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  • Ebury, fintech de pagamentos internacionais do Santander, recebe £550 milhões para acelerar crescimento e expansão global

    O Santander concordou em participar de rodadas de financiamento de aproximadamente £550 milhões para a Ebury, sua plataforma global de fintech focada em pagamentos internacionais e soluções para comércio exterior. As rodadas de financiamento estão sendo realizadas por um grupo composto pela Centerbridge Partners, juntamente com os atuais acionistas Santander, Vitruvian Partners e 83North, que estão reinvestindo. O Santander em si investirá £50 milhões e continuará como acionista majoritário da Ebury, com participação de 55%, reforçando seu compromisso de longo prazo e o papel estratégico da Ebury como plataforma de pagamentos internacionais para PMEs do grupo e fonte chave de inovação em produtos. As rodadas serão executadas em duas transações separadas, sujeitas às aprovações regulatórias habituais. A Ebury opera em 30 mercados regulados e atende mais de 27.000 empresas em todo o mundo, possibilitando pagamentos em mais de 140 moedas em 160 países. Sua plataforma baseada em tecnologia permite que os clientes realizem e recebam pagamentos internacionais, gerenciem riscos cambiais, movimentem fundos entre subsidiárias em tempo real e integrem-se aos seus sistemas financeiros. Desde o investimento do Santander em 2020, a Ebury tem crescido em receita mais de 30% ao ano. Os recursos, incluindo componentes primários e secundários, serão utilizados para acelerar o crescimento por meio do desenvolvimento de produtos e expansão geográfica, com foco em escalar o negócio e aprimorar as capacidades de IA para melhorar o processamento de pagamentos, otimizar soluções de câmbio e aprimorar a experiência geral do cliente. Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, afirmou: “Essas transações apoiam tanto o crescimento contínuo da Ebury quanto o foco do Santander em alocação disciplinada de capital e criação de valor. Os investimentos adicionais permitirão que a Ebury escale mais rapidamente e amplie sua oferta para PMEs globalmente. Os novos parceiros também agregam valor estratégico significativo, combinando expertise complementar para acelerar o crescimento e maximizar o potencial de longo prazo da plataforma.” Juan Lobato, CEO da Ebury, disse: “Estamos muito satisfeitos em receber a Centerbridge como novo investidor, ao lado dos nossos atuais investidores. Também estamos muito felizes em continuar nossa parceria com o Santander, tendo demonstrado que, ao combinar as forças de um banco europeu líder com uma fintech em rápido crescimento, podemos construir uma plataforma global de pagamentos internacionais para empresas. Esses investimentos chegam em um momento crucial, pois a evolução da infraestrutura de dinheiro digital e dos fluxos de pagamento automatizados proporcionará fortes impulsos e acelerará ainda mais nosso crescimento.” Após a conclusão, o Santander contabilizará sua participação de 55% pelo método de equivalência patrimonial, resultando na desconsideração das receitas e custos da Ebury nos relatórios do Santander, com impacto insignificante na demonstração de resultados. Espera-se que essas rodadas gerem cerca de +4 pontos-base no índice capital CET1, sujeitas à aprovação regulatória e conclusão, prevista para ocorrer até o primeiro trimestre de 2027. Todas as metas para 2026–2028, apresentadas no Investor Day do Santander em Londres, em 25 de fevereiro, permanecem inalteradas. Até 2028, o Santander pretende superar 210 milhões de clientes, alcançar crescimento de receita de um dígito médio e reduzir os custos totais anualmente (não afetados pela retirada da base de custos da Ebury), resultando em lucro superior a €20 bilhões e retorno sobre o patrimônio tangível (RoTE) acima de 20%. A Ebury faz parte da unidade global de Soluções de Pagamento do Santander, que visa crescimento anual de receita superior a 15% entre 2026 e 2028 (em euros constantes e em bases comparáveis) e margem EBITDA de cerca de 45% até 2028.

  • Sobe e desce: por que o preço do Bitcoin oscila e como entender esses movimentos?

