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- 68% das instituições financeiras reconhecem que infraestrutura ainda não está pronta para IA
A Nutanix (NASDAQ: NTNX), líder em computação multicloud híbrida, anuncia os resultados de seu oitavo relatório anual Enterprise Cloud Index (ECI) para o setor financeiro. O estudo revela que a inteligência artificial avança nas instituições financeiras, mas a infraestrutura, os processos internos e os mecanismos de governança ainda não acompanham o ritmo das novas aplicações. Segundo o levantamento, 68% dos executivos de TI consideram que seus ambientes atuais não estão totalmente preparados para suportar cargas de trabalho de IA localmente. Os resultados indicam que o principal desafio para ampliar o uso da IA não está apenas na capacidade computacional. Para 38% dos entrevistados, as maiores limitações estão nos processos, incluindo governança, coordenação de fluxos de trabalho e dificuldades operacionais. Outros 34% citam fatores organizacionais, como alinhamento da liderança e falta de profissionais qualificados, enquanto 28% apontam restrições técnicas. “A adoção de IA no setor financeiro já deixou a fase exclusivamente experimental. As instituições começam a incorporar a tecnologia em processos, canais de atendimento, análise de risco e prevenção a fraudes. O próximo passo é criar condições para que essas aplicações cresçam com controle, disponibilidade e segurança, sem aumentar a complexidade operacional”, afirma Leonel Oliveira, diretor-geral da Nutanix no Brasil. IA fora do controle da TI amplia riscos A pesquisa mostra que 66% dos executivos encontram aplicações ou agentes de IA implementados por funcionários de áreas não ligadas à TI. Para 86%, o uso dessas ferramentas sem supervisão oficial representa riscos para os negócios. O problema também está relacionado à falta de integração entre as áreas. 83% dos entrevistados afirmam que os silos entre as unidades de negócio e a TI dificultam a execução de iniciativas tecnológicas. Na avaliação da Nutanix, a chamada shadow AI não deve ser tratada apenas como uma falha de conformidade. Sua expansão também pode indicar que as áreas de negócio estão recorrendo a ferramentas externas porque os canais oficiais não conseguem responder com a velocidade necessária. “As instituições precisam oferecer caminhos seguros para que os profissionais utilizem a IA. Apenas restringir o acesso pode deslocar o uso para ambientes que a empresa não consegue enxergar. A governança deve combinar políticas claras, proteção dos dados, monitoramento e uma infraestrutura capaz de disponibilizar aplicações aprovadas com mais agilidade”, explica Oliveira. Soberania de dados expõe distância entre prioridade e prática A localização e o controle dos dados também aparecem entre as principais preocupações do setor. Para 79% dos entrevistados, a soberania de dados é uma prioridade elevada ou um requisito indispensável nas decisões de infraestrutura. Mais da metade, 56%, afirma que precisa executar sua infraestrutura no próprio país ou dentro de uma única jurisdição. Ao mesmo tempo, 62% das instituições mantêm aplicações conteinerizadas em nuvens públicas. O relatório classifica essa diferença entre a prioridade declarada e o ambiente utilizado atualmente como uma “dívida de soberania”. Na prática, as instituições podem recorrer à nuvem pública para acelerar projetos e acessar serviços de IA, mas precisam avaliar como manter o controle dos dados e cumprir exigências regulatórias à medida que as aplicações se tornam mais importantes para a operação. A expectativa é que a execução de aplicações conteinerizadas em nuvens privadas ou ambientes locais aumente de 43% para 52% nos próximos três anos. “A discussão não deve ser reduzida a escolher entre nuvem pública ou infraestrutura local. Bancos e demais empresas do setor operam aplicações com diferentes exigências de desempenho, proteção, custo e conformidade. Uma estratégia híbrida permite posicionar cada carga de trabalho no ambiente mais adequado e movimentá-la quando as necessidades do negócio ou da regulação mudarem”, afirma Oliveira. Agentes de IA entram no horizonte do setor financeiro As instituições financeiras também se preparam para ampliar a quantidade e a variedade das aplicações. Em três anos, 71% esperam executar mais de cinco aplicações habilitadas por IA, enquanto 24% projetam utilizar mais de dez. Entre as tecnologias ainda não implementadas, mas previstas para o mesmo período, estão agentes autônomos ou IA agêntica, citados por 59% dos entrevistados, inteligência artificial generativa, mencionada por 52%, e modelos de análise preditiva ou machine learning, indicados por 46%. Os executivos veem potencial para que os agentes de IA melhorem a experiência de clientes e funcionários, transformem processos internos e contribuam para a criação de produtos, serviços e fontes de receita. 62% esperam melhorias na experiência dos usuários, 57% preveem mudanças nos processos e nas operações e 61% identificam oportunidades de geração de novos negócios. Para a Nutanix, a expansão desses agentes aumenta a necessidade de controle sobre modelos, aplicações, ferramentas e dados corporativos. “Um agente pode consultar informações, acionar sistemas e executar várias etapas de um processo. Quando isso ocorre em escala, a instituição precisa saber quais recursos estão sendo utilizados, quais dados podem ser acessados e como acompanhar cada ação. O avanço da IA agêntica torna a integração entre infraestrutura e governança ainda mais importante”, conclui Oliveira. Containers ganham espaço como base das aplicações de IA A expansão da IA também está modificando a arquitetura tecnológica do setor. De acordo com o estudo, 90% dos entrevistados afirmam que a inteligência artificial está acelerando de maneira significativa a adoção de containers, enquanto 89% esperam ampliar o nível de conteinerização de suas aplicações. Atualmente, 78% das instituições financeiras já desenvolvem novas aplicações em containers. O modelo permite reunir o código e os componentes necessários para executar uma aplicação em ambientes diferentes, facilitando a atualização, a portabilidade e a ampliação dos sistemas. Essa evolução, no entanto, não significa o abandono imediato das tecnologias existentes. 65% das organizações executam aplicações de IA em uma combinação de sistemas tradicionais instalados em máquinas virtuais e aplicações modernas baseadas em containers. Apenas 14% operam aplicações diretamente em servidores físicos, o que mostra que as máquinas virtuais continuam relevantes na infraestrutura financeira. O uso de aplicações conteinerizadas também se estende para ambientes de borda, próximos ao local em que os dados são produzidos ou as decisões precisam ser tomadas. Hoje, 57% das instituições executam esse tipo de aplicação na borda, proporção que deve chegar a 59% nos próximos três anos. Entre os possíveis casos de uso estão redes de agências, sistemas de negociação, terminais de atendimento e mecanismos de detecção de fraudes em tempo real. Desempenho, citado por 46%, e segurança dos dados, mencionada por 43%, são os principais fatores considerados pelas instituições ao adotar containers.
