
Resultados da busca
Buscar neste site
2506 resultados encontrados com uma busca vazia
- Do tapete vermelho ao mercado financeiro: filmes do Oscar viram oportunidade de investimento
Com a cerimônia do Oscar marcada para este domingo, a corrida pela estatueta também movimenta um mercado pouco visível ao público: o financiamento da distribuição de filmes. No Brasil, investidores já participam dessas operações ao aportar recursos no lançamento de produções indicadas à premiação, como o norueguês Valor Sentimental , com nove indicações, e o espanhol Sirât , indicado em duas categorias. A distribuição das obras no país foi financiada pela Hurst Capital. A visibilidade da premiação tende a ampliar o público dessas produções. Historicamente, filmes estrangeiros indicados ao Oscar registram aumento relevante de audiência após a divulgação dos indicados e durante o período da premiação, o que pode impactar diretamente as receitas de exibição. No Brasil, Valor Sentimental integra uma operação estruturada pela Hurst Capital em parceria com a MUV Capital, que permite aos investidores participar das receitas de distribuição de filmes já finalizados. O modelo é lastreado em recebíveis da exploração comercial e prevê retorno estimado de até 31% ao ano, com participação nas receitas da primeira janela, que inclui salas de cinema, aluguel digital, streaming e TV paga. A operação segue padrão adotado em mercados internacionais e tem atraído investidores que buscam ativos descorrelacionados do mercado financeiro tradicional. “A presença no Oscar tende a ampliar o circuito de exibição e aumentar a procura por ingressos. Se o filme cresce no mercado brasileiro, o retorno aos investidores pode ser impactado positivamente, porque a receita da distribuição acompanha esse movimento”, afirma Laura Rossi, head de investimentos em audiovisual da MUV Capital/Hurst. O reconhecimento internacional costuma funcionar como catalisador comercial para produções independentes, fortalecendo negociações com exibidores, ampliando presença em plataformas digitais e aumentando o valor percebido pelo público. No caso de Valor Sentimental , a combinação entre desempenho crítico, presença em festivais e indicação ao Oscar cria um ambiente favorável para a expansão da distribuição na América Latina. O interesse por esse tipo de operação acompanha a expansão dos investimentos na economia criativa. As estruturas são realizadas por meio de certificados de recebíveis, com aportes a partir de R$ 10 mil e prazos entre quatro e oito meses, dependendo da obra e da estratégia de distribuição. A importância da distribuição ficou ainda mais evidente após a trajetória de Anora , vencedor do Oscar 2025. Mesmo com orçamento reduzido, o filme alcançou grande visibilidade graças a uma campanha de marketing coordenada pela distribuidora NEON, responsável também por Sirât e pelo brasileiro Agente Secreto . O movimento ocorre em paralelo à retomada do setor audiovisual no Brasil. Em 2024, o país superou 125 milhões de ingressos vendidos e movimentou R$ 2,5 bilhões em bilheteria, segundo a Ancine. Com o público em alta e a disputa por espaço nas telas cada vez mais intensa, a distribuição tem se consolidado como uma das etapas mais estratégicas da cadeia. Nesse cenário, a Hurst, por meio da MUV Capital, estruturou um modelo de co-investimento que permite aos investidores participar diretamente do desempenho comercial de filmes já finalizados. Atualmente, a operação reúne cinco títulos internacionais: Sirât , Woman and Child , Dois Procuradores , Surda e Valor Sentimental , todos premiados ou selecionados em festivais internacionais.
- Explicando a diferença entre Serasa, Boa Vista e SPC
No Brasil, a análise de crédito depende fortemente de informações fornecidas por bureaus de crédito, empresas especializadas na coleta, organização e disponibilização de dados financeiros e comportamentais de consumidores e empresas. Entre os principais bureaus do país destacam-se a Serasa Experian, a Boa Vista SCPC e o Serviço de Proteção ao Crédito. Embora todos tenham como objetivo apoiar empresas na avaliação de risco e na concessão de crédito, cada um possui características próprias em relação à origem dos dados, cobertura de mercado e estrutura de funcionamento. Por esse motivo, áreas de crédito cada vez mais precisam considerar informações provenientes dos três bureaus para realizar análises mais completas e precisas. A Serasa Experian é provavelmente o bureau de crédito mais conhecido do país. Fundada originalmente como Serasa e posteriormente adquirida pela empresa global Experian, ela se consolidou como uma das principais fontes de informação para análise de risco no mercado financeiro brasileiro. Sua base de dados é extremamente ampla e inclui registros de inadimplência, informações cadastrais, histórico de pagamentos, dados do Cadastro Positivo e diversos indicadores analíticos utilizados para compor scores de crédito. Devido à sua forte relação histórica com bancos e grandes instituições financeiras, a Serasa possui grande profundidade de dados relacionados a operações bancárias, como financiamentos, cartões de crédito e empréstimos pessoais. Já a Boa Vista SCPC possui uma origem diferente. A empresa nasceu dentro da Associação Comercial de São Paulo e posteriormente se estruturou como um bureau independente. Seu diferencial histórico está na forte conexão com o comércio varejista. Grande parte das informações que alimentam sua base de dados provém de lojistas, redes de varejo e empresas que concedem crédito diretamente ao consumidor no ponto de venda. Operações de crediário, parcelamentos e financiamentos no varejo frequentemente aparecem primeiro na base da Boa Vista. Isso permite capturar comportamentos de pagamento importantes, especialmente de consumidores que utilizam intensamente crédito no comércio. O SPC Brasil possui uma estrutura ainda mais particular. Ele funciona como uma rede de bases de dados mantidas por Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) distribuídas