    À primeira vista, a volatilidade das criptomoedas assusta. Os preços aceleram, parecem não ter limite e, de repente, mudam de direção. Para quem está começando, isso pode soar aleatório, mas não é. Esses movimentos seguem uma dinâmica própria do mercado e também refletem mudanças mais amplas da economia global, como liquidez, juros e apetite a risco. Quando esse fluxo começa a fazer sentido, o investidor passa a entender melhor o cenário e a reagir com mais estratégia. Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, costuma explicar esse movimento com uma analogia simples: as estações do ano. “Assim como o clima, o mercado passa por fases. Há momentos mais aquecidos, de alta, e períodos de ajuste. E nenhum deles dura para sempre”, afirma. No caso do Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do mundo, um dos fatores historicamente associados às suas oscilações é o halving. Previsto no próprio código do ativo, o evento ocorre em média a cada quatro anos e reduz pela metade a criação de novos Bitcoins. Nos primeiros ciclos, esse mecanismo teve maior impacto, já que a diminuição da emissão era mais relevante em relação ao volume total em circulação. Com o amadurecimento do mercado, essa redução passou a ter efeito menos expressivo na dinâmica do preço, embora a relação entre oferta e demanda siga sendo estrutural. “Hoje, com a maior adoção do Bitcoin, os efeitos desse processo foram mais diluídos”, comenta. Outro fator importante é a liquidez global, ou seja, o volume de dinheiro disponível na economia. Quando há mais recursos em circulação, cresce a busca por ativos de risco, o que favorece o Bitcoin. Já em momentos de menor liquidez, o movimento se inverte e os preços passam a enfrentar mais pressão. Como as estações explicam os ciclos do mercado cripto A fase de euforia, muitas vezes comparada ao Verão no mercado cripto, é quando tudo parece acelerar, os preços sobem rápido, novas máximas surgem e mais investidores entram no mercado, mas esse ritmo não se sustenta por muito tempo. Depois do pico vem o ajuste, o Outono, marcado por quedas mais intensas, “é nesse momento que o entusiasmo começa a dar lugar à dúvida e ao medo”, explica. Na sequência, chega o Inverno cripto. O mercado desacelera, os preços se estabilizam e o interesse diminui. À primeira vista, tudo parece parado. Mas é justamente nesse cenário que muitos investidores aproveitam para comprar aos poucos, com preços mais baixos. “Atualmente, estamos passando justamente por esta fase, o lado positivo é que provavelmente já passamos do pior momento”, afirma Rony. Por fim, vem a Primavera, período de recuperação em que o mercado volta a ganhar força gradualmente. Os preços começam a subir, a confiança retorna e o ciclo se reorganiza até, eventualmente, dar lugar a uma nova fase de euforia. “Ao longo de 2021, o Bitcoin chegou a despencar quase 60%, seis meses depois, o ativo mais que dobrou seu valor. Por isso, é importante alimentar uma visão de longo prazo independentemente do momento de mercado”, comenta Rony. Como investir em um mercado que não para de oscilar? Entender que o mercado sobe e desce não é suficiente sem uma estratégia para lidar com essa oscilação. Diante disso, uma das recomendações mais comuns para iniciantes é investir um valor fixo em intervalos regulares e espaçados, evitando tentar acertar o melhor momento ou reagir por impulso às variações de preço. Segundo Rony, a exposição a criptoativos também deve respeitar o perfil de risco do investidor, geralmente com uma parcela do portfólio entre 5%, para os mais conservadores, e 15%, no caso dos mais arrojados. Na prática, a diferença aparece no comportamento. Imagine dois investidores com R$12 mil: um investe tudo de uma vez, enquanto o outro aplica aos poucos. Se o mercado cai, o primeiro vê o valor recuar sem margem de ação, enquanto o segundo aproveita os preços mais baixos ao longo do tempo, reduzindo o impacto da queda. Não por acaso, os maiores ganhos no mercado cripto vieram de quem manteve disciplina e continuou investindo mesmo nos momentos mais desafiadores.

  • Conta Simples conecta o financeiro corporativo ao Claude e reduz tempo do fechamento mensal em 90%

    A Conta Simples anunciou hoje o lançamento de seu servidor MCP (Model Context Protocol), infraestrutura tecnológica que permite a qualquer cliente da plataforma conectar sua conta financeira corporativa diretamente ao Claude, assistente de Inteligência Artificial (IA) da Anthropic. A configuração leva apenas 30 segundos e não exige conhecimento técnico. Com a novidade, a empresa se tornou a primeira fintech da América Latina a disponibilizar publicamente esse tipo de infraestrutura para o mercado financeiro. Na prática, o impacto operacional é imediato. O fechamento mensal das contas, que atualmente consome entre 45 e 50 minutos por rodada nas equipes financeiras, passa a ser feito em cerca de três a cinco minutos. A conciliação de comprovantes, que hoje depende de sete etapas manuais, acontece em apenas duas. Além disso, análises que antes exigiam navegação em cinco telas diferentes agora são respondidas em segundos, basta o usuário perguntar ao Claude em linguagem natural, de forma muito semelhante a uma conversa do dia a dia. O lançamento resolve uma lacuna estrutural do mercado. De acordo com a 2º edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, conduzido pela Conta Simples em parceria com a Visa, 49% das empresas brasileiras já usam IA em suas operações, contudo, apenas 13% conseguem aplicá-la no financeiro corporativo. O gargalo constatado não é tecnológico, mas de infraestrutura, visto que não existia uma conexão padronizada e segura entre os dados sensíveis das empresas e os agentes de IA já utilizados pelos gestores. Em um cenário padrão, um time financeiro de três analistas gasta cerca de 120 horas mensais em tarefas operacionais, como identificar transações sem comprovante, conciliar dados, validar despesas e montar análises em planilhas, alternando entre ferramentas que não conversam entre si. Com a nova integração da Conta Simples, todas essas rotinas passam a ser resolvidas por uma simples conversa, diretamente no Claude. "A IA parou na porta do financeiro e hoje nós derrubamos essa porta. O que entregamos agora é a infraestrutura que faltava para a IA operar o financeiro de verdade. O analista deixa de gastar tempo no tático e passa a focar no que realmente importa, tudo isso sem depender de projetos complexos de TI", afirma Rodrigo Tognini, CEO e cofundador da Conta Simples. A tecnologia por trás da integração Na prática, o cliente da fintech acessa as configurações do Claude, adiciona o endereço do servidor da Conta Simples e faz o login com as credenciais já utilizadas na plataforma. Não é necessário instalar softwares, configurar códigos ou treinar o modelo de IA. A partir daí, o usuário pode fazer perguntas diretas ao assistente, como “quais transações do mês ainda estão sem comprovante?” ou “qual é o limite disponível neste cartão?”, e receber respostas instantaneamente a partir dos dados reais da empresa. Para que a integração funcionasse na prática, a Conta Simples precisou ensinar o Claude a compreender o contexto financeiro brasileiro. Regras de impostos, políticas de reembolso, hierarquias de aprovação, centros de custo e exigências fiscais foram estruturadas para que o modelo entenda o contexto da operação. Sem esse treinamento prévio, o assistente saberia apenas ler números e não entenderia o que eles significam dentro da rotina de uma empresa. "O maior desafio não foi a tecnologia em si, mas estruturar o contexto do financeiro de forma que a IA realmente entenda o que está acontecendo na empresa. Financeiro não é só dado, é regra, política e decisão", explica Dgeison de Lucca, CTO da Conta Simples. Segurança e estratégia de protocolo aberto Atualmente, o servidor está em produção com oito ferramentas ativas que cobrem os principais fluxos de trabalho do setor. Entre elas estão a consulta de transações bancárias, gestão de usuários e cartões, consulta de categorias e limite de crédito, além da criação e recuperação de comprovantes — sem nenhum clique na plataforma da Conta Simples. Nesta primeira fase, a tecnologia opera de forma deliberada nos modos de leitura, análise e criação de comprovantes, sem executar pagamentos ou transferências automaticamente. A decisão visa garantir a segurança das operações, e a evolução para a autonomia completa ocorrerá de forma gradual, conforme o amadurecimento dos mecanismos de controle. Estrategicamente, a Conta Simples optou por um protocolo aberto em vez de criar um agente proprietário. A decisão visa acelerar a adoção da tecnologia pelo mercado e facilitar a criação de ferramentas personalizadas pelos próprios clientes. Ao focar em construir a infraestrutura, a fintech permite que a IA de preferência do cliente, seja o Claude, ChatGPT ou Gemini, opere sobre dados financeiros reais com todas as camadas de autenticação, permissões e auditoria já herdadas do internet banking, além de abrir a possibilidade para que cada companhia construa seu próprio agente financeiro da maneira que melhor atender seu negócio. "O mercado financeiro foi construído em torno de visibilidade, com dashboards que mostram o que aconteceu, mas não agem. O que estamos propondo é sair de sistemas que informam para sistemas que executam", afirma Tognini. Disponibilidade e próximos passos O servidor MCP está disponível em fase beta, com acesso sendo liberado gradualmente. Clientes da Conta Simples interessados em ser os primeiros a usar podem se inscrever em https://contasimples.com/claude-mcp para entrar na lista de acesso antecipado. O roadmap de evolução prevê a chegada de seis novas ferramentas ao servidor já no mês de maio, incluindo a criação e bloqueio de cartões por comando, consulta de saldo em tempo real e verificação automática de políticas de gastos, expandindo o servidor de leitura e análise para ação direta. Para o segundo semestre de 2026, a fintech planeja o lançamento de ciclos financeiros completos com baixa intervenção humana, saindo de um modelo onde a IA responde e assiste para um onde ela efetivamente opera, sempre dentro dos limites e políticas da empresa. O recurso será liberado via convite seletivo. "Estamos construindo o financeiro autônomo. É um modelo onde a IA não apenas analisa, mas age, decide e executa dentro das regras da empresa. O que lançamos hoje é a fundação dessa visão", conclui Tognini.

