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- Confiança ainda favorece bancos tradicionais, enquanto digitais concentram 88,5% de quem escolhe pela facilidade do app
A digitalização mudou a maneira como os brasileiros movimentam dinheiro, fazem pagamentos e se relacionam com instituições financeiras, mas ainda não deslocou completamente um dos principais ativos dos bancos tradicionais: a confiança. Levantamento da binds.co, empresa de dados e inteligência de mercado especializada em CX, mostra que 72,4% dos consumidores que apontam confiança como principal motivo para escolher sua instituição financeira estão em bancos tradicionais. Quando o motivo é a facilidade do aplicativo, a lógica praticamente se inverte: 88,5% estão em bancos digitais. O cruzamento, feito a partir do estudo “O Novo Comportamento Financeiro do Brasileiro”, revela uma divisão mais profunda do que a preferência entre banco tradicional ou digital. Os dois modelos parecem conquistar consumidores por razões diferentes: enquanto instituições digitais se destacam pela conveniência da experiência, as tradicionais permanecem associadas aos atributos que reduzem a percepção de risco na relação financeira. Os demais números da pesquisa reforçam essa leitura. Confiança é o principal motivo individual para a escolha de uma instituição financeira, citada por 39,3% dos entrevistados. Quando os consumidores podem apontar mais de um fator relevante para essa decisão, segurança e proteção de dados chegam a 58,2% das respostas - uma incidência 6,6 vezes superior à do cashback. A força da reputação aparece de maneira ainda mais evidente entre os consumidores que apontaram “marca conhecida” como principal razão para escolher uma instituição: nesse grupo, 100% utilizam bancos tradicionais. Para Leandro Cabral, CEO da binds.co, os resultados mostram que a disputa entre instituições financeiras deixou de acontecer apenas em torno de funcionalidades e passou a envolver diferentes dimensões da experiência. “Os bancos digitais conseguiram transformar facilidade e conveniência em atributos muito claros para o consumidor. Os tradicionais, por outro lado, continuam concentrando algo mais difícil de construir: confiança. O desafio competitivo agora é justamente atravessar essa fronteira. Para os digitais, significa transformar uma boa experiência funcional em uma relação percebida como segura e confiável. Para os tradicionais, é entregar a mesma confiança com uma experiência cada vez mais simples”, afirma Leandro Cabral, CEO da binds.co. Conveniência conquista; confiança protege a relação Os dados também ajudam a explicar por que adicionar novas funcionalidades ou benefícios pode não ser suficiente para alterar a escolha do consumidor. Se segurança e proteção de dados aparecem 6,6 vezes mais do que cashback entre os fatores considerados na decisão, atributos ligados à confiança podem funcionar como uma espécie de barreira competitiva mesmo em um mercado no qual produtos e serviços financeiros se tornaram cada vez mais semelhantes. O resultado é um mercado com duas vantagens competitivas diferentes: instituições tradicionais carregam o patrimônio da confiança; digitais, o da conveniência. A capacidade de combinar essas duas dimensões pode definir uma nova etapa da competição pelo relacionamento financeiro dos brasileiros. Para a binds.co, essa leitura também reforça a importância de acompanhar experiência para além dos indicadores gerais de satisfação. Entender por que um cliente escolhe, permanece, recomenda ou abandona uma instituição permite identificar quais atributos efetivamente sustentam a relação - e quais apenas atendem a uma necessidade pontual.
- Bancos e fintechs ganham ferramenta exclusiva para interpretar regras do Banco Central e CMN
Acompanhar com a velocidade necessária e precisão a regulamentação do sistema financeiro brasileiro virou um desafio de escala para bancos, fintechs e instituições de pagamento. Levantamento realizado pelo Silva Lopes Advogados, escritório especializado em empresas de tecnologia e no mercado financeiro, identificou 2.103 publicações do Banco Central em 12 meses, alta de 16% em relação ao ciclo anterior, em um cenário de maior frequência e continuidade das mudanças regulatórias. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial avança sobre atividades antes marcadas por pesquisa manual e acompanhamento constante de informações. Segundo a pesquisa Global AI in Finance 2026, da KPMG, o uso ativo de IA em funções financeiras passou de 30% para 75% globalmente desde 2024. No Brasil, 91% dos executivos entrevistados afirmam que suas empresas já utilizam a tecnologia nessa área. É nesse contexto que surge o ChatBCB desenvolvido pela startup Tasklaw e pelo Silva Lopes Advogados para ajudar instituições a identificar com mais agilidade quais regras do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN) efetivamente impactam suas operações. Recém lançada no mercado, a plataforma permite que profissionais de jurídico, compliance e áreas regulatórias façam perguntas em linguagem natural. A partir do perfil da instituição, considera fatores como tipo de operação, atividades exercidas e enquadramento regulatório para direcionar a consulta aos atos relacionados àquela realidade. A relevância desse acompanhamento também cresce diante do custo de uma falha de conformidade. Com a Lei 13.506/2017, o teto das multas aplicáveis pelo Banco Central passou de R$ 250 mil para até R$ 2 bilhões. Da busca pela norma à aplicação na operação Além de localizar informações, o ChatBCB apresenta os atos normativos utilizados como fundamento das respostas, permitindo que o profissional consulte a fonte antes de avançar na análise. A ferramenta também reúne recursos para registrar a aplicabilidade de normas, interpretações internas, demandas de adequação e gestão de CADOCs (relatórios padronizados, contábeis e não contábeis, exigidos pelo BC das instituições financeiras que atuam no Brasil), com controle de dispensas, histórico de envios e vencimentos. A parceria com o Silva Lopes Advogados permite ainda acesso a pareceres e reuniões com profissionais do escritório. Para Matheus Frozzi, CEO do Tasklaw, a aplicação da IA no ambiente regulatório precisa ir além da rapidez. “A inteligência artificial já consegue entregar respostas muito rapidamente, mas, no ambiente regulatório, a velocidade sozinha não resolve. É preciso ter contexto e conseguir verificar o fundamento da informação. Com o ChatBCB, buscamos aplicar a IA a uma necessidade muito específica do mercado financeiro, conectando tecnologia, fontes oficiais e o perfil regulatório de cada instituição”, afirma. O avanço ocorre em meio à expansão do mercado de RegTech. Levantamento da ResearchAndMarkets estima que o setor brasileiro de tecnologia regulatória alcance US$ 732,95 milhões até 2029, com crescimento anual composto de 22,1% entre 2024 e 2029. “Conseguimos levar o conhecimento adquirido na assessoria a empresas do mercado financeiro para o desenvolvimento de uma tecnologia que considera as particularidades de cada instituição e aproxima a inteligência regulatória da realidade da operação”, afirma Layon Lopes, CEO do Silva Lopes Advogados. O ChatBCB é voltado a instituições financeiras, fintechs e empresas reguladas pelo Banco Central e CMN. Lançada durante a FEBRABAN TECH 2026, a nova solução foi um dos destaques do evento, atraindo mais de 50 empresas interessadas em testar a ferramenta. Durante os três dias de feira, os visitantes puderam explorar as funcionalidades da plataforma na prática por meio de demonstrações e testes guiados no estande do Silva Lopes, resultando na assinatura de termos de adesão.
