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  • Liquidação do Will Bank abre até 12 milhões de oportunidades para bancos digitais e fintechs

    A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada ontem (21) pelo Banco Central, no contexto do processo envolvendo o Banco Master, seu controlador, deixou cerca de 12 milhões de clientes subitamente sem acesso a crédito e a serviços bancários essenciais. Especialistas apontam que o episódio cria uma oportunidade relevante para bancos digitais e fintechs que conseguirem identificar rapidamente esses consumidores e atender às suas necessidades com agilidade. Segundo informações divulgadas pelo próprio Will Bank, a instituição mantinha uma base de aproximadamente 12 milhões de clientes, que realizavam operações com cartões de crédito, empréstimos e investimentos. Apenas no último ano, esses consumidores movimentaram cerca de R$ 7,5 bilhões, evidenciando o potencial econômico desse público para o mercado financeiro. Para Gustavo Cruz, CEO da Mintech, datatech especializada na coleta, tratamento e modelagem de variáveis extraídas diretamente de smartphones, a tecnologia já permite identificar com rapidez os chamados “órfãos bancários” deixados pela liquidação. “O mercado financeiro é um dos mais competitivos da economia brasileira. As instituições que se anteciparem no contato com essas pessoas terão uma vantagem significativa para conquistar uma fatia relevante desse público”, afirma. De acordo com o executivo, a tecnologia da Mintech realiza consultas instantâneas autorizadas e analisa dados gerados a partir do uso dos smartphones de usuários de empresas clientes. “É possível identificar quais consumidores possuem ou possuíam relacionamento com o Will Bank. Essa informação pode ser usada tanto para ofertas direcionadas de novos produtos quanto para estratégias defensivas, já que parte desse público pode enfrentar dificuldades para honrar parcelamentos e compromissos assumidos quando seu banco ainda operava normalmente”, explica Cruz. A plataforma da Mintech captura cerca de 100 campos de informações em tempo real, relacionados à conectividade, comportamento digital, uso do dispositivo e características de hardware. A partir dessas variáveis, a empresa desenvolve flags, scores, segmentações e dashboards que apoiam todo o ciclo de relacionamento com o cliente — da concessão de crédito à cobrança, passando por antifraude, CRM e prevenção de churn.

  • FGC informa acionamento da garantia em razão da liquidação extrajudicial do Will Bank

    Conforme Ato do Presidente do Banco Central, n.º 1.376, publicado em 21/01/2026, a Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento foi liquidada extrajudicialmente. O mecanismo de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a vigorar em favor dos depositantes e investidores elegíveis. Os pagamentos serão realizados em conformidade com o Regulamento do FGC, com base nos dados e valores que serão determinados pelo Liquidante, nomeado pelo Banco Central do Brasil, com apoio do FGC. A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações. Com base no Censo de Nov/25, informado pela Will Financeira, o valor estimado para pagamento é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Cabe destacar que a Will Financeira faz parte do conglomerado Master, o que pode afetar o valor estimado dos desembolsos a serem realizados pelo FGC por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia. Especificamente, os clientes que adquiriram produtos elegíveis a garantia do FGC antes da aquisição pelo Banco Master, em 30/08/2024, têm a garantia preservada. A partir de 01/09/2024, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro. Por conta das especificidades de cada liquidação, não existe prazo legal para o início dos pagamentos. Como sempre acontece, os times operacionais empreenderão os maiores esforços para concluir a consolidação das informações no menor tempo possível. Nas últimas liquidações o tempo para início do pagamento esteve entre 30 e 60 dias. Para assuntos não relacionados ao pagamento de garantias, como quitação de empréstimos, cartão de crédito etc. o contato deve ser estabelecido diretamente com a instituição liquidada ( https://www.willbank.com.br ).   Cobertura da garantia do FGC O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, para o total de depósitos e créditos contemplados nele em cada instituição ou conglomerado prudencial associado. Além disso, há um teto de R$ 1 milhão por período de quatro anos, no caso de quebra de mais de uma instituição no mesmo período. Os instrumentos garantidos incluem, entre outros, conta corrente, poupança, Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), conforme regulamento. Etapas para pagamento da garantia O credor elegível deverá observar as seguintes etapas: O liquidante ou interventor do Will Bank envia ao FGC a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. A consolidação dessa lista requer prazo que varia por instituição. O aplicativo do FGC já está disponível; os credores podem realizar o cadastro básico. 1. Após o recebimento da base de dados, o FGC informa aos credores que o sistema está disponível para solicitação da garantia. 2. O credor precisa manifestar interesse. 3. Pessoas físicas (CPF) solicitam a garantia pelo aplicativo do FGC; pessoas jurídicas (CNPJ) realizam o processo por meio do site do FGC. 4. Após o cadastro completo, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação; para pessoa jurídica, o termo é enviado por e-mail após análise documental. Pontos importantes: • O pagamento não é automático – o credor precisa se manifestar, pois o pagamento da garantia pelo FGC ao credor constitui cessão de créditos com sub-rogação de direitos ao FGC. • O credor pessoa física pode acompanhar o pagamento pelo aplicativo; a pessoa jurídica, pelo site. • Nesse período inicial, é importante que depositantes e investidores do Will Bank realizem o cadastro básico no aplicativo do FGC e aguardem as notificações sobre as próximas etapas. Assim que o liquidante enviar ao FGC a base consolidada de credores, o Fundo divulgará, em seus canais oficiais e em seu site, todas as instruções sobre o início dos pagamentos, incluindo o período para solicitação da garantia. Todo o processo será realizado de forma digital — pelo aplicativo, no caso de pessoas físicas e, pelo site, no caso de pessoas jurídicas — sem necessidade de comparecimento presencial. A segurança das operações é garantida pela assinatura digital com biometria.  Importante: O valor que exceder o limite de cobertura do FGC permanece sujeito ao processo de liquidação do Will Bank, em que o credor assume a condição de credor quirografário na massa falida, sem garantia de recebimento dos valores excedentes. PASSO A PASSO – PAGAMENTO DA GARANTIA PELO FGC Quando o Banco Central decreta uma intervenção ou liquidação de uma instituição financeira, nesse momento, o liquidante tem a responsabilidade e a obrigação de preparar a base de credores, e o FGC tem a obrigação de pagar os credores. Com o decreto da liquidação/intervenção, o FGC já faz a provisão dos valores. O que o FGC precisa para realizar o pagamento da garantia? 1. O liquidante ou interventor precisa enviar a relação das pessoas que são beneficiárias. A consolidação das informações demanda um período para ser finalizada e varia de instituição para instituição (na média, considerando as últimas liquidações, esse prazo foi de 30 dias); 2. O app do FGC está disponível e as pessoas podem realizar o cadastro básico. Quando as informações forem enviadas pelo liquidante ou interventor ao FGC, os credores podem completar o pedido da garantia; 3. O FGC recebe as informações do liquidante ou interventor e informa que o sistema está disponível para completar a solicitação da garantia (O FGC tem a obrigação desde a intervenção ou liquidação e, a partir do recebimento das informações, é que pode ser realizado o pagamento); 4. Com as informações, o FGC precisa que os credores se manifestem; 5. A partir do recebimento da base pelo FGC, os credores (CPF) devem solicitar a garantia diretamente pelo aplicativo do FGC. As pessoas jurídicas (CNPJ) realizam o processo pelo site do FGC; 6. Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber e, em seguida, deve assinar digitalmente um termo confirmando a solicitação do pagamento da garantia (as pessoas jurídicas também assinam o termo, enviado diretamente a elas após a análise dos documentos); 7. Após a assinatura digital e, estando tudo de acordo com os dados bancários, o FGC efetiva o pagamento em até 48h úteis, direto na conta de titularidade do credor. Sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC)  O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos e que integra a rede de proteção do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O Fundo atua para proteger depositantes e investidores por meio do pagamento de garantias, em casos de intervenção ou liquidação de instituições financeiras associadas, podendo, também, realizar operações de assistência de liquidez ou estrutural. Criado em 1995, o FGC tem suas reservas e seu custeio financiados pelas contribuições mensais das associadas, bem como pela rentabilidade proveniente da aplicação dos seus recursos. Para mais informações, acesse https://fgc.org.br  ou as redes sociais do FGC no LinkedIn, Facebook, X e Instagram.

