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  • As principais tendências em regulação, infraestrutura institucional e pagamentos com IA

    As exigências regulatórias do Banco Central do Brasil para Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) e a rápida evolução tecnológica do setor foram destaques nos debates em que a OKX, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, participou durante o Blockchain.RIO, nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Rio. A empresa apresentou uma visão abrangente que une governança, segurança institucional e o futuro dos pagamentos movidos por Inteligência Artificial. No painel “Por que tantos projetos estão abandonando o Brasil”, Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, debateu os impactos do novo arcabouço regulatório ao lado de representantes da Oxus Finance, Evervalue e Gowd. Na ocasião, o executivo alertou para a complexidade do enquadramento operacional e as exigências de capital para empresas do setor. “Os serviços financeiros digitais precisam de um capital regulatório robusto, passando pela implementação de diretorias de risco, financeiras e jurídicas. O Banco Central tem se esforçado para promover o diálogo, mas diante das novas regras, quem ainda não se adaptou provavelmente não conseguirá se adequar dentro dos prazos regulatórios.”, afirmou Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil. Apesar das exigências de identificação de clientes (KYC) e do rastreio de transações, a OKX enxerga o enquadramento formal como um passo fundamental para garantir segurança jurídica, atração de investimentos e expansão do setor no país. PROVA DE RESERVAS No painel “A Nova Geração de Produtos e Soluções em Ativos Digitais”, ao lado de lideranças do Banco Central, Visa, Matera e Ebury, Sacamone enfatizou que a prioridade do mercado deve ser reduzir a percepção de complexidade para o usuário final, mantendo rígidos padrões de compliance na infraestrutura. A OKX destacou que a publicação contínua de Prova de Reservas, prática pioneira da empresa desde 2019, se consolida como o padrão de transparência para o setor. Além disso, diante dos riscos operacionais da auto custódia para o grande público, a migração para a custódia institucional surge como condição para o crescimento sustentável das empresas do setor. A corretora também aponta a tokenização de equities, a negociação ininterrupta 24/7 de ativos financeiros e o monitoramento regulado do uso de stablecoins em operações cross-border como os próximos grandes horizontes de transformação do ecossistema global. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Expandindo as fronteiras da inovação financeira, Sacamone participou do painel “Pagamentos agênticos: Quando a IA ganha carteira”, ao lado de executivos da LATAM, Lumx e Agente.Lab, para abordar a criação de sistemas em que agentes de Inteligência Artificial realizam transações de forma autônoma. Para viabilizar essa nova camada de infraestrutura, a OKX destaca a relevância das AG Wallets, carteiras digitais que estabelecem um perímetro operacional claro para que os agentes operem com autonomia e limites de segurança definidos. Essa arquitetura permite que agentes inteligentes negociem diretamente entre si, identificando intermediários sem a necessidade de intervenção humana constante, enquanto o próprio ecossistema fornece os mecanismos nativos para a mediação e resolução de eventuais disputas.

  • Banco Central do Brasil avança na segurança preventiva de ativos digitais após comprovar valor com a Hypernative

    A Hypernative, empresa especializada em segurança e inteligência de risco em tempo real para ambientes blockchain, avança em um processo de contratação relacionado ao Banco Central do Brasil (BC), em um movimento que evidencia a crescente importância da segurança preventiva na evolução da infraestrutura de ativos digitais no país. O movimento ocorre em um momento de amadurecimento da infraestrutura financeira digital brasileira e de ampliação dos requisitos relacionados à segurança, governança e gestão de riscos no mercado de ativos virtuais. O Banco Central vem avançando na regulamentação do setor e reforçando exigências relacionadas à segurança cibernética e à capacidade técnica e operacional de instituições e prestadores de serviços relevantes. Nesse cenário, soluções capazes de identificar comportamentos anômalos e riscos antes da materialização de incidentes passam a ocupar uma posição cada vez mais estratégica. “A América Latina não está seguindo o manual global de segurança em ativos digitais, em algumas frentes, está escrevendo esse manual. O trabalho que desenvolvemos com o mercado brasileiro mostra instituições migrando do rastreamento pós-incidente para a inteligência preventiva. Essa mudança vai moldar como bancos, corretoras e fintechs de toda a região constroem seus próprios controles.” A declaração é de Guilherme Wenceloski, da Hypernative, durante o Blockchain.RIO 2026. Da investigação pós-incidente à prevenção em tempo real A evolução do mercado de ativos digitais está provocando uma mudança na própria arquitetura de segurança das instituições. Em vez de concentrar esforços apenas na investigação de transações e movimentações depois da ocorrência de um ataque, modelos de segurança preventiva buscam detectar sinais de risco e comportamentos anormais antes que uma ameaça se transforme em perda financeira ou incidente operacional. A abordagem ganha relevância à medida que bancos, fintechs, corretoras, custodiante e outros participantes institucionais ampliam sua exposição a ativos digitais e infraestruturas baseadas em blockchain. No Brasil, essa transformação ocorre simultaneamente ao avanço do arcabouço regulatório. A regulamentação do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais estabelece requisitos relacionados à capacidade técnica e operacional de empresas contratadas para serviços relevantes, além de mecanismos de recuperação e controle em situações envolvendo incidentes. Brasil ganha relevância na discussão global sobre segurança onchain O avanço da Hypernative no mercado brasileiro também acompanha uma mudança mais ampla na posição do país dentro da economia digital latino-americana. O Brasil reúne um mercado financeiro sofisticado, elevada adoção de pagamentos digitais, evolução regulatória e crescente interesse institucional em tokenização, stablecoins e infraestrutura financeira digital, elementos que vêm ampliando sua relevância como porta de entrada para a agenda de ativos digitais na América Latina. Essa convergência entre instituições financeiras, reguladores e empresas de infraestrutura também está no centro da agenda do Blockchain.RIO. Em sua quinta edição, o evento reúne bancos, reguladores, empresas de tecnologia, provedores de infraestrutura e lideranças internacionais para discutir a próxima geração das finanças digitais. Hypernative leva segurança preventiva ao Main Stage do Blockchain.RIO Na quinta-feira, 13 de agosto, Guilherme Wenceloski participou do Main Stage do Blockchain.RIO com a keynote “Proactive Security for Onchain Finance”. A apresentação abordou justamente a transição de modelos reativos para arquiteturas de segurança capazes de acompanhar ambientes financeiros onchain continuamente e identificar riscos em tempo real. O tema dialoga diretamente com uma das principais discussões do Blockchain.RIO 2026: como incorporar ativos digitais à infraestrutura financeira de maneira institucional, segura e compatível com os novos requisitos de governança, compliance e gestão de riscos. O Blockchain.RIO posiciona-se como uma plataforma institucional que conecta reguladores, instituições financeiras, bancos centrais, fintechs, provedores de infraestrutura e empresas de ativos digitais. A agenda de 2026 contempla temas como tokenização, stablecoins, pagamentos internacionais, infraestrutura de mercado de capitais, custódia, compliance, liquidação financeira e interoperabilidade entre sistemas financeiros tradicionais e digitais. Nota: A contratação ainda está em processo de formalização e não foi concluída, estando sujeita ao rito administrativo aplicável às contratações públicas. Por esse motivo, a iniciativa não deve ser interpretada, neste momento, como contrato definitivamente celebrado.

