3 situações em que AI Agents podem transformar o atendimento de bancos e fintechs

O setor financeiro brasileiro atravessa um novo ciclo de investimentos em tecnologia, impulsionado principalmente pelo avanço da Inteligência Artificial. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 92% das empresas do mercado financeiro já utilizam inteligência artificial em alguma atividade interna, levando a resultados expressivos, como: redução de 75% nas reclamações no Banco Central e aumento de 80% na velocidade de desenvolvimento de software.
Outra área que tem sido beneficiada é o marketing e comunicação. Nesses espaços, os AI Agents ganham espaço ao permitir que diferentes etapas do atendimento sejam automatizadas, desde o primeiro contato até a contratação de produtos, suporte e cobrança. Para Leandro Beccon, Head de Vendas da Connectly, a tecnologia pode ampliar a capacidade de atendimento das instituições e simplificar a jornada do cliente. “O agente pode entender o que o cliente precisa, ajudá-lo a avançar na jornada e, quando necessário, encaminhar a situação para uma pessoa. Isso permite tornar o atendimento mais rápido sem deixar de lado as particularidades de cada demanda”, afirma.
A seguir, três situações em que os AI Agents podem transformar o atendimento de bancos e fintechs:
Atendimento consultivo em escala
Abertura de contas, dúvidas sobre produtos e simulações de crédito são exemplos de demandas que podem ser atendidas pelos agentes. A partir das informações fornecidas pelo cliente, a tecnologia pode identificar sua necessidade, apresentar opções e encaminhá-lo para a solução mais adequada. Assim, as instituições conseguem atender um volume maior de pessoas sem depender do aumento das equipes na mesma proporção da demanda.
Mais agilidade para resolver demandas do dia a dia
Dúvidas sobre faturas, status de solicitações ou etapas da abertura de uma conta podem ser resolvidas em poucos minutos, inclusive fora do horário comercial. Os agentes também podem acompanhar processos mais longos e atender solicitações recorrentes, deixando as equipes disponíveis para situações que exigem uma atuação mais especializada.
Mais segurança em situações que exigem controle
Informações de conta, portabilidade e renegociações são exemplos de interações que precisam seguir as regras de cada instituição. Nesse tipo de atendimento, os agentes podem atuar dentro das condições estabelecidas pelo banco ou fintech e manter o registro das conversas, facilitando o acompanhamento de cada interação. Em processos de portabilidade, por exemplo, a tecnologia pode apoiar e orientar de acordo com as condições definidas pela instituição.
É justamente a combinação entre escala, agilidade e controle que está no centro da proposta da Connectly. A plataforma permite acompanhar os agentes ao longo das diferentes jornadas, com recursos como avaliação das conversas, limites definidos para sua atuação e histórico das interações.
“No setor financeiro, a tecnologia precisa estar acompanhada de controle. Quanto mais etapas do atendimento são automatizadas, mais importante é acompanhar as interações e garantir que elas estejam de acordo com as regras da instituição”, afirma Leandro.
A tendência é que o uso de agentes avance para diferentes momentos da relação entre instituições e clientes. Para bancos e fintechs, a tecnologia abre espaço para ampliar a capacidade de atendimento, reduzir o tempo de resposta e oferecer jornadas mais simples, mantendo a segurança necessária para atuar em um mercado regulado.





















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