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  • O fim da era da disrupção: fintechs latino-americanas passam a priorizar a rentabilidade

    O ecossistema de fintechs da América Latina deixou para trás a era da disrupção e entrou em uma nova fase, marcada pela maturidade e pela busca por rentabilidade. Após um crescimento histórico que elevou a inclusão bancária de 54% em 2017 para 73% em 2021, o setor agora enfrenta o desafio da sustentabilidade. Com o fim da era do capital barato, os investimentos em fintechs em estágio mais avançado cresceram 176% em 2025, mas com um critério muito mais rigoroso: a prioridade passa a ser empresas que já demonstram capacidade de gerar lucro, a chamada “Série P”, de Profitability (Rentabilidade). A ideia de que as fintechs substituiriam os bancos tradicionais perdeu força diante do modelo de Trust as a Service (TaaS). Os usuários latino-americanos já não buscam apenas um cartão digital, mas um verdadeiro copiloto financeiro, capaz de oferecer recomendações proativas. Hoje, mais de 60% dos consumidores estão abertos ao uso de assistentes baseados em inteligência artificial, embora 85% ainda considerem indispensável o contato humano para resolver questões críticas relacionadas à segurança. “Em 2026, o sucesso financeiro vai muito além de ter o melhor aplicativo, mas será alcançado por quem conquistar o mais alto nível de credibilidade e autoridade. Nesse aspecto, até os grandes modelos de linguagem (LLMs) mostram isso com clareza. Na era da rentabilidade, conquistar a confiança dos usuários por meio de transparência e utilidade real é a única vantagem competitiva realmente defensável”, afirma Roger Darashah, sócio e cofundador da LatAm Intersect. Nesse cenário, a tecnologia deixou de ser uma barreira competitiva graças à democratização do Open Finance. As empresas que vão liderar o mercado na reta final do ano serão aquelas capazes de transformar inovação em uma infraestrutura baseada em princípios éticos, priorizando transparência algorítmica e segurança digital em uma região onde os ataques cibernéticos são 40% mais frequentes do que a média global. "Vemos que as empresas que investem em segurança, transparência operacional e utilidade real no dia a dia dos usuários estão construindo relações de fidelidade muito mais sólidas do que aquelas que ainda focam em métricas de vaidade, como curtidas e engajamento no LinkedIn",, complementa Darashah. O Brasil lidera o processo de amadurecimento das fintechs na região, mas a saturação ainda é um obstáculo a ser superado. O consumidor brasileiro possui, em média, seis contas bancárias diferentes, o que gera fadiga digital e faz com que muitos aplicativos acabem abandonados pelos usuários. Nesse cenário, a aquisição de clientes já não tem a mesma importância que a retenção e a relevância da empresa no dia a dia do usuário. Com o Pix consolidado como infraestrutura básica do sistema financeiro, a diferenciação tecnológica tornou-se cada vez mais difícil. Ainda segundo o estudo "Fintechs na América Latina: construindo narrativas para a era pós-disrupção", 66% dos brasileiros esperam que suas instituições financeiras vão além das carteiras digitais e passem a atuar como consultoras, recomendando novas possibilidades de investimentos. A expectativa é que o mercado invista mais em serviços personalizados, capazes de transformar clientes em promotores da marca.

  • A importância de separar as finanças pessoais das finanças do negócio

    Misturar o dinheiro da empresa com o dinheiro pessoal é um dos erros mais comuns — e mais perigosos, entre empreendedores, autônomos e pequenos negócios. No começo, parece prático: "é tudo meu mesmo, para que complicar?". Mas essa mistura costuma ser a raiz de problemas sérios: falta de controle, prejuízo invisível e até risco jurídico para o patrimônio pessoal. Neste post, vamos entender por que separar as finanças é essencial e como colocar isso em prática no dia a dia. Por que misturar as contas é um problema 1. Você perde a real visão do negócio Quando as receitas e despesas pessoais e empresariais estão no mesmo bolo, fica quase impossível saber se a empresa está realmente dando lucro. Um mês pode parecer bom só porque você não fez nenhuma retirada pessoal, não porque o negócio de fato performou bem. 2. Decisões ruins por falta de dados Sem separação, as decisões financeiras, como contratar alguém, investir em estoque, cortar custos, acabam sendo tomadas "no feeling", porque não existem números confiáveis para embasá-las. 3. Risco para o seu patrimônio pessoal Em muitos casos, misturar as finanças pode enfraquecer a separação legal entre pessoa física e pessoa jurídica, o que aumenta o risco de o seu patrimônio pessoal responder por dívidas do negócio. 4. Dificuldade na hora de declarar impostos Sem controle claro, declarar impostos (inclusive o Carnê-Leão, no caso de profissionais autônomos e liberais) vira um pesadelo, aumentando o risco de erros, multas e retrabalho. 5. Planejamento financeiro pessoal comprometido Do outro lado, sua vida financeira pessoal também sofre: fica difícil saber quanto você realmente pode gastar, guardar ou investir quando o salário se confunde com o caixa da empresa. Como separar as finanças na prática Abra uma conta bancária exclusiva para o negócio. Toda receita e despesa da empresa passa por ali — nada de pagar contas pessoais com o cartão da empresa (ou vice-versa). Defina um "pró-labore" ou retirada fixa. Estabeleça um valor mensal que você retira do negócio para suas despesas pessoais, como se fosse um salário. Categorize cada lançamento. Separe despesas por categorias (fixas, variáveis, investimentos, impostos) tanto na vida pessoal quanto na empresa. Acompanhe relatórios separados. Tenha visão clara do fluxo de caixa pessoal e do fluxo de caixa da empresa, sem misturar os dois. Automatize o que for possível. Conectar as contas bancárias a uma ferramenta de gestão financeira elimina boa parte do trabalho manual e reduz erros. Um aliado nessa organização: o Meu Dinheiro Colocar essa separação em prática fica muito mais simples com uma ferramenta pensada para isso. O Meu Dinheiro é uma plataforma de controle financeiro que atende tanto pessoas físicas quanto negócios, permitindo manter as duas vidas financeiras organizadas, cada uma no seu espaço, mas com toda a praticidade de um único sistema. Entre os recursos que ajudam nessa organização estão: Conexão bancária via Open Finance, sincronizando automaticamente as movimentações das suas contas e cartões. Categorias e subcategorias personalizadas, para classificar despesas e receitas com precisão — pessoais ou da empresa. Controle de projetos e centros de custo, úteis para acompanhar gastos específicos, seja de um filho, um veículo, um imóvel ou uma área do negócio. Assistente com Inteligência Artificial, que categoriza lançamentos automaticamente e reduz o tempo gasto em organização manual. Relatórios avançados, que dão visibilidade real sobre para onde o dinheiro está indo — em casa e no negócio. Compartilhamento com outros usuários, ideal para gerenciar as finanças em conjunto com sócios ou familiares. Exportação para o Carnê-Leão, simplificando a vida de quem precisa declarar rendimentos à Receita Federal. Você pode testar a plataforma gratuitamente por 7 dias, sem precisar cadastrar cartão de crédito. Separar as finanças pessoais das finanças do negócio não é burocracia, é a base para tomar decisões melhores, proteger seu patrimônio e entender de verdade se o seu negócio está indo bem. Com organização e as ferramentas certas, como o Meu Dinheiro, esse cuidado deixa de ser um peso e passa a fazer parte da rotina, trazendo mais clareza tanto para a vida pessoal quanto para a empresarial.