  • Finanças descentralizadas avançam no Brasil e devem impulsionar nova fase da economia digital

    As finanças descentralizadas (DeFi) entram em uma nova etapa de desenvolvimento global, impulsionadas pela evolução regulatória, pela expansão da tokenização de ativos e pelo interesse crescente de instituições financeiras. No Brasil, esse movimento ganha força com a implementação das normas para prestadoras de serviços de ativos virtuais, o avanço do Drex e o aumento das operações com stablecoins, criando um ambiente favorável para a consolidação de uma infraestrutura financeira cada vez mais programável e digital. Embora ainda represente uma parcela pequena do sistema financeiro mundial, o ecossistema DeFi movimenta dezenas de bilhões de dólares em ativos bloqueados e vem deixando de ser um tema restrito ao mercado de criptomoedas para ocupar espaço nas discussões sobre inovação financeira, eficiência operacional e transformação digital. A tendência é que contratos inteligentes, tokenização e liquidação automatizada sejam incorporados progressivamente às operações financeiras tradicionais. Segundo levantamento da plataforma DeFiLlama, o setor registrava aproximadamente US$ 74,6 bilhões em Valor Total Bloqueado (TVL) em agosto de 2026. O indicador demonstra a relevância crescente das finanças descentralizadas, embora especialistas alertem que o TVL deve ser interpretado com cautela devido às diferenças metodológicas entre protocolos e à elevada volatilidade característica desse mercado. Para Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, o principal equívoco é associar DeFi apenas à negociação de criptomoedas. "As finanças descentralizadas representam uma mudança estrutural na forma como serviços financeiros podem ser construídos. O grande diferencial não está apenas nos ativos digitais, mas na possibilidade de transformar processos financeiros em infraestrutura programável, transparente e interoperável, reduzindo etapas e ampliando a eficiência operacional", afirma. Na prática, as aplicações DeFi permitem executar operações tradicionalmente realizadas por bancos e instituições financeiras por meio de contratos inteligentes registrados em blockchain. Em vez de depender de processos centralizados para empréstimos, negociações de ativos, pagamentos ou aplicações financeiras, essas atividades passam a ser executadas automaticamente por códigos previamente programados, reduzindo intermediários e aumentando a disponibilidade dos serviços, que funcionam ininterruptamente. Entre as principais aplicações já consolidadas estão as exchanges descentralizadas (DEXs), protocolos de empréstimos com garantias digitais, stablecoins, mecanismos de staking, derivativos descentralizados, organizações autônomas descentralizadas (DAOs) e, principalmente, a tokenização de ativos do mundo real, considerada uma das vertentes com maior potencial de adoção institucional nos próximos anos. Apesar das oportunidades, especialistas destacam que descentralização não significa ausência de riscos. Ataques a contratos inteligentes, falhas em protocolos, vulnerabilidades em oráculos, problemas de liquidez e concentração de governança continuam sendo alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor. "O investidor precisa compreender que altos rendimentos normalmente refletem riscos igualmente elevados. Não existe retorno garantido em DeFi. Antes de qualquer aplicação, é essencial entender como aquele protocolo gera receita, quais são suas garantias, quem controla sua governança e quais mecanismos existem para mitigar falhas operacionais", explica Cleverson Pereira. A evolução regulatória também vem alterando significativamente o ambiente brasileiro. Após a publicação do marco legal dos ativos virtuais, o Banco Central passou a estruturar o processo de autorização e supervisão das prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), estabelecendo exigências relacionadas à governança corporativa, segregação patrimonial, controles internos, segurança cibernética e gestão de riscos. Paralelamente, novas obrigações fiscais ampliam a transparência das operações realizadas com ativos digitais. Segundo o especialista, esse cenário tende a fortalecer empresas comprometidas com compliance e boas práticas. "O mercado caminha para um modelo híbrido. A inovação continuará acontecendo em blockchain, mas integrada a mecanismos de identificação, supervisão, gestão de riscos e proteção ao consumidor. O futuro dificilmente será composto apenas por protocolos totalmente descentralizados ou exclusivamente por bancos tradicionais. A tendência é uma convergência entre esses dois mundos." Nesse contexto, a tokenização desponta como uma das principais transformações esperadas para os próximos anos. Títulos públicos, recebíveis, cotas de fundos, ativos do agronegócio, imóveis e diversos instrumentos financeiros poderão ser representados digitalmente, permitindo liquidação automatizada, maior eficiência operacional e redução de custos em diferentes segmentos da economia. O projeto Drex, conduzido pelo Banco Central, reforça essa perspectiva ao testar uma infraestrutura baseada em registros distribuídos voltada à liquidação programável e à tokenização de ativos. Diferentemente das criptomoedas públicas, o Drex integra uma estratégia regulada de digitalização financeira e poderá servir como base para aplicações institucionais que utilizem contratos inteligentes em ambientes permissionados. Outra tendência observada pelo mercado é que a tecnologia blockchain se torne progressivamente invisível para o usuário final. Assim como hoje poucas pessoas compreendem os protocolos utilizados por aplicativos bancários, espera-se que, nos próximos anos, consumidores utilizem soluções baseadas em blockchain sem necessariamente perceber que estão operando sobre essa infraestrutura. Nesse cenário, inteligência artificial, identidade digital, ativos tokenizados, liquidação automática e contratos inteligentes deverão atuar de forma integrada, tornando os serviços financeiros mais eficientes, seguros e interoperáveis. Ao mesmo tempo, o especialista alerta que educação financeira continuará sendo um dos fatores decisivos para a adoção responsável dessas tecnologias. Aspectos como autocustódia, riscos cambiais, tributação, funcionamento das stablecoins, governança dos protocolos e segurança digital passam a integrar um novo conjunto de competências exigidas de investidores e usuários. Compreender essa transformação é fundamental para acompanhar a próxima etapa da economia digital. Mais do que substituir bancos ou instituições financeiras, as finanças descentralizadas tendem a incorporar características como programabilidade, automação e interoperabilidade ao sistema financeiro existente, formando um ambiente híbrido em que inovação tecnológica e regulação caminham lado a lado.