  • IA passa a operar finanças de pequenos negócios e vira “funcionário extra”, aponta estudo da InfinitePay

    A  inteligência artificial  deixou de ser apenas uma ferramenta para responder dúvidas simples e passou a assumir tarefas operacionais essenciais na gestão financeira de pequenos negócios, atuando como um “ funcionário extra ”. A conclusão é de um levantamento da  InfinitePay,  plataforma de serviços financeiros da  CloudWalk,  que analisou milhões de interações com o assistente inteligente  JIM , disponível dentro do aplicativo. Os dados mostram que o uso de IA pelos micro e pequenos empreendedores brasileiros se concentra hoje em  cinco grandes frentes : execução de pagamentos e transações financeiras; consultoria e pesquisa em tempo real para apoiar decisões; auditoria e controle financeiro; criação de campanhas de marketing para redes sociais e WhatsApp; e análise de crédito e simulações financeiras para apoiar a expansão do negócio. O movimento observado no Brasil segue uma  tendência global.  A adoção da IA em países da América Latina pode elevar a produtividade de 1,9% a 2,3% ao ano, a partir de 2030. Essa aceleração tem potencial de gerar um incremento de até US$ 1,7 trilhão anualmente para a economia regional, aponta estudo do Fórum Econômico Mundial, em parceria com a consultoria McKinsey, com 130 executivos sênior de organizações públicas e privadas.  Para  Rafael Artusi, Head de Produto da InfinitePay  e um dos líderes no desenvolvimento do JIM, o estudo confirma a maturidade digital do mercado brasileiro, que adotou a IA por necessidade de eficiência, e não por “hype”. “Existe um mito de que o pequeno negócio é avesso à tecnologia. Nossos dados mostram o contrário: o empreendedor brasileiro é extremamente rápido em adotar o que traz eficiência”, afirma. “Quando lançamos o JIM, em março do ano passado, muitos começaram a interagir por curiosidade. Ao longo do tempo, passaram a usar a IA de forma prática, com impacto direto nas vendas e na rentabilidade.” Top 5 aplicações do JIM da InfinitePay Com um alto volume de interações em uma base de clientes que supera os 6 milhões, o JIM da InfinitePay consolida-se como a maior plataforma de IA generativa voltada a micro e pequenos empreendedores no Brasil. A ferramenta atua como um “funcionário extra” ao combinar dados do dia a dia do negócio - como vendas, fluxo de caixa e ticket médio - com modelos avançados de inteligência artificial. Os gráficos de interação ao longo do ano revelam que os empreendedores expandiram o uso da IA para frentes operacionais distintas. As cinco principais aplicações são: 1. Finanças automatizadas Uma parte relevante das interações envolve pagamentos e transações financeiras. O dado indica um aumento de confiança: o empreendedor deixou de apenas “conversar” com a IA e passou a delegar a movimentação efetiva do dinheiro, como transferências e pegamentos recorrentes, reduzindo a burocracia bancária do dia a dia. 2. Consultor conectado Além de analisar os dados do próprio negócio, o JIM atua como um conselheiro. Empreendedores utilizam o assistente para tarefas que envolvem base de conhecimento e buscas na internet, com pesquisas em tempo real para apoiar decisões como precificação e renovação de estoque. 3. Controle em tempo real Relatórios de vendas e extratos aparecem com frequência nas interações, indicando um comportamento de “gestão instantânea”, em que o empreendedor acompanha diariamente a saúde financeira e a previsibilidade do negócio. O JIM consegue responder em tempo real perguntas como “Qual dia eu vendo mais?” ou “Quais horários são os de maior movimento” para ajudar o empreendedor a tomar decisões para o seu negócio. 4. Agência de marketing integrada A ferramenta de criação de imagens vem ganhando cada vez mais tração dentro da plataforma, ajudando empreendedores a expor seus produtos e seu negócio em canais de comunicação. O JIM estrutura campanhas completas, sugere legendas, desenha estratégias para WhatsApp e adapta a comunicação para diferentes redes sociais. 5. Estratégia de crescimento Outro uso relevante está no apoio à expansão do negócio. O assistente ajuda na avaliação e simulação de acesso a crédito, analisando a viabilidade financeira e a melhor estratégia para pagar empréstimos. Em muitos casos, o crédito vira um instrumento fundamental para melhorar o fluxo de caixa, comprar mais insumos e aumentar o volume de vendas e o JIM atua como um conselheiro neste aspecto.  Para Artusi, o avanço do uso da IA marca uma mudança estrutural na forma como pequenos negócios operam no Brasil. “A IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a fazer parte do time do empreendedor. É como ganhar um reforço na equipe, disponível o tempo todo, que entende o negócio, antecipa decisões e ajuda a crescer de forma mais estratégica e sustentável”, conclui.