por todo o país. Essa capilaridade regional faz com que o SPC tenha forte presença entre pequenas e médias empresas do varejo. Muitas lojas locais registram inadimplência diretamente no sistema do SPC através de suas associações comerciais. Como resultado, o SPC frequentemente captura informações de dívidas menores ou regionalizadas que podem não aparecer imediatamente em outros bureaus. Essas diferenças estruturais fazem com que as bases de dados não sejam idênticas. Um consumidor ou empresa pode ter registros em apenas um bureau, em dois ou nos três. Isso ocorre porque cada credor decide em qual bureau irá reportar suas informações de crédito. Alguns bancos compartilham dados com múltiplos bureaus, enquanto outros utilizam apenas um deles. Da mesma forma, empresas de varejo e serviços possuem liberdade para escolher onde registrar inadimplência ou histórico de pagamento. Para as áreas de crédito das empresas, essa fragmentação de dados representa um desafio relevante. Basear uma decisão de crédito em apenas um bureau pode resultar em uma visão incompleta do risco do cliente. Um consumidor pode aparentar não possuir restrições em uma base, mas ter apontamentos negativos registrados em outra. Da mesma forma, um histórico positivo relevante pode estar disponível apenas em um bureau específico. Por essa razão, instituições financeiras, fintechs e empresas que concedem crédito de forma estruturada vêm adotando estratégias que combinam informações provenientes dos três bureaus. Essa abordagem amplia significativamente a cobertura de dados e reduz assimetrias de informação. Ao consultar múltiplas fontes, as áreas de crédito conseguem identificar padrões de comportamento financeiro com maior precisão. Além disso, cada bureau possui seus próprios modelos de score de crédito, indicadores estatísticos que estimam a probabilidade de inadimplência de consumidores ou empresas. O score da Serasa, o da Boa Vista e o do SPC são calculados a partir de metodologias diferentes e bases de dados distintas. Comparar esses scores pode fornecer uma visão mais robusta do perfil de risco do cliente. Em muitos casos, divergências entre os scores podem indicar que determinadas informações relevantes estão presentes apenas em uma base específica. Outro ponto importante é que os bureaus também oferecem diferentes tipos de dados complementares, como informações cadastrais, histórico de consultas, indicadores de fraude e variáveis derivadas utilizadas em modelos de crédito. Dependendo da estratégia da empresa, esses dados podem ser integrados a modelos analíticos próprios ou a motores automatizados de decisão. Com o avanço das tecnologias de dados e da inteligência artificial aplicada ao mercado financeiro, tornou-se cada vez mais comum integrar múltiplas fontes de informação nos processos de análise de crédito. Plataformas modernas como o ToolBox da GYRA+ conseguem consumir dados de diferentes bureaus simultaneamente, processar essas informações em tempo real e gerar recomendações automatizadas de aprovação, limite e taxa de juros. Em um mercado cada vez mais competitivo e orientado por dados, a capacidade de consolidar informações provenientes de diferentes bureaus se tornou um diferencial importante para instituições financeiras e empresas que concedem crédito. Ao combinar as bases da Serasa, da Boa Vista e do SPC, as áreas de risco conseguem construir uma visão mais completa do comportamento financeiro dos clientes, aumentando a eficiência das decisões e contribuindo para um sistema de crédito mais seguro e eficiente.
- 99Pay aposta no lúdico para impulsionar o uso do Acelerador de Lucros
A 99Pay, conta digital da 99, anunciou o lançamento de sua nova campanha de marketing com foco no Acelerador de Lucros. A ferramenta exclusiva da 99Pay permite que os usuários aumentem a lucratividade do saldo para mais de 130% do CDI à medida que cumprem missões simples dentro do aplicativo, como adicionar dinheiro à conta, pagar corridas com saldo, fazer transferências via Pix e outras movimentações. Diferentemente do que costuma ser abordado no setor financeiro, que muitas vezes limita campanhas focadas em números e taxas, a nova campanha da marca aposta em uma abordagem visual pouco explorada pelo ecossistema. Ao centralizar a narrativa em um personagem animado, a conta digital busca humanizar a relação com o dinheiro e foge do apelo puramente transacional, o que traz leveza e proximidade para um segmento habitualmente mais técnico. “Testamos o conceito com usuários, que receberam com entusiasmo essa abordagem mais emocional e menos varejista. Além disso, com base em estudos de mercado identificamos que há espaço para crescimento do Acelerador de Lucros, uma ferramenta exclusiva da 99Pay e muito valorizada por nossos clientes.”, afirma Marina Beer, Diretora de Marketing da 99Pay. Como elemento central, a campanha apresenta um cifrão animado que aparece sempre ao lado do usuário, traduzindo visualmente o conceito de que, com a 99Pay, o lucro nunca sai do seu lado. O personagem demonstra que a 99Pay é uma aliada presente em todos os momentos do dia dos usuários e que o uso frequente gera vantagens cada vez maiores. “Ao unir o lúdico e o racional, queremos impactar o público por meio da emoção e demonstrar que a 99Pay está presente nos diferentes momentos da vida financeira do usuário. Nos filmes da campanha, mostramos que tarefas cotidianas são oportunidades de aumentar a lucratividade da conta digital da 99 e que o lucro está do lado das pessoas.”, complementa Marina Beer. Regiões prioritárias A campanha prioriza impactar as regiões Nordeste e Sul, consideradas estratégicas para a conta digital por concentrarem uma parcela relevante da base de usuários. De acordo com análises de mercado realizadas pela companhia, em 2025, 53% dos investimentos em comunicação das empresas do setor financeiro foram concentrados na região Sudeste, o que evidencia uma oportunidade relevante para a 99Pay fortalecer sua atuação em outras praças.
