Conta Simples lança o primeiro passo do banco agêntico B2B do Brasil
- Fincatch

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A Conta Simples apresentou durante o Web Summit Rio o “Faça Seu Agente” (Build Your Own Agent), recurso que permite a qualquer empresa cliente criar seus próprios agentes de IA, sem necessidade de código, para executar tarefas financeiras do dia a dia dentro das regras, limites e políticas que ela mesma define. O ponto de partida é um dado do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas no Brasil, produzido pela Conta Simples em parceria com a Visa: 49% das empresas brasileiras já usam IA, mas apenas 13% confiam nela quando o assunto é dinheiro. É essa lacuna, uma questão de infraestrutura e confiança, não de tecnologia, que a Conta Simples se propõe a fechar.
O lançamento marca uma mudança de categoria: em vez de a empresa se adaptar ao banco, o banco passa a se adaptar à operação da empresa e a executar por ela. O “Faça Seu Agente” não é um produto isolado, e sim a abertura de uma série de lançamentos com que a Conta Simples pretende multiplicar o impacto dos times financeiros, sem a necessidade de multiplicar o quadro de colaboradores.“Acreditamos que o banco como ele é consumido hoje por extrato, dashboard e planilha, vai deixar de existir. Não estamos entregando mais um produto financeiro, mas sim estamos dando autonomia para que cada empresa defina as regras e deixe o agente executar o trabalho que antes consumia dias do time”, sintetiza Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples.
Essa é a primeira mensagem de uma nova categoria. A Conta Simples está construindo o banco agêntico B2B: uma infraestrutura financeira em que as regras da empresa viram software executável e podem ser operadas por agentes de IA, não apenas consultadas por pessoas em extratos, dashboards e planilhas.
Um stack de IA construído para o financeiro, para cada estágio de maturidade
A tese da Conta Simples é que o B2B banking está se tornando agent-native: em poucos anos, parte relevante das transações entre empresas vai acontecer entre agentes, sem intervenção humana, e a infraestrutura financeira precisa estar pronta para ser consumida por IA. Para isso, a empresa está construindo um stack de inteligência artificial desenhado para o financeiro. E para mapear como esse stack abraça diferentes perfis de empresa, a Conta Simples se apoia na Curva de Adoção de Tecnologia, uma teoria desenvolvida pelo sociólogo Everett Rogers em seu livro “Diffusion of Innovations” (1962) e que descreve como uma inovação se difunde em cinco grupos ao longo do tempo:
Inovadores (2,5% dos clientes): o MCP (Model Context Protocol), que conecta a conta corporativa diretamente ao Claude, da Anthropic, para quem quer estar na vanguarda e explorar o máximo da integração financeira com IA agora;
Primeiros Adeptos (13,5%): o “Faça Seu Agente” e os agentes pré-configurados, para quem quer automatizar operações financeiras sem precisar de código ou projetos de TI; Maioria inicial (34%): acesso ao banking com gestão financeira automatizada de ponta a ponta, com agentes operando em segundo plano e uma UX que se adapta à vida financeira de cada empresa;
Maioria Tardia (34%): integração progressiva de automação ao banking clássico, no ritmo que cada empresa consegue absorver;
Empresas em amadurecimento (16%): visão do banking clássico, que a Conta Simples segue oferecendo enquanto a empresa amadurece para dar o próximo passo.A leitura é estratégica: em vez de apostar em um único público, a Conta Simples quer acompanhar a empresa em toda a curva de adoção de tecnologia, ambicionando liderar a era mais produtiva do financeiro corporativo no país.
Já no ar: impacto mensurável desde maio
A jornada começou em maio de 2026, quando a Conta Simples lançou o primeiro servidor MCP de uma fintech da América Latina. Ou seja, uma infraestrutura que conecta a conta corporativa da empresa diretamente ao Claude, da Anthropic. Em menos de um mês, mais de 900 empresas já se inscreveram para conectar suas operações financeiras ao Claude, com impacto real e mensurável no dia a dia dos times. Entre as empresas que já operam com o MCP estão Jusbrasil, Alura, Alice, Shoulder, Mottu, StartSe e Salve.
A jornada começou em maio de 2026, quando a Conta Simples lançou o primeiro servidor MCP de uma fintech da América Latina, uma infraestrutura que conecta a conta corporativa da empresa diretamente ao Claude, da Anthropic, em apenas 30 segundos e sem exigir nenhum conhecimento técnico. O impacto operacional é imediato e mensurável.
O fechamento mensal das contas, que consumia entre 45 e 50 minutos por rodada nas equipes financeiras, passou a ser feito em cerca de três a cinco minutos — uma redução de até 90% no tempo por operação. A conciliação de comprovantes, que dependia de sete etapas manuais, acontece agora em apenas duas. Além disso, análises que antes exigiam navegar por cinco telas diferentes são respondidas em segundos — basta perguntar ao Claude em linguagem natural.“A pergunta que todo gestor financeiro vai ter que responder em breve é simples: minha empresa está pronta para ser entendida por uma IA? A Conta Simples existe para que a resposta seja sim”, propõe Tognini.
Como funciona e por que é seguro
Por uma interface dentro da própria plataforma, a empresa descreve o que o agente deve fazer, quando e com quais limites, dando acesso a transações, saldos e aprovações. Toda ação é executada com rastreabilidade total: fica registrada, auditável e reversível.
O diferencial técnico em relação a outras soluções de automação é uma camada proprietária de segurança e permissões que a Conta Simples construiu sobre o protocolo MCP. Na prática, se um colaborador interage com o agente pelo Slack ou pelo WhatsApp, ele só acessa os dados de cartão e os limites que o seu perfil na Conta Simples já permite. O resultado, junto da eliminação de erros de digitação, é a redução do risco de uso indevido de cartões corporativos.




















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