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- Fintechs crescem em 2026 sob vigilância ampliada e reforçam governança para sustentar escala
O Brasil superou a marca de 1.600 fintechs ativas e mantém a liderança na América Latina em número de startups financeiras. O dado sinaliza a consolidação de um setor que amadureceu após ciclos intensos de expansão, captação e diversificação de produtos. A fase atual, porém, é marcada por um maior rigor regulatório e pela exigência de estruturas sólidas de controle. Para Rafael Franco , CEO da Alphacode , empresa especializada no desenvolvimento de plataformas financeiras digitais, o desafio mudou de natureza. “O mercado não aceita mais crescimento baseado apenas em aquisição acelerada de clientes. A fintech que não nasce com governança estruturada pode até ganhar escala no curto prazo, mas tende a enfrentar dificuldades quando a operação se torna mais complexa”, afirma. Infraestrutura crítica e o impacto do Pix Essa complexidade se intensifica à medida que o setor ganha relevância sistêmica. O Pix, por exemplo, já ultrapassou 170 milhões de usuários cadastrados e movimenta trilhões de reais por ano, consolidando-se como principal meio de pagamento eletrônico em número de transações no país. A infraestrutura digital se tornou crítica, o que amplia a responsabilidade operacional das empresas que atuam nesse ecossistema. No plano global, o ritmo de expansão também se mantém elevado. Projeções recentes indicam crescimento médio anual superior a 20% para o mercado mundial de fintechs até o fim da década, impulsionado por open finance, crédito digital e pagamentos integrados. O avanço amplia oportunidades, mas aumenta a pressão por conformidade e segurança. Nesse contexto, surgem soluções voltadas à estruturação tecnológica, como o MOSAICO by Alphacode, concebido como uma arquitetura modular para fintechs que precisam expandir produtos financeiros sem comprometer controle e rastreabilidade. A proposta organiza a operação em blocos independentes e integráveis, permitindo evolução gradual da infraestrutura conforme a empresa cresce. A lógica começa por um núcleo de onboarding e cadastro alinhado às rotinas de KYC e validação documental exigidas pelas normas vigentes. A partir dessa base, podem ser incorporados módulos de crédito e produtos financeiros, com motor de cálculo parametrizável e integração com banco liquidante. Painéis administrativos oferecem visibilidade sobre transações, limites e indicadores de risco, enquanto integrações com registradoras, bureaus de crédito e sistemas antifraude fortalecem o monitoramento. O custo da "desorganização" em finanças Para Franco, o ponto central não está na ferramenta em si, mas na forma como as fintechs estruturam sua arquitetura desde o início. “Quando a empresa cresce por camadas organizadas e auditáveis, consegue lançar novas funcionalidades sem comprometer a governança. O erro comum é desenvolver primeiro e organizar depois. Em finanças, essa inversão custa caro”, diz. O avanço do Open Finance reforça essa necessidade de organização estrutural. Com milhões de consentimentos ativos para compartilhamento de dados entre instituições, a interoperabilidade amplia a competição e a personalização de ofertas, mas exige rigor na proteção de informações e na aderência às regras prudenciais. Além disso, permanecem em vigor normas que estruturam sociedades de crédito direto, instituições de pagamento e modelos que operam Banking as a Service, incluindo exigências de capital mínimo, controles internos e políticas de prevenção à lavagem de dinheiro. Nos últimos anos, o regulador ampliou o foco sobre cibersegurança e responsabilidade de parceiros tecnológicos, elevando o padrão esperado das empresas digitais. A discussão sobre tecnologia deixa de ser apenas sobre inovação e passa a incluir resiliência operacional. “Governança não é um departamento isolado. Ela precisa estar incorporada na arquitetura do produto. Se a base tecnológica não estiver preparada para auditoria e gestão de risco, o crescimento se transforma em vulnerabilidade”, afirma Franco. O setor financeiro digital entra, assim, em uma fase menos tolerante aos improvisos e mais orientada à sustentabilidade. A expansão contínua, mas a capacidade de equilibrar velocidade e disciplina operacional tende a definir quais fintechs conseguirão consolidar posição em um mercado cada vez mais competitivo e supervisionado.
- Ripple redefine pagamentos com plataforma de stablecoin de ponta a ponta e impulso global de clientes
A Ripple , provedora líder de soluções empresariais baseadas em blockchain para finanças tradicionais e digitais, anunciou hoje uma grande expansão do Ripple Payments , sua solução para movimentação de dinheiro tanto em infraestruturas tradicionais quanto digitais. Com novas funcionalidades de produto e a aceleração da adoção por parte dos clientes, a Ripple consolida seu papel como o balcão único de soluções prontas para ativos digitais para empresas. Enquanto as maiores instituições financeiras do mundo correm para trazer pagamentos com stablecoins ao mercado, a Ripple se destaca com a única plataforma licenciada de ponta a ponta, construída para suportar a movimentação de moedas fiduciárias e digitais em escala global. Apoiada por uma rede global de confiança, profunda cobertura regulatória e novas capacidades em custódia gerenciada e recebimentos via contas virtuais, a Ripple permite que as fintechs operem com confiança na economia onchain . A plataforma de pagamentos universal: do