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- Stablecoins avançam no mercado global de pagamentos
O mercado global de stablecoins - criptomoedas cujo valor é atrelado a um ativo estável, como o dólar americano, por exemplo -, atravessa um ciclo de expansão sem precedentes. O volume de transações com esses ativos atingiu a marca de US$ 33 trilhões no ano passado, representando um crescimento de 72% em relação ao período anterior, de acordo com dados da Artemis Analytics. Um dos fatores para isso está no fato de que, aos poucos, as stablecoins estão ganhando espaço no mercado global de pagamentos tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Levantamento recente da TRM Labs (empresa líder em inteligência de blockchain) aponta que o Brasil figura entre os cinco maiores mercados do mundo em adoção de stablecoins. Apenas Estados Unidos, Índia, Paquistão e Filipinas se posicionam à frente. “Há um conjunto de fatores que posicionam o Brasil de forma estratégica neste cenário, sendo também uma figura de destaque no cenário das Américas”, explica Fernando Carvalho, diretor de Operações da OnilX. “A Tether, por exemplo, é uma criptomoeda lastreada em dólar, sendo muito usada para pagamentos e investimentos graças a sua estabilidade”, ressalta. Custo das remessas: o impacto das stablecoins O fluxo e o custo das remessas internacionais é um fator impulsionador para as stablecoins. O modelo convencional Swift, responsável pelo trânsito de dinheiro entre fronteiras, é considerado caro, lento e pouco efetivo. O principal problema são as tarifas intermediárias, especialmente entre instituições financeiras distintas. É comum que o custo dessa transação seja de até 5% sobre a remessa, acrescido também de spread e outras cobranças adicionais. Ou seja, US$ 50 em um valor de US$ 1.000. Ao adotar stablecoins, a mesma operação custa centavos e acontece em segundos. É possível converter os recursos nas exchanges locais de forma rápida e ágil. “Há uma analogia possível com o cenário doméstico. Assim como o Pix superou rapidamente o TED e o DOC em velocidade, custo e eficiência, as stablecoins operam em relação ao Swift como uma infraestrutura de nova geração frente a um sistema com mais de cinco décadas de operação. A tendência é de uma troca rápida devido aos benefícios”, esclarece Carvalho. Não é à toa que, Recentemente, o sistema Swift afirmou estar na fase de design de um livro-razão compartilhado baseado em blockchain. Ou seja, a mesma lógica adotada pelas stablecoins atualmente. Essa disputa, porém, envolve mais do que tecnologia, porque carrega consigo aspectos de regulação, que precisa seguir evoluindo junto com a capacidade de escala e a construção de uma infraestrutura segura e eficiente. América Latina lidera adoção por necessidade O Brasil não está sozinho nessa trajetória de busca por meios mais econômicos e eficientes de transferir valores entre fronteiras. Pesquisa da Fireblocks revela que pagamentos transfronteiriços são o principal caso de uso de stablecoins na América Latina, citados por 71% das instituições regionais como aplicação prioritária — índice significativamente superior à média global de 49%. A base de infraestrutura regional também é considerada cada vez mais sólida: 86% das empresas latino-americanas reportam parcerias estabelecidas para integração com stablecoins, e 71% declararam ter APIs e carteiras digitais prontas para operação. “A adoção na região não é guiada por apetite especulativo, mas por uma necessidade econômica concreta: reduzir fricção, custo e tempo nas transferências internacionais. O ecossistema está maduro o suficiente para escalar”, opina o diretor de Operações da OnilX. O mercado B2B: bilhões em eficiência potencial Se no contexto das remessas pessoais o impacto já é expressivo, no segmento corporativo o potencial de transformação é ainda mais significativo. Uma análise da consultoria McKinsey estima que os pagamentos B2B com stablecoins já movimentam cerca de US$ 226 bilhões por ano — valor que, apesar de representar apenas 0,01% do volume global de transações entre empresas, sinaliza uma adoção inicial concentrada justamente nos casos de maior retorno: pagamentos em cadeias de suprimentos internacionais, gestão de liquidez e liquidação de operações comerciais transfronteiriças. Para pequenas e médias empresas, o diferencial é ainda mais evidente. Atrasos de liquidação e taxas elevadas no sistema tradicional comprometem o fluxo de caixa e a competitividade dessas organizações em mercados internacionais — gargalos que as stablecoins endereçam com precisão.
