
Resultados da busca
Buscar neste site
2498 resultados encontrados com uma busca vazia
- DDA atinge 100 milhões de usuários e se consolida como ferramenta digital para gestão de pagamento de boletos
O DDA (Débito Direto Autorizado) alcançou a marca de 100 milhões de usuários cadastrados no país - alta de 16,5% em um ano. A Núclea, responsável pela infraestrutura para o sistema financeiro, destaca que esse crescimento é reflexo da busca pela segurança e praticidade por parte das instituições e de seus clientes ao realizar pagamentos via boletos. Atualmente, cerca de 60% dos boletos emitidos no país já são apresentados eletronicamente e 60% das liquidações ocorrem por operações concretizadas por usuários do DDA. “A enorme curva de crescimento do DDA mostra que as facilidades oferecidas pelo serviço estão cada vez mais conhecidas pelo mercado”, destaca André Daré, CEO da Núclea. A quase totalidade dos usuários ainda é composta por pessoas físicas, mas a participação de pessoas jurídicas vem crescendo. Referência em infraestrutura tecnológica e inteligência de dados, a Núclea aponta também que a alta vem se sustentando desde a pandemia e evidencia o papel democrático do boleto, por ser um dos poucos instrumentos capazes de atender toda a população, inclusive pessoas sem relacionamento bancário. O DDA figura na economia brasileira há mais de 16 anos e reduz riscos de fraude por eliminar a circulação física do documento e assegurar maior sigilo de informações e relacionamentos comerciais. Alta de boletos O levantamento da Núclea também mostrou que, em 2025, o volume de emissões de boletos aumentou em aproximadamente 3% em relação à 2024, totalizando mais de 8.2 Bilhões de documentos movimentados no país. O ritmo se mantém estável desde 2023 e vem em expansão desde a pandemia, reforçando o papel do boleto como um dos únicos meios de pagamento capazes de atender toda a população, inclusive os não bancarizados. “O boleto segue sendo amplamente usado pelas empresas por oferecer múltiplos canais de pagamento e atender todos os perfis de clientes, inclusive aqueles sem relacionamento bancário. É democrático e continua sendo essencial para consumidores e companhias”, explica Daré. Além de beneficiar o pagador, o boleto também é estratégico para empresas por ser utilizado como garantia em operações de crédito e antecipação de recebíveis, auxiliando na gestão de caixa e já integrado aos sistemas financeiros corporativos. Dentro desse cenário, o DDA vem ganhando escala de forma acelerada ao permitir que consumidores e empresas visualizem, em uma única plataforma bancária, todos os boletos emitidos contra seu CPF ou CNPJ antes da efetivação do pagamento. Outra ferramenta usada pelos usuários é a modalidade de pagamento que combina os benefícios do boleto com o QR Code Pix, oferecendo ao pagador duas opções para quitação. Desde julho de 2023, mais de 616 milhões de boletos já foram liquidados via Pix, ampliando a conveniência e a eficiência do processo.
- O futuro do Pix: sistema entra em fase de maturidade e abre novas oportunidades para empresas
O Pix consolidou-se como o principal meio de pagamento do Brasil em poucos anos e agora entra em uma nova etapa de evolução. Se no início o foco esteve na adoção e expansão, o momento atual aponta para um sistema mais sofisticado, com novas funcionalidades, maior integração com empresas e um desafio crescente: manter segurança, governança e confiança em uma infraestrutura cada vez mais relevante. A próxima fase do Pix já começa a ganhar forma com iniciativas que ampliam seu uso no dia a dia das empresas e consumidores. Entre os destaques está o Pix automático, que permitirá pagamentos recorrentes, como assinaturas e contas mensais, de forma simples e integrada. Outro avanço importante é a evolução da chamada cobrança híbrida, popularmente conhecida como “bolepix”, que une a familiaridade do boleto com a liquidez instantânea do Pix. Além disso, novas tecnologias como autenticação por biometria e melhorias na experiência do usuário devem ganhar espaço, tornando o sistema ainda mais fluido e seguro. Também está no radar a criação de funcionalidades mais complexas para o ambiente corporativo, como automações financeiras e integração com sistemas de gestão empresarial. Uma evolução menos visível e mais estrutural Para Peterson Santos, CEO e cofundador da Trio Grupo Financeiro, empresa que desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, o Pix vive um momento de transformação menos perceptível para o usuário final, mas decisivo para o futuro do sistema. “Depois de acompanhar o Fórum Pix, em Brasília, fiquei com uma percepção ainda mais clara sobre o momento atual do arranjo. O Pix continua evoluindo, mas a agenda agora está cada vez menos concentrada em novidade visível e cada vez mais em maturidade do sistema”, afirma. Segundo ele, alguns movimentos já sinalizam essa nova fase. Entre eles estão a implementação da cobrança híbrida, que visa ampliar o pix para outras formas de cobrança. Segundo o cronograma do Banco Central, a previsão desse tipo de cobrança é outubro de 2026, e como na Trio somos especialista na implementação do Pix e buscamos sempre oferecer o mais alto nível de tecnologia para nossos clientes, o BolePix nativo já é uma realidade em nossa plataforma, e pode ser utilizado para todos que possuem nossa Conta PJ. Além disso, estão previstas melhorias no fluxo de autoatendimento do MED (Mecanismo Especial de Devolução) e a preparação para o split tributário nativo no arranjo, com início previsto para 2027. Outro ponto que deve ganhar protagonismo é a segurança. “Há uma sinalização clara de que essa frente deve ganhar ainda mais peso nos próximos meses, com foco em ampliar as ferramentas e a qualidade da informação disponível para os participantes”, explica Santos. Oportunidades para empresas Nesse novo cenário, o Pix se consolida não apenas como meio de pagamento, mas como uma infraestrutura estratégica para empresas. A possibilidade de integrar pagamentos, automatizar processos financeiros e reduzir custos operacionais abre espaço para novas aplicações no ambiente corporativo. É nesse contexto que empresas como a Trio Grupo Financeiro ganham protagonismo. Especializada em infraestrutura financeira e tecnologia para pagamentos, a companhia atua diretamente na construção de soluções que aproveitam o potencial do Pix para melhorar a eficiência das operações empresariais. Com tecnologia própria e foco em performance, a Trio desenvolve ferramentas que permitem desde a gestão de pagamentos até a criação de fluxos financeiros mais inteligentes, integrando o Pix a sistemas corporativos e ampliando seu uso estratégico dentro das empresas. Para Peterson Santos, o desafio daqui para frente não está apenas em criar novas funcionalidades, mas em sustentar a evolução do sistema. “Tenho dito com frequência que o Pix não parou de evoluir. A diferença é que agora essa evolução depende cada vez mais da qualidade da governança que mantém o ecossistema de pé”, afirma.