- Pagamento digital: estudo revela os estados brasileiros que mais pesquisam por "tap to pay"
A digitalização dos meios de pagamento tem modificado a rotina de consumidores e pequenos negócios no Brasil. Entre as alternativas que ganharam espaço, estão as tecnologias de pagamento por aproximação, que permitem realizar transações sem a necessidade de inserir fisicamente o cartão em uma máquina. Nesse cenário, o tap to pay permite utilizar um smartphone compatível como terminal para receber pagamentos por aproximação. A solução utiliza a tecnologia NFC (comunicação por campo de proximidade), que possibilita a comunicação entre dispositivos próximos. Geralmente, o processo se dá pelo download de um aplicativo para realizar todo o procedimento. Um estudo realizado pelo RecargaPay, aplicativo de pagamento digital, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil para o termo "tap to pay" proporcional a 100 mil habitantes, entre julho de 2025 e junho de 2026, revelou quais são os estados que mais pesquisam pela modalidade. O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, necessariamente, intenções de compra ou comportamentos adjacentes. O Distrito Federal aparece na primeira posição do ranking proporcional, seguido por São Paulo e Santa Catarina. Na sequência, estão Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Mato Grosso. A presença de estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do Rio Grande do Norte, mostra que o interesse pela tecnologia aparece em diferentes partes do país. Como os dados foram calculados proporcionalmente a 100 mil habitantes, a metodologia permite comparar unidades federativas com populações distintas. Como o avanço do pagamento digital transforma as vendas de pequenos negócios O uso do celular como terminal de pagamento pode ser uma alternativa para autônomos, microempreendedores e pequenos comerciantes que precisam receber valores presencialmente. A principal diferença em relação à maquininha convencional é que o processamento da transação ocorre no próprio smartphone compatível. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), pequenos negócios vêm ampliando o uso de ferramentas digitais em suas atividades, movimento que envolve canais de venda, relacionamento e operação. O tap to pay também pode diminuir a necessidade de aquisição ou aluguel de um equipamento físico. Isso, porém, não significa ausência de custos: as soluções podem cobrar taxas sobre as transações, que variam conforme o serviço e as condições contratadas. A tecnologia também acompanha a expansão dos pagamentos por aproximação. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) apontam o crescimento dessa modalidade no país, indicando que o pagamento sem contato já faz parte dos hábitos de consumo de parcela relevante dos brasileiros. Para pequenos comerciantes, a possibilidade de receber pelo celular pode ampliar a mobilidade e facilitar operações em diferentes locais. O recurso também contribui para a digitalização dos negócios ao incorporar uma ferramenta de pagamento ao dispositivo que já faz parte da rotina do empreendedor. Quais regiões mais pesquisam a tecnologia por aproximação? A variação proporcional das buscas pode ser analisada em conjunto com as características econômicas e comerciais de cada região. A presença do DF, de SP e de SC nas primeiras posições reúne mercados com forte concentração de atividades de serviços, comércio e empreendedorismo, segmentos nos quais soluções de recebimento mais ágeis podem despertar interesse. A presença de PR, GO, ES e MG entre os dez primeiros também mostra que o interesse não está restrito às maiores concentrações econômicas do país. Nesses estados, a combinação entre atividades comerciais, prestação de serviços e expansão do uso de ferramentas digitais pode contribuir para a procura por novas formas de recebimento. O mesmo ocorre com MT e RN, que representam regiões com características econômicas distintas das encontradas no eixo Sul-Sudeste. A presença dos dois estados indica que a busca pelo tap to pay alcança mercados regionais diferentes e pode estar relacionada às necessidades de mobilidade e praticidade enfrentadas por pequenos comerciantes e prestadores de serviços. Assim, a diferença entre os estados deve ser entendida como uma variação no interesse demonstrado no ambiente digital. O levantamento não permite afirmar que determinado fator econômico seja responsável isoladamente pela posição de cada unidade federativa. Quanto custa transformar o celular em maquininha? Não existe um preço único para utilizar o celular como maquininha. Algumas soluções não cobram aquisição, aluguel ou ativação do equipamento, mas podem aplicar taxas sobre cada transação. No caso do RecargaPay, por exemplo, a documentação atual informa que o Tap to Pay está sujeito a taxas por transação. Dessa forma, o custo deve ser analisado considerando as taxas, o prazo de recebimento e as demais condições da solução escolhida.
