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- Fintech ARQ oferece taxa zero para conversão de dólar e euro digital em campanha especial da Copa
Em um momento em que o interesse dos brasileiros por investimentos internacionais, proteção cambial e viagens ao exterior continua em alta, o ARQ anunciou uma campanha especial durante a Copa do Mundo para incentivar a experimentação de sua plataforma de conversão digital. Até o encerramento do torneio, a fintech oferecerá taxa zero na primeira conversão realizada por cada cliente, tanto para novos usuários quanto para correntistas que ainda não utilizaram o serviço de conversão da plataforma. A condição é válida para operações de conversão entre reais, dólares digitais e euros digitais, em ambos os sentidos, até o limite equivalente a R$ 10 mil. A iniciativa busca destacar um dos principais diferenciais da conversão digital frente aos modelos tradicionais: a redução dos custos que normalmente incidem sobre as operações internacionais. Segundo especialistas do mercado, tarifas e spreads elevados ainda representam um dos principais fatores que encarecem a compra e venda de moedas estrangeiras, impactando desde investidores que buscam diversificar patrimônio até consumidores que realizam pagamentos internacionais ou planejam viagens ao exterior. "Nosso objetivo é permitir que o cliente experimente a conversão internacional sem custos adicionais e perceba, na prática, o impacto que as taxas podem ter sobre o valor final da operação. Muitas pessoas ainda não têm clareza sobre quanto pagam em tarifas ao converter recursos para outras moedas. Fora da ação especial, o ARQ cobra apenas 0.5% sobre o valor convertido, enquanto a média de mercado está entre 5% e 10%. Ao eliminar esse custo na primeira operação, oferecemos uma experiência mais transparente e alinhada ao que acreditamos ser o futuro do mercado de conversão", afirma Leonardo Bernini, diretor-geral do ARQ no Brasil. A promoção ocorre em um contexto de crescente busca por alternativas para dolarização de patrimônio. Dados do Banco Central mostram que os brasileiros movimentam bilhões de dólares anualmente em investimentos no exterior, refletindo o avanço da internacionalização das carteiras e a busca por diversificação além do mercado doméstico. No ARQ, as conversões são realizadas diretamente pelo aplicativo, permitindo ao usuário acompanhar em tempo real a cotação aplicada e os custos da operação. Durante a campanha, os clientes elegíveis vão visualizar a isenção da taxa de forma automática, sem necessidade de cadastro ou ativação prévia. A oferta é válida desde o lançamento da campanha, em junho, até o encerramento dos jogos, contemplando conversões entre reais, dólares digitais e euros digitais, tanto para entrada quanto para saída de recursos internacionais. Com a iniciativa, o ARQ reforça sua estratégia de ampliar o acesso dos brasileiros a operações internacionais mais simples, transparentes e eficientes, em um momento em que a exposição a ativos globais e moedas fortes ganha espaço nas decisões financeiras dos investidores. “A crescente integração dos brasileiros ao mercado financeiro global, a tendência é que temas como eficiência cambial, redução de custos operacionais e transparência nas conversões ganhem cada vez mais espaço entre os critérios utilizados na escolha de plataformas e serviços financeiros”, finaliza o diretor-geral do ARQ no Brasil.
- Copa do Mundo de 2026 pode expor novo desafio dos pagamentos internacionais na América Latina
A Copa do Mundo de 2026 deve funcionar como um teste de escala para a infraestrutura de pagamentos internacionais. Embora o Brasil não seja país-sede, bancos, fintechs, varejistas e empresas de tecnologia da região serão impactados pelo aumento de compras, viagens, reservas, ingressos e transações em moeda estrangeira. O movimento coloca em evidência um desafio que já vinha ganhando força: tornar os pagamentos cross-border mais simples, seguros, transparentes e integrados à jornada do consumidor. Esse tema não começa na Copa. O crescimento das compras internacionais digitais, do e-commerce global e do turismo já vinha pressionando instituições financeiras a oferecer experiências mais fluidas em etapas como conversão cambial, liquidação internacional, autenticação de pagamentos e prevenção a fraudes. O megaevento apenas acelera essa demanda e torna mais visível a diferença entre quem tem infraestrutura preparada e quem ainda opera com processos fragmentados. Durante grandes eventos globais, consumidores esperam pagar com a mesma facilidade que encontram em seus mercados de origem. A experiência financeira passa a fazer parte da percepção de conveniência, confiança e competitividade de um país ou de uma empresa. Quando o pagamento falha, demora, cobra taxas pouco claras ou exige etapas excessivas, o problema deixa de ser apenas operacional e passa a afetar diretamente a relação com o cliente. No caso brasileiro, o impacto começa antes mesmo da viagem. A jornada envolve compra de passagens, hospedagens, ingressos, seguros, câmbio, uso de cartões, carteiras digitais e, em alguns casos, soluções baseadas em contas globais ou iniciativas de interoperabilidade entre meios de pagamento. Para sustentar esse fluxo, instituições financeiras precisam avaliar a capacidade de suas infraestruturas de pagamentos, incluindo Pix, SPB, integrações Swift, redes de cartões, motores de autorização, compliance e core bancário. A questão central não é apenas absorver um pico de demanda. O desafio está em conectar diferentes sistemas, moedas, regras regulatórias e modelos de liquidação sem transferir complexidade para o usuário final. Em pagamentos internacionais, a experiência precisa parecer simples, mesmo quando a operação por trás dela é altamente complexa. Dados do Banco Mundial, por meio do Global Findex 2025, com base em 2024, indicam que cerca de 75% da população adulta global já utiliza pagamentos digitais. Esse dado ajuda a dimensionar a mudança de comportamento: consumidores que já incorporaram meios digitais à rotina esperam encontrar a mesma conveniência em viagens, compras internacionais e experiências de entretenimento fora do país. Na América Latina, esse movimento também expõe desafios conhecidos, como dependência de processos manuais, altos custos em transações internacionais, baixa interoperabilidade entre sistemas e experiências ainda fragmentadas entre diferentes meios de pagamento. Ao mesmo tempo, abre espaço para acelerar a adoção de tecnologias como pagamentos instantâneos, carteiras digitais interoperáveis, QR Codes, autenticação biométrica e modelos de liquidação em tempo real. Soluções cross-border ganham protagonismo justamente por permitir que instituições financeiras e varejistas conectem diferentes mercados de forma mais eficiente. A evolução desse ecossistema passa pela integração de toda a cadeia de pagamentos, da autorização à liquidação, passando por compliance, prevenção a fraudes e gestão cambial. Quem tratar o cross-border apenas como uma funcionalidade de pagamento perderá uma oportunidade estratégica de relacionamento com o cliente. O ponto mais relevante é que a transformação não será definida apenas pela capacidade de atender turistas durante o evento. O verdadeiro impacto estará na conversão desse avanço em benefícios permanentes para consumidores e empresas locais. A confiança segue como fator decisivo para ampliar a adoção de pagamentos digitais, especialmente em transações internacionais, que ainda geram dúvidas sobre segurança, taxas, transparência cambial e confiabilidade dos serviços. Por isso, a evolução do mercado cross-border exige mais do que tecnologia. Exige educação financeira e digital, experiências centradas no usuário e infraestrutura capaz de sustentar operações globais com segurança e escalabilidade. Para bancos, fintechs e varejistas, há uma oportunidade clara de reposicionar o pagamento internacional como parte estratégica da experiência do cliente, não apenas como uma camada operacional. Pequenos negócios também podem se beneficiar desse movimento. À medida que novas formas de pagamento reduzem barreiras de entrada e simplificam transações internacionais, empresas com menor grau de digitalização passam a ter mais condições de participar da economia global. Esse talvez seja um dos legados mais importantes de eventos desse porte: não apenas movimentar consumo no curto prazo, mas acelerar a inclusão de empresas e consumidores em uma dinâmica financeira mais conectada. A Copa de 2026 não vai criar a demanda por pagamentos internacionais. Ela apenas deve tornar essa demanda mais evidente. O setor financeiro que conseguir combinar conveniência, transparência, segurança e integração estará mais preparado para competir em uma economia digital sem fronteiras. ----- Artigo de Jorge Iglesias, CEO da Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais do mundo e parte do Grupo Stefanini.