- Hurst Capital anuncia operação de acesso ao pré-IPO da OpenAI para investidores brasileiros
A Hurst Capital, maior plataforma de ativos alternativos da América Latina, estruturou uma nova operação que permite a investidores brasileiros o acesso ao equity pré-IPO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. O investimento será viabilizado por meio de um Certificado de Recebíveis (CR), instrumento que oferece exposição indireta às ações “Series C” da companhia norte-americana de inteligência artificial. Na prática, a engenharia financeira da oferta funciona da seguinte forma: o Certificado de Recebíveis emitido pela Hurst no Brasil possui como lastro os direitos creditórios de um contrato de cessão celebrado com a OurCrowd (Investment in G-new OpenAI) L.P, plataforma global de venture capital que gerencia mais de US$ 2,3 bilhões e já investiu em mais de 440 empresas de portfólio e 56 fundos em cinco continentes. Este veículo internacional (SPV) é quem detém a exposição direta aos ativos da OpenAI. Dessa forma, o investidor adquire um título local que espelha os resultados econômicos do investimento estrangeiro, incluindo eventos de liquidez como o IPO ou ofertas de recompra. A OpenAI concluiu recentemente uma rodada de financiamento de US$ 122 bilhões, elevando seu valuation post-money para US$ 852 bilhões. A rodada contou com a participação de empresas como Amazon, Nvidia e SoftBank. Projeções de mercado indicam a possibilidade de uma oferta pública inicial (IPO) entre o segundo semestre de 2026 e início de 2027, com expectativas de que o valuation atinja a marca de US$ 1 trilhão. A tese de investimento baseia-se no crescimento da base de usuários e na diversificação das linhas de receita da OpenAI. Em dezembro de 2025, a plataforma registrou 900 milhões de usuários ativos semanais e 50 milhões de assinantes pagos. O modelo de negócio da empresa divide-se entre assinaturas para consumidores (35% da receita), serviços corporativos para clientes Enterprise (30%), licenciamento de API para desenvolvedores (30%) e novas frentes de agentes autônomos e publicidade (5%). A operação rompe uma das maiores barreiras do mercado financeiro: o acesso antecipado a rodadas privadas, historicamente restrito a grandes fundos internacionais. A Hurst é a única plataforma a viabilizar a entrada de investidores brasileiros em uma das empresas mais valiosas do mundo antes de sua abertura de capital. “O verdadeiro retorno, o retorno assimétrico, acontece antes do IPO. E é exatamente esse acesso que estamos entregando aos nossos investidores”, afirmou o CEO da Hurst, Arthur Farache. O lançamento oficial está marcado para o dia 5 de maio, às 20h, por meio de uma videoconferência restrita a um número limitado de investidores. Para participar da apresentação e obter acesso às informações sobre a estrutura de alocação, os interessados devem realizar uma inscrição prévia pelo link oficial de convite para o grupo exclusivo. O movimento da Hurst Capital ocorre após o esgotamento recorde de sua operação anterior, no início de abril deste ano, envolvendo a SpaceX. Naquela ocasião, a demanda por ativos de tecnologia global resultou na venda de 100% das cotas disponíveis em menos de 24 horas após o anúncio aos investidores. A empresa busca repetir o desempenho com a OpenAI, aproveitando o atual ciclo de valorização de empresas do setor de inteligência artificial generativa.
- Como se organizar para sair das dívidas em 2026
Ficar endividado não acontece de um dia para o outro. Na maioria das vezes, é o resultado de pequenas decisões acumuladas: uma parcela aqui, um atraso ali, um gasto que parecia inofensivo. Quando a conta chega, muita gente sente vergonha, ansiedade e até vontade de ignorar o problema. Só que fugir das dívidas costuma piorar tudo. A boa notícia é que dá para recuperar o controle financeiro com organização, clareza e constância. Não existe fórmula mágica, mas existem métodos que funcionam. E hoje, com ferramentas digitais como o Meu Dinheiro, esse processo pode ficar muito mais simples. Se você quer sair das dívidas sem enlouquecer no caminho, este guia pode ajudar. O primeiro passo: entender sua situação real Muita gente tenta resolver as dívidas sem saber exatamente quanto deve. Parece estranho, mas é comum. Algumas pessoas evitam abrir aplicativos do banco, ignoram notificações ou deixam boletos acumulando porque sentem medo do tamanho do problema. Só que organizar a vida financeira começa justamente pela clareza. Reserve um momento para levantar: todas as dívidas existentes; valor total de cada uma; taxa de juros; prazo de pagamento; parcelas em atraso; renda mensal; gastos fixos e variáveis. Aqui vale usar planilha, caderno ou aplicativos financeiros. O importante é colocar tudo no papel para enxergar o cenário completo. Esse passo pode ser desconfortável no começo, mas costuma trazer alívio. Quando você entende o tamanho do problema, consegue criar um plano realista para sair dele. Pare de criar novas dívidas Enquanto tenta quitar o que já deve, é essencial evitar novas parcelas e compras impulsivas. Isso significa: reduzir o uso do cartão de crédito; evitar empréstimos sem planejamento; cancelar gastos desnecessários temporariamente; rever assinaturas e serviços pouco usados. Não precisa transformar sua vida em sofrimento absoluto. A ideia não é cortar qualquer prazer, mas interromper hábitos que alimentam o endividamento. Muita gente cai na armadilha de pagar uma dívida criando outra. Por exemplo: usar o limite do cartão para cobrir o cheque especial. No fim, o problema apenas muda de lugar. Monte um orçamento simples e possível Um dos erros mais comuns é criar um planejamento impossível de seguir. Se você ganha R$ 3 mil e monta uma rotina onde só pode gastar R$ 500 no mês, a chance de desistir rapidamente é enorme. O orçamento precisa ser realista. Uma forma simples de começar é dividir os gastos em categorias: moradia; alimentação; transporte; contas