  • Open Finance e IA: 76% dos consumidores cogitam trocar de banco por melhores serviços digitais

    A capacidade de prever comportamentos financeiros está ganhando importância na estratégia de bancos e fintechs. Impulsionadas pelo avanço do open finance, instituições financeiras passaram a alimentar modelos de inteligência artificial com um volume cada vez maior de dados autorizados pelos clientes, ampliando sua capacidade de antecipar necessidades, aprimorar análises de crédito e identificar oportunidades de negócio. Segundo o relatório The State of Open Finance 2026, da Mastercard, que ouviu 300 executivos do setor financeiro e 8 mil consumidores em 11 países, incluindo o Brasil, 60% das organizações já utilizam dados compartilhados pelos clientes para gerar insights em tempo real com apoio de inteligência artificial. Outros 57% usam essas informações para fortalecer mecanismos de segurança e prevenção a fraudes, enquanto 49% afirmam ter ampliado sua capacidade de atender consumidores com histórico financeiro limitado, tradicionalmente mais difíceis de avaliar pelos modelos convencionais de crédito. Além disso, 75% dos executivos afirmam que o uso de dados autorizados pelos clientes contribuiu para o crescimento da receita por meio do desenvolvimento de produtos e serviços novos ou aprimorados. Com base nas informações fornecidas pelas empresas entrevistadas, a Mastercard estima que iniciativas de open finance responderam, em média, por 3,3% do crescimento da receita dessas organizações no último ano. O potencial econômico dessa transformação é particularmente relevante no Brasil. Segundo a pesquisa, empresas brasileiras estimam ter deixado de capturar 6,13% de receita adicional por dificuldades na obtenção do consentimento dos consumidores para compartilhar dados financeiros, o maior percentual entre todos os mercados analisados. Para Murilo Rabusky, Diretor de Negócios da Lina Open X, a mudança vai além da adoção de novas tecnologias e representa uma transformação estrutural na forma como as instituições financeiras entendem seus clientes. “Durante décadas, bancos trabalharam olhando para o retrovisor. A análise era baseada principalmente em histórico bancário e eventos passados. Agora, passamos a construir modelos capazes de identificar padrões de comportamento, antecipar necessidades e oferecer soluções antes mesmo que o cliente perceba uma demanda”, explica. Open finance amplia alcance do crédito e melhora análises de risco O avanço do open finance ampliou significativamente a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis para análise. Com autorização dos consumidores, as instituições conseguem acessar informações distribuídas em diferentes bancos, contas, produtos de crédito e investimentos, construindo uma visão mais abrangente da vida financeira de cada cliente. Essa base de dados mais rica permite que algoritmos de IA desenvolvam avaliações mais precisas sobre risco, comportamento e capacidade financeira. Segundo o levantamento da Mastercard, 51% das organizações afirmam que o open finance permitiu ampliar a concessão de crédito para pessoas físicas, enquanto 40% conseguiram expandir a oferta para pequenas empresas. “O ganho não está apenas em aprovar mais crédito, mas em aprovar melhor. A inteligência artificial consegue identificar sinais que modelos tradicionais muitas vezes não capturam, reduzindo riscos e aumentando a precisão das decisões. Isso cria oportunidades tanto para as instituições quanto para consumidores que antes ficavam à margem do sistema financeiro”, afirma Rabusky. O impacto também chega ao consumidor final. De acordo com a pesquisa, 63% dos entrevistados acreditam que os insights e recomendações oferecidos pelas instituições financeiras estão mais úteis hoje do que há um ano. Além disso, 65% afirmam que administrar as próprias finanças se tornou menos estressante graças a novos recursos digitais disponibilizados pelos provedores financeiros. Consumidores cada vez mais dispostos a trocar de banco A corrida por experiências mais relevantes tende a acelerar. O estudo The State of Open Finance 2026 mostra que 76% dos consumidores estariam dispostos a trocar de instituição financeira para acessar recursos digitais que facilitem a gestão do dinheiro, enquanto 70% migrariam em busca de recomendações individuais para tomar decisões financeiras. Para o Diretor de Negócios da Lina Open X, esse movimento mostra que a disputa deixou de acontecer apenas em torno de produtos financeiros tradicionais. “O open finance está criando uma mudança importante na forma como as instituições tomam decisões. Quanto mais completa é a visão sobre a vida financeira do cliente, maior é a capacidade de oferecer crédito, produtos e serviços de forma mais precisa. Isso reduz ineficiências para as empresas e melhora a experiência para o consumidor." A percepção é compartilhada pelas próprias instituições. Segundo a pesquisa, 62% dos executivos acreditam que suas organizações correm risco de perder clientes para concorrentes caso não avancem em iniciativas que tornem as interações financeiras mais convenientes. Embora o potencial seja significativo, a evolução desse modelo depende de fatores como confiança, transparência e qualidade dos dados. O levantamento aponta que melhorar padrões de dados e APIs, modernizar sistemas legados e simplificar processos de consentimento estão entre os principais desafios enfrentados pelas empresas. “O cliente já se acostumou com experiências altamente personalizadas em praticamente todos os setores da economia. O sistema financeiro está caminhando na mesma direção. A combinação entre open finance e inteligência artificial cria condições para que produtos, crédito e serviços sejam cada vez mais aderentes à realidade de cada pessoa, e isso tende a redefinir a forma como bancos e fintechs irão competir pelos próximos anos”, ressalta Murilo Rabusky. À medida que o open finance amadurece, a capacidade de interpretar dados tende a se tornar tão importante quanto a capacidade de coletá-los. Para bancos e fintechs, isso significa competir cada vez mais pela relevância das recomendações, pela precisão das decisões de crédito e pela qualidade da experiência oferecida ao cliente. Para os consumidores, a mudança pode resultar em serviços financeiros mais alinhados às suas necessidades e ao seu momento de vida.

