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  • Brasil se consolida como exportador de inovação financeira para a América Latina

    O setor financeiro nacional apresenta um estágio de maturidade digital avançado, tendo em vista que 75% das transações bancárias já são realizadas por meio de celulares, segundo uma pesquisa divulgada pela Deloitte em 2025. Esse cenário de digitalização consolida a tecnologia brasileira como base para facilitar pagamentos, com soluções que priorizam agilidade e segurança.  Para Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay , especializada em payment service provider (PSP), o Brasil conseguiu destaque na área, por conta de serviços como o Pix e o Open Finance. “O ecossistema financeiro brasileiro se tornou uma referência internacional principalmente pela combinação entre tecnologia, regulação eficiente e rápida adoção da população”.  O Pix, criado pelo Banco Central, é um exemplo de solução brasileira que democratizou o acesso aos pagamentos instantâneos e reduziu custos operacionais. Ainda de acordo com o levantamento da Deloitte, o volume de usuários que usam o serviço cresceu 38%, ultrapassando a marca de 65 milhões de pessoas. Somado ao sucesso do Pix, o Open Finance introduziu um sistema de portabilidade de dados, no qual o compartilhamento autorizado de informações permite uma análise integrada do perfil financeiro do titular. Essas tecnologias eliminam barreiras de entrada para novas fintechs e permitem que empresas, como a Sttart Pay, desenvolvam soluções de pagamento mais personalizadas e eficientes. As transações bancárias na América Latina “Muitos mercados da América Latina ainda enfrentam desafios como baixa interoperabilidade entre instituições, custos altos em pagamentos internacionais e menor digitalização financeira. As soluções brasileiras podem ajudar a acelerar a modernização desses sistemas, oferecendo plataformas mais rápidas, acessíveis e integradas”, explica Carlos Henrique.  Na América Latina, os pagamentos entre países costumam ser caros, lentos e burocráticos. Além disso, as instituições financeiras não se comunicam como no Brasil, em que é possível enviar dinheiro para qualquer banco sem depender de horários bancários e utilizando apenas o celular. “Há uma demanda natural por soluções que facilitem pagamentos, câmbio e transferências internacionais, abrindo espaço para empresas brasileiras liderarem novas soluções financeiras”, afirma o CEO da Sttart Pay.  Alguns dos principais empecilhos na integração das soluções brasileiras em outros países são as diferentes exigências regulatórias dos países, a obtenção de autorizações locais e os processos lentos de operações de câmbio e fronteiriços.  O CEO da Sttart Pay, que já expande a operação com unidades de câmbio no Paraguai, destaca a importância das fintechs nesse cenário. “As fintechs são essenciais para reduzir ineficiências ainda comuns no mercado latino-americano, como alto custo de pagamentos internacionais, baixa integração entre instituições e processos financeiros muito burocráticos. Com tecnologia e modelos ágeis, temos o potencial de conectar mercados e aumentar a competitividade, entregando serviços mais eficientes tanto para empresas quanto para o consumidor final”, conclui.

  • Fenynx e Foxbit lançam crédito com garantia em Bitcoin e projetam carteira de R$ 50 milhões em 12 meses

    A Fenynx, startup brasileira de infraestrutura financeira de Lending and Credit, anuncia uma parceria estratégica com a Foxbit, um ecossistema de soluções e infraestrutura cripto 360º, para lançar no país uma solução de crédito com garantia em Bitcoin. A proposta permite que clientes utilizem seus ativos como colateral para acessar crédito em reais, dólar ou stablecoins, sem precisar vendê-los, mantendo exposição à valorização do criptoativo. A empresa projeta atingir uma carteira de R$ 50 milhões em 12 meses. A operação utiliza mecanismos de controle de risco baseados em LTV (Loan-to-Value), com custódia dos ativos e liberação de recursos via PIX, dólar ou stablecoins (USDC, USDT). A parceria nasce com potencial de escala relevante, com a Fenynx conectando clientes por meio de sua rede de parceiros, como escritórios de investimento, enquanto a Foxbit atua na custódia dos ativos digitais utilizados como garantia. A integração com a infraestrutura da Fenynx viabiliza a execução das operações de crédito de forma estruturada e escalável. “A Fenynx nasce como a infraestrutura que faltava para conectar o mercado cripto ao sistema de crédito. Com a Foxbit, conseguimos oferecer um crédito com Bitcoin em garantia de forma estruturada, segura e regulada”, afirma Lucas Montanini, CEO e fundador da Fenynx. Diferentemente de modelos tradicionais, a Fenynx não atua como banco ou corretora. A startup opera como uma camada tecnológica B2B, conectando custódia, fontes de funding e parceiros de distribuição para viabilizar operações de crédito com ativos digitais como colateral. A empresa orquestra toda a operação, enquanto instituições parceiras garantem a emissão e a conformidade regulatória.   O modelo busca oferecer uma alternativa mais eficiente ao crédito tradicional, com taxas a partir de 1,40% ao mês (não incluso IOF) — abaixo de linhas convencionais, que frequentemente superam 2,5% ao mês. O crédito com garantia em criptoativos já movimenta mais de US$ 60 bilhões no exterior, mas ainda é pouco explorado no Brasil. Para a Fenynx, essa lacuna representa uma oportunidade estratégica de posicionamento como infraestrutura dominante nesse segmento. Para atingir as metas, a empresa atuará inicialmente com investidores que já possuem Bitcoin e buscam alternativas mais eficientes de liquidez. O crédito também é voltado para pessoas jurídicas: a empresa contrata o crédito, utiliza os recursos no CNPJ e mantém toda a operação dentro da estrutura corporativa. O que muda é a garantia — o empresário que possui Bitcoin na pessoa física pode utilizá-lo como colateral para a operação da sua empresa, sem precisar vender o ativo, sem perder exposição ao mercado e sem comprometer o caixa do negócio. “Existe uma demanda reprimida clara: investidores que não querem vender seus ativos ou que enfrentam linhas de crédito com juros elevados. Estamos destravando uma nova opção com custo mais competitivo e melhor uso do patrimônio”, reforça Montanini. Para Ricardo Dantas, CEO da Foxbit, “Ao permitir acesso a crédito a partir de ativos digitais já existentes, o modelo amplia as formas de participação no sistema financeiro — especialmente para quem não quer ou não pode liquidar seu patrimônio. A solução também contribui para o avanço de novas estruturas de garantia, alinhadas a um sistema financeiro mais eficiente e integrado.” Nesse sentido, a evolução do crédito com ativos digitais passa a dialogar com uma agenda mais ampla de inclusão financeira, redução de custos e diversificação das formas de acesso ao capital, conectando o universo cripto ao sistema financeiro tradicional. Um dos diferenciais da Fenynx está em seu modelo horizontal, que permite a integração com múltiplos players, gerando uma orquestração entre Originadores e Funding regulados (FIDCs, Securitizadoras e Tokenizadoras) — incluindo fintechs, escritórios de investimento e plataformas de banking as a service — ampliando o alcance da solução no mercado. Além disso, a startup se posiciona na vanguarda da inovação ao ter realizado, em novembro de 2025, a tokenização de 11,27% de seu equity na B3 — movimento pioneiro entre startups brasileiras e que reforça sua conexão com o mercado de capitais. Fundada por empreendedores com histórico de exit no setor financeiro, incluindo a venda da Live On para o Banco Modal (posteriormente incorporado pela XP), a Fenynx inicia agora sua fase de expansão. A ambição é consolidar-se como a principal infraestrutura de crédito com colateral em ativos digitais no Brasil. O movimento reforça o papel dos ativos digitais não apenas como reserva de valor, mas como parte funcional da infraestrutura financeira.