- Mercado Bitcoin lança Super Cashback com retorno em Bitcoin vinculado ao desempenho da Seleção Brasileira de Futebol
O MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, anuncia a campanha Super Cashback, iniciativa promocional que acontece de 23 a 26 de junho e oferece cashback em Bitcoin para quem investir em opções de Renda Fixa Digital. O percentual de cashback aumentará 1% a cada gol feito pela Seleção Brasileira de Futebol no jogo de 24 de junho, contra a Escócia, para investidores que escolherem os ativos selecionados e investirem nos dias 23 e 24, antes da realização do jogo. A ação também contará com condições especiais para contratação de CriptoCrédito, com taxa reduzida para 1,59% ao mês durante todo o período da campanha. O Super Cashback foi criado para incentivar investidores a aproveitarem oportunidades de mercado em diferentes classes de ativos, combinando diversificação de carteira com um benefício adicional em Bitcoin. Diferentemente dos programas tradicionais de cashback, o retorno é realizado em um ativo digital que pode se valorizar ao longo do tempo, ampliando o potencial de ganho para o investidor. "A proposta do Super Cashback é criar uma experiência que una oportunidades de investimento e incentivos concretos para os clientes. O cashback em Bitcoin funciona como um acelerador da estratégia de construção de patrimônio, enquanto a mecânica adicional ligada ao desempenho da Seleção Brasileira torna a campanha ainda mais atrativa para quem busca ampliar seus retornos", afirma Giresse Contini, Diretor do MB | Mercado Bitcoin. Renda Fixa Digital com cashback em Bitcoin A campanha contempla uma seleção de ativos de Renda Fixa Digital com percentuais de cashback que vão de 0,5% a 3% em Bitcoin. As opções de Renda Fixa Digital têm isenção de Imposto de Renda para investimentos de até 35 mil reais. Entre os destaques estão os ativos pré-fixados (até 17% ao ano), pós-fixados (CDI+7% ou até 115% do CDI) e até mesmo ativos atrelados ao dólar (com dólar +9% ao ano). Todas essas opções terão percentuais variados de cashback em Bitcoin para quem investir no período de quatro dias da campanha. Esses ativos são emitidos pela Resolução CVM 88 e possuem isenção de IR para ganhos de até 35 mil reais no mês, aumentando ainda mais a rentabilidade em comparação com determinados investimentos tradicionais. Três opções de Renda Fixa Digital farão parte da dinâmica especial vinculada ao jogo da Seleção Brasileira, a ser realizado no dia 24 de junho, às 19h, contra a Seleção da Escócia. Os investidores que aplicarem nos ativos pós-fixados com rentabilidade CDI+7% (de acordo com a tabela abaixo) de 23 a 24 de junho até as 18h59 (antes do início do jogo) receberão um bônus adicional de 1% em cashback para cada gol marcado pelo Brasil. Como esses ativos já oferecem cashback inicial de 3%, a cada gol do Brasil o benefício da campanha vai exponencializando. Por exemplo: em caso de uma vitória por 3 a 0, o investidor garante 3% de cashback adicional, totalizando 6% do valor total investido nestes 3 ativos. A campanha é válida também em caso de empate ou derrota, considerando os gols feitos pelo Brasil, e não há limitação de cashback por gols feitos durante a partida. Criptoativos selecionados e cashback As aplicações podem ser realizadas diretamente pelo aplicativo ou pelo site do Mercado Bitcoin. O cashback será creditado em D+1 após a realização do investimento. No caso dos ativos elegíveis ao bônus por gols da Seleção Brasileira, o percentual adicional será pago separadamente também em D+1 após a confirmação do resultado da partida. CriptoCrédito com taxa promocional inédita Além da oferta de Renda Fixa Digital, a campanha também traz condições especiais para contratação de CriptoCrédito, o crédito com garantia em criptomoedas como bitcoin, ethereum, solana e dólar digital do Mercado Bitcoin. Durante o período promocional, a taxa será reduzida de 1,89% para 1,59% ao mês, válida durante todo o contrato para novas operações realizadas de 23 a 26 de junho. A condição busca estimular investidores que desejam acessar liquidez sem abrir mão de sua exposição a ativos digitais, aproveitando oportunidades de investimento em momentos considerados favoráveis pelo mercado. A campanha Super Cashback é cumulativa com outras promoções vigentes da plataforma e está disponível para clientes pessoa física do Mercado Bitcoin. Mais informações no site.