- StreamFin chega ao mercado com IA para assessorias financeiras e prepara rodada de R$ 2,5 milhões
A StreamFin chega ao mercado como uma plataforma de inteligência artificial voltada a assessorias e consultorias financeiras e prepara para os próximos meses uma rodada pré-seed de R$ 2,5 milhões. A empresa já opera em versão beta em uma assessoria de investimentos ligada ao BTG Pactual e negocia novas implementações com outras companhias do setor. A StreamFin foi fundada por Marcelo Oliveira, Paulo Pellon e Helio Lopes, executivos com mais de três décadas de experiência. Marcelo cofundou e foi CEO da RiskControl, adquirida pela Accenture em 2010, onde permaneceu até 2023. Pellon foi executivo da Kraft Heinz, AB InBev e Ambev e fundou a Rio Venture Capital, enquanto Lopes é cofundador da Datamint e professor titular da PUC-Rio. Para desenvolver a StreamFin, os fundadores levantaram recursos com investidores-anjo dos mercados financeiro e de tecnologia. O capital financiou o desenvolvimento da primeira versão da tecnologia, da infraestrutura e da inteligência artificial especializada no mercado financeiro. Na rodada pré-seed de R$ 2,5 milhões, ainda em 2026, a empresa pretende direcionar os novos recursos à aceleração da carteira de clientes e à expansão da plataforma. A StreamFin chega em um momento em que o avanço da inteligência artificial começa a ampliar a diferença de capacidade tecnológica entre instituições financeiras. Bancos e novos entrantes bem capitalizados estão desenvolvendo ferramentas próprias para atender investidores com personalização em escala, enquanto assessorias e consultorias disputam os mesmos clientes com estruturas menores e menor capacidade de investimento em tecnologia. “A inteligência artificial já está redefinindo a forma como o mercado financeiro opera. Os grandes bancos têm capacidade para desenvolver essa tecnologia internamente, mas a maior parte das assessorias e consultorias não. Nossa missão é democratizar esse acesso”, afirma Marcelo. Segundo estimativas da StreamFin, desenvolver e manter uma infraestrutura corporativa de inteligência artificial representa mais de 2% da receita para mais de 80% dos escritórios do setor. Ao mesmo tempo, ferramentas de IA já estão presentes na rotina de muitas assessorias, mas de forma isolada, sem governança, integração aos sistemas da empresa ou garantia sobre o tratamento das informações. O problema ganha escala diante do tamanho da atividade. Segundo a Ancord, o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 27,2 mil assessores de investimento credenciados, sendo 1.709 habilitados apenas nos seis primeiros meses do ano. Com dezenas ou centenas de clientes por assessor, acompanhar carteiras, eventos de mercado e oportunidades individualmente se torna um desafio operacional. Segundo estimativas da StreamFin, a execução ineficiente faz com que cada grupo de dez assessores deixe de capturar mais de R$ 1 milhão por ano. A tecnologia conecta estratégia, execução e gestão em um único ambiente. A área de alocação da instituição define a estratégia e a StreamFin cruza informações de produtos financeiros, mercado, carteiras e clientes para transformá-la em ações individualizadas. A plataforma identifica eventos de fluxo de caixa, oportunidades de rebalanceamento e movimentos relevantes de mercado e indica quais clientes devem ser contatados, por qual motivo e com qual recomendação. A execução dessas ações também pode ser acompanhada em tempo real. “Hoje, na maior parte dos escritórios, apenas os principais clientes recebem acompanhamento individualizado; os demais recebem comunicações genéricas ou só são contatados quando procuram o assessor. Com a StreamFin, a área de alocação define a estratégia e a plataforma a transforma em planos de ação individualizados por cliente, identificando eventos de fluxo de caixa, oportunidades de rebalanceamento e movimentos relevantes de mercado, indicando quais clientes contatar, por qual motivo e com qual recomendação, e acompanhando a execução em tempo real. Tudo considerando o patrimônio que o cliente mantém nas diferentes instituições em que investe”, comenta Marcelo. Na Philos Invest & Solutions, a StreamFin já faz parte da rotina dos assessores. “Na Philos Invest, a StreamFin virou parte essencial da rotina do assessor. Com o histórico de cada cliente integrado ao contexto do relacionamento e a IA ampliando a capacidade de análise, nosso time ganhou horas de produtividade por semana, deixando mais tempo para investir no que importa: a relação personalizada com cada cliente”, comenta Rafael Marques, CEO da Philos Invest & Solutions. A StreamFin mantém parcerias tecnológicas com AWS, Google, NVIDIA e Neo4j e conta com a Datamint como sócia estratégica especializada no desenvolvimento de soluções de IA com modelagem semântica. A empresa também recebe mentoria de Stelleo Tolda, cofundador e ex-CEO do Mercado Livre. A arquitetura foi desenvolvida para operar em ambientes corporativos regulados, com infraestrutura dedicada e segregada. Os dados de cada instituição permanecem em ambiente próprio e não são utilizados para treinar modelos públicos.