  • Next abre inscrições para aceleração de startups com desafios em blockchain, tokenização e inteligência artificial

    O Next, programa de aceleração de startups da Fenasbac, está com inscrições abertas para o Batch #9, nova edição voltada a startups que desenvolvem soluções inovadoras para o mercado financeiro. Nesta edição, o programa conta com Mercado Bitcoin e Ripple como mantenedores e concentra seus desafios em algumas das tecnologias que vêm transformando o setor financeiro, como blockchain, tokenização, pagamentos on-chain e inteligência artificial. As startups interessadas podem se inscrever até 2 de agosto de 2026. A Fincatch faz parte da rede de apoiadores do Next, contribuindo para ampliar a conexão do programa com o ecossistema de fintechs e divulgar oportunidades para startups que possam se beneficiar da iniciativa. O que é o Next? Criado pela Fenasbac, o Next é um programa de aceleração especializado no setor financeiro e direcionado principalmente a startups de base tecnológica com soluções inovadoras e escaláveis. O programa busca aproximar startups de grandes organizações do mercado, especialistas e potenciais parceiros, permitindo que as empresas participantes trabalhem a evolução de seus negócios a partir de desafios reais do setor financeiro. A aceleração é realizada ao longo de aproximadamente 12 semanas. Durante a jornada, as startups selecionadas passam por diagnóstico, definição de um plano de ação e atividades de desenvolvimento, além de terem acesso a mentorias com especialistas, workshops, encontros sobre regulação e conexões com o ecossistema financeiro. Um dos principais diferenciais é a possibilidade de trabalhar no desenvolvimento de um projeto piloto (PoC) em conjunto com uma empresa mantenedora, aproximando a inovação desenvolvida pelas startups de aplicações concretas de mercado. Mercado Bitcoin e Ripple são mantenedores desta edição O Batch #9 conta com dois importantes nomes do ecossistema de ativos digitais e blockchain como mantenedores: Mercado Bitcoin e Ripple. As empresas participam ativamente da jornada de aceleração e dos desafios propostos às startups, criando oportunidades para testar novas tecnologias e modelos de negócio relacionados à infraestrutura financeira digital. Os desafios desta edição refletem algumas das principais tendências que vêm ganhando espaço no futuro dos serviços financeiros, especialmente a convergência entre blockchain, ativos digitais, infraestrutura de pagamentos e agentes de inteligência artificial. Conheça os três desafios do Batch #9 1. Derivativos On-chain: acesso simplificado e inteligência de mercado O primeiro desafio busca soluções capazes de facilitar o acesso aos mercados globais de derivativos on-chain. Uma das oportunidades está no desenvolvimento de infraestruturas que reduzam a complexidade normalmente associada à autocustódia e à utilização de plataformas Web3. A proposta é tornar o acesso a esses mercados mais simples, permitindo exposição a diferentes classes de ativos e instrumentos, incluindo futuros perpétuos de criptomoedas, índices, ETFs, ações e commodities. Outro campo relevante envolve soluções de dados e inteligência de mercado capazes de analisar informações geradas nesses ambientes on-chain, como volumes negociados, posições e movimentações de ativos. Esses dados podem contribuir para a criação de ferramentas de análise, gestão de risco e tomada de decisão no mercado de ativos digitais. 2. PayFi e Infraestrutura de Pagamentos On-chain Outro desafio está relacionado ao avanço do conceito de PayFi (Payment Finance) e das infraestruturas financeiras baseadas em blockchain. O programa busca startups capazes de desenvolver soluções de pagamentos on-chain para o mercado doméstico, explorando possibilidades como crédito programável, ativos digitais, recebíveis, liquidação financeira e automação de pagamentos. Entre os possíveis casos de uso estão soluções envolvendo crédito colateralizado por ativos digitais, integração entre diferentes meios de pagamento, liquidação utilizando blockchain, conciliação automática e divisão programável de pagamentos. O desafio também explora possibilidades relacionadas à utilização do XRP Ledger (XRPL) como infraestrutura de liquidação. A combinação entre blockchain e sistemas tradicionais de pagamento pode abrir espaço para novas arquiteturas capazes de reduzir etapas operacionais, custos, tempo de liquidação e necessidade de conciliações manuais. 3. Pagamentos Agênticos em Blockchain Talvez uma das fronteiras mais novas exploradas nesta edição seja a integração entre inteligência artificial e pagamentos em blockchain. O desafio de Pagamentos Agênticos busca startups que estejam construindo infraestrutura financeira para a chamada economia de agentes. Nesse cenário, agentes de inteligência artificial podem executar determinadas atividades financeiras de maneira autônoma, como contratar serviços, iniciar pagamentos, realizar micropagamentos entre sistemas, conciliar transações ou coordenar fluxos financeiros. Imagine, por exemplo, um agente de IA autorizado a contratar automaticamente um serviço digital e realizar o pagamento correspondente sem que o usuário precise executar manualmente cada etapa da transação. Esse tipo de aplicação exige uma nova infraestrutura capaz de conectar agentes de IA, carteiras digitais, sistemas financeiros e blockchain, mantendo mecanismos adequados de autorização, rastreabilidade e liquidação. É justamente nessa interseção entre IA e infraestrutura financeira que o Next procura identificar soluções inovadoras. Quem pode participar do Next? O programa é direcionado a startups com modelos de negócio inovadores e escaláveis e soluções aderentes aos desafios apresentados nesta edição. Como existe a possibilidade de desenvolvimento de projetos pilotos em conjunto com as empresas mantenedoras, o Next é especialmente indicado para startups que já estejam nas fases de operação ou tração. Entre os aspectos considerados durante a seleção estão: aderência da solução aos desafios propostos; maturidade do projeto; grau de inovação e potencial da solução; tamanho e oportunidade de mercado; sinergia com as empresas mantenedoras; composição da equipe; capacidade de execução. As startups classificadas avançam para o Pitch Day, etapa em que apresentam suas soluções às empresas mantenedoras antes da definição das participantes da aceleração. Por que participar de um programa de aceleração especializado no mercado financeiro? Para fintechs e startups que atuam com blockchain e infraestrutura financeira, desenvolver uma boa tecnologia é apenas uma parte do desafio. Questões como regulação, integração com infraestruturas existentes, segurança, modelo de negócio, acesso ao mercado e relacionamento com instituições financeiras podem ser determinantes para transformar uma solução tecnológica em um negócio escalável. Nesse contexto, programas especializados como o Next podem ajudar startups a reduzir a distância entre uma solução inovadora e sua aplicação efetiva no mercado. Além das mentorias e do desenvolvimento do negócio, a possibilidade de trabalhar diretamente com organizações relevantes do setor pode gerar aprendizados, validação tecnológica e oportunidades de relacionamento que seriam mais difíceis de construir de forma isolada. Fincatch apoia o ecossistema do Next A Fincatch integra a rede de apoiadores do Next, reforçando seu compromisso de conectar fintechs, startups e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento da inovação financeira no Brasil. Ao longo dos últimos anos, tecnologias como blockchain, tokenização e inteligência artificial deixaram de ocupar apenas espaços experimentais e passaram a fazer parte de discussões concretas sobre novos produtos, infraestruturas e modelos de negócio no setor financeiro. Os desafios apresentados pelo Batch #9 mostram justamente essa evolução. Mais do que utilizar novas tecnologias, a oportunidade está em desenvolver aplicações capazes de resolver problemas reais, melhorar a infraestrutura existente e criar novas formas de oferecer e utilizar serviços financeiros. Para startups que já possuem soluções relacionadas a blockchain, tokenização, ativos digitais, pagamentos, Web3 ou inteligência artificial aplicada às finanças, o programa pode representar uma oportunidade de acelerar o desenvolvimento da solução e se aproximar de importantes participantes do ecossistema. Como se inscrever no Batch #9 do Next? As inscrições para o Batch #9 do Next estão abertas até 2 de agosto de 2026. O processo começa com um pré-cadastro e segue com o preenchimento da inscrição online, incluindo informações sobre a startup e a proposta relacionada ao desafio escolhido. É importante concluir todas as etapas dentro do prazo para que a candidatura seja considerada elegível. Startups interessadas podem conhecer os detalhes dos desafios, o regulamento e realizar a inscrição diretamente no site oficial do Next. Inscrições prorrogadas Se você perdeu o prazo de inscrição do Next ou só ficou sabendo agora, temos uma boa notícia: as inscrições para o Batch #9 foram prorrogadas até 9 de agosto!