- Transformar dados para impulsionar a evolução do negócio financeiro
Em um cenário onde a digitalização avança em ritmo acelerado, as instituições financeiras enfrentam uma pressão crescente para modernizar seus sistemas, otimizar processos e responder às novas expectativas dos clientes. Nesse contexto, o Sicredi — a maior cooperativa financeira do Brasil, com mais de 7 milhões de associados — se destaca como um exemplo de como enfrentar esses desafios de forma estratégica, com foco na gestão inteligente de dados. Um dos principais desafios da organização era a crescente complexidade de seu ambiente tecnológico. Com o passar do tempo, o acúmulo de dados e sistemas legados passou a gerar ineficiências operacionais, dificultando tanto a inovação quanto a tomada de decisão. A isso se soma a necessidade de garantir a continuidade dos negócios, um aspecto crítico no setor financeiro, onde qualquer interrupção pode impactar diretamente a experiência do cliente e a confiança dos usuários. O papel estratégico dos dados na transformação Nesse contexto, ganha destaque o papel dos dados nos processos de transformação digital.“Hoje, a transformação digital no setor financeiro não se resume apenas à implementação de novas tecnologias, mas sim à capacidade de gerenciar de forma inteligente os dados existentes. Organizações que conseguem simplificar seus ambientes e extrair mais valor de suas informações são as que avançam com mais agilidade, sem comprometer a continuidade do negócio”, afirma Fabiano Capalbo, Sales Director Brasil do SNP Group. Diante desse cenário, o Sicredi adotou uma abordagem centrada nos dados, priorizando sua otimização, organização e uso estratégico, em vez de realizar uma migração completa de sistemas. Essa estratégia permitiu evoluir para um ambiente mais moderno, reduzindo riscos e custos associados aos modelos tradicionais de transformação. Menos complexidade, mais agilidade operacional Por meio da implementação de soluções especializadas da SNP Group, voltadas à gestão e transformação de dados, a organização conseguiu simplificar seu landscape tecnológico, eliminando redundâncias e aumentando a eficiência na gestão da informação. Esse processo não apenas facilitou as operações do dia a dia, como também abriu caminho para maior agilidade no desenvolvimento de novos serviços. Um dos impactos mais relevantes foi a melhoria na tomada de decisões. Com dados mais acessíveis, estruturados e confiáveis, o Sicredi fortaleceu suas capacidades analíticas e passou a responder com mais rapidez às mudanças do mercado — um diferencial competitivo em um ambiente cada vez mais dinâmico. Impacto na experiência do cliente e no negócio A otimização dos dados também contribuiu diretamente para a melhoria da experiência do cliente. A possibilidade de oferecer serviços mais eficientes, personalizados e alinhados às necessidades dos usuários reforça o posicionamento da instituição em um mercado altamente competitivo. Além disso, a modernização permitiu a liberação de recursos internos, reduzindo a carga operacional e permitindo que as equipes se concentrem em iniciativas estratégicas voltadas à inovação e ao crescimento do negócio. Uma transformação progressiva e sustentável O caso do Sicredi demonstra que a transformação digital não exige, necessariamente, começar do zero. Pelo contrário, evidencia que é possível evoluir de forma progressiva, maximizando o valor dos ativos existentes e adotando uma abordagem mais inteligente na gestão de dados. Em um ambiente onde as organizações buscam ser mais ágeis, resilientes e competitivas, a capacidade de gerenciar e utilizar dados de forma estratégica se torna um diferencial essencial. Nesse sentido, soluções como as desenvolvidas pela SNP Group se posicionam como facilitadoras desse processo, permitindo avançar na modernização sem comprometer a operação. O Sicredi segue avançando em sua jornada de transformação, consolidando uma base tecnológica mais flexível e preparada para enfrentar os desafios de um setor em constante evolução.
- Bitcoin cai, mas interesse sobe: número de investidores no ativo cresce 50% no primeiro trimestre
Embora três meses possam parecer pouco, o período pode concentrar movimentos relevantes: no fim de 2025, o Bitcoin atingiu US$ 126 mil e, logo depois, caiu mais de 25%. Ainda assim, o movimento de queda, que se manteve em 2026, não afastou os investidores, que passaram a enxergar o momento como uma oportunidade de longo prazo. Um levantamento do MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, mostra que o número de investidores na criptomoeda cresceu 50% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025. O movimento de compra, que vai além do preço baixo, está ligado à tradicional organização financeira do início do ano, que impulsiona a entrada de novos participantes no universo cripto. Além disso, a recente regulamentação também contribuiu para trazer mais segurança e fortalecer o segmento. Entretanto, o interesse não parou no Bitcoin, com o número de investidores que aplicam em mais de uma classe de ativos avançando quase 20% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo trimestre de 2025. “Nos últimos 10 anos, uma carteira com 5% de Bitcoin apresentou retorno 33% superior em comparação a uma carteira sem o ativo”, afirma Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do MB | Mercado Bitcoin. “Essa performance reforça o potencial do Bitcoin e, ao mesmo tempo, amplia a confiança para diversificação, com investidores buscando outras criptomoedas, como Solana e Ether, além de stablecoins lastreadas em dólar”, acrescenta. Nesse sentido, o Dólar Digital se destacou, registrando crescimento de 10% em volume de negociação no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No longo prazo, o avanço é ainda mais expressivo: comparado ao primeiro trimestre de 2025, o número de investidores mais que triplicou, evidenciando o rápido ganho de espaço dos ativos lastreados no dólar americano. Tota reforça que sempre é tempo para começar a investir em criptoativos. Para equilibrar a carteira, a recomendação de Tota é alocar entre 5% em criptoativos para perfis conservadores e iniciantes e até 15% para os mais arrojado. “Cripto é para todos os perfis de risco, especialmente o Bitcoin”, conclui o executivo.