- Zetta lança Guia de Inteligência Artificial Generativa para o mercado financeiro e de pagamentos
A Zetta, associação que representa as maiores fintechs do país, com apoio institucional da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), acaba de lançar o Guia de Melhores Práticas para Avaliação de Provedores de IA Generativa (GAIAG). O documento é o primeiro guia técnico dedicado exclusivamente ao mercado financeiro e de pagamentos no país, e deve atuar como um acelerador para a adoção segura da Inteligência Artificial Generativa (GenAI), estruturado em cinco pilares: compliance, cibersegurança, ciclo de vida da IA, proteção de dados e cadeia de valor. “O lançamento mostra o compromisso da Zetta em apoiar a liderança do Brasil na economia digital, reforçando que a adoção responsável da IA generativa tem potencial para ampliar o acesso aos serviços financeiros, fortalecer mecanismos antifraude e melhorar a experiência do usuário”, diz Fernanda Laranja, vice-presidente da Zetta. A necessidade do guia surge do descompasso entre a rápida adoção da tecnologia e a ausência de padrões claros de governança, em um cenário em que a incorporação acelerada de IA Generativa no setor financeiro traz desafios operacionais, éticos e regulatórios significativos. O objetivo central é estabelecer um padrão da indústria financeira e de pagamentos brasileira para a qualificação de risco de terceiros que forneçam soluções de Inteligência Artificial Generativa (IAGen). “O GAIAG não é apenas um documento teórico, mas uma ferramenta prática e modular desenhada para promover um ambiente de inovação responsável, garantindo segurança e excelência operacional”, ressalta Samanta Oliveira, coordenadora do grupo de trabalho de dados e IA da Zetta. “O guia reflete um esforço conjunto de padronização para fortalecer o ecossistema de inovação no setor financeiro. Ele reafirma o compromisso da Anbima em promover e apoiar as iniciativas de transformação digital na indústria de investimentos e no mercado de capitais, apoiando as instituições na adoção responsável da IA. Ao promover conteúdo e referências técnicas consistentes, criamos condições para que o mercado use a tecnologia para gerar valor nos negócios com segurança, governança e eficiência”, afirma Carlos André, presidente da Anbima. A iniciativa, que também contou com apoio técnico do escritório de advocacia Serur, e da consultoria Alvarez & Marsal, estabelece um marco para a adoção segura de IA Generativa no Brasil, propondo uma estrutura robusta para a avaliação e contratação de ferramentas. “O Guia é um passo fundamental para a maturidade do ecossistema de inovação financeira brasileiro. Ao apoiar tecnicamente na construção deste framework, nosso objetivo foi criar um instrumento que permita às empresas avaliar e contratar soluções de IA Generativa com segurança, eficiência e alinhamento às melhores práticas globais de governança”, destaca Fabrício da Mota Alves, sócio do Serur. Elaborado de forma colaborativa, o documento estabelece padrões técnicos e incentiva o intercâmbio de melhores práticas que elevam a maturidade regulatória e tecnológica do ecossistema, alinhando-o a referências internacionais e antecipando debates que já avançam no Congresso Nacional e nos órgãos reguladores. "A consolidação de melhores práticas para avaliação de provedores de inteligência artificial generativa é essencial para fortalecer a governança, mitigar riscos e garantir conformidade regulatória. Ao contribuir para este guia, reforçamos uma abordagem estruturada que apoia decisões mais seguras e fundamentadas na adoção da IA no Brasil”, afirma Eduardo Magalhães, Managing Director de Disputes & Investigations na Alvarez & Marsal. O GAIAG funciona por meio de uma metodologia estruturada em etapas, apoiada por uma ferramenta prática (planilha de avaliação) e orientada pelo princípio da proporcionalidade baseada em risco. Antes de analisar o fornecedor, a instituição contratante avalia o contexto de uso da IA, classificando o risco em quatro níveis (mínimo, limitado, alto e crítico) a partir de critérios como finalidade de uso (se é apenas suporte administrativo ou atividade-fim), grau de complexidade regulatória e necessidade de licenças da contratante, impacto operacional em caso de indisponibilidade da solução e sensibilidade dos dados envolvidos. Em seguida, realiza-se a avaliação do provedor (due diligence), e com base no risco inerente, é gerado um questionário personalizado que orienta a análise das práticas do fornecedor. Por fim, calcula-se o risco residual (AI Risk Score), que indica o risco remanescente após a aplicação dos controles e serve de referência para a definição dos requisitos técnicos e contratuais necessários para a contratação. Acesse o Guia de Melhores Práticas para Avaliação de Provedores de IA Generativa (GAIAG) no link: https://gaig.somoszetta.org.br/#materiais
- Mês da Mulheres: Para 73% das mulheres bancarizadas, o rendimento automático influencia na hora de escolher instituição financeira
No Brasil, as mulheres bancarizadas valorizam os benefícios financeiros que fazem o dinheiro lucrar mais. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da 99Pay, a conta digital da 99, mostra que, na hora de escolher uma instituição financeira, cashback, rendimento automático do saldo em conta e descontos em lojas e estabelecimentos parceiros influenciam a decisão das mulheres. Esses mesmos benefícios também impactam suas decisões de compra no dia a dia. “Oferecer vantagens relevantes, com comunicação clara, faz toda a diferença no momento da escolha. Especialmente entre as mulheres, há maior atenção a benefícios que entreguem retorno concreto que ajudem a esticar o orçamento e a aproveitar ao máximo cada ganho”, afirma Marina Beer, diretora de Marketing da 99Pay. Em relação à escolha de um banco ou instituição financeira, 73% das mulheres afirmam que o rendimento automático do saldo influencia muito sua decisão, frente a 71% dos homens. O cashback é considerado altamente influente por 68% das mulheres, contra 65% dos homens, enquanto 65% delas destacam os descontos em lojas ou estabelecimentos, ante 61% do público masculino. O mesmo padrão aparece nas decisões de consumo: 71% das mulheres afirmam que o cashback influencia muito na hora das compras, contra 65% dos homens. Descontos em lojas influenciam muito 68% das mulheres, enquanto entre os homens esse índice é de 64%. A diferença salarial pode ser um dos fatores que justificam essa postura. Segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres recebem, em média, 21% a menos que os homens no país. Conhecimento sobre benefícios é amplo, mas uso ainda é menor entre mulheres A pesquisa do Instituto Locomotiva também mostra que o conhecimento sobre benefícios é elevado entre o público feminino. O cashback é conhecido por 94% das mulheres. Já a rentabilidade automática do saldo atrelada ao CDI é conhecida por 75% das brasileiras. Apesar disso, as mulheres apresentam menor nível de uso desses benefícios em relação aos homens. O levantamento revelou que 57% das mulheres utilizam ou já utilizaram cashback, enquanto entre os homens esse índice é de 67%. Em relação ao rendimento atrelado ao CDI, 56% das mulheres afirmam que têm ou já tiveram esse tipo de investimento, enquanto entre os homens esse percentual chega a 70%. “A própria diferença salarial entre homens e mulheres pode ser um fator limitante para alguns benefícios financeiros. Quando oferecemos educação financeira e soluções acessíveis, como por exemplo a valorização diária do saldo em conta, sem valor mínimo e com liquidez diária, contribuímos para a autonomia financeira feminina”, acrescenta Marina. “Os números mostram uma distância entre reconhecer valor e conseguir transformar esse valor em ganho real. As mulheres dizem que cashback, rendimento automático e descontos pesam mais na escolha do banco, mas relatam menor uso desses benefícios. Esse descompasso sugere barreiras de acesso e aponta uma oportunidade concreta de ampliar a autonomia financeira feminina”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. A pesquisa contou com a participação de 1.800 brasileiros bancarizados, com idades entre 18 e 65 anos, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 31 de outubro e 14 de novembro de 2025.