- Geração Z transforma criptomoedas em porta de entrada para uma nova era dos investimentos digitais
A Geração Z está redefinindo a relação com o dinheiro e acelerando a adoção de criptomoedas como parte de uma nova infraestrutura financeira digital. No Brasil e no exterior, jovens investidores veem os ativos digitais não apenas como instrumentos de especulação, mas também como ferramentas de autonomia financeira, acesso global e participação em uma economia conectada, disponível 24 horas por dia. O movimento tem chamado a atenção do mercado financeiro, de empresas de tecnologia e de reguladores, que acompanham a consolidação desse novo perfil de investidor digital. Para Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, as criptomoedas têm funcionado como a principal porta de entrada da Geração Z para o universo dos investimentos. Segundo ele, a facilidade de acesso por meio de aplicativos, carteiras digitais e plataformas especializadas aproxima os jovens do mercado financeiro e reduz barreiras que historicamente afastavam novos investidores. “A Geração Z não enxerga as criptomoedas apenas como um ativo financeiro. Ela vê a tecnologia como parte de uma nova infraestrutura econômica, mais digital, global e acessível. Isso explica por que muitos jovens chegam ao mercado financeiro por meio dos criptoativos antes mesmo de conhecer produtos tradicionais de investimento”, afirma. Dados recentes mostram que a cultura de investimentos segue em expansão entre os brasileiros. Segundo o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela ANBIMA em parceria com o Datafolha, 36% da população possui algum tipo de investimento financeiro, o equivalente a 60,6 milhões de pessoas. Entre os jovens da Geração Z — grupo formado por pessoas de 16 a 29 anos em 2025 — o percentual de investidores também alcança 36%, demonstrando uma participação semelhante à observada entre millennials, geração X e baby boomers. Quando o assunto são criptomoedas, a presença dos jovens é ainda mais expressiva. Pesquisa global realizada pela Gemini com 7.205 consumidores em seis países revelou que 48% da Geração Z já possui ou já possuiu ativos digitais. O índice se aproxima dos 52% registrados entre millennials e reforça o protagonismo dos jovens na expansão do mercado cripto. Nos Estados Unidos, levantamento do Pew Research Center aponta que 26% dos adultos entre 18 e 29 anos já investiram, negociaram ou utilizaram criptomoedas. O comportamento desse novo investidor também apresenta características distintas das gerações anteriores. Levantamento realizado pela Coinbase em parceria com a Ipsos mostra que investidores jovens possuem maior exposição a ativos alternativos e maior disposição para experimentar novas tecnologias financeiras. Entre as principais características observadas estão o perfil digital-first, com uso predominante de aplicativos para investir; social-first, com forte influência das redes sociais na tomada de decisão; além de maior autonomia, abertura para ativos emergentes e interesse por tendências de inovação financeira. “Diferentemente das gerações anteriores, que costumavam iniciar sua jornada financeira pelos produtos oferecidos pelos bancos tradicionais, a Geração Z começa pelo ambiente digital. São investidores que aprendem, pesquisam e tomam decisões dentro de aplicativos e redes sociais. Isso cria um perfil mais autônomo, aberto à inovação e disposto a explorar novas classes de ativos, mas também exige maior atenção à qualidade das informações consumidas”, complementa o especialista. No Brasil, o cenário se mostra especialmente favorável ao crescimento desse mercado. O país figura entre os líderes globais em adoção de criptomoedas, segundo levantamento da Chainalysis, consolidando-se como um dos principais mercados da América Latina. A região registrou crescimento anual de 63% no valor recebido em transações on-chain, demonstrando o avanço da economia digital e da utilização de ativos digitais em diferentes perfis de usuários. O ambiente regulatório também avança. “O Banco Central estabeleceu novas regras para prestadores de serviços de ativos virtuais, incluindo exigências relacionadas à governança, segurança, transparência, prevenção à lavagem de dinheiro e autorização para funcionamento. As principais normas entraram em vigor em fevereiro deste ano, trazendo maior previsibilidade para investidores e empresas do setor”, explica Pereira. Outro fator determinante para compreender o novo perfil de investidor digital está nos canais de informação utilizados pelos jovens. Dados da ANBIMA apontam que 35% dos investidores brasileiros utilizam o YouTube para buscar informações financeiras, enquanto 27% recorrem ao Instagram. Além disso, 9% já utilizam ferramentas de inteligência artificial para esclarecer dúvidas e acompanhar tendências do mercado. Segundo Cleverson Pereira, essa mudança exige uma nova abordagem por parte das instituições financeiras e empresas do setor. “Não basta apenas oferecer informação. É preciso traduzir temas complexos de forma clara, transparente e compatível com a linguagem digital. A nova geração busca autonomia, mas também quer contexto para tomar decisões mais conscientes”, explica. Apesar do avanço da adoção de ativos digitais entre os jovens, Cleverson alerta para os riscos associados à falta de informação qualificada e ao consumo excessivo de conteúdos financeiros sem embasamento técnico. O relatório da FINRA Foundation identificou uma relação significativa entre investimentos de alto risco e comportamentos ligados a apostas entre jovens investidores. Entre os participantes da Geração Z que afirmaram apostar com frequência, 70% também investem em criptomoedas e 38% em NFTs. “O crescimento da participação dos jovens no mercado cripto é positivo porque amplia o acesso aos investimentos. Porém, autonomia sem conhecimento pode gerar decisões impulsivas. O desafio do setor é oferecer educação financeira clara, transparente e compatível com a linguagem digital dessa geração”, completa Pereira.
- Conta Simples lança o primeiro passo do banco agêntico B2B do Brasil
A Conta Simples apresentou durante o Web Summit Rio o “Faça Seu Agente” (Build Your Own Agent), recurso que permite a qualquer empresa cliente criar seus próprios agentes de IA, sem necessidade de código, para executar tarefas financeiras do dia a dia dentro das regras, limites e políticas que ela mesma define. O ponto de partida é um dado do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas no Brasil, produzido pela Conta Simples em parceria com a Visa: 49% das empresas brasileiras já usam IA, mas apenas 13% confiam nela quando o assunto é dinheiro. É essa lacuna, uma questão de infraestrutura e confiança, não de tecnologia, que a Conta Simples se propõe a fechar. O lançamento marca uma mudança de categoria: em vez de a empresa se adaptar ao banco, o banco passa a se adaptar à operação da empresa e a executar por ela. O “Faça Seu Agente” não é um produto isolado, e sim a abertura de uma série de lançamentos com que a Conta Simples pretende multiplicar o impacto dos times financeiros, sem a necessidade de multiplicar o quadro de colaboradores.