- Digitalização dos serviços financeiros abre espaço para o embedded insurance no Brasil
A digitalização dos serviços financeiros está mudando também a forma como produtos são distribuídos no Brasil. Bancos, fintechs, plataformas de pagamento e marketplaces passaram a ampliar a oferta de serviços dentro de seus próprios ecossistemas, aproveitando jornadas digitais que já fazem parte do cotidiano dos consumidores. Nesse movimento, o seguro começa a ganhar espaço como um produto que pode ser incorporado ao momento da compra, do pagamento ou da utilização de um serviço, ampliando o espaço para o embedded insurance no país. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, feita pela Deloitte, 83% das transações bancárias dos brasileiros já são realizados em canais digitais, sendo 78% por meio do mobile banking. O avanço desses canais transforma os aplicativos financeiros em pontos recorrentes de relacionamento entre consumidores e instituições e cria novas possibilidades para a distribuição de produtos e serviços. “O aplicativo financeiro se tornou um dos principais pontos de relacionamento entre consumidores e instituições. Isso muda também a distribuição de seguros: em vez de depender exclusivamente dos canais tradicionais, o produto pode ser oferecido dentro de uma jornada que o consumidor já conhece e utiliza”, afirma Marcelo Biasoli, CEO da 123Seguro no Brasil. O movimento não se limita ao relacionamento bancário. Segundo o Banco Central, o Pix respondeu por 54,7% das transações de pagamento realizadas no Brasil no segundo semestre de 2025, com 42,9 bilhões de operações no período. O volume de transações via Pix cresceu 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando a escala que os meios de pagamento digitais já alcançaram no país. É nesse ambiente que o embedded insurance ganha relevância. Em vez de procurar uma seguradora para contratar uma proteção de forma isolada, o consumidor pode encontrar o produto integrado à experiência que já está realizando, como uma compra, um pagamento ou a contratação de outro serviço. Para empresas financeiras e plataformas digitais, o modelo também representa uma nova frente de distribuição, aproveitando canais que já concentram audiência e frequência de uso. A transformação também alcança a infraestrutura do próprio mercado de seguros. Segundo a Susep, o Open Insurance permite o compartilhamento padronizado de dados e serviços entre participantes do setor, por meio da abertura e integração de sistemas. A estrutura prevê o uso de APIs e busca ampliar a interoperabilidade, a inovação e a experiência do consumidor. No Brasil, esse modelo já aparece em iniciativas da 123Seguro com empresas como RecargaPay e Shopee, nas quais a contratação de seguros é integrada à jornada digital dos usuários. “Durante muitos anos, o desafio era levar o consumidor até o seguro. Agora, o desafio é integrar o seguro às experiências digitais que ele já vive todos os dias. A tendência é que a distribuição seja cada vez mais contextual, com o produto aparecendo no momento em que ele faz sentido para o consumidor”, conclui Biasoli.
- Termômetro Financeiro avisa quando o consumidor corre risco de ficar com "nome sujo"
O colapso financeiro raramente acontece da noite para o dia, mas costuma ser um processo silencioso, impulsionado pelos juros altos. Para interromper essa espiral inflacionária que já atinge 82% das famílias e 9 milhões de empresas no país, chega ao mercado o Termômetro Financeiro — uma plataforma digital 100% gratuita criada para mapear a saúde do bolso e antecipar o risco de superendividamento e insolvência com uma janela de até 1,5 ano de antecedência. A novidade desembarca em um momento crítico para a economia nacional. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), 29,9% dos lares brasileiros estão com contas em atraso e 12,2% declaram não ter como quitar as dívidas, sendo o cartão de crédito o vilão apontado por 84% dos negativados. No universo corporativo, das 9 milhões de empresas negativadas — que acumulam mais de R$ 220 bilhões em débitos —, 8,5 milhões são micro e pequenas empresas (PMEs), lideradas pelo setor de Serviços (55,6%) e Comércio (32,4%). Inteligência Preditiva x Diagnóstico do Passado Ao contrário dos cadastros tradicionais de crédito, que atuam de forma reativa registrando quem já está inadimplente, o Termômetro Financeiro atua na prevenção. A plataforma adota o Índice de Risco de Colapso Financeiro (IRCF), uma metodologia preditiva registrada que calcula a probabilidade de uma ruptura no caixa entre 6 e 18 meses no futuro. "O endividamento das famílias e a inadimplência das micro e pequenas empresas mostram que precisamos de inteligência preventiva. O Termômetro Financeiro foi criado para tornar o diagnóstico do bolso ou do negócio algo simples, transparente e capaz de antecipar riscos reais antes que a crise se torne irreversível", explica Fernando Colares, criador da metodologia, contador, advogado e mestrando em Economia. O algoritmo atribui uma pontuação simples de 0 a 100, dividida em cinco níveis de alerta (Estável, Atenção, Risco Relevante, Alto Risco e Crise Crítica). Para determinar a nota, o sistema cruza seis blocos estratégicos: Entrada de Dinheiro / Caixa Volume e Perfil do Endividamento Passivos e Risco Jurídico Custo de Custo e Juros da Dívida Perspectivas e Planos Futuros Comportamento Financeiro A plataforma ajusta seus cálculos em tempo real de acordo com a variação da taxa Selic, o porte do negócio e o segmento de atuação. Além disso, a ferramenta oferece um simulador de "cenários de estresse", permitindo testar como a saúde financeira reagiria a quedas bruscas de faturamento ou perda de renda. Além do diagnóstico do caixa, o portal disponibiliza conteúdos educativos curtos com orientações práticas para eliminação de dívidas, reorganização orçamentária e introdução aos investimentos, baseados em clássicos das finanças como “O Homem Mais Rico da Babilônia”. Voltado para consumidores, empreendedores, contadores, advogados e consultores de reestruturação, o teste é gratuito e pode ser feito pelo site: termometrofinanceiro.com.br.