  • RecargaPay disponibiliza investimentos em CDBs para empreendedores com conta PJ no app

    A conta para PJ da RecargaPay, plataforma financeira brasileira com mais de 13 milhões de clientes, disponibiliza investimentos em CDBs voltados a pessoas jurídicas. Agora, micro e pequenos empreendedores contam com uma nova alternativa para fazer o dinheiro da empresa render. E sem complicação. O CDB com liquidez diária oferece rentabilidade de 107% do CDI, sem pré-requisitos, sem valor mínimo elevado e com total flexibilidade para resgates a qualquer momento. No comparativo com concorrentes diretos, é a maior rentabilidade para aplicações com resgate imediato. Já a opção de CDB com prazo de dois anos rende 120% do CDI. A alternativa, limitada a R$ 5 mil, é ótima para potencializar ganhos a longo prazo. Tudo dentro de uma Conta PJ que já tem um diferencial: o saldo disponível rende 110% do CDI, também para valores de até R$ 5 mil. Investir é rápido e intuitivo. É necessário apenas: - Baixar o app RecargaPay e criar uma conta (caso o empreendedor ainda não seja cliente). - Clicar em “Investimentos” na tela inicial. - Escolher entre as duas opções de CDBs. - Clicar em “investir nessa opção”. - Inserir o valor desejado. Com o novo CDB PJ, o RecargaPay reforça uma proposta clara: oferecer rentabilidade competitiva com regras simples, sem estruturas complexas, campanhas promocionais ou exigências difíceis de entender. A ideia é permitir que o empreendedor foque no negócio, sem precisar se tornar especialista em investimentos para cuidar do caixa. “Muitas empresas ainda mantêm recursos ociosos em conta sem rendimento porque as opções disponíveis são complexas ou exigem volumes altos. Nosso CDB foi desenhado para resolver isso de forma direta, com taxas competitivas e acesso simplificado”, diz William Oliveira, Head of Products no RecargaPay. A novidade chega em um contexto de crescimento relevante do mercado de captação bancária no Brasil. Segundo dados da B3, o estoque desses produtos alcançou R$ 4,9 trilhões em 2025, um aumento de 17% em comparação com 2024. Com grande destaque para o CDB: o instrumento se consolidou como o mais popular entre os investidores e encerrou o ano com R$ 2,8 trilhões em estoque, crescimento de 13% na comparação anual. Um ecossistema completo A Conta PJ RecargaPay foi pensada para o dia a dia do empreendedor. Por meio do app, é possível centralizar toda a operação financeira em uma conta digital gratuita e sem anuidade. Essa combinação facilita tanto a gestão quanto o crescimento do negócio. O empreendedor distribui melhor seus recursos e equilibra liquidez, previsibilidade e rentabilidade de acordo com as necessidades do negócio. O app integra soluções que vão muito além dos investimentos. O cartão de crédito oferece 1,5% de cashback em todas as compras e ajuda a reduzir custos operacionais. Ferramentas como Tap to Pay, que transforma o celular em uma maquininha de cartão, e Link de Pagamento, que facilita cobranças a distância, ampliam as possibilidades de venda. Com todas essas soluções reunidas, o RecargaPay oferece uma experiência mais prática e eficiente. O empreendedor consegue movimentar o dinheiro da empresa e também fazê-lo render com transparência e controle. Ao integrar conta, pagamentos e investimentos em um único ambiente digital, a plataforma ajuda empresas a aproveitarem melhor cada recurso disponível. E o caixa se transforma em um aliado do crescimento.