fixas; lazer; dívidas; reserva financeira. Depois disso, defina um limite para cada área. Ferramentas como o Meu Dinheiro ajudam justamente nesse controle diário. Em vez de tentar lembrar onde gastou, você acompanha entradas e saídas de forma mais prática e visual. E esse acompanhamento faz diferença. Pequenos gastos ignorados ao longo do mês podem virar um rombo no orçamento. Priorize as dívidas mais caras Nem toda dívida pesa igual. Cartão de crédito e cheque especial, por exemplo, costumam ter juros muito altos. Já financiamentos e alguns empréstimos pessoais podem ter taxas menores. Por isso, o ideal é priorizar primeiro as dívidas mais caras. Uma estratégia comum é: pagar o mínimo necessário nas dívidas menores; concentrar esforço extra na dívida com juros maiores; eliminar uma dívida por vez. Isso reduz o crescimento da bola de neve financeira. Outra possibilidade é negociar condições melhores com bancos e empresas. Em muitos casos, instituições oferecem descontos para pagamento à vista ou parcelamentos mais acessíveis. O importante é não assumir parcelas que você não consegue pagar. Um acordo ruim pode gerar ainda mais atraso depois. O Desenrola Brasil pode ajudar na renegociação Para quem está com o nome negativado ou acumulando dívidas antigas, programas de renegociação também podem ser uma alternativa importante. Um dos exemplos mais conhecidos foi o Desenrola Brasil, criado para facilitar acordos entre consumidores, bancos e empresas. A proposta do programa foi oferecer condições mais acessíveis para quem precisava reorganizar a vida financeira, com descontos, parcelamentos e possibilidade de limpar o nome pagando menos do que o valor original da dívida. Mesmo após o fim oficial de algumas etapas do programa, muitas instituições financeiras continuaram oferecendo campanhas de renegociação inspiradas nesse modelo. Por isso, vale acompanhar plataformas de negociação, aplicativos bancários e canais oficiais para identificar oportunidades de acordo. Antes de fechar qualquer renegociação, é importante analisar: valor total final do acordo; quantidade de parcelas; juros envolvidos; impacto da parcela no orçamento mensal. Uma negociação só faz sentido quando ela realmente cabe no bolso. Caso contrário, o risco é trocar uma dívida antiga por uma nova dificuldade financeira. Tenha metas pequenas e alcançáveis Quando alguém está muito endividado, olhar para o valor total pode ser desanimador. Imagine dever R$ 40 mil. Pensar nesse número todos os dias pode gerar sensação de impotência. Por isso, vale quebrar o objetivo em etapas menores. Por exemplo: quitar a primeira dívida em 3 meses; limpar o nome até determinada data; guardar R$ 500 de emergência; passar um mês sem atrasar contas. Cada pequena conquista ajuda a manter a motivação. Sair das dívidas é um processo. E processos funcionam melhor quando você consegue perceber evolução no caminho. Crie uma reserva, mesmo pequena Parece contraditório guardar dinheiro enquanto ainda existem dívidas. Mas ter uma pequena reserva evita novos problemas. Sem nenhum valor guardado, qualquer emergência vira motivo para recorrer ao crédito novamente. Um pneu furado, um remédio inesperado ou um conserto doméstico podem virar novas parcelas no cartão. Não precisa começar com grandes quantias. Às vezes, guardar R$ 20, R$ 30 ou R$ 50 por semana já ajuda a criar uma proteção financeira mínima. Com o tempo, isso reduz a dependência de empréstimos e limites bancários. Aprenda a identificar gatilhos de consumo Muitas compras não acontecem por necessidade real. Elas acontecem por impulso, ansiedade, estresse ou hábito. Tem gente que compra quando está triste. Outras pessoas gastam para aliviar pressão do trabalho ou para sentir recompensa imediata. Entender seus gatilhos financeiros é parte importante da organização. Antes de comprar algo, vale perguntar: eu realmente preciso disso? consigo pagar sem me enrolar? essa compra cabe no meu planejamento? estou comprando por necessidade ou emoção? Esse tipo de consciência reduz gastos automáticos e melhora muito a relação com o dinheiro. Use tecnologia a seu favor Controlar a vida financeira no improviso costuma gerar confusão. Principalmente para quem já tem várias contas, boletos e parcelas. Aplicativos financeiros ajudam porque centralizam informações em um só lugar. Com o Meu Dinheiro, por exemplo, fica mais fácil: acompanhar despesas; visualizar entradas e saídas; organizar categorias; controlar pagamentos; entender para onde o dinheiro está indo. E quando você acompanha seus números com frequência, toma decisões melhores. A organização financeira deixa de ser algo distante e passa a fazer parte da rotina. Evite comparar sua vida com a dos outros Redes sociais criam uma falsa sensação de que todo mundo está viajando, comprando e vivendo sem preocupações financeiras. Mas a realidade costuma ser diferente. Muitas pessoas aparentam estabilidade enquanto acumulam dívidas silenciosamente. Comparar sua vida financeira com a dos outros pode levar a decisões impulsivas, consumo exagerado e frustração constante. Seu foco deve ser recuperar equilíbrio, construir segurança e criar uma relação mais saudável com o dinheiro. Isso vale mais do que manter aparências. Sair das dívidas é também uma mudança de hábito Quitar boletos resolve parte do problema. Mas a verdadeira transformação acontece quando os hábitos mudam. Educação financeira não significa viver contando moedas para sempre. Significa entender como usar o dinheiro com mais consciência e tranquilidade. Com organização, acompanhamento e disciplina, a situação começa a melhorar aos poucos. E cada conta quitada representa mais do que dinheiro economizado. Representa menos ansiedade, mais liberdade e mais controle sobre a própria vida. O mais importante é começar. Mesmo que hoje pareça difícil, pequenas decisões repetidas ao longo do tempo podem transformar completamente sua realidade financeira.