“Acreditamos que o banco como ele é consumido hoje por extrato, dashboard e planilha, vai deixar de existir. Não estamos entregando mais um produto financeiro, mas sim estamos dando autonomia para que cada empresa defina as regras e deixe o agente executar o trabalho que antes consumia dias do time”, sintetiza Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples. Essa é a primeira mensagem de uma nova categoria. A Conta Simples está construindo o banco agêntico B2B: uma infraestrutura financeira em que as regras da empresa viram software executável e podem ser operadas por agentes de IA, não apenas consultadas por pessoas em extratos, dashboards e planilhas. Um stack de IA construído para o financeiro, para cada estágio de maturidade A tese da Conta Simples é que o B2B banking está se tornando agent-native: em poucos anos, parte relevante das transações entre empresas vai acontecer entre agentes, sem intervenção humana, e a infraestrutura financeira precisa estar pronta para ser consumida por IA. Para isso, a empresa está construindo um stack de inteligência artificial desenhado para o financeiro. E para mapear como esse stack abraça diferentes perfis de empresa, a Conta Simples se apoia na Curva de Adoção de Tecnologia, uma teoria desenvolvida pelo sociólogo Everett Rogers em seu livro “Diffusion of Innovations” (1962) e que descreve como uma inovação se difunde em cinco grupos ao longo do tempo: Inovadores (2,5% dos clientes): o MCP (Model Context Protocol), que conecta a conta corporativa diretamente ao Claude, da Anthropic, para quem quer estar na vanguarda e explorar o máximo da integração financeira com IA agora; Primeiros Adeptos (13,5%): o “Faça Seu Agente” e os agentes pré-configurados, para quem quer automatizar operações financeiras sem precisar de código ou projetos de TI; Maioria inicial (34%): acesso ao banking com gestão financeira automatizada de ponta a ponta, com agentes operando em segundo plano e uma UX que se adapta à vida financeira de cada empresa; Maioria Tardia (34%): integração progressiva de automação ao banking clássico, no ritmo que cada empresa consegue absorver; Empresas em amadurecimento (16%): visão do banking clássico, que a Conta Simples segue oferecendo enquanto a empresa amadurece para dar o próximo passo.A leitura é estratégica: em vez de apostar em um único público, a Conta Simples quer acompanhar a empresa em toda a curva de adoção de tecnologia, ambicionando liderar a era mais produtiva do financeiro corporativo no país. Já no ar: impacto mensurável desde maio A jornada começou em maio de 2026, quando a Conta Simples lançou o primeiro servidor MCP de uma fintech da América Latina. Ou seja, uma infraestrutura que conecta a conta corporativa da empresa diretamente ao Claude, da Anthropic. Em menos de um mês, mais de 900 empresas já se inscreveram para conectar suas operações financeiras ao Claude, com impacto real e mensurável no dia a dia dos times. Entre as empresas que já operam com o MCP estão Jusbrasil, Alura, Alice, Shoulder, Mottu, StartSe e Salve. A jornada começou em maio de 2026, quando a Conta Simples lançou o primeiro servidor MCP de uma fintech da América Latina, uma infraestrutura que conecta a conta corporativa da empresa diretamente ao Claude, da Anthropic, em apenas 30 segundos e sem exigir nenhum conhecimento técnico. O impacto operacional é imediato e mensurável. O fechamento mensal das contas, que consumia entre 45 e 50 minutos por rodada nas equipes financeiras, passou a ser feito em cerca de três a cinco minutos — uma redução de até 90% no tempo por operação. A conciliação de comprovantes, que dependia de sete etapas manuais, acontece agora em apenas duas. Além disso, análises que antes exigiam navegar por cinco telas diferentes são respondidas em segundos — basta perguntar ao Claude em linguagem natural.“A pergunta que todo gestor financeiro vai ter que responder em breve é simples: minha empresa está pronta para ser entendida por uma IA? A Conta Simples existe para que a resposta seja sim”, propõe Tognini. Como funciona e por que é seguro Por uma interface dentro da própria plataforma, a empresa descreve o que o agente deve fazer, quando e com quais limites, dando acesso a transações, saldos e aprovações. Toda ação é executada com rastreabilidade total: fica registrada, auditável e reversível. O diferencial técnico em relação a outras soluções de automação é uma camada proprietária de segurança e permissões que a Conta Simples construiu sobre o protocolo MCP. Na prática, se um colaborador interage com o agente pelo Slack ou pelo WhatsApp, ele só acessa os dados de cartão e os limites que o seu perfil na Conta Simples já permite. O resultado, junto da eliminação de erros de digitação, é a redução do risco de uso indevido de cartões corporativos.
- Copa de 2026: como a revolução financeira digital impactou o patrimônio das famílias brasileiras
Entre duas Copas, o Brasil ampliou sua liderança global em infraestrutura financeira digital. O Pix se consolidou como referência internacional, as fintechs ganharam escala, o mercado de capitais avançou e os ativos digitais amadureceram. Mas, ao analisar os indicadores econômicos e financeiros entre a Copa do Mundo do Catar, em 2022, e a edição de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, emerge uma questão relevante: a evolução tecnológica foi acompanhada pela formação de patrimônio das famílias brasileiras? Os números sugerem que não. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nominal do país cresceu mais de 28% no período e o salário mínimo avançou 33,7%, o percentual de famílias endividadas saltou de cerca de 72% para 80,9%, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Paralelamente, o endividamento em relação à renda nacional disponível das famílias atingiu 49,9%, maior patamar já registrado pelo Banco Central. A transformação digital foi expressiva. O número de chaves Pix cadastradas passou de 478 milhões para mais de 901 milhões entre 2022 e 2025. A média mensal de transações cresceu 582%, saindo de aproximadamente 975 milhões para 6,65 bilhões. O volume financeiro movimentado mensalmente mais que triplicou, alcançando R$ 2,95 trilhões. Atualmente, o sistema já responde por 54,7% dos pagamentos realizados no país. Ao mesmo tempo, o mercado financeiro também avançou. O número de investidores na B3 cresceu quase 30%, enquanto o valor de mercado das empresas listadas aumentou mais de 34%. No universo dos ativos digitais, o Bitcoin acumulou valorização próxima de 300% no período analisado. Para Carlos Akira Sato, co-founder da Syscapital e especialista em Mercados Regulados, Fintechs e Educação Financeira, o cenário evidencia um paradoxo brasileiro, o da democratização do acesso ao sistema financeiro ocorreu em velocidade muito superior à construção de hábitos voltados à acumulação de patrimônio. "O Brasil venceu uma etapa importante ao ampliar o acesso aos serviços financeiros. Hoje, milhões de pessoas conseguem movimentar recursos, contratar produtos e realizar pagamentos instantaneamente. No entanto, inclusão financeira não é sinônimo de prosperidade financeira. O grande desafio agora é transformar acesso em capacidade de gerar patrimônio ao longo do tempo", afirma. A seguir, o especialista fez um levantamento com base em dados de diversas instituições, como IBGE/ONU, Bacen, B3 e WeAreSocial, para embasar o cenário. Brasil Entre Duas Copas - Quadro Comparativo Indicadores Econômicos e Financeiros Indicador 2022 Jun/2026 Variação População 203 milhões ~213 milhoes1 +4,9% PIB Nominal R$ 9,9 tri R$ 12,7 tri (2025)2 +28,3% Salário Mínimo R$ 1.212 R$ 1.6213 +33,7% Famílias endividadas (PEIC/CNC) ~72% 80,9%4 +8,9 p.p. Endividamento/RNDBF (Bacen) ~48% 49,9%4 +1,9 p.p. Investidores na B3 5,0 milhões 6,49 milhoes5 +29,8% Capitalização B3 R$ 3,8 tri R$ 5,1 tri5 +34,2% Bitcoin US$ 16 mil ~US$ 64 mil6 +300% Sistema de Pagamentos Instantâneos - Pix Indicador 2022 2025 Variacao Chaves Pix cadastradas 478 milhões +901 milhoes7 +88,5% Transações Pix (media mensal) ~975 milhoes8 ~6,65 bilhoes8 +582% Volume financeiro Pix (media mensal) ~R$ 908 bi8 ~R$ 2,95 tri8 +225% Usuários ativos Pix ~130 milhões 178 milhoes7 +36,9% Share Pix no total