  • Com Pix superando 170 milhões de usuários, Banco Central endurece regras após alta de 29% nos ataques cibernéticos

    A segurança cibernética se tornou um requisito estratégico para bancos, fintechs e demais participantes do Sistema Financeiro Nacional. Com a entrada em vigor das Resoluções BCB nº 538 e CMN nº 5.274, o Banco Central passou a exigir que as instituições demonstrem controles mais robustos de proteção digital, rastreabilidade e gestão de riscos. Organizações que não comprovarem maturidade suficiente poderão enfrentar medidas como exigências adicionais de adequação, acompanhamento reforçado e, em situações críticas, restrições temporárias relacionadas à operação do Pix. A mudança ocorre em um momento em que o sistema de pagamentos instantâneos alcança números recordes no país. Atualmente, o Pix já é utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o equivalente a cerca de 80% da população brasileira. Somente em janeiro de 2026 foram registradas mais de 7 bilhões de transações, enquanto o volume financeiro movimentado ultrapassou R$ 3 trilhões em outubro de 2025. Em 5 de dezembro de 2025, o sistema atingiu um novo recorde, com mais de 313 milhões de operações realizadas em apenas um dia. Segundo dados divulgados pelo Banco Central de 2025, foram comunicados 76 incidentes cibernéticos relevantes no Sistema Financeiro Nacional (SFN) ao longo do ano, um aumento de 29% em relação aos 59 casos registrados em 2024. Mais da metade das ocorrências esteve relacionada a fraudes, enquanto os demais registros envolveram falhas de tecnologia da informação. Para Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, consultoria especializada em cibersegurança e compliance, o crescimento dos incidentes reforça que a cibersegurança passou a representar um fator determinante para a continuidade dos negócios e a estabilidade do sistema financeiro."Os números mostram que os ataques estão mais frequentes e sofisticados, enquanto o regulador também elevou o nível de exigência. Hoje, não basta responder a incidentes quando eles acontecem. As instituições precisam demonstrar que conhecem seus riscos, monitoram continuamente seus ambientes e conseguem manter a operação mesmo diante de um ataque. Esse é o novo padrão esperado pelo Banco Central", afirma. Além dos ataques diretos, o Banco Central identificou vulnerabilidades importantes na gestão de fornecedores e integrações digitais. Entre 606 instituições avaliadas, apenas 37,3% realizavam avaliações periódicas dos riscos de seus prestadores de serviço, enquanto menos da metade mantinha inventário atualizado dos fornecedores ou classificava esses parceiros conforme seu nível de criticidade. O uso crescente de APIs também amplia a superfície de ataque: embora 72,6% das instituições utilizem esse tipo de integração, apenas cerca de 29% revisam regularmente os riscos associados a essas conexões. Diante desse novo cenário regulatório, o especialista avalia que a conformidade deixou de se limitar ao atendimento de requisitos técnicos e passou a exigir uma gestão contínua da segurança cibernética, capaz de comprovar a eficácia dos controles adotados. "O desafio atual não é apenas implementar controles de segurança, mas demonstrar continuamente que eles funcionam. O Banco Central passa a exigir evidências concretas de governança sobre identidade, acessos, fornecedores, APIs e resposta a incidentes. Segurança deixou de ser um projeto e passou a ser uma capacidade permanente da organização", destaca Luiz Claudio. Para a LC SEC, a adaptação às novas exigências regulatórias passa por uma avaliação ampla da maturidade cibernética das instituições. Entre os principais pontos estão governança, inventário de ativos, gestão de acessos privilegiados, autenticação multifator, proteção de APIs, gestão de terceiros, correção de vulnerabilidades, monitoramento contínuo, resposta a incidentes e planos de continuidade operacional. A recomendação é transformar esse diagnóstico em um plano estruturado de evolução, com responsáveis definidos, evidências documentadas e revisões periódicas. A partir dessa abordagem, Luiz Claudio aponta que a expectativa é que as instituições avancem além do cumprimento das exigências regulatórias e incorporem a segurança cibernética como parte da estratégia de negócio, fortalecendo sua capacidade de resposta a incidentes e a confiança de clientes, parceiros e do mercado. "Instituições que enxergarem a segurança apenas como uma obrigação regulatória continuarão atuando de forma reativa. As que tratarem a cibersegurança como um elemento estratégico de continuidade operacional estarão mais preparadas para enfrentar ataques, preservar a confiança dos clientes e sustentar seu crescimento em um ambiente financeiro cada vez mais digital", conclui.