recebimento ao pagamento (Payout) A Ripple está redefinindo a jornada de pagamento para a movimentação global de dinheiro — eliminando a necessidade de conectar múltiplas soluções desconexas de diferentes fornecedores, regiões e fusos horários. Aproveitando as recentes aquisições da Palisade (automação de custódia e tesouraria) e Rail (contas virtuais e recebimentos), a solução da Ripple agora permite que os clientes recebam, mantenham, troquem e paguem tanto em moeda fiduciária quanto em stablecoins. Isso inclui a capacidade de provisionar contas virtuais e carteiras nominais, automatizar fluxos de recebimento, além de trocar e liquidar fundos em contas operacionais dentro de uma única plataforma unificada. "Para que o sistema financeiro global evolua, as fintechs e instituições financeiras precisam de uma infraestrutura que trate os ativos digitais com o mesmo rigor das finanças tradicionais", disse Monica Long, Presidente da Ripple . "O sucesso neste espaço exige infraestrutura de nível empresarial, licenciamento extensivo e liquidez profunda — capacidades que poucos podem igualar. A Ripple criou o modelo para soluções empresariais baseadas em blockchain, projetadas para operar em escala global para o setor financeiro regulamentado." Enquanto grande parte do setor permanece em fase de testes, a Ripple já opera em mais de 60 grandes mercados (entre eles o Brasil), fornecendo a infraestrutura global necessária para escalar operações por meio de uma integração simplificada e um único provedor. Custódia Gerenciada: Utilizando aquisições recentes, a Ripple agora oferece uma abordagem gerenciada que permite capacidades de recebimento seguras e escaláveis. Isso fornece uma base segura para provisionar carteiras em escala, facilitar a assinatura de transações em alta velocidade e transferir fundos de forma eficiente para contas operacionais. Recebimentos Unificados: A Ripple permite que as empresas aceitem pagamentos em moeda fiduciária e stablecoins por meio de contas virtuais e carteiras nominais, com conversão e liquidação automática em uma única conta consolidada. Liquidez Avançada: Com base em anos de experiência, a plataforma da Ripple garante que as empresas movam liquidez para o lugar certo, no momento certo e pelo preço certo entre diferentes ativos. Dinâmica global: impulsionando a próxima geração da movimentação de dinheiro Fintechs e instituições financeiras têm liderado a adoção de stablecoins, com o volume anual global de transações saltando para US$ 33 trilhões no ano passado. Esse impulso está incentivando um ecossistema ativo de fintechs, no qual as stablecoins agora representam 30% de todo o volume de transações onchain, à medida que a utilidade em larga escala se acelera. Com mais de US$ 100 bilhões em volume processado, o Ripple Payments está vendo uma forte adoção entre fintechs em todo o mundo, que estão utilizando stablecoins para tratar ineficiências de liquidez e liquidação transfronteiriça: alfred: Unindo as Américas e outras regiões, a alfred utiliza a Ripple para permitir fluxos transfronteiriços de stablecoin para moeda fiduciária nos EUA, América Latina e China. AltPayNet: Como Operadora de Sistema de Pagamento (OPS) licenciada nas Filipinas, a AltPayNet utiliza a Ripple para integrar stablecoins em seus fluxos de pagamentos transfronteiriços para suportar moedas como EUR, AED, CAD, THB e outras. Ao reestruturar modelos tradicionais, a APN é pioneira em um novo caso de uso de pagamentos B2B para a região. AMINA Bank: O primeiro banco europeu a adotar o Ripple Payments, o AMINA é um banco cripto suíço regulado pela FINMA com alcance global, utilizando a infraestrutura da Ripple para processar fluxos transfronteiriços em tempo real. Banco Genial: Um dos principais bancos digitais do Brasil, o Banco Genial está utilizando o Ripple Payments para viabilizar pagamentos transfronteiriços (payouts) a partir do Brasil. ECIB: Banco de investimento licenciado na Malásia, o ECIB utiliza a Ripple para aprimorar sua infraestrutura transfronteiriça, permitindo uma movimentação de fundos mais eficiente para seus clientes corporativos. MassPay: Plataforma líder global de orquestração de pagamentos que opera em mais de 100 países, a MassPay utiliza a Ripple para suportar moedas como EUR, VND, THB e TRY, com planos de expansão para pagamentos financiados por stablecoins. Zand: Banco digital dos Emirados Árabes Unidos regulado pela DFSA, o Zand Bank utiliza o Ripple Payments para aumentar a velocidade e a transparência das transações transfronteiriças. Estabelecendo o padrão: conformidade em primeiro lugar para finanças regulamentadas A Ripple está entre as empresas de cripto mais confiáveis e licenciadas do setor, com um portfólio de mais de 75 licenças globais e Licenças de Transmissor de Dinheiro (MTLs). Essa base regulatória — que inclui uma Carta de Empresa de Confiança ( Trust Company Charter ) do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NYDFS) — permite que a Ripple mova dinheiro em nome de clientes, trabalhe diretamente com bancos e provedores de pagamentos e opere em infraestruturas financeiras regulamentadas. A Ripple lidera com uma mentalidade voltada para a conformidade ( compliance-first ), que oferece às instituições financeiras a estabilidade e a clareza regulatória necessárias para levar o setor para o ambiente onchain . Com mais de uma década de experiência, as operações da Ripple são projetadas para atender aos rigorosos padrões de segurança e operacionais das principais marcas financeiras do mundo.