- Crédito com garantia é a próxima frente de expansão do mercado financeiro
O Brasil vive um momento de expansão do crédito com garantia no Brasil. Segundo o Índice PO27 de Crédito com Garantia Veicular, as operações que utilizam veículos como garantia cresceram 17,83% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O avanço ocorreu em quatro das cinco regiões brasileiras: Centro-Oeste (+32,12%), Sul (+24,17%), Sudeste (+18,03%) e Nordeste (+14,10%). O Norte apresentou retração de 2,71%. Para a PO27, empresa de infraestrutura para o crédito com garantia, esse movimento sinaliza um mercado com espaço para avançar à medida que consumidores conhecem melhor os instrumentos financeiros disponíveis e passam a comparar não apenas o acesso ao crédito, mas também o seu custo. Nas operações com garantia, a existência de um ativo vinculado reduz o risco para a instituição financeira e pode permitir condições mais competitivas de juros e prazo. “À medida que o consumidor conhece melhor as alternativas disponíveis, ele passa a avaliar com mais atenção quanto custa o dinheiro que está tomando. O crédito com garantia tem um espaço importante nesse cenário porque permite utilizar um patrimônio que a pessoa já possui para acessar recursos em condições mais eficientes”, afirma Daniel Stephens, especialista em crédito e cofundador da PO27. Tecnologia e inteligência regulatória para ganhar escala O crédito com garantia de veículos é hoje uma das principais frentes de atuação da PO27. A companhia detém cerca de 30% de participação nesse mercado e construiu, ao longo de oito anos, uma operação com presença nacional capaz de conectar instituições financeiras aos diferentes agentes envolvidos na formalização das garantias. A experiência no segmento também evidenciou um dos principais desafios para a expansão desse mercado: por trás da concessão do crédito existe uma cadeia operacional que precisa acompanhar diferentes regras, processos e exigências regulatórias. Para lidar com essa complexidade, a PO27 combina tecnologia proprietária, inteligência regulatória e operação especializada, transformando processos fragmentados em fluxos estruturados, rastreáveis e escaláveis. “Existe uma infraestrutura nas operações de crédito que não aparecem para o consumidor, mas que é fundamental para que uma instituição financeira consiga operar com segurança e escala. A tecnologia é parte dessa equação, mas ela precisa estar conectada ao conhecimento regulatório e à capacidade de transformar regras em processos operacionais”, afirma Lívia Esteves Assan, cofundadora e CEO da PO27. A expertise construída no mercado de veículos também passou a servir de base para uma nova frente da companhia. A PO27 desenvolve projetos e soluções tecnológicas customizadas para instituições interessadas em estruturar operações com diferentes tipos de garantia, de acordo com as características regulatórias e operacionais de cada negócio. A digitalização ampliou a velocidade e a escala da oferta de produtos financeiros, mas também aumentou a necessidade de infraestruturas entre sistemas legados e inovações que surgem com a inteligência artificial. A PO27 participa do FEBRABAN TECH 2026, entre os dias 24 e 26 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, para apresentar sua infraestrutura de tecnologia, inteligência regulatória e operação especializada para o mercado de crédito com garantia. A companhia estará no estande B10, onde receberá bancos, fintechs e instituições financeiras que já atuam ou pretendem desenvolver operações nesse segmento.
- Z.ro Global Payments lança plataforma que unifica pagamentos, câmbio e cripto em uma única conexão
O Z.ro Global Payments (antigo Z.ro Bank), techfin especializada em soluções financeiras para grandes empresas, apresenta uma nova plataforma que reúne pagamentos, câmbio e cripto em uma única conexão e estará disponível no Brasil, Argentina, Chile, Peru e México. Voltada para empresas internacionais que precisam processar pagamentos na América Latina e transferir os recursos para outros países, bem como para bancos, corretoras e correspondentes cambiais no Brasil que precisam de infraestrutura para oferecer pagamentos internacionais instantâneos aos clientes, a solução foi desenvolvida para reduzir os custos, os prazos e os pontos de falha provocados pela fragmentação das operações internacionais. Para Edísio Pereira Neto, presidente do Z.ro Global Payments, o lançamento reflete uma mudança estrutural na forma como o mercado financeiro utiliza os ativos digitais. “Nos últimos anos, o mercado separou o que deveria estar junto. Empresas de pagamentos de um lado, câmbio do outro e startups de cripto vivendo em um terceiro mundo. Em 2026, o mercado cripto finalmente acabou, mas acabou porque se tornou mercado financeiro. A disputa agora não é mais sobre acreditar no ativo, mas sobre quem opera a infraestrutura por onde ele passa”, afirma. De acordo com Rafael Lavezzo, CEO do Z.ro International, o grande diferencial da plataforma é a integração simplificada em uma única conexão. “Atualmente, uma empresa que vende produtos ou serviços na América Latina pode precisar contratar um provedor de pagamentos em cada país, outro para realizar o câmbio e, dependendo da operação, um terceiro para fazer a liquidação por meio de stablecoins”, explica Lavezzo. “Agora, com uma única integração, as empresas passam a oferecer os principais métodos locais de pagamento nos cinco países atendidos pelo Z.ro e a centralizar a gestão das operações”, complementa o executivo. O lançamento marca uma nova etapa da atuação internacional do Z.ro, que no Brasil já processou mais de R$ 50 bilhões em pagamentos atendendo empresas com abrangência global, como Binance, Skrill, Paysafe, Flutter, Playtech e Sportingtech.