  • 15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026

    O setor de pagamentos deixou definitivamente de ser apenas uma infraestrutura operacional para se tornar um dos principais motores estratégicos do comércio global. Essa é a principal conclusão do panorama “ 15 tendências de Pagamento que vão redefinir como o comércio funciona em 2026 ” , elaborado a partir da visão dos líderes globais da Nuvei.  Segundo executivos da Nuvei, 2026 marca um claro ponto de inflexão para o setor. Avanços em inteligência artificial, a consolidação dos pagamentos em tempo real, a evolução regulatória e mudanças profundas no comportamento do consumidor estão levando as empresas a repensarem o papel dos pagamentos em suas estratégias tecnológicas, financeiras e de crescimento. O que antes era tratado como um tema tático passa a ser estrutural. “O debate deixou de ser sobre um meio de pagamento específico e passou a ser sobre como desenhar ambientes flexíveis, resilientes, inteligentes e com alto nível de controle financeiro”, avaliam. A seguir, um compilado das 15 tendências que devem moldar o setor de pagamentos e o varejo global em 2026 , com base na experiência prática dos líderes da Nuvei nas áreas de IA, produto, risco, tesouraria, parcerias, turismo, métodos de pagamento e estratégia global.   Tendência 1: Comércio mediado por agentes se torna realidade Em 2026, o chamado agentic commerce  deixa de ser apenas conceitual e passa a operar em ambientes reais. Agentes digitais começam a influenciar a descoberta de produtos, a comparação de ofertas e o início das transações, exigindo que empresas repensem estrutura de produtos, transparência de preços e jornadas de checkout para atender não apenas consumidores, mas também agentes que atuam em seu nome.  “2026 é o ano em que o comércio mediado por agentes se torna real. Os agentes do consumidor vão avançar mais rápido do que o restante do ecossistema, e quem se adaptar cedo terá uma vantagem clara”,  afirma Hilla Peled, SVP de IA e Ciência de Dados   Tendência 2: O checkout se torna um sistema de receita Cada decisão no checkout — etapas, autenticações ou opções de pagamento — tem impacto direto na conversão e no valor do cliente ao longo do tempo. Em 2026, o checkout deixa de ser uma página estática e passa a operar como um sistema vivo, que se adapta em tempo real ao comportamento do cliente, contexto do dispositivo, sinais de risco e desempenho dos meios de pagamento. “ A performance do checkout se acumula rapidamente. Quem o trata como sistema, e não como tela, sai na frente ”, diz Damien Cramer, SVP e Head Global de Travel   Tendência 3: Checkout liderado por redes passa de experimento a expectativa Experiências como Paze e Konek avançam gradualmente do status de novidade para padrão esperado. A familiaridade do consumidor com identidade, tokenização e autenticação habilitadas pelas redes cria um nível de confiança no momento do pagamento. “Pagamentos sem atrito continuam liderando a experiência do consumidor e impulsionando escala para os comerciantes ”, afirma Steve Vincent, SVP e Head Comercial da Nuvei na América do Norte.   Tendência 4: Orquestração se torna exigência liderada pelos comerciantes Para grandes varejistas, orquestração de pagamentos deixa de ser diferencial e se torna requisito mínimo. Roteamento multiadquirente, smart retries  e otimização de aprovações passam a ser expectativas básicas. “Os comerciantes esperam que seus parceiros de pagamento melhorem ativamente os resultados. Apenas processar transações já não é suficiente” , destaca Raphael Tetro, SVP de Contas Estratégicas.   Tendência 5: Resiliência e visibilidade financeira ganham prioridade No setor de viagens, estratégias de pagamento evoluem para garantir resiliência operacional e controle financeiro. Ambientes distribuídos aumentam a flexibilidade, mas fazem de reconciliação, transparência e visibilidade requisitos estratégicos. “ Em escala, a performance do pagamento importa, mas visibilidade financeira e confiança importam tanto quanto”,  afirma Jacqueline Ulrich, SVP e Head de Travel Payments na Europa.   Tendência 6: Pagamentos B2B entram em uma era de controle de custos À medida que os pagamentos B2B se digitalizam, o custo assume papel central. Cartões trazem velocidade e automação, mas também custos mais altos. Em 2026, empresas combinam estrategicamente cartões e transferências bancárias integradas — como ACH e SEPA — buscando eficiência econômica e operacional.  "Nos pagamentos B2B, 2026 é sobre ter as ferramentas certas para maximizar tanto os benefícios econômicos quanto operacionais dos pagamentos digitais. Dados mais ricos, cobranças em conformidade e transferências bancárias integradas oferecem às empresas alavancas reais para gerenciar custos sem sacrificar eficiência. ”, afirma Murray Sharp, SVP Pagamentos B2B.   Tendência 7: Economia dos cartões devolve poder aos comerciantes A expectativa de acordos regulatórios envolvendo Visa e Mastercard nos EUA, esperados para o fim de 2026, deve ampliar a flexibilidade dos comerciantes na gestão de custos de aceitação, com decisões em tempo real sobre aceitar, direcionar ou sobretaxar transações.  "Isso é aceitação seletiva de cartões em escala. Os adquirentes que se prepararem cedo liderarão", avalia Christine Scappa, General Manager da Nuvei na América do Norte.   