- XP International e Kalshi anunciam Predictions Market no Brasil
A XP International, empresa do grupo XP Inc., anuncia hoje uma parceria estratégica com a Kalshi, plataforma de prediction markets regulamentada nos Estados Unidos, para trazer ao investidor brasileiro. A iniciativa posiciona a XP, por meio da marca Clear, como pioneira na introdução dessa nova categoria de ativos no Brasil, ampliando o acesso a instrumentos financeiros já consolidados em mercados desenvolvidos. Por meio da parceria, clientes da marca Clear que possuem conta de investimento internacional na XP International passam a ter acesso aos prediction markets no ambiente offshore da XP, incorporando ao portfólio global um instrumento inovador, complementar e alinhado às melhores práticas regulatórias internacionais. Os prediction markets são uma nova categoria de instrumentos financeiros derivativos que permitem aos investidores se posicionar sobre resultados de eventos e indicadores econômicos objetivos. Por meio de preços formados em tempo real, esses contratos refletem as expectativas coletivas do mercado, transformando probabilidades em sinais claros de preço. “A XP sempre teve como missão ampliar o acesso a novas formas de investir. Os prediction markets inauguram uma nova categoria de ativos no mercado brasileiro, oferecendo aos investidores mais uma ferramenta para análise de cenário, posicionamento e proteção de portfólio. Acreditamos que esse mercado tem alto potencial de ampliar e complementar o mercado atual”, afirma Lucas Rabechini, diretor de Produtos Financeiros da XP Inc. Inovação com base regulatória sólida A Kalshi é autorizada a operar nos Estados Unidos como uma event contracts exchange, sob supervisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o órgão regulador do mercado de derivativos americano. Os prediction markets seguem o mesmo arcabouço regulatório aplicado a outros ativos financeiros negociados nos EUA, como ações, bonds e derivativos tradicionais, com regras claras de formação de preços, liquidação e governança. Essa é a primeira parceria estratégica da Kalshi com um grupo financeiro fora dos Estados Unidos, reforçando o papel da XP como protagonista na introdução de soluções financeiras inovadoras, sempre alinhadas a padrões regulatórios internacionais. “Como brasileira, não poderia estar mais animada em ter a XP como a primeira corretora parceira da Kalshi fora dos Estados Unidos. A XP é uma das maiores instituições financeiras do Brasil; expandir o acesso aos prediction markets para o Brasil é um passo importante para oferecer a mais pessoas ao redor do mundo acesso a mercados justos, seguros e regulamentados”, afirma Luana Lopes Lara, cofundadora e COO da Kalshi. Pioneirismo que amplia o mercado Desde sua fundação, a XP tem desempenhado um papel central na transformação do mercado financeiro brasileiro, liderando movimentos de inovação que ampliaram o acesso a produtos, tecnologias e modelos de investimento antes restritos a poucos. Com a parceria entre a XP International e a Kalshi, a companhia reforça essa trajetória ao introduzir no Brasil uma nova categoria de ativos, que se soma a ações, ETFs, bonds e derivativos já disponíveis no ambiente internacional da XP, fortalecendo a construção de portfólios globais mais diversificados, informados e eficientes. Nova categoria de ativos negociado diretamente entre participantes A parceria entre a XP International e a Kalshi amplia o acesso dos investidores a um novo instrumento de análise de cenários e tendências, negociado diretamente entre participantes sem a existência de uma “casa”. Disponível para clientes da marca Clear com conta internacional, a solução complementa o portfólio de produtos da plataforma offshore da XP, com uma experiência digital integrada. Neste primeiro momento, o foco está em eventos financeiros e econômicos, por seu potencial de aumentar a eficiência na formação de preços e a qualidade da informação de mercado. O acesso é feito com diligência, alinhado ao perfil dos clientes e às regras regulatórias, reforçando o compromisso da XP com educação financeira, governança e a oferta de instrumentos legítimos para ajudar investidores a tomar decisões melhores. “Estamos trazendo esse instrumento para ajudar nossos clientes a investir melhor, com mais alternativas de exposição a eventos econômicos relevantes. Assim como fizemos no passado ao democratizar o acesso à bolsa, agora damos mais um passo ao introduzir um modelo de mercado já utilizado em economias avançadas, sempre com responsabilidade, educação e governança”, complementa Lucas Rabechini. O que são prediction markets Prediction markets são mercados organizados nos quais os participantes negociam contratos vinculados aos resultados de eventos objetivos e verificáveis, como indicadores econômicos, dados de inflação, decisões de política monetária e outros eventos macroeconômicos. Os preços desses contratos refletem, em tempo real, a probabilidade agregada que o mercado atribui a um determinado cenário. Na prática, funcionam como um “termômetro” das expectativas dos participantes, transformando a chamada “sabedoria das multidões” em sinais objetivos de preço que podem ser utilizados por investidores, empresas e outros agentes do mercado. Esse tipo de instrumento complementa outros ativos disponíveis no mercado internacional, como ações, bonds, ETFs e derivativos financeiros, ampliando as possibilidades de alocação dentro de um portfólio global.