  • Mercado Pago anuncia “Mago”, evolução de seu assistente financeiro em inteligência artificial

    O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, anuncia o lançamento do “Mago”, seu assistente financeiro baseado em inteligência artificial, que passa a integrar uma nova geração de funcionalidades dentro do aplicativo. A evolução do Assistente Pessoal, lançado em 2025, amplia o uso da IA para se tornar um completo Personal Banker para os usuários, os apoiando a administrar melhor o dinheiro, organizar a vida financeira, simular cenários e projeções, e realizar tarefas do dia a dia por meio de uma experiência conversacional, sempre preservando o controle e a decisão final do cliente. O “Mago” funciona como uma camada inteligente dentro do aplicativo do Mercado Pago, compreende linguagem natural e utiliza as informações do próprio usuário na plataforma para organizar finanças, antecipar necessidades e apresentar oportunidades para que o dinheiro possa render mais, além de simplificar tarefas como pagamentos, transferências, consultas e organização de contas. A nova versão também amplia as capacidades da inteligência artificial na prevenção de fraudes e golpes, ajudando os usuários a identificar situações de risco e reforçando a segurança das operações realizadas no aplicativo. A evolução acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores brasileiros em relação à inteligência artificial. Pesquisa realizada em junho pelo Mercado Pago com 2.300 usuários mostra que 64% dos brasileiros têm interesse em utilizar IA para organizar suas finanças, enquanto 73% acreditam que essa tecnologia transformará a forma como as pessoas lidam com o dinheiro nos próximos anos. Ao mesmo tempo, 34% apontam segurança e privacidade como sua principal preocupação, tornando esse um dos pilares do desenvolvimento da solução. "Mago representa um novo capítulo da estratégia de inteligência artificial do Mercado Pago. Estamos transformando a IA em uma camada inteligente integrada à experiência financeira dos nossos clientes, capaz de organizar informações, simplificar a gestão do dinheiro e tornar os serviços financeiros cada vez mais acessíveis. Um verdadeiro Personal Banker na palma da mão. Mais do que automatizar tarefas, queremos oferecer inteligência financeira para milhões de pessoas, mantendo sempre o usuário no controle de cada decisão", afirma André Chaves, vice-presidente sênior e country head do Mercado Pago no Brasil. Diferentemente de um consultor financeiro ou de uma ferramenta que toma decisões pelo usuário, Mago organiza informações, explica possibilidades, simula cenários, executa transações solicitadas pelo usuário e apresenta oportunidades dentro do próprio ecossistema do Mercado Pago. Decisões complexas agora podem ser tomadas com mais assertividade, fluxos bancários do dia a dia como Pix e pagamentos podem ser feitos com mais fluidez. Entre as principais funcionalidades do Mago estão: Organização das finanças por meio de linguagem natural, dispensando menus e etapas complexas; Consulta a informações sobre gastos, rentabilidade, saldo e projeções Pagamento de contas, boletos e transferências diretamente pela conversa; Envio de comandos por mensagens de voz, para a realização de ações e solicitar informações de forma ainda mais prática e natural; Acompanhamento de vencimentos e organização de pagamentos; Identificação de oportunidades para movimentar recursos dentro do Mercado Pago para aproveitar melhores rendimentos; Informações sobre produtos financeiros disponíveis, simulação e comparação de cenários e seus respectivos riscos; Recursos de prevenção a fraudes e golpes, com alertas e validações adicionais para operações sensíveis. Baseado em rigorosos padrões de privacidade, segurança e conformidade regulatória, Mago utiliza exclusivamente os dados autorizados do próprio usuário dentro da plataforma para tornar a experiência financeira mais personalizada e eficiente. Todas as operações exigem confirmação do cliente, reforçando um princípio central da solução: a inteligência artificial auxilia, explica e organiza, mas a decisão continua sendo sempre do usuário. Esse compromisso com segurança e privacidade já fazia parte da primeira versão do Assistente Pessoal e permanece como base da evolução da solução. Mago alcança 17 milhões de usuários únicos O uso de inteligência artificial para gerenciar as finanças vem ganhando tração entre os clientes do Mercado Pago. Dados da plataforma mostram que desde o seu lançamento, em outubro de 2025, o assistente financeiro alcançou 17 milhões de pessoas. Na prática, a inteligência financeira “Mago” vai além de responder dúvidas e já executa tarefas financeiras diretamente pela conversa. As funcionalidades mais utilizadas incluem Pix e transferências, acompanhamento de contas e boletos e organização da vida financeira. A ferramenta também atua de forma proativa e alerta o cliente sobre vencimentos, apresenta opções para movimentar recursos dentro do Mercado Pago com melhor rendimento e seus respectivos riscos, e apoia simulações de planejamento financeiro. Integrado ao Open Finance, o assistente ainda permite que o usuário consulte saldos e movimente recursos entre diferentes instituições sem sair da conversa, sempre com confirmação prévia em cada operação.

  • IA redefine a recuperação de crédito e impulsiona modelo de cobrança para o setor financeiro

    Entrar em contato com o cliente certo, na hora certa e pelo canal mais adequado tornou-se um dos principais desafios das operações de recuperação de crédito. Em um cenário de carteiras mais complexas, consumidores mais exigentes e maior pressão por eficiência, instituições financeiras têm recorrido à Inteligência Artificial para tornar as estratégias de cobrança mais precisas, personalizadas e eficazes. Essa transformação será tema do evento Leaders Insights Roundtable - Recuperação de crédito na era de I.A, encontro promovido pela TP (Teleperformance) que reunirá, no dia 14 de agosto, em São Paulo, executivos do setor financeiro para discutir como a Inteligência Artificial está tornando as operações de cobrança mais eficientes, personalizadas e alinhadas às exigências de governança e compliance. O debate acompanha o avanço de modelos que utilizam Inteligência Artificial para apoiar decisões ao longo de toda a jornada de recuperação de crédito. Mais do que automatizar atividades repetitivas, essas soluções utilizam dados e modelos analíticos para definir a melhor estratégia de abordagem para cada consumidor, contribuindo para ganhos de eficiência operacional e uma experiência mais personalizada. "A Inteligência Artificial amplia a capacidade das instituições financeiras de tomar decisões mais assertivas durante a recuperação de crédito. Quando combinada à experiência humana, ela contribui para operações mais eficientes, personalizadas e alinhadas às necessidades de clientes e do negócio”, comenta Fátima Oliveira, Chief Business Development Officer da TP Brasil. Nesse contexto, a TP reforça o TP.ai Collect, solução desenvolvida para apoiar operações de recuperação de crédito por meio da combinação entre Inteligência Artificial, analytics, automação e especialistas. A plataforma integra agentes inteligentes e atuação humana para apoiar decisões desde a priorização das carteiras até a condução de negociações mais complexas, permitindo que as instituições financeiras ampliem sua capacidade operacional sem perder qualidade, controle ou aderência regulatória. Segundo dados da TP, a aplicação desse modelo em uma instituição financeira líder na América Latina proporcionou aumento de até 40% na taxa de recuperação e índice de satisfação do cliente (CSAT) de 4,67, reforçando o potencial da combinação entre Inteligência Artificial e expertise humana para impulsionar resultados de negócio. A solução também recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o prêmio Technology of the Year, concedido pelo Business Intelligence Group durante o Excellence in Customer Service Awards, reconhecimento que destaca soluções capazes de gerar impacto mensurável em operações de atendimento e relacionamento com clientes. Além de apresentar tendências e aplicações práticas da Inteligência Artificial na recuperação de crédito, o Leaders Insights Roundtable reunirá especialistas e lideranças do setor para debater temas como eficiência operacional, governança, compliance, experiência do cliente e os desafios da adoção de novas tecnologias em operações financeiras.