- Split Payment no varejo: maquininhas assumem o controle fiscal com o avanço da reforma
A reforma tributária brasileira ainda está em fase de regulamentação, mas seus efeitos já começam a se materializar no cotidiano do varejo. Um dos impactos mais imediatos recai diretamente sobre o caixa, além de alterar a carga fiscal, a nova lógica tributária modifica os fluxos financeiros e impõe exigências tecnológicas inéditas à infraestrutura operacional das empresas. Entre os mecanismos previstos na reforma está o chamado split payment, um modelo de recolhimento que altera a lógica tradicional de pagamento de tributos. Nesse sistema, a parcela correspondente aos impostos é automaticamente segregada no momento da transação e direcionada ao fisco, enquanto o valor líquido é repassado ao fornecedor. Embora seja apenas um dos pontos da reforma, reforça a necessidade de integração direta entre meio de pagamento e documento fiscal. Outra mudança está na obrigatoriedade de vincular o código da transação financeira à nota fiscal emitida no exato momento da venda. O desafio ganha dimensão quando se considera a realidade do varejo, com milhares de transações simultâneas, em múltiplos pontos de venda, canais digitais e marketplaces. Os números do Banco Central ajudam a dimensionar o ambiente em que essa transição ocorre. No primeiro semestre de 2025, o Sistema de Pagamentos Brasileiro registrou 72,5 bilhões de transações, movimentando R$ 59,7 trilhões. O Pix respondeu por 50,9% das operações, com 36,9 bilhões de transações. No comércio eletrônico, carteiras digitais avançaram cerca de 20% no período, alterando o mix de pagamentos. Em estados como Goiás, Mato Grosso, Ceará e Rio Grande do Sul, a legislação já exige a vinculação automática entre o comprovante de pagamento eletrônico, seja cartão de débito, crédito ou Pix, a NF-e ou a NFC-e. Na prática, a regra estabelece um novo padrão operacional, e pagamento e documento fiscal precisam nascer integrados. “Existe um fato novo no ambiente econômico. A transação financeira agora precisa conversar, em tempo real, com a emissão fiscal. Isso muda o desenho da operação e exige tecnologia embarcada no ponto de venda”, explica Emerson Barretto, CEO da POS CONTROLE, retailtech de soluções de pagamentos com mobilidade para o varejo. E esse salto operacional e regulatório está acontecendo dentro da própria maquininha de cartão, equipamento antes limitado a processar transações e que começa a assumir funções típicas de um sistema de gestão. É ali, no hardware já instalado no balcão do varejo, que tecnologia, dados e conformidade fiscal passam a operar de forma integrada, no mesmo fluxo da venda. A empresa desenvolve sistemas embarcados para terminais Smart POS (Point of Sale), integrando gestão, processamento de pagamentos e emissão fiscal no próprio dispositivo. A proposta é concentrar no equipamento já presente no varejo funções que antes dependiam de múltiplos sistemas e hardwares. “O varejista trabalha com margens pressionadas e alto volume operacional. Qualquer inconsistência entre pagamento e nota fiscal gera retrabalho, risco de autuação e perda financeira. Mas, quando o fluxo nasce integrado, a eficiência aumenta e o risco diminui”, diz Barretto. Além disso, a tecnologia é estruturada em modelo white label, permitindo que adquirentes, instituições financeiras, software houses e integradores ofereçam a solução sob sua própria marca, ampliando escala e capilaridade no mercado. O modelo combina ERP, controle de estoque, emissão fiscal e meios de pagamento (débito, crédito e Pix) em um único terminal baseado em sistema Android. Essa estrutura embarcada reduz a necessidade de computadores adicionais em todo o varejo, sejam quiosques, restaurantes, eventos ou qualquer ramo do mercado, ao mesmo tempo em que simplifica a conciliação financeira. Na prática, torna mais ágil e automatizado o processo de verificar se as vendas realizadas, os pagamentos recebidos e os registros contábeis e fiscais estão devidamente alinhados. Segundo o executivo, o eixo dessa arquitetura é o PDV embarcado na maquininha, que concentra gestão e emissão fiscal, e o Smart TEF, responsável pela integração inteligente entre diferentes adquirentes e meios de pagamento. “Todo mundo conhece a maquininha como um terminal de pagamento. O que fizemos foi trazer para dentro dela a inteligência de negócios. É um sistema de PDV e Pagamento Integrado completo embarcado no dispositivo”, complementa Emerson. A arquitetura opera por meio de integração via APIs, permitindo conexão com PDVs, CRMs, ERPs, marketplaces e sistemas financeiros. Camadas de inteligência artificial são utilizadas para automatizar conciliações, identificar inconsistências em tempo real e aprimorar a análise de dados operacionais. Para Alexandre Darzé, sócio da Lighthouse, gestora especializada em venture capital e principal investidora da POS Controle, trata-se de uma reconfiguração da própria infraestrutura do varejo. "Com as novas regras tributárias, a tecnologia passa a ser uma necessidade sistêmica. Assim, a tecnologia Smart TEF se posiciona como uma solução pioneira nesse novo modelo de integração entre pagamento e gestão, assumindo papel de liderança na transformação do terminal POS em uma plataforma estratégica para o varejo”. Segundo Darzé, o princípio central da LightHouse é alocar capital em empresas que sustentam o funcionamento do mercado. “Ao entrar, fortalecemos governança, disciplina financeira e estratégia de escala, preparando o ativo para ciclos mais robustos de capital e consolidação”, completa Darzé. E foi exatamente esse o movimento observado na POS CONTROLE onde a tecnologia passou a integrar o núcleo operacional do varejo, se consolidando como peça indispensável em um ambiente regulatório e competitivo cada vez mais exigente. O relacionamento entre as empresas começou antes mesmo da estruturação via fundo. A LightHouse investiu inicialmente com capital próprio e, posteriormente, por meio do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) LH Tech Ventures, consolidando uma estratégia de crescimento estruturado. Hoje, a gestora administra 4 