- O mito do motor próprio: por que fintechs inteligentes estão terceirizando a decisão de crédito
No ecossistema de fintechs de crédito, poucas decisões são tão estruturantes quanto a escolha entre construir um motor de decisão próprio ou adotar uma plataforma disponível no mercado. Trata-se de uma definição que impacta diretamente a velocidade de crescimento, eficiência operacional, capacidade de inovação e, principalmente, qualidade da carteira de crédito ao longo do tempo. À primeira vista, desenvolver internamente um motor de crédito pode parecer o caminho mais atraente. A ideia de ter controle total sobre regras, modelos, dados e evolução tecnológica seduz fundadores e líderes de produto. Afinal, o crédito é, por essência, o coração da operação, o chamado “core”. No entanto, essa percepção inicial frequentemente subestima a complexidade real envolvida na construção de uma esteira de decisão robusta, escalável e sustentável. É importante separar dois conceitos que muitas vezes são confundidos: política de crédito e motor de decisão. A política de crédito é, de fato, um ativo estratégico da fintech. Ela traduz o apetite de risco da instituição, define critérios de elegibilidade, segmentações, limites, pricing e diretrizes gerais. Essa camada deve, obrigatoriamente, ser desenvolvida e controlada pela própria fintech, pois reflete sua estratégia, posicionamento e visão de mercado. Já o motor de decisão é a engrenagem tecnológica que operacionaliza essa política. É ele que conecta dados, aplica regras, executa modelos, orquestra fluxos e entrega decisões em tempo real ou quase real. E é justamente nessa camada que reside uma complexidade frequentemente subestimada. Construir um motor de decisão do zero exige muito mais do que escrever regras ou implementar um score. Envolve a curadoria e integração de dados de múltiplos provedores, bureaus de crédito, dados alternativos, informações cadastrais, comportamento transacional, entre outros. Cada fonte de dados possui características próprias: latência, custo, cobertura, qualidade e formato. Integrar tudo isso de forma eficiente, resiliente e com alta disponibilidade é um desafio técnico relevante. Além disso, há a necessidade de desenvolver uma arquitetura capaz de suportar alto volume de requisições, com baixa latência e alta confiabilidade. Em um ambiente competitivo, decisões de crédito precisam ser rápidas e consistentes, sem comprometer a experiência do usuário. Isso implica investir em infraestrutura, monitoramento, fallback de dados, versionamento de políticas e governança de mudanças. Outro ponto crítico é o ciclo contínuo de testes e otimização. Um motor de decisão eficiente não é estático, ele evolui constantemente. Isso exige ferramentas para testes A/B, simulações, acompanhamento de performance, análise de safras e retroalimentação dos modelos. Sem essa capacidade, a fintech corre o risco de operar com políticas desatualizadas, impactando diretamente inadimplência e rentabilidade. Há ainda o custo oculto do desenvolvimento e manutenção. Equipes de engenharia, dados e crédito precisam trabalhar de forma integrada, o que demanda tempo, coordenação e investimento. Para fintechs em estágio inicial ou de crescimento acelerado, isso pode desviar o foco do que realmente gera valor: aquisição de clientes, experiência do usuário e expansão do produto. É nesse contexto que surgem alternativas no mercado, como plataformas especializadas de decisão de crédito. Essas soluções foram desenvolvidas justamente para abstrair a complexidade tecnológica, permitindo que fintechs concentrem seus esforços naquilo que é mais estratégico. Um exemplo é o ToolBox da GYRA+, que se posiciona como uma camada tecnológica pronta para suportar a tomada de decisão de crédito. Ao adotar uma plataforma desse tipo, a fintech não abre mão de sua política de crédito, pelo contrário, ela ganha um ambiente estruturado para implementá-la, testá-la e evoluí-la com mais agilidade. Uma das principais vantagens dessas plataformas é a curadoria contínua de dados. Em vez de cada fintech negociar, integrar e manter conexões com múltiplos provedores, a plataforma centraliza esse processo, oferecendo acesso a diversas fontes já integradas. Isso reduz significativamente o tempo de implementação e os custos operacionais. Além disso, como essas plataformas atendem múltiplos clientes, há um efeito de escala importante. Os custos de desenvolvimento e integração são diluídos, e melhorias contínuas, como novos dados, novas funcionalidades e otimizações, beneficiam toda a base de usuários. Para uma fintech individual, replicar esse nível de evolução constante seria extremamente oneroso. Outro benefício relevante é a velocidade de implementação. Enquanto um motor desenvolvido internamente pode levar meses (ou até anos) para atingir maturidade, uma plataforma pronta permite que a fintech comece a operar rapidamente, ajustando sua política ao longo do tempo. Em um mercado dinâmico, essa agilidade pode ser decisiva. Isso não significa que a escolha seja trivial ou que exista uma única resposta correta. Fintechs em estágios mais avançados, com grande escala e recursos abundantes, podem optar por desenvolver soluções próprias, especialmente quando há necessidade de diferenciações muito específicas. No entanto, mesmo nesses casos, é comum a adoção de soluções híbridas, combinando componentes internos com plataformas externas. Para a maioria das fintechs, especialmente aquelas em fase de crescimento, a decisão tende a ser mais pragmática. Construir um motor próprio implica assumir uma carga significativa de complexidade técnica e operacional, que nem sempre está alinhada com o estágio do negócio. Já utilizar uma plataforma permite acelerar o go-to-market, reduzir riscos e manter o foco no desenvolvimento do produto e na geração de receita. No fim do dia, a questão central não é apenas “build vs buy”, mas sim onde a fintech deve concentrar sua energia para maximizar valor. O verdadeiro diferencial competitivo raramente está na infraestrutura de decisão em si, mas na forma como a política de crédito é desenhada, nos nichos atendidos, na experiência oferecida ao cliente e na capacidade de adaptação às mudanças do mercado. Ao reconhecer essa distinção, fintechs conseguem tomar decisões mais estratégicas, evitando reinventar componentes complexos e direcionando seus recursos para aquilo que realmente impulsiona crescimento. Em um setor cada vez mais competitivo, eficiência e foco não são apenas vantagens, são condições essenciais para sobreviver e escalar.