“O Z.ro já possui mais de R$ 200 milhões em receita anual contratada para o próximo ano, ainda sem contabilizar qualquer receita da nova plataforma anunciada, e espera continuar crescendo sem impactos relevantes no custo, mantendo a margem Ebitda superior a 30%, fruto de uma plataforma tecnológica altamente escalável. Atualmente, o maior custo direto da operação é o de Cloud, que supera R$ 10 milhões no ano e cresce conforme a empresa segue escalando o volume de processamento de dados e transações”, ressalta Edísio. A empresa também completou um importante reforço no quadro executivo. Nos últimos meses, profissionais com ampla experiência internacional no mercado de pagamentos chegaram, como Rafael Lavezzo, CEO do Z.ro International, e João Dunin, COO, Ademir Araújo, CFO, Felipe Oliveira CPO e Rodrigo Shimizu CMO, todos ligados ao Z.ro Global Payments. Guilherme Nazar, ex-CEO Latam da Binance, no início de agosto foi anunciado para o Conselho Consultivo junto a Eduardo Gouveia e Silvio Meira. Para empresas internacionais que processam pagamentos na América Latina A plataforma integra os principais métodos locais de pagamento do Brasil, Argentina, Chile, Peru e México. Em um único internet banking, a equipe financeira da empresa pode acompanhar as transações processadas em cada país e acessar relatórios e ferramentas de gestão específicos para cada mercado. Após o processamento dos pagamentos, a companhia pode programar travas automáticas de conversão cambial, reduzindo a exposição da receita à volatilidade das moedas locais. A cada remessa internacional, o sistema simula em tempo real diferentes rotas de liquidação e indica a combinação de preço e prazo para entregar a moeda escolhida na conta de destino. Além disso, a empresa transfere o saldo de forma instantânea para qualquer conta no mundo. Infraestrutura para o mercado financeiro brasileiro Para bancos, corretoras e correspondentes cambiais no Brasil, a plataforma será oferecida em formato white-label ou por meio de APIs customizadas. O parceiro poderá cadastrar clientes, anexar a documentação exigida e oferecer pagamentos internacionais utilizando a infraestrutura do Z.ro, em conformidade com o marco cambial brasileiro. A tecnologia de roteamento simula as opções disponíveis para cada operação e identifica o caminho mais eficiente. A liquidação instantânea já está disponível para Estados Unidos e Europa, com novas rotas em fase final de integração. Regulação como parte da infraestrutura O Z.ro Global Payments é autorizado pelo Banco Central do Brasil como instituição de pagamento e atua como participante direto do Pix. O grupo também possui a Z.ro Swiss, entidade regulada na Suíça que facilita as conexões necessárias para a prestação dos serviços cross-border. As duas instituições operam com estruturas próprias de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FT) e monitoramento de riscos. Essa estrutura regulatória serviu de base para o desenvolvimento da nova plataforma.
- 2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas mostra avanço da adoção, maior conhecimento sobre ativos digitais e potencial impacto nas eleições
A 2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizado pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex, revela que 17,2% da população brasileira — quase 29 milhões de pessoas — possui ou já possuiu ativos digitais. “A intenção dessa pesquisa é colocar o Brasil no mapa global das criptomoedas, pois esta é uma das tecnologias definidoras da nossa era, e a gente não pode ficar para trás”, explica Felipe Sant Ana, co-fundador da Paradigma Education. Realizada em maio de 2026 com 2.004 entrevistados em 137 municípios, a pesquisa mostra que o mercado amadureceu de forma significativa no último ano. Para se ter uma ideia, o conhecimento sobre criptomoedas subiu 10.1 pontos percentuais em relação a 2025, alcançado dois em cada três brasileiros (66,4%). O maior crescimento de conhecimento sobre cripto nos últimos 15 meses, por escolaridade, foi entre quem só tem o Ensino Fundamental. Entre aqueles que conhecem o tema, mas nunca investiram, a principal barreira continua sendo a complexidade do uso da tecnologia (77%) e a falta de informação (42%). O levantamento também mostra uma mudança importante na percepção sobre os ativos digitais. As criptomoedas deixam de ser vistas apenas como instrumentos de investimento ou especulação e passam a ser cada vez mais associadas à sua utilidade na economia real, tendência reforçada pelo maior crescimento da adoção na região Centro-Oeste, impulsionado principalmente pelo agronegócio. A pesquisa também identificou uma redução da percepção de risco em relação ao setor e uma expansão da adoção entre brasileiros de menor renda. Para Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, os resultados demonstram que o Brasil está a entrar numa nova fase de maturidade no mercado de ativos digitais. “O aumento da sensibilização para as criptomoedas e a expansão da adoção mostram que o mercado brasileiro está amadurecendo. O futuro das finanças está sendo construído através de pagamentos com stablecoins e da tokenização do sistema financeiro. Existe um enorme potencial para mais crescimento e adoção no Brasil. Em breve, cada vez mais brasileiros irão utilizar a tecnologia blockchain no dia-a-dia”. Segundo o CIO da Hahsdex, Samir Kerbage, as apurações da pesquisa reforçam que o setor está deixando de ser nichado e está virando uma realidade no dia a dia do Brasileiro. “O aumento do conhecimento sobre criptoativos, a expansão da adoção entre diferentes perfis de renda e o avanço das aplicações no dia a dia mostram que o setor está deixando de ser um nicho para se consolidar como parte da realidade financeira dos brasileiros. À medida que educação, infraestrutura e integração com o sistema financeiro evoluem, o potencial de crescimento do mercado tende a ser ainda maior”. Bancarização e Estratégias de investimento A integração entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto tem impulsionado a adoção. Entre os investidores, numa pergunta de múltipla escolha, a principal porta de entrada para criptomoedas passou a ser o aplicativo do banco (83%), seguido de carteira própria (26%); 20% compram ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas. O levantamento também aponta mudanças no comportamento financeiro dos brasileiros: a poupança perde atratividade como investimento de longo prazo e, entre os que conhecem criptomoedas, 43% acreditam que ações na bolsa oferecem maior potencial de retorno, seguidas pela poupança (30%) e pelas criptomoedas (24%). A pesquisa também indica forte potencial de expansão do mercado: três em cada dez brasileiros familiarizados com criptomoedas pretendem investir nos próximos dois anos, percentual que sobe para 63% entre aqueles que já possuem ativos digitais. Economia e Eleições A inflação segue como a principal preocupação econômica dos brasileiros, principalmente na região Sudeste (43.1%). O Centro-Oeste lidera o medo de aumento de impostos (37%) e de um novo confisco do dinheiro guardado (29,3%). A pesquisa destaca ainda que a regulação dos ativos digitais começa a influenciar o cenário político: 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas. Para Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, “é natural que, conforme o usuário passa a confiar mais na tecnologia e a adotar os criptoativos no dia a dia, ele passe a exigir representatividade. O investidor não quer apenas usar cripto; ele quer ver suas escolhas respeitadas e pautadas no debate político, cobrando compromisso de candidatos que entendam e defendam quem já faz parte dessa nova economia.”