veículos de investimentos, com mais de 20 startups investidas. O modelo combina capital, governança e acesso a mercado, com foco em escalabilidade e consolidação setorial. “Não somos apenas um investidor financeiro. Atuamos na estruturação do crescimento, na profissionalização da gestão e na preparação das empresas para ciclos mais robustos de capital. Nosso papel é transformar boas soluções em plataformas escaláveis, prontas para consolidar mercado”, explica o sócio da LightHouse. A robustez da solução foi testada em larga escala antes do atual ciclo regulatório. A POS CONTROLE foi responsável pela automação de vendas de alimentos e bebidas nas 17 arenas das Olimpíadas Rio 2016, operação que exigiu alta disponibilidade, processamento simultâneo de milhares de transações e estabilidade em ambientes de grande fluxo. Durante a pandemia, com o fechamento do varejo físico, a receita foi impactada. A empresa optou por direcionar recursos ao desenvolvimento da plataforma, antecipando a retomada. “O período foi desafiador, mas reforçou nossa convicção de que o varejo sairia mais digital, mais orientado a dados e mais pressionado por eficiência. Investimos em produto e voltamos ao mercado com uma solução aderente a essa nova realidade”, afirma Emerson. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado brasileiro de terminais POS estava estimado em cerca de US$ 6,45 bilhões em 2025 e deve chegar a aproximadamente US$ 6,84 bilhões em 2026, com crescimento projetado em torno de 6% ao ano e alcançando mais de US$ 9 bilhões até 2031. E, assim, o mercado global de automação comercial e meios de pagamento segue crescendo, sustentado pela digitalização, pelo avanço da regulação fiscal e pela necessidade de eficiência operacional. “No Brasil, onde milhões de pequenos negócios dependem de soluções de baixo custo e alta mobilidade, o avanço de sistemas embarcados nas maquininhas aponta para uma nova etapa de maturidade tecnológica”, conclui Darzé.
- Base lança primeiro hub na América Latina para impulsionar a inovação cripto no Brasil
A Base, blockchain de segunda camada incubada pela Coinbase que agiliza e torna as transações em blockchain mais acessíveis, anuncia a abertura de seu primeiro hub, o “Base Node”, na América Latina, com um espaço de ecossistema em Florianópolis. Este é um passo estratégico para expandir o ecossistema cripto na região, com mais de 50 startups brasileiras já operando na Base atualmente. O espaço tem como objetivo apoiar builders, fundadores e contribuidores individuais, além de fortalecer ainda mais as conexões dentro da comunidade de blockchain no Brasil e na América Latina. Localizado no Ethereum Hub, o novo espaço foi concebido como um ponto de encontro para colaboração, aprendizado e desenvolvimento, fomentando assim o ecossistema da Base e conectando talentos promissores a grandes oportunidades e projetos em trading, stablecoins e no Base App. O “Base Node” sediará eventos, sessões de trabalho, trocas de ideias e iniciativas de compartilhamento de conhecimento para o ecossistema, criando um ambiente propício à inovação. Também será um espaço para criadores, totalmente equipado para a produção de podcasts e vídeos. “A inauguração do Base Node na região reflete a crescente relevância da América Latina — e especialmente do Brasil — no cenário global de tecnologia e ativos digitais. A região tem se destacado pela qualidade de seus talentos e pela velocidade de adoção de soluções baseadas em blockchain, e este espaço em Florianópolis tem como objetivo liderar essa onda de inovação”, disse Guilherme Bettanin, Latam Lead da Base.Por meio de convite, o Base Node receberá mais de 50 startups brasileiras que atualmente operam na Base, além de qualquer builder que atue fora do ecossistema da Base e deseje se conectar com a comunidade. “O Base Node representa mais um passo importante na valorização do talento brasileiro e latino-americano, conectando players locais a uma rede global de oportunidades. Queremos apoiar a próxima geração de líderes de projetos inovadores no desenvolvimento de soluções do dia a dia para trading, stablecoins e a nova economia onchain”, acrescentou Bettanin.
- No novo mercado financeiro, segurança e regulação não travam inovação elas definem quem fica e quem sai
O amadurecimento do sistema financeiro digital traz consigo um aumento significativo na complexidade e na exposição a riscos. A expansão das integrações, o crescimento do volume de dados e a digitalização das operações criam um ambiente em que segurança e regulação deixam de ser elementos secundários e passam a ocupar o centro da estratégia. Essa mudança altera a forma como fintechs precisam ser estruturadas. Durante muito tempo, segurança e compliance foram vistos como barreiras que desaceleravam a inovação. Hoje, essa percepção não se sustenta mais. Em um ambiente mais sofisticado, esses elementos passam a ser condições básicas para operar. Arquiteturas modernas, baseadas em monitoramento contínuo, proteção de dados e controle de acesso, tornam-se indispensáveis. Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório evolui, exigindo maior transparência, governança e capacidade de resposta. Isso redefine o mercado. Não basta mais lançar uma fintech funcional. É necessário garantir que toda a operação seja segura, confiável e aderente às exigências desde o início. Empresas que negligenciam essa base enfrentam dificuldades para crescer, perdem credibilidade e, muitas vezes, não conseguem se sustentar no longo prazo. Por outro lado, fintechs que incorporam segurança e regulação como parte de sua estrutura conseguem operar com mais estabilidade, atrair parceiros e construir relações de confiança. Nesse cenário, a Alphacode atua no desenvolvimento de plataformas financeiras digitais que já nascem com esses princípios incorporados. Sua atuação vai além da tecnologia e envolve a estruturação de operações preparadas para atender às exigências do mercado e evoluir com ele. Em um ambiente cada vez mais exigente, confiança deixa de ser consequência e passa a ser estratégia. E é isso que, cada vez mais, define quem permanece no mercado.