- Quanto custa criar uma fintech no Brasil em 2026
A pergunta sobre o custo de uma fintech em 2026 ainda costuma partir de uma premissa limitada: a de que se trata, principalmente, de desenvolver um aplicativo. Na prática, o app é apenas a interface. O investimento real está na capacidade de estruturar e sustentar uma operação financeira. O custo está na estrutura que sustenta a operação O avanço de iniciativas como Pix, Open Finance e Banking as a Service ampliou o acesso ao mercado, mas também elevou o padrão de exigência. Hoje, uma fintech precisa nascer integrada, segura, aderente à regulação e preparada para escalar. Por isso, não existe um custo padrão. O investimento varia conforme o modelo de negócio, o nível de integração e a maturidade da operação. Projetos mais simples demandam menos estrutura; operações mais completas exigem maior robustez desde o início. Além disso, o custo não se encerra no lançamento. Infraestrutura, parceiros, evolução do produto e operação contínua fazem parte da equação. Fintech não é um projeto pontual, mas uma operação permanente. Empresas que tratam esse processo como desenvolvimento de software tendem a subestimar o investimento. As que estruturam como operação tomam decisões mais consistentes desde o início. Como começar? O caminho mais eficiente não é buscar um orçamento imediato, mas estruturar um pré-projeto com clareza de escopo, arquitetura, integrações e operação. Se você está avaliando criar uma fintech, a Alphacode apoia empresas nessa etapa, conectando produto, tecnologia e operação para viabilizar projetos com mais consistência.
- AGF amplia vertical de negócios e inaugura nova fase como plataforma completa de investimentos de longo prazo
O AGF inicia uma nova etapa de sua trajetória ao anunciar a evolução de seu modelo de negócios, ampliando sua atuação para além do formato que o consagrou no mercado. Reconhecido por difundir a filosofia de investimento em ações pagadoras de dividendos com foco na geração de renda passiva, inspirada em Luiz Barsi e estruturada a partir dos setores BESST (Bancos, Energia, Saneamento, Seguros e Telecomunicações), o AGF passa agora a operar com uma proposta mais abrangente, incorporando novos formatos de atendimento e consolidando-se como uma plataforma completa de investimentos focada no longo prazo. Desde sua origem, o AGF construiu sua reputação com base na educação financeira e na formação de investidores pessoa física, oferecendo cursos, conteúdos e ferramentas que permitem ao cliente montar e gerir sua própria carteira. Esse modelo de autosserviço foi responsável por consolidar a marca junto a uma base fiel de investidores que buscavam independência e disciplina na construção de patrimônio, por meio de ações geradoras de renda. Ao longo dos últimos anos, no entanto, o AGF passou a observar uma mudança relevante no perfil e nas demandas de seu público. Parte dos investidores que se identificavam com a filosofia da casa não dispunha de tempo para executar a estratégia por conta própria. Esse movimento levou à criação do braço de wealth management, lançado em 2025, e que marcou o início da transição para um modelo mais completo. A evolução mais recente desse processo é a incorporação de uma operação de assessoria de investimentos à estrutura do AGF. Com a aquisição da Boa Vista Investimentos, que será rebatizada de AGF Assessoria, o ecossistema passa a oferecer diferentes formas de acesso ao seu método, permitindo que o cliente invista por conta própria, conte com a assessoria na construção da sua carteira, ou ainda, tenha uma visão integrada do seu patrimônio com o AGF Wealth. Com mais de R$ 6,5 bilhões sob custódia, a Boa Vista Investimentos se diferencia pelo seu time de especialistas familiarizados com a metodologia criada por Barsi, foco no longo prazo e alinhamento aos interesses do investidor. Segundo Jean Melo, CEO do AGF, a mudança reflete um amadurecimento natural do negócio e é uma resposta direta às necessidades dos clientes. “O AGF nasceu com a missão de formar investidores e disseminar uma filosofia muito clara de construção de patrimônio com foco em renda e longo prazo. O que estamos fazendo agora é evoluir a forma de entrega desse método. Nem todo investidor quer ou consegue executar sozinho, e fazia sentido ampliar nossa atuação para atender esses perfis, sem abrir mão da nossa essência”, afirma o executivo, que anteriormente era co-CEO do AGF junto com Felipe Ruiz, que agora passa a integrar o conselho da empresa. Melo destaca que a estratégia não representa uma ruptura, mas sim uma expansão do posicionamento da casa. “A nossa base continua tendo a mesma filosofia, em que o investidor pessoa física constrói patrimônio com disciplina, foco em empresas sólidas, geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos. A principal mudança é que agora conseguimos atuar como um one-stop-shop, atendendo esse investidor em diferentes momentos da jornada, com níveis de serviço variados”, diz. A nova estrutura também responde a uma leitura própria do AGF sobre o cenário da indústria. Em um momento em que o mercado observa uma forte migração para o modelo de consultoria, o AGF adota uma abordagem baseada na segmentação e na coexistência de modelos. A companhia entende que diferentes perfis de investidores demandam diferentes tipos de serviço, e que a assessoria, quando bem estruturada, pode desempenhar um papel relevante dentro dessa jornada. O movimento estratégico é acompanhado por um crescimento relevante da operação. Ao longo dos últimos anos, o AGF registrou expansão consistente de sua base de clientes e de ativos sob acompanhamento. Com mais de 600 mil usuários cadastrados no App próprio, o AGF possui hoje a maior plataforma voltada ao investidor pessoa física com foco em dividendos, e que reúne mais de R$ 21 bilhões de patrimônio de seus usuários investidos em ações na bolsa brasileira, além de mais de R$ 5 bilhões em dividendos recebidos, números esses sincronizados pela própria B3. Apenas no último ano, com o avanço do braço de wealth management e a ampliação das frentes de atuação, a companhia observou um crescimento substancial em relação ao período anterior, refletindo a crescente demanda por soluções mais estruturadas e exclusivas de investimento de longo prazo. Com a integração das novas frentes, o AGF passa a se posicionar como uma plataforma de investimentos de longo prazo, ampliando seu escopo. Embora a filosofia de geração de renda continue sendo o principal pilar, a companhia passa a comunicar uma atuação mais ampla, que contempla outras classes de ativos e soluções complementares, sempre com foco na construção consistente de patrimônio.
