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97% dos médicos enfrentam problemas financeiros ao longo da carreira, aponta relatório


A falta de controle financeiro para clínicas e consultórios pode gerar perdas significativas de receita e comprometer a sustentabilidade do negócio. É o que indica o relatório Data-Driven Accounting 2025, da Deloitte, que aponta que empresas sem análises preditivas e dashboards integrados chegam a perder até 22% do faturamento ao longo do tempo.


Embora o estudo analise diferentes setores da economia, o impacto no segmento de saúde tende a ser mais crítico devido à complexidade da operação, à dependência de convênios e aos custos fixos elevados.


Falta de dados financeiros amplia riscos no setor médico


Clínicas médicas e consultórios lidam diariamente com múltiplas fontes de receita, repasses variáveis, despesas recorrentes e necessidade de previsibilidade. Sem uma visão clara das finanças, a gestão passa a operar de forma reativa, aumentando a exposição a riscos operacionais e financeiros.


Entre os principais impactos da desorganização financeira estão:


  • Falhas no controle do fluxo de caixa

  • Dificuldade para planejar compras e reposição de insumos

  • Atrasos no pagamento de salários e fornecedores

  • Endividamento progressivo

  • Risco de paralisação ou fechamento da clínica


Gestão financeira ineficiente afeta até clínicas com alta demanda


Mesmo consultórios com agenda cheia podem enfrentar dificuldades quando não há acompanhamento estruturado das finanças. A ausência de indicadores consolidados impede a identificação de desperdícios, distorções nos custos e queda gradual da rentabilidade.


Dados do próprio setor reforçam esse cenário: um levantamento recente aponta que 97% dos médicos enfrentam problemas financeiros ao longo da carreira, em grande parte ligados à falta de estrutura administrativa e de controle sobre receitas e despesas.


Contabilidade baseada em dados deixa de ser opcional


O relatório da Deloitte destaca que empresas que utilizam análises preditivas, dashboards integrados e monitoramento contínuo conseguem antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões com maior segurança. No setor médico, essa abordagem se torna essencial para garantir estabilidade financeira e continuidade dos atendimentos.


Sem esse suporte, clínicas tendem a tomar decisões baseadas em percepções isoladas, o que amplia a margem de erro e reduz a capacidade de planejamento de médio e longo prazo.


Tecnologia como aliada do controle financeiro em clínicas


Diante desse cenário, soluções especializadas em gestão financeira ganham espaço na saúde. Plataformas como o Conclínica ajudam clínicas e consultórios a centralizar informações, organizar receitas e despesas e acompanhar indicadores financeiros em tempo real, promovendo maior controle e previsibilidade.


O avanço da contabilidade orientada por dados reforça uma mudança estrutural na forma como clínicas gerenciam suas operações. Para o setor médico, investir em controle financeiro para clínicas e consultórios não é apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência do negócio.


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