  • Liora cria linha de crédito para PMEs a partir de conta de luz

    A Liora, energyfintech que transforma a conta de luz em uma ferramenta para gerar benefícios financeiros, anuncia o lançamento de um produto inédito no mercado brasileiro, que vai conceder crédito a clientes com contas de luz a partir de R$ 200. Na prática, micro, pequenas e médias empresas poderão tomar emprestado até 150% do valor médio que pagam de energia por mês. A proposta parte de uma premissa simples: a conta de luz é uma das despesas mais recorrentes e previsíveis de qualquer negócio. A partir dessa relação constante com a energia, a Liora testa um modelo em que o histórico de consumo e pagamento passa a ser usado como base para ampliar o acesso a recursos financeiros e outros benefícios integrados à rotina da empresa. Na prática, isso significa oferecer alternativas para um problema comum entre pequenos empreendedores: a falta de capital para manter as operações do dia a dia. Em muitos casos, essa necessidade acaba sendo resolvida por meio de soluções emergenciais e caras, que pressionam ainda mais o caixa dos negócios. Segundo dados do Banco Central do Brasil, os juros do cheque especial para empresas ultrapassam 355% ao ano. Nesse cenário, o piloto da Liora busca testar uma alternativa conectada a uma despesa que já faz parte da rotina mensal das empresas: a própria conta de energia. Nesta fase, o produto atenderá perfis variados de pequenos negócios, desde empreendedores e comércios de bairro com contas de energia próximas de R$ 500 por mês até empresas que ultrapassam R$ 7 mil mensais em consumo. O foco não está no setor de atuação, mas na forma como cada negócio administra seus recursos e enfrenta desafios de caixa no dia a dia. Dentro desse contexto, o produto possui duas modalidades desenvolvidas a partir da relação que os clientes já mantêm com a Liora. Modalidade 1: mais prazo para usar recursos no caixa da empresa O empreendedor pode manter até três faturas em aberto simultaneamente, pagando sempre a mais antiga. Na prática, parte do dinheiro que normalmente seria destinado à conta de luz permanece disponível por mais tempo para cobrir despesas do negócio, sem cobrança de juros por esse prazo adicional. Quem preferir continuar pagando em dia mantém os descontos máximos oferecidos pela Liora. Modalidade 2: dinheiro na conta no mesmo dia A segunda modalidade permite que o empreendedor receba imediatamente um valor proporcional à sua conta de energia. Na prática, a relação recorrente que ele já mantém com a Liora se transforma em uma forma simples de acessar recursos para o negócio sem precisar recorrer a soluções emergenciais de crédito. O valor é disponibilizado diretamente na conta bancária do cliente e sua devolução acontece gradualmente nas faturas de energia dos meses seguintes, aproveitando uma dinâmica que já faz parte da rotina da empresa. Em vez de depender exclusivamente das análises tradicionais do sistema financeiro, a solução considera três fatores observados na própria rotina energética do negócio: a regularidade da operação, refletida no consumo mensal; o porte da atividade, indicado pelo volume de energia utilizado; e o histórico de pagamento das contas. Juntos, esses elementos ajudam a construir uma visão complementar sobre a dinâmica da empresa. Um mercado em transformação A estratégia da Liora ataca duas realidades desafiadoras do cenário nacional: o Brasil possui uma das energias mais caras do mundo e, simultaneamente, taxas de juros bancários muito elevadas. Para a Liora, esse movimento abre espaço para que a conta de energia deixe de ser apenas uma despesa mensal e passe a funcionar como plataforma para novos serviços e benefícios. O foco inicial são as 10 milhões de micro e pequenas empresas ativas no País (IBGE). Contudo, os desdobramentos futuros miram a abertura total do chamado Mercado Livre de Energia, prevista para o biênio 2027–2028. Quando isso acontecer, cerca de 95 milhões de lares brasileiros também poderão escolher seu fornecedor de energia, ampliando o potencial para novos serviços e benefícios associados à conta de luz. "Nossa visão é que a energia pode gerar muito mais valor do que apenas abastecer um negócio. A conta de luz é um compromisso recorrente, previsível e presente na rotina de praticamente todas as empresas. Estamos testando como essa relação pode abrir caminho para soluções financeiras mais aderentes à realidade dos pequenos empreendedores. Este piloto é a primeira validação prática dessa tese com clientes reais", afirma Renata Feijó, cofundadora da Liora. O produto roda tanto no ambiente digital quanto em vendas porta a porta nas ruas.

  • Claps amplia acesso aos microsseguros com tecnologia aplicada ao projeto Mapfre na Favela

    A Claps, solução desenvolvida pelo Grupo MA9, é a responsável pela jornada digital de contratação do projeto Mapfre na Favela, iniciativa criada pela Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, em parceria com o G10 Favelas para ampliar o acesso aos microsseguros em comunidades brasileiras. Por meio da tecnologia, empreendedores conseguem conhecer e contratar os produtos diretamente pelo celular, por meio de uma loja virtual acessada via QR Code. A ferramenta reúne informações sobre as soluções de proteção e permite que toda a contratação seja concluída em poucos cliques, em uma experiência totalmente digital. Lançado em 2024, o projeto Mapfre na Favela nasceu em Paraisópolis (SP) com o propósito de levar soluções de proteção financeira para micro e pequenos empreendedores das comunidades, por meio de produtos desenvolvidos para atender às necessidades e à realidade econômica desses públicos. A iniciativa vem sendo ampliada para novos territórios, como a comunidade Sol Nascente, no Distrito Federal, reforçando seu compromisso com a inclusão securitária. Segundo Márcio Andrade, CEO do Grupo MA9, a tecnologia é um elemento essencial para aproximar soluções de proteção financeira das pessoas. “Nossa tecnologia foi desenvolvida para simplificar o acesso aos seguros. No Mapfre na Favela, conseguimos transformar um processo que poderia ser complexo em uma jornada totalmente digital e descomplicada. Quando eliminamos barreiras, ampliamos as oportunidades para que mais pessoas tenham acesso à proteção financeira e aos benefícios que ela proporciona.” Para a Mapfre, a tecnologia desempenha um papel estratégico ao ampliar o alcance do projeto e tornar a contratação dos microsseguros mais simples para os empreendedores das comunidades. “Nosso compromisso é desenvolver soluções que façam sentido para a realidade dos microempreendedores brasileiros. Contar com uma jornada digital simples e eficiente fortalece esse propósito e contribui para que mais pessoas tenham acesso à proteção securitária de forma alinhada às necessidades das comunidades”, afirma Ivo Kanashiro, Superintendente de Sustentabilidade da Mapfre. Além de viabilizar a contratação digital dos produtos, a tecnologia permite criar jornadas personalizadas, integrar meios de pagamento e disponibilizar diferentes soluções em um único ambiente, oferecendo uma experiência integrada tanto para os usuários quanto para as organizações parceiras. Mais do que desenvolver soluções tecnológicas, a Claps busca conectar inovação e impacto social. A participação da empresa no projeto Mapfre na Favela demonstra como a tecnologia pode contribuir para ampliar o acesso aos microsseguros e fortalecer iniciativas que promovem inclusão financeira, proteção e desenvolvimento nas comunidades brasileiras.