  • Declaração do IRPF 2026: dicas práticas para evitar erros e cair na malha fina

    Todo começo de ano traz a mesma missão para milhões de brasileiros: declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). E, apesar de parecer uma tarefa burocrática e repetitiva, a verdade é que pequenos erros podem gerar dor de cabeça, atraso na restituição ou até problemas com a Receita Federal. Se você quer fazer sua declaração com mais segurança em 2026, este guia reúne dicas práticas que realmente fazem diferença. 1. Não deixe para a última hora Pode parecer óbvio, mas ainda é o erro mais comum. Deixar a declaração para os últimos dias aumenta o risco de: Esquecer documentos importantes Cometer erros por pressa Enfrentar instabilidade no sistema Além disso, quem declara antes costuma receber a restituição mais cedo, caso tenha direito. Organize um dia com calma para fazer isso. Duas horas bem focadas resolvem mais do que uma madrugada corrida. 2. Separe todos os documentos antes de começar Antes de abrir o programa da Receita, junte tudo o que você vai precisar. Isso evita idas e voltas no preenchimento. Tenha em mãos: Informes de rendimento (empresas, bancos, corretoras) Comprovantes de despesas médicas e educacionais Recibos de aluguel (pagos ou recebidos) Dados de bens (imóveis, veículos, investimentos ) Informações de dependentes Uma boa dica é criar uma pasta digital ao longo do ano. Assim, quando chegar a época da declaração, já está tudo organizado. 3. Confira os dados dos informes com atenção Muita gente acredita que os informes estão sempre corretos, mas erros acontecem. E, se você repetir um valor errado, a responsabilidade é sua. Compare os dados com: Extratos bancários Holerites Notas fiscais Diferenças pequenas já podem chamar a atenção da Receita. 4. Cuidado com despesas médicas Despesas médicas são um dos principais motivos de cair na malha fina. Isso acontece porque não há limite de dedução, o que aumenta o controle da Receita. Fique atento: Só declare gastos que possam ser comprovados Guarde recibos com CPF ou CNPJ do profissional Evite incluir despesas não dedutíveis (como medicamentos comprados em farmácia, salvo exceções específicas) Se a Receita pedir comprovação, você precisa apresentar tudo. 5. Escolha entre declaração simplificada ou completa O sistema da Receita geralmente indica a melhor opção automaticamente, mas vale entender a diferença. Simplificada:  aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis (limitado a um valor máximo) Completa:  permite deduzir despesas como saúde, educação e dependentes Se você tem muitas despesas dedutíveis, a completa tende a ser mais vantajosa. Caso contrário, a simplificada pode ser melhor. Sempre compare as duas antes de enviar. 6. Declare todos os rendimentos, mesmo os menores Esse ponto é crítico. A Receita cruza informações com empresas, bancos e outras fontes. Ou seja, ela já sabe o que você recebeu. Inclua: Salários Freelancers Aluguéis Rendimentos de investimentos Benefícios (como pensão) Mesmo valores pequenos precisam ser informados. Omissão de renda é uma das principais causas de problemas. 7. Atenção aos investimentos Nos últimos anos, mais brasileiros passaram a investir, e isso trouxe novas dúvidas na hora de declarar. Alguns pontos importantes: Informe saldos de contas e aplicações Declare lucros com venda de ações (quando houver) Inclua rendimentos isentos, como alguns dividendos Não esqueça de criptomoedas, se você possui Se você investe, vale a pena revisar com cuidado ou até buscar ajuda especializada. 8. Revise antes de enviar Pode parecer simples, mas muita gente pula essa etapa. Uma revisão final evita erros básicos. Confira: CPF e dados pessoais Informações dos dependentes Valores digitados Dados bancários para restituição Leia tudo com calma. Um número digitado errado já pode gerar inconsistência. 9. Use a declaração pré-preenchida (se disponível) A Receita Federal tem ampliado o uso da declaração pré-preenchida, que já traz várias informações automaticamente. Ela pode incluir: Rendimentos Pagamentos médicos Informações bancárias Apesar de facilitar bastante, não confie cegamente. Revise tudo antes de enviar. 10. Fique atento ao status após o envio Depois de enviar, o processo não termina. Acompanhe o status da sua declaração. Você pode verificar se: Foi processada normalmente Caiu na malha fina Há pendências Se houver algum problema, quanto antes você corrigir, melhor. 11. Corrija erros com a declaração retificadora Errou alguma informação? Não precisa entrar em pânico. É possível enviar uma declaração retificadora, corrigindo os dados. O ideal é fazer isso o quanto antes para evitar multas ou atrasos na restituição. 12. Guarde os documentos por pelo menos 5 anos Mesmo depois de enviar, não jogue nada fora. A Receita pode solicitar comprovação dentro de um prazo de até 5 anos. Por isso, mantenha: Recibos Notas fiscais Informes de rendimento Comprovantes de pagamento Guardar tudo em formato digital ajuda muito. 13. Quando vale a pena procurar um contador Nem todo mundo precisa de ajuda profissional, mas em alguns casos isso pode evitar erros e até gerar economia. Considere procurar um contador se você: Tem múltiplas fontes de renda Investe com frequência Possui empresa ou atividade autônoma Fez venda de bens (imóveis, por exemplo) O custo pode compensar pela tranquilidade. Declarar o IRPF não precisa ser um processo complicado. Com organização, atenção aos detalhes e um pouco de planejamento, você consegue fazer tudo com segurança. O segredo está em três pontos simples: reunir os documentos com antecedência, revisar as informações e não omitir dados. Se você seguir essas dicas, as chances de cair na malha fina diminuem bastante, e o processo fica muito mais tranquilo. E, claro, quanto antes você enviar, mais cedo pode receber a sua restituição.