- Soluções financeiras: ranking revela os estados brasileiros que mais buscam por "carteira digital"
O avanço da bancarização digital e a adesão a novos meios de pagamento vêm transformando a relação dos brasileiros com os serviços financeiros. Segundo o Banco Central, o Pix foi o instrumento de pagamento que mais cresceu em quantidade de transações em 2024, com participação de 47% das operações realizadas no último trimestre do ano, excluindo pagamentos em espécie. No mesmo período, os cartões também avançaram, com aumento nas transações de crédito, débito e pré-pago. Esse movimento acompanha a expansão de soluções que tornam produtos bancários e serviços financeiros mais acessíveis no ambiente digital. Além da praticidade no dia a dia, a integração dessas ferramentas modifica a forma como os consumidores realizam pagamentos e administram suas finanças. Nesse contexto, observar em que regiões o interesse por esses recursos é maior ajuda a identificar como a digitalização financeira se distribui pelo país. Quais regiões brasileiras mais concentram o interesse por carteiras digitais? Um estudo realizado pela Topaz, empresa de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil para o termo "carteira digital" entre julho/2025 e junho/2026, proporcional a 100 mil habitantes, revelou os estados brasileiros que mais buscam pelo serviço. O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, intenções de compra ou comportamentos para além do ambiente digital. A distribuição chama atenção pela concentração no Sudeste, Centro-Oeste e Sul. São Paulo lidera o ranking, enquanto Rio de Janeiro e Espírito Santo também aparecem entre os dez primeiros. A presença do Distrito Federal logo atrás do estado paulista reforça a relevância de grandes centros urbanos e econômicos para a procura por soluções financeiras digitais. O Centro-Oeste também ganha destaque, com Mato Grosso na quarta posição e Goiás e Mato Grosso do Sul entre os dez primeiros. O resultado mostra que o interesse por carteira digital não se limita aos principais mercados do Sudeste. A presença de três estados da região em diferentes posições indica uma demanda relevante fora dos grandes eixos tradicionais. No Sul, Paraná e Santa Catarina também aparecem entre os dez primeiros, ampliando a distribuição regional do interesse. Assim, embora São Paulo se destaque na liderança, o ranking mostra uma procura proporcional por carteira digital espalhada por diferentes polos econômicos. O resultado reforça a expansão das soluções financeiras digitais para além de uma única região do país. O que é carteira digital? A carteira digital funciona como uma versão virtual da física, permitindo reunir no dispositivo eletrônico informações utilizadas para pagamentos, especialmente cartões de crédito e débito. Na prática, depois de cadastrar o cartão, é possível aproximar o smartphone de uma máquina de pagamento compatível com a tecnologia necessária para realizar a transação. A popularização desse recurso aparece nos hábitos dos consumidores. De acordo com levantamento recente da Morning Consult, o Brasil é o quarto país que mais utiliza carteiras digitais no mundo. Para que serve uma carteira digital? Entre as principais funções estão: Proteção nas transações: como o cartão físico não precisa estar sempre à mão, há menos exposição a perdas ou clonagens durante compras presenciais. O dispositivo também pode exigir senha, biometria ou reconhecimento facial para autorizar os pagamentos. Acompanhamento dos gastos: os cartões cadastrados podem ser adicionados ou removidos conforme a necessidade, enquanto as operações ficam registradas digitalmente. Isso facilita a consulta das movimentações e sua inclusão no controle do orçamento. Pagamentos em diferentes dispositivos: celulares e smartwatches compatíveis podem ser utilizados para realizar compras, permitindo que o pagamento seja feito mesmo quando o cartão físico não está disponível. O crescimento das soluções financeiras digitais no ecossistema bancário nacional A expansão das soluções financeiras digitais acompanha uma transformação mais ampla na forma de acessar e utilizar os serviços bancários. O Pix, por exemplo, ampliou a possibilidade de realizar transferências e pagamentos de forma imediata, enquanto novas funcionalidades, como o Automático, ampliaram suas possibilidades de uso. Paralelamente, a tecnologia de aproximação permite pagamentos com cartões, celulares e relógios inteligentes. As carteiras digitais centralizam cartões no smartphone, enquanto a tokenização substitui dados sensíveis por códigos específicos para aumentar a segurança das operações. Biometria e reconhecimento facial também passaram a participar da autenticação de pagamentos. Esse processo alcança ainda a relação com os próprios bancos. A abertura de contas por aplicativos, o atendimento digital e a concentração de diferentes serviços em uma mesma plataforma reduziram etapas e burocracias que antes dependiam do atendimento presencial. Com isso, a jornada financeira tornou-se mais integrada, rápida e acessível. Ao centralizar operações, reduzir burocracias e ampliar a autonomia dos usuários, a tecnologia aproxima diferentes produtos bancários do cotidiano e contribui para consolidar a migração de parte da experiência financeira para o ambiente digital.
- ABToken lança programa de integração para startups do ecossistema de tokenização e ativos digitais
A ABToken (Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais) lança o ABToken Start, programa de integração voltado a startups em estágio pré-operacional que desenvolvem soluções relacionadas à tokenização, ativos digitais e novas infraestruturas financeiras. A iniciativa busca aproximar projetos em fase de estruturação do ambiente institucional da Associação e contribuir para que essas empresas avancem em aspectos como regulação, compliance, governança e boas práticas de mercado. O primeiro ciclo conta com cinco vagas e será realizado entre outubro e dezembro de 2026. Ao longo de três meses, as startups selecionadas terão contato com discussões e atividades da ABToken, além de oportunidades de aproximação com empresas e especialistas do ecossistema. “A ideia do ABToken Start é criar uma porta de entrada organizada para startups que estão construindo soluções para esse mercado e ainda se encontram em uma etapa pré-operacional. Queremos aproximar inovação e institucionalidade desde o início, contribuindo para que esses projetos avancem com mais clareza sobre os aspectos regulatórios, de governança e de compliance que fazem parte da construção de um negócio nesse setor”, afirma Regina Pedroso, diretora executiva da ABToken. O programa é destinado prioritariamente a startups que desenvolvam projetos relacionados a tokenização, ativos do mundo real (RWA), blockchain, criptoativos, stablecoins, pagamentos, infraestrutura tecnológica e serviços relacionados a ativos digitais, desde que tenham um projeto ou modelo de negócio minimamente estruturado e intenção concreta de operar no mercado brasileiro. Durante a jornada, as empresas poderão participar de eventos, webinars e encontros promovidos pela ABToken, ter acesso a conteúdos e discussões sobre regulação e desenvolvimento do mercado, aproximar-se de empresas e especialistas do ecossistema e participar de encontros específicos de orientação sobre temas como compliance, governança e estruturação empresarial. A programação é organizada em três etapas. Em outubro, o foco é a integração ao ecossistema e o diagnóstico dos principais objetivos de cada startup. Novembro é dedicado a temas de regulação, compliance e governança, enquanto dezembro concentra discussões sobre mercado, produto, tecnologia e preparação para a operação. O ciclo se encerra na etapa Demo & Graduation, com a apresentação dos projetos e uma avaliação final, incluindo a possibilidade de encaminhamento para futura candidatura à associação regular da ABToken. A seleção das participantes irá valorizar fatores como qualidade e consistência do projeto, grau de inovação, aderência ao ecossistema de tokenização e ativos digitais, potencial de desenvolvimento, qualificação da equipe e atenção a aspectos regulatórios, de compliance e governança. Também serão avaliadas a compatibilidade dos projetos com os princípios e objetivos institucionais da associação e sua possível contribuição para o desenvolvimento do mercado. Para participar, as startups devem apresentar informações sobre a empresa e seus fundadores, descrição e estágio atual do projeto, modelo de negócio, tecnologia utilizada, relação da solução com tokenização ou ativos digitais, questões regulatórias e de compliance identificadas e os objetivos que pretendem alcançar durante o programa. As inscrições estão abertas e as candidaturas podem ser encaminhadas até 30 de setembro de 2026 para o e-mail gustavo@abtoken.com.br.