de pagamentos ~30% 54,7%9 +24,7 p.p. Presença Digital - Principais Redes Sociais no Brasil Plataforma 2022 2025/2026 Variação WhatsApp 165 mi10 147 mi11 líder absoluto12 YouTube 142 mi10 144-147 mi11 +3-4% Instagram 122 mi10 134-150 mi11 +10-23% TikTok 73,5 mi10 92-98 mi11 +25-33% LinkedIn 63 mi10 68-75 mi11 +8-19% Usuários de internet ~171 mi ~185 mi13 +8,2% Tempo médio/dia em redes sociais ~3h30min 3h46min13 +~7% Segundo o especialista, os indicadores mostram que a digitalização reduziu barreiras históricas de entrada, mas ainda não foi capaz de alterar de forma significativa a cultura financeira da população. "O Pix revolucionou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro. As fintechs ampliaram a oferta de serviços. Mas o mesmo ritmo não foi observado na formação de reserva de emergência, previdência complementar ou investimentos de longo prazo. A infraestrutura evoluiu rapidamente; o comportamento financeiro ainda está tentando alcançá-la". Os dados ajudam a ilustrar esse contraste. Embora o país tenha alcançado cerca de 6,5 milhões de investidores na bolsa de valores, esse contingente ainda representa uma parcela reduzida da população brasileira. Paralelamente, o tempo médio dedicado às redes sociais segue próximo de quatro horas por dia, refletindo uma sociedade cada vez mais conectada digitalmente. Por que o acesso não virou patrimônio? Conforme Akira, o recorde de endividamento registrado em 2026 não pode ser interpretado apenas como resultado do cenário econômico recente. "Existe uma combinação de fatores estruturais por trás desse movimento. O acesso ao crédito se tornou mais simples e rápido, mas a educação financeira não avançou na mesma velocidade. Quando a população aprende primeiro a consumir crédito e somente depois a administrar recursos, o resultado costuma aparecer nos indicadores de endividamento", observa. Na avaliação dele, iniciativas de renegociação de dívidas cumprem papel importante ao aliviar a situação financeira de milhões de famílias, mas não substituem a necessidade de políticas permanentes de educação financeira. "Programas de renegociação ajudam a resolver problemas acumulados, mas não evitam que eles voltem a acontecer. O próximo salto de desenvolvimento do país passa pela construção de uma cultura patrimonial. Isso envolve planejamento financeiro, formação de reservas, investimentos e visão de longo prazo", destaca. Entre as duas Copas do Mundo, o Brasil consolidou uma das mais robustas infraestruturas financeiras digitais do planeta. Agora, o desafio é fazer com que essa evolução tecnológica se traduza em maior segurança financeira, redução do endividamento e ampliação da capacidade de acumulação de patrimônio das famílias brasileiras. "A próxima grande infraestrutura que o Brasil precisa construir não é tecnológica. É educacional. O país já criou as ferramentas. O desafio agora é capacitar as pessoas para utilizá-las de forma estratégica na construção de riqueza e estabilidade financeira", conclui Akira.
- Entidades alertam para impactos da reforma da CVM 88 sobre crowdfunding, tokenização e acesso ao crédito
A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), a Associação Brasileira de Crowdfunding de Investimento (CrowdInvest), a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) e o Instituto Livre Mercado divulgaram uma manifestação conjunta sobre a proposta de reforma da Resolução CVM 88, que disciplina as ofertas públicas de crowdfunding de investimento. As entidades reconhecem os avanços promovidos pela regulamentação nos últimos anos, que contribuíram para o crescimento do mercado de crowdfunding e para o desenvolvimento de novos modelos de financiamento baseados em tecnologia. No entanto, alertam que alguns dispositivos da minuta submetida à Consulta Pública SDM nº 05/2025 podem comprometer a trajetória de expansão do setor e reduzir o acesso de empresas ao mercado de capitais. Entre os principais pontos de preocupação estão as restrições à cessão de créditos previstas na proposta e a aplicação de exigências regulatórias atualmente direcionadas a grandes operações estruturadas também às securitizadoras que atuam por meio do crowdfunding. Segundo as entidades, essas mudanças podem elevar custos, aumentar a complexidade operacional e dificultar a viabilização de ofertas voltadas principalmente para pequenas e médias empresas. " A reforma da Resolução CVM 88 representa uma oportunidade importante para aperfeiçoar um modelo que tem ampliado o acesso de empresas ao mercado de capitais e impulsionado a inovação financeira no Brasil. Defendemos uma regulação que preserve a proteção ao investidor, mas que também considere as especificidades de modelos inovadores, como a tokenização e o crowdfunding, para que o setor continue crescendo de forma sustentável", destaca Diego Perez, VP e diretor de relações institucionais da ABcripto. Para José Luiz Rodrigues, conselheiro do Conselho Consultivo da ABFintechs, o aprimoramento da norma deve equilibrar inovação e segurança jurídica. "O O crowdfunding se consolidou como uma ferramenta relevante para ampliar o acesso ao capital, especialmente para pequenas e médias empresas. Nosso objetivo é contribuir para um ambiente regulatório que mantenha a segurança do mercado sem criar barreiras que possam reduzir as alternativas de financiamento para negócios que dependem desses instrumentos para crescer". O tema também mobiliza o setor de tokenização. "A tokenização vem permitindo ganhos importantes de eficiência, transparência e acesso no mercado de dívida. As plataformas de crowdfunding e as securitizadoras desempenham papel fundamental nesse processo ao conectar tecnologia, governança e acesso ao capital. É importante que a evolução regulatória preserve esse potencial de inovação e expansão do mercado", observa Adolfo Menezes Melito, diretor da CrowdInvest. "Como já destacado, o mercado de crowdfunding demonstrou nos últimos anos sua capacidade de ampliar o acesso ao crédito, saindo de R$ 7 milhões em 2022 para mais de R$ 4,9 bilhões em volume de dívida entre 2023 e 2025, impulsionado também pela entrada das tokenizadoras de recebíveis no ambiente regulado. Nossa preocupação é que a reforma da Resolução CVM nº 88 seja devidamente calibrada para preservar esses avanços, evitando restrições que possam atingir estruturas essenciais do setor, como o warehousing, ou gerar sobreposição regulatória desproporcional em operações conduzidas em ambiente já regulado. O objetivo deve ser combinar proteção ao investidor, segurança jurídica e inovação, sem inviabilizar modelos que ampliam o acesso de pequenas e médias empresas ao crédito", comenta Paulo Portuguez, Assessor Jurídico da ABToken. Outro ponto destacado pelas entidades é a importância de evitar exigências que possam limitar o acesso ao mercado de capitais. "A proposta de reforma da CVM 88 traz avanços conceituais inegáveis para o financiamento de empresas, mas sua eficácia prática depende da eliminação de amarras que limitam tanto quem capta quanto quem investe. Defendemos a ampla liberdade para investir e a proporcionalidade regulatória para quem precisa de crédito", ressalta Rodrigo Saraiva Marinho, diretor-executivo do Instituto Livre Mercado. Na avaliação das entidades, a manutenção dos dispositivos propostos pode reduzir a oferta de crédito para empresas, afastar investidores do mercado de capitais e comprometer avanços recentes na democratização do acesso a investimentos. Por isso, as associações defendem a continuidade do diálogo técnico com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) durante o processo de consulta pública. A íntegra da manifestação conjunta está disponível neste link.