  • O fim das decisões lentas: por que dados e inteligência artificial estão redefinindo o padrão competitivo das fintechs

    A transformação das fintechs avança para um estágio em que o diferencial competitivo deixa de estar na oferta de produtos e passa a estar na capacidade de tomar decisões em tempo real. O crescimento exponencial do volume de dados no sistema financeiro cria um cenário em que praticamente todas as interações se tornam fontes de informação. No entanto, o que diferencia empresas nesse novo contexto não é o acesso aos dados, mas a capacidade de utilizá-los com velocidade e inteligência. A lógica muda de análise para ação. Com o avanço da inteligência artificial e modelos analíticos mais sofisticados, fintechs passam a operar de forma dinâmica, interpretando comportamento, avaliando risco e ajustando ofertas no momento em que os eventos acontecem. Essa mudança tem impacto direto na experiência do usuário e na eficiência operacional. Crédito deixa de depender de processos demorados e passa a ser concedido com base em análises instantâneas. Os produtos deixam de ser genéricos e passam a refletir o contexto específico de cada usuário. A experiência deixa de ser reativa e passa a ser preditiva. O resultado é um novo padrão de mercado. Usuários passam a esperar respostas imediatas, ofertas relevantes e jornadas com menos fricção. Empresas que não conseguem operar nesse ritmo começam a ficar para trás, não necessariamente por falta de produto, mas por limitações estruturais. No entanto, essa transformação exige uma base muito mais complexa do que aparenta. Decisões em tempo real dependem de arquitetura de dados bem estruturada, integração entre sistemas, capacidade de processamento e governança. Não se trata apenas de implementar inteligência artificial, mas de criar uma operação capaz de sustentar esse modelo. É nesse tipo de desafio que a diferença entre iniciativas pontuais e operações estruturadas se torna evidente. Empresas que tentam evoluir sem essa base encontram limitações rapidamente. Seus sistemas não acompanham o volume de dados, suas decisões se tornam inconsistentes e sua capacidade de inovação fica comprometida. Por outro lado, fintechs que estruturam essa camada desde o início conseguem transformar dados em um ativo estratégico real. Nesse contexto, a Alphacode atua apoiando empresas na construção dessa base. Seu trabalho envolve o desenvolvimento de plataformas financeiras digitais que integram dados, operações e inteligência em uma arquitetura única, permitindo decisões rápidas, seguras e escaláveis. Mais do que habilitar tecnologia, o objetivo é permitir que empresas operem no novo padrão do mercado, em que velocidade e precisão deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos.

  • IA na decisão de crédito: de ferramenta experimental a camada obrigatória da infraestrutura financeira