  • ABToken lança Cartilha Parlamentar voltada à agenda de criptoativos, tokenização e ativos digitais no Congresso Nacional

    A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Virtuais (ABToken), em colaboração com a consultoria ÉTICA Inteligência Política, acaba de lançar a Cartilha Parlamentar de Criptoativos, Tokenização e Ativos Digitais. O documento apresenta um levantamento inédito da atuação do Congresso Nacional sobre o mercado de ativos virtuais, mapeando 56 parlamentares com atuação pública documentada, 77 registros entre autoria e relatoria e 62 proposições únicas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O objetivo principal do projeto é fornecer subsídios técnicos qualificados e estruturar o acompanhamento institucional do setor sobre o processo legislativo brasileiro. Dentro desse universo mapeado, a publicação destaca 10 matérias legislativas de atenção prioritária que abordam temas cruciais para o desenvolvimento sustentável da economia digital no país. O levantamento abrange desde a regulamentação das stablecoins no PL 4308/2024 até a garantia do direito à autocustódia no PL 311/2025. O estudo contempla ainda a exigência de segregação patrimonial para prestadoras de serviços de ativos virtuais no PL 4932/2023, a criação de marcos para a tokenização imobiliária no PL 4438/2025, a normatização de tokens ambientais digitais no PL 3434/2024 e a autorização para a compra de criptoativos por fundos de investimento no PL 166/2025, além do uso de ativos virtuais no Sistema de Pagamentos Brasileiro no PL 1387/2025. "A construção de um ambiente jurídico e regulatório seguro não significa engessar o mercado, mas sim estabelecer regras claras que protejam os usuários, garantam a integridade e atraiam investimento qualificado. A cartilha cumpre um papel fundamental de transparência, aproximando o ecossistema cripto do Poder Legislativo para construirmos soluções fundamentadas e tecnicamente sólidas", afirma Regina Pedroso, Diretora Executiva da ABToken. Desenvolvida com caráter estritamente informativo, técnico e apartidário, a cartilha busca fortalecer o diálogo transparente entre o mercado, o Congresso Nacional e os órgãos reguladores, assegurando previsibilidade e segurança jurídica para a inovação no Brasil.

  • 99Pay celebra seis anos e distribui mais de R$ 2 milhões em recompensas aos usuários

    A 99Pay nasceu com o objetivo de democratizar o acesso aos serviços financeiros e contribuir para que cada vez mais pessoas tenham uma vida financeira mais saudável. Neste ano, a conta digital da 99 completa seis anos e celebra o marco com o lançamento de uma campanha especial que distribuirá até R$ 2 milhões em recompensas aos usuários. Ao longo da ação, cada participante poderá ganhar até R$ 7 mil em benefícios. "Nestes seis anos, construímos uma conta digital que evoluiu acompanhando as necessidades financeiras dos brasileiros e consolidou uma proposta baseada em gerar valor real para quem utiliza nossos serviços no dia a dia. Esta campanha traduz esse compromisso ao transformar o uso da conta digital em vantagens financeiras, nos aproximando ainda mais de nossos usuários", afirma Marina Beer, Diretora de Marketing da 99Pay. Cupons, cashback e bônus de CDI De 3 a 16 de agosto, os usuários poderão acessar aos benefícios diretamente da Central de Recompensas na aba 99Pay para concorrer a recompensas instantâneas. A campanha também premiará aqueles que concluírem missões como cadastrar uma chave Pix, realizar depósitos, fazer pagamentos via Pix, pagar boletos e utilizar outras funcionalidades da plataforma. As recompensas incluem cupons para utilização dentro do ecossistema da 99, incluindo corridas e cupons para 99Food, além de cashback e bônus de CDI na 99Pay, que ampliam a lucratividade oferecida. Atualmente, a conta digital da 99 oferece uma lucratividade diária de 110% do CDI, podendo ultrapassar 130% do CDI por meio de ações especiais e do Acelerador de Lucros, ferramenta exclusiva da conta digital da 99. "A campanha é uma forma de potencializar um benefício que já faz parte da experiência dos usuários da 99Pay durante todo o ano. Queremos mostrar que quem utiliza a 99Pay no dia a dia está sempre na vantagem", conclui Marina.

  • Na briga pela principalidade, IA potencializa e evoluí o Customer Success bancário

