CFO's reforçam investimentos em tecnologia para ganhar eficiência e competitividade
- Fincatch

- há 2 horas
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A instabilidade geopolítica, a inflação persistente e os gargalos nas cadeias de suprimentos não têm sido suficientes para frear um movimento que já se consolidou entre os CFOs ao redor do mundo: a aposta em tecnologia como caminho para crescer e se manter competitivo. É o que aponta a mais recente rodada da CFO Survey da Grant Thornton, que ouviu 232 líderes financeiros entre abril e maio de 2026 e identificou o menor nível de confiança econômica dos últimos cinco anos, ao mesmo tempo em que os orçamentos de TI seguem em expansão.
O contraste chama atenção. De um lado, apenas 37% dos entrevistados dizem confiar no desempenho da economia americana, enquanto o grupo de pessimistas já soma 40% da amostra. De outro, os investimentos em transformação digital seguem praticamente no mesmo patamar recorde do trimestre anterior.
Para Thiago Jesus, CRO da Globalsys, esse descompasso não é uma contradição, é um sinal de maturidade: "Quando o cenário externo fica mais incerto, a tecnologia deixa de ser um item de investimento e passa a ser um seguro contra a instabilidade. As empresas que enxergam isso não estão gastando mais por otimismo, estão investindo para ter controle em um ambiente que elas não controlam”.
Segundo o levantamento, a piora do cenário elevou a régua sobre custos e eficiência operacional dentro das empresas. A confiança dos CFOs na capacidade de suas cadeias de suprimentos caiu de 58% para 43% em um único trimestre, e a busca por redução de despesas passou a ser prioridade em 87% das organizações consultadas, um salto em relação aos 72% do período anterior.
O detalhe que expõe a dificuldade do momento: apenas 42% dos executivos financeiros acreditam que vão de fato atingir as metas de corte de custos que estabeleceram. Segundo a pesquisa, especialistas da Grant Thornton associam esse pessimismo à combinação entre tarifas internacionais, gargalos logísticos e conflitos geopolíticos.
Mesmo diante do aperto, 67% dos CFOs afirmam que vão ampliar os investimentos em TI e transformação digital, número próximo do recorde histórico registrado no trimestre anterior. A modernização tecnológica também subiu de patamar entre as prioridades estratégicas das empresas, alcançando 48% das respostas, um avanço de 13 pontos percentuais.
Para Jesus, esse movimento reflete uma mudança de mentalidade que a Globalsys observa de perto no dia a dia com clientes de setores críticos, como saúde, indústria e serviços financeiros. "Quando o orçamento aperta, a primeira reação de qualquer empresa costuma ser cortar tecnologia. O que a pesquisa mostra é o oposto: a tecnologia virou parte da espinha dorsal do negócio, não um acessório", afirma.
O levantamento também escancara um desafio que costuma ficar nas entrelinhas: a distância entre o volume de investimento anunciado e a capacidade das empresas de executá-lo com disciplina. À medida que os orçamentos de tecnologia crescem, a confiança dos próprios executivos em obter o retorno esperado desses investimentos vem diminuindo, o que reforça a necessidade de metas claras, indicadores de desempenho e responsabilização em cada etapa do processo, segundo especialistas ouvidos pela Grant Thornton.
É um ponto que dialoga diretamente com a atuação da Globalsys, que estrutura squads de DevOps e times dedicados à sustentabilidade de bases de dados justamente para transformar investimento em tecnologia em resultado mensurável, e não em projetos que ficam pelo caminho.
O retrato geral da pesquisa é de um momento em que os CFOs precisam sustentar duas frentes ao mesmo tempo: acelerar a adoção de tecnologia e IA para não perder competitividade, e blindar essa aceleração com controle financeiro, governança e disciplina de execução.
Para o CRO da Globalsys, é exatamente esse equilíbrio que vai definir quem transforma investimento em vantagem competitiva. "O diferencial nos próximos anos não vai ser quem investe mais em tecnologia, e sim quem consegue governar esse investimento com a mesma disciplina que aplica ao caixa da empresa. É isso que a Globalsys ajuda os clientes a construir todos os dias", conclui.




















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