- Biostation e Softnex anunciam parceria pioneira para lançar solução de pagamento por biometria palmar no Brasil e exterior
A Biostation, empresa especializada em soluções de segurança e identificação biométrica, e a Softnex, companhia voltada à infraestrutura para arranjos de pagamento fechados (closed-loop), anunciaram uma parceria tecnológica e comercial para o desenvolvimento de uma solução integrada de pagamento por biometria palmar. A novidade combina a tecnologia de identificação vascular da Biostation à infraestrutura de processamento, captura e gestão de transações eletrônicas da Softnex, permitindo que consumidores realizem pagamentos por meio da autenticação da palma da mão, sem a necessidade de cartões físicos, celulares ou senhas. A solução será demonstrada durante a Febraban Tech 2026 e está inicialmente direcionada a ambientes que operam com redes próprias de pagamento, como grandes varejistas, clubes de compras, universidades, complexos corporativos, parques temáticos, resorts, arenas de eventos, sistemas de transporte, refeitórios industriais e ecossistemas voltados ao turismo. A parceria reúne competências complementares das duas empresas. A Biostation atua no desenvolvimento de tecnologias de identificação biométrica baseadas na leitura de características únicas do corpo humano. Já a Softnex possui expertise em infraestrutura para meios de pagamento e em operações estruturadas a partir de arranjos fechados, nos quais os instrumentos de pagamento são utilizados dentro de uma rede ou ecossistema específico. Na prática, a tecnologia antifraude utiliza a biometria palmar vascular (Palm-Vein) para reconhecer padrões presentes nas veias sob a pele. A autenticação permite vincular a identidade do usuário à transação realizada dentro do ecossistema de pagamento, tornando a experiência mais simples e sem contato. “Estamos cruzando uma nova fronteira da conveniência no varejo e em ecossistemas fechados. O cliente não precisa procurar um cartão ou desbloquear o smartphone para realizar uma compra; a autenticação acontece a partir de uma característica única do próprio usuário”, afirma Leonardo de Araujo de Assis, CEO da Biostation. “A integração com a infraestrutura financeira da Softnex amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia e cria uma solução preparada para atender diferentes modelos de operação no Brasil e no exterior.” Entre os potenciais usos estão ambientes nos quais o consumidor já possui uma relação recorrente com determinado estabelecimento ou rede. Em um parque temático, por exemplo, a biometria pode ser utilizada para autenticar compras realizadas durante a permanência no local. O mesmo conceito pode ser aplicado a universidades, empresas, resorts, redes de varejo, sistemas de benefícios e outros ecossistemas que utilizam modelos próprios de pagamento. Os arranjos fechados representam justamente um dos principais focos da solução. Nesse modelo, o instrumento de pagamento é utilizado dentro de uma rede específica, como ocorre em cartões de loja, programas de fidelidade e sistemas vinculados a benefícios, alimentação, refeição, premiação, antecipação salarial e cartões de frota. A integração da biometria palmar à infraestrutura de pagamentos busca ampliar a segurança dessas operações ao mesmo tempo em que simplifica a jornada do usuário. Para a Softnex, a parceria também representa uma expansão das possibilidades oferecidas às administradoras de cartões e demais empresas que operam com arranjos fechados. “O mercado de meios de pagamento é dinâmico e exige inovação constante. Ao integrar a biometria palmar da Biostation à nossa infraestrutura de pagamentos, ampliamos o conjunto de soluções disponíveis para nossos parceiros e acrescentamos uma nova camada de segurança e praticidade à experiência de pagamento”, afirma Jefferson José Gomes, CEO da Softnex. A solução integrada já está em ambiente de testes operacionais e foi desenvolvida considerando os requisitos aplicáveis à proteção de dados pessoais previstos na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os primeiros projetos-piloto da parceria estão previstos para o mercado brasileiro ainda neste trimestre. A expectativa das empresas é que a tecnologia avance inicialmente em ambientes de pagamento de uso recorrente e, posteriormente, possa ser aplicada a diferentes modelos de consumo, acompanhando a expansão dos chamados pagamentos invisíveis, experiências nas quais a etapa tradicional de pagamento é incorporada de forma mais fluida à jornada do consumidor.A solução de pagamento palmar da Biostation também será apresentada em breve no Oracle Innovation Center, em São Paulo/SP. Um hub de inovação, tecnologia e colaboração idealizado pela Oracle. O espaço é projetado para demonstrar na prática tecnologias emergentes — como Inteligência Artificial (IA), nuvem (OCI), Internet das Coisas (IoT) e automação — como podem ser aplicadas para resolver desafios complexos de negócios.