- Decisão de crédito com mais inteligência: Quick Soft integra nativamente a GYRA+ ao Qprof
Após uma década construindo o motor de crédito de referência para o mercado financeiro brasileiro, a GYRA+ chega ao Qprof de forma nativa. Para gestores de fundos e analistas de crédito, a mudança é direta: menos fricção operacional, mais rigor nas decisões e políticas de crédito executadas com a precisão que o ambiente regulatório exige. O cenário que todo gestor de crédito conhece Quem opera no mercado de crédito estruturado sabe que a velocidade da análise pode ser tão determinante quanto a qualidade dela. FIDCs, fundos de crédito privado e gestoras especializadas convivem diariamente com um desafio duplo: manter o rigor das políticas de concessão e, ao mesmo tempo, responder com agilidade às demandas do pipeline de operações. Nesse contexto, a fragmentação entre sistemas sempre foi um ponto de atrito silencioso. Analistas que precisam alternar entre plataformas para completar uma única consulta de crédito enfrentam não apenas perda de tempo, mas também risco real de inconsistência nos dados, um problema que, em ambientes auditados e com obrigações fiduciárias, não é trivial. A Quick Soft reconheceu esse gargalo em conversas com seus clientes e respondeu com uma solução concreta: a integração nativa da GYRA+ ao Qprof. Uma parceria construída sobre uma década de especialização A GYRA+ é uma empresa consolidada nesse segmento. São dez anos de atuação direta no mercado financeiro brasileiro, com um histórico consolidado junto a FIDCs, bancos, cooperativas de crédito e fintechs de diferentes portes e estratégias. Esse tempo de mercado moldou o produto ToolBox da GYRA+ seguindo as exigências reais do setor. Durante essa trajetória, a GYRA+ desenvolveu um motor de decisão robusto, altamente configurável e desenhado para absorver a complexidade que caracteriza o crédito no Brasil: múltiplos bureaus, políticas diferenciadas para PF e PJ, regras de exceção, fluxos de aprovação em alçadas e rastreabilidade completa para fins de auditoria e compliance. É sobre essa base que a integração com o Qprof foi construída. Não se trata de uma conexão genérica via API, mas de uma experiência pensada para o fluxo de trabalho real dos gestores e analistas que operam dentro da plataforma Quick Soft. O que muda no dia a dia das operações Antes da integração, o processo de consulta de crédito dentro do Qprof exigia que o analista saísse da plataforma, acessasse um sistema externo, realizasse a consulta, interpretasse o resultado e retornasse ao Qprof para dar continuidade à análise da operação. Cada transição entre sistemas é uma oportunidade para erros, atrasos e perda de contexto. Com a integração nativa, esse fluxo é eliminado. Na tela FNE001 – Operação > aba Análise, o analista aciona o botão GYRA+ diretamente dentro do Qprof. A consulta é executada, o resultado é retornado e a análise segue tudo no mesmo ambiente, sem interrupção de contexto e com os dados registrados de forma rastreável. Para fundos com alto volume de operações, esse ganho de eficiência se multiplica. Para gestoras com equipes enxutas, significa fazer mais com o mesmo time. Para ambos, significa menos margem para erro humano em um ponto crítico do processo. Políticas de crédito que refletem a estratégia do fundo Um dos aspectos mais relevantes para gestores de crédito é a possibilidade de parametrizar as políticas diretamente na plataforma GYRA+ e executá-las nativamente dentro do Qprof. Isso significa que cada fundo ou carteira pode operar com suas próprias regras de concessão limites de exposição, critérios de elegibilidade, pesos de variáveis de risco, sem depender de configurações genéricas que não refletem a política de investimento definida em regulamento. Os policyIds para CNPJ e CPF são configurados nas constantes 2118 e 2119 do Qprof, vinculando diretamente a política definida na GYRA+ ao fluxo operacional da plataforma. O resultado é uma cadeia de decisão coerente, auditável e alinhada à estratégia do gestor. Esse nível de configurabilidade é especialmente relevante para FIDCs com cedentes diversificados, onde a política de crédito pode variar conforme o perfil do sacado, o prazo da operação ou o setor econômico envolvido. Escala sem perda de qualidade Um dos desafios recorrentes em gestoras em crescimento é manter o padrão de análise à medida que o volume de operações aumenta. Processos manuais ou dependentes de julgamento individual tendem a criar inconsistências que se tornam visíveis e problemáticas, justamente quando a carteira cresce. A automação proporcionada pela integração GYRA+ no Qprof endereça esse problema diretamente. Com um motor de crédito testado em escala pelo mercado financeiro, as decisões passam a ser executadas de forma padronizada, independentemente do volume ou da complexidade das operações. A política é a mesma, aplicada com a mesma lógica, para cada sacado analisado. Para gestores que precisam demonstrar consistência de processo a cotistas, auditores ou à CVM, essa padronização tem valor que vai além da eficiência