    A experiência do cliente consolidou-se como um dos principais fatores na escolha da instituição financeira no Brasil e influencia diretamente a conquista da principalidade. Em um mercado onde quase 96% da população já é bancarizada e mantém relacionamento em média com seis instituições diferentes, segundo aponta a Idwall, a disputa deixou de ser apenas pela abertura de uma conta e passou a ser pela preferência do cliente, ou seja, pela posição de banco principal. De acordo com Emanuela Ramos, Chief Business Officer da Nava, empresa de tecnologia com ampla especialização no setor financeiro, a chave para a equação está no equilíbrio entre uma infraestrutura de dados inteligente e o avanço da proatividade baseada em dados, ou Customer Success preditivo e evolutivo. “Para ser útil na rotina do cliente, o banco precisa ser capaz de entregar uma hiperpersonalização que de fato faça a diferença na vida de seus clientes, potente e segura. A IA generativa vem para apoiar e ajudar a escalar essa jornada, fundamentada em uma infraestrutura robusta de dados governados, com escalabilidade em nuvem e políticas rígidas de segurança”, afirma. O papel estratégico dos canais digitais e a automação do atendimento são pilares dessa disputa, mas exigem sofisticação técnica e sensibilidade humana: O gargalo da IA engessada: robôs e ferramentas de IA já respondem por 41% dos atendimentos digitais bancários no Brasil. Contudo, experiências engessadas, baseadas em palavras-chave ou menus inflexíveis, levam à insatisfação. Somente quando o assistente virtual simula uma interação humana e compreende perguntas imperfeitas, o cliente valoriza a experiência. O Cliente precisa gostar a interação, precisa ser leve e ao mesmo tempo objetiva e rápida. O aplicativo como centro de gravidade: O smartphone consolidou-se como o canal de relacionamento universal dos brasileiros em todos os perfis. O avanço é impulsionado pela instantaneidade do Pix, conforme demonstra levantamento da Febraban e Deloitte, que indica que 78% das transações ocorrem por dispositivos móveis. A disputa pela principalidade é decidida pela experiência fluida no celular. O aplicativo deve funcionar como um assistente financeiro proativo, garantir o atendimento customizado e entender as necessidades individuais do cliente. O diferencial competitivo estará no mapeamento preditivo e principalmente com um olhar de tendência a cenários futuros do comportamento do cliente, considerando um cenário de crédito e consumo para oferecer a solução certa, na hora certa. Fidelidade baseada em valor imediato: A demanda do consumidor por propostas de valor desburocratizadas é uma tendência crescente. Cerca de três quartos dos brasileiros participam de programas de fidelidade, mas exigem simplicidade, flexibilidade e retornos imediatos. No setor de serviços financeiros, esses programas já influenciam a decisão de compra de quase dois terços dos usuários. Acompanhando a tendência de hiperpersonalização, o celular se consolidou como o coração financeiro dos brasileiros. Customer Sucess não só preditivo, mas pensando no futuro e nas tendências: O sucesso do cliente no setor bancário demanda uma experiencia que não olhe apenas para o retrovisor (preditivo), mas que consiga olhar para o futuro e se antecipar as necessidades e tendências de comportamento dos seus clientes. Um exemplo é o uso de inteligência de dados para alertar sobre gastos, sugerir investimentos ou oferecer soluções de seguros, ou produtos personalizados para cada momento da vida de seus clientes. Soluções de crédito preventivas antes mesmo da inadimplência e até depois para apoiá-los a resolver. Cibersegurança e cultura de proteção: A consolidação do ecossistema mobile exige defesas robustas na ponta. Dados de 2026 da Febraban mostram que 95% dos bancos globais capacitam ativamente suas equipes contra ameaças digitais para mitigar riscos operacionais humanos. Ramos acredita que a eficácia de novas tecnologias perde a força se os bancos as implementarem sob a lógica do modismo ou sem governança adequada. "A longevidade das instituições no cenário atual depende de transformarmos investimentos em tecnologia em processos estáveis, seguros e estritamente conectados ao negócio. A Inteligência Artificial, o Customer Success e a cibersegurança exigem uma infraestrutura que ampare o relacionamento real com o cliente", destaca. O sucesso pertencerá às organizações que, através da maturidade tecnológica e do foco estratégico, consolidarem-se como parceiras indispensáveis à gestão financeira de seus clientes, mais que isso, que façam com que seus clientes tornem-se fãs de seus produtos, que não troquem facilmente pelo próximo banco que abrir, que tenham uma relação de confiança e evolutive.

  • klavi recebe aprovação para operar Pix por Biometria e reforça estratégia de unir dados e pagamentos via Open Finance

    A klavi, empresa que atua no mercado B2B transformando dados bancários em inteligência de mercado, foi aprovada para operar na Jornada Sem Redirecionamento (JSR), que viabiliza o Pix por Biometria, ampliando sua atuação no ecossistema de pagamentos via Open Finance. A autorização marca mais um avanço da companhia na infraestrutura financeira digital e ocorre poucos meses após sua entrada no Pix Automático, consolidando a estratégia de combinar inteligência de dados e iniciação de pagamentos em uma mesma jornada. A aprovação ocorre em um momento de fortalecimento institucional do Pix por Biometria no Brasil. Recentemente, o Banco Central flexibilizou as regras da modalidade ao retirar o limite padrão de R$ 500 por transação, permitindo que os usuários definam seus próprios limites junto às instituições financeiras. Paralelamente, o Open Finance passou a disponibilizar informações de saldo e limite dentro da jornada de pagamento, criando novas possibilidades para empresas que desejam reduzir atritos no checkout e aumentar a conversão de transações. "Estamos acompanhando uma evolução importante do Open Finance no Brasil. O Pix por Biometria é uma oportunidade de conectar inteligência de dados e execução financeira em uma mesma experiência. Nossa aprovação na Jornada Sem Redirecionamento reforça a visão da klavi de que o futuro das jornadas financeiras passa por decisões mais inteligentes, contextualizadas e com menos fricção para o usuário", pondera Bruno Chan, CEO e cofundador da klavi. A modalidade vem ganhando relevância à medida que aproxima a experiência do Pix daquela já consolidada pelos pagamentos contactless com cartão - que permite compras rápidas aproximando o cartão físico, celular ou smartwatch da maquininha, sem precisar inserir o cartão ou digitar senha. Em vez de depender de QR Codes, copia e cola ou redirecionamentos entre aplicativos, o consumidor passa a realizar pagamentos de forma mais fluida, utilizando carteiras digitais e dispositivos compatíveis com tecnologia NFC - tecnologia de conexão sem fio que permite a troca de dados entre dispositivos compatíveis apenas por biometria. Dados do Dashboard do Cidadão mostram que o Google concentra atualmente cerca de 95% das transações realizadas via Pix por Biometria, impulsionado pela adoção da Google Wallet. O cenário demonstra que a modalidade já possui uso relevante entre consumidores brasileiros, mas ainda apresenta amplo espaço para expansão, especialmente diante das discussões regulatórias sobre a abertura do NFC em dispositivos iOS. Para a klavi, a evolução da modalidade também responde a uma característica importante do mercado brasileiro: a limitação de acesso ao crédito. Dados levantados pela empresa indicam que aproximadamente 40% dos consumidores não possuem limite disponível em cartão de crédito. Entre aqueles que possuem limite, 55% contam com até R$ 450 e 67% têm até R$ 1 mil disponíveis. Os números sugerem que, embora amplamente difundido, o cartão não atende plenamente todas as jornadas de consumo no país. "Existe uma parcela significativa dos brasileiros que enfrenta restrições de limite mesmo quando possui cartão de crédito. O Pix por Biometria pode ajudar a preencher parte desse espaço ao oferecer uma experiência tão simples quanto a do cartão por biometria, mas utilizando a infraestrutura do Pix. Quando combinamos isso com dados financeiros consentidos via Open Finance, criamos jornadas mais eficientes para empresas e justas para consumidores", diz Chan. A disponibilidade de informações de saldo e limite dentro da jornada de Pix por Biometria representa um dos avanços mais relevantes para o mercado financeiro. Com acesso a esses dados mediante consentimento do usuário, empresas podem verificar previamente a capacidade financeira para concluir uma transação, reduzindo recusas, abandono de carrinho e experiências negativas no momento do pagamento. A estratégia da klavi, segundo Chan, é justamente atuar simultaneamente nas camadas de dados, inteligência e pagamentos. Com a aprovação na Jornada Sem Redirecionamento, a companhia agora amplia sua capacidade de orquestrar jornadas financeiras completas, utilizando informações compartilhadas via Open Finance para apoiar decisões e executar pagamentos de forma integrada.