- De sistemas a soluções integradas: Red Hat Finance Forum Brasil apresenta o panorama do setor no país
Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, mudanças regulatórias profundas e grandes oportunidades para bancos e instituições financeiras, especialmente com a consolidação da inteligência artificial, a Red Hat, líder global em soluções corporativas open source, reúne lideranças e especialistas para discutir o futuro dos serviços financeiros no Brasil. O Red Hat Finance Forum Brasil acontece no próximo dia 12 de março, das 10h às 17h, no Espaço L'Atelier, no hotel Sheraton São Paulo WTC, no Brooklin. As vagas são limitadas, garanta já a sua pelo link . O Red Hat Finance Forum Brasil é ponto de convergência para lideranças, especialistas de finanças e gerentes de TI descobrir e debater os desafios, oportunidades e o panorama do setor ao lado de grandes referências nacionais e internacionais como Rogério Melfi, diretor executivo da Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBAAS) ; Márcio Castro, CEO da RTM o maior hub de integração de tecnologias do setor financeiro; Abdul Assal, ex-Mastercard e atualmente Head of Business Development da Galileo Financial Technologies para Brasil e Colômbia; Hector Arias, ex-BBVA e atualmente Global Lead for Retail Banking para a Red Hat e Rafael Marins, quem lidera a estratégia e negócios no setor financeiro para para a Red Hat na América Latina. No evento, a Red Hat irá destacar seu portfólio de soluções (Red Hat OpenShift, Red Hat Ansible Automation Platform, Red Hat AI, Red Hat Enterprise Linux), junto a seu ecossistema de parceiros especializados no setor: RTM , Galileo Financial Technologies. Atualmente presente em todos os grandes bancos e instituições financeiras do País, essas aplicações têm foco na modernização da infraestrutura tecnológica das organizações. A programação abordará a evolução da inclusão financeira no Brasil, o avanço do modelo Banking as a Service (BaaS), a importância de arquiteturas tecnológicas flexíveis e abertas, o papel da resiliência operacional como impulsionadora da inovação, a repatriação de aplicações anteriormente migradas para a nuvem e o fortalecimento das estratégias de soberania digital e de dados. Também serão discutidas as melhores práticas para governar, controlar e extrair valor da inteligência artificial em diferentes ambientes tecnológicos. Inteligência artificial: uma jornada perene de inovação Por mais que o campo financeiro seja um dos segmentos na vanguarda da implementação da IA para automatizar operações, aumentar a precisão de processos, fortalecer a cibersegurança e criar novos modelos de negócios, ainda existem desafios significativos para consolidar sua implementação. Segundo um levantamento recente da Russell Reynolds Associates, consultoria global especializada em liderança e governança, apenas 30% dos executivos do setor se consideram preparados para aprofundar o uso da tecnologia nos próximos 12 a 18 meses. Entre os principais obstáculos apontados pelos C-levels estão a dificuldade de integrar a IA à rotina corporativa, a lacuna de competências técnicas nas equipes e a ausência de modelos robustos de governança para acompanhar o desenvolvimento ágil de soluções. Para Hector Arias, executivo com experiência no mercado internacional, a inteligência artificial exige uma estratégia clara de adoção, manutenção e capacitação contínua. “Embora existam particularidades no contexto brasileiro, para que a tecnologia saia da fase de experimentação e se torne efetivamente lucrativa, as organizações financeiras precisam deixar de tratá-la como um bloco monolítico e passar a aplicar os mesmos padrões rigorosos de governança, conformidade e privacidade exigidos para qualquer outra aplicação de missão crítica. Em outras palavras, é necessário criar as condições técnicas, operacionais e organizacionais para levar a IA de experimentos isolados a ambientes de produção, com impacto real no negócio”, afirmou. Na avaliação de Rafael Marins, especialista no contexto latino-americano de inovação financeira, o evento se apresenta como o local certo para empresas, clientes e outros players do ecossistemas possam ter um acompanhamento exclusivo para cada um dos temas abordados no encontro. “Em 2026, os bancos não desejam apenas eficiência. Eles almejam autonomia e controle sobre sua tecnologia e operações. Isso não é mais apenas um desafio interno de governança & gestão de riscos, mas uma exigência cada vez maior dos reguladores, que consideram o setor bancário um pilar fundamental da sociedade. Nesse contexto, o Red Hat Finance Forum Brasil foi concebido para promover conversas de alto nível e apoiar lideranças na evolução de estratégias tecnológicas que apoiam seus objetivos de inovação financeira”, concluiu.
- Nova regulamentação de criptoativos no Brasil pauta debates no MERGE São Paulo 2026
A ideia de que os criptoativos pertencem exclusivamente a startups e investidores de varejo está rapidamente se tornando ultrapassada na América Latina. Essa mudança ficará ainda mais evidente no MERGE São Paulo 2026 , que acontece nos dias 18 e 19 de março, no World Trade Center, em São Paulo : os ativos digitais já não são um experimento paralelo, mas um pilar cada vez mais estratégico das finanças institucionais. No Brasil e em toda a região, instituições financeiras, bancos centrais e reguladores de mercado, bancos comerciais e provedores de infraestrutura estão avançando de forma decisiva para os ativos digitais. O que antes era tratado como uma fronteira experimental agora está incorporado a roadmaps estratégicos, a discussões em conselhos e a planos de alocação de capital de longo prazo. Faltando poucos dias para o MERGE São Paulo 2026, a agenda do evento revela uma programação intensa de conferências, painéis, trilhas para startups, áreas de exposição, sessões de networking e experiências imersivas, reunindo mais de 300 palestrantes e 40 expositores. Os temas vão desde tokenização de ativos do mundo real, uso prático de stablecoins, identidade digital, DeFi e inovação regulada, com a participação de líderes globais, fintechs inovadoras e players institucionais. Representantes seniores do Banco Central do Brasil, do Banco Central do Uruguai e do Banco Central do Chile, além de autoridades regulatórias como a Comisión Nacional de Valores da Argentina e a Comisión Nacional de Activos Digitales de El Salvador, estão engajados ativamente nas discussões. A participação dessas entidades no MERGE São Paulo reflete um reconhecimento mais amplo: os ativos digitais já não são periféricos ao debate sobre estabilidade financeira; fazem parte dele. Entre os bancos comerciais, algumas das instituições mais reconhecidas da América Latina estão