- Cartões globais e tokenização aceleram expansão de programas financeiros baseados em stablecoins
O avanço das stablecoins vem criando novas possibilidades para empresas que desejam oferecer produtos financeiros com alcance internacional. Para a plataforma de infraestrutura financeira Pomelo, a escalabilidade desses modelos dependerá menos da tecnologia blockchain em si e mais da capacidade de conectar liquidação digital, aceitação global e experiência do usuário em uma única infraestrutura. Nesse contexto, os cartões globais surgem como uma das principais pontes entre o universo das stablecoins e a economia real. Ao combinar liquidação baseada em ativos digitais com a aceitação das redes internacionais de pagamento, empresas conseguem oferecer experiências globais sem exigir que consumidores ou estabelecimentos mudem seus hábitos de pagamento. Segundo Rafael Goulart, country manager da Pomelo no Brasil, o desafio atual não está apenas na movimentação dos recursos, mas na distribuição desses produtos em escala. “As stablecoins já demonstram ganhos relevantes de eficiência em transferências internacionais e movimentação de recursos entre mercados. O próximo passo é transformar essa eficiência operacional em experiências simples para usuários finais, e isso passa pela infraestrutura de cartões”, afirma. A tokenização desempenha papel central nessa evolução. Tradicionalmente associada à segurança das transações digitais, a tecnologia passa a atuar também como aceleradora de ativação e engajamento em programas globais. “Quando um usuário pode receber um cartão digital instantaneamente, adicioná-lo à carteira digital e começar a utilizá-lo em poucos minutos, eliminamos grande parte da fricção que historicamente limitou a distribuição internacional de produtos financeiros”, explica Goulart. Na visão do executivo, a combinação entre tokenização, wallets digitais e cartões globais cria uma jornada digital-first particularmente relevante para empresas que operam modelos internacionais ou que desejam expandir sua atuação para novos mercados sem depender exclusivamente da emissão local em cada país. “O consumidor não precisa entender blockchain, stablecoins ou infraestrutura de pagamentos. O que importa é ter uma experiência simples, segura e instantânea. A tecnologia funciona melhor quando se torna invisível”, completa. A Pomelo observa um aumento no interesse de fintechs, plataformas digitais e empresas globais por modelos que utilizam stablecoins como camada de liquidação, mantendo a experiência de consumo através das redes tradicionais de cartões. Para essas empresas, a combinação entre aceitação global, liquidação eficiente e distribuição digital representa uma oportunidade para acelerar expansão internacional com menor complexidade operacional. “Não acreditamos em uma substituição dos meios de pagamento atuais. O que vemos é a construção de novas camadas de infraestrutura que tornam os pagamentos globais mais eficientes. Stablecoins, cartões e tokenização são tecnologias complementares dentro dessa evolução”, conclui Goulart.
- Fintech brasileira abre as porteiras do mercado global de commodities aos pequenos produtores rurais
O caminho que levou o empresário Leandro Dias ao comando de uma das fintechs mais inovadoras e promissoras do agronegócio brasileiro dos últimos anos, está longe de ser convencional. Nascido na periferia da zona norte de São Paulo, construiu sua trajetória apoiado nos estudos e na capacidade de enxergar oportunidades onde muitos viam apenas obstáculos. Hoje, aos 37 anos, é CEO da AKIN S.A. desenvolvedora da AgroDeri, conta digital voltada ao agro e que integra Pix, câmbio criptomoedas e fiat, wealth, crédito para insumos, barter de commodities, proteção de preço e hedge sintético. Para acelerar e acessibilizar essa infraestrutura agrofinanceira há um número maior de pessoas, a empresa anuncia uma nova rodada de investimento em busca da captação de R$ 10 milhões. “Queremos avançar no processo de digitalização no campo com nossas tecnologias, desta forma, vamos construir um ecossistema que provavelmente daqui há uns 12 meses pode estar valendo R$1 bilhão”, projeta o CEO. A história de Leandro começou com uma bolsa de estudos em uma escola técnica. Ainda jovem, ingressou na carreira militar e tornou-se oficial do Exército Brasileiro. Foi nesse período que investiu intensamente em formação acadêmica, cursando simultaneamente Economia, Administração e Pedagogia. Após deixar a carreira militar, iniciou uma jornada de uma década no setor financeiro, atuando em instituições bancárias no Brasil e na Europa. A experiência internacional foi complementada por um doutorado em Economia na Espanha e posteriormente um pós-doutorado em Engenharia da Computação. Mas foi a inquietação em relação aos desafios sociais e econômicos que o levou a buscar novos caminhos. Em 2019, enquanto blockchain e ativos digitais começavam a ganhar espaço no mercado financeiro global, Dias enxergou uma oportunidade de construir uma infraestrutura tecnológica capaz de conectar diferentes mundos. Com recursos próprios, fundou a fintech com uma proposta ousada: desenvolver uma plataforma capaz de integrar pagamentos, crédito, ativos digitais, operações internacionais e gestão de risco em um único ecossistema. A proposta rapidamente chamou atenção do mercado. “Em 2022, fomos procurados pelo Nubank e recebemos uma proposta de investimento. Na oportunidade adquiriram uma participação em nosso negócio, validando o potencial da tecnologia desenvolvida por nós”, lembrou Dias. A crise que mudou tudo O ponto de virada veio em meio à instabilidade geopolítica que desorganizou cadeias de comércio exterior no mundo todo. Um dos investidores-anjo da empresa, exportador de amendoim, viu pagamentos internacionais legítimos travarem quando bancos correspondentes foram desconectados dos trilhos tradicionais de liquidação. Operações que eram rotineiras simplesmente pararam e a sobrevivência da AkinTec, que dependia desses fluxos, entrou em risco. Foi aí que Dias tomou uma decisão incomum para um empreendedor brasileiro: foi atrás, pessoalmente, de parceiros bancários e de novas formas de viabilizar pagamentos transfronteiriços. “Eu precisava entender, na prática, por que um fluxo de comércio legítimo ficava refém da lentidão e da fragilidade do sistema bancário internacional. Foi nessa busca que