    Durante muitos anos, a inteligência artificial aplicada ao crédito foi tratada como uma promessa. Aparecia em apresentações estratégicas, pilotos de inovação e projetos de eficiência operacional. Em 2026, esse ciclo se encerrou. A discussão mudou de patamar. Já não se trata mais de usar IA no crédito, mas de reconhecer a inteligência artificial como uma camada estrutural da infraestrutura financeira moderna. Esse deslocamento é visível não apenas nas agendas de inovação, mas na forma como instituições financeiras estão redesenhando seus processos de underwriting, antifraude e monitoramento de carteira. A IA deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito operacional. Em um ambiente de maior pressão regulatória, aumento da complexidade operacional e crescimento exponencial da disponibilidade de dados, a capacidade de tomar decisões consistentes e escaláveis passou a depender diretamente da incorporação de modelos inteligentes à arquitetura central das instituições. Historicamente, a análise de crédito foi construída sobre três pilares: dados cadastrais, histórico financeiro e garantias. Com o avanço da digitalização, esses pilares foram complementados por dados alternativos e modelos estatísticos mais sofisticados. Agora, a inteligência artificial assume um papel diferente. Ela não é apenas uma camada analítica adicional. Passou a atuar como orquestradora da decisão de crédito, integrando múltiplas fontes de informação e permitindo ajustes dinâmicos de política em tempo quase real. Isso muda profundamente a lógica operacional das instituições. A decisão deixa de ser um evento pontual e passa a ser um processo contínuo. Um dos primeiros impactos estruturais dessa transformação aparece no underwriting. Tradicionalmente, a análise de crédito era baseada em fotografias financeiras: balanços, históricos de pagamento e indicadores consolidados em determinados momentos no tempo. Esse modelo continua relevante, mas tornou-se insuficiente diante da velocidade atual das mudanças econômicas e da necessidade de decisões cada vez mais precisas em ambientes de maior volatilidade. Com inteligência artificial, o underwriting passa a incorporar dados transacionais em tempo quase real, comportamento financeiro dinâmico, padrões operacionais das empresas, relações dentro da cadeia produtiva e sinais precoces de deterioração de risco. Isso permite que decisões sejam ajustadas com maior frequência e precisão, reduzindo tanto inadimplência quanto rejeições desnecessárias. Na prática, a IA transforma o underwriting em um processo adaptativo, e não apenas avaliativo. Outro campo em que a inteligência artificial se tornou indispensável é o antifraude. Durante muito tempo, sistemas antifraude operaram com base em regras fixas e listas de verificação. Embora eficientes em cenários previsíveis, esses modelos apresentam limitações diante da sofisticação crescente das tentativas de fraude digital e da velocidade com que novos padrões surgem. A IA muda esse cenário ao permitir a identificação de padrões comportamentais suspeitos, a detecção de inconsistências contextuais, a análise relacional entre múltiplos participantes e o aprendizado contínuo a partir de eventos recentes. Com isso, o antifraude deixa de ser apenas um mecanismo de bloqueio e passa a funcionar como uma camada preditiva integrada à decisão de crédito. Esse avanço é especialmente relevante em operações digitais de alta escala, nas quais velocidade e precisão precisam coexistir de forma equilibrada. Talvez a maior transformação trazida pela inteligência artificial esteja no monitoramento pós-concessão. Historicamente, a análise de crédito terminava no momento da aprovação. Depois disso, o acompanhamento da carteira ocorria de forma periódica e agregada, com baixa granularidade e pouca capacidade de antecipação de risco. Esse modelo já não atende às necessidades atuais de gestão de risco. A inteligência artificial permite acompanhar carteiras de crédito de forma contínua, identificando mudanças no comportamento financeiro dos tomadores, variações relevantes em fluxo de caixa, concentração de risco em determinados segmentos e sinais antecipados de deterioração operacional. Isso possibilita intervenções mais rápidas, renegociações preventivas e ajustes de limites antes que problemas se materializem. O crédito deixa de ser monitorado apenas por indicadores históricos e passa a ser acompanhado por sinais prospectivos. Talvez o ponto mais importante dessa transformação seja conceitual. Durante anos, a inteligência artificial foi tratada como tecnologia complementar ao processo de crédito. Hoje, ela passou a ocupar posição equivalente à de sistemas core, bureaus de informação e motores de política. Em outras palavras, tornou-se infraestrutura. Isso significa que instituições que não incorporarem IA de forma profunda em seus processos enfrentarão limitações crescentes em três dimensões críticas: velocidade de decisão, consistência de políticas e capacidade de escala operacional. No ambiente atual, essas três variáveis definem competitividade. A incorporação da IA à infraestrutura de crédito está acontecendo em ritmo acelerado, mas não de forma homogênea entre instituições. Bancos tradicionais enfrentam desafios naturais de integração com sistemas legados e estruturas operacionais historicamente consolidadas. Já fintechs nasceram com arquitetura orientada a dados e conseguem implementar modelos adaptativos com maior velocidade. Isso explica por que grande parte da inovação recente em decisão de crédito tem origem em plataformas tecnológicas especializadas. Essas empresas passaram a ocupar posição estratégica dentro do ecossistema financeiro, atuando como camada de inteligência entre originação, análise e funding. Mais do que automatizar processos existentes, estão redefinindo a lógica da decisão de crédito. À medida que a IA assume papel estrutural, cresce também a importância da governança sobre modelos. Instituições precisam garantir transparência nas decisões, rastreabilidade de critérios, consistência regulatória e explicabilidade dos resultados. Sem esses elementos, a adoção da inteligência artificial pode gerar ganhos relevantes de eficiência operacional, mas comprometer a confiança institucional, um ativo essencial no setor financeiro. O futuro da decisão de crédito baseada em IA não depende apenas da qualidade dos algoritmos, mas da qualidade da governança que os sustenta. A principal consequência dessa transformação é a mudança do próprio conceito de concessão de crédito. O crédito deixa de ser uma aprovação baseada exclusivamente em histórico e passa a ser uma relação dinâmica baseada em comportamento. Limites tornam-se ajustáveis, garantias tornam-se monitoráveis e risco torna-se observável em tempo quase real. Nesse novo cenário, a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta analítica. É a base operacional que sustenta a próxima geração da infraestrutura financeira. Para o ecossistema fintech e para o sistema financeiro como um todo essa não é apenas uma tendência tecnológica. É a redefinição do próprio papel da decisão de crédito dentro da arquitetura do crédito moderno.