desenvolvendo capacidades internas em ativos digitais. Executivos do Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, BTG Pactual, Banco do Brasil, Banco BV e BNDES estão envolvidos em iniciativas relacionadas a valores mobiliários tokenizados, sistemas baseados em blockchain e custódia digital. Enquanto isso, a B3, operadora da bolsa brasileira, explora como a infraestrutura baseada em registros distribuídos pode remodelar os mercados de capitais. Regulação como catalisadora, não como restrição O avanço regulatório no Brasil reposicionou o país no mapa global dos ativos digitais. Conhecido há anos pelos altos níveis de adoção de cripto pelo varejo, o país agora consolida seu papel como uma jurisdição capaz de sustentar atividades em escala institucional. Para empresas que operam sob padrões de compliance europeus, norte-americanos ou globais, clareza regulatória é pré-requisito. Avanços legais recentes despertaram renovado interesse de provedores globais de liquidez, custodians, exchanges e empresas de infraestrutura blockchain que buscam expandir ou consolidar sua presença na maior economia da América Latina. Luis Ayala, Managing Director da BitGo LatAm, reforça essa perspectiva: “O Brasil se destaca como um dos destinos mais atraentes para empresas globais de ativos digitais: mercados de capitais profundos, participantes financeiros sofisticados e uma base crescente de usuários criptonativos. À medida que a regulação evolui, o Brasil deixa de ser ‘alto potencial’ para se tornar ‘alta convicção’, e a BitGo está focada em apoiar clientes no mercado com infraestrutura segura e em conformidade.” Felipe Maurano, Head of Regional Growth, Brazil na Kraken, também concorda: “O mercado cripto brasileiro representa mais do que uma oportunidade; é uma prioridade. Com mais de 200 milhões de pessoas e uma das bases de usuários cripto que mais crescem no mundo, o Brasil reúne tudo o que buscamos ao entrar em um novo mercado. A América Latina como um todo está em um ponto de inflexão, e o Brasil lidera esse movimento.” A governança em nível institucional também é central para a próxima fase de desenvolvimento. Com maior segurança regulatória, o impulso agora se desloca de forma decisiva para a participação institucional. Marco Antongiovanni, Country Manager Brasil na B2C2, destaca esse momento de virada: “O Brasil não é novato em ativos digitais. Ocupa a 5ª posição no Global Crypto Adoption Index, impulsionado por forte demanda de varejo e uso de stablecoins. Com as novas regulamentações trazendo a segurança jurídica que o mercado precisava, estamos vendo uma mudança decisiva: instituições financeiras locais e gestores de ativos estão entrando no mercado. 2026 será o momento definidor do cripto no Brasil.” Stijn Vander Straeten, CEO da Crypto Finance Group, ecoa essa mudança institucional: “A adoção de cripto no Brasil já está em escala global. O que o mercado precisa agora é de governança de nível institucional e é exatamente por isso que estamos aqui. Nosso papel é trazer nossa experiência global para dialogar com a estrutura única do mercado brasileiro, moldando padrões institucionais com players locais. O mercado cripto brasileiro alcançou um novo nível de maturidade. Estamos vendo uma demanda forte e concreta de instituições por ofertas cripto bem estruturadas e em conformidade.” Martin Coxall, Director of Growth da BSV Association, enfatiza o papel estratégico do Brasil nessa nova fase: “O Brasil já não é apenas um participante da economia digital; é o arquiteto de sua próxima fase. Na BSV Association, vemos a América Latina, liderada pelo sofisticado ambiente regulatório do Brasil e pela iniciativa DREX, como o campo de provas global para blockchain em escala. Nossa visão para a região é uma mudança da especulação para uma infraestrutura ‘utility-first’, na qual a blockchain BSV oferece a alta capacidade de processamento e a estabilidade necessárias para tokenizar ativos do mundo real e garantir o futuro intensivo em dados de uma economia movida por IA. Não estamos aqui apenas para testemunhar o MERGE entre finanças tradicionais e digitais; estamos aqui para fornecer a infraestrutura robusta sobre a qual ele irá operar.” Juntas, essas perspectivas sinalizam uma transformação mais ampla: o Brasil evolui de um mercado de alta adoção no varejo para um ecossistema estruturalmente maduro e preparado para instituições. Nesse contexto, a regulação não é uma restrição; é o catalisador que viabiliza a próxima fase de crescimento. Por que a América Latina - e por que o Brasil? A América Latina sempre se destacou no cenário global de cripto pela alta adoção no varejo, impulsionada pela volatilidade cambial, pelos fluxos de remessas internacionais e por uma população engajada digitalmente. O que há de novo é a velocidade com que as finanças institucionais estão convergindo com essa adoção de base. O Brasil, como maior economia da região e um dos mercados bancários mais sofisticados, ocupa uma posição única. Seu sistema financeiro é concentrado, porém tecnologicamente avançado; seu ecossistema fintech é maduro; e seus reguladores demonstram disposição para o diálogo em vez da proibição. Esse alinhamento entre demanda de mercado, abertura regulatória e capacidade institucional cria um terreno fértil para a integração em larga escala de blockchain. Nesse contexto, São Paulo passa a ser vista não apenas como um hub financeiro local, mas como uma porta de entrada entre a América Latina e o ecossistema global de ativos digitais. A conversa está migrando da disrupção para a integração: como bancos tradicionais incorporam tokenização a seus balanços, como exchanges reguladas interagem com liquidez descentralizada e como autoridades públicas equilibram inovação e estabilidade financeira. “A América Latina, e o Brasil em particular, emergiu como um dos mercados mais estratégicos para o ecossistema global de cripto. O Brasil não é apenas o maior mercado financeiro da região, mas também um dos mais historicamente ativos na adoção de ativos digitais. O compromisso inicial dos grandes bancos com essa tecnologia criou uma base sólida para a adesão institucional, e o recente avanço regulatório liderado pelo Banco Central do Brasil fornece a segurança jurídica necessária para acelerar a participação corporativa. Juntos, esses fatores criam as condições ideais para a próxima fase de crescimento da indústria”, afirma Paula Pascual, CEO do MERGE. A institucionalização do cripto na América Latina já não é teórica. Com a clareza regulatória avançando e os bancos assumindo protagonismo, o Brasil parece entrar em uma nova fase, na qual os ativos digitais passam a integrar a arquitetura central do sistema financeiro e não mais a operar em suas margens.