enxerguei a infraestrutura cripto como uma camada de liquidação mais rápida e resiliente”, afirma. Ao mergulhar no universo das finanças descentralizadas, percebeu que ali havia uma oportunidade maior. Aquelas tecnologias podiam resolver não só um problema de pagamento internacional, mas gargalos históricos do agro. Estudando o setor agropecuário a fundo, identificou desafios recorrentes de pequenos e médios produtores: acesso difícil ao crédito, dependência de intermediários e ausência de mecanismos eficientes de proteção contra a oscilação de preços. Culturas como açaí, castanha, amendoim, cupuaçu e mel poderiam ganhar escala. “Com blockchain, tokenização e finanças descentralizadas, é possível transformar commodities agrícolas em ativos digitais negociáveis globalmente. O produtor passa a acessar crédito, fazer barter, proteger preço em hedge e obter liquidez de forma mais acessível, com inteligência climática, imagens de satélite e análise de risco tornando o crédito mais justo”, destaca o CEO. Presente e futuro Hoje a AKIN S.A. tem entre suas parceiras a Cyklo Agritech, uma aceleradora de projetos e startups. Segundo Dias, essa jornada teve início em um momento importante, há pouco mais de um ano, quando a fintech carecia de um contato mais aproximado no agro. “Eu já tinha trabalhado com muitos programas de aceleração, incluindo o do Google, e vi algo diferente na Cyklo e gostei muito do trabalho deles tanto que chamei para meu sócio. Além disso, ter um parceiro que nos dá segurança com experiência e contatos no setor vai acelerar os nossos processos e ampliar as captações”, destacou. A AKIN firmou recentemente um acordo de capital contingente (facility) de até US$ 20 milhões com o Global Emerging Markets (GEM), grupo de investimentos alternativos sediado em Nova York. O instrumento permite à companhia acessar capital de forma faseada, vinculado a etapas futuras de expansão e à evolução do ecossistema AgroDeri, um modelo de financiamento ainda pouco explorado no agronegócio brasileiro. “Nossa missão é construir uma nova infraestrutura financeira para o agronegócio: ampliar o acesso a capital, reduzir desigualdades e permitir que pequenos e médios produtores participem de oportunidades antes restritas aos grandes agentes do mercado. É uma visão que começou na periferia de São Paulo e que hoje busca transformar, em escala global, a relação entre o campo e as finanças”, finaliza Dias.
- Reconhecimento do Pix impulsiona nova fase da transformação financeira no Brasil
Cinco anos após seu lançamento, o Pix alcança um novo marco de consolidação entre os brasileiros. Pesquisa do Banco Central mostra que quase nove em cada dez pessoas reconhecem a marca do sistema de pagamentos instantâneos, evidenciando como a ferramenta passou a fazer parte da rotina financeira do país. Para especialistas do setor, o alto nível de reconhecimento reflete a maturidade alcançada pelo ecossistema e cria condições para a expansão de novos serviços financeiros digitais. Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix revolucionou a forma como pessoas e empresas realizam pagamentos e transferências ao permitir operações em tempo real, durante 24 horas por dia. Além de simplificar transações e ampliar a inclusão financeira, a ferramenta abriu espaço para a criação de novos modelos de negócios e acelerou a transformação digital do sistema financeiro brasileiro. Com a evolução contínua do ecossistema, iniciativas como Pix Automático, Pix por biometria e Pix parcelado ampliam as possibilidades de uso da tecnologia, enquanto o Open Finance fortalece a integração entre instituições financeiras e a oferta de serviços mais personalizados e eficientes. Para Lenon Rodrigues, diretor executivo da Pagar, fintech mineira especializada em infraestrutura financeira para setores regulados e grandes operações corporativas, a trajetória do Pix demonstra a capacidade de inovação do sistema financeiro brasileiro. "O Brasil desenvolveu um dos mecanismos de pagamentos mais avançados do mundo. A evolução contínua do ecossistema, com iniciativas como Pix Automático, Pix por biometria e Pix parcelado, mostra a capacidade do país de inovar com escala, segurança e eficiência", afirma. Segundo o executivo, quando uma solução aberta e eficiente alcança ampla adoção e passa a transformar a forma como consumidores e empresas movimentam recursos, seu impacto tende a ultrapassar as fronteiras do mercado doméstico. "Quando uma solução aberta e eficiente passa a desafiar modelos tradicionais de pagamento, é natural que desperte atenção em outros mercados. O Pix transformou a forma como pessoas e empresas movimentam recursos e demonstra que o Brasil tem potencial para influenciar a próxima geração dos meios de pagamento em nível global", acrescenta. A consolidação do Pix também impulsiona outras iniciativas do sistema financeiro digital brasileiro, como o Open Finance, que amplia a integração entre instituições, favorece a competitividade e permite o desenvolvimento de experiências financeiras mais inteligentes para consumidores e empresas. Na avaliação de Gilson Paulillo, diretor comercial da Pagar, o principal legado do Pix vai além da tecnologia de pagamento. "O Pix representa uma modalidade nacional moderna, segura, interoperável e acessível, construída de forma colaborativa entre regulador, bancos e fintechs. Seu sucesso demonstra a capacidade do país de desenvolver soluções que atendem milhões de pessoas e empresas em tempo real", destaca. Paulillo ressalta que a plataforma contribuiu para reduzir custos operacionais, ampliar o acesso aos serviços financeiros e estimular a inovação em diversos segmentos da economia. "As constantes evoluções da ferramenta mostram que o sistema acompanha as necessidades do mercado. Independentemente das discussões internacionais, o Pix consolidou o Brasil como uma referência global em pagamentos instantâneos e transformação digital dos serviços financeiros", conclui. O elevado reconhecimento do Pix entre os brasileiros demonstra que o sistema já superou a etapa de adoção e se consolidou como uma infraestrutura essencial para o funcionamento da economia digital. A evolução contínua da plataforma reforça o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de soluções financeiras inovadoras e cria novas oportunidades para empresas, instituições financeiras e consumidores.