  • VASPs aceleram adaptação para manter patrimônio de clientes integralmente localizado no Brasil

    O mercado brasileiro de criptoativos entra na reta decisiva de adaptação ao novo marco regulatório do setor. Com o avanço das regras conduzidas pelo Banco Central, corretoras e demais empresas que intermediam operações com ativos virtuais passam a enfrentar um desafio que vai além da obtenção de licença: montar, em território nacional, uma estrutura operacional capaz de atender exigências de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro, integração ao sistema de pagamentos local e segregação patrimonial dos recursos dos clientes. A data de 29 de outubro de 2026, estabelecida como limite para a completa localização no Brasil desse patrimônio, eleva a pressão sobre as VASPs — Provedores de Serviços de Ativos Virtuais. Para o usuário comum, isso significa que empresas de cripto precisarão demonstrar, de forma mais clara, onde o dinheiro dos clientes está, como ele é movimentado e quais controles existem para proteger esses recursos. Para as plataformas, porém, a mudança traz uma camada extra de complexidade: além de negociar criptoativos, elas passam a depender de infraestrutura financeira local para operar contas de pagamento, liquidar transações em reais, oferecer Pix, lidar com fluxos internacionais e sustentar rotinas contínuas de monitoramento e conformidade. O desafio é especialmente sensível para empresas cujo núcleo do negócio está na negociação de ativos digitais, e não na operação financeira tradicional. Internalizar toda essa estrutura pode exigir investimento elevado, adaptação tecnológica frequente e interlocução constante com a regulação brasileira. Nesse contexto, a infraestrutura local deixa de ser apenas um suporte operacional e passa a ser parte central da estratégia de continuidade e crescimento dessas companhias. Segundo Marcelo Bueno, diretor Jurídico e de Compliance do Z.ro Bank, o momento exige das VASPs uma mudança de postura. “O mercado amadureceu e a regulação impõe uma lógica nova: não basta oferecer acesso a criptoativos, é preciso demonstrar capacidade operacional e controles compatíveis com a responsabilidade de custodiar e movimentar recursos de clientes no Brasil. A discussão agora não é mais apenas sobre inovação, mas sobre resiliência regulatória e segurança jurídica.” A empresa está em negociação avançada com duas corretoras de criptoativos internacionais e três nacionais. Na prática Uma das saídas encontradas pelo mercado para acelerar essa adaptação tem sido o uso de modelos de Banking as a Service (BaaS), em que empresas reguladas fornecem a camada bancária e de pagamentos para que as VASPs consigam operar dentro das exigências locais sem precisar construir toda essa estrutura do zero. Esse arranjo pode incluir contas individualizadas, liquidação em reais, integração ao Pix como participante indireto/direto, abertura de contas com envio de documentação via API sem precisar mudar o processo atual de KYC, além de suporte a operações internacionais em conformidade regulatória. Esse tipo de parceria tende a ganhar relevância à medida que o cronograma regulatório se aproxima da fase de execução plena. Em 2025, a Binance, maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo em volume de negócios, anunciou a integração do Pix a sua solução de pagamentos Binance Pay para permitir pagamentos e transferências instantâneas em real utilizando criptomoedas para qualquer pessoa ou estabelecimento comercial no Brasil. A operacionalização dos pagamentos é feita pelo Z.ro Bank, instituição de pagamentos autorizada pelo Banco Central. “Quando buscávamos um parceiro BaaS para o Binance Pay Pix, precisávamos de um player robusto e que também estivesse aberto a criar algo customizado, específico. Escolhemos o Z.ro, que na época também era um parceiro de processamento Pix para a Binance” afirma João Dunin, ex-diretor de Operações da Binance e atual COO do Z.ro Bank. Para o executivo, a principal dor do setor hoje é conciliar velocidade de negócio com robustez operacional. “Muitas VASPs cresceram com foco em produto, liquidez e experiência do usuário. Agora, elas precisam adicionar uma camada financeira e regulatória muito sofisticada, sem perder eficiência. O grande desafio é fazer isso dentro do prazo e com operação local efetiva, porque qualquer falha nessa transição pode afetar desde a experiência do cliente até a sustentabilidade do negócio.” A escolha do parceiro de infraestrutura tende a ser decisiva. Isso porque as exigências não se resumem ao acesso a trilhos de pagamento: envolvem também gestão de risco, prevenção a fraude, políticas de bloqueio cautelar, tempos de liquidação e integração entre o universo bancário e a dinâmica específica dos ativos virtuais. Em um mercado em que experiência do usuário e confiança são ativos centrais, essas definições operacionais podem impactar diretamente conversão, retenção e reputação. À medida que o prazo regulatório se aproxima, a adaptação à infraestrutura local passa a ser vista menos como uma etapa burocrática e mais como um teste de maturidade para as VASPs que pretendem seguir competitivas no país.

  • R$ 12,5 bilhões: Brasil deve ampliar investimentos em segurança digital com avanço da IA