- Operações com stablecoins avançam no comércio exterior e exigem governança das corretoras de câmbio
O mercado global de criptoativos voltou a superar US$ 1,5 trilhão em 2024, segundo a CoinMarketCap. As stablecoins movimentaram centenas de bilhões de dólares por mês, de acordo com o Crypto Crime Report 2024, da Chainalysis, consolidando-se como meio de transferência internacional de valor. O Banco de Compensações Internacionais, no Annual Economic Report 2024, passou a analisar esses ativos na infraestrutura financeira, destacando riscos de lastro, liquidez e integração regulatória. No Brasil, a Lei nº 14.478/2022 definiu diretrizes para os prestadores de serviços de ativos virtuais e atribuiu ao Banco Central a competência para regulamentação e supervisão do setor. Desde fevereiro de 2026, as corretoras de câmbio passaram a ser autorizadas a operar com stablecoins dentro do enquadramento cambial regulado, o que insere oficialmente essas operações na estrutura supervisionada pelo Banco Central. Para Murillo Oliveira , especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo , holding brasileira especializada em câmbio e comércio exterior, a discussão deixou de ser tecnológica e passou a ser operacional. “A stablecoin pode reduzir tempo e custo de liquidação, mas só faz sentido quando está integrada à estrutura regulatória e à estratégia financeira da empresa”, afirma. Na prática, empresas utilizam stablecoins lastreadas em dólar como instrumento de liquidação nas transferências internacionais. A operação pode sair estruturada em ativo digital dentro do enquadramento cambial, mas o fornecedor ou destinatário recebe na moeda corrente acordada, com conversão realizada na ponta final. O prazo tende a ser reduzido para minutos ou poucas horas, enquanto operações bancárias tradicionais podem levar de um a três dias úteis, a depender da jurisdição e da cadeia de bancos correspondentes. A intermediação por instituição estruturada e alinhada às normas vigentes é o que tende a garantir registro, rastreabilidade e aderência às regras cambiais, dentro do escopo permitido pela regulamentação ainda em consolidação. O especialista aponta cinco cuidados e vantagens ao adotar stablecoins em operações internacionais Antes de incorporar moedas digitais lastreadas à rotina de importação ou exportação, empresas precisam avaliar riscos, estrutura regulatória e impacto financeiro. A seguir, especialistas indicam cinco pontos centrais. Verificar a conformidade regulatória A empresa deve operar por meio de instituição alinhada às normas do Banco Central e às regras de prevenção à lavagem de dinheiro. “Sem governança, o ganho de agilidade pode se transformar em risco jurídico”, alerta. Garantir enquadramento cambial correto Pagamentos e recebimentos internacionais precisam estar formalmente registrados, com classificação adequada da natureza da operação. Isso evita autuações e inconsistências contábeis. Avaliar o emissor e o lastro da stablecoin Relatórios do BIS ressaltam que o risco está na qualidade das reservas e na credibilidade do emissor. Analisar transparência, auditorias e liquidez é parte essencial da diligência. Integrar à estratégia de gestão de caixa A liquidação mais rápida deve estar conectada à política de exposição cambial, fluxo de caixa e planejamento financeiro. A tecnologia precisa servir à estratégia, não substituí-la. Iniciar com operações-piloto Testar volumes menores permite avaliar prazos, custos efetivos e integração interna antes de ampliar o uso. A curva de aprendizado reduz riscos operacionais. Segundo Murillo Oliveira, a tendência é de amadurecimento institucional do tema. “O diferencial competitivo não estará em usar stablecoin, mas em usar com método, governança e previsibilidade. O mercado financeiro tradicional já dialoga com essa tecnologia, e quem estruturar bem a operação pode ganhar eficiência sem abrir mão da segurança”, conclui.
- Mercado Pago atinge R$ 139 milhões em recuperação de dívidas atrasadas de clientes com estratégia digital de renegociação em parceria com Serasa Experian
O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, recuperou R$ 139 milhões em dívidas de clientes no último bimestre de 2025 por meio do Limpa Nome, plataforma de renegociação da Serasa. O resultado é fruto da ampliação da parceria entre as empresas e da evolução do modelo operacional, que passou de trocas periódicas de bases para uma integração direta via API, tornando a estratégia de recuperação mais escalável e eficiente. A mudança permitiu ampliar significativamente o número de devedores elegíveis, reduzir fricções operacionais e oferecer uma jornada de negociação mais clara ao consumidor. Na prática, o novo modelo aumentou o alcance da estratégia e melhorou a experiência de quem busca regularizar suas pendências financeiras com o Mercado Pago. O impacto fica evidente na comparação anual: no último bimestre de 2024, a recuperação das dívidas atrasadas foi de R$ 64 milhões. Um ano depois, o valor mais que dobrou, chegando aos R$ 139 milhões. “Essa evolução da parceria com a Serasa marcou um avanço importante na nossa estratégia de recuperação de crédito. Vimos que havia um match de 93% de consumidores que já eram cadastrados no app da Serasa. Com isso, avançamos para uma integração via API que nos permitiu ganhar escala, ampliar a base elegível e oferecer uma jornada de negociação mais simples e alinhada ao momento financeiro de cada cliente”, afirma Eric Uemura, Diretor de Recuperação de Crédito do Mercado Pago. No último bimestre de 2025, o valor total de acordos fechados chegou a R$ 205 milhões, com mais de 1 milhão de clientes renegociando dívidas com o Mercado Pago. Desse total, mais de 860 mil consumidores efetuaram o pagamento. “A parceria com o Mercado Pago mostra como a integração entre dados, tecnologia e canais digitais pode transformar a recuperação de crédito em escala. O bom resultado obtido na primeira fase da parceria nos permitiu evoluir para um modelo integrado via API. Com isso, conseguimos ampliar o alcance, reduzir fricções e oferecer uma experiência de renegociação mais eficiente, alinhada às necessidades reais do consumidor”, afirma Samira Leite, Gerente Executiva de Negócios da Serasa.