- Blockchain ganha espaço como ferramenta de rastreabilidade e integridade de dados no combate a fraudes
A blockchain vem ampliando suas aplicações para além das criptomoedas e pode atuar como uma camada adicional de segurança no combate a fraudes, ao permitir maior rastreabilidade, integridade e auditabilidade de registros digitais. Conhecida como uma “cadeia de blocos”, a blockchain funciona como uma infraestrutura de registro e compartilhamento de informações estruturadas e verificáveis. Os registros são conectados por mecanismos criptográficos, formando um histórico no qual alterações retroativas indevidas podem ser detectadas. Na prática, isso dificulta determinados tipos de manipulação e permite acompanhar a trajetória de transações, documentos, produtos e outros ativos digitais. Para Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, a tecnologia ganha relevância em um cenário marcado pela digitalização de processos e pela necessidade de empresas e instituições comprovarem a origem, a sequência e a autenticidade de determinadas informações. O potencial da blockchain no combate a fraudes está principalmente na criação de históricos verificáveis. Em sistemas convencionais, irregularidades podem envolver falsificação de documentos, alteração de registros, duplicação de ativos ou manipulação do histórico de uma operação. Com a tecnologia blockchain, diferentes participantes podem compartilhar evidências sobre a sequência e a integridade dos registros, de acordo com as regras estabelecidas para cada rede. “A blockchain não deve ser apresentada como uma tecnologia capaz de tornar a fraude impossível. Sua contribuição está em tornar determinados tipos de manipulação de registros mais difíceis de executar sem deixar evidências, além de ampliar as possibilidades de rastreamento e auditoria. Isso muda a forma como organizações podem estruturar mecanismos de confiança digital”, afirma. Uma das aplicações possíveis está na rastreabilidade de produtos e cadeias de suprimentos. No setor de medicamentos, por exemplo, eventos relacionados a um produto podem ser registrados desde a origem, passando pelas etapas de distribuição até o destino. Esse histórico pode contribuir para identificar inconsistências, adulterações ou registros incompatíveis ao longo da cadeia. A mesma lógica pode ser aplicada, conforme a arquitetura e os controles adotados, a outros produtos que demandam comprovação de origem e trajetória. Outra aplicação está na verificação da integridade de documentos digitais. Uma organização não precisa necessariamente armazenar o arquivo completo em uma blockchain. É possível registrar seu hash criptográfico, uma espécie de impressão digital matemática gerada a partir do conteúdo do arquivo. Caso o documento seja posteriormente modificado, o novo arquivo produzirá um hash diferente, permitindo detectar que houve alteração. Esse mecanismo pode apoiar processos de certificação documental, auditoria e validação de registros. Entre os benefícios associados ao uso adequado da blockchain estão rastreabilidade, integridade de dados, auditabilidade, transparência, proveniência de ativos e automação de processos. Em redes programáveis, também é possível utilizar smart contracts, ou contratos inteligentes, para executar regras previamente definidas quando determinadas condições são atendidas. “Quando falamos em prevenção e detecção de fraudes, é importante pensar menos na blockchain como sinônimo de criptomoeda e mais como uma infraestrutura capaz de produzir evidências verificáveis sobre registros e operações. Saber quando uma informação foi registrada, acompanhar sua trajetória e verificar se ela foi modificada posteriormente pode ser relevante em diferentes processos de controle”, explica Pereira. Da origem do Bitcoin às aplicações de blockchain em empresas As bases técnicas que deram origem à blockchain antecedem o Bitcoin. Em 1991, os pesquisadores Stuart Haber e W. Scott Stornetta apresentaram um sistema criptográfico destinado à criação de registros de tempo para documentos digitais, de forma que alterações posteriores deixassem evidências. A popularização ocorreu a partir de 2008, com a publicação do white paper do Bitcoin sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto. A rede entrou em funcionamento em 2009, combinando recursos como criptografia, redes distribuídas, assinaturas digitais e mecanismos de consenso. Com o avanço da tecnologia, aplicações de blockchain passaram a ser estudadas e desenvolvidas em áreas como serviços financeiros, identidade digital, cadeias de suprimentos, rastreabilidade de produtos, contratos inteligentes e certificação de documentos. Para Cleverson Pereira, compreender tanto as possibilidades quanto os limites da tecnologia é essencial para sua aplicação responsável. “Blockchain pode ser uma peça importante de uma arquitetura antifraude, mas não substitui governança, segurança da informação e qualidade dos dados. O ganho está em utilizar suas características onde rastreabilidade, integridade e auditabilidade realmente resolvem um problema concreto”, conclui o head educacional da OnilX.