operacional. Implementação assistida: vantagem exclusiva para clientes Quick Soft A Quick Soft negociou, como parte da parceria, uma condição especial para seus clientes: consultoria gratuita da equipe GYRA+ para implementação das políticas de crédito na plataforma. O gestor ou analista responsável envia as políticas em formato de arquivo e a GYRA+ realiza a configuração completa no ambiente da instituição. Essa facilidade reduz significativamente a barreira de entrada para fundos que ainda não utilizam um motor de decisão estruturado, e acelera a migração para quem já possui políticas definidas mas ainda as executa de forma manual ou em sistemas próprios. Os planos disponíveis podem ser consultados em: https://gyramais.com.br/#planos O movimento mais amplo: ecossistemas integrados no mercado de crédito A integração entre Quick Soft e GYRA+ reflete uma tendência que vem se consolidando no mercado financeiro: a migração de soluções isoladas para ecossistemas onde as plataformas se complementam e compartilham dados de forma estruturada. Para fundos de crédito, essa tendência tem implicações práticas imediatas. A capacidade de centralizar o fluxo de análise, decisão e registro em um ambiente único reduz o risco operacional, facilita a governança e cria uma base de dados mais consistente para relatórios de desempenho, gestão de inadimplência e backtesting de políticas. A Quick Soft, ao trazer a GYRA+ para dentro do Qprof, posiciona sua plataforma como hub central da operação de crédito, não apenas um sistema de registro, mas o ambiente onde a inteligência de crédito é efetivamente aplicada. Para os gestores que buscam precisão, escala e controle Em um mercado onde as margens são apertadas e os erros de crédito têm custo direto para os cotistas, a qualidade do processo de análise não é detalhe operacional, é componente central da tese de gestão. A integração GYRA+ no Qprof entrega exatamente o que gestores de fundos de crédito precisam: um motor com dez anos de refinamento pelo mercado financeiro, configurável para refletir a política de cada fundo, operando de forma integrada ao sistema de gestão que já utilizam no dia a dia. O próximo passo é direto: contratar a GYRA+, configurar os parâmetros no Qprof e começar a operar com o nível de rigor que o mercado de crédito estruturado exige.
- Soften antecipa soluções de ERP para blindar pequenas empresas contra os impactos da nova Reforma Tributária
Com a aprovação da regulamentação da Reforma Tributária, o ecossistema das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras enfrenta sua maior transformação em décadas. Diante da transição para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) e a chegada do split payment (pagamento segregado do imposto no ato da transação), a Soften Sistemas, especialista em sistemas de gestão, anuncia o fortalecimento de sua plataforma ERP para garantir que o "Custo Brasil" não comprometa a sobrevivência dos pequenos negócios. A reforma promete simplificação, mas impõe um desafio tecnológico sem precedentes: o fim da gestão manual. A transição exige que as empresas operem sob dois regimes tributários simultâneos por anos, o que torna o erro humano quase inevitável sem o auxílio de inteligência de dados. "A reforma tributária é, na verdade, uma reforma de dados e quem não tiver um processo digital estruturado perderá margem de lucro por não conseguir gerir seus créditos tributários ou se atrapalhar com o fluxo de caixa no momento do split payment", afirma Guilherme Volpi, Presidente da Soften Sistemas. Para apoiar as PMEs nessa travessia, a Soften estruturou sua plataforma em quatro pilares fundamentais: - Automação de Créditos: No novo modelo, o imposto pago na compra gera crédito financeiro imediato. O ERP da Soften automatiza essa captura, garantindo que a empresa não pague mais imposto do que o devido por falhas na conciliação de notas de entrada. - Preparação para o Split Payment: O sistema está sendo adaptado para ler as retenções de impostos feitas diretamente pelas instituições de pagamento, mantendo o controle do Contas a Receber sempre fiel ao saldo líquido real. - Motor Tributário Híbrido: A plataforma gerencia automaticamente as alíquotas do sistema atual e do novo IVA, eliminando a necessidade de parametrizações manuais complexas por parte do empresário. - Atualização em Nuvem (SaaS): Como as leis complementares serão frequentes, a Soften garante atualizações de conformidade em tempo real, sem custos adicionais de consultoria técnica para o cliente. O fim da era das planilhas O cenário desenhado pela reforma atua como um filtro de mercado. Empresas que operam de forma profissional e integrada tendem a ganhar competitividade ao capturar créditos de forma eficiente, enquanto aquelas presas a controles analógicos enfrentarão dificuldades de liquidez. "O ERP deixou de ser um suporte administrativo para se tornar o coração estratégico do negócio. Nosso papel é traduzir a complexidade do 'juridiquês' fiscal em uma interface simples, onde o empresário foca em vender e a tecnologia cuida da conformidade", conclui Volpi.