- Além do Pix: os movimentos que estão redesenhando os pagamentos em 2026
Até há pouco, o debate sobre inovação em pagamentos esteve concentrado em conceitos como Pix, pagamentos instantâneos e embedded finance. Mas essas ferramentas já se consolidaram como a infraestrutura primordial sobre a qual se constroem camadas mais complexas. Em 2026, o setor de pagamentos vive um momento de transformação acelerada, no qual as tendências não se limitam a esses instrumentos específicos, mas envolvem a capacidade de integrar, automatizar e orquestrar os fluxos financeiros em tempo real. De acordo com o World Payments Report 2026, o volume de transações digitais aumentou mais de 10 vezes em menos de 20 anos , um crescimento que pressiona empresas a repensarem como processam, monitoram, conciliam e controlam operações cada vez mais complexas. O mesmo relatório identifica que, globalmente, os provedores mais ágeis — incluindo PayTechs e plataformas integradas — estão utilizando serviços de pagamento omnichannel com maior escalabilidade, integração e valor agregado. Assim, contrastam com instituições tradicionais que ainda lutam para adaptar suas “pilhas tecnológicas” e ganhar agilidade sem perder controle operacional. Para Ticiana Amorim, CEO e fundadora da Aarin , as empresas não competem mais apenas por preço ou velocidade. “Elas competem pela capacidade de entregar experiências financeiras integradas, eficientes e personalizadas, capazes de responder a demandas complexas de consumidores e operações corporativas. Isso envolve investimento em soluções de automação, integração via APIs, orquestração de pagamentos multilinha e modelos de liquidação mais inteligentes, que são exatamente o que o mercado exige para 2026 e além”, afirma. Para organizações que já estão se adaptando a essa nova realidade, o avanço tecnológico se traduz em decisões práticas, como: Orquestração avançada de pagamentos e liquidações , que escolhe rotas inteligentes com base em custo, velocidade e regras de negócio; Integração de APIs financeiras com sistemas internos, como ERP e serviços de conciliação, reduzindo processos manuais e falhas; Automação de conciliação e visibilidade de caixa em tempo real, permitindo maior controle de tesouraria e planejamento financeiro; Soluções de pagamentos omnichannel , que conectam web, mobile e serviços B2B em um fluxo contínuo e automatizado. “À medida que 2026 se desenrola, esses movimentos vão moldando como empresas planejam crescimento, acessam capital e estruturam operações de liquidação global, reforçando que a evolução do setor exige soluções que vão além da simples transferência de valores”, finaliza a CEO.
- Clear lança USDXP, stablecoin proprietária com lastro em dólar
A Clear, uma das principais corretoras em número de traders no Brasil e parte do grupo XP Inc., acaba de anunciar o lançamento da USDXP, uma stablecoin proprietária com lastro de 1:1 em dólar americano. A novidade acaba de ser disponibilizada para clientes da plataforma. A USDXP foi desenvolvida como uma solução simples e eficiente para quem busca exposição ao dólar, sem incidência de IOF. A negociação ocorre 24 horas por dia, sete dias por semana, com execução instantânea, diretamente integrada à experiência da Clear. “A USDXP nasce para resolver uma dor clara do nosso cliente: exposição simples, eficiente e transparente ao dólar. É uma solução pensada para quem opera, busca se proteger ou diversificar seu portfólio”, afirma Lucas Rabechini, diretor de Produtos Financeiros da XP Inc. O lastro da USDXP é mantido integralmente em dólar e custodiado em contas garantidas em instituições financeiras internacionais. A emissão da moeda ocorre em rede blockchain Rayls, disponibilizada pela Parfin, parceiro que traz uma plataforma completa para emissão e gestão de stablecoins proprietárias, enquanto a governança, a custódia e a responsabilidade integral pelo produto permanecem sob controle da XP. “O uso global de stablecoins no mercado financeiro ainda está em estágio inicial, e ter a Rayls como infraestrutura desse movimento nos deixa extremamente confiantes. O lançamento do USDXP pela Clear reforça esse avanço, com uma plataforma que segue à frente do mercado ao oferecer ativos digitais com alto nível de controle, rastreabilidade e segurança institucional aos seus clientes”, explica Marcos Viriato, Co-fundador e CEO da Parfin. Diferentemente de criptoativos voláteis, a USDXP é uma stablecoin lastreada em moeda fiduciária, sem caráter especulativo e que não funciona como meio de pagamento ou remessa internacional neste primeiro momento. O produto foi estruturado exclusivamente para exposição cambial dentro da plataforma, em conformidade com o atual arcabouço regulatório brasileiro. Nesta fase inicial, a USDXP não permite transferências externas, pagamentos ou uso fora da plataforma. A estrutura do produto foi desenhada para oferecer estabilidade, clareza e controle, contribuindo para a segurança jurídica e operacional das transações. A stablecoin inaugura uma estratégia de moedas digitais proprietárias da Clear, com previsão de ampliação do portfólio ao longo do tempo, incluindo moedas como euro e libra. “A USDXP marca o início de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento de moedas digitais proprietárias, alinhada à evolução regulatória e ao fortalecimento da nossa unidade de Câmbio. A iniciativa amplia o portfólio de soluções da Clear e nos permite avançar, de forma responsável, na oferta de moedas digitais com simplicidade e baixo custo. Todo o processo de lastro e as rotinas operacionais seguem os mesmos padrões rigorosos aplicados à base de clientes do ecossistema do grupo XP Inc., garantindo o mais alto nível de governança”, conclui Rabechini.