  • Yuno capta US$ 45 milhões em rodada Série B

    A Yuno, sistema operacional nativo de IA para pagamentos e serviços financeiros globais, que fornece a infraestrutura financeira para grandes empresas, bancos e carteiras digitais, anunciou hoje uma rodada Série B de US$ 45 milhões, liderada pela Global PayTech Ventures, com participação da Andreessen Horowitz, Tiger Global, QuantumLight Capital — empresa de venture capital orientada por IA fundada por Nik Storonsky, CEO da Revolut —, Monashees, Kaszek e Endeavor Catalyst, entre outros. Também participaram da rodada investidores regionais estratégicos, como a Rasmal Ventures, primeira empresa de investimentos do Catar apoiada pela Qatar Investment Authority (QIA), que conecta capital do Golfo à inovação global; a Further Ventures, empresa de investimentos apoiada por capital soberano e sediada em Abu Dhabi; e a GrowthX Capital, apoiada pelo investidor e empreendedor de tecnologia Hamad Al-Hajri. O capital será utilizado para acelerar a trajetória da Yuno rumo à lucratividade e consolidar sua posição como líder da categoria em infraestrutura financeira global. Os recursos captados serão destinados à pesquisa e desenvolvimento, tecnologias de pagamentos de próxima geração e à expansão contínua da infraestrutura global da Yuno, que funciona como a espinha dorsal de pagamentos de empresas de grande porte em todo o mundo. Ao longo do último ano, a Yuno recuperou mais de US$ 5 bilhões em volume de transações que, de outra forma, teriam falhado para comerciantes de sua rede, aumentou as taxas de autorização em aproximadamente 5% e economizou mais de US$ 500 milhões em custos de processamento para seus clientes. No mesmo período, a empresa adicionou 150 novas integrações e ampliou sua cobertura local em todos os continentes. Projetada para ser agnóstica, a Yuno conecta empresas, por meio de uma única API, a mais de 1.000 métodos de pagamento e mais de 460 integrações em mais de 190 países, com roteamento inteligente, checkout com um clique e detecção de fraudes baseada em IA incorporados à plataforma. Na prática, isso significa que uma empresa pode ativar um novo mercado em questão de dias. Poucos setores testam essa promessa tanto quanto o de games. Considere uma das maiores publishers de jogos do mundo: quando um novo título é lançado, jogadores de dezenas de países chegam na mesma hora e pagam usando seu método de pagamento local preferido: carteiras digitais no Sudeste Asiático, vouchers na América Latina e cobrança via operadora no Oriente Médio. A Yuno aceita tudo isso por meio de uma única integração, garantindo que cada lançamento ocorra sem problemas e que todas as transações sejam processadas. Para empresas globais, a rede consolida todos os mercados em uma única integração, incorporando prevenção contra fraudes, KYC/KYB e otimização em tempo real, de modo que a taxa de aprovação aumente e o roteamento se torne mais rápido a cada transação. Fundada na Colômbia em 2022, a empresa vem ampliando a sua parceria com bancos e provedores de pagamentos que utilizam sua tecnologia em regime de white label, incluindo a dLocal, plataforma de pagamentos internacionais listada na NASDAQ, e a Prosa, maior rede de processamento de pagamentos do México. Isso permite que um único contrato atenda a todo um mercado. A expansão de produtos deverá ser um dos principais destinos dos recursos captados. Os clientes estão solicitando que a Yuno cubra uma parcela cada vez maior de sua infraestrutura, e a empresa está respondendo ao ampliar a plataforma para pagamentos presenciais, aprofundar suas capacidades de comércio agentivo e expandir sua presença nos Estados Unidos. “A maioria das empresas capta uma Série B para comprar crescimento. Nós estamos captando a nossa para acompanhar o crescimento dos nossos clientes e ampliar nossa liderança, com um caminho claro para a lucratividade no próximo ano”, afirmou Juan Pablo Ortega, cofundador e CEO da Yuno. “A IA mudou a economia de construir esta empresa. Crescemos mais rápido e operamos de forma mais enxuta do que a geração anterior de empresas de infraestrutura. Ser local em todos os lugares é o problema mais difícil dos pagamentos, e qualquer pessoa que comece a trabalhar nisso hoje está pelo menos dois anos atrás. Com esta rodada, pretendemos consolidar essa liderança em uma escala verdadeiramente global, com disciplina financeira real.” Os investidores regionais que participaram da rodada destacam o crescimento da Yuno no Oriente Médio. O financiamento ocorre após a certificação da Yuno Payments Arabia como Provedora de Serviços Técnicos de Pagamento pelo Banco Central da Arábia Saudita, em abril de 2026; uma parceria com a Tap Payments que abriu acesso a sistemas locais, incluindo Mada, KNET e NAPS, nos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo; e uma parceria de buy now, pay later com a Tabby, que atende mais de 25 milhões de consumidores na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A ACI Worldwide classifica o Oriente Médio como o mercado de pagamentos em tempo real que mais cresce no mundo. Com a Rasmal, a Further Ventures e a GrowthX Capital, de Hamad Al-Hajri, a região também passou a apoiar a expansão da Yuno nesse mercado. “O problema mais difícil dos pagamentos é ser genuinamente local em todos os lugares, e a Yuno resolveu isso em escala global, que é exatamente o motivo pelo qual a empresa tem tanta ressonância em nossa região”, afirmou Soumaya Ben Beya Dridje, sócia da Rasmal Ventures. “O Golfo é agora um dos mercados de pagamentos que mais crescem no mundo, e seu futuro passa pelos novos corredores comerciais da região — as mesmas carteiras digitais, sistemas de pagamento e consumidores que a Yuno já conecta. Investimos porque Juan Pablo e sua equipe estão construindo a infraestrutura de que esses corredores precisam e porque combinam essa ambição global com verdadeira disciplina financeira. Essa combinação é rara e é exatamente o tipo de empresa que apoiamos.” “Desde que entrei para o conselho da Yuno no outono passado, tenho visto em primeira mão como Juan Pablo e sua equipe estão redefinindo a infraestrutura de pagamentos. A Yuno combina alcance global, inteligência local e execução orientada por IA para ajudar os clientes a ampliar sua presença global, aumentar as taxas de autorização, reduzir custos e crescer mais rapidamente. Tenho orgulho de apoiar a equipe enquanto ela constrói uma empresa líder em infraestrutura global de pagamentos”, afirmou Javier Perez, sócio-gerente da Global PayTech Ventures e membro do conselho da Yuno.