- Lydian lança cartão Visa Platinum e aposta no uso de criptomoedas
A Lydian, provedora de infraestrutura de pagamentos com ativos digitais apoiada pela Tether e pela Cantor Fitzgerald, anuncia o lançamento do Lydian Card. O cartão Visa Platinum será emitido pela Rain, empresa especializada em tornar ativos digitais utilizáveis em pagamentos, que permitirá o uso de criptomoedas e outros ativos digitais em compras do dia a dia. O Lydian Card chega ao mercado em um momento de crescimento acelerado na adoção de cartões cripto. “Por muito tempo, os detentores de ativos digitais enfrentaram dificuldades para usar seus recursos no dia a dia. Converter tokens manualmente, lidar com aceitação limitada e com experiências pouco intuitivas tornava o uso de cripto mais complexo do que deveria ser. O Lydian Card muda completamente esse cenário”, afirma Carl Grimstad, CEO da Lydian. Desde o início de 2023, os volumes mensais de pagamentos saltaram de US$ 100 milhões para mais de US$ 1,5 bilhão globalmente. Além disso, estudos do setor apontam que esses cartões podem ampliar o acesso ao consumo em até 66%, indicando uma mudança no comportamento dos usuários, que passam a utilizar seus ativos digitais além do armazenamento, incorporando-os à rotina de gastos. “Dinheiro tokenizado e ativos digitais têm enorme potencial, mas a adoção em massa só acontece quando utilizá-los no mundo real é, de fato, simples. Historicamente, acertar esse ponto sempre foi um desafio. A junção das empresas representa um passo fundamental para ampliar o uso global dessas tecnologias”, afirma Farooq Malik, CEO e cofundador da Rain. Emitido e operado pela Rain - empresa avaliada em mais de US$1,5 bilhão - e conectando a Lydian às redes globais de pagamento, o cartão chega ao mercado oferecendo uma experiência de pagamento fluida, sem exigir mudanças na forma como consumidores ou estabelecimentos realizam transações. O recurso estará disponível tanto na versão física quanto na virtual, com emissão instantânea, além de possibilitar pagamentos com mais de 300 ativos digitais, incluindo stablecoins e criptomoedas consolidadas. A solução pode ser utilizada em qualquer estabelecimento que aceite Visa, seja em lojas físicas, e-commerces ou pagamentos por dispositivos móveis, conectando usuários a uma rede global de mais de 150 milhões de pontos de venda.
- Mais de 20 mil pequenas e médias empresas passam a acessar crédito com garantia em ativos digitais no Brasil
A Fenynx, infratech de lending and credit com garantia em ativos digitais, e a Setfin, plataforma que integra gestão financeira, contabilidade, meios de pagamento para pequenas e médias empresas (PMEs) e escritórios contábeis, anunciam parceria estratégica para disponibilizar crédito com garantia em Bitcoin, stablecoins e ativos tokenizados diretamente na rotina financeira de mais de 20 mil empresas ao longo de 2026. A estratégia da parceria é resolver um gargalo concreto do mercado de crédito para pequenas e médias empresas no Brasil: a desconexão entre a operação financeira do negócio e o acesso a capital. Ao embutir a oferta de crédito dentro de uma plataforma que já concentra dados financeiros, fiscais e contábeis, a operação ganha contexto — e o tomador ganha conveniência. Com a integração, clientes da Setfin passam a acessar linhas de crédito colateralizado (garantia em Bitcoin), com taxas a partir de 1,40% ao mês, sem sair do ambiente onde já gerenciam fluxo de caixa, emitem notas fiscais e acompanham obrigações contábeis. Já os clientes da Fenynx ganham acesso a um sistema contábil completo e personalizado para a gestão do dia a dia dos seus negócios. “Crédito com garantia em ativos digitais deixa de ser um produto de nicho quando está integrado onde o empresário já opera. A Setfin nos dá um canal de distribuição qualificado, com dados financeiros reais e uma base que entende gestão”, afirma Lucas Montanini, fundador e CEO da Fenynx. Na prática, a integração permite que empreendedores de pequenas e médias empresas solicitem capital de giro diretamente pela plataforma da Setfin utilizando como garantia os Bitcoins mantidos em sua pessoa física — sem necessidade de comprometer bens da empresa ou recorrer a linhas de crédito tradicionais com taxas mais elevadas. O modelo transforma um ativo digital pessoal em alavanca para o negócio, desbloqueando liquidez sem exigir a venda do patrimônio em cripto. A Setfin lançou uma infraestrutura para empresas e contadores no Brasil, conectando em uma única camada gestão financeira, meios de pagamento, rotinas fiscais, contabilidade e serviços integrados. A proposta é resolver um problema real do mercado: empresários e contabilidades ainda operam com processos fragmentados, múltiplos sistemas, planilhas e baixa integração entre financeiro, fiscal e contábil. Com um modelo que combina tecnologia, operação e distribuição, a Setfin permite que contabilidades usem a plataforma de forma white label, com planos a partir de R$ 1 mil, enquanto empresas podem entrar com assinaturas a partir de R$ 100 para cuidar da própria gestão. A visão de longo prazo é escalar essa infraestrutura até 2030, conectando mais de 50 mil contadores e mais de 350 mil empresários, consolidando a companhia como uma plataforma operacional e financeira de referência para PMEs no Brasil. “Nós construímos a ponte entre o empresário e o contador de maneira efetiva. Antes, essa relação era marcada por atrito, fragmentação e falta de alinhamento. Depois de lançar produtos no mercado, entendemos que a virada de chave estava em unir, em um só lugar, gestão, tecnologia, integrações, serviços bancários e operação para os dois lados. O empresário passa a ter mais visão e controle da sua empresa, o contador passa a ter mais escala e eficiência na sua operação, e essa conexão cria uma relação mais saudável, mais produtiva e mais bem remunerada para todos”, afirma Luan Carlos, CEO e fundador da Setfin.