    O Brasil deve investir cerca de US$ 2,5 bilhões em segurança digital até o fim de 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 12,5 bilhões, considerando a cotação atual do dólar em R$ 5,02. A estimativa faz parte do estudo Predictions Brazil 2026, divulgado pela International Data Corporation (IDC), em evento online que reuniu executivos do setor de tecnologia. O levantamento, também divulgado pelo portal InforChannel, é baseado em análises de mercado, comportamento empresarial e tendências globais de tecnologia, aponta que a inteligência artificial se tornou o principal vetor de crescimento do setor de TIC no país e, ao mesmo tempo, um fator que amplia riscos cibernéticos, exigindo novos níveis de proteção. Segundo a IDC, a adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras vem sendo impulsionada por fatores como aumento de produtividade, melhoria da experiência do cliente e busca por competitividade. Ao mesmo tempo, o avanço dessa tecnologia tem redesenhado o cenário de segurança digital. Isso porque a mesma IA que fortalece sistemas de defesa também vem sendo utilizada para automatizar ataques, identificar vulnerabilidades e criar fraudes mais sofisticadas. Na prática, o ambiente digital se torna mais complexo e dinâmico, exigindo respostas em tempo real e maior capacidade de prevenção. Não por acaso, o relatório aponta que os investimentos em serviços de segurança, incluindo consultorias, implementações e monitoramentos, devem crescer de forma consistente no país. Empresas entram em nova fase de proteção digital Para especialistas, o aumento dos aportes reflete uma mudança estrutural na forma como as empresas encaram a segurança. “A inteligência artificial elevou o nível do jogo. Hoje, não se trata apenas de proteger sistemas, mas de antecipar movimentos em um ambiente onde as ameaças aprendem e evoluem constantemente”, afirma Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo, que atua no setor de SEO ajudando as instituições a se destacar nos buscadores como o Google e tem visto a evolução desse cenário. Segundo ele, o impacto é direto no dia a dia das empresas. “Negócios que dependem de dados, presença digital e operação online precisam incorporar a segurança como parte da estratégia, e não como uma camada adicional. Isso muda investimento, cultura e tomada de decisão”, completa. O avanço da IA também tem ampliado a dependência de infraestruturas como nuvem, data centers e aplicações conectadas, o que aumenta a superfície de ataque e a necessidade de proteção integrada. Nesse contexto, a segurança digital deixa de ser apenas uma preocupação técnica e passa a ocupar papel central nas decisões corporativas. A tendência, segundo o estudo, é que empresas invistam cada vez mais em soluções capazes de combinar automação, monitoramento contínuo e inteligência preditiva, acompanhando a evolução das ameaças em um cenário cada vez mais orientado por dados. Com bilhões em jogo e um ambiente digital mais complexo, a segurança cibernética se consolida como um dos pilares da transformação digital no Brasil.

  • A nova corrida do crédito: por que credores estão implementando os novos motores de decisão no Brasil

    O mercado brasileiro de motores de decisão especializados em crédito vive uma nova fase de transformação. Se por muitos anos grandes operações dependeram quase exclusivamente de bureaus tradicionais, processos manuais e plataformas legadas, o avanço das fintechs, dos FIDCs, do crédito embedded e da digitalização acelerou a demanda por soluções mais flexíveis, rápidas e orientadas por dados. Em 2026, a discussão deixou de ser apenas acesso à informação cadastral e passou a envolver arquitetura tecnológica, inteligência artificial, governança e velocidade de implementação. Na prática, instituições financeiras, fundos de investimento em direitos creditórios, securitizadoras, fintechs e originadores buscam hoje plataformas capazes de transformar múltiplas fontes de dados em decisões consistentes, auditáveis e escaláveis. O foco está em motores que permitam automatizar políticas de crédito, reduzir inadimplência, acelerar aprovações e ampliar capacidade operacional sem depender de fluxos obsoletos e análises excessivamente manuais. Esse movimento também marca a substituição gradual de modelos antigos de crédito, baseados em poucas variáveis, regras engessadas e baixa capacidade de adaptação. Ferramentas modernas vêm ocupando esse espaço ao oferecer decisões em tempo real, integração de centenas de fontes de dados e políticas dinâmicas. Um exemplo desse avanço é o ToolBox da GYRA+, plataforma desenvolvida para conectar dados, inteligência analítica e motores de regras em uma única estrutura, permitindo que credores modernizem operações antes sustentadas por sistemas ultrapassados. Neste cenário, a GYRA+ representa uma nova geração de plataformas de decisão. Seu posicionamento combina integração massiva de dados, motor de regras e recursos de inteligência artificial explicativa. Em um contexto no qual FIDCs, fintechs, cooperativas, bancos e empresas precisam ganhar velocidade sem abrir mão de controle, esse modelo ganha relevância por permitir decisões mais rápidas e políticas ajustáveis. Outro diferencial percebido pelo mercado é a capacidade de operar tanto via interface web quanto por APIs, algo cada vez mais importante para operações digitais e ecossistemas de embedded finance. Quando observamos o mercado de forma mais ampla, fica claro que a escolha de um motor de decisão deixou de ser uma decisão puramente tecnológica. Hoje ela envolve estratégia de funding, perfil de carteira, custo operacional e velocidade de crescimento. Para um FIDC que depende de originar com qualidade e eficiência, a capacidade de automatizar triagem e monitoramento pode impactar diretamente o retorno ao cotista. Para uma fintech em expansão, tempo de implantação e flexibilidade de regras podem definir vantagem competitiva. Para bancos médios, o desafio costuma ser modernizar estruturas legadas sem comprometer governança. Outro ponto central em 2026 é o avanço da inteligência artificial aplicada ao crédito. O mercado deixou para trás a fase do discurso genérico sobre IA e passou a cobrar aplicações concretas: sugestão de limites, análise documental, detecção de inconsistências, recomendação de políticas, monitoramento preditivo e explicabilidade regulatória. Em outras palavras, não basta prometer modelos sofisticados; é preciso provar impacto em aprovação, perda e produtividade. Também cresce a importância da arquitetura aberta. Operações modernas exigem integração com bureaus, Open Finance, ERPs, CRMs, ferramentas antifraude, bancos parceiros e sistemas internos. Plataformas fechadas ou de difícil integração tendem a perder espaço para soluções API-first, capazes de se conectar rapidamente a novos fluxos de negócio. Essa abertura tecnológica permite que empresas troquem componentes antigos por soluções mais eficientes sem necessidade de reconstruir toda a operação. Para o ecossistema de FIDCs, o momento é particularmente relevante. O aumento da sofisticação dos fundos, a busca por nichos rentáveis e a profissionalização dos originadores elevam a necessidade de motores de crédito mais robustos. Já não basta comprar carteira; é cada vez mais necessário entender profundamente como ela foi originada e monitorada. Nesse contexto, ganha importância a integração nativa entre a Quick Soft e a GYRA+, que permite automatizar etapas da decisão de crédito e conectar análise com gestão operacional do fundo. No universo fintech, a pressão por eficiência também mudou a régua. Crescer a qualquer custo perdeu espaço para modelos sustentáveis, com CAC controlado, risco calibrado e funding disciplinado. Nesse cenário, o motor de decisão deixa de ser backoffice e passa a ser infraestrutura central do negócio. A tendência para os próximos anos aponta consolidação e especialização simultâneas. De um lado, empresas maiores buscarão plataformas completas que unam dados, fraude, onboarding e crédito. De outro, nichos específicos, como crédito PJ, FIDCs, embedded lending e trade finance, continuarão abrindo espaço para soluções especializadas. Em síntese, o mercado brasileiro de motores de decisão está mais maduro, competitivo e estratégico. Para fintechs e FIDCs, escolher o parceiro correto pode significar não apenas eficiência operacional, mas vantagem estrutural em um setor no qual velocidade, risco e capital caminham juntos. E, à medida que novas tecnologias substituem modelos obsoletos, quem modernizar primeiro tende a capturar os melhores resultados.