  • MED 2.0 amplia rastreamento de dinheiro desviado em golpes via Pix e pode aumentar chances de recuperação

    A rapidez que transformou o Pix em uma das principais formas de pagamento dos brasileiros também é explorada por criminosos para dificultar a recuperação de valores obtidos em golpes. Depois de receber uma transferência, fraudadores podem movimentar o dinheiro rapidamente por diferentes contas, criando uma cadeia que dificulta seu bloqueio. É justamente sobre essa brecha que atua o MED 2.0, a versão do Mecanismo Especial de Devolução, que amplia a capacidade de rastreamento de recursos dentro do sistema financeiro. No modelo anterior, o rastreamento e o bloqueio ficavam restritos à conta que recebeu originalmente o Pix. O problema é que organizações criminosas podem retirar rapidamente os recursos desse primeiro destino e distribuí-los entre outras contas. “O principal gargalo do MED antigo (1.0) é que ele só conseguia rastrear e bloquear os recursos na conta do primeiro recebedor. O MED 2.0 nasceu justamente para fechar essa brecha”, explica Andressa Lipski, diretora de governança da Trio, empresa especializada em tecnologia para pagamentos. “A grande mudança é a capacidade de rastreamento em múltiplas camadas, o sistema agora busca mapear o caminho do dinheiro por toda a cadeia, permitindo o bloqueio dos valores mesmo que eles tenham sido fragmentados e repassados para terceiros ou até mais envolvidos”, completa Andressa. Dinheiro pulverizado passa a ser rastreado Na prática, a evolução permite que o sistema acompanhe o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele deixa a primeira conta. O objetivo é identificar as diferentes transferências realizadas e tentar bloquear os recursos onde eles estiverem. “A tecnologia funciona através de uma integração sistêmica mais profunda entre os participantes do Pix e o Banco Central. Quando o MED é acionado, o sistema não envia um alerta apenas para o Banco "B" (primeiro recebedor), mas mapeia a árvore de transações para os Bancos "C", "D" e "E", solicitando bloqueios fracionados até que o valor total seja alcançado. isso é um avanço monumental porque tira a ‘vantagem do tempo’ do criminoso. No antigo MED, se o dinheiro saísse da primeira conta, o rastro se esfriava, mas agora, o ecossistema age de forma colaborativa e em rede para encurralar o fluxo financeiro ilícito”, afirma Andressa. A mudança tende a ser particularmente relevante em golpes praticados por organizações que utilizam diversas contas para movimentar rapidamente os valores. “Acompanho de perto o impacto financeiro das fraudes no ecossistema, e o MED 2.0 é um divisor de águas na recuperação de capital. Ele aumenta significativamente a probabilidade, sendo especialmente eficiente contra quadrilhas estruturadas e golpes de engenharia social (como o golpe da falsa central de atendimento). Nesses crimes, o fraudador não mantém o dinheiro na conta de destino original; ele o espalha rapidamente. Ao permitir o rastreio em cascata, o MED 2.0 ataca diretamente a principal tática de lavagem de dinheiro dessas organizações”, diz Andressa. Fui vítima de golpe. Como acionar o MED? Apesar da evolução tecnológica, a velocidade com que a vítima comunica a fraude à instituição financeira continua sendo um fator importante. O primeiro passo é procurar o banco ou instituição de onde o Pix foi realizado utilizando seus canais oficiais. O prazo máximo para solicitar o MED é de 80 dias após a realização da transferência, segundo Andressa. “Assim que a vítima percebe a fraude, ela deve entrar em contato imediatamente por meio dos canais oficiais (aplicativo, telefone ou agência) com a sua própria instituição financeira de onde o dinheiro saiu, e relatar o golpe. O prazo máximo para solicitar o MED é de 80 dias após a data do Pix”, orienta a diretora da Trio. Ela destaca ainda que o mecanismo, entretanto, não funciona como uma ferramenta para cancelar qualquer transferência. Ele se aplica a situações envolvendo fraudes, golpes, crimes cibernéticos e determinadas falhas operacionais das instituições. Desacordos comerciais ou uma transferência realizada para uma chave errada por desatenção não se enquadram no MED. Mesmo com o rastreamento em múltiplas camadas, acionar o mecanismo não significa necessariamente que todo o dinheiro será recuperado. Uma das principais limitações aparece quando os recursos deixam o ambiente financeiro que pode ser rastreado automaticamente. “Se os fraudadores conseguirem sacar o dinheiro em espécie em um caixa eletrônico, transferi-lo para contas no exterior, ou convertê-lo em criptoativos em exchanges não reguladas antes que o bloqueio seja processado, a recuperação se torna praticamente impossível pelos meios automáticos do Banco Central, restando apenas a via de investigação policial e judicial”, explica Andressa. Compartilhamento de informações ganha importância Além de buscar valores depois que uma fraude ocorre, a evolução do mecanismo pode contribuir para identificar contas utilizadas de maneira recorrente na movimentação de recursos provenientes de golpes. A expectativa é de uma integração maior das informações disponíveis no ecossistema financeiro, permitindo identificar padrões associados às chamadas contas de passagem. “Passamos de um modelo de comunicação reativa e pontual para um ecossistema de inteligência compartilhada. Com o MED 2.0, as instituições alimentam uma base de dados mais rica sobre o comportamento dessas contas de passagem. Se uma conta for identificada no meio de uma cadeia de pulverização de fraude, ela acende um alerta vermelho no sistema inteiro. Isso vai permitir que instituições como a Trio bloqueiem preventivamente contas com perfis suspeitos”, explica Andressa. Prevenção continua sendo a principal barreira contra golpes Apesar dos avanços do MED 2.0, a especialista ressalta que o mecanismo entra em ação quando a fraude já aconteceu. Por isso, o desenvolvimento de novas ferramentas de recuperação não elimina a necessidade de prevenção. “O MED 2.0 é um excelente ‘freio de emergência’, mas ele atua após o golpe, por isso o verdadeiro combate se dá na prevenção. A engenharia social, continua sendo o elo mais fraco da segurança cibernética. Os cuidados básicos seguem indispensáveis: desconfiar de ofertas milagrosas, não ceder à pressão de urgência em ligações que pedem transferências, nunca compartilhar senhas, e o mais importante: sempre conferir o nome do destinatário final na tela do aplicativo antes de digitar a senha e confirmar o Pix. A tecnologia nos protege, mas a conscientização do cliente é a nossa primeira linha de defesa”, destaca Andressa. Com a possibilidade de acompanhar o dinheiro por diferentes contas, o MED 2.0 amplia a capacidade de reação do sistema financeiro diante de fraudes. “Ao mesmo tempo, a mudança reforça um desafio que acompanha a própria evolução do Pix: fazer com que instituições, tecnologia e usuários avancem conjuntamente na prevenção e no combate aos golpes”, completa a especialista.