- IA impulsiona receita e eficiência no mercado financeiro, aponta relatório global da NVIDIA
A inteligência artificial (IA) está redefinindo como funcionam as operações do mercado financeiro, e essa realidade está cada vez mais intensa. O sexto relatório anual " NVIDIA State of AI in Financial Services ", baseado em uma pesquisa com mais de 800 profissionais do setor, ao redor do mundo, mostra que a adoção de IA no setor atingiu seu nível mais alto. O relatório revela que 89% dos entrevistados afirmaram que a IA está ajudando a aumentar a receita anual e a diminuir os custos anuais; 73% dos executivos disseram que a IA é crucial para o sucesso futuro de suas empresas; quase 100% afirmaram que seus orçamentos para IA aumentarão ou permanecerão os mesmos no próximo ano; 65% dos entrevistados disseram que suas empresas estão usando IA ativamente, um aumento em relação aos 45% do relatório do ano passado; 61% estão usando ou avaliando IA generativa, um aumento de 52% em relação ao ano anterior; e 42% estão usando ou avaliando IA agente, com 21% afirmando que já implantaram agentes de IA. Além disso, o levantamento “IA na Gestão de Recursos”, de 2026, realizado pelo time de Análise de Fundos da XP, também reforça esse cenário. A pesquisa foi conduzida com 71 gestoras, que juntas respondem por aproximadamente metade do patrimônio da indústria de fundos brasileiras (aproximadamente R$ 5 trilhões em ativos sob gestão dessas organizações). Um dos principais dados mostra que 97% das gestoras de recursos já adotam IA nas suas operações cotidianas. E aqui não falamos apenas da IA generativa, mas também da IA usada em modelos preditivos, sistemas de classificação e algoritmos de machine learning, que seguem como auxiliares de decisões complexas, tais como a gestão de risco e a seleção de portfólio. Além disso, 80% das gestoras usam a IA não generativa para processamento de linguagem natural para análise de textos, 70% para classificação e categorização de dados, 63% para modelos preditivos, 63% para sistemas de monitoramento e alerta e 43% para otimização de portfólio. Dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, indicaram que essa presença se mantém forte no setor bancário: 82% dos bancos no Brasil já incorporam a GenAI em suas operações de forma variada. Esses dados ainda apontam um aumento médio de 11% na produtividade de tarefas que passaram a contar com a IA. Os investimentos na área devem seguir aumentando, tanto que no ano passado foi apontado que existe uma tendência por contratação de ex-banqueiros de investimentos para o treinamento de IA na construção de modelos financeiros por gigantes de tecnologia. “A tradição do uso da tecnologia de IA no mercado financeira já é longa, e daqui para frente a tendência é que mais e mais possamos contar com essa ferramenta para decisões mais assertivas, análises mais complexas e completas e possamos transformar para sempre as finanças globais por meio da tecnologia”, comenta Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.
- Anbima lança jornada para discutir tokenização e seus impactos no mercado de capitais
A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) dá um novo passo na agenda de inovação do mercado financeiro com o lançamento da Jornada de Tokenização , uma trilha de aprendizado com encontros técnicos para aprofundar o debate sobre a tokenização de ativos no mercado de capitais brasileiro. A iniciativa consolida o papel da associação como um dos principais polos de articulação entre mercado, tecnologia e regulação em um tema que vem ganhando tração global e local. A jornada começa em 29 de abril e se estende ao longo do ano , com encontros online mensais que abordam temas estratégicos sobre tokenização: fundamentos conceituais, decisões de infraestrutura , execução operacional , aplicação em produtos financeiros , gestão de riscos , liquidação , integração com meios de pagamento e novos modelos de supervisão. Confira a programação e inscreva-se nos workshops aqui. “A tokenização não é apenas a representação digital de ativos. Ela envolve mudanças profundas na forma como os ativos são emitidos, registrados, negociados, custodiados e liquidados. A Jornada nasce para aprofundar o conhecimento dos profissionais sobre essa agenda com o nível de rigor técnico que o mercado precisa”, afirma Marcelo Billi , superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima. Os encontros serão online e abertos ao público , com foco em profissionais do mercado de capitais, especialistas em tecnologia, representantes do ecossistema regulatório e acadêmicos. Agenda Anbima em tokenização A Jornada de Tokenização é mais uma das iniciativas da associação para apoiar as instituições financeiras em suas jornadas de transformação digital. Além dela, a Anbima conduz atualmente um projeto-piloto para testes de tokenização de debêntures e fundos de investimento em uma rede DLT. O objetivo é gerar aprendizados técnicos, operacionais e regulatórios sobre os caminhos da tokenização no Brasil, colocando o nosso mercado em diálogo com experiências internacionais. O projeto-piloto servirá como referência prática para discutir o que funciona, o que ainda representa desafio e quais decisões de arquitetura e governança são críticas para viabilizar escala para a tokenização no mercado brasileiro. “A tokenização só se torna relevante quando dialoga com a realidade do mercado, com seus riscos, obrigações legais e estruturas de controle. Por isso, o foco não é especulativo, mas aplicado: infraestrutura, processos e supervisão”, destaca Billi. Posicionamento de mercado Com a Jornada de Tokenização e o projeto-piloto, a Anbima amplia sua atuação como hub de conhecimento técnico sobre inovação. As iniciativas buscam preparar o mercado para decisões reais sobre adoção, governança e integração da tokenização à infraestrutura financeira brasileira. Em um cenário em que a tokenização avança do discurso para a implementação, a associação se posiciona como um ator central na construção de referências técnicas, boas práticas e diálogo qualificado entre mercado e reguladores.