- Evolução tecnológica no sistema financeiro amplia acesso ao crédito e fortalece a segurança operacional
A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) destaca a consolidação do ecossistema de crédito, impulsionado por investimentos estratégicos em cibersegurança, inteligência artificial e computação em nuvem, alinhados às exigências regulatórias da Resolução BCB nº 538, do Banco Central. Essa transformação já se reflete no comportamento dos usuários: as transações por mobile banking alcançaram R$ 187,5 bilhões em cinco anos, crescimento de 169%, fixando 76% dos clientes na categoria de usuários frequentes dos canais digitais, de acordo com a mais recente Pesquisa de Tecnologia Bancária, promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O estudo mostra que a experiência do cliente orienta a estratégia de 80% das instituições financeiras. O uso de IA generativa e de interações por linguagem natural em chatbots substitui formulários tradicionais, garantindo fluidez no atendimento. O sistema de informações de crédito brasileiro ganha eficiência combinando três pilares centrais: desenvolvimento de expertise, aplicação de tecnologia de ponta e ampliação contínua das bases de dados. De acordo com o presidente da ANBC, Elias Sfeir, a evolução dos dados e da inteligência analítica aprofunda os critérios de avaliação e amplia a proteção do ecossistema financeiro. Isso se dá pela combinação entre ferramentas avançadas de análise e o uso de conjuntos mais amplos de informações nas operações diárias. "A nova fronteira tecnológica aprofunda o processo de análise de crédito com o emprego de inteligência analítica e conjuntos mais amplos de dados, reduzindo o risco das operações. Quando transformamos dados em informação qualificada, ampliamos a capacidade de avaliar riscos, fortalecer a confiança entre os agentes do sistema financeiro e tomar decisões mais responsáveis. Um sistema financeiro apoiado em tecnologia favorece uma experiência mais fluida para os usuários, fortalece a segurança das transações e amplia a capacidade de intermediação de recursos na economia.", afirma. Ainda segundo a pesquisa da Febraban, a migração para o ambiente digital registra avanço de 14 pontos percentuais de participação entre 2021 e 2025. A combinação entre inteligência analítica, tecnologia e bases de dados mais abrangentes amplia a capacidade de avaliação, fortalece a gestão de riscos e contribui para decisões de crédito mais qualificadas. O resultado é um sistema financeiro mais eficiente e eficaz, ampliando oportunidades de acesso ao crédito de forma mais sustentável.
- Regulação acelera consolidação do mercado cripto e reduz número de corretoras no Brasil
O mercado brasileiro de criptoativos entrou em uma fase de consolidação. Depois de anos marcados pela multiplicação de corretoras e plataformas, o avanço da regulação começa a elevar a barreira de permanência no setor e a provocar uma reorganização dos participantes, com empresas encerrando atividades, abandonando operações de varejo ou revendo a estratégia para continuar oferecendo ativos digitais. Somente nos últimos meses, uma sequência de nomes deixou ou anunciou a saída desse mercado. A Bitnuvem iniciou ainda em outubro de 2025 um processo gradual de encerramento, concluído em 2026. Em julho, a NovaDAX desativou todas as atividades de negociação em sua plataforma. Em agosto, foi a vez da Digitra.com anunciar que não apresentaria pedido de autorização para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais e encerraria suas atividades de negociação e custódia no Brasil. No início de setembro, a lista ganhou um dos casos mais representativos até agora. A Coinext anunciou o encerramento de sua operação de varejo depois de quase dez anos de atividade e mais de 420 mil clientes. A companhia informou que não atingiu o capital mínimo regulatório necessário para apresentar o pedido de autorização ao Banco Central e que, diante das exigências do novo cenário, não encontrou uma alternativa economicamente viável para a continuidade da corretora. A sequência de saídas mostra uma mudança de fase para um setor que cresceu durante anos com barreiras relativamente menores à entrada. Agora, a capacidade de permanecer no mercado passa a depender não apenas de tecnologia, liquidez e número de clientes, mas também de capital, governança, compliance, auditoria, segurança e controles internos. “A regulação está mudando a estrutura competitiva do mercado. Durante muito tempo, uma corretora precisava essencialmente ter boa tecnologia, liquidez e capacidade de conquistar clientes. Agora existe uma camada regulatória e de governança muito mais robusta, que exige investimento permanente e escala para ser sustentada”, afirma Jorge de Almeida, CEO da Brasil Bitcoin. O movimento tem uma consequência imediata para os consumidores. Clientes de plataformas que encerram as operações precisam decidir se convertem seus ativos em reais, transferem os criptoativos para uma carteira própria ou escolhem outra corretora para continuar investindo. No caso da Coinext, por exemplo, as negociações estarão disponíveis até 15 de outubro e os pedidos de saque de criptoativos poderão ser realizados até 20 de outubro. Depois disso, os ativos remanescentes poderão ser convertidos em reais dentro do processo de encerramento definido pela empresa. Com diferentes plataformas deixando o mercado em um intervalo relativamente curto, a escolha de uma corretora também tende a mudar. Preço, variedade de ativos e facilidade de uso continuam importantes, mas capacidade financeira, histórico de operação, estrutura de compliance e preparação para o novo ambiente regulatório passam a ganhar peso na decisão do investidor. “Em um mercado que está passando por uma seleção regulatória, o consumidor precisa olhar além da taxa ou da quantidade de moedas disponíveis. É importante entender quem está por trás da operação, há quanto tempo a empresa atua, quais estruturas de segurança e compliance mantém e, principalmente, como está se preparando para continuar funcionando dentro das novas regras”, afirma Almeida. Segundo Almeida, o momento exige cautela também para não transformar o encerramento de algumas plataformas em uma percepção de fragilidade generalizada do setor. “O fato de algumas empresas decidirem sair não significa que o mercado cripto brasileiro esteja diminuindo. O que está acontecendo é uma seleção de modelos de negócio. Para o investidor, isso torna ainda mais importante escolher instituições que estejam construindo sua operação para o longo prazo e que tenham capacidade de atravessar essa nova etapa”, diz. Regulação eleva custo de permanecer no mercado Por trás da transformação está a entrada definitiva das prestadoras de serviços de ativos virtuais no perímetro regulatório do Banco Central. As novas regras estabelecem exigências relacionadas a autorização para funcionamento, capital mínimo, governança, segregação dos ativos dos clientes, controles internos, segurança cibernética, gerenciamento de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro. Os requisitos mínimos de capital podem variar de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões, dependendo das atividades e dos riscos assumidos pela empresa. As prestadoras que já estavam em funcionamento precisam protocolar seus pedidos de autorização até 30 de outubro de 2026. Na prática, isso