- C6 Bank registra lucro líquido de R$ 1,3 bi no primeiro semestre de 2026
O C6 Bank, banco brasileiro que tem como sócio o JPMorganChase, registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2025. A instituição, que acaba de completar sete anos de operação, registrou receita líquida recorde de R$ 6,3 bilhões no semestre, aumento de 48% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O desempenho do primeiro semestre foi impulsionado, entre outros fatores, pelo crescimento das operações de financiamento de veículos e de crédito consignado. No último ano, o banco passou a atuar também no novo consignado privado, modalidade que ampliou o acesso dos trabalhadores com carteira assinada ao crédito. A carteira de crédito expandida encerrou junho em R$ 99,8 bilhões, crescimento de 38% em relação a junho de 2025. A participação das operações com garantia, entre elas a de veículos e a de consignado, continuou avançando e chegou a 82% da carteira no período. O banco também registrou aumento na captação de recursos, com destaque para a captação a prazo, que chegou a R$ 112,9 bilhões ao fim de junho, alta de 36% em relação a junho de 2025. A base total de captação encerrou o semestre em R$ 125,6 bilhões, avanço de 34% na mesma comparação. “Temos conseguido manter uma trajetória consistente de crescimento, apoiada em um modelo de negócio sólido e em uma estratégia de concessão de crédito que prioriza operações com garantia. Essa composição nos dá segurança para continuar expandindo o negócio de forma sustentável, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador”, diz Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank. O índice de eficiência, que é a relação entre as despesas operacionais e a receita líquida, caiu de 46% no primeiro semestre de 2025 para 42% no primeiro semestre deste ano, refletindo a alavancagem operacional que a estrutura do banco proporciona. As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) passaram de R$ 996 milhões para R$ 2,4 bilhões no mesmo período, em função principalmente do crescimento da carteira de crédito de consignado privado, que exige mais provisionamento. A inadimplência ficou em 3,6% em junho de 2026, ante 3,2% em junho de 2025. Excluindo o impacto da Resolução CMN nº 4.966, o índice de empréstimos com atraso de 90 dias ou mais seria de 2,6% em junho deste ano. “Parabéns ao C6 Bank pelos resultados sólidos e crescimento neste semestre, resultado de uma execução disciplinada”, afirma Mark O’Donovan, CEO de International Consumer Banking, JPMorganChase. O total de ativos do banco chegou a R$ 171 bilhões em junho. Com isso, o C6 Bank passou a ser classificado pelo Banco Central como S2 e agora está entre as instituições mais relevantes do sistema financeiro nacional. "Para nós, que já cumpríamos exigências rigorosas de capital, liquidez e gestão de riscos, a entrada no S2 é um passo natural e um reflexo da robustez do nosso negócio, que agora vai operar sob uma régua ainda mais alta", diz Philippe Katz, CFO do C6 Bank. Outro destaque do primeiro semestre foi a evolução do C6 Assistant, ferramenta de IA generativa do C6 Bank. Agora, além de responder a dúvidas e permitir que os clientes façam transações financeiras de forma simplificada, o assistente oferece uma nova experiência de organização financeira. É possível interagir com a conta corrente e a fatura do cartão de crédito para ter uma leitura mais precisa das despesas e hábitos de consumo. Com mais de 42 milhões de clientes, o C6 Bank – que atua nas áreas de pessoa física, pessoa jurídica, atacado, veículos, home equity e consignado – oferece um portfólio completo de produtos e serviços financeiros. Além de conta corrente, cartão e programa de pontos, o banco oferece uma conta global com saldo em dólar e euro e uma plataforma que permite investir em ativos no Brasil e no exterior, tudo no mesmo aplicativo.
- Brasil Bitcoin elimina taxa para investidores que ajudam a aumentar liquidez do USDT
A Brasil Bitcoin anunciou isenção da taxa de negociação para investidores que atuam como maker no livro de ofertas de USDT. A medida vale para ordens que permanecem no book aguardando execução, enquanto as operações realizadas como taker (quando o investidor executa imediatamente uma ordem já disponível) continuam sujeitas à cobrança normal. Segundo a empresa, a condição está disponível por tempo indeterminado e pode ser consultada na plataforma. Na prática, a iniciativa beneficia investidores que definem previamente o preço de compra ou venda e aguardam a execução da ordem. “Isso contribui para aumentar a liquidez do livro de ofertas, pois reduz o spread entre compra e venda e favorece uma formação de preços mais eficiente para todos os participantes do mercado”, afirma Jorge de Almeida Alves, CEO da Brasil Bitcoin. O anúncio ocorre em um momento em que o mercado brasileiro de criptoativos tem nas stablecoins, especialmente o USDT, um de seus principais instrumentos de negociação. Além do uso em operações de investimento, esse tipo de ativo também vem sendo utilizado em pagamentos internacionais, remessas, gestão de tesouraria e estratégias de proteção cambial, ampliando sua relevância dentro do ecossistema financeiro digital. Diogo Ramos, diretor de Marketing da Brasil Bitcoin, ressalta que a decisão faz parte de uma estratégia voltada ao fortalecimento da liquidez do par USDT/BRL, considerado um dos principais ambientes de competição entre exchanges. "Ao incentivar a atuação dos makers, buscamos fortalecer a liquidez do mercado e oferecer uma experiência de negociação mais eficiente. Um livro de ofertas mais profundo beneficia todo o ecossistema ao proporcionar melhor formação de preços e maior qualidade na execução das operações”, explica. Ele destaca ainda que investidores que utilizam estratégias automatizadas também podem ser beneficiados pela medida. A corretora disponibiliza API própria e acesso a dados de mercado em tempo real via WebSocket, recursos que permitem a implementação de estratégias baseadas em ordens passivas no livro de ofertas. Embora o impacto financeiro da isenção varie conforme o volume e a frequência das operações de cada investidor, a expectativa da exchange é que a redução de custos incentive uma maior participação de ordens passivas no mercado, contribuindo para o aumento da liquidez do principal par de stablecoin negociado em reais.