  • Brasil Bitcoin lança SophIA, inteligência artificial que executa operações com base no perfil do investidor

    A Brasil Bitcoin anunciou, nesta semana, o lançamento da SophIA, sua nova assistente de inteligência artificial idealizada para transformar a experiência de investimento em criptomoedas. Integrada ao aplicativo da corretora, a tecnologia executa operações solicitadas pelo usuário, como consulta de cotações, e auxilia na escolha de ativos, baseado no perfil do investidor. Com essa nova funcionalidade o usuário tem uma cobertura 360 da plataforma, podendo ainda tirar dúvidas sobre produtos e funcionalidades, dar suporte, entre outras ações. O novo app já está no ar para toda a base de clientes, com atualização publicada na App Store e no Google Play. O projeto, segundo a empresa, levou três meses para ser concluído. “Entendemos que a inteligência artificial vai deixar de ser um diferencial para se tornar infraestrutura no mercado financeiro, pois está cada vez mais presente a demanda por objetividade e praticidade por parte do usuário. E observando isso entre nossos clientes, trouxemos uma interface mais simples e uma IA própria que atua como camada de atendimento, análise e execução dentro do app. A SophIA não apenas responde, ela executa, tudo dentro de uma exchange brasileira, sem dependência de um fornecedor, o que para nós representa a consolidação de uma nova era do nosso mercado”, diz Jorge de Almeida, CEO da Brasil Bitcoin. A novidade chega acompanhada da reformulação completa do aplicativo da Brasil Bitcoin, disponível para dispositivos móveis e desktop. O projeto, desenvolvido ao longo de três meses, foi implementado como uma atualização do aplicativo já utilizado pelos clientes, sem necessidade de migração ou perda de histórico. Hoje, a plataforma reúne mais de 700 mil usuários e já ultrapassou R$ 25 bilhões em volume transacionado. Ainda de acordo com Almeida, a SophIA foi concebida para acompanhar toda a jornada do investidor dentro da plataforma de forma que também contemple aqueles que ainda possuem pouca experiência em criptomoedas. "O nosso cliente não deveria precisar aprender a usar uma corretora para investir em cripto. Reconstruímos a experiência do aplicativo com esse entendimento, priorizando menos etapas, menos ruído e mais clareza. A SophIA é a consequência natural disso. Em vez de o usuário procurar onde fica cada função, ele simplesmente pergunta, e a resposta vem junto com a ação", explica o CEO da Brasil Bitcoin. Inicialmente, a tecnologia fica disponível para toda a base de usuários da Brasil Bitcoin, com a previsão de que uma versão com funcionalidades adicionais voltada aos assinantes do BB Plus será lançada futuramente.Além da inteligência artificial, a empresa investiu em uma reformulação completa da experiência de uso da plataforma, com interface mais intuitiva, navegação simplificada e acesso mais rápido às principais funcionalidades. Para Diogo Ramos, diretor de Marketing da Brasil Bitcoin, a iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras para a entrada de novos investidores no mercado de ativos digitais. "A maior barreira do investidor brasileiro em cripto nunca foi o interesse, mas a complexidade. A nova interface e a SophIA consideram exatamente esse ponto, e em muitas situações a plataforma passa a se explicar sozinha no momento em que a dúvida aparece", afirma. Com a novidade, a Brasil Bitcoin reforça sua estratégia de simplificar o acesso ao mercado de criptoativos por meio da tecnologia, incorporando inteligência artificial diretamente ao fluxo de navegação e às operações da plataforma. A expectativa da companhia é que a nova experiência reduza a complexidade percebida pelos usuários e torne o processo de investir mais intuitivo, especialmente para quem está dando os primeiros passos no universo das criptomoedas.

  • Bancos vão investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia, mas confiança será decisiva para adoção de novos serviços