altera a economia de um mercado historicamente marcado pela presença de empresas de diferentes portes. Para Almeida, esse movimento tende a reduzir a fragmentação do setor. “Quanto maior o custo fixo regulatório, mais importante se torna a escala. É natural que algumas empresas sejam incorporadas, outras deixem determinadas atividades e outras decidam encerrar. Isso já aconteceu em diferentes segmentos do sistema financeiro à medida que foram amadurecendo e tende a acontecer também com cripto”, afirma. A consolidação, entretanto, pode produzir um segundo movimento. Empresas que decidirem não manter uma estrutura própria de ativos digitais não necessariamente precisarão abandonar o mercado. Bancos, fintechs e plataformas financeiras podem continuar oferecendo serviços relacionados a criptoativos utilizando a infraestrutura tecnológica e operacional de empresas especializadas. É uma lógica semelhante à que ocorreu com o Banking as a Service, que permitiu a empresas oferecer produtos financeiros sem construir internamente toda a estrutura necessária para operá-los. No universo de ativos digitais, esse modelo começa a se desenvolver por meio do Crypto as a Service (CaaS). Nele, empresas podem integrar compra, venda, custódia e movimentação de criptoativos aos seus próprios ambientes utilizando a infraestrutura de outro participante. “Existe uma diferença entre deixar de ter uma corretora própria e deixar de oferecer cripto. Uma empresa pode concluir que sustentar sozinha capital, tecnologia, segurança, auditoria e compliance não faz sentido para seu modelo de negócio, mas ainda ter uma base de clientes interessada em ativos digitais. Nesse caso, utilizar uma infraestrutura especializada passa a ser uma alternativa”, explica Almeida. A reorganização pode mudar inclusive a forma como o setor compete. Na primeira etapa de desenvolvimento do mercado brasileiro, grande parte da disputa ocorreu entre corretoras buscando diretamente o investidor final. A nova fase tende a combinar um grupo menor de plataformas de varejo com empresas especializadas em fornecer infraestrutura, liquidez, custódia, tecnologia e compliance para terceiros. Isso aproxima o universo cripto da própria arquitetura do sistema financeiro tradicional, no qual diferentes instituições participam dos bastidores de um produto que chega ao consumidor sob uma única interface. “A primeira fase do mercado foi de expansão e entrada de novos players. Agora entramos em uma etapa de seleção e consolidação. Provavelmente veremos menos empresas tentando fazer tudo sozinhas e mais especialização e compartilhamento de infraestrutura”, avalia Almeida. Para o consumidor, a mudança tende a tornar a solidez operacional um critério cada vez mais relevante. Para as empresas, a decisão será entre assumir o custo de uma estrutura regulatória própria ou conectar-se a quem já dispõe dessa infraestrutura. “Não estamos necessariamente caminhando para um mercado com menos cripto. Estamos caminhando para um mercado com menos fragmentação. O acesso aos ativos digitais pode continuar crescendo, mas provavelmente estará concentrado em um número menor de empresas responsáveis pela infraestrutura que sustenta essas operações”, conclui Almeida.
- Smartbrain lança Smart Data Fabric para transformar dados heterogêneos em inteligência para investimentos
A Smartbrain lança o Smart Data Fabric, solução que reúne em uma única arquitetura as tecnologias de integração e tratamento de dados para o mercado de investimentos. O novo produto combina conexão por APIs, leitor de extratos com IA, orquestrador e mecanismos avançados de Data Quality potencializados por aprendizado de máquina para capturar, interpretar, organizar, padronizar e validar e enriquecer fluxos de dados massivos antes de sua inferência em modelos de consolidação, análises preditivas e relatórios. O lançamento resolve um gargalo arquitetural crítico nas operações financeiras: a fragmentação de dados distribuídos entre múltiplos custodiantes, administradores, plataformas e legados, ingeridos por canais e esquemas heterogêneos. A dependência de arquivos desestruturados, APIs semânticas variadas e layouts legados costumava exigir pipelines manuais de extração e tratamento, elevando os custos de computação, a latência de processamento e a exposição a erros sistêmicos ao longo da cadeia de valor. Segundo Ricardo Pacheco, co-CEO da Smartbrain, com o Smart Data Fabric, a empresa empacota essa jornada em um motor unificado de ingestão inteligente, orquestração orientada a eventos e qualificação automatizada. “Em ecossistemas modernos, a conectividade pura é insuficiente. Os dados precisam passar por um rigoroso pipeline de saneamento e normalização para estarem prontos para consumo por algoritmos e agentes inteligentes. Nossa proposta é automatizar essa engenharia de dados, reduzindo drasticamente o esforço cognitivo e operacional que as equipes dedicam à preparação das informações”, afirma. Na prática, a camada de integração conecta informações provenientes de diversos custodiantes, administradores, plataformas e outros sistemas por meio de APIs, arquivos e leitores inteligentes. Em seguida, o Orquestrador gerencia fluxos de trabalho automatizados (workflows), enquanto os recursos de Data Quality identificam inconsistências, validam informações e padronizam formatos antes da utilização pelas equipes. A centralização e automação dessas atividades contribui para reduzir erros e eliminam o retrabalho decorrente de inconsistências, aumentam a rastreabilidade (data lineage) e aceleram o Time-to-Insight. A automação também diminui a dependência de processos manuais e gargalos humanos (key-person risk), além de conferir alta escalabilidade e resiliência à arquitetura de dados conforme a operação se expande. Como resultado direto, a solução viabiliza um crescimento exponencial no volume de clientes, portfólios, ativos sob gestão (AUM) e fluxos processados, sem a necessidade de expansão linear da complexidade ou do headcount do backoffice. Ao automatizar o data pipeline e alimentar aplicações de Analytics e Inteligência Artificial com dados de alta fidelidade (AI-ready data), as instituições ganham máxima autonomia tecnológica, previsibilidade operacional e capacidade de realocar o capital humano para o que realmente importa: o atendimento consultivo de alto valor e a experiência do cliente (Customer Experience). Para a implementação, a empresa estruturou um roadmap em etapas que inclui diagnóstico de arquitetura atual, avaliação técnica das integrações necessárias, migração assistida, onboarding e treinamento de equipes, além de suporte contínuo. O objetivo é adaptar a infraestrutura às particularidades de cada empresa e assumir a complexidade da ingestão para que as equipes recebam dados padronizados, completos e confiáveis. Com essa expansão de portfólios para a camada de DataOps e engenharia pré-consolidação, a Smartbrain consolida seu papel de transformar dados financeiros fragmentados em inteligência acionável. “Quando o pré-processamento de dados é manual, escalar a gestão de carteiras exige um esforço operacional insustentável. O Smart Data Fabric foi desenhado para destravar o crescimento exponencial das operações, permitindo que as empresas escalem sua base com eficiência e utilizem dados estruturados para alimentar modelos avançados de Inteligência Artificial”, explica Pacheco.