- Nuvei anuncia aquisição da Payoneer por US$ 2,75 bilhões para criar uma plataforma global líder de comércio local e transfronteiriço
A Nuvei e a Payoneer (Nasdaq: PAYO) anunciaram a assinatura de um acordo definitivo por meio do qual a Nuvei adquirirá a Payoneer. Nos termos do acordo, a Nuvei adquirirá todas as ações ordinárias emitidas e em circulação da Payoneer Global Inc. por US$ 7,40 por ação, em dinheiro, representando um valor patrimonial total da transação de aproximadamente US$ 2,75 bilhões. “A aquisição da Payoneer representa um passo decisivo na evolução da Nuvei como líder global em infraestrutura financeira”, afirmou Phil Fayer, presidente do Conselho e CEO da Nuvei. “Ao combinar capacidades complementares, poderemos oferecer às empresas uma plataforma mais completa para aceitar pagamentos, enviar recursos, emitir cartões, gerenciar necessidades de tesouraria e câmbio, além de acessar serviços financeiros embarcados em escala global.” À medida que o comércio se torna mais complexo em mercados locais e transfronteiriços, as empresas precisam de uma infraestrutura capaz de suportar todo o ciclo de vida das transações. Esta transação atende diretamente a essa necessidade ao combinar as capacidades líderes da Nuvei em aceitação de pagamentos com os recursos da Payoneer em pagamentos internacionais, contas multimoeda e rede bancária global, além de liquidação no mesmo dia e em tempo real em mais de 150 mercados. Juntas, as empresas criarão uma infraestrutura financeira unificada, sempre disponível e construída sobre redes confiáveis, apoiando clientes que operam nas principais plataformas globais de comércio digital, incluindo Amazon, eBay, Walmart, Airbnb, Fiverr, Upwork, Etsy, ByteDance, Shopify e WooCommerce. Um componente fundamental dessa infraestrutura é a sólida presença regulatória da Payoneer em importantes jurisdições ao redor do mundo. A Payoneer possui diversas licenças e autorizações regulatórias, incluindo licença para serviços de pagamento online na China continental e autorização para atuar como agregadora de pagamentos transfronteiriços na Índia, sob a estrutura regulatória do Reserve Bank of India. A transação também fortalece a capacidade da Nuvei de apoiar novos modelos financeiros, incluindo agentic commerce, pagamentos com stablecoins e serviços financeiros nativos de plataformas. Espera-se que essas capacidades ajudem empresas a movimentar recursos de forma mais eficiente entre diferentes tipos de pagamento, redes de liquidação e jurisdições. “Há duas décadas, a Payoneer conquistou a confiança de milhões de empresas em mercados onde a confiança leva anos para ser construída”, afirmou John Caplan, CEO da Payoneer. “Transformamos nosso negócio com resultados extraordinários, e nossa combinação com a Nuvei ampliará ainda mais o que podemos oferecer aos clientes. Juntos, alcançaremos mais empresas, em mais mercados, com uma plataforma mais completa.” Detalhes da Transação A transação foi aprovada pelos Conselhos de Administração da Nuvei e da Payoneer. A conclusão da transação está prevista para ocorrer em meados de 2027, sujeita à aprovação dos acionistas da Payoneer, à obtenção das aprovações regulatórias necessárias e ao cumprimento das demais condições habituais de fechamento. A Goldman Sachs & Co. LLC atua como principal assessora financeira da Nuvei. A Barclays Capital Inc. também prestou assessoria financeira à Nuvei. Simpson Thacher & Bartlett LLP e Stikeman Elliott LLP atuam como assessores jurídicos da Nuvei. A Qatalyst Partners atua como assessora financeira exclusiva da Payoneer. Davis Polk & Wardwell LLP atua como assessora jurídica da Payoneer. BMO Capital Markets, RBC Capital Markets, Barclays, UBS e Wells Fargo estão fornecendo financiamento comprometido relacionado à transação.
- NG.CASH aposta na transformação do Pix em plataforma de crédito e lança solução integrada para nova economia digital
De acordo com o recém-divulgado Global Payments Report 2026, da Global Payments, o Pix superou os cartões de crédito em volume transacionado, consolidando o sucesso da ferramenta no país. Visando atender principalmente as novas gerações, que entraram no sistema financeiro tendo o PIX como principal meio de pagamento, a NG.CASH anuncia o lançamento do Pix Crédito, nova solução da fintech voltada a integrar crédito e pagamento instantâneo em uma única experiência digital. Já disponível para os clientes, o Pix Crédito amplia o portfólio da NG.CASH e reforça o posicionamento da empresa de desenvolver produtos financeiros conectados ao comportamento de uma população que passou a consumir, movimentar dinheiro e organizar a vida financeira dentro da lógica da instantaneidade. O movimento acompanha uma transformação estrutural no mercado. Dados do Banco Central mostram que o Pix já ultrapassa 170 milhões de usuários no Brasil e movimentou mais de 7 bilhões de transações apenas em janeiro de 2026. Ao mesmo tempo, projeções do mercado apontam que o sistema deve responder por metade das transações do e-commerce brasileiro até 2028, consolidando-se como uma das maiores infraestruturas financeiras digitais do mundo. É dentro dessa mudança de comportamento que nasce o Pix Crédito da NG.CASH. O produto replica funcionalidades já consolidadas do cartão de crédito, como parcelamento, limite e gestão de fatura, mas operando diretamente dentro da experiência do Pix. Na prática, o usuário realiza pagamentos instantâneos enquanto acessa crédito de forma integrada, simplificada e totalmente digital. “O Pix transformou a relação das pessoas com dinheiro no Brasil. Hoje, existe uma expectativa por soluções financeiras que funcionem na mesma velocidade da rotina digital dos usuários. O Pix Crédito nasce justamente para acompanhar essa evolução e aproximar o crédito de uma experiência mais simples, fluida e acessível”, afirma Mario Augusto Sá, cofundador e CEO da NG.CASH. A aposta da fintech acontece em um momento em que o próprio mercado financeiro começa a redesenhar produtos tradicionais a partir da infraestrutura do Pix. Em abril do ano passado, o Banco Central anunciou oficialmente o avanço do chamado “Pix Parcelado”, modalidade criada para ampliar o uso do sistema em compras de maior valor e aproximar o Pix da dinâmica historicamente dominada pelos cartões de crédito. Para a NG.CASH, o avanço desse ecossistema abre espaço para soluções mais aderentes aos hábitos financeiros de uma geração que já utiliza o celular como principal canal de relacionamento com dinheiro. Segundo a Febraban, 75% das transações bancárias no Brasil já acontecem via mobile banking. “Existe uma mudança muito clara na forma como os brasileiros mais jovens acessam serviços financeiros. Muitas vezes, o primeiro contato dessas pessoas com movimentação financeira aconteceu via Pix e não através de produtos tradicionais. Isso muda completamente a expectativa em relação à experiência de uso, velocidade e transparência”, complementa Mario Augusto Sá. O lançamento do Pix Crédito também marca mais um passo da estratégia de expansão da NG.CASH, que recentemente passou a disponibilizar o Crédito CLT, linha de consignado privado da companhia. Com mais de 8 milhões de usuários, a fintech vem ampliando sua atuação para acompanhar o amadurecimento financeiro da base e consolidar um ecossistema de produtos centrado em conveniência, liquidez e experiência digital.