- Inovação financeira avança mais rápido que a regulação e expõe novo mapa de riscos
O dinheiro hoje circula em segundos, por aplicativos e sistemas interligados. O que antes levava dias agora acontece em tempo real. Essa velocidade ampliou a concorrência, facilitou pagamentos e expandiu o acesso a serviços financeiros. Mas também criou um novo tipo de fragilidade: um erro tecnológico, um ataque cibernético ou uma fraude digital podem se espalhar rapidamente e atingir não apenas uma instituição, mas todo o sistema. Nesse cenário, regular deixou de ser reagir depois da crise. Passou a significar antecipar o risco antes que ele ganhe escala. Essa foi a convergência central do painel sobre concorrência, segurança e inovação na digitalização do setor financeiro, realizado durante o Regulation & Investment, evento do Dinter na Goethe-Universität Frankfurt am Main. Participaram Isaac Sidney Menezes Ferreira, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); Florian Toncar, ex-secretário de Estado Parlamentar no Ministério Federal das Finanças da Alemanha; Rafael Furlanetti, presidente da Ancord e diretor institucional da XP Investimentos; Samira Maleki, secretária-geral do International Bankers’ Forum (IBF); e Ana Carla Abrão, CEO da Open Finance Association. A moderação foi de Júlio Bueno, vice-presidente do Banco Bradesco. Novos riscos Com as fronteiras entre bancos, fintechs e plataformas cada vez menos definidas, a digitalização deixou de ser apenas uma tendência e virou parte da engrenagem central da economia. A dependência de prestadores de tecnologia e a explosão de serviços instantâneos criaram riscos que não cabem mais nos modelos tradicionais, focados basicamente em crédito e liquidez. Hoje, falhas operacionais, ataques cibernéticos e problemas reputacionais entram na conta, dizem os palestrantes. No debate, essa tensão ficou evidente na comparação entre Brasil e Europa. De um lado, a pressão por menos barreiras para estimular competição e inovação. De outro, a exigência de padrões rigorosos de segurança e conformidade. Para Isaac Sidney, da Febraban, o desafio é construir uma regulação adaptativa, capaz de acompanhar o risco sem sufocar o investidor nem criar incentivos para que instituições assumam riscos excessivos confiando em mecanismos de proteção. O crime financeiro mudou de escala. Deixou de ser pontual e passou a operar em redes transnacionais, com tecnologia, capital e capacidade de infiltração. Nesse ambiente, não basta supervisionar apenas bancos tradicionais. É preciso acompanhar todos os elos da cadeia, de fintechs a prestadores de tecnologia, porque o risco circula junto com o dinheiro, afirmou Sidney. Segundo ele, a inovação avança na velocidade da tecnologia, mas a regulação precisa acompanhar a velocidade do risco. “A regulação não pode correr atrás da crise. A regulação e a supervisão precisam enxergar a crise.” Em sua avaliação, mecanismos como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não podem ser a primeira nem a última linha de defesa do sistema. “Quando a proteção vira atalho, o custo tende a ser socializado.” Open finance, proporcionalidade e cooperação global Se o risco hoje se espalha pela rede inteira, a resposta regulatória também precisa acompanhar essa arquitetura distribuída. A consolidação do modelo aberto no mercado brasileiro materializa uma mudança estrutural na relação de consumo e na fragmentação de carteiras individuais. Para Ana Carla Abrão, a descentralização de informações demanda a criação de defesas contínuas, exemplificada pela necessidade de regulamentação da figura do agregador de dados, de forma a mitigar fraudes e aprimorar a modelagem de crédito sem ferir o sigilo. "A inovação está acontecendo, ela vai continuar acontecendo, mas a gente precisa desses guardrails e garantir que as coisas andam dentro de algum parâmetro de segurança", diz. Se, no Brasil, o desafio é estruturar salvaguardas para um sistema já em operação massiva, na Europa a preocupação recai sobre o equilíbrio entre inovação e custo regulatório. O fomento à competitividade institucional esbarra frequentemente nas exigências de conformidade impostas às empresas nascentes. Na avaliação de Florian Toncar, o sistema europeu de supervisão deve calibrar suas exigências de acordo com a escala de risco da operação, evitando que o excesso de normas bloqueie negócios ainda em fase de teste. “O consumidor e as empresas só vão usar sistemas que confiam”, afirma. Essa tensão ultrapassa fronteiras e exige coordenação entre jurisdições para enfrentar a volatilidade das operações digitais. Samira Maleki reforça que o isolamento regulatório é ineficiente diante de sistemas baseados em inteligência artificial e de transações globais em tempo real. “A digitalização não conhece fronteiras geográficas e o que nos resta é o diálogo intercontinental”, afirma. Ao mesmo tempo, o excesso de protecionismo estatal voltado a blindar mercados pode produzir efeitos colaterais e reduzir a eficiência para o próprio usuário. Rafael Furlanetti argumenta que a dinâmica de consumo impulsiona o avanço tecnológico e que a inovação não pode ser interrompida à espera de regulação perfeita. “Não tem como parar a inovação, cabe a nós, como reguladores, cuidar para que essa inovação não saia das quatro linhas”, diz. Nesse equilíbrio delicado, sustentou Júlio Bueno na moderação do painel, o papel do Estado não é escolher vencedores, mas estruturar regras e infraestruturas comuns que evitem assimetrias e alinhem incentivos no longo prazo, reduzindo o risco de que perdas privadas acabem socializadas.