- Brasil vive paradoxo financeiro entre o avanço e a dificuldade no uso do crédito
O Brasil vive um contraste no que diz respeito às finanças. Ao mesmo tempo em que o acesso ao crédito cresce e os serviços bancários se tornam mais simples e digitais, grande parte da população ainda enfrenta dificuldades para organizar o próprio dinheiro. Esse descompasso se reflete no aumento do endividamento e na perda de controle do orçamento familiar Nos últimos anos, contratar crédito se tornou um processo cada vez mais rápido. Cartões chegam em casa sem que ninguém tenha solicitado, limites são elevados, empréstimos são liberados em poucos minutos e o parcelamento de compras é algo comum. Essas facilidades transformam a forma de consumir, mas não garantem preparo para lidar com os recursos disponíveis. “Eu costumo dizer que o crédito funciona como uma porta aberta. Muitas pessoas entram sem saber exatamente onde estão entrando, é como se alguém começasse a dirigir sem conhecer as regras de trânsito e até o básico do funcionamento. O risco não está no acesso, mas na forma de uso”, aponta a educadora financeira Adriana Ricci. Outro fator que impacta no dia a dia é o fato do dinheiro físico ter perdido espaço, enquanto os pagamentos digitais só reduzem a percepção de gasto. Sem visualizar o valor saindo, o controle diminui e as decisões acontecem de forma automática. Com isso, a renda das famílias não acompanha o ritmo. O crédito passa a cobrir despesas básicas e deixa de ser pontual, só que com o passar do tempo, as parcelas vão se acumulando e comprometendo boa parte do salário. “A facilidade de acesso ao crédito cresceu rápido, mas o entendimento sobre como usar esse recurso ainda não acompanha. Muitas pessoas utilizam o crédito como renda e isso gera um desequilíbrio que aparece no endividamento. O crédito não é o problema, o problema está na forma como ele entra na rotina, sem planejamento, deixando de ajudar e passando a pressionar o orçamento”, afirma Adriana. O comportamento de consumo também pesa nessa conta. Promoções constantes e opções de parcelamento criam a sensação de que tudo cabe no bolso. Um gasto que parece pequeno de forma isolada, quando somado a diversos outros, reduzem a renda disponível nos meses e até anos seguintes. Situações comuns mostram esse efeito. Uma pessoa parcela roupas, eletrônicos e serviços simultaneamente, fazendo cada valor parecer leve, mas a soma compromete o orçamento ao longo do tempo. A falta de orientação financeira amplia essa dificuldade, afinal muitos brasileiros nunca tiveram contato com noções básicas de organização financeira, juros ou planejamento. Para muitos, construir uma reserva ainda parece algo distante. “Vivemos um momento claro que demonstra que ampliar o acesso ao sistema financeiro não resolve sozinho os desafios das famílias. O avanço dos serviços precisa caminhar junto com informação e hábitos mais conscientes porque sem equilíbrio, a facilidade de hoje vira a dificuldade de amanhã. O primeiro passo é simples e possível para qualquer pessoa, olhar para os próprios gastos já muda a relação com o dinheiro. Quando a pessoa entende para onde o dinheiro vai, ela começa a tomar decisões melhores”, finaliza Adriana, que tem mais de 25 anos de atuação e experiência no mercado financeiro.
- NG.CASH entra no mercado de crédito consignado privado com foco na nova força de trabalho
A NG.CASH, conta digital focada na nova geração, anuncia o lançamento de sua linha de Crédito Consignado para o setor privado. O movimento marca uma nova fase de aceleração da companhia no mercado de crédito, sinalizando o amadurecimento estratégico de sua base de 8 milhões de usuários e consolidando a marca como referência em soluções financeiras inteligentes para a nova geração de profissionais. Diferente dos modelos tradicionais, o consignado da NG.CASH foi desenhado para o perfil de jovens em início de carreira. O objetivo é claro: transformar um produto bancário clássico em uma ferramenta de autonomia, oferecendo a profissionais o controle necessário para gerir suas finanças com transparência e previsibilidade, afinal, crédito consignado privado ainda é um produto novo no mercado, mas atrativo para novas gerações. "A tecnologia utilizada nos permite entender o comportamento de consumo desse público e oferecer crédito no momento certo, fomentando o crescimento sustentável e evitando as armadilhas do sistema tradicional”, afirma Mario Augusto Sá, cofundador e CEO da NG.CASH. “Essa inteligência de dados não é apenas um diferencial técnico, mas o motor que impulsiona nossa escala acelerada. É essa capacidade de mitigar riscos com precisão que tem garantido à NG.CASH o respaldo de investidores globais de primeira linha, transformando nossa tecnologia em um ativo de valor inquestionável para o mercado financeiro”, explica Mario Augusto Sá, cofundador e CEO da NG.CASH. A trajetória de captação da NG.CASH reflete a confiança do mercado global em um modelo de negócio que redefine a inteligência financeira. Com mais de R$ 300 milhões captados desde sua fundação, a companhia consolidou sua posição estratégica através de uma Série B de US$ 26,5 milhões em 2025, liderada pela norte-americana NEA e acompanhada por fundos de peso como Quantum Light, Monashees e a16z. Esse histórico, que inclui rodadas Seed e Série A em ritmo acelerado, chancela a solidez da companhia e sua capacidade de escalar soluções financeiras com eficiência e visão de longo prazo.