  • Cora lança sistema gratuito de controle financeiro para PMEs

    A  Cora , instituição financeira criada para pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil, acaba de lançar uma  ferramenta gratuita de controle financeiro empresarial . Disponível via navegador, a solução permite que empreendedores organizem receitas e despesas, acompanhem o fluxo de caixa e tenham previsibilidade por meio de relatórios, tudo em um único lugar, de forma simples e acessível, tanto no desktop quanto no mobile, sem necessidade de app. A ferramenta é aberta a qualquer empreendedor com CNPJ, inclusive não clientes da Cora, e foi desenvolvida para ajudar pequenas empresas a estruturarem melhor sua gestão financeira no dia a dia. Para começar a usar, basta criar uma conta com e-mail e CNPJ. O sistema também permite explorar a plataforma com dados de exemplo antes de cadastrar qualquer informação real, facilitando o entendimento da ferramenta em poucos minutos. Entre os recursos disponíveis estão um painel com visão geral do saldo, receitas e despesas, gráfico de fluxo de caixa mensal, controle de contas a pagar e a receber, categorias personalizáveis para organizar movimentações e geração de relatório financeiro mensal em PDF.   A novidade reforça o ecossistema de soluções da Cora, complementando outras ferramentas como o  gerador de contratos , além de outras soluções já oferecidas pelo app da Conta Digital, que ajudam a simplificar ainda mais a rotina dos empreendedores. “O controle financeiro ainda é um desafio para muitas pequenas empresas, que frequentemente dependem de planilhas ou processos manuais para acompanhar as finanças do negócio. Com foco total em resolver essa dor do empreendedor, criamos mais uma ferramenta simples, gratuita e acessível, que ajuda a ter clareza sobre as finanças e a focar no que realmente importa: o crescimento do negócio”, afirma Javier Parejo, CMO da Cora. O sistema está disponível gratuitamente em:  https://sistemafinanceiro.cora.com.br/

  • Mercado Pago lança campanha “Portabilidade Premiada”

    O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, lança a campanha “Portabilidade Premiada” para estimular brasileiros a realizarem a portabilidade do salário. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a agência GUT, marca o retorno de Anitta ao LinkedIn e conta com um filme protagonizado pela artista, que apresenta a mecânica da promoção¹, com salário em dobro (limite de R$ 5 mil por mês e válido até um ano) para trabalhadores em regime CLT, que recebam o seu pagamento via conta salário. A campanha se apoia em um insight central: não é só sobre ganhar mais, mas sobre fazer o salário render melhor - começando pela escolha da instituição financeira. Nesse contexto, a portabilidade é apresentada como uma alavanca prática para ganhos no dia a dia. Ao transferir o recebimento para o Mercado Pago, o usuário passa a contar com benefícios como rendimento desde o primeiro dia, acesso facilitado a crédito, descontos e aumento de limite. Como parte da estratégia, Anitta volta ao LinkedIn para dialogar diretamente com trabalhadores CLT sobre carreira, renda e oportunidades financeiras.  “Não há nada melhor do que termos escolhas. Eu pelo menos adoro. Ainda mais quando estamos falando do nosso próprio dinheiro e da forma como ele vai render. Quando soube da possibilidade da portabilidade da conta salário para o Mercado Pago, fiquei muito empolgada em poder comunicar isso. A campanha está linda e direcionada aos CLTs, que muitas vezes não sabem que podem escolher para onde seus salários vão! Tudo de forma automática, sem complicações e, o que é melhor, rendendo, né, gente?! Eu amei!” , conta Anitta. “Com a campanha “Portabilidade Premiada”, buscamos incentivar a portabilidade salarial ao mesmo tempo em que evidenciamos, na prática, como o Mercado Pago contribui para uma relação mais eficiente e vantajosa com o dinheiro” , explica Ignacio Estivariz, vice-presidente do Mercado Pago no Brasil. A promoção acontece entre os dias 29 de março e 21 de abril e é direcionada a trabalhadores CLT que solicitarem a portabilidade da conta salário durante o período. Após a aprovação da portabilidade pelo banco de origem, que pode levar até 7 dias corridos, os participantes poderão consultar o seu número da sorte no Hub de Portabilidade do aplicativo, para concorrer aos sorteios. No total, serão 24 ganhadores definidos com base nos resultados da Loteria Federal, com prêmios de R$60 mil, pagos em parcela única por meio de certificados de barras de ouro². “O Mercado Pago se coloca no centro da conversa sobre salário e portabilidade, gerando conversa em cima de algo que já é um desejo real das pessoas: ganhar mais”, contam Guilherme Nesti e Daniel Achucarro, Diretores de Criação da GUT .

  • Para onde está indo o dinheiro: investidores começam a migrar para crédito empresarial fora dos bancos