Tendência 8: Open Banking e pagamentos em tempo real se tornam operacionais Setores que exigem velocidade e irrevogabilidade, como games, passam a adotar de forma mais ampla transferências bancárias e Request to Pay, reduzindo custos, fraudes e melhorando fluxo de caixa. “ Os pagamentos devem desaparecer no fundo da experiência de compra. Velocidade e certeza tornam isso possível ”, afirma Warren Tristram, SVP, Head de iGaming.   Tendência 9: Neobancos expõem limitações do modelo tradicional de cartões Os Neobancos estão aproveitando infraestruturas de pagamentos em tempo real e métodos alternativos para desafiar a economia tradicional dos cartões. Construídos sobre infraestrutura moderna e livres de sistemas legados, conseguem experimentar de forma mais agressiva como o dinheiro se move e como o valor é entregue aos consumidores. “Os neobancos estão provando que infraestruturas mais baratas, combinadas a marcas fortes, podem mudar o comportamento de pagamento”,   Guillaume Conteville, CMO.   Tendência 10: Stablecoins redefinem estratégia de capital e inteligência de balanço patrimonial Stablecoins deixam de ser apenas infraestrutura de pagamento e passam a integrar a estratégia de capital das empresas, permitindo gestão dinâmica de liquidez, liquidação mais rápida e previsibilidade financeira. “Stablecoins estão mudando como as empresas pensam sobre liquidez. Não são apenas uma forma mais rápida de movimentar dinheiro. São uma forma mais inteligente” , Bryce Jurss, VP, Ativos Digitais.   Tendência 11: Métodos de pagamento locais continuam decisivos para crescimento global Apesar da escala das plataformas globais, os pagamentos permanecem profundamente locais. Consumidores continuam confiando em métodos familiares, como transferências bancárias, carteiras digitais e esquemas regionais e essa confiança tem impacto direto na conversão e na percepção de credibilidade das marcas. Em 2026, o desafio para as empresas deixa de ser apenas adicionar métodos locais e passa a ser escolher os mais relevantes para cada mercado e jornada. Poucas opções limitam o alcance, opções demais geram fadiga, frustração e abandono no checkout. “Marcas globais vencem quando conseguem parecer locais no momento do pagamento” , Adina Pop, SVP, Métodos de Pagamento Globais.   Tendência 12: Dados de pagamento evoluem para inteligência de negócios Os dados de pagamento deixam de ser apenas registros históricos e passam a se consolidar como uma das fontes mais precisas de inteligência de negócios. Em 2026, informações transacionais em tempo quase real passam a orientar decisões estratégicas relacionadas a precificação, personalização, desempenho de autorizações, prevenção a fraudes e expansão geográfica. Empresas mais maduras estão migrando de análises retrospectivas para insights preditivos, usando dados de pagamento para entender onde há atrito, perda de margem ou oportunidades de crescimento. “Os dados de pagamento mostram como o comércio realmente funciona, não como imaginamos que funcione ”, Advait Sinha, SVP, Gestão de Produtos.   Tendência 13: Novos métodos europeus enfrentam o teste da adoção real Soluções como Wero e Revolut Pay ganham visibilidade, mas precisam provar impacto concreto em conversão, custo e experiência no checkout para escalar de forma sustentável. “O cemitério dos pagamentos está cheio de grandes nomes. A adoção sempre é o verdadeiro teste”,   Steffan Jones, SVP, Experiência do Cliente.   Tendência 14: Stablecoins se consolidam como camada operacional da tesouraria Empresas globais passam a usar stablecoins para centralizar liquidez, movimentar recursos entre países e explorar novas formas de eficiência financeira, reduzindo dependência de estruturas bancárias tradicionais. “Stablecoins estão evoluindo para uma camada operacional do tesouro. Elas permitem que empresas globais centralizem a liquidez, movimentem fundos mais rapidamente através das fronteiras e desbloqueiam eficiência sem renunciar ao controle. ”, Damon Burk, diretor Sênior, Ativos Digitais.   Tendência 15: Compliance se transforma em vantagem competitiva Em vez de freio ao crescimento, compliance passa a ser visto como diferencial operacional, permitindo expansão mais rápida, onboarding ágil e maior confiança regulatória. “ Compliance funciona melhor quando está integrado à operação, e não como uma barreira no final do processo. Em 2026, essa integração se torna uma verdadeira vantagem competitiva ”, afirma Noam Grinberg, diretor de Riscos.   Pagamentos como camada habilitadora do comércio moderno A conclusão desse panorama é de que, em 2026, a grande transformação não está em um único meio de pagamento, mas na forma como empresas desenham estratégias que equilibram flexibilidade, resiliência, inteligência e controle. À medida que os ecossistemas se tornam mais complexos, o papel dos provedores de pagamento evolui para habilitar arquiteturas lideradas pelos comerciantes, integradas a ecossistemas mais amplos e orientadas à criação de valor de longo prazo. No fim das contas, as melhores experiências de pagamento são aquelas que o consumidor quase não percebe, mas das quais os negócios dependem completamente. Acompanhe aqui o Panorama com as Tendências para Pagamentos : https://www.nuvei.com/br/postagens/15-payment-trends-that-will-redefine-how-commerce-works-in-2026