- Payment View 2026 reúne líderes do setor para debater a nova infraestrutura dos pagamentos no Brasil
O mercado de pagamentos entra em um novo ciclo de transformação, marcado pela convergência entre tecnologia, regulação e novos modelos de negócio. Mais do que digital, o sistema financeiro se torna cada vez mais integrado, automatizado e invisível — impactando desde o caixa das empresas até a experiência do consumidor final. A edição 2026 do Payment View acontece no dia 6 de maio, das 9h às 18h, em São Paulo, reunindo executivos de bancos, fintechs, bandeiras, adquirência, empresas de tecnologia, varejo e especialistas do setor para discutir como essa nova infraestrutura está sendo construída no Brasil. Com uma programação estruturada em dois grandes eixos — B2B e B2C — o evento aborda desde a transformação dos pagamentos corporativos até a evolução da experiência do consumidor, conectando eficiência operacional, inovação e novas oportunidades de negócio. Pagamentos entram em um novo ciclo A abertura do evento traz uma visão estratégica sobre o novo momento do setor, seguido por discussões sobre a evolução dos pagamentos inteligentes, que combinam Pix, tokenização, automação financeira e novos modelos de liquidação. Entre os destaques da manhã, estão temas como a complexidade dos pagamentos B2B e os desafios na construção de plataformas integradas, além do papel da inteligência artificial na tomada de decisão financeira — um movimento que vem redefinindo processos, eficiência e controle nas empresas. Reforma tributária coloca pagamentos no centro da infraestrutura fiscal Um dos principais painéis do evento aborda os impactos da reforma tributária e do modelo de split payment, que devem transformar a relação entre pagamentos, arrecadação e gestão financeira. O debate reúne especialistas do mercado para discutir como essas mudanças afetam o fluxo de caixa das empresas, exigem novas integrações tecnológicas e abrem espaço para serviços financeiros e soluções de compliance mais avançadas. Pix 2.0 amplia disputa entre empresas e consumidores Na parte da tarde, o foco se volta para a evolução do Pix e seu papel central na nova infraestrutura financeira. Com novas funcionalidades como recorrência, automação e integração com Open Finance, o Pix passa a conectar os mundos B2B e B2C, ampliando eficiência operacional nas empresas e intensificando a disputa pela preferência do consumidor. O painel dedicado ao tema discute como essa evolução impacta modelos de negócio, competição com cartões e novas formas de monetização no setor. Segurança e biometria ganham protagonismo O avanço das transações digitais traz novos desafios para o setor, especialmente em relação à segurança e à confiança. Entre os destaques da programação está o debate sobre identidade biométrica, com foco em soluções como a biometria da palma da mão, uma tecnologia que promete reduzir fraudes e criar experiências de pagamento sem fricção. O painel discute como garantir proteção de dados, autenticação segura e confiança do usuário em um cenário cada vez mais digital. Quando a IA começa a comprar Um dos temas mais inovadores desta edição é o avanço do comércio agêntico, modelo em que agentes de inteligência artificial passam a pesquisar, selecionar e concluir compras em nome do consumidor. O painel sobre o tema reúne especialistas que participaram de iniciativas pioneiras no Brasil para discutir como a IA está redefinindo a jornada de compra, tornando o pagamento invisível e levantando novas questões sobre confiança, autorização e responsabilidade nas transações. A discussão também aborda o impacto desse modelo para varejo, bancos e meios de pagamento, além de explorar quem deve capturar valor nessa nova dinâmica. “Estamos entrando em uma nova fase dos pagamentos, em que tecnologia, regulação e experiência deixam de evoluir separadamente e passam a operar como uma única infraestrutura. O Payment View foi construído para promover essa visão integrada e ajudar o mercado a entender, na prática, para onde estamos indo”, afirma Regina Crespo, curadora do evento. O público pode conferir o evento de forma presencial (vagas limitadas). Mais informações e ingressos disponíveis no site www.paymentview.com.br.
- [ATUALIZADO] Prêmio Melhores Fintechs para se Trabalhar no Brasil 2026
As fintechs representam, cada vez mais, uma enorme importância para diversos fatores. Quando olhamos as startups como um todo, as soluções financeiras tecnológicas costumam se destacar no recebimento de investimentos. Do ponto de vista do mercado financeiro, temos as fintechs contribuindo com o surgimento de novas soluções, a inclusão financeira e a redução da concentração bancária. E qual será o impacto das fintechs no mercado de trabalho? O número de fintechs não para de crescer. Só no Brasil, já são mais de 2.200. Além disso, temos vários casos de soluções que começaram pequenas e hoje já são verdadeiros sucessos, inclusive com abertura de capital, como são os casos de Nubank, Inter, PagBank, XP, Stone dentre outros. Com esse crescimento, o mercado de trabalho neste segmento cresce também e torna-se mais atrativo. Basta acessar o LinkedIn que vemos diariamente, a abertura de diversas vagas, nas mais variadas áreas. Além disso, os modelos de trabalho incluem formatos presenciais (espalhados por todo o Brasil), híbridos ou remotos. E, dentre as mais de 2 mil fintechs mapeadas, temos a seguinte distribuição de número de funcionários: Prêmio Melhores Fintechs para se Trabalhar no Brasil Olhando este crescimento de vagas (e interesses por estas) no universo fintech, resolvemos criar mais uma premiação. Assim, além do Prêmio Melhores Fintechs e o Prêmio Top C-Level’s Fintechs, estamos dando início ao Prêmio Melhores Fintechs para se trabalhar no Brasil. Este ano é a segunda edição. No ano passado, a grande vencedora foi a Alymente. O Prêmio será realizado em três etapas: Etapa 1: Indicação das fintechs Nesta etapa, através de formulário, colaboradores e ex-colaboradores indicaram as fintechs (empresas de base tecnológica que oferecem soluções do universo das finanças) que consideram destaque no mercado de trabalho brasileiro. Para comprovação