  • MBaaS: Evolução mais segura ao modelo de BaaS

    O multibanking já é uma realidade no ambiente corporativo. Empresas operam com múltiplos bancos, plataformas e sistemas financeiros simultaneamente. Para a Nexxera, no entanto, o debate mais relevante deixou de ser a existência desse modelo e passou a ser como ele está sendo estruturado. Segundo Edson Silva, fundador e presidente da companhia, o mercado seguiu um caminho arriscado ao incentivar empresas, muitas pequenas fintechs e empresas de nicho sem vocação para atuarem como bancos, a criarem suas próprias estruturas financeiras. “O BaaS não é o problema. O problema é achar que tudo pode virar banco”, afirma. Esse movimento ganhou força com o avanço do estímulo do Bacen para ampliar as plataformas de Bank as a Service (BaaS) como forma de ampliar as ofertas e a competitividade, abrindo-se espaço para fintechs e companhias de diversos setores estruturarem ofertas financeiras próprias sem a devida competência e, com as falhas na regulação, não foi possível evitar o descontrole, inclusive originando uso fraudulento das plataformas. Na avaliação do executivo, essa lógica começa a mostrar limitações e fraquezas importantes, especialmente em segurança, governança e sustentabilidade. MBaaS: integração sem assumir o risco de ser banco Como resposta, a Nexxera defende o conceito de Multibanking as a Service (MBaaS), que já aplica há mais de 3 décadas. O modelo permite prover todos os serviços bancários ou financeiros integrados às contas e fluxos financeiros dos bancos, mantendo as transações e respectivas permissões dentro da infraestrutura dos bancos onde elas já existem, sem a criação de estruturas intermediárias que concentram risco. “O MBaaS segue uma lógica mais segura: integrar e ser um multiplicador de oportunidades para os bancos sem assumir o risco de ser banco. As operações continuam protegidas pelas camadas de segurança e compliance das instituições financeiras”, explica o executivo. Na prática, empresas passam a operar em um ambiente multibanco e multi conta com visão unificada, mas sem deslocar a responsabilidade crítica para fora dos bancos e mais, permite que ecossistemas compostos por dezenas ou milhares de empresas possam rodar o mesmo motor de serviço, permitindo que cada empresa opere com seu banco. O risco do “banco de nicho” Para o presidente da Nexxera, a popularização do BaaS estimulou uma corrida para a criação de “bancos de nicho”, muitas vezes impulsionada por um ambiente regulatório mais permissivo. “Criou-se a ideia de que qualquer empresa pode virar banco. Esse movimento agora começa a ser revisado pelo mercado e pelos reguladores. Ser banco exige um nível de governança, segurança e resiliência que não se constrói rapidamente. Muitas dessas iniciativas nascem com fragilidades, exigindo um time e iniciativas de compliance que, pelo custo, acabam não existindo e que se tornam críticas com o tempo. Nesse contexto, a multiplicação de estruturas intermediárias amplia a superfície de risco”, ressalta Silva. ERP Banking e a repetição do problema Outro movimento observado é o avanço de empresas de software de gestão tentando incorporar funcionalidades bancárias — o chamado “ERP Banking”. Na visão do executivo da Nexxera, essa tendência repete a lógica do BaaS. “Sistemas de gestão são essenciais, mas assumir funções bancárias é outro nível de exigência. Já houve iniciativas que não se sustentaram por esse desalinhamento. O caminho mais consistente é integrar esses sistemas a uma infraestrutura de serviços financeiros robusta — e não transformá-los em bancos”, reflete. Segurança como eixo central A Nexxera defende que o debate sobre Multibanking as a Service precisa evoluir da eficiência para a segurança. Ao manter as transações dentro dos bancos, o MBaaS reduz a exposição de credenciais e a dependência de plataformas intermediárias ou de borda, diminuindo riscos de fraude, vazamento de dados e fragilidade operacional. Com mais de três décadas de atuação como plataforma multibanco, a Nexxera reforça que não busca substituir instituições financeiras, mas viabilizar uma nova camada de integração entre elas. “Precisamos aprender a trabalhar com os bancos, ao invés de competir com eles apenas”, afirma o executivo. A empresa permite que empresas e fintechs construam seus próprios ambientes dentro da lógica do MBaaS, mantendo as operações ancoradas nos bancos e sem assumir riscos desnecessários. “Não é mais sobre conciliar melhor. É sobre operar com segurança em um ambiente mais complexo e exposto. O mercado não precisa de mais bancos. Precisa de mais inteligência adicionada aos nichos e mercados para conectar o que já existe com segurança, onde podem obter mais lucros do que se expor em ter contas quando o resultado está no serviço”, conclui o presidente da Nexxera.