  • Mercado de Capitais 2.0: Desafios e oportunidades para empresas

    O mercado de capitais brasileiro atravessa uma transição estrutural impulsionada por tecnologia, mudanças regulatórias e pressão por eficiência no crédito. Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam crescimento consistente de ofertas amparadas por regras mais flexíveis, como a Resolução CVM 88, ao mesmo tempo em que a tokenização de ativos passa a ser testada como alternativa para ampliar o acesso de empresas médias a financiamento fora do sistema bancário tradicional. Nesse contexto, a B8 Partners  tem defendido a consolidação de um modelo híbrido, que combina fundamentos do mercado tradicional com infraestrutura digital. Para Beny Fard , engenheiro, cofundador da B8 Partners e da fintech DeFin , o chamado “Mercado de Capitais 2.0” não se resume à digitalização de ativos, mas à reorganização da forma como risco, governança e distribuição são tratados. “A tecnologia encurtou caminhos, mas não eliminou a necessidade de análise profunda. O desafio é entregar eficiência sem abrir mão do rigor que o investidor institucional exige”, afirma. O gargalo aparece com mais força no middle market . Segundo levantamento do Banco Central, pequenas e médias empresas respondem por mais de 50% do emprego formal no país, mas acessam menos de 20% do crédito via mercado de capitais. Emissões tradicionais continuam caras e complexas, enquanto bancos concentram esforços em operações de grande porte. A promessa da tokenização de instrumentos de dívida e crédito é reduzir custos e ampliar capilaridade, desde que haja estruturas compatíveis com padrões regulatórios e de compliance. A leitura é compartilhada por gestores e distribuidores. Relatórios recentes da ANBIMA apontam que investidores institucionais têm interesse crescente em ativos digitais lastreados em economia real, como a renda fixa digital, mas ainda esbarram na assimetria de informações e na falta de padronização das estruturas. “Não basta fracionar um ativo. É preciso garantir lastro, governança, transparência e comunicação clara. Sem isso, o produto não passa por comitês institucionais, por exemplo”, diz. Na prática, o Mercado de Capitais 2.0 abre oportunidades relevantes para empresas que buscam diversificar fontes de financiamento, reduzir dependência bancária e acessar investidores qualificados. Ao mesmo tempo, impõe desafios técnicos: estruturação jurídica, modelagem de risco, auditoria de lastros e adequação às normas da CVM. Modelos como o Investment Banking as a Service  (IBaaS) surgem para preencher essa lacuna, oferecendo às empresas e intermediários uma camada especializada de engenharia financeira. Para Fard, a próxima fase será marcada menos pelo discurso tecnológico e mais pela consolidação de casos bem-sucedidos. “O mercado está amadurecendo. Quem conseguir unir análise econômica sólida, governança e eficiência digital tende a ganhar escala, deixando competidores para trás”, conclui. O avanço desse novo ciclo sugere um mercado de capitais mais acessível, porém mais técnico. Para empresas, o recado é claro: as oportunidades aumentaram, mas a exigência de preparo também.

  • Como pequenos investidores podem surfar o boom do agro brasileiro, e por onde começar

    O agronegócio brasileiro segue como o principal motor da economia e, ao mesmo tempo, abriu espaço para a entrada de investidores de menor porte. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em 2024, o PIB do setor alcançou R$ 2,72 trilhões, 23,2% da economia, e projeções para 2025 indicam avanço para cerca de R$ 3,8 trilhões. Esse dinamismo vem acompanhado da digitalização do campo e do amadurecimento do ecossistema de inovação, só em 2024, 39 operações de venture capital movimentaram cerca de R$ 1 bilhão no país. Para o investidor pessoa física, isso significa acesso a oportunidades que vão além da compra de terra ou máquinas. Plataformas como a Arara Seed, empresa do Grupo BLB e primeira plataforma do país dedicada exclusivamente a agro, food e climate techs, conectam o varejo a projetos de tecnologia agrícola, crédito ao produtor, iniciativas de carbono e empresas de base científica antes restritas ao grande capital. Entre os caminhos que têm ganhado tração está o equity crowdfunding , impulsionado pela regulamentação da CVM. O modelo permite aportes a partir de valores acessíveis em startups do agro, projetos de recuperação de pastagens degradadas e negócios de tecnologia no campo. “O investimento coletivo democratizou o acesso ao agro, porque aproxima o investidor comum de operações antes restritas a grandes grupos ou fundos profissionais”, afirma Henrique Galvani, CEO da Arara Seed. Outro movimento relevante é o avanço dos ativos ligados ao crédito rural, ao imobiliário e à sustentabilidade, como títulos mobiliários voltados ao agronegócio, que passaram a ser estruturados de forma mais simples e distribuídos digitalmente. “A democratização do acesso ao mercado de capitais abriu um novo leque de oportunidades para produtores e investidores. Quando você investe no agro, financia produtividade e sustentabilidade ao mesmo tempo”, complementa Galvani. Há ainda o caminho dos fundos especializados e das plataformas de investimento coletivo focadas em agro e agtechs , alternativa para quem busca diversificação, gestão profissional, diluição de risco e exposição a cadeias produtivas completas. Apesar das oportunidades, a recomendação é de cautela. “Investir no agro — especialmente em startups e ativos estruturados — exige atenção à qualidade dos gestores, às projeções financeiras, à governança e à liquidez das ofertas. A regulação da CVM trouxe mais transparência, mas o risco climático e operacional continua sendo um fator relevante”, alerta o CEO da Arara Seed. Com o avanço tecnológico, a demanda crescente por alimentos, energia e soluções sustentáveis, o agronegócio se consolida como um movimento estrutural da economia brasileira. Para o investidor pessoa física, o momento é de aprendizado, estratégia e diversificação. “Plataformas especializadas, fundos temáticos e novos modelos de crédito tornaram essa porta de entrada mais acessível — e mais estratégica — do que nunca”, conclui Galvani.