    Uma parte do dinheiro que tradicionalmente ficava concentrada em produtos clássicos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs, começa a buscar novos caminhos no sistema financeiro mundial. Dados da LSEG Lipper, plataforma global de análise e classificação de fundos de investimento, mostram que investidores retiraram cerca de US$ 21,9 bilhões de fundos de ações dos Estados Unidos em uma semana após a escalada do conflito com o Irã. Ao mesmo tempo, fundos de money market receberam US$ 30,7 bilhões em aportes, enquanto fundos de dívida de mercados emergentes registraram saídas de US$ 1,1 bilhão, refletindo uma postura mais defensiva dos investidores diante da volatilidade global. No Brasil, as projeções para o sistema financeiro brasileiro indicam continuidade da expansão do crédito. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos aponta que a carteira total de crédito no país deve crescer cerca de 8,2% em 2026, enquanto as operações voltadas às empresas podem avançar aproximadamente 11%. A avaliação de analistas do setor é que, embora conflitos internacionais aumentem a volatilidade global e a cautela dos investidores, o impacto direto sobre a economia brasileira tende a ser mais limitado. "Estudos de mercado indicam que o impacto direto no Brasil tende a ser menor porque o país é exportador de alimentos e commodities e não depende tanto da região em conflito. Mesmo assim, investidores costumam reagir com cautela, ou seja, mesmo com guerra, o financiamento produtivo continua crescendo", afirma Gabriel Sousa, CEO da M3 Lending, fintech que conecta investidores a operações de crédito para pequenas e médias empresas. Desse modo, plataformas digitais de crédito empresarial, fundos estruturados e operações de crédito privado passaram a ganhar espaço no radar de investidores que procuram retorno elevado sem abrir mão de previsibilidade de fluxo. O que não representa necessariamente uma saída da renda fixa, mas uma mudança no formato da intermediação financeira. Em vez de aplicar diretamente em títulos emitidos por bancos, cresce o interesse por estruturas que conectam investidores ao financiamento de empresas, principalmente pequenas e médias companhias que demandam capital de giro para manter ou expandir suas operações. “A dúvida hoje não é se o investidor continuará buscando previsibilidade, mas onde ele a encontra com maior clareza de estrutura”, diz. Segundo ele, parte dos recursos começa a migrar para operações estruturadas de crédito privado, fundos de recebíveis e plataformas digitais que conectam investidores diretamente à economia real. “Isso significa que o dinheiro não sai necessariamente da lógica da renda previsível, ele apenas muda de formato. A lógica permanece conservadora, com taxa definida, prazo determinado e fluxo de pagamento contratado. O que muda é o intermediário e a forma como o risco é distribuído e analisado”, diz. Em outras palavras, o investidor não está abandonando a busca por estabilidade, está redefinindo onde considera que essa estabilidade é mais sólida e transparente. A realocação de recursos para estruturas fora do sistema bancário tradicional ocorre em paralelo ao avanço das fintechs de crédito no país. A Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025, realizada pela PwC Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), mostra que as fintechs participantes do estudo concederam R$ 35,5 bilhões em crédito, crescimento de 68% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o estoque total de crédito do sistema financeiro brasileiro se aproxima de R$ 7 trilhões, segundo dados do Banco Central. Embora o dado represente o volume de crédito liberado às empresas, ele também indica o aumento do capital de investidores direcionado a esse tipo de estrutura. Na M3 Lending, plataforma que conecta investidores a operações de crédito empresarial, o volume movimentado chegou a mais de R$ 20 milhões em 2025, com operações realizadas para mais de 100 empresas. Para o primeiro semestre de 2026, a meta é direcionar R$ 12,5 milhões em novas operações. A taxa média de cessão de crédito gira em torno de 3,2% ao mês e, segundo a empresa, os investidores alcançaram retorno médio de 35% ao ano no último exercício. A base ativa já ultrapassa 2 mil investidores, enquanto o faturamento da fintech alcançou R$ 3 milhões em 2025, com projeção de chegar a R$ 5 milhões em 2026. Diferentemente da lógica tradicional de aplicações em títulos bancários, o modelo opera por meio da aquisição de direitos creditórios originados de pequenas e médias empresas. Na prática, investidores participam de operações estruturadas de crédito de curto prazo, com taxa previamente definida e prazo determinado, dinâmica que se aproxima da renda fixa sob o ponto de vista da previsibilidade. O retorno está ligado à capacidade de pagamento das empresas tomadoras, mas as operações passam por análise de crédito, estruturação contratual e, em muitos casos, contam com garantias associadas aos recebíveis. “O investidor quer clareza sobre onde o dinheiro está aplicado e qual é a estrutura da operação. Quando falamos de crédito estruturado, falamos de previsibilidade de fluxo e taxa definida desde o início”, afirma Sousa. Segundo ele, a rentabilidade observada nas operações está relacionada a financiamentos de giro empresarial de curto prazo. “É capital direcionado para negócios que precisam financiar estoque, produção ou expansão. O investidor participa dessa dinâmica produtiva com taxa contratada e horizonte claro”, diz. Demanda por crédito deve crescer em 2026 O ambiente macroeconômico também tende a impulsionar esse tipo de operação. O calendário eleitoral e a realização da Copa do Mundo são dois fatores que tradicionalmente aumentam o ritmo da atividade econômica. "Eventos dessa magnitude costumam estimular consumo e serviços em diversos setores, ampliando a demanda por capital de giro em áreas como comércio, turismo, alimentos, vestuário, publicidade e serviços ligados a campanhas. Em anos eleitorais, o investimento tende a migrar para operações mais curtas e com maior liquidez. A velocidade do capital aumenta”, afirma Sousa. Segundo ele, esse movimento reduz períodos de ociosidade na economia e amplia a necessidade de funding rápido para empresas. “Essa dinâmica intensifica a busca por crédito de curto prazo. E plataformas digitais conseguem operar com mais flexibilidade nesse tipo de financiamento”, diz. Projeções do Banco Central indicam que o estoque de crédito no Brasil deve crescer cerca de 8% em 2026, com avanço tanto no crédito para famílias quanto para empresas. No segmento corporativo, estimativas do setor bancário apontam expansão próxima de 11%, por conta da demanda por financiamento produtivo e capital de giro. Com taxas de inadimplência próximas de 4% nas operações da M3, segundo a empresa, o modelo começa a consolidar reputação entre investidores interessados em diversificar parte da carteira fora do eixo bancário tradicional. “Investimento em crédito estruturado, quando feito com critério e transparência, pode oferecer uma combinação interessante de retorno e previsibilidade”, afirma Sousa. Para o executivo, o cenário indica uma reorganização gradual na forma como o capital é distribuído no mercado financeiro. “O investidor continua buscando retorno, mas com mais atenção à estrutura das operações e à origem do fluxo financeiro. Desse modo, o crédito privado estruturado passa a ganhar espaço como alternativa dentro das carteiras”, resume.