  • Caju e Liora lançam benefício que transforma conta de energia em saldo para trabalhadores

    A Liora Energia, energyfintech pioneira em soluções financeiras atreladas à energia, e a Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas e gestão de pessoa, anunciam uma parceria estratégica para oferecer ao mercado uma nova categoria de benefício financeiro voltada aos trabalhadores brasileiros. Por meio do produto Liora Antecipa, colaboradores de empresas clientes da Caju, que já somam mais 65 mil empresas com 1,2 milhão de usuários ativos, poderão transformar o desconto futuro de suas faturas de luz em dinheiro imediato na conta, recebendo um PIX logo após a aprovação da solicitação. A iniciativa une a expertise da Liora, que utiliza o modelo de Geração Distribuída de energia para criar produtos financeiros e de alívio no orçamento doméstico, à ampla base de empresas e trabalhadores atendidos pela Caju. O objetivo é ampliar o acesso a benefícios com impacto real no bolso, utilizando uma despesa recorrente na rotina de praticamente todas as famílias brasileiras: a conta de luz. Como funciona a mecânica do benefício Diferentemente de uma linha de crédito tradicional, o Liora Antecipa é uma solução financeira lastreada na própria energia. Na prática, a Liora calcula o potencial de desconto que a conta de luz do cliente pode gerar ao longo do tempo. O colaborador pode, então, antecipar esse valor e recebê-lo imediatamente via PIX na sua conta bancária. O tíquete médio dessa antecipação gira em torno de R$ 400, oferecendo um alívio financeiro para as despesas do mês. O funcionário não terá nenhum custo adicional por isso: ele começa a pagar sua fatura de energia para a Liora, e não mais para a distribuidora, de acordo com o seu consumo. À medida que os descontos mensais de energia vão sendo gerados pela Liora, que representam uma economia média de 12% a 20% sobre o total da fatura mensal do trabalhador, o próprio valor dessa economia é utilizado para quitar a antecipação de forma automática e gradual, sem qualquer custo adicional para o cliente. "A parceria nasce com o propósito de criar uma forma de gerar valor para trabalhadores e empresas, transformando uma despesa obrigatória em uma ferramenta de bem-estar financeiro. Como uma energyfintech, o papel da Liora é conectar o setor elétrico ao mercado financeiro para simplificar a vida das pessoas. A energia deixa de ser apenas um boleto a pagar e passa a ser uma ferramenta de economia, liquidez e flexibilidade financeira para o orçamento familiar", afirma Renata Feijó, cofundadora da Liora. A expectativa das empresas com o novo produto é acelerada. A parceria dá acesso a uma base de consumo anual de energia de R$ 4,5 bilhões, volume que pode ser convertido em benefícios financeiros para os trabalhadores. A aposta está na rápida aderência de um modelo que não gera custos para o RH e ajuda a aliviar uma das principais pressões do orçamento doméstico. A oferta estará inicialmente disponível para colaboradores de empresas clientes da Caju, que poderão simular e aderir ao produto de forma totalmente digital e opcional por meio da área logada da plataforma e da Feirinha Caju. Como o modelo é de adesão voluntária por parte do funcionário, o RH das empresas parceiras não precisa lidar com implementações operacionais ou integrações complexas. Para as empresas, a iniciativa amplia o portfólio de benefícios oferecidos aos colaboradores com uma solução de alto valor percebido e impacto direto no orçamento doméstico. A proposta permite reforçar estratégias de bem-estar financeiro sem exigir investimentos adicionais ou mudanças significativas nos processos internos de gestão de benefícios. Segundo Rute Pereira, diretora de novos negócios da Caju, a iniciativa reforça a estratégia da empresa de ampliar continuamente seu ecossistema com soluções que tenham relevância real no dia a dia. "Queremos reforçar a melhor experiência para o colaborador e para as nossas mais de 65 mil empresas clientes, atuando no benefício de verdade. A parceria com a Liora faz exatamente isso ao ampliar o conceito de benefício financeiro, reforçando nosso papel de levar valor percebido concreto para quem usa Caju no dia a dia”, comenta a executiva. Nova fronteira para benefícios corporativos A parceria também representa um movimento de inovação no mercado de benefícios corporativos ao incorporar a energia elétrica como elemento de geração de valor financeiro para funcionários e colaboradores de empresas. A iniciativa combina duas competências complementares. Enquanto a Liora oferece toda a infraestrutura tecnológica, operacional e financeira necessária para transformar a conta de energia em benefício econômico, a Caju contribui com sua base de empresas e colaboradores e com a relação de confiança construída junto aos clientes para apresentar uma nova categoria de benefício ao mercado. Atualmente, a Liora atende mais de 1.5 mil clientes, opera em estados como Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, além da região de Campinas (SP), administra cerca de 1 GW em volume energético e possui receita contratada anualizada de R$ 15 milhões. Além do Liora Antecipa, a parceria poderá incluir soluções de economia recorrente na conta de energia, com descontos que podem chegar a até 20% da fatura, dependendo da região, distribuidora, perfil de consumo e critérios de elegibilidade. Com abrangência nacional, a iniciativa reforça a tendência de expansão dos benefícios financeiros personalizados e amplia o papel da energia como ferramenta de geração de economia, liquidez e flexibilidade financeira para trabalhadores e empresas. A disponibilidade da oferta pode variar conforme região, distribuidora de energia, perfil de consumo, histórico da unidade consumidora e critérios de elegibilidade definidos para cada modalidade do produto.