  • FIDCs avançam e médias empresas passam a estruturar o próprio sistema de crédito

    Com a taxa básica de juros em níveis elevados e a retração do crédito bancário tradicional para médias empresas, o crédito privado passou a ocupar um papel mais relevante no financiamento da economia brasileira. Dados da indústria de fundos, compilados pela Uqbar Educação e Informação Financeira, mostram que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) já somam mais de R$ 800 bilhões em patrimônio líquido. Projeções da Ouro Preto Investimentos indicam que o segmento pode alcançar R$ 1 trilhão em ativos em 2026, consolidando-se como um dos principais canais de alocação de recursos fora do sistema bancário. A expansão dos FIDCs ocorre em um contexto de juros elevados, maior seletividade na concessão de crédito pelos bancos e maior participação do mercado de capitais no financiamento corporativo. Ao estruturar e securitizar recebíveis, esses fundos ampliam o acesso a financiamento fora das linhas tradicionais e preservam liquidez em momentos de maior restrição monetária, ao mesmo tempo em que oferecem retornos compatíveis com o risco para investidores. Para médias empresas, especialmente do setor industrial que operam com ciclos longos de produção e capital intensivo, esse ambiente reforça a busca por estruturas que reduzam a dependência do crédito bancário e aumentem a previsibilidade financeira. É nesse contexto que modelos como os mini bancos, desenvolvidos pela fintech Bankme, passaram a ganhar espaço. A proposta permite que empresas passem a operar suas próprias funções financeiras, como gestão e antecipação de recebíveis, e ainda tenham acesso a crédito estruturado, com integração operacional e custos mais baixos do que os praticados por instituições tradicionais. Hoje, a Bankme opera mais de 200 mini bancos corporativos no país, que somam cerca de R$ 1,5 bilhão em volume operado, o que reflete a adoção crescente do modelo por empresas de médio porte. “O crédito bancário ficou mais caro, mais restrito e menos previsível. Isso tem levado as empresas a buscar estruturas próprias de gestão financeira, que ofereçam maior controle sobre caixa e capital de giro”, afirma Thiago Eik, CEO da Bankme. “O mini banco atende a essa demanda ao reproduzir a lógica bancária dentro da empresa, mas com menos fricção operacional e menor custo.” Segundo o executivo, o modelo acompanha a expansão do crédito privado no país e dialoga diretamente com a evolução dos FIDCs. “Os FIDCs mostram como o mercado de capitais passou a financiar uma parcela relevante da economia real. O mini banco amplia esse acesso ao levar essa sofisticação financeira para empresas que, muitas vezes, não têm escala ou estrutura para acessar fundos tradicionais”, diz. Outro ponto destacado é a agilidade na implementação. Enquanto operações estruturadas de crédito e fundos podem levar meses para serem organizadas, os mini bancos permitem que a empresa passe a operar em poucos dias, com processos digitais e maior transparência. “Para empresas industriais, onde o custo financeiro tem impacto direto na margem, reduzir tempo e custo de acesso ao crédito é um fator competitivo”, afirma Eik. “Nesse sentido, o mini banco funciona não apenas como alternativa de financiamento, mas como instrumento de gestão financeira e preservação de caixa.” Com o avanço do crédito privado e a consolidação dos FIDCs como um dos pilares do financiamento corporativo no Brasil, a tendência é de maior adoção de modelos híbridos, que combinam mercado de capitais, tecnologia e estruturas financeiras descentralizadas, sobretudo entre empresas de médio porte.

  • PIX já responde por 30% das compras online e deve virar principal meio de pagamento no e-commerce

    O PIX ampliou sua participação nas compras de fim de ano no comércio eletrônico brasileiro. Segundo a Abranet, o sistema já representa cerca de 30% das compras realizadas no e-commerce, ocupando a segunda posição entre os meios de pagamento mais utilizados, atrás apenas do cartão de crédito. No período natalino de 2025, uma pesquisa da PiniOn mostra que 34,2% dos consumidores utilizaram o PIX para concluir suas compras online. Nesse contexto, empresas de infraestrutura de pagamentos como a  UnicoPag , gateway de pagamento, acompanham a consolidação dos pagamentos instantâneos no varejo digital. Para  Mayara Marques, representante de marketing da UnicoPag , os dados refletem uma mudança no comportamento de compra no ambiente digital. Segundo ela, a confirmação imediata do pagamento e a previsibilidade de recebimento têm impacto direto na operação dos lojistas, especialmente em períodos de alta demanda, como o fim de ano. “O avanço do PIX no e-commerce está ligado à eficiência operacional que ele oferece, permitindo decisões mais rápidas sobre estoque, logística e fluxo de caixa”, afirma. Esse avanço ocorre em um ambiente de convivência entre diferentes meios de pagamento. Projeções da Abranet indicam que os pagamentos instantâneos podem ultrapassar os cartões de crédito como principal forma de pagamento no e-commerce brasileiro a partir de 2026, enquanto dados do Banco Central mostram que milhões de consumidores sem acesso ao cartão passaram a comprar online impulsionados pelo PIX. Ao mesmo tempo, os cartões de crédito seguem relevantes, respondendo por mais de 40% dos gastos no comércio eletrônico, o que reforça a configuração de um ecossistema híbrido e a necessidade de maior integração entre pagamentos, segurança e experiência do usuário nas plataformas digitais. Segundo  Mayara Marques , o avanço dos pagamentos instantâneos não elimina a relevância dos cartões, mas redefine a forma como os meios de pagamento são administrados no e-commerce. Para ela, a tendência é de um ambiente cada vez mais híbrido, no qual eficiência operacional e experiência do usuário dependem da integração entre diferentes instrumentos. “Quando os pagamentos são tratados de forma conectada, o lojista ganha mais controle sobre caixa, segurança e tomada de decisão, especialmente em períodos de alta demanda”, afirma. Inserida nesse cenário de transformação dos meios de pagamento no comércio eletrônico, a  UnicoPag  atua como empresa de infraestrutura voltada à integração de soluções de pagamento ao e-commerce brasileiro. De acordo com  Mayara , a adaptação às mudanças no comportamento do consumidor exige mais do que a adoção de novas tecnologias. “A infraestrutura de pagamentos precisa acompanhar o ritmo do consumo digital, oferecendo estabilidade, integração e dados que apoiem decisões operacionais do lojista”, afirma.