- Brasil Bitcoin lança BRLe, stablecoin do Real para transações em blockchain
A Brasil Bitcoin lançou a BRLe, stablecoin brasileira lastreada em reais que coloca a moeda nacional dentro da infraestrutura de blockchain. Com paridade de 1 BRLe = R$ 1, a nova moeda digital foi desenvolvida para combinar a estabilidade do real com as características das redes públicas: transações 24 horas por dia, sete dias por semana, velocidade, baixo custo, programação e circulação global. Na prática, a proposta é semelhante à função exercida por stablecoins como USDT e USDC, mas com o real como ativo de referência. Em vez de representar um dólar na blockchain, a BRLe representa um real e pode ser movimentada digitalmente entre carteiras e aplicações conectadas à rede. Emitida na Polygon, a BRLe utiliza uma blockchain pública, permitindo que as transações sejam verificadas e registradas na rede. A moeda já está disponível para negociação na Brasil Bitcoin e também pode ser adquirida e movimentada diretamente pela Uniswap, na rede Polygon. O lançamento ocorre em um momento de expansão acelerada das stablecoins. O mercado global já supera US$ 300 bilhões em 2026, enquanto empresas, instituições financeiras e provedores de pagamento ampliam o uso dessas moedas em transferências internacionais, tesouraria e liquidação de operações. A lógica por trás desse movimento é transformar a blockchain em uma camada de infraestrutura para movimentação de dinheiro. Ao contrário dos sistemas tradicionais, uma stablecoin pode circular entre diferentes países sem depender exclusivamente de horários bancários, intermediários ou estruturas específicas de cada mercado. É justamente esse modelo que a BRLe pretende trazer para o real. Sem fronteiras A BRLe foi criada para que o real possa ser utilizado nativamente em um ambiente digital global. Um usuário ou empresa pode manter BRLe em uma carteira, transferi-la para outra pessoa ou instituição, utilizar o ativo em aplicações descentralizadas ou fazer a conversão para outros ativos digitais. O potencial de aplicação inclui pagamentos internacionais, remessas, liquidação de operações, tesouraria, comércio exterior, tokenização de ativos e serviços financeiros digitais. A tecnologia também permite que empresas desenvolvam produtos e serviços utilizando o real como unidade de valor dentro de suas próprias aplicações, sem precisar construir uma infraestrutura blockchain do zero. “No lançamento da BRLe está o nosso compromisso com a inovação e com o futuro do sistema financeiro brasileiro. As stablecoins deixaram de ser promessa e já movimentam o mundo, de empresas a governos, e a gente quer que o real esteja pronto para esse novo momento. Com a BRLe, levamos a moeda brasileira para a blockchain com estabilidade, transparência e portas abertas para instituições”, afirma Jorge de Almeida, CEO da Brasil Bitcoin. Outro diferencial é a possibilidade de funcionamento contínuo. Como a BRLe está em uma rede pública, sua transferência não está limitada ao horário de funcionamento de bancos ou sistemas tradicionais de pagamento. Isso cria uma alternativa para operações que precisam acontecer em tempo real, inclusive entre participantes localizados em diferentes países. A BRLe é lastreada em reais na proporção de 1 para 1. A Brasil Bitcoin disponibiliza uma página de transparência em que é possível acompanhar a quantidade de BRLe em circulação e o montante correspondente em reservas, com informações atualizadas em tempo real. A proposta é permitir que usuários, empresas e instituições acompanhem a relação entre os tokens emitidos e os recursos que sustentam sua paridade. Além da utilização por investidores e usuários de criptoativos, a BRLe busca criar uma infraestrutura que possa ser incorporada ao mercado institucional. Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) e instituições financeiras reguladas poderão atuar como minters de BRLe, emitindo a stablecoin e integrando o real digital às próprias operações, produtos e serviços. A possibilidade amplia o número de participantes que podem utilizar a moeda e cria espaço para aplicações financeiras construídas sobre uma mesma infraestrutura. Para a Brasil Bitcoin, o movimento acompanha uma mudança no papel das stablecoins. O ativo deixou de ser utilizado exclusivamente como instrumento de negociação no mercado cripto e passou a ser explorado como uma camada de movimentação de valor. Essa transformação ganha relevância à medida que pagamentos internacionais, ativos tokenizados e serviços financeiros digitais passam a utilizar blockchain como infraestrutura. A evolução também abre espaço para novas aplicações, incluindo agentes de inteligência artificial capazes de executar transações de forma autônoma. Nesse cenário, a BRLe busca posicionar o real dentro de uma infraestrutura global, programável e aberta. “A ideia é que o real possa ter na blockchain as mesmas possibilidades que o dinheiro digital já começa a ter em outros mercados. Não estamos criando um novo real, mas uma representação digital do real capaz de circular em uma infraestrutura global”, afirma Almeida. Com a BRLe, a Brasil Bitcoin pretende ampliar as possibilidades de utilização da moeda brasileira no ambiente digital, conectando o real à infraestrutura de blockchain e às novas formas de pagamento, transferência e liquidação que estão surgindo no sistema financeiro global.