  • JIM, IA da InfinitePay, transforma "conversa de chat" em site profissional pronto para faturar

    A InfinitePay, plataforma de serviços financeiros da CloudWalk, anuncia uma mudança de paradigma na digitalização do microempreendedor brasileiro. O JIM, assistente de inteligência artificial da companhia, agora é capaz de criar um site profissional completo a partir de uma interação trivial por chat, eliminando o "muro invisível" da tecnologia que paralisa milhões de empreendedores do e-commerce formal. A nova funcionalidade ataca um problema de percepção de valor: a diferença entre parecer um negócio amador de redes sociais e ser uma empresa com endereço próprio na web. O lançamento baseia-se em uma premissa simples: se o empreendedor consegue explicar seu negócio, ele já possui tudo o que precisa para ter um site. O JIM interpreta descrições, cores e fotos, entregando uma página pronta para aceitar Pix, cartões e Apple Pay sem que o usuário precise tocar em uma única linha de código. "Muitos empreendedores perdem vendas não por falta de produto, mas por falta de um sinal de profissionalismo. O site é esse sinal", afirma Rafael Artusi, head de Produtos da InfinitePay. "Ao transformarmos a criação de uma página em um 'oi' no chat, estamos democratizando não apenas o código, mas a confiança. É a diferença entre parecer um negócio e ser um negócio aos olhos do cliente." Diferente das ferramentas tradicionais que exigem horas de edição de layout, o foco aqui é o faturamento e a liberdade temporal. O site criado pelo JIM funciona como um braço operacional que não tira férias, processando pedidos e pagamentos de forma autônoma 24 horas por dia. Essa transição do atendimento manual para um site automatizado eleva o valor percebido do serviço, permitindo que o empreendedor ganhe escala mesmo enquanto descansa. Essa metamorfose profissional se espalha por todos os nichos. A manicure que antes enviava fotos avulsas agora opera com um catálogo autônomo; o personal trainer troca o "boca a boca" por uma landing page de agendamento; e o consultor deixa de gastar saliva explicando serviços para deixar que sua página convença o cliente. No fim, a magia é psicológica: quando o empreendedor olha para o próprio site e pensa "isso aqui parece de verdade", ele muda a forma como se apresenta, como precifica e como negocia. A funcionalidade já está disponível gratuitamente para toda a base de clientes da InfinitePay. Novos usuários podem acessar o recurso baixando o aplicativo nas lojas oficiais (App Store e Google Play) e iniciando uma conversa com o JIM.

  • Governança do Pix entra em nova fase e impõe desafios para instituições financeiras, apontam especialistas

    A consolidação do Pix como principal meio de pagamento no Brasil inaugura uma nova etapa para o sistema financeiro: a necessidade de fortalecer sua governança. Após cinco anos de operação e rápida expansão, o modelo passa a exigir maior coordenação entre instituições, evolução tecnológica e atenção crescente a riscos operacionais e sociais. Para Peterson Santos, CEO e cofundador do Grupo Trio, empresa que desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, o principal desafio atual está na maturidade das instituições que participam do arranjo. Segundo ele, o crescimento acelerado do sistema evidenciou fragilidades que agora precisam ser enfrentadas de forma conjunta. “O principal desafio hoje é que todas as instituições tenham consciência do papel que desempenham dentro do ecossistema”, afirma. O executivo destaca que o Pix entra agora em um momento de evolução que depende diretamente da colaboração entre os participantes do sistema. Para ele, encontros e fóruns do setor são essenciais para garantir esse alinhamento. “É extremamente importante que as instituições colaborem. A gente precisa falar sobre o que está sendo feito, quais são os desafios e como o mercado está evoluindo. Só assim será possível expandir o sistema de forma sustentável. A Trio, inclusive, se posiciona não só como instituição financeira, mas como empresa de tecnologia, trazendo uma abordagem aberta à colaboração e à construção conjunta de soluções”, explica. Apesar dos desafios, Santos reforça o potencial do Pix, que já conquistou uma fatia significativa do mercado de pagamentos em poucos anos. “O Pix tem um potencial enorme. Em cerca de cinco anos, ele já tomou uma parcela muito relevante do mercado e deve continuar crescendo. A questão agora é como sustentar essa evolução com segurança e inovação”, completa. Impactos sociais e comportamento financeiro entram na pauta Para Andressa Lipski, diretora de Legal & Compliance do Grupo Trio, a governança do Pix também precisa considerar os impactos sociais e comportamentais gerados pela ferramenta. “O Pix é extremamente disruptivo e mudou completamente a forma como as pessoas consomem e utilizam serviços financeiros. Isso traz inúmeros benefícios, mas também levanta pontos de atenção que talvez ainda não estejam sendo observados com profundidade”, avalia. Segundo ela, um dos sinais dessa mudança está no comportamento dos usuários em relação ao uso do sistema, o que já começa a chamar a atenção do Banco Central. “Uma das primeiras evidências disso é o aumento no volume de contestações e solicitações de devolução por motivos que nem sempre são fraudes, mas sim desacordos comerciais. Isso mostra que o comportamento do usuário também precisa entrar na discussão de governança”, explica. Andressa destaca que a inclusão financeira proporcionada pelo Pix traz novos desafios, especialmente para públicos mais vulneráveis. “A gente precisa começar a olhar também para os impactos sociais. O Pix trouxe inclusão, mas também expôs novas vulnerabilidades. Talvez seja o momento de discutir medidas educacionais e mecanismos que ajudem o usuário a tomar decisões mais conscientes, considerando a velocidade e facilidade do sistema”, afirma. Criado em 2020 por Peterson Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte experiência em tecnologia e mercado financeiro, o Grupo Trio foi concebido com a proposta de oferecer uma infraestrutura financeira capaz de acompanhar o crescimento das empresas. Entre os diferenciais da empresa está a forte aposta em tecnologia proprietária e infraestrutura financeira avançada. A Trio desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gestão financeira, integração por APIs, sistemas de conciliação automatizada e soluções baseadas em Pix.