- Disputa dos pagamentos migra de taxa para controle da liquidação com avanço das stablecoins
A disputa nos meios de pagamento deixou de ser centrada em tecnologia e custo e passou a girar em torno de quem controla a liquidação, a custódia e o fluxo do dinheiro digital. Com o avanço das stablecoins como infraestrutura financeira, empresas, bancos e plataformas disputam agora o domínio sobre os trilhos que sustentam transferências, recebimentos e operações de tesouraria em diferentes países. Dados da Visa indicam que o volume ajustado de transações com stablecoins atingiu US$ 10,2 trilhões nos últimos 12 meses, enquanto a oferta circulante global supera US$ 272 bilhões, o que sinaliza que esses ativos já operam em escala comparável à de sistemas tradicionais de pagamento. Na América Latina, o movimento também ganhou dimensão relevante. Segundo relatório da Chainalysis, a região recebeu quase US$ 415 bilhões em criptoativos entre julho de 2023 e junho de 2024, impulsionada por remessas, comércio internacional e pela busca por maior eficiência financeira em economias marcadas por volatilidade. No Brasil, o tema entrou definitivamente no radar das autoridades. Em entrevista à Reuters, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que cerca de 90% dos fluxos de cripto no país estão ligados a stablecoins, usadas principalmente para compras e pagamentos no exterior. Em novembro de 2025, o BC publicou um novo marco regulatório para ativos virtuais, em vigor desde fevereiro de 2026, que passou a enquadrar operações com stablecoins no sistema de câmbio e a exigir regras de governança e autorização para prestadores de serviços. Esse conjunto de fatores, que inclui a escala global, o crescimento regional e o novo ambiente regulatório, vem deslocando o foco da competição no setor. A discussão deixou de ser sobre qual tecnologia é mais eficiente e passou a girar em torno de quem controla a liquidação e o relacionamento com usuários e empresas. Apesar da expansão do uso de stablecoins, especialistas e estudos de organismos internacionais apontam desafios concretos para sua adoção ampla, como a integração de ativos tokenizados com sistemas contábeis e de liquidação existentes, a necessidade de educação financeira em mercados emergentes, incertezas regulatórias ainda em desenvolvimento em várias jurisdições e preocupações sobre a concentração de liquidez em poucos emissores dominantes, que podem gerar riscos operacionais e sistêmicos. Bancos, processadoras e empresas de tecnologia também vêm testando iniciativas semelhantes, em resposta a esse cenário. Entre as empresas que passaram a adotar esse modelo está a LiberPay, fintech norte-americana que escolheu o Brasil para a estreia global de um sistema de pagamentos P2P em stablecoins, com proposta de operação descentralizada e foco em autocustódia. Para o cofundador da empresa, Tobias Kleitman, o país reúne condições específicas para o desenvolvimento desse tipo de infraestrutura. “ Escolhemos o Brasil porque ele combina adoção digital, cultura de pagamentos instantâneos e um ambiente regulatório em consolidação. É um mercado onde dá para testar, na prática, como o dinheiro digital pode funcionar no dia a dia ”, afirma. Segundo ele, o centro da disputa deixou de ser a inovação técnica. “ A infraestrutura já existe. O diferencial agora está em quem controla a liquidação e consegue integrar esse dinheiro ao comércio e às empresas sem criar novas camadas de dependência. É isso que define quem captura valor no sistema ”, diz. No modelo defendido pela empresa, os pagamentos ocorrem diretamente entre carteiras e estabelecimentos, por meio de gateways próprios, sem que a plataforma tenha acesso aos fundos. A proposta é reduzir intermediações e ampliar o controle dos usuários sobre seus recursos. Para Nicolas Carreiro, country manager da LiberPay no Brasil, a mudança já começa a impactar a economia real. “ O debate passou a ser sobre previsibilidade, liquidação rápida e menor dependência de intermediários. Quando isso entra na rotina das empresas, vira tema econômico, não tecnológico ”, afirma. Especialistas apontam que a centralidade da custódia e da liquidação ajuda a explicar o movimento de grandes instituições financeiras em direção ao setor. Bancos, processadoras e empresas de tecnologia passaram a testar soluções próprias baseadas em stablecoins e dinheiro tokenizado, numa tentativa de não perder relevância na nova arquitetura. Com a consolidação do marco regulatório brasileiro e o crescimento do uso de stablecoins em escala global, a tendência é que essa disputa se intensifique nos próximos anos, redesenhando as relações entre bancos, plataformas, empresas e consumidores em torno do controle do dinheiro digital em circulação.
- Após atingir e sustentar por mais de um ano o breakeven, Cora cresce mais de 60% e reforça foco em crédito para PMEs em 2026
Após atingir o breakeven no final de 2024 e sustentar uma operação no azul ao longo de todo o último ano, a Cora , encerrou 2025 consolidada como uma das principais instituições financeiras voltadas exclusivamente a pequenos e médios empreendedores no Brasil. No período, a empresa registrou crescimento operacional superior a 60%, ultrapassou a marca de 1,5 milhão de clientes em todo o país, e movimentou mais de R$190 bilhões em volume transacionado. Instituição financeira regulada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil, a empresa cumpre rigorosos padrões de transparência e conformidade e inicia 2026 com a meta de acelerar sua estratégia de crédito, bem como ampliar sua oferta de soluções potencializadas por Inteligência Artificial. “Atingir o breakeven foi um marco importante, mas ainda mais relevante foi conseguir sustentar esse equilíbrio enquanto crescemos de forma consistente, alinhados ao nosso propósito em ser o principal parceiro de donos e donas de negócios que buscam soluções financeiras capazes de apoiar o crescimento de suas empresas. Esse resultado reafirma que é possível escalar com responsabilidade, respeitando a regulação e colocando a saúde do negócio no centro da estratégia”, afirma Igor Senra, CEO e cofundador da Cora. Crescimento com fundamento e governança Ao longo de 2025, a Cora priorizou a consolidação da operação, o fortalecimento de governança e a eficiência do modelo antes de acelerar novas frentes como a de crédito. O desempenho do ano, com um crescimento acima de 60%, confirma a viabilidade econômica da empresa e sua capacidade de crescer. “Crescer mantendo o equilíbrio financeiro exige disciplina, governança e respeito à regulação. Desde o início, nossas decisões foram guiadas por fundamentos sólidos e por uma visão de longo prazo para o negócio, sempre priorizando a necessidade dos mais de 1,5 milhão de PMEs que fazem parte da nossa base de clientes.” complementa Senra.No último ano, a Cora reforçou essa estratégia ao ampliar iniciativas de escuta ativa e cocriação com seus clientes, como ações de conteúdo gerado por usuários (UGC) e eventos proprietários, a exemplo do Cora Conversa Contábil, que reuniu contadores e profissionais de BPO financeiro para discutir desafios reais e orientar o desenvolvimento de produtos e serviços voltados às PMEs.A companhia também fortaleceu sua atuação institucional por meio de iniciativas culturais, como o Prêmio Cora de Arte, ampliando a visibilidade do empreendedorismo no setor de arte, ainda carente de iniciativas para gestão financeira, e o relacionamento com a comunidade. A trajetória da Cora também reforça o papel do Banco Central como regulador e a importância de diferenciar empresas que crescem com base em fundamentos sólidos, capital adequado e modelos sustentáveis. Nova fase: crédito com responsabilidade em 2026 Com a base consolidada e uma operação financeiramente sustentável, a Cora entra em 2026 focada na ampliação de sua estratégia de crédito e a adoção ainda mais intensa de Inteligência Artificial. Capital de giro e antecipação de recebíveis de boletos já fazem parte do portfólio, e a empresa prepara a expansão dessas soluções com apoio de tecnologia, inteligência de dados e critérios rigorosos de risco. “O crédito é uma alavanca poderosa para o crescimento dos pequenos e médios negócios, mas precisa ser oferecido no momento certo e da forma correta. Em 2026, nosso foco é ampliar essa atuação com ainda mais inteligência, sempre priorizando a sustentabilidade financeira dos empreendedores”, diz o CEO. O movimento reforça o posicionamento da Cora como um parceiro financeiro de longo prazo para PMEs, mostrando que escala, inovação e solidez regulatória não são opostos, mas complementares.