- Pix internacional pode abrir nova disputa por infraestrutura de pagamentos
A possibilidade de conectar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países abre uma nova frente de transformação no mercado brasileiro. O Banco Central passou a avaliar modelos de conexão bilateral e também a participação em estruturas multilaterais, movimento que pode ampliar o alcance do sistema para além das transações domésticas. A mudança teria impacto não apenas para consumidores em viagens internacionais, mas principalmente sobre a infraestrutura utilizada por empresas, bancos e demais participantes para processar pagamentos entre países. Hoje, os brasileiros já conseguem pagar via Pix em alguns estabelecimentos no exterior por meio de soluções privadas que fazem a conversão do valor e a liquidação na moeda local. Uma integração entre sistemas nacionais, porém, pode criar uma estrutura mais ampla de interoperabilidade. Para José Tadeu Bijos, CEO e presidente da Multipagamentos, o principal efeito estaria nos bastidores da transação. “Internacionalizar o Pix não significa apenas permitir que alguém pague em reais fora do Brasil. Significa coordenar moedas, câmbio, liquidação, regras e participantes diferentes dentro de uma experiência que precisa continuar simples para o usuário. É uma mudança de infraestrutura, não apenas de meio de pagamento”, afirma. A conexão entre plataformas de pagamentos instantâneos também pode criar novas alternativas para transações atualmente concentradas em redes privadas internacionais. Para as empresas, entretanto, a ampliação das rotas aumenta a necessidade de acompanhar custos, prazos de liquidação e conciliação entre diferentes sistemas. Além do processamento da compra, operações internacionais precisam considerar conversão cambial, identificação do valor efetivamente recebido e tratamento de situações como cancelamentos, devoluções e contestações. “Quando surgem novas rotas para o dinheiro circular, cresce a necessidade de inteligência para decidir e acompanhar como cada transação será processada. A disputa tende a deixar de ser apenas entre meios de pagamento e passar também pela eficiência da infraestrutura que conecta essas operações”, diz Bijos.
- Varejo aposta em crédito próprio mesmo com inadimplência alta
O varejo brasileiro vive um cenário de contrastes. De um lado, o país registra níveis elevados de inadimplência entre consumidores e empresas. Do outro, o setor continua buscando alternativas para estimular vendas, aumentar a recorrência de compra e fortalecer o relacionamento com os clientes. Nesse movimento, o crédito próprio ganha espaço como uma ferramenta estratégica para os varejistas. Em maio de 2026, o Brasil chegou a 83,5 milhões de consumidores inadimplentes, segundo a Serasa Experian. O número equivale ao maior patamar da série histórica, com cada consumidor negativado concentrando, em média, cerca de quatro dívidas e um valor aproximado de R$6.877,23. O cenário também é desafiador para as empresas. No mesmo mês, mais de 9 milhões de CNPJs estavam negativados, acumulando R$229,9 bilhões em dívidas. Em média, cada empresa inadimplente possuía sete contas em atraso, com dívida média de R$25.494,08. Apesar das dificuldades, o comércio mantém espaço para crescimento. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o volume de vendas do varejo acumulava alta de 1,7% em 2026 até maio e crescimento de 1,4% nos 12 meses encerrados em maio. Na comparação com maio de 2025, houve avanço de 0,4%. É nesse ambiente que o crédito próprio passa a ser encarado pelo varejo não apenas como uma forma de facilitar o pagamento, mas como uma ferramenta para ampliar vendas, fidelizar consumidores e criar novas possibilidades de relacionamento. “O crédito próprio deixou de ser apenas uma ferramenta para facilitar o pagamento. Hoje, ele pode fazer parte da estratégia do varejista, permitindo conhecer melhor o consumidor, oferecer uma condição adequada ao seu perfil e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades de relacionamento e geração de receita”, afirma André Maniezo, CEO da INFOX Payments. Tecnologia muda a lógica da concessão Durante décadas, o crédito próprio esteve associado principalmente aos cartões private label e aos tradicionais cartões de loja. A digitalização, entretanto, vem ampliando esse conceito, incorporando ferramentas de automação, análise de dados, inteligência artificial e integração de serviços financeiros. O avanço do Open Finance é parte dessa transformação. Segundo o Banco Central, o ecossistema já alcançou dezenas de milhões de contas conectadas e segue ampliando as possibilidades de compartilhamento de informações financeiras mediante autorização dos clientes. Em agosto de 2025, o BC informou que o sistema contava com 103 milhões de autorizações ativas de compartilhamento de dados, envolvendo 68 milhões de contas. A infraestrutura continua evoluindo em 2026. Em abril, o Banco Central publicou a versão 7.0 do Manual de Escopo de Dados e Serviços do Open Finance, ampliando e atualizando as especificações do ecossistema. “Quando conseguimos combinar dados, tecnologia e conhecimento da operação do varejo, a análise deixa de depender apenas de informações tradicionais. O objetivo passa a ser entender melhor o comportamento e o momento daquele consumidor para tomar uma decisão mais adequada”, diz Maniezo. Para o executivo, a transformação tecnológica não significa simplesmente aumentar a quantidade de crédito disponível, mas melhorar a qualidade das decisões. “O grande desafio não é simplesmente conceder mais crédito. É conceder melhor. Quando falamos de automação, dados e inteligência na tomada de decisão, estamos falando de buscar equilíbrio entre a oportunidade de venda para o varejista e uma oferta que faça sentido para o consumidor”, finaliza.