- Hurst e Payssego estruturam operação de antecipação salarial com rentabilidade de 21% ao ano
O mercado brasileiro de benefícios corporativos registra uma nova modalidade de captação de recursos voltada para a antecipação de remunerações trabalhistas. A Hurst Capital, em parceria com a fintech Payssego, lançou a operação "Antecipação Salarial - E208/C1", que oferece aos investidores uma rentabilidade prefixada de 21% ao ano. A iniciativa foca no financiamento de salários já trabalhados por funcionários de empresas conveniadas, utilizando um modelo de crédito que projeta expansão global para US$ 61 bilhões até 2034. A estrutura do investimento baseia-se na emissão de Certificados de Recebíveis (CRs) pela Hurst, que possuem como lastro notas comerciais emitidas pela Payssego. Estes ativos são garantidos pela cessão fiduciária dos contratos de adiantamento salarial firmados com colaboradores de empresas parceiras. O aporte mínimo para entrada na operação é de R$ 10 mil, com um prazo total de sete meses. O cronograma estabelece seis meses para o reinvestimento dos valores e um mês final destinado à liquidação total dos ativos. “Para facilitar o entendimento, vamos supor que o funcionário trabalhou 15 dos 30 dias de um determinado mês. Então, ele, tecnicamente, já acumulou 50% do salário do mês. A operação dá mais segurança ao empregado porque, na pior das hipóteses, ele já pode contar com esse valor, pois é em cima dessa quantia, relativa aos 15 dias, que a Payssego trabalha”, explica o CEO da Hurst, Arthur Farache. De acordo com os dados operacionais apresentados, o sistema integra-se diretamente aos departamentos de Recursos Humanos e sistemas de folha de pagamento das empresas via API. Isso permite o cálculo em tempo real do valor disponível para cada funcionário com base nos dias trabalhados. O reembolso dos valores antecipados ocorre de forma automatizada, mediante retenção direta na folha de pagamento ou via boleto bancário emitido pela empresa parceira, o que altera o risco de crédito da pessoa física para o risco corporativo da folha de pagamento. Farache também afirma que "o modelo de antecipação salarial é uma estratégia de crédito sólida e previsível, com sucesso comprovado em mercados como EUA e Europa". O executivo complementa que "o risco deixa de ser a vontade de pagar do indivíduo e passa a ser o risco corporativo da folha de pagamento da empresa parceira". Para mitigar riscos de inadimplência, a operação foi desenhada com uma proteção estrutural de subordinação de 20%. A emissão é composta por 80% de certificados de classe sênior, destinados aos investidores da plataforma, e 20% de certificados de classe subordinada, detidos pelos sócios da Hurst e da Payssego. Esta cota subordinada funciona como um colchão de garantia, absorvendo as primeiras perdas da carteira antes que o rendimento do investidor sênior seja afetado. Atualmente, a carteira da Payssego apresenta um ticket médio de R$ 196,11 por operação e um prazo médio de 23 dias para o retorno do capital. O volume total de operações registradas até janeiro de 2026 soma R$ 2.817.137,40, englobando 14.365 antecipações realizadas. Entre os parceiros que utilizam o sistema estão empresas como Educbank, Foundever, Buser, Bild/Vitta e Sólides. A projeção de crescimento da base de usuários indica um salto dos atuais mil usuários ativos para 24 mil, impulsionado por um pipeline que inclui contratos com o Governo do Espírito Santo e a Prefeitura de Florianópolis.
- 15 milhões de MEIs impulsionam mudança no modelo de maquininhas no Brasil
Com mais de 15 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) ativos no país, segundo dados do Governo Federal, cresce a demanda por modelos de pagamento com menor custo fixo, como maquininhas sem aluguel. O avanço da formalização ampliou a base de pequenos negócios com faturamento variável, margens mais apertadas e maior sensibilidade a despesas mensais recorrentes. Esse movimento ocorre em paralelo a uma transformação no comportamento de pagamento no Brasil. Dados do Banco Central do Brasil indicam que o Pix já movimentou mais de R$ 17 trilhões e superou 160 milhões de usuários cadastrados, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado no país em número de transações. Na prática, isso representa um aumento expressivo no volume diário de operações realizadas por pequenos estabelecimentos, muitas delas de baixo valor e liquidação imediata. Com mais transações circulando em ritmo acelerado, o fluxo de caixa do microempreendedor tornou-se mais dinâmico. O dinheiro entra mais rápido, gira com maior frequência e exige controle constante. Nesse contexto, o aluguel fixo da maquininha, cobrado independentemente do volume vendido, passa a destoar da lógica operacional de quem trabalha com receitas pulverizadas e oscilações sazonais.Se antes o custo fixo podia ser diluído em volumes concentrados de vendas no cartão, hoje o cenário é marcado pela diversificação dos meios de pagamento, fragmentação dos recebíveis e necessidade de previsibilidade financeira. Para parte dos lojistas, substituir um encargo mensal fixo por um modelo atrelado ao volume transacionado representa um alinhamento mais direto entre custo e faturamento. Para Matheus Macedo, diretor da ÚnicoPag , a combinação entre a base crescente de MEIs e a explosão das transações digitais acelerou essa revisão estrutural. “O pequeno empreendedor precisa que o custo acompanhe o ritmo da venda. Em um ambiente de liquidez imediata e alto volume de operações, o aluguel fixo perde aderência financeira”, afirma. O crescimento do Pix não se resume ao volume trilionário movimentado, mas atua como vetor de mudança no mercado de adquirência. Em um país com milhões de microempreendedores e pagamentos cada vez mais instantâneos, o debate sobre maquininhas deixa de se concentrar apenas na taxa e passa a envolver modelo de cobrança, flexibilidade e adequação ao novo fluxo do varejo. “Quando o lojista realiza dezenas de transações por dia, com valores variados e recebimento praticamente imediato, ele deixa de olhar apenas a taxa e passa a avaliar o impacto do custo fixo no fim do mês. O modelo sem aluguel reduz risco e melhora a previsibilidade financeira”, acrescenta Macedo.