  • 1º de abril: 5 mentiras sobre ERP que limitam crescimento das PMEs

    A percepção de que sistemas de gestão (ERPs) são caros, complexos e restritos a grandes corporações baseia-se em premissas desatualizadas. Em alusão ao Dia da Mentira, a Omie , empresa de gestão para PMEs, analisa cinco mitos do setor e os confronta com a realidade atual do mercado. Mentira 1 - O custo do ERP é inacessível para PMEs A imagem de sistemas com alto custo de licenças e customizações está defasada. As plataformas atuais operam no modelo Software as a Service (SaaS), com mensalidades que muitas vezes representam um custo inferior ao de despesas básicas de operação, sem exigir investimento prévio em infraestrutura de hardware. Dados do Sebrae indicam que PMEs usuárias de ERP reduzem despesas operacionais em até 30% no primeiro ano devido à automação de rotinas, acelerando o retorno sobre o investimento (ROI). Mentira 2 - Pequenos negócios não demandam sistemas de gestão A premissa de que ERPs são exclusivos para grandes corporações com departamentos de TI estruturados é incorreta. O mercado oferece soluções modulares projetadas especificamente para micro e pequenas operações, com escalabilidade atrelada ao crescimento da empresa. Segundo a ABStartups, PMEs brasileiras com sistemas de gestão crescem, em média, 25% mais rápido em comparação àquelas que mantêm processos manuais. "A digitalização impulsiona o crescimento dos pequenos negócios. Nossa plataforma foi construída para que uma empresa com dois funcionários tenha o mesmo nível de controle financeiro de uma operação com duzentos colaboradores", afirma José Adriano, diretor de marketing de produto da Omie. Mentira 3 - A implantação é demorada e paralisa as operações A associação da implantação a projetos morosos refere-se a sistemas legados. ERPs em nuvem contam com processos de integração automatizados, permitindo que empresas e escritórios contábeis iniciem a operação em poucos dias, sem interromper a rotina. Um levantamento da consultoria Gartner aponta que 80% das implantações SaaS são finalizadas em menos de 30 dias, sem paradas operacionais, gerando ganhos de produtividade em curto prazo. Mentira 4 - A operação é complexa e exige treinamento técnico A necessidade de conhecimento técnico avançado não reflete a usabilidade dos sistemas recentes. As plataformas atuais priorizam painéis visuais e fluxos acessíveis via dispositivos móveis, dispensando consultorias prolongadas. Pesquisas do Sebrae mostram que 75% dos usuários de ERPs modernos atingem autonomia operacional em menos de uma semana. "O sistema deve ser funcional tanto para o microempreendedor quanto para uma rede varejista. Se a ferramenta exige um longo manual de instruções, há uma falha de usabilidade da ferramenta, não do usuário", reforça José Adriano. Mentira 5 - Planilhas eletrônicas são suficientes para a gestão Embora úteis para cálculos isolados, as planilhas não suprem as demandas de um gerenciamento integrado. Áreas como vendas, estoque, finanças e conformidade fiscal exigem sincronização em tempo real. A ausência de integração aumenta o risco de erros e o tempo gasto em conciliações manuais. Relatórios da Endeavor indicam que PMEs dependentes de planilhas perdem até 20% de eficiência operacional.

  • Seguro garantia entra na era das plataformas e melhora o acesso a crédito B2B

    O mercado de seguro garantia, que alcançou R$ 6,27 bilhões em 2025 após crescer 23,2% no ano e mais que dobrar de tamanho desde 2020, inicia uma nova fase marcada pela digitalização e pela integração tecnológica. Tradicionalmente operado por processos manuais e intermediados, o segmento passa a incorporar o modelo embedded, no qual a contratação ocorre diretamente dentro de plataformas digitais utilizadas pelas empresas em licitações, gestão contratual e operações corporativas. Esse movimento acompanha a evolução observada em outros serviços financeiros e surge em um contexto de expansão impulsionado pela nova Lei de Licitações, pelo avanço dos investimentos em infraestrutura e pelo aumento das garantias judiciais, que hoje representam cerca de 80% do volume do setor. Para  Felipe Ramos, founder e CEO da Granto Seguros , a mudança representa uma inflexão estrutural na forma como o produto é distribuído e percebido pelas empresas. “O seguro garantia está deixando de ser um produto complexo e burocrático para se tornar uma camada invisível dentro das plataformas que as empresas já utilizam. Isso deve ampliar o acesso, reduzir custos e transformar a forma como contratos são estruturados no Brasil.” A integração via APIs permite reduzir etapas operacionais que atualmente levam dias, criando uma jornada mais fluida e alinhada à velocidade exigida pelos negócios. A simplificação operacional tende a ampliar o acesso ao seguro garantia entre pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentam barreiras técnicas e burocráticas para contratar o produto. Com 44 seguradoras ativas e crescimento de 22% no número de players nos últimos cinco anos, o setor começa a diversificar canais de distribuição e diminuir a forte concentração no setor público, que ainda responde por 86,9% das operações. A incorporação do seguro às cadeias digitais de suprimentos e a plataformas privadas abre espaço para expansão do mercado endereçável e reposiciona o produto como infraestrutura estratégica para viabilizar contratos e destravar crédito corporativo. Nesse cenário de transformação,  Felipe Ramos  avalia que o avanço do embedded insurance deve redefinir a lógica competitiva do setor e acelerar sua inserção na economia digital. “Quando o seguro garantia passa a ser oferecido no momento exato em que a empresa precisa fechar um contrato ou participar de uma licitação, ele deixa de ser um obstáculo operacional e se torna um facilitador de negócios, ampliando eficiência, concorrência e acesso ao mercado.” A expectativa é que esse novo modelo sustente a expansão do segmento nos próximos anos, com projeções indicando que o mercado pode superar R$ 10 bilhões até 2028 impulsionado pela digitalização e pela integração entre seguros, tecnologia e plataformas empresariais.

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