- XP lança Crédito Consignado Privado e amplia soluções bancárias para o investidor
A XP anuncia o lançamento do Crédito Consignado Privado para clientes com carteira assinada no regime CLT. A novidade amplia o leque de soluções bancárias da empresa e posiciona o consignado como mais uma alternativa para o investidor organizar seu orçamento com previsibilidade, por meio de contratação digital em jornada simplificada e com parcelas descontadas diretamente em folha. As condições do crédito variam conforme o relacionamento do cliente com o ecossistema XP e incluem taxas entre as mais vantajosas do mercado para quem investe com a XP. A modalidade é pré-fixada, com parcelas mensais definidas de acordo com o salário registrado em carteira e descontadas diretamente em folha, com primeiro pagamento em 60 dias. Os valores e prazos são definidos a partir do perfil do cliente e da empresa empregadora, em um processo totalmente digital e com experiência simplificada. “Estamos lançando o Consignado Privado para entregar a melhor proposta para esse produto no mercado ao nosso cliente. O crédito na XP é uma ferramenta de relacionamento e o nosso objetivo é manter uma prateleira altamente competitiva, integrada ao planejamento financeiro do investidor e à completude das soluções que estamos expandindo no ecossistema XP” explica Felipe Colin, Head de Produtos de Crédito da XP. Demais soluções bancárias XP Além do consignado, a XP reúne um portfólio robusto de produtos e soluções para que o investidor centralize sua vida financeira e conecte o dia a dia bancário ao planejamento financeiro de longo prazo. O ecossistema inclui soluções de crédito, conta digital, cartões com Investback, seguros, previdência e consórcio, com experiência unificada e foco em clareza, eficiência e segurança. A XP oferece um conjunto de soluções de crédito pensado para ser utilizado como uma ferramenta estratégica de preservação de patrimônio e otimização financeira, sem precisar desfazer a carteira de investimentos e otimizando o planejamento financeiro do cliente. Uma nova solução de crédito imobiliário será o próximo lançamento na expansão dessa prateleira, reforçando a completude dos produtos oferecidos pela companhia, que já inclui: Crédito com garantia de imóvel Crédito com garantia de investimentos Crédito pessoal livre de garantias Crédito Consignado Privado Para a XP, além de uma ferramenta de relacionamento, o crédito é um instrumento da jornada do investidor, ajustado ao seu momento e às suas necessidades, sempre com decisões fundamentadas em perfil, histórico e relacionamento, garantindo previsibilidade, segurança e eficiência na gestão financeira. O produto também será lançado na Rico, marca do Grupo XP voltada ao investidor de varejo, ampliando o alcance da solução para clientes em diferentes estágios de maturidade e patrimônio.
- 97% dos médicos enfrentam problemas financeiros ao longo da carreira, aponta relatório
A falta de controle financeiro para clínicas e consultórios pode gerar perdas significativas de receita e comprometer a sustentabilidade do negócio. É o que indica o relatório Data-Driven Accounting 2025 , da Deloitte , que aponta que empresas sem análises preditivas e dashboards integrados chegam a perder até 22% do faturamento ao longo do tempo. Embora o estudo analise diferentes setores da economia, o impacto no segmento de saúde tende a ser mais crítico devido à complexidade da operação, à dependência de convênios e aos custos fixos elevados. Falta de dados financeiros amplia riscos no setor médico Clínicas médicas e consultórios lidam diariamente com múltiplas fontes de receita, repasses variáveis, despesas recorrentes e necessidade de previsibilidade. Sem uma visão clara das finanças, a gestão passa a operar de forma reativa, aumentando a exposição a riscos operacionais e financeiros. Entre os principais impactos da desorganização financeira estão: Falhas no controle do fluxo de caixa Dificuldade para planejar compras e reposição de insumos Atrasos no pagamento de salários e fornecedores Endividamento progressivo Risco de paralisação ou fechamento da clínica Gestão financeira ineficiente afeta até clínicas com alta demanda Mesmo consultórios com agenda cheia podem enfrentar dificuldades quando não há acompanhamento estruturado das finanças. A ausência de indicadores consolidados impede a identificação de desperdícios, distorções nos custos e queda gradual da rentabilidade. Dados do próprio setor reforçam esse cenário: um levantamento recente aponta que 97% dos médicos enfrentam problemas financeiros ao longo da carreira, em grande parte ligados à falta de estrutura administrativa e de controle sobre receitas e despesas. Contabilidade baseada em dados deixa de ser opcional O relatório da Deloitte destaca que empresas que utilizam análises preditivas, dashboards integrados e monitoramento contínuo conseguem antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões com maior segurança. No setor médico, essa abordagem se torna essencial para garantir estabilidade financeira e continuidade dos atendimentos. Sem esse suporte, clínicas tendem a tomar decisões baseadas em percepções isoladas, o que amplia a margem de erro e reduz a capacidade de planejamento de médio e longo prazo. Tecnologia como aliada do controle financeiro em clínicas Diante desse cenário, soluções especializadas em gestão financeira ganham espaço na saúde. Plataformas como o Conclínica ajudam clínicas e consultórios a centralizar informações, organizar receitas e despesas e acompanhar indicadores financeiros em tempo real, promovendo maior controle e previsibilidade. O avanço da contabilidade orientada por dados reforça uma mudança estrutural na forma como clínicas gerenciam suas operações. Para o setor médico, investir em controle financeiro para clínicas e consultórios não é apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência do negócio.