- A importância da gestão patrimonial e como o Meu Dinheiro pode te ajudar
Cuidar do próprio patrimônio vai muito além de apenas acompanhar investimentos. A gestão patrimonial envolve entender, organizar e acompanhar tudo o que compõe sua vida financeira: investimentos, imóveis, contas, dívidas e qualquer outro ativo ou passivo que faça parte do seu patrimônio. Quando você tem clareza sobre esses dados, fica muito mais fácil tomar decisões financeiras melhores. Você passa a enxergar não só quanto ganha ou investe, mas qual é a evolução real da sua riqueza ao longo do tempo. Essa visão ajuda a identificar oportunidades, ajustar estratégias e manter o controle sobre sua vida financeira. É exatamente nesse ponto que a tecnologia pode fazer toda a diferença. Com o Meu Dinheiro , você consegue visualizar e gerenciar a evolução do seu patrimônio de forma simples e organizada. A plataforma reúne em um só lugar todas as informações relevantes sobre sua vida financeira, permitindo acompanhar com clareza tanto seus ativos quanto seus passivos. Isso significa que você pode ver, de maneira detalhada, tudo o que compõe seu patrimônio. Desde investimentos e bens até compromissos financeiros e dívidas. Essa visão completa facilita o acompanhamento da sua evolução patrimonial e ajuda a entender como suas decisões impactam sua riqueza ao longo do tempo. Além disso, o Meu Dinheiro apresenta essas informações de forma clara e intuitiva. Em poucos cliques, você consegue ter uma visão geral do seu patrimônio, identificar tendências e acompanhar seu crescimento financeiro com mais segurança. Gerenciar bem o patrimônio é um passo essencial para construir uma vida financeira mais saudável. E com as ferramentas certas, esse processo fica muito mais simples. O Meu Dinheiro foi criado justamente para ajudar você a ter controle, organização e clareza sobre tudo o que faz parte da sua jornada financeira.
- Eventos impulsionam o mercado de trabalho e ampliam a geração de empregos em diferentes setores
O setor de eventos tem se consolidado como um importante motor de geração de empregos e movimentação econômica. Feiras, congressos, festivais, convenções corporativas e eventos culturais não apenas promovem encontros e experiências, mas também criam oportunidades de trabalho em diversas áreas. Do planejamento à execução, cada evento mobiliza profissionais de diferentes especialidades, fortalecendo cadeias produtivas e impulsionando o desenvolvimento de cidades e regiões. Nos últimos anos, o mercado de eventos passou por transformações importantes. Após um período de desaceleração causado pela pandemia, o setor retomou o crescimento com força. Empresas voltaram a investir em encontros presenciais, marcas passaram a apostar em experiências ao vivo para se conectar com o público, e o calendário de feiras e festivais voltou a se intensificar. Essa retomada trouxe consigo um aumento significativo na demanda por profissionais. Um setor que movimenta múltiplas áreas Um evento envolve muito mais do que o que o público vê no dia da realização. Antes mesmo de o primeiro visitante chegar, há um grande trabalho de planejamento, logística e produção. Esse processo mobiliza profissionais de áreas como marketing, comunicação, design, tecnologia, segurança, transporte, alimentação e turismo. Produtores de eventos, coordenadores de logística, técnicos de som e iluminação, montadores de estruturas, recepcionistas, fotógrafos e equipes de limpeza são apenas alguns exemplos de profissionais envolvidos. Em eventos de grande porte, como feiras internacionais ou festivais musicais, o número de trabalhadores pode chegar a milhares. Além dos empregos diretos, os eventos também geram impactos indiretos. Hotéis recebem visitantes de outras cidades ou países, restaurantes ampliam o atendimento, empresas de transporte registram maior demanda e o comércio local costuma se beneficiar com o aumento do fluxo de pessoas. Oportunidades para profissionais de diferentes perfis Uma das características mais interessantes do mercado de eventos é a diversidade de perfis profissionais que ele absorve. Há espaço tanto para profissionais altamente especializados quanto para trabalhadores que buscam oportunidades temporárias ou de entrada no mercado. Para estudantes e jovens em início de carreira, por exemplo, eventos podem representar uma porta de entrada importante. Funções como apoio operacional, credenciamento e atendimento ao público oferecem a chance de adquirir experiência, desenvolver habilidades de comunicação e ampliar o networking. Ao mesmo tempo, o setor também demanda profissionais qualificados em áreas técnicas e estratégicas. Especialistas em produção, gestores de projetos, profissionais de audiovisual, analistas de dados e estrategistas de marketing são cada vez mais requisitados, especialmente em eventos corporativos e grandes feiras de negócios. Crescimento impulsionado por experiências presenciais Mesmo com o avanço das plataformas digitais, os eventos presenciais continuam sendo valorizados por empresas e organizações. O contato direto, as experiências imersivas e as oportunidades de networking são fatores que dificilmente são substituídos por interações online. Isso explica por que muitas marcas têm apostado em eventos como parte central de suas estratégias de marketing e relacionamento. Lançamentos de produtos, ativações de marca, convenções de vendas e encontros com clientes são cada vez mais comuns. Essa tendência também impulsiona a profissionalização do setor. A busca por experiências mais criativas e bem estruturadas aumenta a necessidade de equipes qualificadas, capazes de planejar e executar eventos complexos com eficiência. Impacto econômico nas cidades Quando um evento de grande porte acontece em uma cidade, os impactos vão além do local onde ele é realizado. A movimentação econômica se espalha por diversos setores. Turistas e participantes precisam de hospedagem, alimentação e transporte. Fornecedores locais são contratados para serviços de montagem, segurança e suporte técnico. Pequenos negócios também se beneficiam, especialmente aqueles localizados próximos aos centros de convenções ou espaços de eventos. Por esse motivo, muitas cidades investem na atração de feiras e congressos. Além da geração de empregos temporários, esses eventos ajudam a promover o destino, fortalecer a economia local e estimular novos investimentos. Tecnologia e novos formatos de