  • CFO's reforçam investimentos em tecnologia para ganhar eficiência e competitividade

    A instabilidade geopolítica, a inflação persistente e os gargalos nas cadeias de suprimentos não têm sido suficientes para frear um movimento que já se consolidou entre os CFOs ao redor do mundo: a aposta em tecnologia como caminho para crescer e se manter competitivo. É o que aponta a mais recente rodada da CFO Survey da Grant Thornton, que ouviu 232 líderes financeiros entre abril e maio de 2026 e identificou o menor nível de confiança econômica dos últimos cinco anos, ao mesmo tempo em que os orçamentos de TI seguem em expansão. O contraste chama atenção. De um lado, apenas 37% dos entrevistados dizem confiar no desempenho da economia americana, enquanto o grupo de pessimistas já soma 40% da amostra. De outro, os investimentos em transformação digital seguem praticamente no mesmo patamar recorde do trimestre anterior. Para Thiago Jesus, CRO da Globalsys, esse descompasso não é uma contradição, é um sinal de maturidade: "Quando o cenário externo fica mais incerto, a tecnologia deixa de ser um item de investimento e passa a ser um seguro contra a instabilidade. As empresas que enxergam isso não estão gastando mais por otimismo, estão investindo para ter controle em um ambiente que elas não controlam”. Segundo o levantamento, a piora do cenário elevou a régua sobre custos e eficiência operacional dentro das empresas. A confiança dos CFOs na capacidade de suas cadeias de suprimentos caiu de 58% para 43% em um único trimestre, e a busca por redução de despesas passou a ser prioridade em 87% das organizações consultadas, um salto em relação aos 72% do período anterior. O detalhe que expõe a dificuldade do momento: apenas 42% dos executivos financeiros acreditam que vão de fato atingir as metas de corte de custos que estabeleceram. Segundo a pesquisa, especialistas da Grant Thornton associam esse pessimismo à combinação entre tarifas internacionais, gargalos logísticos e conflitos geopolíticos. Mesmo diante do aperto, 67% dos CFOs afirmam que vão ampliar os investimentos em TI e transformação digital, número próximo do recorde histórico registrado no trimestre anterior. A modernização tecnológica também subiu de patamar entre as prioridades estratégicas das empresas, alcançando 48% das respostas, um avanço de 13 pontos percentuais. Para Jesus, esse movimento reflete uma mudança de mentalidade que a Globalsys observa de perto no dia a dia com clientes de setores críticos, como saúde, indústria e serviços financeiros. "Quando o orçamento aperta, a primeira reação de qualquer empresa costuma ser cortar tecnologia. O que a pesquisa mostra é o oposto: a tecnologia virou parte da espinha dorsal do negócio, não um acessório", afirma. O levantamento também escancara um desafio que costuma ficar nas entrelinhas: a distância entre o volume de investimento anunciado e a capacidade das empresas de executá-lo com disciplina. À medida que os orçamentos de tecnologia crescem, a confiança dos próprios executivos em obter o retorno esperado desses investimentos vem diminuindo, o que reforça a necessidade de metas claras, indicadores de desempenho e responsabilização em cada etapa do processo, segundo especialistas ouvidos pela Grant Thornton. É um ponto que dialoga diretamente com a atuação da Globalsys, que estrutura squads de DevOps e times dedicados à sustentabilidade de bases de dados justamente para transformar investimento em tecnologia em resultado mensurável, e não em projetos que ficam pelo caminho. O retrato geral da pesquisa é de um momento em que os CFOs precisam sustentar duas frentes ao mesmo tempo: acelerar a adoção de tecnologia e IA para não perder competitividade, e blindar essa aceleração com controle financeiro, governança e disciplina de execução. Para o CRO da Globalsys, é exatamente esse equilíbrio que vai definir quem transforma investimento em vantagem competitiva. "O diferencial nos próximos anos não vai ser quem investe mais em tecnologia, e sim quem consegue governar esse investimento com a mesma disciplina que aplica ao caixa da empresa. É isso que a Globalsys ajuda os clientes a construir todos os dias", conclui.

  • Pagamentos digitais impulsionam nova fase das campanhas promocionais

    Os pagamentos digitais já transformaram a forma como os brasileiros fazem compras, transferências e movimentam dinheiro. Agora, esse movimento começa a impactar também o mercado promocional. Segundo o Banco Central, o Pix encerrou 2025 com mais de 175 milhões de usuários cadastrados. Já uma pesquisa da Mastercard aponta que 89% dos brasileiros utilizam ou têm interesse em utilizar meios de pagamento digitais, refletindo uma mudança consolidada nos hábitos de consumo. A digitalização dos meios de pagamento tem levado empresas de diferentes setores a revisarem seus modelos de distribuição de benefícios e premiações. Em campanhas promocionais, cresce a adoção de soluções digitais que permitem o recebimento de valores de forma mais rápida, reduzindo etapas operacionais e ampliando as possibilidades de uso pelos consumidores. Para Daniel Moreira, CEO da Hub4Pay, fintech especializada em infraestrutura para campanhas promocionais e programas de incentivo, a mudança acompanha uma expectativa crescente por experiências mais simples e integradas ao ambiente digital. "O consumidor já está habituado a resolver praticamente toda a sua vida financeira pelo celular. Esse comportamento também influencia a forma como ele espera receber benefícios, cashback e premiações", afirma. A tendência pode ser observada em ações promocionais de grandes marcas dos setores de alimentos, bens de consumo, varejo e serviços financeiros. Empresas têm buscado alternativas digitais para distribuir incentivos, especialmente em campanhas de grande escala, que envolvem milhares de participantes e demandam maior controle operacional. Além da agilidade para os consumidores, especialistas apontam que a digitalização contribui para aumentar a rastreabilidade das transações, reduzir processos manuais e facilitar a gestão das campanhas pelas empresas. O movimento acompanha uma transformação já observada no varejo e no e-commerce, setores que aceleraram a adoção de pagamentos digitais nos últimos anos. "A tendência é que as premiações acompanhem a mesma evolução vista nos meios de pagamento. O recebimento de benefícios passa a fazer parte de uma experiência digital mais ampla, conectada aos hábitos que os consumidores já adotaram no dia a dia", conclui Moreira. A Hub4Pay é responsável pela operação de premiações digitais em campanhas realizadas por marcas como Tang, Tirolez, Downy, Tele Sena e Sicoob. Por meio do LinkPrêmio Card, cartão virtual desenvolvido pela empresa, os participantes recebem créditos digitais que podem ser utilizados em diferentes carteiras digitais e estabelecimentos, oferecendo uma experiência mais próxima do uso cotidiano do dinheiro.

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