- Cripto: menos de 10% das empresas podem obter licença do BC; o que muda para as startups
A nova regulamentação do Banco Central para o mercado de ativos virtuais pode provocar uma forte reorganização do setor no Brasil. A estimativa de que menos de 10% das empresas atualmente em operação consigam autorização para funcionar coloca em discussão o futuro dos pequenos e médios players e o espaço que será ocupado por bancos, corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários (CTVMs e DTVMs) e grupos especializados em cripto. “Houve considerável elevação das barreiras de entrada para entidades supervisionadas pelo Banco Central. A nova regulação não exige apenas capital, mas também governança, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, segurança, prestação de informações e supervisão contínua. Uma empresa pequena, pode cumprir tecnicamente os requisitos, mas o custo de permanecer regulada deixa de fazer sentido diante da escala de suas receitas”, afirma Carlos Akira Sato, co-founder da Syscapital e especialista em Mercados Regulados e Tokenização de Ativos. Esse cenário pode mudar também a relação entre empresas de cripto e instituições financeiras tradicionais. A Resolução BCB nº 520 permite que determinadas instituições já autorizadas pelo Banco Central prestem serviços de intermediação e custódia de ativos virtuais, criando uma alternativa para empresas que não tenham estrutura ou escala para assumir toda a infraestrutura exigida pelo novo modelo regulatório. “Isso não significa que as startups estejam condenadas. O que muda é o modelo de competição. Antes, uma empresa podia tentar concentrar tecnologia, relacionamento com o cliente, custódia, negociação e movimentação financeira. Com a nova regulação, manter toda essa estrutura dentro de uma startup passa a exigir escala e capital muito maiores. Algumas buscarão autorização própria, outras poderão ser adquiridas e um terceiro grupo tende a encontrar espaço como fornecedor de tecnologia, distribuição ou interface com o cliente”, explica. Nesse novo desenho, startups podem ganhar espaço justamente nas atividades que não dependem necessariamente de uma licença própria, como desenvolvimento de tecnologia, tokenização, APIs, soluções de infraestrutura, distribuição e produtos em modelo white-label. A tendência pode ser de concentração das estruturas reguladas, sem que isso signifique necessariamente concentração das marcas e soluções oferecidas ao consumidor. “Podemos ter poucas instituições reguladas por trás e dezenas de marcas, aplicativos e fintechs disputando o cliente na frente. A infraestrutura tende a se concentrar mais do que a inovação. Bancos e DTVMs têm capital, compliance e estruturas de governança, enquanto as startups podem oferecer velocidade, tecnologia e conhecimento específico sobre blockchain e ativos digitais. Isso cria espaço para parcerias, aquisições e modelos B2B”, afirma Akira. O movimento deve ganhar ainda mais força a partir de 30 de outubro de 2026, quando as operações de ativos virtuais só poderão ser prestados por empresas estejam autorizadas ou em processo de autorização. A medida restringirá o acesso acelerará a consolidação do mercado. “Isso cria uma espécie de muro regulatório. Mesmo que uma empresa queira continuar operando fora do processo de autorização, sua capacidade de acessar a infraestrutura financeira brasileira ficará severamente limitada. Para as startups, o caminho pode estar justamente em se conectar às instituições que conseguirem obter autorização”, conclui.
- PagBank avança no Valor 1000 e se mantém entre as marcas mais valiosas do Brasil
O PagBank, um dos maiores bancos digitais do Brasil e especialista em brasileiros, amplia seu reconhecimento em importantes rankings do mercado ao avançar no Valor 1000, que reúne as maiores empresas do país, e ao permanecer entre as marcas brasileiras mais valiosas no Kantar BrandZ 2026. “Estar presente em rankings como o Valor 1000 e o Kantar BrandZ reforça a confiança conquistada junto a clientes e ao mercado. Esses reconhecimentos refletem a solidez da nossa atuação, a capacidade de transformar escala, inovação e excelência na execução em resultados sustentáveis e o compromisso de oferecer soluções financeiras completas para milhões de brasileiros”, afirma Raphael Farias, diretor de Marketing do PagBank. O avanço de seis posições no Valor 1000 reforça a presença do PagBank entre as principais empresas do país. No setor de serviços financeiros, o banco digital manteve a liderança em receita líquida e conquistou a segunda posição geral, desempenho que reflete a consistência de sua estratégia e a relevância de sua atuação no Brasil. Já no Kantar BrandZ 2026, o banco digital figura entre as 50 empresas brasileiras mais valiosas do país e entre as instituições financeiras mais bem posicionadas no ranking. Com mais de 34 milhões de clientes, o PagBank tem ampliado o acesso a um ecossistema completo de soluções financeiras, apoiado por investimentos contínuos em tecnologia, segurança e experiência do cliente. A combinação desses pilares tem impulsionado a evolução da companhia e ampliado seu impacto na vida financeira de pessoas e negócios em todo o país. Os rankings completos podem ser consultados nos sites do Valor 1000 e do Kantar BrandZ. O PagBank possui uma trajetória de confiança reconhecida pelo mercado, com certificações de nota máxima de solidez (AAA / triplo A) atribuídas pelos três principais avaliadores globais, que o posicionam entre os bancos digitais mais confiáveis do país. Como um dos maiores bancos digitais do país em número de clientes, oferece um ecossistema financeiro completo, integrado ao dia a dia dos brasileiros – desde soluções de pagamentos, conta rendeira gratuita, Pix, cartões e investimentos competitivos, até linhas de crédito, gestão financeira e ferramentas para vendas presenciais e online. Para saber mais sobre os produtos PagBank, clique aqui.














