A nova fronteira dos serviços financeiros está na infraestrutura por trás dos pagamentos

A transformação do sistema financeiro nos últimos anos não aconteceu apenas na relação entre consumidores e instituições. Por trás da expansão dos pagamentos digitais, instantâneos e cada vez mais diversificados, existe uma infraestrutura que também precisou evoluir para acompanhar a velocidade do mercado. O Pix, por exemplo, movimentou cerca de R$ 19,8 trilhões no primeiro semestre de 2026 e atingiu um novo recorde no Brasil. O volume financeiro cresceu 28% em relação ao mesmo período do ano passado, um aumento de R$ 4,3 trilhões que reforça a consolidação do sistema de pagamentos instantâneos como um dos principais meios de transferência e pagamento do país.
Esse avanço trouxe novas oportunidades para bancos, fintechs, adquirentes, PSPs e carteiras digitais, mas também aumentou a complexidade das operações. À medida que novos métodos de pagamento, provedores e mercados entram em cena, as instituições precisam estabelecer e administrar um número cada vez maior de conexões tecnológicas. O desafio, portanto, deixou de ser apenas oferecer mais opções aos clientes e passou a envolver a capacidade de integrar, administrar e otimizar toda essa infraestrutura de maneira eficiente.
É nesse contexto que a orquestração de pagamentos ganha espaço como uma camada estratégica para o setor financeiro. A tecnologia permite centralizar diferentes conexões e criar uma infraestrutura mais flexível, na qual instituições podem acessar múltiplos provedores e métodos de pagamento sem precisar desenvolver e manter cada integração individualmente.
É justamente nessa transformação que a Yuno, sistema operacional nativo de IA para pagamentos e serviços financeiros globais, está posicionando a sua atuação em Banking & Financial Services. A empresa leva para os seus clientes do segmento a mesma lógica de orquestração que já aplica ao mercado de pagamentos, atuando como uma camada de infraestrutura entre as instituições e o ecossistema financeiro.
Hoje, a plataforma conecta mais de 460 provedores, mais de 1.000 métodos de pagamento e mais de 190 países, permitindo que uma instituição financeira utilize uma única integração para acessar diferentes participantes e mercados. Na prática, isso pode simplificar processos que tradicionalmente exigiriam múltiplos projetos de desenvolvimento e permitir que uma empresa, por exemplo, adicione um novo método de pagamento ou um provedor local ao expandir a sua operação para outro país, sem precisar reconstruir a sua infraestrutura a cada movimento.
A lógica também se aplica à própria gestão das transações. Em uma operação com diferentes adquirentes e processadores, o desempenho pode variar de acordo com o mercado, o método utilizado ou as características de cada transação. A partir do smart routing, a Yuno permite que as instituições definam estratégias para direcionar cada pagamento pelo caminho mais adequado, enquanto mecanismos de failover podem oferecer alternativas quando determinado provedor apresenta indisponibilidade.
Esse modelo cria uma mudança importante na forma como as empresas podem administrar os seus pagamentos. Em vez de depender de uma única rota ou concentrar diferentes conexões em estruturas isoladas, a instituição passa a ter uma camada que permite visualizar, conectar e otimizar diferentes partes da operação de forma centralizada. O resultado esperado é uma infraestrutura com mais flexibilidade e capacidade de adaptação, especialmente em um mercado no qual novos meios de pagamento e modelos financeiros surgem continuamente.
“A evolução dos pagamentos criou um paradoxo: ao mesmo tempo em que trouxe mais opções e oportunidades para as instituições financeiras, também tornou a infraestrutura por trás dessas operações muito mais complexa”, afirma Alfredo Sarria, VP, FinX Sales and Partnerships LATAM da Yuno. “A nossa proposta é justamente criar uma camada que simplifique essa complexidade, permitindo que bancos, fintechs e outros players tenham mais liberdade para se conectar a novos provedores, entrar em mercados e desenvolver novas experiências sem precisar reconstruir sua infraestrutura a cada evolução do mercado”, complementa.
A expansão da Yuno para a área de Banking & Financial Services acontece em um momento em que a infraestrutura passa a ocupar um papel cada vez mais estratégico no setor financeiro. Se a primeira onda da transformação digital foi marcada pela criação de novos canais e produtos, a próxima envolve a capacidade de conectar diferentes tecnologias e participantes de maneira eficiente.
“O futuro dos serviços financeiros será cada vez mais conectado. Bancos, fintechs, adquirentes e wallets precisarão trabalhar com um número crescente de parceiros, métodos e tecnologias, e a infraestrutura terá que acompanhar essa evolução. Na Yuno, acreditamos que a orquestração pode desempenhar um papel importante nesse cenário ao permitir que as instituições adicionem novas capacidades com mais velocidade, sem abrir mão da infraestrutura que já construíram”, destaca Walter Campos, General Manager Latam da Yuno.





















Comentários