    A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, acaba de mostrar o tamanho da aposta dos bancos brasileiros em tecnologia: o setor prevê investir R$ 50,4 bilhões neste ano, alta de 8% em relação a 2025. Em cinco anos, esse orçamento cresceu 58%. Os dados também mostram para onde esses investimentos estão indo. Inteligência artificial generativa e cloud estão entre as prioridades para 84% das instituições pesquisadas; já a cibersegurança aparece como tema de relevância alta ou média para 100% delas. Ao mesmo tempo, experiência do cliente, personalização e uso de dados ganham espaço na estratégia dos bancos. Para especialistas em reputação e comunicação, esse movimento coloca uma segunda questão em meio à transformação digital do setor: não basta desenvolver novas soluções. É preciso fazer com que o cliente confie nelas. Isso vale para experimentar novos serviços, interagir com inteligência artificial, compartilhar informações e autorizar o uso de dados em jornadas cada vez mais personalizadas. A discussão ganha ainda mais espaço às vésperas do Febraban Tech 2026, que acontece entre 24 e 26 de agosto, em São Paulo, e deve reunir algumas das principais lideranças do mercado financeiro para discutir tecnologia, inovação e os próximos passos do setor. Para Luciana Lima, sócia da Elementar Comunicação, assessoria especializada em gestão de reputação e posicionamento de lideranças e empresas, quanto mais tecnologia entra na relação entre bancos e consumidores, maior também fica a necessidade de comunicação clara. “Uma instituição pode desenvolver uma solução excelente do ponto de vista tecnológico, mas o cliente precisa entender por que deve usá-la e se sentir seguro nesta relação. Quanto mais digital fica a experiência financeira, mais confiança, transparência e clareza passam a fazer parte do próprio produto”, afirma Luciana. E essa relação já acontece, em grande parte, pelo celular. Em 2025, o sistema financeiro brasileiro registrou 240,8 bilhões de transações bancárias. Só o mobile banking respondeu por 187,5 bilhões de operações. Em cinco anos, o volume de transações pelo celular cresceu 169%. Os canais digitais já concentram 83% das transações bancárias do país. Entre os clientes digitais, 76% fazem mais de 80% de suas operações por esses canais. Quanto mais digital a relação, mais pontos de contato com a reputação Ninguém duvida que a digitalização também aumentou a frequência com que as pessoas se relacionam com seus bancos. Para muitos clientes, abrir o aplicativo, receber uma mensagem, fazer um Pix ou conversar com um chatbot já faz parte da rotina. É nesse conjunto de pequenas interações que a percepção sobre uma instituição também começa a ser formada. Para Leandro Herculano, sócio da Elementar, a reputação não aparece apenas em campanhas institucionais, entrevistas ou momentos de crise. “Em um ambiente cada vez mais digital, a percepção sobre uma empresa é formada todos os dias. Está na mensagem que o cliente recebe, na forma como um problema é explicado, na comunicação sobre segurança e também na maneira como as lideranças se posicionam diante de temas que afetam seus públicos”, diz Herculano. A inteligência artificial deve aumentar ainda mais esses pontos de contato. Apesar de já aparecer entre as prioridades dos bancos, cerca de 60% das instituições ainda estão em fases iniciais de adoção da tecnologia, segundo a pesquisa. Isso significa que boa parte das mudanças ainda vai chegar ao consumidor, seja no atendimento, na análise de informações, na personalização de produtos ou na automação de processos. A experiência do cliente já aparece entre os principais caminhos de diferenciação para os bancos. Oito em cada dez instituições colocam esse tema entre suas prioridades estratégicas. Personalização depende de dados e de confiança Um dos números da pesquisa ajuda a mostrar por que confiança e tecnologia estão cada vez mais ligadas. Entre os bancos pesquisados, 68% priorizam a personalização de produtos e serviços como forma de diferenciação. Para isso, dados e inteligência artificial ganham espaço. Ao mesmo tempo, 47% das instituições querem aumentar o número de consentimentos para compartilhamento de dados. É aí que a discussão deixa de ser apenas tecnológica. Para oferecer determinados serviços, personalizar experiências e aproveitar melhor recursos como o Open Finance, o banco precisa que o cliente aceite compartilhar suas informações. E essa decisão passa, inevitavelmente, pela confiança. Para Luciana, a comunicação precisa entrar nessa discussão antes que uma nova solução chegue ao público. “Se uma mudança depende da adesão do cliente, comunicação não pode aparecer só no lançamento. É preciso entender antes quais dúvidas essa novidade pode gerar, quais receios precisam ser respondidos e como mostrar de forma clara o valor daquela transformação”, avalia. O Open Finance mostra a dimensão desse movimento. A pesquisa aponta 102,8 milhões de consentimentos ativos, crescimento de 122% em um ano. À medida que serviços financeiros se tornam cada vez mais personalizados e dependentes do uso de dados, a credibilidade construída pelas instituições tende a pesar também na disposição dos clientes para aderir a essas novas experiências. Para Herculano, esse trabalho precisa começar antes de qualquer situação de pressão. “Confiança é construída aos poucos. Quando uma empresa começa a trabalhar sua reputação apenas diante de uma crise, de uma resistência ou de um questionamento, ela já chega atrasada à conversa. No mercado financeiro, em que segurança e credibilidade fazem parte da decisão do cliente, esse trabalho precisa ser contínuo”, adiciona. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 está em sua 34ª edição. A primeira etapa ouviu 25 bancos, responsáveis por cerca de 85% dos ativos da indústria bancária brasileira, além de 53 executivos das áreas de tecnologia. Novos dados do levantamento serão apresentados durante o Febraban Tech, em agosto. O que muda para quem usa banco todos os dias Para o cliente, essa transformação aparece em situações bastante concretas. O atendimento por inteligência artificial tende a se tornar mais comum, os aplicativos podem oferecer produtos cada vez mais personalizados e o compartilhamento de dados passa a influenciar desde ofertas de crédito até serviços construídos a partir do Open Finance. Isso pode trazer mais agilidade e conveniência, mas também aumenta o número de decisões que o consumidor precisa tomar sobre seus próprios dados. Em muitos casos, será necessário entender quem terá acesso às informações, para qual finalidade elas serão utilizadas e qual vantagem existe em autorizar esse compartilhamento. A confiança, portanto, deixa de aparecer apenas quando o cliente escolhe em qual banco abrir uma conta. Ela passa a interferir também em decisões menores e frequentes, como aceitar uma recomendação feita por inteligência artificial, responder a uma mensagem automatizada, permitir o acesso ao histórico financeiro ou aderir a uma nova funcionalidade no aplicativo. Para Luciana, esse é um dos pontos que as instituições precisam considerar à medida que aceleram sua transformação digital. “O consumidor não enxerga essa transformação em termos de cloud, infraestrutura ou estratégia de dados. Ele percebe quando recebe uma oferta mais adequada, quando o atendimento funciona ou quando precisa autorizar o uso de uma informação pessoal. É nessas experiências que ele decide, pouco a pouco, o quanto confia naquela instituição”, completa.

  • Tokenização precisa ser feita em 'baby steps', diz executivo da CVM

    O Blockchain Rio 2026, principal evento do ecossistema de infraestrutura financeira digital da América Latina, reuniu representantes de reguladores do Brasil e do mundo. Durante painel sobre tokenização e regulação, Egmon Henrique de Oliveira Costa da CVM, registrou algumas preocupações acerca do futuro da tokenização. Para ele,”a mudança da estrutura regulatória, para incluir tokenização, precisa ser feita em baby steps”. “No futuro ambos os mercados vão coexistir. Tanto o mercado tradicional, quanto o tokenizado. Mas mesmo que isso fique maduro, existe o custo da inércia. Hoje no mercado financeiro diferentes tipos de sistemas são usados pelas financeiras, cada um com sua característica. É difícil que a tokenização unifique esses sistemas em uma só tecnologia”, comentou. Quem discordou da ideia foi Thiago Sarandy, Diretor-Geral para o Brasil da Binance. Na visão do executivo, tokenizar o mercado tradicional é essencial. “É essencial porque o mercado tradicional não segue a cultura de que investimentos devem funcionar todos os dias e globalmente. Foi justamente dessa dor que surgiu a tokenização”, explica. Além disso, Sarandy afirma que já existe demanda, o que falta agora é existir uma regulação clara. “O Brasil precisa tokenizar ações brasileiras para perpetuar e impulsionar a tokenização. Também seria excelente a tokenização de títulos de rendas fixas, também essenciais para globalizar o mercado brasileiro”, disse. Para o executivo da Binance, as stablecoins brasileiras também são cruciais para atrair capital estrangeiro. “O brasileiro é pioneiro, ele gosta de tecnologia. Quando a regulação for clara, a adoção pode ser exponencial”, afirmou. Sarandy também provocou no painel o fato de que o mercado tradicional falhou em se atualizar na questão de ainda não ser “vinte e quatro por sete”. Poder negociar a qualquer hora é uma característica essencial que o mercado financeiro já deveria ter implementado, defendeu ele. Lourenço Brasil, Head de Legal Latam da Coinbase, concordou em partes com Sarandy. “O grande efeito de tudo isso é que, cada vez mais, os ambientes de negociação estão interligados e, com isso, mais competitivos. As PSAVs terão um papel de conexão, elas serão cruciais para medir qual a demanda existente em cada tipo de ativo”, explicou. Ele afirma que um mercado vinte quatro por sete não traz benefícios somente para o investidor que quer comprar uma ação a hora que desejar, também ajuda o próprio mercado tradicional. “Bancos podem trocar colaterais entre si e realizar operações que aumentem a eficácia do mercado tradicional”, ele completa. O grande problema, segundo Lucas Anselmo, CPO da Nomad, é a falta de interoperabilidade entre os mercados. Segundo ele, existe um entrave na integração do jurídico e operacional de ambas as partes. “Não adianta virar a chave de uma vez. Estamos aos poucos estudando novos produtos e aplicando a tecnologia na operação. Os dois mundos estão muito bem resolvidos. Mas entre eles, ainda são estranhos”, disse Anselmo. Além disso, o movimento de educação pode aumentar com a chegada da tecnologia. “Muitos brasileiros não sabem nem o que é treasury. Tokenizar traz uma camada a mais de conhecimento que o investidor precisa ter antes de investir no ativo”, disse.

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