  • InfinitePay lança “Missão do Milhão” e vai sortear R$ 1 milhão para empreendedores

    A InfinitePay, plataforma de serviços financeiros da CloudWalk, acaba de lançar a " Missão do Milhão ", uma campanha que vai premiar empreendedores com R$ 1 milhão , reforçando sua estratégia de engajamento junto aos seus mais de 6 milhões de clientes. A dinâmica é simples: quanto mais o empreendedor vende ou indica amigos pelo app da InfinitePay, mais chances tem de ganhar . A campanha transforma vendas e indicações em moedas, que podem ser trocadas por Números da Sorte  para concorrer ao prêmio final. Para participar, o empreendedor da InfinitePay deve acessar a área “Moedas”  no app e completar missões como realizar vendas com cartão na maquininha, por Link de Pagamento  ou diretamente no smartphone, com a tecnologia Tap to Pay , além de indicar novos empreendedores para a plataforma. A cada meta atingida, o participante acumula mais chances no sorteio. No total, é possível acumular até seis Números da Sorte em vendas – dois a cada meta cumprida em três etapas: R$ 420, R$ 800 e R$ 2.000 . Cada indicação válida também rende dois  Números da Sorte , desde que o indicado realize uma venda ou adquira uma maquininha. “Com a Missão do Milhão , a InfinitePay amplia o uso de mecânicas de gamificação para estimular vendas e indicações dentro da plataforma, integrando a campanha às ferramentas já utilizadas pelos empreendedores no dia a dia”, afirma Ricardo Cici, Chief Growth Officer da CloudWalk . “É a nossa forma de retribuir a confiança de quem escolhe nossos produtos.” A participação é válida até 15 de fevereiro , e cada empreendedor pode acumular até 26 Números da Sorte  ao longo da campanha. O sorteio do prêmio   está marcado para o dia 7 de março . Mais informações estão disponíveis   no site  da campanha e no aplicativo da InfinitePay.

  • Novas regras do Banco Central elevam exigência de cibersegurança e pressionam fintechs a comprovar controles até março de 2026

    A partir de 1º de março de 2026, instituições financeiras, instituições de pagamento e empresas integrantes do Sistema Financeiro Nacional precisarão comprovar, na prática, a adoção de controles mínimos de cibersegurança exigidos pelas Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025, publicadas em 18 de dezembro de 2025 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central. O novo pacote regulatório torna mais prescritivos os requisitos de segurança e inaugura uma fase de “controle comprovável”, com necessidade de evidências, testes independentes e documentação estruturada. Ao todo, passam a ser mandatórios 14 controles mínimos, incluindo autenticação forte, criptografia, prevenção e detecção de intrusões, proteção contra vazamento de dados, rastreabilidade de acessos,  backup , gestão de vulnerabilidades,  hardening  de sistemas, proteção de rede, gestão de certificados digitais, requisitos específicos para integrações via APIs e inteligência cibernética com monitoramento contínuo da internet,  deep web  e  dark web . Para ambientes críticos como RSFN, Pix e STR, as resoluções reforçam exigências como MFA para acessos administrativos, isolamento físico e lógico de ambientes, inclusive em nuvem, com instâncias dedicadas, e validação de integridade de ponta a ponta antes da assinatura digital. Segundo  Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, empresa especializada em cibersegurança e compliance internacional,  o novo modelo regulatório representa uma virada operacional para o setor financeiro. “Deixa de ser suficiente ter políticas bem escritas. Agora, as instituições precisam mostrar que os controles existem, funcionam e foram testados. Isso exige priorização, execução técnica e organização de evidências, especialmente para quem ainda está amadurecendo sua estrutura de segurança”, afirma o executivo. O contexto de risco reforça a urgência da adequação. De acordo com o Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, o elemento humano está envolvido em cerca de 60% das violações analisadas. Já o relatório global da IBM aponta que o custo médio de um vazamento de dados chegou a US$ 4,44 milhões em 2025, com um tempo médio de 241 dias para identificar e conter incidentes. Esse cenário aumenta a pressão sobre instituições reguladas, que agora enfrentam prazos definidos e fiscalização baseada em evidências. Além dos controles técnicos, as resoluções também tornam obrigatória a realização de teste de intrusão anual, conduzido por empresa ou profissional independente, com documentação formal, plano de ação corretivo e retenção das evidências por períodos que análises de mercado indicam chegar a até cinco anos. O movimento segue uma tendência internacional de fortalecimento da resiliência operacional no setor financeiro, alinhada a marcos regulatórios como o DORA, em vigor na União Europeia desde janeiro de 2025. Nesse cenário, a  LC SEC, consultoria brasileira com atuação no Brasil e na Europa , apoia instituições financeiras e fintechs na jornada de adequação até março de 2026. A empresa atua desde o diagnóstico de lacunas frente aos 14 controles exigidos, passando pela construção de planos de ação priorizados, execução técnica e organização das evidências regulatórias, até a realização de pentests independentes com reteste e suporte à correção. “A inteligência cibernética também ganha protagonismo, especialmente com o monitoramento de vazamentos, credenciais expostas e menções em  deep  e  dark web , que alimentam a resposta a incidentes e a tomada de decisão”, complementa Luiz Claudio. Com mais de 10 anos de experiência em projetos de segurança e conformidade,  Luiz Claudio  lidera iniciativas baseadas em  frameworks  como ISO 27001, ISO 42001, SOC 2, PCI DSS, NIST, LGPD, GDPR e DORA, além de trabalhos focados em cultura organizacional e integração de inteligência artificial às estratégias de defesa digital. “O prazo é curto e o nível de exigência aumentou. Quem tratar o tema apenas como compliance documental corre o risco de não passar pelo novo crivo regulatório”, conclui o executivo.