trabalho A evolução tecnológica também tem transformado o mercado de eventos. Hoje, recursos como aplicativos de networking, plataformas de credenciamento digital, transmissão ao vivo e experiências interativas fazem parte da rotina de muitos eventos. Essas mudanças abriram espaço para novos perfis profissionais, incluindo especialistas em eventos híbridos, produtores de conteúdo digital, técnicos de streaming e desenvolvedores de soluções tecnológicas para experiências ao vivo. Além disso, muitos profissionais atuam de forma freelance ou por projeto, o que traz mais flexibilidade para quem trabalha no setor. Produtores, designers, técnicos e consultores frequentemente participam de diferentes eventos ao longo do ano, ampliando suas oportunidades de renda. Desafios e qualificação profissional Apesar do crescimento, o setor de eventos também enfrenta desafios. A necessidade de mão de obra qualificada é um deles. À medida que os eventos se tornam mais complexos e tecnológicos, aumenta a demanda por profissionais capacitados. Cursos de produção de eventos, gestão de projetos, marketing e audiovisual têm ganhado destaque como forma de preparar profissionais para o mercado. Além da formação técnica, habilidades como organização, comunicação, resolução de problemas e trabalho em equipe são fundamentais para quem deseja atuar na área. Outro ponto importante é a capacidade de adaptação. Eventos lidam com prazos curtos, imprevistos e mudanças constantes. Profissionais que conseguem manter a calma e encontrar soluções rápidas costumam se destacar. Um mercado com grande potencial O futuro do mercado de eventos aponta para um crescimento contínuo, impulsionado pela busca por experiências presenciais, networking e conexões humanas. Empresas, instituições e governos continuam reconhecendo o valor dos encontros como forma de gerar negócios, compartilhar conhecimento e fortalecer relacionamentos. Com isso, a tendência é que o setor continue criando oportunidades de trabalho em diferentes níveis de qualificação e áreas de atuação. Desde funções operacionais até cargos estratégicos, o mercado de eventos oferece um amplo campo para profissionais que desejam trabalhar em um ambiente dinâmico e cheio de possibilidades. Mais do que reunir pessoas em um mesmo espaço, eventos movimentam economias, conectam profissionais e abrem portas para novas oportunidades. Para muitos trabalhadores e empresas, eles representam não apenas momentos de encontro, mas também um importante caminho para geração de renda e crescimento profissional.
- Evento em São Paulo trará novidades sobre a tecnologia do futuro no mercado de crédito: CREDIT INNOVATION
O mercado de crédito passa por uma transformação acelerada impulsionada pelo uso intensivo de dados, inteligência artificial e automação de processos. Para discutir como essas mudanças estão redefinindo o mercado, o CREDIT INNOVATION será realizado na manhã do dia 18 de março, no Cubo do Itaú, na Vila Olímpia, em São Paulo. Organizado pela GYRA+, empresa de tecnologia especializada em soluções para crédito, o evento reunirá executivos renomados como Carlos Benitez (BMP), Gabriel Motomura (BTG) Leticia Moschione (Finscale), Alcimere Noventa (MPA) e Aurimar Nogueira (LATAM Airlines) para uma imersão nas principais tendências que devem moldar o futuro desse mercado no Brasil. A programação será estruturada em três painéis temáticos, que abordarão desde o uso da Inteligência Artificial na tomada de decisão até os desafios de escalar operações de crédito com eficiência e controle. O primeiro painel discutirá como a Inteligência Artificial está revolucionando os modelos tradicionais de análise de crédito. Executivos convidados compartilharão experiências práticas sobre o uso de dados alternativos, machine learning e modelos preditivos para aumentar a precisão na avaliação de risco, reduzir inadimplência e ampliar o acesso ao crédito com segurança. A nova geração de motores de decisão permite análises muito mais profundas e dinâmicas, superando a dependência exclusiva de scores e regras fixas. Na sequência, o segundo painel será dedicado ao avanço do crédito embedado e à automação das jornadas de concessão. A integração do crédito a plataformas digitais, ERPs, marketplaces e fintechs exige processos cada vez mais fluidos, com onboarding digital, formalização eletrônica e definição automática de limites e condições. Os participantes debaterão como viabilizar essa escala mantendo governança, compliance e gestão de risco em tempo real. O terceiro painel terá como foco a expansão do crédito para pequenas e médias empresas, um dos segmentos com maior demanda reprimida no país. A discussão abordará como a tecnologia tem permitido entender com mais profundidade a dinâmica financeira das PMEs, utilizando dados transacionais, integrações via APIs e monitoramento contínuo para oferecer produtos mais adequados ao perfil e ao momento de cada empresa. Além dos debates, o CREDIT INNOVATION será palco de um anúncio inédito da GYRA+. Durante o evento, a empresa fará o lançamento do primeiro agente de Inteligência Artificial para análise de crédito com operação diretamente pelo WhatsApp. A escolha do Cubo do Itaú como sede do evento reforça o posicionamento do CREDIT INNOVATION como um encontro voltado à inovação e à construção de conexões estratégicas. Reconhecido como um dos principais hubs de tecnologia e empreendedorismo da América Latina, o espaço proporciona o ambiente ideal para a troca de experiências entre instituições financeiras, fintechs, plataformas tecnológicas e empresas que utilizam o crédito como alavanca de crescimento. Para a GYRA+, a realização do evento e o lançamento do novo agente de IA marcam um passo importante em sua missão de tornar o crédito mais inteligente, automatizado e escalável. Em um cenário em que eficiência operacional, experiência do cliente e gestão de risco são fatores decisivos para a competitividade, o uso de tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser elemento central na estratégia das empresas. Mais do que apresentar tendências, o CREDIT INNOVATION se propõe a mostrar aplicações reais e caminhos concretos para o futuro do crédito. Para os participantes, será uma oportunidade de acesso a conteúdo relevante, networking qualificado e contato direto com soluções que já estão redefinindo o mercado. Garanta seu ingresso gratuito para o CREDIT INNOVATION neste link