de vínculo (atual ou anterior) com a empresa, a checagem será feita via LinkedIn. Após análise, todas as fintechs que receberem ao menos uma indicação serão consideradas para a próxima etapa. As indicações nesta primeira etapa foram feitas até o dia 30/04/2026. As indicadas foram: Acerto; Acordo Certo; Alymente; App Crédito; Bankme; Brasil Bitcoin; Bitso; Cashin; Checkout.com; Consumidor Positivo; Divibank; Finza; GigU; InvestPlay; J17; Liber; Pag Útil; STTART PAY; Zupera. Etapa 2: Votação Nesta etapa, será feita a votação para escolha das fintechs de destaque, a partir das indicadas na etapa anterior, através deste formulário. A votação se dará num formulário no qual o votante dará uma nota de 0 a 5 para os seguintes critérios: Clima Organizacional; Benefícios e Remuneração; Oportunidade de Crescimento; Liderança; Diversidade, Equidade e Inclusão; Inovação e Intraempreendedorismo; Sustentabilidade e Responsabilidade Social; Comunicação Interna; NPS. As avaliações poderão ser feitas do dia 01/05/2026 até o dia 31/05/2026. Para ser considerada na relação final, a fintech precisa que ao menos 50% dos seus colaboradores (a partir do número de colaboradores no Linkedin) respondam a pesquisa Etapa 3: Divulgação das vencedoras Após as avaliações, será calculada a nota das fintechs. O cálculo irá ponderar uma nota média a partir das respostas e do número de avaliações recebidas (Score Bayesiano). No dia 02/06/2026 serão divulgadas as fintechs vencedoras. Observações: - Em todas as etapas, será exigida a autenticação do voto através do email; - Só é permitido indicar e avaliar fintechs nas quais o colaborador trabalha ou já trabalhou (validação via Linkedin); - Os votos são confidenciais e não serão compartilhados de maneira alguma; - Os emails serão automaticamente cadastrados na Newsletter da Fincatch; - Dúvidas: contato@fincatch.com.br
- Projeto‑piloto de Tokenização da Anbima entra em fase de testes com debêntures e fundos de investimento
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anuncia a seleção de 20 propostas que participarão da fase de testes do Projeto‑piloto de Tokenização, iniciativa voltada à avaliação de aplicações práticas da tecnologia em debêntures e fundos de investimento. Ao todo, o projeto recebeu 39 inscrições, apresentadas de forma individual ou em consórcio por mais de 50 instituições, entre bancos, gestoras de recursos e empresas de tecnologia. Os testes vão acompanhar, na prática, diferentes etapas do ciclo de vida dos ativos, como estruturação, emissão, transferência, eventos e liquidação, permitindo avaliar como a tokenização pode se integrar aos fluxos e processos do mercado de capitais. O piloto ocorre em ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores. Os testes são realizados em uma infraestrutura de tecnologia de registros distribuídos (DLT), pensada pelo mercado e para o mercado, com foco na troca de experiências e na geração de aprendizados práticos. “A expressiva participação do mercado, com 39 propostas inscritas, reforça a relevância dessa iniciativa. A fase de testes permitirá avaliar soluções na prática, mapear gargalos operacionais e apoiar a construção de referências comuns para o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais”, afirma Eric Altafim, diretor da Anbima. Além da viabilidade técnica e operacional, o piloto busca gerar aprendizados sobre temas como padronização de fluxos de emissão, garantia das funções regulatórias e modelos de governança, considerados essenciais para o amadurecimento da tokenização no país. Selecionados para o Projeto-piloto de Tokenização Caso de uso: debêntures e fundos (10 propostas) Testes em fundos e debêntures funcionando juntos na mesma infraestrutura DLT, com foco na integração de fluxos, regras e eventos ao longo do ciclo de vida dos ativos. Consórcios ou instituições selecionadas: Consórcio: Galápagos Capital e Liqi Digital Assets; Itaú Unibanco; Consórcio: Braza Bank, Libertas Asset, Actual DTVM, Ripple Brasil e BBChain; Consórcio: BBVA e VERT Capital; Consórcio: TokenOne, Banrisul e NF Securitizadora; Consórcio: Banco do Brasil, BB‑BI, Caixa, Inter Asset, Inter DTVM, Núclea, RealPrice, BBChain e GoLedger; Consórcio: Banco do Nordeste, BBChain e Britech; Consórcio: Oliveira Trust e Liqi Digital Assets; Consórcio: AmFi, Travessia Securitizadora e Pier Gestora; Consórcio: Banco BNP Paribas, BBChain e RTM. Caso de uso: debêntures (7 propostas) Foco na emissão, gestão e liquidação de debêntures nativamente digitais. Consórcios ou instituições participantes: •Consórcio: Banco BV, Banco Inter e Kaleido; •Consórcio: BZLog, Finchain, Finventures e Dojo; •BTG Pactual; •Consórcio: Mercado Bitcoin e Capitare; •Consórcio: Banco Santander e Evertec; •B3; •Consórcio: Laqus e Bitshopp. Caso de uso: fundos de investimento (3 propostas) Operação de fundos de investimento por meio de smart contracts, com testes de governança e processos automatizados. Consórcios ou instituições participantes: • Consórcio: Apex Group, MAPS S.A. e Inspire IP; • Consórcio: Banco Safra, Hamsa e IBM; • Bradesco. Próximos passos A fase de testes tem duração prevista de cerca de seis meses. Ao longo desse período, as propostas serão acompanhadas de perto, com troca estruturada entre os participantes e registro dos principais desafios e aprendizados. O piloto acontece em ambiente controlado, sem movimentação de recursos reais e sem a participação de investidores. Os testes são realizados em uma rede DLT construída de forma colaborativa, pensada pelo mercado e para o mercado, com foco em troca de experiências e geração de aprendizados práticos. Todo o conhecimento será compartilhado com o mercado, contribuindo para ampliar o acesso a referências práticas de tokenização e apoiar discussões futuras sobre o tema. A iniciativa é liderada pela Rede ANBIMA de Inovação, grupo plural que conecta o mercado financeiro à comunidade de inovação.












![[ATUALIZADO] Prêmio Melhores Fintechs para se Trabalhar no Brasil 2026](https://static.wixstatic.com/media/964020_8a2056e5b13744d984a94c0ce5c2d015~mv2.jpeg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/964020_8a2056e5b13744d984a94c0ce5c2d015~mv2.jpeg)