  • Antecipação integrada a apps financeiros ganha força como principal produto de monetização das fintechs em 2026

    A antecipação de recebíveis integrada a aplicativos financeiros deve se consolidar, em 2026, como o principal produto de monetização das fintechs brasileiras. Em um cenário marcado por juros elevados e maior seletividade do crédito bancário, a funcionalidade tem sido incorporada diretamente a contas digitais, marketplaces e plataformas de Banking as a Service (BaaS), oferecendo liquidez imediata a pequenos negócios e autônomos sem a burocracia das linhas tradicionais. Dados do Banco Central do Brasil mostram que a maior parte das fintechs brasileiras atua fora do modelo bancário tradicional, operando como instituições de pagamento, plataformas de crédito alternativo ou provedores de infraestrutura financeira. Relatório mais recente indica que o país já ultrapassa 1.500 instituições autorizadas nesse formato, com crescimento concentrado em soluções de giro curto, menor exposição ao risco e produtos integrados a aplicativos.  Por isso, a modalidade ganhou relevância por permitir a conversão imediata de valores futuros em capital, com taxas calculadas de forma dinâmica e liberação automatizada dentro do próprio app, reduzindo a dependência de linhas de crédito convencionais. Segundo Rafael Franco , CEO da Alphacode , empresa especializada no desenvolvimento de plataformas financeiras digitais, o movimento reflete uma mudança estrutural no modelo de negócios das fintechs. “A antecipação deixou de ser um produto periférico e passou a ocupar o centro da estratégia de monetização. Quando integrada à jornada do usuário no app, ela gera receita recorrente para a fintech e resolve um problema real de caixa para quem opera na ponta”, afirma. A lógica é simples. O usuário visualiza, no próprio aplicativo, os valores disponíveis para antecipação, autoriza a operação e recebe o recurso quase de forma imediata, já com o desconto da taxa. Para a fintech, o risco é menor do que em operações de crédito tradicionais, já que os recebíveis estão contratados e têm data de liquidação definida. Esse modelo também favorece a previsibilidade de receita e aumenta a retenção dentro do ecossistema digital. O avanço da funcionalidade acompanha a expansão do modelo BaaS, que permite que empresas não financeiras ofereçam produtos bancários por meio de APIs de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil. Ao integrar antecipação de recebíveis, contas digitais e meios de pagamento em uma única interface, as plataformas ampliam o tempo de uso do app e reduzem a dependência de bancos tradicionais. Para autônomos e pequenas empresas, o impacto é direto no fluxo de caixa. “Muitos desses negócios não conseguem esperar 30 ou 60 dias para receber. Ter acesso ao dinheiro no momento da venda muda a capacidade de planejamento, pagamento de fornecedores e até de crescimento”, diz Franco. Ele acrescenta que a automação do processo é decisiva para a escala do modelo. “Sem automação, análise de risco e integração com bancos liquidantes, a antecipação não se sustenta como produto de massa.” Além do ganho financeiro, a funcionalidade fortalece a relação entre usuário e plataforma. Fintechs que oferecem antecipação integrada tendem a registrar maior engajamento e menor evasão, já que o aplicativo passa a ser visto como ferramenta essencial para a operação do negócio. “Quando o app resolve o caixa, ele deixa de ser opcional. Isso é retenção na prática”, resume o executivo. A tendência é que, em 2026, a antecipação de recebíveis se consolide não apenas como solução financeira, mas como pilar estratégico dos ecossistemas digitais. Em um ambiente de crédito restrito e competição acirrada entre plataformas, a capacidade de transformar recebíveis em liquidez imediata deve definir quais fintechs conseguirão escalar, monetizar e manter relevância no mercado.

  • Dimensa lança solução para simplificar e acelerar a oferta de crédito consignado por instituições financeiras

    O primeiro semestre de 2025 foi marcado pelo registro do maior índice de inadimplência da série histórica no Brasil: em junho, o país registrou 71,28 milhões de consumidores inadimplentes, o que representa 42,89% da população adulta, segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)/Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Quando o assunto é o crédito pessoal consignado, os dados mais recentes apontam que a inadimplência chegou a 2,58% em outubro deste ano, de acordo com o Panorama de Crédito, elaborado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a partir de dados do Banco Central (BC). Caracterizado pelo desconto direto em folha de pagamento, o crédito consignado garante maior segurança e melhora as condições de juros oferecidas. Diante deste cenário, as instituições financeiras precisam estar preparadas para ofertar o melhor serviço possível a seus clientes.  “O mercado exige velocidade e segurança na análise de crédito. Nossa resposta foi criar uma plataforma que reduz o tempo de concessão em até 70%, mantendo índices de inadimplência controlados”, destaca Julio Carvalho, Diretor da Unidade de Negócios Core Banking da Dimensa, referência em tecnologia para operações financeiras, crédito e risco, e seguros. A companhia acaba de lançar a solução E-Consignado, uma plataforma SaaS multi-tenant criada para simplificar, acelerar e escalar a oferta de crédito consignado – com foco especial na linha Crédito Trabalhador, voltada a trabalhadores formais (CLT), domésticos e rurais. Lançado em 2025, o Crédito Trabalhador é uma linha de empréstimo consignado que oferece taxas de juros mais baixas visando facilitar o acesso ao crédito.   Tecnologia que impulsiona o negócio O E-Consignado Dimensa garante integração ágil e eficiente em ambientes complexos, permitindo que a instituição opere com alta escalabilidade. A solução é ideal para bancos, financeiras e cooperativas que buscam não apenas uma solução tecnológica, mas um diferencial competitivo no mercado de crédito consignado. Entre as principais funcionalidades do produto estão: personalização completa da plataforma; suporte a crédito via leilão e crédito direto, com consulta em tempo real a vínculos empregatícios através de integração com a Dataprev ou similares; simulações conforme o perfil de crédito; arquitetura escalável e aberta a integrações, se adaptando ao crescimento de carteira e à evolução do mercado; e tecnologias de segurança avançada, com todas as transações rastreáveis, assegurando a integridade das informações, em conformidade com as melhores práticas de segurança e regulamentação vigente. “O E-Consignado nasce como uma resposta direta às novas demandas do mercado de crédito: agilidade, precisão e segurança. Com essa plataforma, damos às instituições financeiras a capacidade de inovar rapidamente e competir em um ambiente cada vez mais dinâmico”, conclui o executivo.

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