorrentes e operacionais, as cooperativas conseguem direcionar seus times para atividades de relacionamento e expansão comercial, mantendo competitividade frente aos grandes bancos digitais. Já nas fintechs, a automação não é apenas vantagem competitiva, mas requisito básico de sobrevivência. Modelos digitais dependem de decisões rápidas, APIs integradas, jornadas fluidas e capacidade de processamento em larga escala. Sem automação robusta, o crescimento operacional rapidamente se transforma em aumento descontrolado de risco e custos. Nesse contexto, o ToolBox da GYRA+ surge como uma plataforma estratégica para instituições que desejam evoluir suas operações de crédito de forma estruturada, segura e escalável. O ToolBox da GYRA+ foi desenvolvido para atender exatamente os desafios modernos das operações de crédito. A plataforma permite construir esteiras completas de decisão automatizada, integrando múltiplas fontes de dados, motores de regras, modelos analíticos e fluxos operacionais customizados. Um dos grandes diferenciais da solução está na flexibilidade. Cada instituição possui políticas, produtos, perfis de clientes e critérios próprios. O ToolBox permite parametrizar regras de negócio sem necessidade de desenvolvimento complexo, possibilitando rápida adaptação às mudanças de mercado e às estratégias internas. Outro diferencial importante é a capacidade de integração via APIs. Isso permite conectar facilmente bureaus, ERPs, CRMs, sistemas bancários, registradoras, Open Finance, plataformas antifraude e diversos provedores de dados externos. Dessa forma, a instituição centraliza sua inteligência operacional em uma única plataforma de decisão. A recomendação para instituições que desejam iniciar ou acelerar sua jornada de automação é começar pela padronização de políticas e fluxos decisórios. Antes mesmo da tecnologia, é fundamental mapear processos, definir critérios objetivos e estruturar governança operacional. Na sequência, a utilização de plataformas flexíveis como o ToolBox da GYRA+ permite implementar automação gradualmente, priorizando inicialmente etapas de maior impacto operacional, como coleta de dados, validações cadastrais, regras de enquadramento e score de crédito. Com a maturidade da operação, torna-se possível evoluir para modelos mais avançados, incluindo inteligência analítica, machine learning, automação antifraude, monitoramento contínuo de carteira e decisões em tempo real. O mercado financeiro caminha rapidamente para operações cada vez mais digitais, integradas e orientadas por dados. Nesse cenário, a automação da decisão de crédito deixa de ser uma escolha tecnológica e passa a ser um componente essencial de competitividade, governança e sustentabilidade operacional. Instituições que investirem desde agora em plataformas modernas, flexíveis e escaláveis estarão mais preparadas para crescer com segurança, eficiência e capacidade de adaptação frente às constantes mudanças do mercado financeiro brasileiro.