  • Altcoins ganham filtro mais rigoroso em 2026 com foco em utilidade e infraestrutura

    O mercado de altcoins entra em 2026 com critérios mais exigentes por parte de investidores. A preferência tem sido por criptoativos com utilidade clara, infraestrutura robusta e aderência regulatória. Se você ainda não conhece, Altcoins, é termo usado para designar criptoativos diferentes do Bitcoin, e funcionam hoje como um grande guarda-chuva que inclui tokens de redes, DeFi, inteligência artificial, jogos, ativos do mundo real e outros segmentos. Apesar da diversidade, o ponto em comum é o risco mais elevado e a grande diferença de qualidade entre projetos, o que tem levado o mercado a ser mais seletivo. A distinção entre altcoins e stablecoins é central para entender esse movimento. Enquanto altcoins costumam focar em crescimento, inovação e especulação, stablecoins são projetadas para manter estabilidade de preço e são usadas como meio de pagamento e como reserva de liquidez. “A stablecoin é o dinheiro do jogo. A altcoin é onde o investidor tenta multiplicar capital, assumindo mais risco”, afirma Cleverson Pereira, head educacional da OnilX. Em 2026, setores como tokenização de ativos do mundo real (RWA), infraestrutura de inteligência artificial, DePIN, DeFi, soluções de escalabilidade e pagamentos digitais concentram a maior parte do capital. A tendência é de concentração dentro das próprias altcoins, com os maiores projetos absorvendo a maior fatia do valor total do mercado. “O investidor está fugindo da ‘cauda longa’ e priorizando teses com demanda comprovada, receita e integração com o sistema financeiro tradicional”, explica Pereira. Segundo o especialista, a tokenização de ativos reais se destaca por dialogar diretamente com instituições financeiras e mercados regulados. Já a convergência entre cripto e IA atrai atenção pela possibilidade de coordenar incentivos para dados, computação e automação econômica. Em comum, esses setores exigem análise criteriosa de estrutura jurídica, modelo de negócios e sustentabilidade financeira. Apesar do potencial de retorno superior ao do Bitcoin em determinados ciclos, o investimento em altcoins traz armadilhas relevantes. Volatilidade elevada, modelos de tokenomics inflacionários, riscos técnicos e mudanças regulatórias podem comprometer projetos mesmo com bons produtos. “Em 2026, o filtro está mais rigoroso. Produto sem usuário, receita ou governança sólida tende a desaparecer”, afirma Pereira. Para reduzir riscos, a orientação é estruturar a carteira com papéis bem definidos, limitar a exposição a poucos setores compreendidos pelo investidor e manter liquidez em stablecoins, ciente dos riscos. “Estratégias como compras programadas, rebalanceamento periódico e controle de tamanho de posição seguem como práticas comuns entre investidores mais conservadores”, completa o head educacional da OnilX.

  • Tokenização imobiliária deve ultrapassar US$ 25 bilhões no mundo. Brasil lidera inovação regulatória

    A tokenização imobiliária no Brasil já mobilizou a impressionante cifra de R$ 20 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), consolidando o país como protagonista inconteste no cenário global de Real World Assets (RWAs). Foi o que revelou o relatório “Panorama Estratégico e Regulatório da Tokenização Imobiliária: Dinâmicas Globais e a Vanguarda do Mercado Brasileiro”, um documento robusto sobre o ecossistema de tokenização imobiliária elaborado pela Associação Brasileira das Empresas Tokenizadoras (ABToken). O material disseca as infraestruturas tecnológicas subjacentes, os volumes de mercado, as tendências de adoção global e nacional, os modelos de negócios emergentes e o complexo arcabouço regulatório. Hoje, a tokenização imobiliária representa a convergência entre a infraestrutura financeira baseada em Distributed Ledger Technology (DLT) e o mercado de Real World Assets (RWAs), ou seja, trata-se da conversão de direitos vinculados a imóveis — como propriedade, usufruto ou recebíveis — em tokens digitais programáveis registrados em blockchain. Diferentemente dos modelos tradicionais, como os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), os tokens podem representar frações diretas e indivisíveis de ativos, com regras automatizadas via smart contracts. “Essa arquitetura redefine a lógica de confiança, reduz intermediários e permite a execução automática de fluxos financeiros, como distribuição de rendimentos e reajustes”, conta Regina Pedroso, Diretora da ABToken. Um dos principais impactos econômicos apontados pela ABToken é a resolução do problema histórico de iliquidez do mercado imobiliário. “No Brasil, esse mercado representa aproximadamente R$ 2,8 trilhões em ativos, tradicionalmente caracterizados por baixa liquidez e altos custos transacionais”, diz Regina Pedroso, diretora da ABToken. “A tokenização transforma esses ativos em instrumentos negociáveis, criando novos canais de funding para incorporadoras e ampliando o acesso de investidores a ativos antes restritos. Além disso, a liquidação atômica (Delivery versus Payment) elimina riscos de contraparte, enquanto a programabilidade reduz custos operacionais e aumenta a eficiência do back-office financeiro”, afirma Regina. Mercado global e perspectivas O relatório da ABToken aponta que o mercado global de tokenização imobiliária, avaliado entre US$ 3,7 bilhões e US$ 3,8 bilhões em 2025, pode atingir até US$ 26,4 bilhões até 2035, com crescimento anual composto entre 21% e 24%. A adoção institucional também avança rapidamente, com expectativa de alocação de até 5,6% dos portfólios globais em ativos tokenizados já em 2026. No Brasil, o avanço é ainda mais expressivo. O relatório revela que o mercado já atingiu R$ 20 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) estruturado em operações de tokenização imobiliária. O país também registrou crescimento superior a 1.100% no mercado de RWAs em apenas um ano, com mais de 450 incorporadoras envolvidas e dezenas de milhares de carteiras digitais ativas. Apesar disso, a ABToken chama atenção para uma assimetria relevante: o volume efetivamente tokenizado e negociado ainda é significativamente inferior ao potencial estruturado, refletindo entraves jurídicos e institucionais que limitam a liquidez do mercado.

  • Anbima publica autorregulação para ativos virtuais

    A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) lançou hoje (27) diretrizes para a atuação dos prestadores de serviços de custódia de ativos virtuais. Iniciando com caráter educativo, o material complementa o arcabouço regulatório do Banco Central (Resolução 520), trazendo regras para a adoção de práticas mais consistentes de segurança, governança e diligência. “Nosso objetivo foi traduzir os requisitos regulatórios, que entram em vigor em outubro deste ano, em orientações operacionais concretas, oferecendo desde já ao mercado um referencial claro de melhores práticas. A autorregulação vem complementando e auxiliando na forma de sua aplicação. A ideia é reduzir improvidos e assimetrias em um mercado que ainda está em amadurecimento” afirma Eric Altafim, diretor da Anbima. O documento detalha a forma de operacionalizar a segregação patrimonial, os cuidados ao longo de todo o ciclo de vida das chaves privadas, a definição clara de responsabilidades das instituições custodiantes — mesmo em estruturas com terceirização — e o conteúdo mínimo obrigatório para contratos e políticas de comunicação com os clientes. Segundo Tatiana Itikawa, superintendente de Representação de Mercados e Autorregulação da Anbima, o foco da Anbima é apoiar o crescimento sustentável desse mercado, ampliando a previsibilidade sobre riscos, responsabilidades e procedimentos adotados pelas instituições, o que contribui para maior proteção ao investidor. Entre as orientações está a obrigatoriedade de prova de reserva — mecanismo que comprova a existência do ativo e os saldos registrados em nome do cliente — que deverá ser disponibilizada ao investidor periodicamente (com data definida na política de divulgação de informações da instituição). “A custódia é uma das atividades mais sensíveis dos ativos virtuais, porque ali se concentram riscos importantes para o investidor, como a perda dos ativos e o uso indevido desses ativos. Ferramentas como a prova de reservas e a adoção de procedimentos claros e padronizados de governança ajudam a dar mais segurança às operações e a reforçar a confiança do mercado”, ressalta Altafim. A Anbima acompanhará a evolução das práticas por meio do diálogo contínuo com o mercado e interação com reguladores, e a experiência servirá de base para, no futuro, consolidar as diretrizes na autorregulação tradicional, com regras submetidas à supervisão. Autorregulação da Anbima O lançamento amplia o papel da Anbima como autorreguladora dos mercados financeiro e de capitais, incluindo agora as atividades ligadas às prestadoras de serviço de ativos virtuais. Desde 2023 a associação conta com regras e orientações para fundos que investem diretamente em cripto, para ofertas públicas de ativos virtuais que sejam classificados como valor mobiliário de renda fixa, e para o suitability de produtos que investem nesse tipo de ativo. Além da autorregulação, a associação trabalha no tema desde 2023 fazendo a ponte na interlocução entre reguladores e mercado. A Consulta Pública 97/2023 do BC, início da regulação infralegal de ativos virtuais, marcou o começo da atuação estruturada da Anbima no assunto. + Confira a autorregulação de atividades ligadas a ativos virtuais na íntegra.

  • Empresa cria tecnologia que compara seguros de viagem e projeta crescer 30% em 2026

    Foi durante uma experiência de intercâmbio em Londres que os gaúchos Rafael Antonello e Gabriel Engel vivenciaram, na prática, a dificuldade de comparar preços de seguros para viajantes na Europa — item obrigatório para a entrada em diversos países ao redor do mundo. A experiência longe de casa deu origem à Real Seguro Viagem, fundada em 2009 para preencher essa lacuna de mercado e que se tornou o primeiro comparador digital de seguro-viagem no Brasil. O que começou como um projeto de dois jovens ganhou escala e culminou na entrada do sócio estratégico Hugo Reichenbach, que se juntou à operação, contribuindo para o seu posicionamento no mercado e a consolidação da marca no setor. E foi exatamente isso que aconteceu. Em 2025, a empresa encerrou o ano com um crescimento de 22%. Para 2026, ano em que completa 17 anos, a expectativa é avançar cerca de 30%, impulsionada pela ampliação do portfólio de serviços - que agora inclui a proteção patrimonial. “A proposta agora é proteger não apenas o cliente quando ele sai de férias, mas também a casa dele enquanto está fora”, explica Reichenbach. Segundo o executivo, essa estratégia ajuda a mitigar um dos desafios mais recorrentes e complexos do setor de turismo: a sazonalidade. "No seguro viagem, o cliente contrata, viaja e muitas vezes só volta a interagir com a marca no ano seguinte”, analisa. Assim, a Real oferece uma solução mais completa, que acompanha o cliente em toda a jornada e possibilita ampliar consideravelmente sua receita. Ao longo de sua história, a empresa já atendeu mais de 2 milhões de viajantes e reúne, em uma única plataforma, pacotes de diversas seguradoras, com diferentes tipos de seguros para viagens nacionais e internacionais. As opções atendem a múltiplos perfis — como famílias, esportistas e gestantes — e a diversos destinos, incluindo Europa, Estados Unidos e América Latina, com coberturas que vão desde despesas médicas e extravio de bagagem até cancelamento de viagem e regresso antecipado. Na operação está uma equipe de mais de 50 profissionais, distribuídos em mais de dez cidades brasileiras, o que garante capilaridade, agilidade e proximidade com o cliente. Além disso, a empresa tem entre seus diferenciais o atendimento humanizado. “Em caso de imprevistos no exterior, basta acionar os canais de atendimento da empresa para receber suporte completo — desde o agendamento de consultas médicas até a orientação para recuperação de bagagem e demais procedimentos necessários.”

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